domingo, 31 de outubro de 2010

REGULAMENTO DE COMPETIÇÕES 2011: EM BUSCA DE CONSENSOS

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Palco privilegiado de debate da Federação Portuguesa de Orientação, O Oásis Fórum voltou a animar-se. Em causa, desta feita, a proposta de Regulamento de Competições para 2011, um documento que, pelo seu significado e relevância, chamamos hoje para a Ordem do Dia.


Ponto número 4 da Ordem de Trabalhos da recente Assembleia Geral ordinária da Federação Portuguesa de Orientação, a Discussão e Aprovação do Regulamento de Competições para 2011 acabou por não acontecer. Os motivos são do conhecimento geral e prendem-se com a Tomada de Posse dos novos Órgãos Estatutários, pelo que o documento volta agora à Discussão. Mas não o mesmo documento, entenda-se. Com efeito, a actual Direcção da Federação Portuguesa de Orientação partiu para um novo Regulamento de Competições [ver AQUI], um documento criado de raiz e que tem sido alvo de críticas por parte de agentes dos mais diversos quadrantes.

Luís Santos, Luís Sérgio, Mário Duarte, Manuel Delgado, Eduardo Oliveira ou Fernando Costa são apenas a face visível duma certa contestação a vários pontos dum documento que merece, em primeira instância, uma séria reserva no que toca ao seu sentido de oportunidade. Também o propósito de “sistematização e de eliminação de duplicações e conflitos, bem como de simplificação” é visto como uma crítica a anteriores contributos e gerador dum certo mal-estar. Os fundamentos destas e outras reservas, pelo menos em parte, podem ser encontrados em http://orioasis.pt/forum/showthread.php?tid=178&page=1.

“Perceber o que importa alterar e aquilo que deve ser mantido como está”

Orientovar foi ao encontro de Kátia Almeida, auscultando as suas opiniões no final da segunda reunião de Clubes, realizada ontem em Brasfemes, e promovida pela própria Direcção da FPO no sentido de clarificar as questões e procurar contributos para o documento. Uma reunião, no dizer daquele elemento da Direcção da FPO, “muito participada, contando com a presença de representantes de cerca de quinze clubes”, naquilo que é entendido como “revelador do enorme interesse e envolvimento que o documento suscita.” Concretizando: “São várias as análises exaustivas feitas sobre a nossa proposta e que resultam num elevado número de sugestões todas elas bastante válidas e a merecer toda a nossa atenção. Alguns pontos permitiram uma discussão mais alargada e a partilha de opiniões, na medida em que há aspectos do documento que suscitam dúvidas, quer a nós, enquanto Direcção da FPO, quer aos próprios clubes. Foi de facto muito importante termos essa discussão em conjunto, permitindo-nos abrir uma série de alternativas a vários pontos do documento.”

Mas afinal, que documento é este? É ainda Kátia Almeida a esclarecer-nos: “Este é um documento que teve por base o Regulamento de Competições anterior. Ao debruçarmo-nos sobre ele, verificámos que as contribuições que surgiram de vários quadrantes davam indicações no sentido de alterações muito substanciais e concluímos pela elaboração dum novo documento.” A verdade é que as alterações parecem ser, reconhecidamente, excessivas: “Com a discussão gerada e com as indicações que recebemos da reunião de hoje, temos de admitir que não teria sido necessário mexer em tantos assuntos e alterar tanta coisa. Mas até isso acaba por ser positivo, perceber o que importa alterar e aquilo que deve ser mantido como está.”

Virtudes e defeitos

O Orientovar fez, ele próprio, a sua análise do documento e começa por saudar a atenção dada à Responsabilidade Social (Título III – Secção I - Artº 21º) e à Divulgação de Resultados (Título III – Secção I – Artº 23º). No tocante aos mais variados aspectos, são muitos aqueles que merecem reservas, a começar pela inclusão dos Infantis nos ‘rankings’. Promover determinado tipo de competitividade nos escalões mais jovens é, perdoe-se a expressão, “muito pouco formativo”. Também o peso que os Veteranos terão nas classificações colectivas com o novo sistema proposto (6 + 6 + 6) parece manifestamente desadequado. A questão dos atletas estrangeiros é algo que surge em contra-corrente relativamente às ambições da própria Direcção no sentido da expansão e projecção da modalidade. Há ainda a valoração das provas que mexe com interesses em curso e expectativas já criadas, a polémica intenção de abrir os Campeonatos Ibéricos a todos os participantes de nacionalidade portuguesa ou espanhola e as Normas Especiais para a Orientação em BTT, onde muito há a esmiuçar no que toca a escalões, “terrenos sensíveis”, travessia de áreas cultivadas e outros aspectos iminentemente técnicos.

Pretender anular um percurso onde “estejam colocados incorrectamente mais do que três postos de controlo” parece ser um enorme equívoco e é francamente polémico. No que toca à Orientação de Precisão, o documento é praticamente omisso mas o Orientovar gostaria de ver, pelo menos a título de Recomendação, a inclusão de percursos de Orientação de Precisão em todas as Provas da Taça de Portugal, sejam elas de nível 1, 2 ou 3.

“Deixar cair este novo documento está fora de questão”

Deixar cair este documento e trabalhar sobre o anterior ou avançar mesmo assim, embora percebendo-se o muito trabalho que há pela frente, eis a questão. Questão condicionada ou agravada pelo factor tempo, visto estarmos a dois meses do final do ano e com um prazo necessariamente apertado para cumprir no sentido da apresentação do documento na sua versão final. No tocante a esta matéria, porém, Kátia Almeida não tem dúvidas: “Deixar cair este novo documento está fora de questão. Embora se reconheça que o documento não está bem – se estivesse bem não era necessário estar a ser discutido -, entendemos que ele constitui uma boa base de trabalho. As contribuições têm sido extraordinariamente válidas, neste momento temos aqui muita matéria para trabalhar e penso que estamos em condições de desenvolver um documento final que corresponda àquilo que é a nossa realidade, a nossa modalidade, uma modalidade complexa e com um elevado número de aspectos a configurar. Por muito simples que este documento seja, ele será sempre complexo.”

“Este não um documento fechado, está aberto à discussão e é precisamente nessa fase que nos encontramos neste momento”, adianta Kátia Almeida a finalizar, lançando o repto àqueles que ainda não o fizeram para que, ao longo desta semana, façam chegar à Direcção da FPO as suas propostas e sugestões.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO
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sábado, 30 de outubro de 2010

HELENA JANSSON ELEGE ALDEIA DA MATA COMO PALCO DA SUA MELHOR PROVA EM 2010

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“Qual a melhor prova de Orientação em 2010? Encontrá-la não será fácil, mas ir à procura dela será certamente divertido!” Foi esta a forma encontrada por Jan Kocbach para lançar o desafio à comunidade orientista no seu incontornável “World of O”. Três dias volvidos, surge uma primeira reacção: A sueca Helena Jansson, nº 2 do ‘ranking’ mundial, elege uma prova de Distância Longa como a melhor de 2010. Foi em 20 de Fevereiro, no Crato, na primeira etapa do Norte Alentejano O’ Meeting.

 “Um sítio fantástico e uma orientação exigente” são os predicados enunciados por Helena Jansson e que a levam a definir Aldeia da Mata como palco da sua melhor prova da temporada. Campeã Mundial de Sprint em 2009 (Miskolc, Hungria) e Vice-Campeã Mundial de Sprint este ano (Trondheim, Noruega), esperava-se que Helena Jansson escolhesse uma prova desta distância como a sua melhor em 2010, mas a atleta sueca optou por uma prova de Distância Longa. E logo pela prova WRE do Norte Alentejano O’ Meeting Crato 2010.

Ao WorldOfO.com, Helena Jansson explica que o principal ingrediente para fazer duma prova uma grande prova é “o desafio.” Para a atleta “isto pode ter várias interpretações, mas as que são realmente boas fazem-nos sentir preocupados e inseguros no seio da floresta, exigem a aplicação de toda a nossa experiência de forma a tomar as decisões acertadas e levam-nos a que, mais tarde, não estejamos sempre a pensar naquilo que devíamos ter feito e não fizemos.”

Ao longo da Entrevista - que pode acompanhar AQUI -, Helena Jansson fala ainda do actual nível das grandes competições – “mais rápidas e renhidas” -, refere uma prova em Gargano (Itália) como a pior de sempre e elege a final de Distância Longa do WOC Miskolc 2009 como “a mais bela e divertida” que já correu. A terminar, referindo-se aos grandes objectivos para a próxima época, uma certeza: “Despender muito tempo nas florestas francesas” no sentido de conseguir aquilo que não conseguiu este ano: Um título mundial de Distância Média e Longa.

Helena só não revela se vai estar presente no Crato (e Alter do Chão e Portalegre) no próximo Portugal O’ Meeting. Mas tudo leva a crer que sim. Ela e todos os melhores atletas do Mundo que, nos últimos anos, têm feito do nosso País a rampa de lançamento para temporadas brilhantes e gloriosas.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO
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sexta-feira, 29 de outubro de 2010

VENHA CONHECER... PAULA FERREIRA

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Chamo-me... PAULA Tojeira FERREIRA
Nasci no dia… 11 de Setembro de 1973, na Marinha Grande
Vivo no… Entroncamento
A minha profissão é… Coordenadora Administrativa USF Locomotiva
O meu clube… Clube de Orientação e Aventura
Pratico Orientação desde… 2009

Na Orientação…

A Orientação é… uma aventura!
Para praticá-la basta… pegar num mapa e seguir!
A dificuldade maior… são as curvas de nível!
A minha estreia foi… em Alijó!
A maior alegria… sempre que faço Orientação!
A tremenda desilusão… o Absoluto de Sesimbra!
Um grande receio… cair e aleijar-me!
O meu clube… é o meu clube!
Competir é… divertir!
A minha maior ambição… continuar a fazer Orientação como uma forma de diversão!

