quinta-feira, 30 de setembro de 2010

PELO BURACO DA FECHADURA: I CORUCHE ORIENTEERING TROPHY

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A temporada 2009/2010 da Taça de Portugal de Orientação Pedestre abeira-se do seu final e já uma nova época se perfila no horizonte. A 100 dias do evento, partimos hoje ao encontro do I Coruche Orienteering Trophy, a prova que abrirá a próxima temporada. Com a preciosa ajuda de Hugo Borda d’Água, espreitamos pelo buraco da fechadura um evento, um clube, uma região.


Orientovar – A 100 dias do I Coruche Orienteering Trophy, qual o ponto da situação relativamente ao evento?

Hugo Borda d’Água – Neste momento, aquilo que constitui a base das provas, que são os mapas, estão concluídos e acabam de ser publicados na página da prova os respectivos excertos. Por outro lado, os percursos estão igualmente a ser delineados e as coisas estão a avançar a um bom ritmo. Outro aspecto onde estamos a trabalhar prende-se com o encontrar de parcerias com Órgãos de Comunicação Locais, Regionais e Nacionais, bem como com Embaixadores, que nos permitam promover e divulgar adequadamente o evento.

Orientovar – Quais as dificuldades sentidas até ao momento?

Hugo Borda d’Água - Obviamente que estamos a sentir os efeitos da crise económica que atravessamos, o que nos tem obrigado a alguns esforços suplementares. Começamos a sentir os cortes dos organismos públicos no apoio a eventos e ao associativismo em geral. Dentro de dois anos este aspecto será, certamente, muito mais complicado, mas actualmente já se vai sentindo e a forma de contornar esse problema reside em encontrarmos parcerias com os privados, de forma a não sermos obrigados a cortar em nada e a mantermos o Programa de acordo com o inicialmente previsto. O nosso objectivo é podermos oferecer às pessoas tudo aquilo que está pensado.


"O desafio deste nosso relevo em Coruche"

Orientovar – Este I Coruche Orienteering Trophy vai oferecer dois mapas novos, em freguesias do concelho de Coruche onde a Orientação é uma novidade. Quer falar-nos desses mapas?

Hugo Borda d’Água – São mapas em terrenos bastante distintos e que irão surpreender os participantes. São mapas desafiantes, sobretudo pelas características do relevo. Não temos as pedras do Alentejo, por exemplo, nem temos o micro-relevo das zonas mais litorais, mas estamos no meio-termo. É isso que as pessoas podem esperar, o desafio deste nosso relevo em Coruche e que muitas delas já conhecem. Outro aspecto que irá deixar as pessoas surpreendidas e muito agradadas tem a ver com as Arenas, principalmente no último dia, numa clareira no interior duma floresta muito apelativa.

Orientovar – Não teme que as baixas temperaturas do “pino” do Inverno possam afastar os participantes, mesmo tratando-se da abertura da Taça de Portugal 2011?

Hugo Borda d’Água – Esse pode ser um factor que desmotive algumas pessoas, sobretudo no caso das condições meteorológicas se revelarem adversas. Mas penso que quem gosta realmente da Orientação não será por aí que deixará de vir. Neste momento, o índice de participações em provas da Taça de Portugal estabilizou em torno dos 500 a 550 atletas e esse número, sinceramente, preocupa-me mais do que as condições atmosféricas. É um número baixo e que demonstra a nossa incapacidade em captarmos mais pessoas para a modalidade e em fazê-la crescer.


"Este é o maior desafio organizativo dos últimos dois anos"

Orientovar – Já teve contactos de estrangeiros que tivessem manifestado a intenção de vir a Coruche no início do próximo ano?

Hugo Borda d’Água – Apenas de espanhóis. Ainda agora em Leiria, no decurso da Taça dos Países Latinos, um espanhol me dizia que ficou tão agradado com a prova de Arraiolos no primeiro fim-de-semana deste ano que quer repetir a experiência em 2011 e virá certamente a Coruche.

Orientovar – Para um Programa extraordinariamente ambicioso – Orientação para as Escolas, Model Event, provas de Distância Média e de Distância Longa, Sprint Nocturno, para além do programa social – com que meios humanos contam, sabendo nós que o COAC é um clube com limitações neste campo?

