quarta-feira, 27 de abril de 2011

FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE ORIENTAÇÃO: ÓRGÃO DE GESTÃO FAZ BALANÇO DE TRINTA DIAS DE MANDATO




Trinta dias após a Tomada de Posse, o órgão de gestão da Federação Portuguesa de Orientação vem fazer um ponto da situação através de Ofício divulgado ontem na página da FPO. No documento se dá conta do que já foi feito e do muito que ainda está por fazer... e por remendar!


Trinta dias transcorridos sobre a Assembleia-Geral de Grândola e sobre a Tomada de Posse do novo órgão de gestão da Federação Portuguesa de Orientação, aí está o balanço possível dum mandato ainda que curto mas pleno de trabalho no sentido de recuperar o tempo perdido. Com efeito, cinco meses de gestão da Direcção Presidida por Alexandre Guedes da Silva bastaram para lançar a Federação Portuguesa de Orientação numa situação particularmente embaraçosa.

O documento, que se pode dividir em três partes, começa por relatar exaustivamente aquilo que foram estes trinta dias da Direcção de Augusto Almeida. Numa primeira parte, o destaque vai inteirinho para a entrega junto do IDP de “ toda a documentação legalmente exigida”, nomeadamente a candidatura ao programa “Formação” e a reformulação das candidaturas a todos os outros programas. Neste “dossier” IDP – onde ainda se aguarda a reunião para “negociação” dos contratos – sabe-se já que, a exemplo do que acontece com todas as outras Federações, a FPO terá um corte mínimo de 5%. Acresce ainda que não foi recebido qualquer apoio do IDP para 2011, nem é sequer possível antever quando tal acontecerá, o que poderá vir a hipotecar “todos ou muitos dos projectos em curso”, pode ler-se no documento. Atendendo a que o IDP é o nosso grande parceiro, percebe-se que a situação financeira da FPO na actual conjuntura é gravíssima.


Trabalho, trabalho e mais trabalho!

A segunda parte do documento é toda ela trabalho, trabalho e mais trabalho! Despachos, reuniões, adequações, criação de Grupos de Trabalho, Departamentos e Comissões, automatização e normalização de relações são pontos cruciais duma dinâmica que, mais do recuperar o tempo perdido, pretende assumir o regresso da vida federativa à normalidade como a sua maior prioridade. Aqui se fica a saber, entre outras nuances, das alterações “no mínimo” ao Regulamento de Competições 2011 “para que se possa automatizá-lo”, da reunião com a Comissão Técnica de Orientação Pedestre no sentido de “encontrar soluções e compromissos que garantam ambição e dignidade na estruturação das selecções” e do regresso em Setembro do Magazine O-TV aos ecrãs da RTP. Também o dossier “Mundiais de Desporto Escolar” não está esquecido, tendo havido entretanto uma reunião com responsáveis da Direcção-Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular, do Ministério da Educação, no sentido de “contribuir para a participação das equipas de Selecção” nos referidos Campeonatos do Mundo, que decorrerão em Itália entre os dias 21 e 27 de Maio próximos.

Nesta segunda parte do documento se fica a saber também que a Direcção presidida por Augusto Almeida reuniu entretanto por duas vezes - das respectivas reuniões resultaram as actas nº 140 e nº 141 - assinalando que “não existe qualquer acta dos seis meses anteriores, o que é um facto significativamente marcante pela negativa e único nos vinte anos da modalidade e não deixa qualquer suporte sobre as decisões anteriormente tomadas ou sobre as circunstâncias em que as mesmas aconteceram, desconhecendo-se portanto se foram decisões da Direcção ou do Presidente”.


“Os factos são o que são e não o que queriam que eles fossem”

A terceira e última parte do documento vem um pouco na linha deste último parágrafo e é toda ela uma reflexão crítica sobre o anterior mandato, fazendo um ponto da situação – suficientemente esclarecedor – daquilo que é referido como a “vida administrativa herdada”. Assim, esta Direcção está a diligenciar no sentido de “obter informação rigorosa sobre duas facturas mensais de €1.266,90 apresentadas por uma empresa de imagem, sem que exista na FPO qualquer contrato que as suporte.” Por outro lado, aguarda-se “a factura da Via Verde para averiguar que uso teve uma das viaturas que foi devolvida à FPO apenas no dia 31 de Março, cinco dias após o termo de funções do órgão de gestão anterior”.

O documento reafirma ainda a determinação desta Direcção e deste Presidente em não emitirem juízos de valor sobre os últimos seis meses, “porque os documentos que suportam as despesas estão formalmente correctos.” E termina de forma lacónica: “Os factos são o que são e não o que queriam que eles fossem”. Uma afirmação que deve merecer a maior atenção de todos quantos vivem e sentem a modalidade e que estão nela para a servir e não a por ela serem servidos.




Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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