… como na Vida!

Dizem que sou… uma grande maluca em andar aqui a correr desta forma!
O meu grande defeito… ser muito teimosa!
A minha maior virtude… o que quero, consigo!
Como vejo o mundo… muito mal!
O grande problema social… toda a política que nós temos!
Um sonho… um mundo melhor!
Um pesadelo… um tremor de terra!
Um livro… “O Segredo”!
Um filme… não tenho nenhum em especial!
Na ilha deserta não dispensava… uma ilha deserta era bom…!

Na próxima semana venha conhecer Luís Quinta-Nova.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO
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quinta-feira, 28 de outubro de 2010

ORIENTAÇÃO DE PRECISÃO: IDEIAS PRECISAM-SE!

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Da autoria de Alexandre Guedes da Silva e subordinado ao tema “Ideias e propostas procuram-se para o lançamento da Taça de Portugal de Orientação de Precisão”, acaba de surgir no Oásis Forum uma linha de discussão sobre este assunto. A relevância do tema faz com que o Orientovar lhe dê o destaque que realmente merece.

“Ideias e propostas procuram-se para o lançamento da Taça de Portugal de Orientação de Precisão” é o mais recente assunto lançado à discussão no Oásis Forum e tem a assinatura de Alexandre Guedes da Silva. Fazendo questão de notar, a título introdutório, que a Orientação de Precisão é um pelouro que reservou para o Presidente da Federação Portuguesa de Orientação, no pressuposto de que “é importante que o mesmo passe a estar representado ao mais alto nível”, Alexandre Guedes da Silva assume que “a Orientação de Precisão, como montra da Orientação, há muito já devia ter sido implementada como disciplina regular nos nossos quadros competitivos e por isso não há agora mais desculpa para que tal não seja uma realidade.”

Ao encontro dum desígnio que tem, para além da componente institucional, um carácter pessoal que revela um profundo empenho em alterar o actual estado de coisas, Guedes da Silva aponta para 2011 como “o ano da mudança de paradigma nesta disciplina da Orientação em Portugal.” E avança com duas razões acrescidas para esta determinação: “Em primeiro lugar porque assumimos recentemente obrigações face ao Comité Paralimpico de Portugal e em segundo lugar porque vamos estabelecer com a Federação Portuguesa de Desporto para Pessoas com Deficiência um protocolo de colaboração que permita efectivamente colocar esta disciplina inclusiva da Orientação ao dispor da comunidade dos desportistas deficientes e da grande família da Orientação nacional.”

Neste sentido, “ e porque é da discussão que surge a luz”, está aberta em http://www.orioasis.pt/forum/showthread.php?tid=181 uma linha de discussão onde se faz um apelo à colaboração de todos no sentido de contribuírem com as suas ideias para este tema tão aliciante.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

TIAGO AIRES: "A MINHA PRIORIDADE É SER ATLETA, É PENSAR EM MIM"

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Estreou-se no dia 11 de Janeiro de 1997 e a ideia que se retira das suas experiências iniciáticas é a de que estávamos perante um jovem sem o mínimo de jeito para a prática da Orientação. Fez da teimosia a sua maior virtude, dedicou-se a tempo inteiro ao treino, tentou perceber os segredos da floresta, desenhou mapas, traçou percursos e acabou fazendo de tudo um pouco. Hoje, uma dúzia de anos volvidos, continua a ser um dos melhores orientistas portugueses da actualidade, Campeão Nacional Absoluto e uma figura de quem muito há, ainda, a esperar.


Ultimate Orienteering (U.O.) – Competiu recentemente em duas grandes competições internacionais – EOC e WOC – mas os resultados ficaram aquém das suas expectativas…

Tiago Aires (T.A.) –Sem dúvida que os meus resultados ficaram muito aquém do esperado, mas lembrando que nos últimos dois anos e meio estive praticamente sem competir devido a lesão talvez os resultados não tenham sido assim tão maus. Actualmente, qualquer grande competição, ao nível dum Campeonato da Europa ou dum Campeonato do Mundo, sobretudo no sector masculino – infelizmente nota-se bem a diferença para o sector feminino, é uma realidade a nível mundial e não apenas nesta modalidade – tem um nível competitivo muito elevado. Quem está de fora e analisa os resultados friamente constatará que o nível dos portugueses é sempre baixo. E vai continuar a sê-lo ainda durante alguns anos.

U.O. – Quando parte para uma grande competição, que conhecimento tem dos seus adversários?

T.A. – Quem estiver atento percebe que há hoje uma panóplia de meios diversificados de divulgação. Aliás, temos o Ultimate Orienteering ou o World of O onde todos os dias são publicados dezenas de testemunhos, de mapas e de competições no mundo inteiro. A grande maioria dos atletas possui hoje meios onde divulgam aquilo que fazem, os seus treinos, as suas provas. As próprias Federações promovem o conhecimento dos seus atletas. Todavia, isto é cada vez mais problemático e aquilo que pensamos conhecer dos adversários nem sempre corresponde à verdade. Recordo que até há bem pouco tempo o Thierry Gueorgiou publicava tudo o que fazia e, de há dois anos para cá, praticamente não publica nada. Curiosamente, desde que perdeu o título de Distância Média nos Mundiais da Dinamarca. Desde então deixou de escrever no blog. Coincidência? Eu diria que não. Temos de divulgar aquilo que somos e o que fazemos para justificar os patrocínios mas não podemos abrir demasiado o jogo. A Orientação tem um factor cognitivo muito importante e se divulgarmos na íntegra os nossos métodos, as nossas tácticas, como intervimos nas mais variadas situações, saímos a perder.

U.O. – Em relação aos atletas estrangeiros, em que patamar se coloca?

T.A. – Para responder a essa questão devo referir dois pontos-chave. Por um lado, estamos aqui na ponta da Europa, temos de fazer muitos quilómetros para competir e as nossas participações nas grandes competições internacionais acabam por ser escassas. Se a isto juntarmos as grandes dificuldades financeiras da nossa Federação, o resultado é não conseguirmos estar presentes em mais do que uma grande competição por ano, talvez duas se contarmos com o Portugal O’ Meeting. Quer queiramos, quer não, um atleta como eu que não consegue adaptar-se muito rapidamente aos diferentes terrenos, acaba por se sentir mais pequeno e, logo à partida, tem uma atitude negativa do ponto de vista psicológico. Até parece que quando os Campeonatos estão a terminar é que nos estamos a adaptar aos terrenos, o que é muito frustrante. A solução passa por competir, estagiar, participar nas provas internacionais. Os melhores atletas nacionais deveriam ter mais possibilidades para competir, terem um clube nos países nórdicos, poderem participar na Jukola, na Tiomila, fazerem campos de treino no Verão e ainda participarem nas provas da Taça do Mundo, no Nordic Tour, nos Campeonatos da Europa e nos Campeonatos do Mundo. Só assim poderemos chegar aos lugares da frente e não será no imediato. Sem isso é impossível exigir seja o que for e estaremos sempre em patamares muito distantes dos melhores.

U.O. – A realidade portuguesa não permite aspirar a mais e melhores resultados?

T.A. – É óbvio que é sempre possível mais, todavia a realidade portuguesa neste momento é esta. Tenho muito orgulho em fazer parte dum grupo de cerca de dez atletas que, neste momento, treinam mesmo muito. A maior parte das pessoas que acompanham a Orientação em Portugal não tem essa noção, mas treinamos realmente muito, embora mais a nível físico, é verdade. Tendo em conta a realidade da Orientação em Portugal, fazemos muito mais do que a nossa obrigação. Custa-nos muito e somos os primeiros a sofrer quando vamos às competições e os resultados ficam muito longe daquilo que realmente valemos.

U.O. – Para a Orientação portuguesa, que importância tem um evento como o Portugal O’ Meeting?

T.A. – Tem uma importância elevadíssima. Eu devo afirmar – e não sou o único a fazê-lo – que nós, em Portugal, temos tudo para sermos uma das principais potências da Orientação mundial. Apesar de não ser um país totalmente florestado, como os países nórdicos ou alguns países da Europa Central, temos um excelente clima e condições para treinar ao longo de todo o ano, temos uma enorme variedade de terrenos, temos mapas de muita qualidade em locais fantásticos e temos um passado histórico muito valioso ao nível das provas de resistência e de fundo, assim como ao nível do treino. Ou seja, temos as condições ideais para sermos os melhores. A questão é que temos de fazer muito mais do que aquilo que estamos a fazer. Praticamente não fazemos captação junto das camadas mais jovens e é fundamental termos uma base da pirâmide muito mais alargada. Enquanto assim não for, vai ser muito complicado termos um fora-de-série.

U.O. – Falando em captação, há dois anos atrás o Tiago Aires [juntamente com a Raquel Costa], lançou um projecto de captação e formação junto duma pequena comunidade do Alentejo, no interior sul de Portugal. O GafanhOri - Clube de Orientação da Gafanhoeira – Arraiolos poderá ser hoje um “case study” a nível mundial. Quer-nos falar sobre isso?

