segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

V TROFÉU ORI-ALENTEJO 2011: IMPRESSÕES




O Orientovar pediu a vários intervenientes na 1ª etapa do V Troféu Ori-Alentejo que lhe fizessem chegar as suas opiniões, aqui deixando uma súmula das mesmas.


“Pela primeira vez tive o privilegio de participar numa prova do OriAlentejo, do qual fui um dos impulsionadores para o seu desenvolvimento desde o inicio. São Bartolomeu do Outeiro tem sido ao longo das ultimas quatro edições já realizadas do OriAlentejo, um palco para a pratica da modalidade de grande qualidade, mas desta feita com a realização de uma prova de Distancia Ultra-Longa, onde percorremos zonas do mapa nunca antes utilizadas e de excelente qualidade, por vezes com pinhal. A organização esteve de parabéns, com uma arena onde havia uma troca de mapa com ponto de espectadores e speaker atento ao desenrolar da competição. O percurso era muito interessante com pernadas bastante longas e passagem por mais de 18km2 de mapa. Foi um enorme prazer navegar durante 20 km, venham mais. É muito importante termos verdadeiras provas de Distancia Longa nos escalões Elite - uma prova de Distancia Longa em HE tem de ter uma duração de 90-100´ para o vencedor! -, de forma a que os atletas portugueses possam estar melhor preparados. Quanto à minha prestação, deixei-me entusiasmar na parte inicial pelas saudades de competir e colocar em prática o treino que tenho vindo a desenvolver nos últimos três meses, realizei assim os primeiros 5-6 km demasiado rápido tendo em conta o total da prova. Tive de passar por uma fase de redução de ritmo nos pontos antes do espectadores de forma a reentrar em equilíbrio. A partir daqui consegui finalmente manter um ritmo regular. Cometi um erro no ponto 15, onde perdi 30-40´´, o resto foi perto da perfeição. Foi muito importante voltar a competir depois do treino de inverno muito intenso.”

(Tiago Aires, GafanhOri)

“É engraçado como a vida nos prega surpresas: No sábado participei numa prova local de Ori-BTT em Janas, organizada pelo CAOS. Esta prova foi muito dura, em termos de condições climatéricas e traçado: estava muito frio e uma ventania brutal (que obrigava a pedalar, mesmo em descida!!), o percurso obrigava a percorrer muitos caminhos em areia e ainda por cima caí e lesionei-me no joelho e anca... Já estava inscrita para a prova de S. Bartolomeu e até era para ir de véspera para Évora, mas nestas condições decidi ponderar e esperar pela manhã de domingo, para ver como me sentia. Só por si, a prova já constituía um desafio para mim, não só pela Orientação (porque sinto que estou a melhorar a minha técnica de prova para prova, mas ainda cometo muitos erros...) mas também pela distância, já que a corrida não é o meu forte nem é modalidade que pratique com regularidade. No domingo de manhã, apesar de não estar nem perto dos 70%, a teimosia falou mais alto e lá fui. Acabou por correr bem a prova, não cometi muitos erros. Foi muito dura, dado o frio, o estado do terreno (com muitas zonas alagadiças) e a distância, mas muito desafiante e bem desenhada. Foi com grande surpresa que cheguei ao fim e me disseram que estava em primeiro. Por muito bem que me tenha corrido a prova, estava a competir com grandes nomes da Elite feminina. Foi recompensador do esforço e serve para me dar alento para provas futuras.”
(Rita Madaleno, ADFA)


“Por mim e pelas minhas pernas a prova bem que podia ter mais alguns quilómetros e não acabar ali”

“Penso que a organização esteve bem, uma prova num bom mapa com um traçado excelente, parabéns ao traçador! Quanto à minha prova, na primeira parte, antes do ponto de espectadores, só perdi tempo num ponto (mas ainda foi algum!!). Só que na segunda parte as baterias acabaram (há que treinar mais e melhor!!) e os últimos pontos foram feitos a andar.”
(Andreia Silva, COC)