Hugo Borda d’Água – Este é o maior desafio organizativo dos últimos dois anos que levamos nestas andanças. E não se trata apenas do culminar dum conjunto de processos organizativos, mas também de potenciar as qualidades duma região que tem reconhecido e apoiado a modalidade. Isto é o mínimo que poderíamos fazer pela nossa terra. Tomando como exemplo o Sprint Urbano, seria uma indelicadeza da nossa parte se não o fizéssemos no coração de Coruche, levando os atletas a percorrer empenhadamente algumas das suas ruas e praças e, dessa forma, a corresponderem ao apoio da autarquia. Em termos de meios humanos, temos 40 a 50 pessoas fortemente envolvidas na Organização, entre atletas do Clube e familiares. Todos têm as tarefas devidamente atribuídas e sobretudo os mais jovens sabem muito bem aquilo que deles se espera. Faltará afinar um ou outro pormenor e acredito que, com mais um pequeno número de ajudas externas, seremos capazes de levar a nau a bom porto.


"Uma forma de divulgar a própria modalidade"

Orientovar – Falou nos jovens…

Hugo Borda d’Água – Acima de tudo, este I Coruche Orienteering Trophy é um prémio para eles. O desafio é maior, vão ser postos à prova e terão agora uma oportunidade soberana de aplicar todo o conhecimento que têm assimilado ao longo destes dois anos.

Orientovar – Foi difícil convencer Carlos Alberto Moniz e José Peseiro a assumirem o papel de Embaixadores do evento?

Hugo Borda d’Água – Não foi difícil. Foram pessoas que aceitaram rapidamente o desafio que lhes foi lançado e demonstraram desde logo um enorme prazer em juntar o seu nome ao evento. A ideia do Carlos Alberto Moniz surgiu quando, há uns meses atrás, ele esteve presente em Coruche numa acção de promoção de uma Escola que foi transformada em Museu. Por ser uma pessoa popular e conhecida do grande público e por ter já essa relação com Coruche, procurámos saber de que forma estaria disponível para apadrinhar o evento e ele foi bastante prestável na forma como aceitou o convite. Quanto ao José Peseiro, é uma pessoa igualmente conhecida do grande público, é natural de Coruche, trabalha muito em prol da sua terra e está sempre disponível para participar em tudo o que concorra para promover Coruche. A presença destas duas pessoas acaba por, esperamos nós, não apenas dar um contributo para a divulgação do evento, mas é também uma forma de divulgar a própria modalidade junto de duas pessoas que, presumo eu, não estarão por dentro do panorama actual da Orientação nacional.


"A Orientação começa a ser entendida como uma mais-valia"

Orientovar – Têm já algum indicativo do interesse que o evento possa suscitar junto da população de Coruche ou é ainda muito cedo para fazer esse tipo de avaliação?

Hugo Borda d’Água – Tem sido muito curioso verificar o interesse que as pessoas colocam em torno do evento e a forma como Coruche começa a lidar com a Orientação. Nós temos cerca de nove quilómetros de mapas, em locais que nunca tinham contactado com a Orientação. É interessante ver como as pessoas encaram agora a Orientação e comparar com o que acontecia há três ou quatro anos atrás, quando trouxemos a modalidade para Coruche. Agora nota-se curiosidade, encara-se a modalidade com interesse, sem desconfianças, quase como de um jogo de futebol ou de uma prova de BTT se tratasse. Esta é uma forma interessante de aferir a evolução da modalidade em Coruche e revela que as pessoas, com o passar do tempo, acabam por assimilar o que é a Orientação. Outro aspecto bastante interessante prende-se com os proprietários que tomaram conhecimento do evento, compreenderam a sua dimensão e o impacto que poderia ter para a região e não levantaram qualquer tipo de obstáculo. Por último, há cerca de três semanas, fui contactado por uma Associação de Coruche que trabalha com pessoas com deficiência, no sentido de realizarmos uma prova de Orientação, no dia 3 de Dezembro [Dia Internacional da Pessoa com Deficiência], para várias Associações do Distrito de Santarém. Mas além disso mostraram-se também muito interessados em juntar um grupo que pudesse participar nas provas em Janeiro. Esta é mais um exemplo que demonstra que, com o passar do tempo, a Orientação começa a ser entendida como uma mais-valia para essas pessoas.

