quarta-feira, 11 de maio de 2011

DUAS OU TRÊS COISAS QUE EU SEI DELA...




1. Depois de ter sido tornado público para apreciação o Projecto de Despacho de Organização do Ano Lectivo de 2011/2012, aí está o Despacho nº 6916/2011, do Gabinete do Secretário de Estado Adjunto e da Educação, datado de 04 de Maio. Entre outros aspectos igualmente relevantes, o documento definitivo introduz a publicação de limites para os créditos lectivos a atribuir por Direcção Regional de Educação, limita as modalidades que serão objecto de aprovação nos projectos de escola e diminui, no que às modalidades competitivas de participação externa diz respeito, os créditos lectivos de quatro para três, ao mesmo tempo que aumenta de quinze para dezoito o número de alunos necessário para constituir um Grupo-Equipa. Trocando por miúdos, o Despacho aponta para menos horas, menos modalidades e critérios mais apertados para aprovação de projectos, tudo isto com o único objectivo da redução de custos. Consequência lógica, teremos no próximo ano lectivo menos equipas, menos carga de treino mas uma maior exigência no cumprimento com as suas obrigações. Como não se podem fazer omeletes sem ovos, isto significa uma muito clara redução da qualidade (menos 25% de tempo de treino) e um nivelamento por baixo. Estas considerações gerais são perfeitamente aplicáveis à nossa modalidade!

2. É mais uma machadada no panorama actual das Corridas de Aventura. Razões económicas face ao reduzido número de inscrições estão na base do adiamento do I Challenge Aventura Entre Palácios, que estava agendado para o próximo fim-de-semana. Pontuável para a Taça de Portugal de Corridas de Aventura 2011 e organizada pelo CAOS – Clube de Aventura e Orientação de Sintra, a prova acaba por não se realizar, à semelhança do que acontecera no passado mês de Março com o APCA XPD Experience 2011, cancelado então “a bem da transparência”. No blog da colectividade sintrense - http://oricaos.blogspot.com/ -, o seu Presidente, Nuno Pedro, avança que “para que um evento desta natureza possa ser realizado sem pôr em causa o futuro do próprio clube organizador, seria necessário um mínimo admissível de 20 equipas nos escalões de elite/aventura, número que, ainda assim, exigiria, da nossa parte um esforço e um risco financeiro considerável e uma necessidade de revisão de alguns custos.” Findo o prazo, o número de equipas inscritas não ia além das onze (três das quais em Promoção 2), o que acabou por inviabilizar a prova. Resta agora, como diz aquele responsável, que “os agentes da modalidade e, em particular, da disciplina de Corridas de Aventura, avaliem a situação e se encontrem soluções para a inverter”.

3. O Gabinete Técnico para o Estudo dos Quadros Técnicos Nacionais acaba de publicar as suas propostas no tocante à estrutura de Escalões e Classes para a próxima temporada. Assinado por Luís Santos, o documento é aberto à participação de todos, através da abordagem das questões levantadas ou da exposição de comentários, com vista à criação dum documento final tão consensual quanto possível. Dividido em quatro pontos, o documento cinge-se à estrutura de escalões referentes aos quadros de formação e de competição, adequando a estrutura dos escalões jovens ao ano civil, segmentando o novo H20 em H20E e H20A e propondo a criação de escalões conjuntos H/D14 e H/D16, no caso concreto da Orientação em BTT. Sem grandes mexidas na estrutura dos escalões séniores, é nos escalões de veteranos que parecem existir as maiores dúvidas. Na Orientação Pedestre questiona-se se devemos manter os escalões D60, H65 e H70, por respeito à dedicação dos praticantes mais veteranos, ou se os eliminamos, simplificando a estrutura total de escalões. Já na Orientação em BTT, a questão prende-se com a adaptação ao padrão internacional, segundo o qual serão suprimidos os escalões de 35 anos. Assim, eliminando o escalão D35, terá de se optar se ficamos apenas com um escalão feminino (D40) ou se mantemos dois escalões femininos de veteranos (D40 e D50). Leia o documento na íntegra no Fórum FPO [AQUI] e não deixe de participar no debate. Todos os contributos são importantes.

