domingo, 13 de fevereiro de 2011

CRÓNICAS NORTE ALENTEJANO O' MEETING 2010: CONVITE




Na próxima quinta-feira, dia 17 de Fevereiro, terá lugar a Cerimónia de Apresentação do Portugal O' Meeting 2011 e ainda o lançamento das “Crónicas Norte Alentejano O' Meeting 2010”, cuja apresentação estará a cargo do jornalista Manuel Dias. É precisamente sobre este último assunto que me debruço hoje.


Três livros, três filhos!

Comecei a escrever as Crónicas referentes ao último Norte Alentejano O' Meeting em finais de Novembro do ano passado. A incerteza quanto aos apoios levou-me a protelar a elaboração dos textos e, com o tempo extremamente limitado, não me foi fácil encontrar um fio condutor. Foi, nessa medida, aquilo a que chamaria “um parto difícil”.

No dia 17 de Janeiro, enviava à Judite Delgado os cinco primeiros capítulos para revisão, ao mesmo tempo que encetava, com o António Santos, o trabalho de composição gráfica. Apenas 15 dias volvidos, às 16h45 do passado 03 de Fevereiro, o livro dava entrada na Tipografia para impressão.


Um livro de emoções

À semelhança dos dois anteriores, este livro que irá poder folhear já a partir da próxima quinta-feira não é um livro técnico. Ou seja, se pretender adquirir este livro com o propósito legítimo de ficar a saber o que é a Orientação, desengane-se. Estas Crónicas não vão poder ajudá-lo. Nele não encontrará conceitos e objectivos, execução de mapas e traçado de percursos, instrumentos de navegação e sinalética. É antes um livro que reflecte um gosto pela escrita e pela fotografia, resumindo-as numa simples palavra: Orientação.

Nessa medida, este é um livro de emoções. Aquelas que se desprendem do sentido que cada um dará às palavras, tanto quanto das expressões nos rostos daqueles que, num fim-de-semana de Inverno, se reuniram no Crato para mais um desafio dos sentidos. São notas soltas que, no seu todo, resumem a minha forma de entender este desporto.


São muitos os amigos que querem ver em mim o escritor que não sou

Como um estigma, a escrita agarrou-se-me à pele quando, há seis anos atrás, conheci Sálvio Nora. Não imaginava quem era o Sálvio, não alcançava o exemplo de grande atleta que era, tão pouco sonhava que fazia Orientação no Grupo Desportivo dos Quatro Caminhos. Bastou-me perceber nele um manancial de dádiva através da escrita para, ao meu jeito, procurar segui-lo. É desse apostolado que nasce mais este livro.

Não foi tarefa fácil, devo confessar. São muitos os amigos que querem ver em mim o escritor que não sou. Lamento desapontá-los. Na essência destes textos há um fio condutor, como aquela linha magenta gravada no mapa e que nos leva do princípio ao fim dum percurso. Mas todos sabemos o quanto nos achamos e perdemos ao percorrê-lo. Não há percursos perfeitos, daí que estas Crónicas não passarão nunca disso mesmo, crónicas, apontamentos breves dum tempo e dum lugar que, quis o acaso, vingassem para a posteridade em formato de livro.


Que o vício perdure

Que não me levem a mal a franqueza mas, uma vez mais, gostaria de oferecer este trabalho, com tudo aquilo que ele representa, ao Grupo Desportivo dos Quatro Caminhos. O seu exemplo de entrega e partilha tem sido, na minha vida, um verdadeiro farol. Devo isto a esse punhado de homens e mulheres que, dia após dia, me mostram quão forte pode ser o querer e a vontade que habita no mais fundo de cada um de nós.

Há coisas que se nos colam à pele, são parte essencial de nós mesmos. Não vivemos sem elas. São tão importantes como o ar que respiramos. Escrever tornou-se um vício. Que o vício perdure. E mais livros venham.



Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

4 comentários:

Ori-BTT de Rosa Choque disse...

Infelizmente estou demasiado longe para ir, mas desejo-lhe as maiores felicidades e desde já lhe dou os parabéns por mais este livro!

Dinis Costa disse...

SOLIDÃO BUSCADA:“ ESTAMOS AQUI
PORQUE NÃO EXISTE NENHUM REFÚGIO
ONDE NOS ESCONDERMOS DE NÓS MESMOS.”

Quando se é, no mundo, há sempre permutas: Os praticantes por norma dão aos clubes organizadores valores tangíveis (valor da inscrição) e recebem valores mensuráveis – no saquinho, e valores intangíveis pela sua dimensão.
Dimensão de grandeza fluida sentida e experimentada: O prazer da aventura, a sensação experimentada de auto realização. O vento na face de olhos lacrimejantes a medir o espaço que se vai vencer, em fim, a sensação em busca de léxico descritivo.

Agora até há praticantes que nos dão “Crónicas”

O Salvio Nora ERA e deu-nos bondade! Consciência consciente.

Agora a humidade da comoção é na “alma” que percorre mundo, com o corpo de presença ausente – que sente.
Emoção e sentir, no tempo humano, que é de todos os tempos.

Há uma estrela que brilha mas, no universo humano, uma estrela nunca brilha só.

Só a busca de afectos garantirá o futuro.

Abraços afectuosos

DINIS COSTA

Vitor Dias disse...

Caro amigo

Lá estarei para juntar este aos outros 2 e esperar pelos próximos.

Um grande abraço.

Vitor Dias

KA disse...

Uma fantástica conquista pessoal, mas inevitavelmente um tremendo contributo para a modalidade! Parabéns Margarido!
Kátia Almeida