segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

I CORUCHE ORIENTEERING TROPHY' 11: REACÇÕES (2)




À semelhança da mensagem anterior, também as reacções de outros protagonistas do I Coruche Orienteering Trophy' 11 mantém o tom elogioso para com a organização. Senão, vejamos...


É sempre bom entrar a ganhar. Sobretudo numa prova onde participaram alguns atletas estrangeiros – finlandeses, noruegueses e suecos – o meu resultado foi muito positivo. A prova de Distância Média teve lugar num mapa mais desnivelado do que o da prova de Distância Longa. Foi uma prova muito rápida e nesta altura da época, sem que se veja nisto uma desculpa, velocidade é coisa que ainda não tenho. Por isso, na prova de Distância Longa, uma prova onde se pode jogar muito mais com as variações de ritmo, senti-me muito bem, consegui manter um bom nível e acabei por vencer. Foi muito bom.

A organização está de parabéns, a começar pelos mapas e percursos, mas também pela componente social do evento. Nota “20” para o COAC!

Diogo Miguel
Ori-Estarreja


Estou a treinar há sete semanas, depois duma paragem de dois meses. Foi muito tempo parada e estou a recomeçar ainda muito devagarinho, mas procurei dar o meu melhor na prova. No primeiro dia perdi quatro minutos num ponto que estava muito escondido e no segundo dia cometi mais erros, mas não tão grandes. Fisicamente senti-me bem e foi fantástico voltar, principalmente depois de ter estado tanto tempo fora do mundo da Orientação. Sobretudo fiquei com a noção de que tenho muito trabalho pela frente.

Adivinha-se uma Taça de Portugal muito competitiva. A Mariana Moreira é, na minha opinião, a atleta com mais potencial em Portugal. Vejo na Mariana uma futura top-20 do Mundo e é muito bom e muito estimulante tê-la a competir na Elite. Ela, a Joana [Costa] e a minha irmã [Isabel Sá].

Gostei dos mapas e os percursos, embora não fossem extremamente técnicos, estavam muito bem planeados. Julgo que o terreno não oferecia grandes opções para pernadas longas e acabámos por ser surpreendidos por 'loops' com um ponto central muito bem marcado, na minha opinião. A zona das Arenas era espectacular e, especialmente no segundo dia, a prova foi muito bonita e sobretudo muito bem dinamizada. Sem dúvida que o COAC está de parabéns.

Maria Sá
GD4C


Na Distância Média a prova correu bem, embora tenha cometido alguns erros técnicos na 2ª parte do percurso, fruto do desgaste físico e por estarmos ainda em inicio de época. Quando queria imprimir um ritmo um pouco mais forte, o corpo ainda não responde totalmente, fruto do muito volume de treino. O terreno era agradável, não sendo contudo "excepcional", uma vez que permitia uma boa visibilidade e as pernadas tinham de ser quase na sua totalidade realizadas a direito. Um erro para o último ponto :( fez-me perder algum tempo, mas deu-me uma grande lição.

Na Distância Longa os quilómetros que tenho acumulado ao longo dos últimos meses permitiram-me impor um ritmo forte, porém, cometi dois erros, sendo um deles bastante grave (ponto 9), em que fui quase até ao ponto 12. Neste tipo de terreno, a ligação entre os pontos tem de ser o mais rectilínea possível, a visibilidade é sempre ou quase sempre boa, e portanto qualquer pequeno erro equivale a perder tempo. A segunda parte da prova foi feita sem erros e a uma velocidade extremamente elevada, porém era impossível recuperar o tempo perdido e fico contente com a minha prestação.

Os percursos estavam bem conseguidos e aproveitavam as potencialidades que os mapas permitiam. Penso que faltaram pernadas que permitissem variadas opções e na Distância Longa faltou uma pernada realmente "longa". É pena que o terreno não o permitisse.

A organização, à semelhança daquilo que já nos habitou anteriormente, foi excepcional, conseguindo ainda enaltecer o "espectáculo" através da utilização do entusiasmante "speaker". No meu entender este é, cada vez mais, um recurso que dá outra "vida" à competição, uma vez que esta se desenrola quase na sua totalidade fora da "vista" do público.