“Gostei bastante da prova, finalmente tivemos uma verdadeira Distância Longa! Nesta altura em que estamos a fazer muito volume de treino, foi excelente ter esta oportunidade. Quanto ao percurso, foi interessante. Já se sabe que neste terreno não há grandes escolhas de opção, mas por outro lado, algumas pernadas mais curtas em zonas de maior precisão foram bem alternadas com pernadas maiores, onde chegámos a ter uma com quase 4 km! E apesar de toda aquela distância, como eu disse quando acabei, estava tão satisfeito, que por mim e pelas minhas pernas a prova bem que podia ter mais alguns quilómetros e não acabar ali.”
(Alexandre Alvarez, CPOC)


“Umas óptimas bifanas acabadinhas de fazer que vieram mesmo a calhar”

“Foi com prazer que regressei a um tipo de terreno onde me dá muito prazer fazer Orientação, e a um mapa muito bom tecnicamente, mesmo tendo mais de dez anos. Foi um evento muito bem organizado e com um bom percurso, especialmente a pernada longa. Pessoalmente fiz uma boa prova, com apenas um pequeno erro no ponto 16, e senti-me muito bem fisicamente, tendo ficado em 3º na Geral.”
(Joaquim Sousa, COC)

“Gosto muito daquele mapa. Uma vez que fiz o percurso Fácil, e era mesmo fácil, não tive qualquer dificuldade de navegação. Muitos atletas, tanto crianças como adultos fizeram a sua prova bem agasalhados, devido ao frio (3ºC) e ao vento gélido. Bem organizada, sem atrasos, e no fim, mesmo com o frio que não dava tréguas, houve umas óptimas bifanas acabadinhas de fazer que vieram mesmo a calhar! Também havia uns docinhos para os mais gulosos, e até café. Pareceu-me que os atletas, em geral, gostaram do terreno e dos percursos. Não pude assistir à entrega de prémios mas de certeza que correu tudo bem. Em geral, as provas do Ori-Alentejo são bastante agradáveis, não só devido aos terrenos e mapas utilizados, como também porque tudo fica concentrado numa pequena área: secretariado, partidas, chegadas, bar, entrega de prémios, etc...”
(Ana Carreira, CPOC)


"Tudo o que precisamos"

“A organização está de parabéns, pois fizeram um traçado de percurso como não temos em Portugal, foi um verdadeiro treino de pernadas longas. No primeiro mapa só perdi tempo num ponto mas no segundo perdi muito tempo em vários pontos por falta de concentração.” 
(Patrícia Casalinho, COC)

“A ideia de fazer uma prova deste tipo foi muito boa! Apesar de ser supostamente uma Ultra-Longa, acabaram os primeiros atletas por fazerem os tempos de uma Distância Longa, e este tipo de provas é importante para que nós nos consigamos preparar melhor para as provas internacionais, onde as distâncias longas estão traçadas para 1h40 e não para 1h15! Quanto à minha performance, acabei por começar muito rápido e isso reflectiu-se no fim, com as reservas glicídicas a acabar quando ainda faltava uma boa parte da prova, o que me fez quebrar imenso na segunda parte do percurso. O traçado penso que estava muito bom, com pernadas muito longas e que davam sempre que pensar! Em suma, tudo o que precisamos.”
(Diogo Miguel, Ori-Estarreja)


“Os meus 8,2 km deram-me um grande prazer”