T.A. – A prova de que em Portugal se faz muito pouco pela captação reside precisamente no facto de terem de ser dois dos melhores atletas nacionais a fazer esse trabalho. Isto é bem demonstrativo de como a nossa modalidade é pequena e da falta de recursos para trabalhar. O facto desse projecto ter o impacto que tem e de ter os resultados que tem – em pouco mais de um ano somos o clube que fornece mais atletas para a Selecção Nacional -, se por um lado é gratificante, por outro lado deixa-me muito triste porque é bem demonstrativo do muito que há para fazer. Sem querer ser arrogante ao ponto de achar que todos os projectos devem ser como este, a verdade é que não se vêm mais projectos – deste género ou doutro – a surgirem em Portugal. A triste realidade é que no nosso País há dois ou três clubes de Orientação, não há mais. Por muito que as pessoas possam ficar tristes ou ofendidas com esta afirmação, a realidade é que não há clubes de Orientação em Portugal. Não há! Um clube é um local onde os atletas se juntam, onde o treinador os vai buscar e levar a casa, os acompanha nos aspectos técnico e físico, lhes dá o apoio psicológico necessário, os leva às provas e por aí fora. Um clube não é um grupo de amigos que moram a cento e tais quilómetros uns dos outros, vestem o mesmo equipamento e se juntam nalguns fins-de-semana.

U.O. – Para além de ser treinador do clube, é também dirigente, atleta, cartógrafo, traçador de percursos, organizador de estágios e campos de treino, responsável pelas selecções nacionais jovens, formador, enfim, é um homem dos sete instrumentos. De que forma consegue gerir esta multiplicidade de funções?

T.A. – Começo a não conseguir. A realidade – e não tenho problema nenhum em afirmá-lo – é que estou cansado de fazer tanta coisa sem haver qualquer tipo de reconhecimento. Toda a gente diz que o exemplo do GafanhOri é muito bom, toda a gente diz que as organizações do GafanhOri são muito boas, toda a gente diz que os traçados de percursos são muito bons, toda a gente diz que os mapas são todos muito bons mas a Orientação continua na mesma. Se eu visse mais pessoas a caminhar no mesmo sentido, talvez não me sentisse tão frustrado. E talvez não sentisse que nada disto deveria ser eu a fazê-lo. Ou seja, exigem-me resultados como atleta mas ao mesmo tempo exigem-me que leve os jovens às Selecções Nacionais e que apresente resultados, exigem-me que faça mapas, que os mapas sejam bons e que os atletas estrangeiros venham cá, que tenha um clube, que tenha atletas e que os treine… É impossível. Estou determinado a abandonar a grande maioria dessas tarefas para me dedicar adequadamente àquelas que realmente me interessam.

U.O. – Quer concretizar?

T.A. - Com tanta coisa ao mesmo tempo, tenho descurado as minhas potencialidades enquanto atleta e isso é muito frustrante Não quero de maneira nenhuma chegar aos 50 anos e ouvir os meus netos perguntarem-me porque é que, enquanto fui atleta, nunca fui um bom atleta. Tenho poucos anos para ver até onde consigo chegar e é aí que devo apostar. Quero estar eternamente ligado à modalidade mas penso que os próximos dez anos serão fundamentais para mostrar a mim próprio qual é na realidade o meu valor. A minha prioridade é ser atleta, é pensar em mim. A modalidade é linda e espero conseguir cumprir os meus objectivos. Penso aliás que esta entrevista pode ajudar porque, ao assumir publicamente este compromisso comigo próprio, sinto-me mais obrigado a cumpri-lo, obviamente.

U.O.- Centrar a atenção na sua pessoa enquanto atleta vai implicar muitas mudanças. Já pensou naquilo que vai mudar?

T.A. Não só pensei, como algumas dessas mudanças já estou a pô-las em prática. No passado mês de Julho tomei a decisão de abandonar as Selecções Nacionais de jovens e apresentei a minha demissão à Federação Portuguesa de Orientação. Quem me conhece sabe que sou muito crítico em relação aos mais variados assuntos e a participação de Portugal no EYOC 2010, em Soria (Espanha) foi um momento que me marcou. Confesso que, no regresso dos Campeonatos, quase me convenci a mim próprio que a minha missão era dedicar-me inteiramente aos jovens e abdicar de mim enquanto atleta. “É para isto que eu tenho jeito”, pensei, consciente das minhas capacidades de trabalho junto dos jovens, da forma como os consigo motivar. Quem tem a noção daquilo que Portugal alcançou no EYOC este ano – e são muito poucas pessoas, infelizmente - percebe perfeitamente aquilo a que me refiro. Aliás, bastava o reconhecimento que recebi da parte dos atletas para ficar convencido que valia a pena apostar nestes jovens. Mas quando estamos a participar e, mesmo depois, quando chegamos dum Campeonato da Europa e vemos que não há uma única mensagem de apoio da parte da Federação, da parte dos Técnicos, da parte dos Clubes, que duma forma global a comunidade orientista nacional alheia-se da situação e não dá os parabéns a estes jovens, não reconhece o seu esforço e sacrifício – os custos de viagens e estágios saíram, em grande medida, do bolso deles -, é impossível continuar. Não contem mais comigo.

U.O. – Mais do que deixar cair os braços é um “bater com a porta”…

T.A. – É um “bater com a porta” claramente. Fiz ver isto aos responsáveis e os resultados surgiram na página da Federação mas tive que ser eu a escrevê-los. Será que os resultados destes miúdos não mereciam o devido destaque? A Federação acusou o toque, pediu uma reunião para tentar resolver a situação mas até hoje a reunião continua por marcar. É triste passarmos a vida a “remar contra a maré”, a levarmos com o rótulo de “papa viagens” e de só querermos andar a passear. Isso é ridículo. A nossa responsabilidade é enorme e não temos qualquer reconhecimento. A verdade é essa e aquilo que fiz foi claramente um “bater com a porta”.

U.O. – Uma última questão e que tem a ver com o II Meeting Internacional de Arraiolos WRE, uma organização do Clube de Orientação da Gafanhoeira e que se irá realizar cinco dias após o Portugal O’ Meeting 2011 e na mesma região. Que Meeting vai ser este?

T.A. – Apesar da plena consciência do sucesso que tivemos com o Meeting do ano passado posso garantir que a edição deste ano irá ser tão boa ou melhor ainda. No ano passado tudo correu bem, tivemos mapas fantásticos, o tempo ajudou, foi fantástico ver todos os participantes rendidos àquilo que foi o evento nas suas múltiplas vertentes e temos consciência que colocámos a fasquia muito alto. Mas quem for a Arraiolos em Março do próximo ano vai encontrar uma das melhores provas algumas vez realizadas em Portugal, vai encontrar terrenos muito bons, percursos muito bem traçados e um programa social paralelo enorme. Tenho a certeza que os atletas estrangeiros irão deixar os seus países que estão cheios de neve, irão aderir em massa e lançarão aqui as bases duma época recheada de sucessos, tal como se provou este ano, com a generalidade dos atletas mais badalados nos Campeonatos da Europa e nos Campeonatos do Mundo a fazerem a pré-temporada em Portugal. Esta é uma região que gosta de acolher bem aqueles que a visitam, esta é uma organização jovem, empenhada e que faz questão de inovar e penso que este irá ser mais um marco inesquecível para o GafanhOri e para a Orientação portuguesa.


[Trabalho de cooperação entre Ultimate Orienteering e Orientovar. Esta entrevista pode ser lida também nas versões FRANCESA e INGLESA. Traduções para francês de Madalena Corboz e para inglês de Lucie Babel.]

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO
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TIAGO AIRES: "MA PRIORITÉ EST D'ÊTRE UN ATHLÈTE, DE PENSER À MOI"

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Il a fait son début le 11 Janvier 1997, et l'idée que sort de leurs expériences initiatiques, c'est que nous étions face à un jeune homme sans future à la Course d'Orientation. Mais il s’ai consacré à plein temps à l’entraînement, il a essayé de comprendre les secrets de la forêt, a dessiné des cartes, définit des itinéraires et fini par faire de tout un peu. Aujourd'hui, Ultimate Orienteering à le plaisir de vous présenter Tiago Aires, l’homme des sept casquettes et quelqu’un dont on peu attendre encore des tas de choses.


Ultimate Orienteering (U.O.) – Vous avez participé dernièrement à deux compétitions internationales majeures - EOC et WOC - mais les résultats n'ont pas répondu à vos attentes ...

Tiago Aires (T.A.) - Sans doute mes résultats ont-ils été moins bons que prévu, mais si on se rappelle que je me suis retiré de la compétition les deux dernières années et demie à cause d’une blessure, peut-être que ces résultats n'ont pas été si mauvais. Actuellement, n'importe quel événement majeur tel qu' un Championnat d'Europe ou un Championnat du Monde, surtout chez les hommes – hélas, on remarque bien la différence par rapport aux femmes, c'est une réalité à travers le monde et pas seulement dans la Course d’Orientation – présente un niveau compétitif très fort. Si on analyse froidement les résultats, on constate que le niveau des Portugais est toujours faible. Et il continuera à l'être pour quelques années.

U.O. - Quand vous partez pour une grande compétition, quelle connaissance avez-vous de vos adversaires?