4. São ainda os ecos da Tiomila 2011, conjunto de provas de Estafeta que juntou em Botkyrk, em finais de Abril e início deste mês de Maio, perto de sete milhares de orientistas do mundo inteiro para a disputa da sua 66ª edição. Este intróito é motivado pelo relato duma experiência única, vivida na primeira pessoa por Maria Sá, o qual pode ser lido na íntegra em http://o-mariasa.blogspot.com/2011/05/10-mila.html. Depois de ter participado na edição de 2009, Maria Sá regressou à Suécia e, uma vez mais… adorou! É pelo menos isso que se depreende das suas palavras, depois de ter contribuído para a entrada da sua equipa – o Södertälje-Nykvarn OF - no top-100 e de ter ainda dado uma “ajudinha” numa das equipas masculinas que o clube teve em competição na prova principal. O balanço, segundo Maria Sá, não podia ter sido mais positivo: “O Södertälje-Nykvarn OF venceu a Estafeta Junior, no sector feminino alcançaram-se bons resultados, tivemos dez equipas na competição masculina (uma delas era uma equipa exclusivamente feminina) e finalmente a equipa principal do Södertälje-Nykvarn OF alcançou um lugar no pódio! Foi fantástico!!!”


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

5 comentários:

José Grada disse...

Acabar com os recém criados escalões H65,H70,D60 e Vet4 é dar um passo atrás.

É querer passar um atestado de menoridade a quem os criou.

É faltar ao respeito aos mais veteranos que andaram tantos anos a medir forças com atletas de escalões, por vezes, uma dezena de anos mais jovens, quase ignorados.

É desmotivar os que motivam os mais jovens e menos jovens.

Será uma cópia do estrangeiro?
Só conheço a Espanha que não passa do H60. DE resto eles existem em quase todos os países europeus.

Mas estes escalões, agora com poucos atletas, em pouco tempo terão mais participação... veja-se o seguinte exemplo: quando entrei no H55 eramos apenas 3 atletas, hoje o escalão é muito competitivo.

Passou-se o mesmo no H60, começamos os mesmos 3, hoje o H60 é muito participado.

Haja bom senso e respeito.

Dinis Costa disse...

A orientação é um desporto de todos e para todos.
Nada cresce excluindo. A exclusão só gera pobreza, até de espírito.
NPCota

(*)Lembrança não é fortuna então, agrupem avôs e netos.

José Grada disse...

Acabar com os recém criados escalões H65, H70,D60 e Vet4 é dar um passo atrás

É querer passar um atestado de menoridade a quem, tão justamente, os criou.

É faltar ao respeito aos mais veteranos que andaram tantos anos a medir forças com atletas de escalões, por vezes, 10 anos mais jovens.

É desmotivar os que motivam os mais jovens e menos jovens.

Será uma cópia do estrangeiro?
Só conheço a Espanha que não passa do H60,de resto eles(referidos escalões) existem em quase todos os países europeus.

Mas é favor notar que estes escalões, agora com poucos atletas a médio prazo serão mais participados... Veja-se o seguinte exemplo: Quando entrei no H55 eramos apenas 3, o BO, o Cramez e o Grada, hoje o escalão é muito competitivo.

Passou se o mesmo no H60, começamos os mesmos 3, hoje o H60 é muito participado.

Haja bom senso e respeito

Luís Santos disse...

Olá Grada, boa noite.

Já me conheces bem e sabes que, por abrirmos possibilidades a debate não quer dizer que venham a ser concretizadas no estudo que iremos depois apresentar à Direcção da Federação.

Quando se coloca uma possibilidade para análise e comentários dos praticantes não estamos a faltar-lhes ao respeito. Estamos pura e simplesmente a tentar fomentar o diálogo para que surjam opiniões que nos levem a elaborar as nossas sugestões num ou noutro sentido.

Saudações desportivas,
Luís Santos

José Grada disse...

Boa tarde, Luis.

Claro que nos conhecemos bem, eu reconheço e admiro o enorme contributo que tens dado à orientação nacional.

Quero que fique bem claro que, quando reclamo respeito dirijo-me, concretamente,aquelas mentes de opinião favorávável a eliminação dos escalões em causa.

A ti reconheço-te neste processo como uma espécie de árbitro que procura fazer o seu trabalho com consenço, portanto,compreendo e aceito bem o debate, a discussão e a crítica.

Desejo-te o maior sucesso no desempenho deste trabalho.

Saudações desportivas.

José Grada