Pedro Nogueira
ADFA


A prova foi muito boa. O mapa de Sábado foi um pouco simples para uma Distancia Média, o que tornou o andamento muito rápido, não sendo muito do meu agrado (a idade já pesa). Já no Domingo o mapa para a Distancia Longa esteve muito bom, com zonas mais rápidas mas complicadas pelo pouco desnível do terreno, e zonas mais técnicas e mais duras fisicamente, que se tornaram num excelente desafio... Quanto à minha prestação, esteve dentro do que eu tinha previsto - perder só com o Diogo [Miguel] e com o Pedro [Nogueira] na geral -, atendendo ao valor dos atletas Portugueses presentes.

Quero dar os parabéns à organização pela excelência do evento e também ao traçador de percursos.

Joaquim Sousa
COC
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O I COT’11 proporcionou um fim-de-semana de competição realmente muito bom. Todas as provas foram bem organizadas e houve uma excelente atmosfera na Arena. Todos os mapas e terrenos foram bons, ainda que para nós, atletas estrangeiros, os verdes no mapa causem alguns problemas. Por vezes as áreas verdes são apenas pequenos arbustos que mal se percebem na floresta, enquanto noutros casos, com menos verde, os terrenos correspondentes apenas permitem corrida lenta ou são mesmo impossíveis de penetrar.

Saila Kinni
Finlândia


Penso que a prova de Distância Média foi realmente muito divertida, à excepção do 13º ponto onde me perdi um bocado. Foi uma corrida muito boa com um bom e variado percurso. O mapa era excelente, não encontrei nada de anormal.

Na prova de Distância Longa tive realmente alguns problemas com a direcção e aconcentração, tendo cometido alguns erros, o maior dos quais no ponto 5. Era um ponto realmente difícil quando abordado na sua direcção, como eu fiz. Se fosse agora, teria seguido para norte na direcção do caminho e seguiria depois para o ponto.

Nesta prova tive mais a sensação duma longa Distância Média devido à profusão de pontos e à ausência duma ou mais pernadas longas entre dois pontos de controle. Posso entender os motivos do traçador, não era fácil fazer as coisas doutra forma por causa dos caminhos. Mas o balanço da competição é muito bom e foi divertido correr em Coruche.

Kristin Löfgren
Suécia


Quando se gosta daquilo que se faz vale sempre a pena e o balanço deste I COT'11 é claramente positivo. Colocámos um grande envolvimento na prova, aproveitámos todas as sinergias para potenciar aquilo que tínhamos, sobretudo em termos técnicos, nos mapas e terrenos.

O “feed-back” que fomos recolhendo foi sempre positivo, tanto de atletas nacionais como dos estrangeiros. Além das provas de floresta, os estrangeiros mostraram-se muito contentes com a forma como decorreu o Sprint nocturno e com os mapas, em particular o da prova de Distância Longa. Tanto a parte técnica como a componente social mereceram apreciações muito positivas.

Ainda não me debrucei sobre as várias questões que envolvem um evento desta natureza mas, sinceramente, se fosse teria feito tudo praticamente da mesma forma. Tentámos colocar muitas coisas em torno do evento, os escalões de H/D11 foram uma boa aposta, o OriKids foi outra grande aposta, a satisfação em todos foi por demais evidente, ou seja, face a isto porquê alterar as coisas?

A mensagem que sempre passei para as outras pessoas da organização é que, acima de tudo, temos uma prova de Orientação. Por mais coisas que tenhamos em volta da prova, não nos podemos esquecer nunca que aquilo que devemos optimizar é a parte técnica da prova. O esforço que fizemos foi, todo ele, em prol do desenvolvimento da modalidade.

A Câmara Municipal de Coruche tem feito um esforço enorme para manter a Orientação muito activa e, em particular neste evento, a Câmara abraçou o desafio duma forma incrível, desde a divulgação até à componente social. Houve muita gente que trabalhou ao nosso lado como se fosse da organização e para eles vão os meus sinceros agradecimentos. Agradecimentos extensivos também às Juntas de Freguesia onde decorreram as provas, pela forma carinhosa como nos receberam, e aos proprietários dos terrenos com quem mantivemos uma articulação fantástica. Para os muitos apoios privados que fizeram com que esta prova fosse uma realidade vão também os meus agradecimentos. Destacaria ainda o apoio da Raquel Costa e do Tiago Aires na parte organizativa e que foi, como vem sendo habitual, fantástico.

Agora esta organização irá ter o merecido descanso para, em 2012, podermos oferecer uma segunda edição do Coruche Orienteering Trophy com mais surpresas, com mais qualidade e com mais atractivos.

Hugo Borda d'Água
COAC
Director da Prova


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Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO



Saila Kinni
Finlândia

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