T.A. – Un observateur attentif remarquera qu'il existe aujourd'hui une panoplie de moyens diversifiés de diffusion. En outre, nous avons Ultimate Orienteering ou World of O, où sont publiés tous les jours des dizaines de témoignages, de cartes et de compétitions à travers le monde. La plupart des athlètes ont aujourd'hui leurs propres moyens de diffusion, et nous racontent ce qu'ils font, leurs entraînements, leurs courses. Même les Fédérations aident les athlètes à se faire connaître. Toutefois, cette situation pose certains problèmes, et ce que nous pensons des adversaires ne correspond pas toujours à la réalité. Je me souviens que, jusque très récemment, Thierry Gueorgiou publiait tout ce qu'il faisait; or, depuis deux ans, il ne publie presque plus rien. Curieusement, cela s’est passé après la perte du titre mondial de Distance Moyenne, au Danemark. Depuis, il a cessé d'écrire sur son blog. Coïncidence? Je dirais que non. Nous devons montrer ce que nous sommes et ce que nous faisons pour justifier la sponsorisation, mais nous ne pouvons pas trop divulguer notre stratégie. La Course d’Orientation a un facteur cognitif très important, et dévoiler pleinement nos méthodes, nos tactiques, notre façon d’intervenir dans des situations différentes peut nous porter préjudice.

U.O. – Comparativement aux athlètes étrangers, à quel niveau vous placez-vous?

T.A. - Pour répondre à cette question, je voudrais souligner deux points essentiels. D'une part, nous sommes ici au bout de l'Europe, nous devons faire beaucoup de kilomètres pour nous présenter aux grandes compétitions internationales et nos participations s'avèrent rares. Si on ajoute les grandes difficultés financières de notre Fédération, le résultat est que nous ne pouvons pas nous présenter à plus d'un tournoi majeur par an, peut-être deux si vous comptez le Portugal O’ Meeting. Que cela nous plaise ou non, un athlète comme moi, qui ne m'adapte pas rapidement aux différents terrains, finit par se sentir plus petit; et dès le début, j'adopte une attitude négative du point de vue psychologique face à la compétition. Ce n'est que lorsque le Championnat touche à sa fin que nous commençons à nous adapter au terrain, ce qui est très frustrant. La solution est de soutenir la compétition, faire des stages, participer à des événements internationaux. Les meilleurs athlètes nationaux devraient avoir davantage d'occasions de participer à des compétitions, avoir un club dans les pays nordiques, pouvoir participer à Jukola ou à Tiomila, partir dans des camps d'entraînement en été et participer aux courses de la Coupe du Monde et du Nordic Tour, du Championnat d'Europe et du Championnat du Monde. C'est le seul moyen d'atteindre les premières places , même si cela n'arrivera pas dans l'immédiat. Sans cela, il est impossible d'exiger quoi que ce soit et nous serons toujours à des niveaux très éloignés des meilleurs.

U.O. - La réalité portugaise ne permet-elle pas de rêver à de meilleurs résultats?

T.A. - C'est toujours possible de faire mieux, mais c’est ça la réalité portugaise en ce moment. Je suis très fier de faire partie d'un groupe d'environ dix athlètes qui s'entraînent vraiment beaucoup en ce moment. La plupart des gens qui suivent la Course d’Orientation au Portugal ne s'en rendent pas compte, mais nous nous entraînons énormément, il est vrai surtout au niveau physique. Compte tenu de la réalité de la Course d’Orientation au Portugal, nous faisons beaucoup plus que notre devoir. Cela nous coûte beaucoup et nous sommes les premiers à souffrir lorsque nous nous présentons à des compétitions et que les résultats sont bien en-dessous de notre valeur.

U.O. - Pour la Course d’Orientation au Portugal, quelle est l’importance d’un événement comme le Portugal O 'Meeting?

T.A. – C’est très important. Je dois dire - et je ne suis pas le seul à le faire – que nous, les Portugais, avons toutes les chances de devenir une des forces principales de la Course d’Orientation mondiale. Bien que n'étant pas un pays riche en forêts, comme c'est le cas des pays nordiques et de certains pays d'Europe centrale, nous avons un excellent climat et d'excellentes conditions pour nous entraîner tout au long de l'année: nous avons une grande variété de terrains, disposons de beaucoup de cartes de qualité, de sites fantastiques et nous avons un passé historique de grande valeur pour ce qui est de l'endurance et de la course de fond, ainsi qu’au niveau de l’entraînement. Je veux dire par là que nous avons les conditions idéales pour être les meilleurs. Le fait est que nous devons faire beaucoup plus que ce que nous faisons actuellement. Nous ne faisons pratiquement aucun effort de recrutement auprès des jeunes, et il est pourtant essentiel d'avoir une base de pyramide beaucoup plus large. Sans cela, il sera toujours trop compliqué d'atteindre le sommet.

U.O. - À ce propos, Tiago Aires [avec Raquel Costa] a lancé il y a deux ans un projet de recrutement et de formation dans une petite communauté de l'Alentejo, au sud du Portugal. Le GafanhOri – Clube de Orientação da Gafanhoeira – Arraiolos pourrait être aujourd'hui un « case study » au niveau mondial. Voulez-vous nous en parler?

T.A. – La preuve que l'on accorde peu d'importance au recrutement au Portugal, c'est le fait que ce travail doive être accompli par deux des meilleurs athlètes nationaux. Cela démontre à quel point notre sport est faible et combien on manque de ressources pour travailler. Le fait que ce projet ait eu un tel impact, ainsi que les résultats qu’il a amenés - en un peu plus d'un an nous sommes devenus le club qui fournit plus d'athlètes à l'équipe nationale – est d'une part gratifiant; mais d'autre part je suis attristé de constater combien il reste à faire. Sans vouloir être arrogant au point de penser que tous les projets devraient être comme celui-là, la vérité est qu'on ne voit aucun projet – de ce type ou d'un autre – naître au Portugal. La triste réalité, c’est que dans notre pays nous n'avons que deux ou trois clubs de Course d’Orientation, pas plus. Même si mon affirmation peut attrister ou offenser certains, la réalité c’est qu'il n’y a pas de clubs de Course d’Orientation au Portugal. Il n'y en a pas! Un club est un endroit où les athlètes se rassemblent, où l'entraîneur va les chercher et les ramène à la maison, les accompagne dans les domaines technique et physique, leur donne le soutien psychologique nécessaire, les amène aux courses, et ainsi de suite. Un club, ce n’est pas un groupe d'amis qui vivent à une centaine de kilomètres les uns des autres, qui portent le même équipement et se rassemblent certains week-ends.

U.O. - En plus d'être entraîneur, vous êtes également dirigeant, athlète, cartographe, traceur de parcours, organisateur de courses et de camps d'entraînement, responsable des équipes nationales de jeunes, formateur; bref, vous portez sept casquettes. Comment faites-vous pour gérer cette multiplicité de fonctions?

T.A. – Je commence à ne pas y arriver. La réalité - et je n'ai aucun problème à le dire -, c'est que je suis fatigué de faire autant sans recevoir de reconnaissance en retour. Tout le monde dit que l'exemple de GafanhOri est très bon, tout le monde dit que les organisations de GafanhOri sont très bonnes, tout le monde dit que les parcours sont très bons, tout le monde dit que les cartes sont toutes très bonnes, mais la Course d'Orientation au Portugal reste la même. Si je voyais plus de gens marcher dans le même sens, je ne me sentirais peut-être pas si frustré. Et je n'aurais peut-être pas l'impression que ce n'est pas à moi de faire tout cela. Ce que je veux dire, c'est qu'on exige de moi de bons résultats en tant qu'athlète, mais en même temps on me demande d'amener les jeunes aux sélections nationales et de présenter de bons résultats, on me demande de faire des cartes et que les cartes soient de qualité, et de faire venir des athlètes étrangers, on me demande que j’aie un club, que j’aie des athlètes, et que je les entraîne... C'est impossible. Je suis décidé à quitter la plupart de ces tâches afin de mieux me consacrer à celles qui m’intéressent vraiment.

U.O. - Voulez-vous préciser?

T.A. – Ayant autant de choses à gérer à la fois, j'ai négligé mon potentiel en tant qu'athlète et cela est très frustrant. Je ne veux pas arriver à 50 ans et entendre mes petits-enfants me demander pourquoi, alors que j'étais un athlète, je n'ai jamais été un bon athlète. Il me restent quelques années pour voir jusqu'où je peux aller, et c'est sur cela que je veux parier. Je veux rester éternellement attaché à ce sport, mais je pense que les dix prochaines années seront décisives pour me prouver ma réelle valeur. Ma priorité est d'être un athlète, de penser à moi. La Course d’Orientation est belle, et j'espère atteindre mes objectifs. Je pense par ailleurs que cette interview peut m’aider, car en m'engageant publiquement, je ressens l'obligation d'y arriver, évidemment.

U.O. - Vous concentrer sur vous-même en tant qu'athlète impliquera beaucoup de changements. Vous êtes-vous demandé ce que vous changerez?