Orientovar - Os próximos 100 dias reservam-lhe ainda muitas dores de cabeça?

Hugo Borda d’Água - Neste momento, a quase totalidade dos aspectos organizativos que deveriam estar tratados a 100 dias do evento estão devidamente assegurados, o que evita possíveis "dores de cabeça". Naturalmente, o aproximar do evento irá trazer o aparecimento de imprevistos, para os quais a equipa organizativa está preparada. A ausência de condições meteorológicas adversas antes e durante a prova, assim como uma maior adesão dos praticantes de Orientação às provas da Taça de Portugal na ronda inaugural de 2011, permitirão chegar ao número que internamente temos como objectivo, embora estes sejam factores que não dependem apenas de nós. Por último, "Coruche Inspira" tem sido a designação de uma campanha de promoção do concelho e é isso que esperamos. Que Coruche, os mapas, os percursos, as paisagens, os monumentos, a cultura e tudo o mais inspirem a vinda à Capital do Sorraia nos dias 8 e 9 de Janeiro de 2011.


Toda a informação em http://www.coaclub.com/cot11.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO
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quarta-feira, 29 de setembro de 2010

DUAS OU TRÊS COISAS QUE EU SEI DELA...

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1. Nos próximos dias 09 e 10 de Outubro, o Clube Ori-Estarreja, em conjunto com os Professores de Educação Física da Escola Padre Donaciano Abreu Freire, leva a cabo uma actividade de Introdução à Orientação. O convite é dirigido aos alunos com mais de 8 anos de idade, pertencentes ao Agrupamento de Escolas de Estarreja ou a outras Escolas e que estejam interessados em praticar e conhecer melhor o desporto da floresta. As actividades terão lugar na Escola Padre Donaciano Abreu Freire (sábado, 09 de Outubro, das 09h00 às 13h30) e no Parque Municipal do Antuã (domingo, 10 de Outubro, das 09h00 às 13h00). Numa iniciativa particularmente inclusiva e de Escola aberta à comunidade, aí está uma grande oportunidade para os mais novos conhecerem um desporto diferente e aprenderem a orientar-se com um mapa. Mas não apenas os mais novos: Os pais que queiram participar, podem acompanhar os alunos na realização das actividades! Para mais informações, contactar a Escola Padre Donaciano Abreu Freire através do 234 840 640.

2. Já se encontra on-line o número 03/2010 do O-Zine, publicação da responsabilidade da Federação Internacional de Orientação. Neste número, o destaque vai para o artigo de abertura que relata o empenho da Elite mundial da Orientação em Esqui, no sentido de apoiar as alterações e inovações introduzidas nesta disciplina, com vista à sua pretensão de integrar o quadro de modalidades dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2018. Nesta edição podem ainda encontrar-se duas reportagens muito interessantes, uma sobre os desafios que se colocam a uma “Orientação do amanhã”, ou seja, uma Orientação mais mediatizada, e outra sobre o trabalho desenvolvido pela Federação da África do Sul, particularmente ao nível das Escolas. O espaço de Entrevista é ocupado pelo “incontornável” Thierry Gueorgiou, onde o grande atleta francês revela que “não tem segredos” e começa já a focalizar as suas atenções no WOC 2011, em Aix-les-Bains (França), onde “jogará em casa”. Há ainda uma entrevista muito interessante com José Fernando Gomez Rueda, um colombiano que será o Delegado Técnico para a Orientação nos próximos Jogos Mundiais que terão lugar em 2013, em Cali (Colômbia). Breves notícias e os ‘rankings’ mundiais das vertentes Pedestre, BTT e Esqui completam este O-Zine, o qual pode ser lido AQUI.

3. O ‘moodle’ da Escola Secundária de Palmela tem uma nova disciplina. “Clube de Desporto Escolar” vem juntar-se à já existente “Associação Desportiva Escolar de Orientação de Palmela”, trazendo um valor acrescido à dinâmica plataforma daquele estabelecimento de ensino. Inscritas na disciplina estão as modalidades com Grupos/Equipa de Desporto Escolar, casos do Xadrez, Dança, Basquetebol, Futsal e Orientação, esta última tendo como Professores Responsáveis José Paulo Pinho e Pedro Mata. Poderá encontrar tudo isto em http://moodle.espalmela.net/.

