sábado, 5 de março de 2011

PORTUGAL O' MEETING 2011: HOJE FALO EU



O Portugal O’ Meeting 2011 começou. Com a chuva a confinar-se a um horizonte não muito longínquo, com a festa e a animação que só um Portugal O’ Meeting proporciona, com uma organização exímia, de tal maneira tudo funcionou na perfeição que nem se deu por ela.


Estou desde ontem instalado na Herdade do Monte Redondo. Fica aqui na estrada que vai para Ponte de Sôr. Ou melhor, fica desviado quase quatro quilómetros para o interior nascente dessa estrada que desaguava aqui mais à frente na plurisecular ponte romana de Vila Formosa. E digo desaguava porque, finalmente, alguém se lembrou de a libertar do sufoco dos milhares de toneladas sobre rodas que recebeu no seu dorso desde sempre. Em boa hora, diga-se.

A Herdade é um típico monte alentejano, tem uma casa que é um autêntico museu vivo – ver para crer! -, tem um Doberman que inspira confiança e tem uma pedra que adivinha o tempo. Isso mesmo, adivinha o tempo. É uma pedra polida, de dupla face, suspensa duma estaca por um cordel. Se estiver molhada, o tempo está de chuva. No caso de estar seca, o tempo está seco. Se se notar a sombra da pedra, o tempo é ensolarado. Se estiver branca no topo superior, está a nevar. Se não se avistar, o tempo é de nevoeiro. Se estiver a saltara para cima e para baixo, estamos na presença de um terramoto e se a pedra tiver desaparecido, trata-se dum tornado. Monte Redondo, fixem bem.

Foi daqui que saí directamente para a Coudelaria por um estradão. Uma viagem tranquila que me poupou metade do tempo que demoraria se fizesse o percurso normal. Á chegada à Coudelaria, o ambiente de festa dos grandes momentos. Nesta Babel belíssima, chama-me a atenção o espaço magnificamente adaptado nas Partidas, o cuidado em potenciar a beleza dum espaço histórico, a forma como se respeitava o silêncio, o gosto em fazer uma festa às dóceis éguas.

Depois, bem depois foi uma caminhada de ponto em ponto, com a Susana Caetano a iniciar-se na fotografia de Orientação e… a gostar muito! Na retina – e no cartão de memória das máquinas fotográficas - ficam alguns momentos bem preciosos, mas sobretudo aquela salto monumental do Leandro Pasturiza, como se quisesse unir os dois continentes com o impulso da sua vontade. Fica também a enorme afabilidade de todos os atletas com quem falei, mas em especial da Tânia Sousa, uma “menininha” que me ensinou o significado da palavra “talvegue” (espero que seja assim que se escreve).

Agora que escrevo esta última crónica do dia, já vi o excelente trabalho que a Ultimate Orienteering fez com os meus textos e com as fotos da Luzir. Em termos de comunicação este Portugal O’ Meeting está aí com uma força e uma vitalidade que nos deixa a todos orgulhosos. Parabéns, também por isso, à Organização e ao Grupo Desportivo Quatro Caminhos.

Encontro marcado para amanhã, na Herdade do Gamito.

JOAQUIM MARGARIDO
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1 comentário:

Almeida disse...

É uma felicidade saber que a excelência está instalada no POM.
É a hora de não desviar as atenções e de permitir que as luzes se concentrem no excelente trabalho do GD4C e lhe dêm o merecidíssimo brilho.
Continuação de bom trabalho,
Abraço