T.A. – Non seulement j'y ai pensé, mais certains de ces changements ont déjà été mis en pratique. Au mois de juillet dernier j'ai décidé d'abandonner les équipes nationales de jeunes et j'ai présenté ma démission à la Fédération portugaise. Quiconque me connaît sait que je suis très critique envers beaucoup de questions, et la participation du Portugal à l’EYOC 2010 à Soria (Espagne) m'a beaucoup marqué. J'avoue que, de retour des Championnats, je me suis presque persuadé que ma mission était de me consacrer entièrement aux jeunes et de renoncer à moi-même en tant qu'athlète. « C'est ça que je sais faire de mieux», je me suis dit, conscient de ma capacité à travailler avec les jeunes, de la façon dont j'arrive à les motiver. Ceux qui savent ce que le Portugal a réalisé en EYOC cette année - et très peu de gens, malheureusement, le savent – comprennent parfaitement ce à quoi je fais allusion. Par ailleurs, j'ai reçu une reconnaissance suffisante de la part des athlètes pour me convaincre qu'il valait la peine d'investir auprès de ces jeunes. Mais quand, pendant notre participation aux Championnats d'Europe, et même après être rentrés chez nous, nous voyons qu'il n’y a aucun message de soutien de la part de la Fédération, de la part des techniciens, de la part des clubs, que globalement la communauté de la Course d’Orientation nationale se désintéresse de la situation et ne félicite même pas ces jeunes, et ne reconnaît pas leurs efforts et leurs sacrifices – les frais des voyages et des stages sont sortis, en grande partie, de leur poche - il est impossible de continuer. Ne comptez plus sur moi.

U.O. - Plus que de baisser les bras, vous claquez la porte ...

T.A. – Je claque la porte clairement. J’ai manifesté mon indignation auprès des responsables, et les résultats ont été publiés plus tard sur la page de la Fédération, mais j'ai dû les écrire moi-même. Les résultats de ces jeunes ne méritent-ils pas d'être mis en avant? La Fédération a réagi, a proposé une rencontre afin de résoudre la situation, mais cette réunion n'a toujours pas eu lieu. C'est triste de passer sa vie à «nager contre le courant», à se faire traiter de "mangeurs de voyages" qui ne veulent que se promener. C'est ridicule. Notre responsabilité est immense et nous n'avons aucune reconnaissance. C'est la vérité, et ce que j'ai fait a clairement été de claquer la porte.

U.O. - Une dernière question, qui a à voir avec le II Meeting International d’Arraiolos WRE, une organisation sous la direction du GafanhOri Club qui aura lieu cinq jours après le Portugal O’ Meeting 2011 et dans la même région. Quel genre de Meeting sera celui-ci?

T.A. - Bien que parfaitement conscient du succès que nous avons eu lors du Meeting de l'année dernière, je peux vous assurer que cette année sera tout aussi bonne, ou même meilleure. L'année dernière, tout s'est bien passé, on a eu des cartes formidables, la météo a aidé, c'était fantastique de voir tous les participants se réjouir devant un tel événement dans ses multiples facettes, et nous sommes conscients que nous avons placé la barre très haut. Mais ceux qui se rendront à Arraiolos en mars prochain trouveront un des meilleurs événements ayant lieu au Portugal, avec de très bons terrains, des parcours très bien tracés et, parallèlement, un vaste programme social. Je suis sûr que les athlètes étrangers quitteront leurs pays enneigés, se joindront à la masse et jetteront ici les bases d'une saison de compétition remplie de succès, tout comme il a été prouvé cette année, avec la plupart des athlètes les plus reconnus dans les Championnats d'Europe et dans les Championnats du Monde qui se rendront à la préparation de la pré-saison au Portugal. L'Alentejo est une région qui aime bien accueillir ses visiteurs, et le team organisateur est jeune, engagé, et désireux d'innover; et je pense que ce sera une autre étape importante et inoubliable pour le GafanhOri et pour la Course d’Orientation portugaise.


[Travail de coopération entre Orientovar et Ultimate Orienteering. Vous trouverez ici les versions en ANGLAIS et en PORTUGAIS. Tradution pour le français de Madalena Corboz et pour l'anglais de Lucie Babel]

JOAQUIM MARGARIDO
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DUAS OU TRÊS COISAS QUE EU SEI DELA...

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1. No regresso ao convívio com a família orientista, o Orientovar regista com a mais profunda emoção o início do processo de adesão da Federação Portuguesa de Orientação ao Comité Paralímpico de Portugal. Primeiro ponto da Ordem de Trabalhos da primeira reunião da nova Direcção da FPO, a decisão foi votada por unanimidade e o processo de adesão chegou à mesa de Humberto Santos, o Presidente do Comité Paralímpico de Portugal, no passado dia 22. Para Alexandre Guedes da Silva, Presidente da FPO, este é “um enorme desafio que assumimos de corpo inteiro e no qual temos fundadas esperanças num relacionamento profícuo e socialmente relevante”. Por seu lado Humberto Santos congratulou-se com o facto deste ser “o processo de adesão mais célere ate à data” e “será por certo o inicio de um longo caminho que as duas entidades irão partilhar em comum, num espírito de entre ajuda e colaboração mutua visando o desenvolvimento de um novo paradigma desportivo”. A terminar, o Presidente do Comité Paralímpico de Portugal fez questão de expressar o seu agradecimento “por mais este contributo para que a ‘Igualdade, Inclusão e Excelência Desportiva’, mais do que o lema do CPP, seja sobretudo uma realidade na vida de todos nós”. A proposta de constituição, enquanto membro do Comité Paralímpico de Portugal, da Federação Portuguesa de Orientação, será levada a deliberação na próxima Assembleia Plenária daquele organismo, agendada para 22 de Novembro.

2. Soalheira e convidativa, a manhã do passado sábado marcou o arranque da III Taça CLAC. A iniciativa, da responsabilidade do Clube de Lazer, Aventura e Competição, registou fraca adesão, contabilizando-se em “cerca de três dezenas” o número de participantes que navegaram por mapas e jardins do mapa urbano do Entroncamento. Apesar de tudo, João Paulo Martins, um dos responsáveis pela iniciativa, não tem dúvidas em afirmar que “quem esteve connosco divertiu-se, ao ponto de alguns atletas em jeito de treino repetirem a prova noutros escalões”, acabando por ser “uma manhã passada em camaradagem com miúdos e graúdos a divertir-se, a treinar ou ainda a contactar pela primeira vez com a modalidade”. Para que conste, os vencedores foram César Conceição (COA) e Cláudia Batista (ESE) no escalão Difícil, Daniel Catarino (esse) e Carolina Delgado (GD4C) no escalão Médio e José Rebelo (Extra Comp) e Paula Ferreira (COA) no escalão Fácil. A Taça CLAC regressa com a segunda prova no próximo dia 27 de Novembro. Para mais informações e resultados completos leia AQUI!

3. Com o título “Caçadores...”, Nuno Pires, o grande dinamizador do blogue do Clube Portugal Telecom – Secção de Orientação de Aveiro, traz a público no “Oasis Fórum”, o fórum oficial da FPO - http://orioasis.pt/forum/showthread.php?tid=177&pid=371#pid371 -, uma realidade preocupante e que tem a ver com “a presença de caçadores em pleno terreno de prova”. Saber se as Organizações “tomam as devidas medidas para que se evite, com o devido bom senso, a presença de caçadores no terreno do mapa nos dias de competição”, eis a questão maior. Numa altura em que está sobre a mesa a proposta do novo Regulamento de Competições para 2011, parece-me importante que estes aspectos relacionados com a segurança dos atletas se encontrem devidamente acautelados e que o post do Nuno Pires seja alvo da devida atenção. É que, tal como referido, estas preocupações “são de mais pessoas que também já se questionaram sobre o mesmo”!

4. É o virar duma página importante no historial dum clube que tanto tem dado à Orientação. Desde a passada segunda feira que podemos encontrar em http://www.adfa-evora.com/ a renovada página na Internet da Secção de Orientação da ADFA – Associação de Deficientes das Forças Armadas. Embora se perceba que há ainda muito trabalho pela frente para que a página cumpra os necessários requisitos de funcionalidade e rigor informativo, saúde-se o empenho dos seus mentores em melhorar significativamente a qualidade e capacidade de comunicação do Clube. Um olhar atento permitirá descobrir ainda algumas mexidas para a próxima temporada, das quais a mais relevante será a de Tiago Romão, Campeão Nacional de Distância Média, Distância Longa e Estafetas em título, que troca o COC – Clube de Orientação do Centro pelo novel clube de Évora.

5. Um mês volvido sobre a XVI Taça dos Países Latinos / XVIII Campeonato Ibérico / XII Meeting de Orientação do Centro, o Orientovar acaba de preparar um vídeo que recupera alguns dos momentos mais bonitos dessa dupla jornada verdadeiramente inesquecível. Para visualizar a peça, clique na imagem abaixo e divirta-se!


6. Depois de ter aberto à Orientação o seu “Correr por Prazer”, Vítor Dias acaba de dar mais um passo relevante na afirmação deste seu novo projecto. Assim, numa parceria com o Grupo Desportivo dos Quatro Caminhos, o CorrerPorPrazer.com promoveu no passado fim-de-semana uma Acção de Formação de Orientação, dividida em Parte Teórica (ministrada nas instalações do orfeão das Foz do Douro) e Parte Prática (Parque da Cidade do Porto e Reserva do Mindelo). A iniciativa teve uma aceitação que superou as expectativas e obrigou mesmo à recusa de elevado número de inscrições, o que leva os organizadores a ponderarem a realização de mais acções deste género, estendendo-as inclusivamente a outras regiões do país. Reconhecendo a importância deste tipo de iniciativas na promoção e divulgação do Desporto da Floresta, o Orientovar concede a Vítor Dias e ao CorrerPorPrazer.com o Louvor da Semana!

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO
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sábado, 16 de outubro de 2010

DIANA COELHO: "GOSTARIA QUE AS PESSOAS COMEÇASSEM A TRATAR-SE POR IGUAL"

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Poderia ter sido apenas um mero acidente, sem grandes consequências. Um acidente igual a tantos e tantos outros que acontecem, fruto da irrequietude e força de ser criança. Quis o destino, porém, que este ficasse para sempre gravado no corpo e na memória da Diana.