4. Há três semanas atrás, chamei nesta página à atenção para o blog de Diogo Miguel - http://diogo-miguel.blogspot.com/ -, um espaço pessoal mas que revela desde já preocupações que ultrapassam o mero “fiz” e “aconteci”. Sempre atento e oportuno, o grande atleta português junta à análise das suas prestações na recente Taça dos Países Latinos, uma preocupação que passo a reproduzir: “A ausência das melhores selecções latinas (França, Suíça ou Bélgica) é de lamentar. Acho que nós, atletas, somos os primeiros a lamentar e os que mais perdemos devido à falta destas selecções! Em conversa com alguns colegas de selecção e amigos, questionamo-nos acerca de até quando irá sobreviver a TPL. A verdade é que, ao longo dos anos, esta competição vem perdendo o interesse que já teve noutros tempos e cada vez mais é um Portugal vs Espanha, numa versão mais restrita de Campeonato Ibérico!” O Orientovar junta o seu lamento ao de Diogo Miguel.



5. O trabalho na redacção do Orientovar multiplica-se e eu cá me vou desmultiplicando, procurando dar sequência à enorme quantidade de material que vai surgindo em cima da mesa a cada dia que passa. A verdade é que não é fácil manter este caudal informativo e o resultado é uma série de projectos que continuam por pôr em prática ou, pelo menos, por explorar. Um deles tem a ver com o “Youtube”, essa plataforma de convergência onde, em torno dum vídeo, se partilham sensações e emoções. Pois bem, a Ana Macedo soube compreender e interpretar um pouco deste meu desejo, criou uma conta para o Orientovar no “Youtube”, escolheu e editou uma quantidade de fotos do Troféu de Orientação de Manteigas, juntou-lhe uma das minhas músicas favoritas e o resultado aqui está [clique na imagem para ver]. Para meu enorme prazer e vosso também, pelo menos assim o espero. Sem mais delongas, para a Ana Macedo vai, com um afectuoso beijinho e o meu sincero agradecimento, o Louvor da Semana!

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO
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terça-feira, 28 de setembro de 2010

15ª GALA DO DESPORTO DA CONFEDERAÇÃO DOS DESPORTOS DE PORTUGAL: FPO APRESENTA OS CANDIDATOS

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Reunida no passado dia 23 de Setembro, a Direcção da Federação Portuguesa de Orientação decidiu apresentar os seus candidatos aos prémios “Desportistas do Ano 2010”, da Confederação do Desporto de Portugal. São eles Susana Pontes (Atleta Feminina do Ano), Davide Machado (Atleta Masculino do Ano), Luís Silva (Jovem Promessa), Albano João (Treinado) e Selecção Nacional de Orientação em BTT (Equipa). O Orientovar ouviu os nomeados e deixa-lhe aqui as suas impressões.


Foi com grande, grande surpresa que recebi a notícia. Claro que fiquei muito orgulhosa pela nomeação, pois nunca pensei que algum dia uma Federação poderia considerar o meu nome! Ainda para mais, tendo a idade que tenho! Também sei, e tenho conhecimento, dos requisitos que um atleta do ano deverá ter, e é aí que melhor me sinto... Pois, tendo um grupo reunido, e mencionado o meu nome será porque reúno um conjunto de condições que permitiu a atribuição desse mesmo prémio, "Melhor Atleta Feminina". Desde já o meu obrigado. O significado, ainda é mais grandioso quando penso nas horas de treino realizadas nestes últimos três anos, à chuva, ao frio, ao calor... Gostamos sempre que alguém dê valor a esse mesmo trabalho. Tentando sempre estar bem na vertente BTT e Pedestre não é fácil, mas foi com afinco e dedicação e gosto por estar com todos aqueles que fazem Orientação, e que muitas vezes puxam por mim e acreditam que é possível (são muitos mesmo e de diferentes Clubes), desde já o meu obrigado! Quero acrescentar que nada se consegue se não tivermos por trás umas pessoas importantíssimas que têm prazer em ver-me em acção e que me empurram mesmo quando não tenho vontade. Ainda outras, como a minha mãe, que continua a dizer que "não tenho juízo", nem idade para estas coisas, e que ainda me questiona: “Onde é que vais buscar tanta energia?”, mas que me faz a "massa" todas as sextas-feiras, de cada vez que tenho competição. E ainda a minha tia que delira com mais um pódio. É engraçado! Por fim, existe sempre uma coisa de que nunca me esqueço! Qualquer dos prémios ganhos até esta data são efémeros... Devemos acima de tudo estar bem com o que fazemos e com quem nos rodeia, pois nunca somos mais importantes que aquele que está ao nosso lado... Devemos querer sempre aprender, pois qualquer um tem algo para me ensinar, e eu sei ouvir! Quanto a expectativas, bem isso acho que ficará como uma miragem, um sonho apenas... Estamos tão longe do profissionalismo e da imagem nos media, que seria quase como ganhar o "euromilhões". Mas para mim já me chega este reconhecimento... Mas quem sabe, estar ao lado de uma Naide, já não seria mau, eh! Fica um grande obrigado à Orientação, de norte a sul!

