segunda-feira, 14 de março de 2011

II MEETING INTERNACIONAL DE ARRAIOLOS: IMPRESSÕES (II)




Prosseguindo com o balanço do II Meeting Internacional de Arraiolos, aqui deixamos mais um significativo conjunto de opiniões de alguns dos principais protagonistas do evento.


Sobre o II Meeting Internacional de Arraiolos começaria por dizer que gostei muito da prova de Distância Média, porque o terreno era agradável, limpo, rápido e o percurso estava muito bem construído: início simples e depois tecnicamente exigente na zona das rochas, com um bom ponto de espectadores e muito bons speakers. A prova de Sprint foi divertida, mas não percebi nada do mapa na zona de floresta, muito simplificado e sem particular diferenciação nas zonas de verdes. Finalmente, a prova de Distância Longa foi um WRE muito ultra-longo e particularmente duro. Os primeiros pontos na zona verde foram horríveis, mas gostei muito da pernada longa para o ponto 10 e dos 'loops', globalmente muito bem construídos. Da próxima vez tenho de levar uma lupa para conseguir ler os elementos, particularmente as rochas. Definitivamente, prefiro uma escala de 1:10 000 nestes terrenos. Parabéns à organizacão! Falando também do Portugal O' Meeting, penso que foi um grande sucesso, com terrenos interessantes e uma organizacão perfeita. Da próxima vez, contudo, serão bem-vindas mais casas de banho. Foram para mim das mais bonitas provas onde participei, embora um pouco duras porque normalmente não corro no escalão de Elite.
Stepanka Betkova (Ginásio Figueirense)


Neste II Meeting Internacional de Arraiolos não cumpri com os meus objectivos que passavam primeiramente não por uma boa classificação, mas sim por realizar boas provas, sem grandes erros, algo que não consegui fazer. Na prova de Distância Média considero que a primeira parte do mapa e do percurso eram muito acessíveis, tendo sido na outra parte bastante mais técnica que se decidiu a prova. No domingo, penso que o percurso estava realmente adequado para uma prova de Distância Longa, apesar de em Portugal não ser habitual termos acesso a este tipo de traçado e, pelo menos eu, sinto que tenho de trabalhar ainda muito para me sentir preparada para realizar à vontade este tipo de provas. Foi realmente uma prova muito dura, algo que pode ser comprovado pelos tempos realizados. Foi um bom fim-de-semana a terminar mais um ciclo onde tivemos dos melhores atletas do Mundo a competir e a treinar no nosso país. Espero que estes continuem a visitar-nos nos próximos anos, pois infelizmente cada vez mais estas vão sendo as únicas oportunidades que temos de correr contra eles.
Mariana Moreira (CPOC)


Gostei muito deste II Meeting Internacional de Arraiolos. Apenas corri a prova de Distância Média mas o terreno e toda esta área era excelente e a grande maioria dos mapas eram muito bons. É óptimo vir a Portugal numa altura precoce da temporada e gozar um pouco deste clima ameno e da elevadíssima qualidade dos treinos e das provas.
Graham Gristwood (Södertälje – Nykvarn O, Grã-Bretanha)


A minha opinião global no que concerne ao II Meeting Internacional de Arraiolos é a de que se tratou duma bela competição. Depois de ter participado na sexta-feira nos dois Model Events, confesso que não fiquei particularmente entusiasmado com os mapas e os terrenos e criei uma expectativa negativa acerca daquilo que iria ser a competição. Todavia, como seria de esperar, a escolha acabou por recair sobre as melhores partes do mapa fazendo com que, de chateado, o meu estado de espírito mudasse rapidamente e eu me sentisse realmente muito feliz e excitado com os terrenos durante a competição. Portanto, se há algo de negativo que eu possa dizer em relação ao II Meeting Internacional de Arraiolos, é que os Model Events não se mostraram relevantes para a competição. Mas esta é uma situação com a qual podemos lidar perfeitamente quando estamos perante a excelência duma competição como esta de Arraiolos.

