segunda-feira, 30 de maio de 2011

CAMPEONATO NACIONAL DE DISTÂNCIA LONGA E ESTAFETAS 2011: O BALANÇO DE RUI MORA, DIRECTOR DA PROVA




Decorreram no passado fim-de-semana os Campeonatos Nacionais, organizados pelo Ginásio Clube Figueirense, em parceria com a Federação Portuguesa de Orientação (FPO), e que contaram com a presença de cerca de 480 atletas, em representação de 40 clubes.

Na vertente meramente desportiva, em que Diogo Miguel do Ori-Estarreja e Maria Sá, do GD4C, conquistaram o título de Campeões Nacionais, classe Elite, a sua realização saldou-se por um inquestionável êxito, unanimemente reconhecido, desde a beleza do traçado dos percursos, de natureza bucólica e aprazível, à sua elevada exigência técnica.

Mas, muito mais há a registar desta dupla jornada, dado tratar-se de um prova do Campeonato Nacional em que, desde a sua recente existência, pela primeira vez a Secção de Orientação do Ginásio se propunha realizar de forma autónoma uma etapa de tal envergadura. Se, por um lado, foi exigido muito esforço e dedicação na sua concepção e montagem, o que dizer dos dois ou três dias da sua realização efectiva, absolutamente frenéticos e exigentes, em termos de entrega e dedicação.

Não fomos muitos, é um facto, mas os atletas do Ginásio presentes, a quem incumbia a organização da prova, tudo fizemos, talvez para além do exigível, para que, mais uma vez e sempre, o nosso Clube saísse prestigiado. Foi-nos gratificante constatar, por um lado, a simpatia e o reconhecimento dos nossos adversários, hoje ilustres visitantes, pela qualidade, rigor e profissionalismo que lhes proporcionámos nesta etapa desportiva e, por outro, dos representantes da FPO que puderam constatar o elevado grau de exigência e rigor nas tarefas que nos cumpre realizar.

Cabe aqui manifestar um fervoroso e sentido obrigado a todos os elementos da organização, atletas da Secção, que, embora em número reduzido, se multiplicaram, dos "juniores" aos "mais velhos", e que de forma solidária e abnegada tudo fizeram para prestigiar o Clube e a Figueira da Foz, reconhecida na forma como recebe quem nos visita.

Por fim, um agradecimento sentido ao nosso patrocinador, Casino Figueira, que sempre nos apoiou, à Federação Portuguesa de Orientação, à Junta de Freguesia da Marinha das Ondas, à Direcção Geral dos Recursos Florestais e à Cruz Vermelha, delegação dos Carvalhais.

Apesar de exaustos, comungamos hoje, todos, do sentimento do dever cumprido.

Na qualidade de Director da Prova, cumpre-me manifestar o meu sentido obrigado a todos os que tornaram possível a sua realização.

Ainda nessa qualidade e também como Vice-Coordenador da Secção de Orientação do Ginásio Clube Figueirense, e porque sempre pautei os meus actos por elevado sentido de responsabilidade e no maior respeito pelos outros, cabe-me aqui apresentar, não só em meu nome pessoal mas também de toda a organização da prova, as minhas sinceras desculpas às atletas do escalão D21B que, lamentavelmente, viram anulado o seu percurso por um erro técnico.

Sendo amadores, no que de mais puro a palavra encerra, a nossa acção em prol da modalidade da Orientação e não só, pauta-se pelo rigor e elevada exigência, inúmeras vezes com prejuízo da nossa vida familiar, quando não também a profissional.

Estamos receptivos à crítica, quando leal e construtiva, pois só assim poderemos evoluir, como desejamos. Recusamos de forma veemente a censura e juízos de valor à nossa conduta.

Não servindo de desculpa, posso afirmar que tanto eu próprio como o Supervisor da Prova ou mesmo o responsável pela impressão dos mapas verificámos toda a sinalética sem que fosse detectado o referido lapso, o que muito nos penaliza mas que de todo já não poderemos remediar, antes nos dá maior determinação para tal não venha a acontecer no futuro.

Lamento ainda que factos como este, absolutamente fortuitos e desagradáveis, possam de alguma forma levar alguns ao afastamento da modalidade que tanto amo e que sempre servi de forma graciosa e desinteressada. Só com a compreensão e ajuda de todos poderemos, no futuro, ter uma Orientação melhor e mais forte.

Como é sabido, a organização de uma prova deste tipo exige imenso trabalho, muitas noites perdidas e fins-de-semana exclusivamente a ela dedicados. Se tecnicamente o mapa é considerado bom ou não para “Distância Longa” só os “entendidos” o poderão opinar. A nós resta-nos o propósito de cada dia que passa irmos evoluindo tecnicamente, com humildade, obviamente receptivos à crítica honesta e frontal.

É nosso firme propósito que o futuro seja ainda melhor.

Rui Mora
Director da Prova

1 comentário:

José Grada disse...

Não gostei tanto daquela 1ªjornada naquele ambiente pesado e mal cheiroso...
aquela fábrica ali... Curioso que só aquela menina do Alvito se referiu a ela(fábrica), nas suas impressões sobre a prova.

À parte esse pormenor do ambiente, a Longa foi disputada em mapa e terreno exclentes,gostei do meu percurso, achei-o bem traçado e diverti-me.

A estafeta teve como palco um local de sonho. A organização tinha a engrenagem da estafeta bem ensaiada e soube transmiti-la cuidadosamente aos concorrentes.O speaker foi mantendo o pessoal agarrado... Enfim,foi uma grande jornada e uma organização muito positiva.