Susana Pontes, nomeada para a categoria de “Atleta Feminina do Ano”


Acima de tudo, só o facto de ter sido elegido pela FPO para este efeito, é por si só uma felicidade. Sinto um enorme orgulho em perceber que, de algum modo, o esforço, empenho e dedicação a esta modalidade ao longo dos anos tenha sido reconhecido e seja reconhecido não apenas por alguns resultados conseguidos, como por todos aqueles que a praticam! Quanto à possível nomeação como "Melhor Atleta Masculino", digamos que, se assim o fosse, seria "a cereja em cima do bolo". Mas sinceramente não estou muito confiante, pois como todos sabemos e infelizmente, esta é uma modalidade ainda não muito reconhecida e valorizada, e embora tenha vindo a crescer nesse sentido, existem muitas outras modalidades com esse reconhecimento, sendo dai os seus atletas também eles mais valorizados e reconhecidos. De qualquer das formas, apenas o facto de ter sido nomeado pela FPO, reforça em mim a vontade de continuar a trabalhar por mais e melhores resultados, tentar ajudar a modalidade em todos os aspectos, para que num futuro, quem sabe, não seja apenas eu reconhecido mas toda a modalidade em si!

Davide Machado, nomeado para a categoria de “Atleta Masculino do Ano”


Apreciei o voto que me foi dado, e espero sinceramente não desiludir. Há três anos que comecei a praticar este desporto, e há dois que me dedico de corpo e alma a treinar. Comecei praticamente do zero e desde o início vejo exemplos de atletas que obtiveram resultados excelentes e foram para mim uma indicação na progressão que fiz. Não penso que vá ser nomeado, pois existem atletas bem melhores que eu noutros desportos mais conceituados que a Orientação, mas como já referi para mim foi mais importante receber este voto de confiança da Federação e vou fazer o que puder para continuar a minha evolução e obter os melhores resultados possíveis.

Luís Silva, nomeado para a categoria de “Jovem Promessa”


A nomeação para treinador do ano da modalidade Orientação, da 15ª Gala do Desporto da Confederação do Desporto de Portugal, tem um grande significado para mim. É fruto da dedicação e empenho que tenho para com a modalidade e isto tudo em situação de voluntariado, ou seja, sem qualquer comparticipação financeira por parte dos clubes ou atletas que treino. Felizmente ao longo destes anos tenho tido o privilegio de treinar grandes campeões, tenham sido eles campeões nacionais, Ibéricos, latinos ou tenham tido prestações meritórias em outras provas internacionais, tais como em Campeonatos da Europa ou do Mundo. Tenho uma grande preocupação ao treinar os meus atletas de os preparar para uma boa prestação desportiva, mas também, e principalmente nos mais jovens, de os fazer crescer como seres humanos, sendo seu conselheiro. Esta nomeação vai aumentar ainda mais a minha motivação para esta causa que é a Orientação, que eu muito desejo continue a evoluir como até aqui. Á direcção da Federação Portuguesa de Orientação cessante deixo o meu agradecimento pelo reconhecimento do meu trabalho. Quanto a expectativas do resultado final da Gala elas são muito diminutas, pois a nossa modalidade não tem grande visibilidade. No entanto tenho esperança que a família “orientista” e respectivos familiares e amigos, se una e vote massivamente em todos os nomeados pela FPO para as várias categorias, sejam elas de atletas, equipa ou treinador.