Chama-se Diana Patrícia Pinto Coelho, tem muitos sonhos para viver e uma história para contar. Com apenas 8 anos de idade, a pequena Diana sofreu um acidente que lhe roubou os movimentos da cintura para baixo e a atirou para uma cadeira de rodas. Assistida inicialmente no Hospital de S. João – Porto, foi transferida depois para o Serviço de Medicina Física e de Reabilitação do Hospital da Prelada, onde permaneceu internada durante longos três anos e meio. Nunca deixou de frequentar as aulas, aí fez o exame da 4ª classe, aí prosseguiu os anos seguintes do Ensino Básico, aí assistiu às naturais transformações que o seu corpo foi sofrendo. E aí percebeu que a sua vida seria, a partir desse momento, feita de adaptações.

Actualmente com 17 anos e frequentando o 12º Ano de Escolaridade na Escola Secundária de Baião, Diana Coelho é a convidada de honra do Orientovar. É ela que nos fala das suas experiências e dos seus anseios, dos seus sonhos e receios. E que nos dá a ver uma sequência de passos onde a realidade - assente na palavra “reabilitação” - caminha de mãos dadas com a esperança num mundo mais justo e melhor.


“De início não mexia as pernas nem as sentia”

Orientovar – Para que se perceba melhor o que está em causa, quer-me falar um pouco da sua doença?

Diana Coelho – No dia 12 de Março de 2002, sofri um acidente que me afectou a coluna e me fez ficar paraplégica. Com muito trabalho de reabilitação já recuperei um pouco da sensibilidade nos membros inferiores, sobretudo no membro inferior esquerdo, e também já tenho mobilidade no membro inferior direito. Mas de inicio não mexia as pernas nem as sentia.

Orientovar – Em que consiste esse trabalho de reabilitação?


Diana Coelho – Actualmente é um trabalho feito em regime de Ambulatório, e desloco-me de Baião, três vezes por semana, ao Serviço de Medicina Física e de Reabilitação do Hospital da Prelada, no Porto. Todo o trabalho tem como objectivo tornar-me o mais independente possível. Entretanto já iniciei treino de marcha e andar com a ortótese e canadianas é o tratamento de agora; o objectivo será poder incluir nalgumas coisas do meu dia-a-dia esse treino. Se conseguisse, seria óptimo.


“As dificuldades começam logo dentro de casa”

Orientovar – De que forma é que se sente condicionada nas actividades de vida diárias?

Diana Coelho – Claro que tive de fazer uma série de ajustes no meu dia-a-dia, mas a minha força de vontade faz com que vá conseguindo levar uma vida praticamente normal. As dificuldades começam logo dentro de casa, mas essas consigo contornar... Por exemplo, a minha casa tem escadas e felizmente já me consigo firmar no corrimão e posso subi-las e descê-las. Agora, há outras nos lugares públicos que não consigo evitar e não tenho muito como as vencer. E há ainda aquelas que a Sociedade nos coloca. As dificuldades por vezes já existem e as pessoas à nossa volta, em vez de compreender e facilitar, fazem questão de tornar as coisas ainda mais difíceis.

Orientovar – A Escola Secundária de Baião está devidamente adaptada a pessoas com este tipo de deficiência?

Diana Coelho – Por aquilo que ouço e do que conheço, a minha Escola não é das piores. Na verdade os passeios são um bocadinho altos, são mesmo aquele tipo de passeios que não se conseguem subir. Essa é, basicamente, a grande barreira arquitectónica dentro da Escola. De início a Escola também não tinha elevadores. Onde era realmente necessário um elevador era no Pavilhão onde tinha aulas e onde ficavam a Biblioteca e o Auditório e na verdade o Conselho Directivo tratou de colocar um elevador na escada. Entretanto foram também construídas rampas de acesso a algumas zonas e, agora que a Escola vai entrar em obras, espero que as restantes barreiras arquitectónicas possam ser abolidas.

Orientovar – Essa menor facilidade em se deslocar não a faz sentir-se diminuída em relação aos seus colegas, por exemplo?

Diana Coelho – Se calhar um bocadinho, mas vou conseguindo ultrapassar isso. Os meus colegas aceitaram-me sempre muito bem e isso tem sido muito bom na forma como lido com a situação e vou conseguindo ultrapassar alguns problemas.


“Gostava que em Baião fizéssemos uma prova de Orientação de Precisão”

Orientovar – No passado dia 16 de Agosto teve uma reunião com o Presidente da Câmara Municipal de Baião. Será que poderia revelar um pouco dessa conversa ou é segredo?

Diana Coelho – Não é segredo nenhum. Eu frequentei no mês de Julho a Universidade Júnior, no Porto e, na última semana, fizemos uma fotografia de conjunto para a página da Câmara e para o Jornal de Baião. Nessa altura, estava presente o Vereador da Câmara e falei com ele acerca daquilo que achava que estava mal e com o qual não concordava, nomeadamente as barreiras arquitectónicas. Penso que por vezes os Municípios empregam o dinheiro em certas coisas e, talvez por desconhecimento, não olham para outras que são mais necessárias. O Vereador sugeriu então que falasse com o Presidente e eu lá fui. A reunião correu muito bem, fui muito bem recebida e voltei a falar das questões que, no meu entender, deviam merecer mais atenção, caso dos passeios muito altos – eu sou contra os passeios! -, das árvores ou dos postes no centro dos passeios ou da falta de rampas.

Orientovar – Eu julgo saber que no meio da conversa veio à baila a Orientação de Precisão. É verdade?

Diana Coelho – É verdade, sim. Eu disse também ao Presidente da Câmara que gostava que em Baião fizéssemos uma prova de Orientação de Precisão. Este é um meio ainda pequeno e uma prova de Orientação de Precisão seria uma forma de chamar a atenção daqueles que têm ainda essa ideia que uma pessoa em cadeira de rodas não pode fazer muita coisa. Desporto, então, está fora de questão. Seria uma maneira de abrir um bocadinho as mentalidades das pessoas.


“Mas aquela primeira prova… Eu adorei!”

Orientovar – Mas porquê a Orientação de Precisão e não outro desporto qualquer?

Diana Coelho – A minha primeira experiência com a Orientação de Precisão foi em Alijó, no dia 4 de Outubro do ano passado. Foi surpreendente! Eu não praticava qualquer tipo de desporto e esta foi a primeira vez que participei em algo do género. É claro que, apesar dos condicionalismos, uma pessoa como eu pode praticar desporto. São necessárias adaptações, dá algum trabalho, mas é possível. A verdade é que os meus professores de Educação Física, até ao 9º ano, me puseram sempre um bocadinho de lado. Foi só no 10º ano que tive uma professora que me proporcionou alguma actividade física no âmbito da disciplina. Fez um plano de aulas só para mim e era avaliada, tal como os meus colegas, embora dentro de parâmetros diferentes. A partir daí passei a fazer Educação Física e agora estou a fazer. Mas aquela primeira prova… Eu adorei! Não tinha a noção do gozo que poderia ser fazer uma prova de Orientação de Precisão.

Orientovar – Quando os colegas lhe perguntam o que é a Orientação de Precisão, o que é que lhes diz?

Diana Coelho – Tento mostrar-lhes que se trata dum desafio. No caso deles não é tanto a parte física que está em causa, embora para nós uma prova destas implique talvez um pouco mais de esforço do que aquele que é habitual no dia-a-dia. Mas é um desafio sobretudo intelectual e que nos mostra que o desporto é para todos. É uma forma de ultrapassar o preconceito de que só podem fazer desporto as pessoas que não têm problemas.


“Aquilo que é simples para mim, pode não o ser para os outros”

Orientovar – Em Alijó confessou que era bom que houvesse uma prova destas na sua Escola e, na verdade, dois meses depois, o seu desejo concretizou-se. Foi no Dia Internacional da Pessoa com Deficiência e teve a participação de outras pessoas com problemas semelhantes aos seus. Ainda se lembra do que sentiu?

Diana Coelho – Foi muito bom, ainda para mais porque a reacção dos meus colegas e da generalidade dos alunos da Escola foi muito agradável, muito positiva. Só foi pena que não se tivesse mobilizado toda a comunidade escolar para participar na actividade, mas mesmo assim foi muito bom. Julgo que acharam interessante, ficaram sensibilizados e viram que, afinal, podemos participar numa mesma actividade em pé de igualdade. Não adianta muito vermos na televisão o dia-a-dia de certas pessoas, já que não se fica com uma realidade tão presente; aquilo que é importante é que se esteja próximo das pessoas, que se viva esse mesmo dia-a-dia. A reacção deles, no final, foi no sentido de manifestarem o interesse em que se continue a fazer este género de coisas.

Orientovar – Até hoje, participou em três actividades do género. Qual a sua opinião sobre o grau de dificuldade das provas?

Diana Coelho – A dificuldade maior tem sempre a ver com a progressão. Mesmo nas cidades, foi necessário uma ajuda para vencer os passeios ou outras coisas assim. Mas em termos das provas em si, o nível de exigência não foi muito elevado. Há sempre aqueles pontos onde temos mais dúvidas e que colocam alguns problemas. Mas aquilo que é simples para mim, pode não o ser para os outros ou vice-versa. Isto não apenas no aspecto intelectual, mas também físico, visto que algumas pessoas precisam mais de ajuda do que eu, por exemplo, a chegar a determinado ponto ou o contrário.