Portanto, relativamente aos mapas e aos terrenos, foram realmente excelentes. O terreno era variado, com partes realmente muito rápidas e outras nem tanto. Assim, tivemos percursos em parte rápidos e simples (o início da prova de Distância Longa, por exemplo), rápidos e técnicos (o final da prova de Distância Média e uma grande parte da prova de Distância Longa) e não tão rápidos e técnicos (o início da prova de Distância Longa), o que tornou a competição bastante agradável e divertida. Os mapas eram excelentes, fantástico o da prova de Distância Longa, o da prova de Distância Média acredito que igualmente muito bom mas com alguns aspectos que me causaram alguma dificuldade em compreender. O mapa de Sprint estava desenhado talvez de forma demasiado simples, faltando-lhe algum detalhe na parte de floresta. Mas duma forma geral gostei muito dos mapas e penso que estavam muito bem desenhados.

Penso que o evento e a organização estiveram muito bem. Pessoas sempre simpáticas e que fizeram um excelente trabalho. Toda a gente se mostrou extraordinariamente amáveis e disponível e tudo esteve organizado ao mais alto nível. Arenas fantásticas, excelentes 'speakers', bela comida, boas tendas de material desportivo e por aí fora. Neste capítulo não há realmente nada a apontar de negativo.

Quanto à minha performance, estou bastante satisfeito. Procurei dar o meu melhor depois duma bela mas muito dura semana de treinos. Infelizmente cometi um elevado número de pequenos erros no final da prova de Distância Média e na segunda metade da prova de Distância Longa e, em particular nesta prova de Distância Longa, acusei também algum cansaço. Mas, dum modo geral, estou bastante satisfeito. Consegui mostrar-me apto a correr em terrenos sem neve – o que ainda não é o caso da Suécia – e fazer exactamente o tipo de treinos técnicos que tinha planeado. Isso é, para mim, muito mais importante do que os resultados alcançados.

Pessoalmente, considero muito importante conhecer novos lugares para fazer Orientação e vir até estas paragens do Sul da Europa numa altura da temporada em que não o posso fazer na Suécia. Gosto de países como Portugal ou Espanha onde encontramos muitos e bons mapas e competições de grande nível nesta altura do ano. Também do ponto de vista psicológico e em termos técnicos, considero muito importante rumar a sítios com temperaturas mais simpáticas. Dá-me uma enorme motivação acrescida e prepara-me para a temporada que está já aí à porta. Em conclusão, sinto-me realmente muito feliz com a minha viagem a Portugal neste mês de Março de 2011.
Olle Boström (Järla, Suécia)


Este fim-de-semana foi um sucesso pela qualidade dos mapas, os excelentes percursos, a beleza dos terrenos, a satisfação global dos atletas. No sábado os percursos começavam com zonas abertas e rápidas para depois fazer uma transição para uma zona técnica lindissíma, que obrigava a reduzir o andamento para não cometer erros. No domingo, o mapa da prova de Distância Longa exigia muita concentração pelas várias zonas técnicas, alternando com as pernadas longas de Orientação pura. Por outro lado, o terreno ensopado juntou um desgaste físico adicional enorme às dificuldades inerentes à própria distância. Ambas as chegadas e arenas deixaram estampados nos rostos cansados dos atletas um grande sorriso de missão cumprida e satisfação. Uma nota pessoal: ver atletas menos jovens, com mais de 70 anos, no final, a sorrir, cheios de energia, a vibrar com o seu desempenho positivo, deixam-me uma felicidade enorme e a certeza de que o fim-de-semana, os percursos e Portugal valeram a pena. Um incentivo, um sonho que desejo também para mim um dia alcançar!
Jorge Ramos (Supervisor da Prova)


[Foto extraída do excelente álbum de Luís Sérgio, o qual pode ser visto na íntegra AQUI]

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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