Albano João, nomeado para a categoria de “Treinador”


Esta nomeação é um prémio de reconhecimento, por um lado pelo trabalho e dedicação dos atletas e por outro pelo investimento feito desde 2007 na preparação desta Equipa. E, embora não se possa considerar que o processo de preparação tenha sido um sucesso absoluto, os resultados obtidos no MTB WOC 2010 (melhoria dos resultados em todas as distâncias e todos os escalões nos Seniores) são a prova de que é crucial a continuação deste trabalho, continuando a investir na preparação dos atletas. Relativamente aos jovens desta Equipa (ou seja, os que participaram no MTB JWOC 2010) é importante analisar que estes atletas têm, de uma forma geral, uma curtíssima experiência na Orientação em BTT, o que deixa antever que, caso se consiga efectivamente trabalhar desde mais cedo com a formação, os resultados poderão ser muito superiores. No entanto, na Orientação em BTT é essencial olhar para as bases, quer ao nível do número de atletas jovens nas provas (que é muitíssimo reduzido), quer ao nível de número de técnicos especializados nesta disciplina (quase nulo), quer ao nível da qualidade técnica das provas nos escalões de formação (essencial para a captação de novos praticantes). Este olhar para as bases torna-se especialmente importante quando analisamos a média de idades dos nove atletas seniores presentes no MTB WOC: 33 anos!

Não quero, no entanto, deixar de referir que é de todo justo indicar uma outra Equipa que obteve resultados excepcionais esta época mas que passaram algo despercebidos, que é a Equipa Jovem de Orientação Pedestre que participou no EYOC 2010 em Espanha, obtendo igualmente resultados de excepção, ultrapassando a melhor classificação de sempre em 9 dos 12 títulos em disputa nesta competição, produto de um trabalho de base feito por um conjunto de técnicos durante os últimos anos. Parece-me que, inclusivamente, e de forma a replicar junto da Orientação em BTT este modelo de sucesso ao nível da Formação, será importante analisar a fundo as razões para este desenvolvimento, cujas bases estão no sucesso (qualitativo e quantitativo) dos OriJovens, da forte interligação com o Desporto Escolar (fonte de muitos dos nossos actuais atletas da Selecção) e no investimento feito recentemente na preparação e acompanhamento mais intensivos do Grupo de Selecção. Quanto ao resultado final da equipa na votação da Gala do Desporto, temos poucas possibilidades, pois, antes de ser aberta a votação on-line pelo público, serão escolhidas por um júri as cinco melhores equipas entre todas as modalidades desportivas, o que, mediante o desconhecimento da Orientação, é praticamente garantido que esta equipa não será escolhida.

António Aires, Director Técnico Nacional e responsável pela Selecção Nacional de Orientação em BTT, nomeada para a categoria de “Equipa”


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO
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JOSÉ ANGEL NIETO POBLETE: "EM PORTUGAL, SINTO-ME EM CASA!"

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Técnico Nacional de Espanha, José Angel Nieto Poblete é, desde 2005, o Secretário-Geral da Taça dos Países Latinos. Foi nessa condição que o Orientovar falou com ele, numa conversa muito cordial, marcada pelo entusiasmo no tocante à organização portuguesa e pela esperança num futuro melhor para a Orientação em geral.


Orientovar – Seis anos depois, Portugal volta a receber a Taça dos Países Latinos. O que representa para si este regresso a Portugal?

José Angel Nieto Poblete – Eu diria que Portugal tem, para mim, uma história que não se resume a estes últimos seis anos. Já em 1998, na 4ª edição da Taça dos Países Latinos, estive em Portugal como Técnico Nacional de Espanha. E tanto nessa altura como noutras, dirigindo, orientando, supervisionando ou competindo, foi sempre um prazer vir aqui porque em Portugal encontro-me como se estivesse em casa. Tenho muitos amigos em Portugal, sempre me trataram bem e isto tem concorrido para uma excelente relação entre os nossos dois países. Temos a Taça dos Países Latinos, temos o Campeonato Ibérico, temos essa colaboração de provas pontuáveis para a Liga Espanhola e para a Taça de Portugal nas várias disciplinas da Orientação e temos um relacionamento que vai crescendo a cada ano que passa. Sinto-me orgulhoso por dar o meu contributo para que essa boa relação prossiga.