“É preciso lutarmos por estas coisas”

Orientovar – Depois dessa conversa com o Presidente da Câmara Municipal, vamos mesmo ter uma grande prova de Orientação de Precisão em Baião?

Diana Coelho – Eu espero que sim. Não apenas por uma questão de mostrar às pessoas o que é a Orientação de Precisão, mas também como forma de as pôr em contacto com outro tipo de pessoas. Eu não gosto quando fazem duma pessoa um ‘coitadinho’ ou ‘oh que pena’. Não gosto. Esta era uma maneira das pessoas em Baião verem a realidade duma forma diferente.

Orientovar – Gostaria de continuar a praticar Orientação de Precisão?

Diana Coelho – Adorava. Era importante que houvesse mais provas, um pouco por todo o País e mesmo que eu não pudesse participar, poderiam participar outras pessoas. Aliás, as pessoas que têm este tipo de problema, se tiverem oportunidade de experimentar o que é uma prova de Orientação de Precisão, recomendo que o façam. As pessoas que, tal como eu, têm alguma incapacidade física, não devem ficar a pensar naquilo que não podem fazer. Devem, isso sim, criar objectivos, participar em iniciativas. Devem pensar no que podem fazer, no que podem investir para que sintam bem, realizados e com prazer na vida. E devem fazê-lo porque é preciso lutarmos pelas coisas e fazer coisas que nos dão prazer e que nos fazem sentir felizes... temos esse direito!


“Colocar o preconceito de parte”

Orientovar – Para finalizar, que mensagem gostaria de deixar?

Diana Coelho – Gostaria que as pessoas começassem a tratar-se por igual. Normalmente temos um bocadinho a tendência para discriminar, seja por problemas físicos, por questões de raça, por razões de natureza social e outros. Parece que só aquilo que é nosso ou se parece connosco é que é bom e, afinal, não é bem assim. Acho que é preciso colocar o preconceito de parte porque, se formos a ver, somos todos iguais. Está na altura de pôr um ponto final na discriminação. Está na altura de nos ajudarmos e de transmitirmos confiança àqueles que mais necessitam. Aqueles que são, aos olhos da sociedade, menos válidos, têm muito a dar. E todos aqueles que estão à sua volta têm muito a aprender com eles.


JOAQUIM MARGARIDO
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FÉRIAS!

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Após a publicação da Entrevista com Diana Coelho, abre-se uma pausa na actividade do blog por motivo de férias. Caso não se deixe prender de amores por Veneza, o Orientovar estará de regresso no próximo dia 27 de Outubro. Até lá, fique bem!

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO
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sexta-feira, 15 de outubro de 2010

VENHA CONHECER... PEDRO DIAS

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Chamo-me… PEDRO Jorge Mendes Rocha DIAS
Nasci no dia… 14 de Outubro de 1970, em Lisboa
Vivo em… Santa Iria
A minha profissão é… Bancário
O meu clube… Clube Montepio
Pratico Orientação desde… 2002

Na Orientação…

A Orientação é… o meu desporto favorito!
Para praticá-la basta… uma bússola, um mapa, boa disposição, terrenos…!
A dificuldade maior… é fazer a prova perfeita!
A minha estreia foi… não tenho ideia!
A maior alegria… fazer uma prova isenta de erros!
A tremenda desilusão… fazer um ‘mp’!
Um grande receio… aleijar-me!
O meu clube… é um meio para atingir um fim!
Competir é… a minha vida!
A minha maior ambição… fazer amigos, conviver e que a Orientação continue uma família!

… como na Vida!

Dizem que sou… muito objectivo!
O meu grande defeito… ser muito teimoso!
A minha maior virtude… ajudar os amigos!
Como vejo o mundo… com muita preocupação!
O grande problema social… a falta de civismo!
Um sonho… que o civismo perdure!
Um pesadelo… que cheguemos a um momento em que já nem sequer cumprimentemos o vizinho do lado!
Um livro… “Fado Alexandrino”!
Um filme… “Era Uma Vez na América”!
Na ilha deserta não dispensava… um barco!

No próximo episódio venha conhecer Paula Ferreira.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO
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quinta-feira, 14 de outubro de 2010

NA TOMADA DE POSSE DO NOVO ELENCO FEDERATIVO: "NINGUÉM ULTRAPASSA DIFICULDADES NUM QUADRO DE DESÂNIMO OU DESISTÊNCIA"

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A sede do Comité Olímpico de Portugal foi palco, ao final da tarde de ontem, do acto de Tomada de Posse dos novos titulares dos Órgãos Estatutários da Federação Portuguesa de Orientação para o biénio 2011-2012.


Ainda que pouco numerosa, foi uma plateia atenta aquela que assistiu à Cerimónia de Tomada de Posse dos novos titulares dos Órgãos Estatutários da Federação Portuguesa de Orientação para o biénio 2011-2012. Entre os presentes, destaque para os representantes de Juntas de Freguesia dos Municípios de Lisboa, Cascais, Loures e Sintra, das Federações de Ténis de Mesa, Golfe, Andebol e Motonáutica e ainda para o representante da Confederação do Desporto de Portugal.

No seu discurso de tomada de posse [que pode ser lido na íntegra AQUI], o novo Presidente da Federação Portuguesa de Orientação, Alexandre Guedes da Silva, começou por agradecer a presença das várias entidades, transmitindo em particular ao Presidente do Comité Olímpico de Portugal o seu apreço pela forma como se disponibilizou a acolher a Cerimónia, naquilo que classificou como “um gesto inequívoco de confiança e de apoio a esta jovem modalidade desportiva”.

"O desafio está na continuidade”

Lembrando que “estamos aqui presentes porque fomos eleitos pelos nossos pares para conduzir os destinos da nossa Modalidade”, o novo Presidente da FPO fez questão de “manifestar, aqui e agora, o nosso reconhecimento, gratidão e respeito por todos os que nos antecederam nestas funções. A sua dedicação, o seu saber, o seu espírito de sacrifício, a sua vontade de bem servir a Orientação, devem ser realçados publicamente pois é o fruto do seu esforço de vinte anos de dedicação que nos conduziu a este dia.” E, convictamente, lançou palavras de esperança em relação ao futuro, com base naquela que foi uma das bandeiras da sua campanha: “Procuraremos ser continuadores do vosso legado, com a certeza de que não será fácil, mas com a convicção que tudo faremos para reforçar os alicerces que tão laboriosamente construíram e que iniciaremos o lançamento da infra-estrutura que conduzirá este desporto ao pódio do Século XXI.”

“Em Portugal, e para os portugueses, o desafio está na continuidade, no quotidiano, no aperfeiçoamento. Na banalidade dos pequenos pormenores. Na constância de uma determinação de aço.” Foi esta uma das ideias-chave dum discurso que, debruçando-se sobre os tempos actuais e sobre a realidade da nossa modalidade, encerra em si mesmo um desígnio: “Para a FPO aspirar a ser melhor, é fundamental a assunção de um conjunto de práticas e culturas que conduzam ao Bom Planeamento, à Execução Exemplar e, a uma Avaliação Assertiva.” Concretizando: “Necessitamos de cuidar do Planeamento com empenho, deixando ao improviso só os verdadeiros imponderáveis. Precisamos de investir numa Execução rigorosa e cuidada, eficaz e eficiente. E finalmente, todos os Agentes filiados na FPO devem ambicionar uma Avaliação permanente, capaz de se constituir como oportunidade de reconhecimento e de aprendizagem, de melhoria contínua e progressiva.”

“Seria terrível tomar conta dos destinos da FPO com o receio que as coisas corressem mal”

Com o discurso a caminhar para o final, Guedes da Silva exortou para a necessidade de “cultivar atitudes que reflictam motivação, ambição e, persistência”, deixando a ideia de que “ninguém ultrapassa dificuldades num quadro de desânimo ou desistência”. Mas reconhece que o futuro não se afigura fácil, sobretudo devido àquilo a que apelidou de “traço sociológico lusitano”, definindo-o como “um traço deprimido, estruturalmente pessimista e negativo, tendente a não acreditar em nada nem ninguém, a não se entusiasmar com coisa nenhuma, a não investir, a não se esforçar, numa palavra, a não arriscar.”

Todavia, “ser optimista, ser persistente, ser sonhador, são características inatas de todo o orientista”, prossegue, para admitir que “seria terrível tomar conta dos destinos da FPO com o receio que as coisas corressem mal.” A terminar, uma pergunta: “Afinal, quem é que quererá ser Dirigente – benévolo ou executivo - para ter tanto trabalho, procurar fazer tudo pelo melhor, esforçar-se pelo bem comum, e normalmente acabar desprezado, ofendido e, injustiçado?” A resposta não se fez esperar: “De facto, só a ‘ilusão’ pode justificar tanto empenho! Vamos Ser o Desporto do Século XXI”.

“O Desporto é ainda o único meio de aumentar a auto-estima dos portugueses”

Vicente Moura, o Presidente do Comité Olímpico de Portugal, usou igualmente da palavra, abordando a situação actual e a depressão que o Pais atravessa, usando como contraponto o momento histórico que se vive no Chile com o resgate dos 33 mineiros do fundo duma mina de cobre e ouro do Deserto do Atacama, no Norte do País. Desejando felicidades ao novo elenco Federativo, Vicente Moura salientou que “é necessário ter esperança no futuro.” Ainda antes de selar o seu discurso com um “viva” à FPO e ao Desporto, o Presidente do Comité Olímpico de Portugal afirmaria que “neste momento de crise, o Desporto é ainda o único meio de aumentar a auto-estima dos portugueses.”


