sábado, 8 de janeiro de 2011

O MEU MAPA: NUNO REBELO E OS "VERDES" DE MONTE EL VIEJO




Olá a todos


Antes de mais gostava de agradecer ao meu Pai, Carlos Rebelo, por ter me dado a conhecer esta fantástica modalidade em 1993. E ele o responsável pelo fascínio que eu tenho por mapas. 


São tantos os mapas de que podia de falar… A minha primeira prova (Fogueteiro, 1993), a primeira vitória (Quinta do Anjo, 1993), o mapa onde vi pela primeira vez aquela que é hoje a minha esposa (S. Pedro do Sul, 2007, depois do POM)… Mas tenho que vos falar de uma mapa que realmente me fascinou e ainda continuo a falar muito dele a toda a gente.


Quando ainda estava nas Lebres do Sado, eu e um colega (Élder Guerreiro) decidimos fazer umas quantas provas do Campeonato Espanhol, pelo menos aquelas mais próximas. Começámos pelo Martin Kronelund, ao qual se seguiram os Campeonatos Nacionais de Espanha e uma prova nas proximidades de Toledo. Para terminar, optámos pelo Troféu Cidade de Palência onde, dias antes, tinha havido um atentado da ETA perto do Solo Duro. Mas aquilo que nos chamou realmente a atenção foi o slogan da prova e que era qualquer coisa do género: “Vem se estás preparado”. 


Saímos de Setúbal deviam ser umas 18h00 e passámos pelo Pinhal Novo para buscar o Jorge Fortunato, o Miguel Mouco e o Mário Silva. Metemos o GPS com direcção a Palência, directos ao solo duro e lá fizemos a viagem sem problemas. Só quando chegámos próximo de Palência é que o GPS não estava a reconhecer as vias rápidas que existiam à volta e andámos um bocado perdidos. Até que encontrámos a estrada certa e lá chegamos ao Solo Duro e fomos dormir.


No primeiro dia - 12 de Maio de 2007 -, a Organização tinha uns autocarros para levar as pessoas para o local da prova e lá fomos nós carregados com as malas. À chegada, deram-nos os mapas de aquecimento e nós perguntámo-nos que raio de mapa era este que só tinha verdes (!). Lá fizemos o aquecimento, mas sempre a estranhar.






Quando fui para o -3 minutos, as minhas dúvidas persistiam e, mal parto, qual não é o meu espanto, vejo o mapa todo verde. Parecia que tinha sido feito em Photoshop. Ainda sem entrar em pânico chego ao ponto 1, um ponto fácil uma vez que era seguir praticamente pela estrada. Mas, ao ver a pernada para o ponto 2 é que percebo qual era o problema: Como vou lá chegar? 


O terreno não tinha desnível nenhum. Simplesmente não havia uma única referência no terreno, apenas dois caminhos entre os pontos. Resultado: Andei a fazer “piscinas”. Chegava ao caminho, voltava para trás, chegava de novo ao caminho, tornava a voltar para trás. Tentei a azimute e nada. Até a técnica de contar as árvores e os arbustos (tipo prova de Sprint, só que em vez de contar as ruas contava as árvores) tentei, sempre sem resultado. Desistir estava fora de questão, porque tinha feito muitos quilómetros e não podia ficar-me agora por apenas alguns metros.


Andei nisto quarenta minutos certos à procura do ponto. Finalmente, passado todo esse tempo, lá acabei por encontrar o ponto. Fui apanhando o jeito nos pontos seguintes e, salvo um ou outro erro, foi sempre normal até ao fim. No final fiz duas horas de prova, o que me valeu o 35º lugar.


O segundo dia de provas teve lugar na mesma zona, mas na parte Norte. Já ambientado ao terreno, realizei uma boa prova ficando nesse dia com o 2º melhor tempo. 


Parabéns por esta rubrica, porque todos nós temos histórias para contar.


Nuno Rebelo
Ori-Estarreja
Fed 3002


2 comentários:

Jorge Fortunato disse...

E não foi nesta que havia uma aposta qualquer sobre ser desclassificado? :D

Vitor disse...

Num mapa destes demorar uma eternidade para fazer o segundo ponto é perfeitamente compreensivel, o que não entendo, e ficou por explicar, é como é que se apanha o jeito para fazer os restantes??? :-)