sábado, 28 de maio de 2011

MISSÃO ITÁLIA ISF 2011: O MUNDIAL SEGUNDO O ESPÍRITO DA ISF




O italiano Andrea Delpin é o Presidente da International School Sports Federation desde 2010, mas desde os anos 90 que integra os seus quadros. Conhece bem as necessidades da Federação. Os esus comentários sobre a qualidade destes Mundiais são os de um profundo conhecedor.


ItaliaOr2011 – Começamos por uma pergunta fácil. O que pensa desta manifestação aqui em Primiero?

Andrea Delpin - Sabíamos de antemão que este seria um grande Mundial, da mesma forma que os Mundiais ISF de Esqui, no ano passado, constituiram igualmente um grande triunfo organizativo. Apesar de os dois Mundiais terem sido disputados em lugares diferentes, Folgaria e Primiero, tiveram à frente das tarefas organizativas as mesmas pessoas. Finalmente, ambas as organizações superaram as expectativas.


ItaliaOr2011 – Que factos mais o impressionaram?

Andrea Delpin – Por onde começar? É incrível como toda uma região viveu estes Mundiais. Pudemos ver bandeirinhas de Orientação em todas as lojas e restaurantes e sentimos que os habitantes locais acompanharam o evento com verdadeiro interesse. Por outro lado, estive sempre rodeado de jovens do “students' staff”, o que me pareceu muito importante e que acompanha o espírito do ISF. Por último, mas não menos importante, agradou-me ver a forma como os atletas cultivaram a amizade, no verdadeiro sentido do termo. Se nos reportarmos a outras categorias e escalões etários superiores, é difícil encontrar este tipo de ligação entre os competidores como acontece ao nível da ISF.


ItaliaOr2011 – Dum modo geral, qual é o nível das manifestações ISF?

Andrea Delpin – É geralmente um nível alto. Obviamente, é mais fácil organizar eventos de desportos individuais do que de equipas, porque nestes casos é necessário transportar toda uma equipa do alojamento para os locais de treino e de prova e depois fazê-la regressar à base. Gostaria de sublinhar que a ISF considera a participação dos jovens nestes eventos sobretudo dum ponto de vista educacional. Se uma equipa se recusa a defrontar outra por motivos políticos, é imediatamente enviada a casa. Se não participa nos eventos culturais, é desclassificada.


ItaliaOr2011 – Há um ano que é o Presidente da International School Sports Federation. Quais são os seus objectivos e as suas expectativas? O que está fazendo de momento?

Andrea Delpin – Devo dizer que a ISF provou ser, no passado, uma espécie de Federação Desportiva. Compreendemos que os nossos objectivos deveriam ser outros e, desde esse momento, estamos a trabalhar no sentido de modernizar a nossa organização. Em Novembro, pretendemos estabelecer alguns grupos de trabalho, por exemplo no sector da Comunicação e Marketing, que deverão estar já operacionais aquando da Assembleia-Geral da Guatemala, em 2012.


ItaliaOr2011 – Que mensagem pretenderia transmitir ao Mundo?

Andrea Delpin – Que queremos trabalhar, no seio da ISF, o mais profissionalmente possível. Que temos milhões e milhões de atletas registados em 75 países de todo o Mundo, um milhão só em França, e que devemos mostrar a nossa grande família através de todos os meios de comunicação. Que a ISF é uma realidade reconhecida pelo Comité Olímpico Internacional e que é nosso dever encontrar a melhor maneira de crescermos!



Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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