segunda-feira, 16 de maio de 2011

MISSÃO ITÁLIA ISF 2011: MENSAGEM DE MIGUEL REIS E SILVA




Na semana que antecede os Campeonatos do Mundo de Orientação de Desporto Escolar ISF 2011, o Orientovar publica os textos de cinco grandes figuras da modalidade em Portugal e cuja primeira experiência internacional teve lugar, precisamente, em eventos desta natureza. Miguel Reis e Silva, vencedor da Taça de Portugal de Orientação Pedestre 2011 e Campeão Nacional de Sprint em título é o nosso primeiro convidado.


Tive o prazer de participar em dois Mundiais de Desporto Escolar, os de Portugal 2002 e Bélgica 2004.

Os primeiros foram ainda nos tempos áureos do Desporto Escolar, em que ficávamos em Hotéis nos Regionais e Nacionais, em vez de Solos Duros e em que havia estágios de quinze dias no Verão. Havia tanta actividade no Desporto Escolar que eu não praticava Orientação federada, acabando por me ter federado mais tarde. Lembro-me de um grande dinamizador do Desporto Escolar dessa altura, o Professor Emanuel Rodrigues, que entretanto nunca mais vi. Lembro-me também do Professor Paulo Mourão, meu treinador, que tinha uma dedicação invulgar para com a nossa equipa, dinamizando vários treinos ao fim de semana. Considero que foi uma altura fundamental na minha formação como atleta e em que dei um grande salto técnico.

Esse período terminou com a organização dos Mundiais 2002 em que obtive o 3º lugar na Distância Longa e por equipas. Pelo que me lembro, foi uma grande organização em que nada faltou.

Entretanto nos Mundiais de 2004 as condições já eram um pouco diferentes. Acabou-se a “torneira” do Desporto Escolar, acabaram os estágios e federei-me pelo CLAC para poder evoluir. Foi uma competição também muito bem organizada, em que conheci alguns atletas estrangeiros com quem ainda agora falo regularmente, sete anos depois. Foi a minha primeira competição além fronteiras e obtive resultados consideravelmente mais modestos.

Em Itália, dentro de dias, vira-se mais uma página na presença portuguesa nestes Campeonatos. Aos atletas, aconselho-os a darem o seu melhor. Que vivam estas experiências ao máximo e que as encarem como pequenos palcos onde podem ensaiar e viver os objectivos que almejam para o futuro. Se tiraram prazer de sofrer nos treinos, se sofrem de síndrome de privação quando não navegam na floresta e se sentem a adrenalina de competir… saberão que são diferentes e que vão ficar orientistas para o resto da vida.

Miguel Silva

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