[foto gentilmente cedida por Alexandre Guedes da Silva]

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO
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quarta-feira, 13 de outubro de 2010

DUAS OU TRÊS COISAS QUE EU SEI DELA...

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1. Arrancou no passado sábado a 4ª edição do Torneio .COMmapa / Inatel, uma iniciativa do Clube de Orientação do Minho “com um novo formato ainda mais simplificado e informal” que nos anos anteriores. Ao longo de doze etapas, que se estendem até ao dia 03 de Dezembro de 2011, a iniciativa pretende atrair o mais vasto número de participantes possível, “sozinhos ou acompanhados por toda a família, por lazer ou imbuídos de um espírito mais competitivo” com o intuito de experimentarem “esta fascinante modalidade desportiva e de lazer”. Com percursos de Paula Campos e José Carlos Ramalho (que foi também o Director da Prova), a primeira etapa teve lugar na Universidade do Minho – Campus de Gualtar e contou com a participação de 46 atletas. Para a história aqui ficam os nomes dos vencedores: Percurso de Iniciação (aproximadamente 1500 metros) – João Martins, EDOM; Percurso de Desenvolvimento (aproximadamente 3500 metros) – Joaquim Sousa, COC. Os resultados completos podem ser consultados AQUI. A segunda etapa terá lugar já no próximo dia 06 de Novembro, aguardando-se a divulgação da hora e local.

2. Adiado devido ao mau tempo, o Ori-Escola já tem nova data. Da responsabilidade do Clube Ori-Estarreja e de um grupo de Professores de Educação Física da Escola Básica Padre Donaciano de Abreu Freire, a iniciativa decorrerá nos próximos dias 23 e 24 de Outubro, com o seguinte programa: 23Out, 9h30 às 13h00 (Escola Padre Donaciano) – Recepção dos alunos e realização dos grupos de trabalho, jogos e introdução teórico/prática; 24Out, 9h30 às 12h30 (Parque Municipal do Antuã) – Realização de percurso fácil, em grupo de 4 elementos com orientador, seguido de realização de percurso em grupo de dois ou três elementos. Para mais informações contactar a Escola Padre Donaciano de Abreu Freire através do 234 840 640.

3. Na sequência do programa “Santo Tirso conVida”, terá lugar no próximo dia 06 de Novembro mais uma actividade de “Orientação Para Todos”. Com início agendado para as 9h30, no bonito e cuidado Parque Urbano da Rabada (Burgães, Santo Tirso), a iniciativa é da responsabilidade dos Trampolins de Santo Tirso e aberta a pessoas de qualquer idade. Os participantes podem realizar o percurso individualmente, a pares ou em grupo, e está igualmente prevista a realização de um percurso de Orientação de Precisão, destinado prioritariamente a pessoas deslocando-se em cadeira de rodas. Informações e inscrições através do endereço orientacao@trampolinssantotirso.com ou pelo telemóvel 91 406 12 81. “Traz um amigo que o TST orienta!”

4. Luís Leite, o intrépido atleta do Grupo Desportivo dos Quatro Caminhos, elegeu Barcelos e a “Maratona dos 5 Cumes” para fazer a sua estreia na BTT. Fazendo apelo às suas memórias, Luís Leite resolveu narrar-nos as aventuras e desventuras desta experiência primeira, brindando-nos com uma prosa acutilante e tele-novelesca, onde as “descidas kamikaze” e os “travões kaput” se misturam e confundem com as técnicas do “sola-brake” e do “mato-roço”. O “relato do espalhanço”, nas palavras do autor, está publicado no Fórum BTT e a primeira das “sete chagas” começa AQUI. É de ir às lágrimas, posso garantir!

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO
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terça-feira, 12 de outubro de 2010

WOC 2011: DEBATE ACESO EM TORNO DA ESCALA DO MAPA DA PROVA DE DISTÂNCIA LONGA

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Desde o passado dia 3 de Outubro, aquando da realização da 10ª etapa da Taça do Mundo de Orientação Pedestre (Annecy, França), que está aberto o debate. O Campeonato do Mundo WOC 2011 e a escala do mapa da prova de Distância Longa estão no cerne duma discussão que tem mobilizado a comunidade orientista internacional a um nível verdadeiramente inusitado. O Orientovar socorre-se do excelente artigo de Niels-Peter Foppen, publicado hoje no ‘site’ Ultimate Orienteering, para lançar um olhar mais aprofundado sobre a questão, os seus contornos e consequências.


A questão surgiu em Annecy e não foi por acaso. Os Campeonatos do Mundo de Orientação Pedestre do próximo ano terão lugar nesta região de França – Savoie Gran Revard – e os mapas são, aqui, extraordinariamente detalhados. São mapas, nas palavras da atleta norueguesa Anne Margrethe Hausken, “de difícil leitura em corrida, devido às rochas e às irregularidades do terreno, o que torna a progressão muito difícil”.

A solução para o problema passaria por, a título excepcional, permitir a realização da prova num mapa à escala 1:10 000. Esta possibilidade teria sido avançada por fonte ligada à organização do WOC 2011 junto da IOF – Federação Internacional de Orientação, tendo recebido um parecer negativo. Foi assim que surgiu a sugestão para que fossem os próprios atletas a levar a cabo uma campanha contra a decisão do organismo que tutela a modalidade a nível internacional.

“Pressionar a IOF”

É nesta sequência que surge a página criada por Anne Margrethe Hausken no Facebook – “Map scale 1:10 000 for WOC long distance 2011” , convidando a comunidade orientista mundial a juntar-se à causa. “Com a criação deste grupo pretendemos pressionar a IOF”, afirma frontalmente a atleta.

Se, por um lado, a participação no grupo criado por Hausken não é relevante – o que pode não querer dizer absolutamente nada, mas também pode querer dizer muita coisa -, por outro lado surgiu também no Facebook uma outra página que deverá ser entendida como uma reacção à iniciativa da norueguesa. Criada por Anders Tiltnes, “Behold 1:15000 på langdistanse”  pretende manter a escala nos 1:15 000, com o atleta norueguês a invocar as regras para a execução de mapas estabelecidas de acordo com o ISOM 2000 e ISOM 2007.

“A IOF não recebeu qualquer pedido de alteração”

Porque razão terá a IOF negado o pedido dos organizadores franceses, estando agora “com as orelhas quentes” no centro das conversas? No passado dia 6 de Outubro, a Ultimate Orienteering solicitou à IOF uma explicação, tendo a resposta sido dada por Björn Persson, o Director Desportivo da IOF. Nela se afirma que “a IOF não recebeu qualquer pedido de alteração referente às escalas dos mapas do WOC 2011, da parte dos seus organizadores. Se tal tivesse sucedido, as coisas teriam seguido os trâmites normais.”

A verdade é que, se realmente nada chegou à IOF com origem na organização francesa, o organismo internacional tem agora entre mãos uma petição assinada por 103 atletas de 16 países, entre os quais 17 campeões do Mundo. O documento foi entregue no passado domingo, após o PostFinance Sprint, em Genève, por Anne Margrethe Hausken a Marcel Schiess, o Vice-Presidente da IOF, conforme o testemunha a imagem que encima este artigo, da autoria de Niels-Peter Foppen (Ultimate Orienteering).

Três pontos importantes

Anexo à petição, Hausken fez seguir um documento onde são ressalvados três pontos importantes: (1) O pedido é a título excepecional, visto a escala 1:15 000 ser, claramente, a melhor opção para uma prova de Distância Longa; (2) O traçado do percurso deve ser adequado a Distância Longa, sendo fundamental que a alteração da escala não altere os tempos previstos para uma prova desta distância: (3) Se a decisão for no sentido de ser mantida a escala 1:15 000, o mapa deve ser desenhado de forma a tornar-se legível, sem recurso a lentes de aumento.

O Ultimate Orienteering solicitou uma reacção da parte de Marcel Schiess que, independentemente do compromisso em fazer chegar a petição à IOF, adiantou ser positivo “que os atletas identifiquem os problemas.” Mas não se furtou a deixar também um lamento: “O problema teve início há dois anos atrás, quando foram escolhidos os terrenos de competição e o responsável pela cartografia. É uma pena que não se tivesse discutido esta questão na altura. (…) Compreendo perfeitamente que o mapa não seja legível. Estive em Annecy na semana passada e é realmente muito difícil ler o mapa em velocidade, mas agora é um bocadinho tarde para esta discussão. Mas sempre é melhor do que daqui a meio ano, naturalmente.”

Formalizado pedido

Ontem mesmo, Jean-Daniel Giroux, o Director-Geral do WOC 2011, enviou à redacção do Ultimate Orienteering a seguinte mensagem: “Quando iniciámos os preparativos do WOC, fizemos um pedido verbal ao Supervisor IOF no sentido de podermos elaborar os mapas da prova de Distância Longa à escala 1:10 000, mas ele achou que não era a altura certa para fazer algo. Na sequência da experiência da prova da Taça do Mundo em Annecy, a organização do WOC acaba de formalizar junto da IOF um pedido por escrito no sentido de que os mapas possam ser desenhados à escala 1:10 000.”

A bola está agora do lado da Federação Internacional de Orientação.


Leia o artigo na íntegra em http://www.ultimate-orienteering.com/?p=3722.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO
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