“Cheguei, fiz a prova e regressei. Não posso falar muito da organização, mas vi as bifanas, tomei café e um bolo, num bar bem fornecido. Assisti à chegada do Miguel Silva, prontamente entrevistado pelo 'speaker', que aliás me pareceu estar a fazer um bom trabalho de informação, conseguindo quebrar o gelo atmosférico. Numa prova de âmbito local, também tenho de enaltecer a flexibilidade do Secretariado para alterar a hora de partida da Rosário e de uma amiga estreante, que fizeram o percurso Fácil a pares só para se divertirem e não queriam atrasar os restantes elementos da viatura. Quanto ao mapa, sempre gostei daquele terreno de grande visibilidade e corrida rápida. Dois amigos búlgaros, que vêm fazer Elite no POM, viram os mapas de Coruche na 'net' e escreveram-me cheios de inveja. Espero que os percursos de São Bartolomeu sejam também disponibilizados, para eles ficarem ainda mais sequiosos. Os meus 8,2 km deram-me um grande prazer. Não fiz erros e consegui manter um andamento acima das minhas expectativas depois dos 6 km da véspera em Janas. Este montado alentejano pode não dar grande experiência para terrenos tecnicamente mais complicados, mas proporciona prestações altamente gratificantes.”
(Manuel Dias, Individual)

“Foi a primeira vez que realizei uma prova deste género e gostei bastante! Creio que a prova, visto que era uma prova local, foi bem organizada e conseguida. O terreno era muito bom, e os percursos também foram bem conseguidos. Sou de opinião que este tipo de provas (Ultra Longas) deveria tornar-se mais comum em Portugal, ou pelo menos que as Longas comecem a chegar à horinha e 15 minutos... (pelo menos na Elite). Parabéns ao ADFA por esta iniciativa!”
(Rafael Miguel, Ori-Estarreja)


"Só não contávamos era com um Tiago Aires em super forma"

"Congratulo o ADFA pela iniciativa de reactivar as provas de distância Ultra-Longa. No Atletismo, as Maratonas são provas de maior exigência física e não perdem adeptos por isso, talvez antes pelo contrário, são desafios que capturam atletas. Lanço o desafio de outros clubes seguirem o exemplo do ADFA e optarem também por etapas de Ori de distância Ultra-Longa, uma vez que deveria haver mais durante o ano. Serve muito bem os que competem e os que vêm por lazer desfrutam mais tempo ou fazem percursos mais curtos. Gostei do traçado do percurso. A pernada longa estava boa a exigir que se partisse o quebra-cabeças aos pedaços. Gostei particularmente da troca do mapa junto à Arena (ajuda a motivar os atletas) e do ponto no bosque de pinhal (zona fabulosa, pena não haver mais pontos nesta zona). Quanto ao meu resultado, sinto que poderia ter feito melhor a nível técnico. Errei no início e a seguir ao ponto de troca de mapa, fases de adaptação ao mapa onde falhou a concentração. Fisicamente senti-me um pouco cansado, mas na parte final consegui manter o ritmo. Parabéns e obrigado ao ADFA pela boa organização!"
(Paulo Franco, COC)

"Num dia terrível para qualquer organização, devido às baixas temperaturas, tivemos o arranque do V Troféu Ori-Alentejo no sempre excelente e desafiante mapa de S. Bartolomeu do Outeiro. Ao desafio do mapa juntou-se um conjunto de nomes sonantes da nossa modalidade, que nos deixaram palavras bastante elogiosas sobre o mapa, percursos e organização em geral. Foram percorridas zonas do mapa nunca dantes visitadas. As distâncias no Difícil Masculino talvez não fossem bem de Distância Ultra-Longa. Há um mês atrás este percurso tinha mais 3 kms, mas como o terreno estava na altura demasiado empapado, pareceu-nos melhor reduzir um pouco. Só não contávamos era com um Tiago Aires em super forma que fez média inferior a 5 minutos ao km. No escalão Difícil Feminino foi pena termos a Raquel Costa adoentada, mas Rita Madaleno (quem diria há 2 anos atrás?) esteve muito bem, tal como Andreia Silva e Patrícia Casalinho. Nos restantes escalões tivemos igualmente boas prestações, permitam-me uma pequena referência para o meu "velho" amigo Manuel Dias, que continua a mostrar à juventude que ainda está para as curvas.”
(Jacinto Eleutério, ADFA)


Para mais informações consulte http://orialentejo.webnode.pt/.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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