Orientovar – Como é que tem acompanhado a evolução da Taça dos Países Latinos?

José Angel Nieto Poblete – Esta é a Taça dos Países Latinos e, como o nome indica, os países são de origem latina. Neste número estão incluídos praticamente todos os países da América Latina e outros tantos países europeus de origem latina, nomeadamente a Bélgica e a Suiça, esta última que integrámos há dois anos. Neste esforço de abertura, estendemos a integração também a Moçambique, por força da sua ligação a Portugal e pelo trabalho realizado por José Samper, actual Director Técnico da Federação Espanhola de Orientação e que ajudou a fundar a Federação Moçambicana de Orientação. Ao longo desta evolução, constata-se que é importantíssimo que consigamos potenciar a integração dos Países da América Latina, pois considero que é aí que está o futuro desta competição. Até ao momento temos estado muito concentrados na Europa e as provas foram-se desenrolando sempre na Europa. Quando, em 2005, assumi o cargo de Secretário-Geral da Taça dos Países Latinos, o meu projecto foi no sentido de levar a que os países europeus colaborassem na evolução e crescimento da Orientação nos países latino-americanos. Essa colaboração implicaria, naturalmente, a “deslocalização” da competição para o Continente Americano. No ano de 2006, na Bélgica, consegui ver aprovada a realização no Brasil da 14ª edição da Taça dos Países Latinos e, com efeito, no ano passado, a competição saiu da Europa pela primeira vez. Foram três anos de trabalho intenso que culminaram numa edição plena de sucesso e graças à qual, na reunião deste ano aqui em Portugal, teremos em 2013 a realização da Taça dos Países Latinos de novo na América do Sul, mais concretamente no Uruguai. Isto poderá significar que mais países – Uruguai, Argentina, Chile, Brasil, Venezuela, Colômbia – participem. Só assim poderemos ver esta competição continuar a crescer.


"Não podemos baixar os braços"

Orientovar – Apesar do número vasto de países que mencionou, a verdade é que foram apenas quatro os países que se deslocaram este ano a Portugal para competir. Decepcionado com as ausências, nomeadamente da França e do Brasil?

José Angel Nieto Poblete – Decepcionado? Evidentemente que sim, sobretudo depois do termos tido em competição um número importante de países na edição anterior e também há cinco anos atrás. Evidentemente, aspiramos sempre a mais, mas temos de levar em conta a situação de crise à escala mundial que atravessamos neste momento. Ainda há três meses atrás, no decurso do Campeonato da Europa de Jovens, estive em conversações com a delegação francesa e a sua ideia era a de participar. O que se passou entretanto, não sei. É verdade que esta Taça dos Países Latinos coincide praticamente com uma série de competições importantes a nível mundial, nas quais estão envolvidos os melhores atletas e os técnicos franceses. Quanto à Bélgica, não está presente tendo argumentado com algumas justificações que não vou revelar mas que, apesar de respeitar, não posso considerá-las muito válidas. Por outro lado o Brasil - que era suposto vir a Portugal com dois atletas - deveria ter estado aqui, não apenas pelo facto de ter organizado e vencido(!) no ano passado a Taça dos Países Latinos, mas também pela sua origem e forte ligação a Portugal. Mas não podemos baixar os braços, muito pelo contrário. Temos de continuar a trabalhar e a apoiar aqueles que querem evoluir, como disso é exemplo o Uruguai, que está demonstrando um grande empenho.

Orientovar – Daquilo que viu nesta 15ª edição da Taça dos Países Latinos, que considerações tece à Organização portuguesa?

José Angel Nieto Poblete – Já o disse e repito: Em Portugal, sinto-me em casa! E além do mais, sempre aprendendo. Como se costuma dizer, os portugueses “põem a carne toda no assador” no sentido de satisfazer aqueles que os visitam. Em Portugal existe uma capacidade organizativa muito grande e isso é manifesto. O trabalho organizativo é muito protocolar, o que significa uma grande preocupação com os participantes e com tudo o que os rodeia. Têm uma enorme atenção a todos os detalhes. Como digo, estou muito satisfeito. Como sempre tenho estado.


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO
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segunda-feira, 27 de setembro de 2010

XII MEETING DE ORIENTAÇÃO DO CENTRO: O QUE ELES DISSERAM...

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Terminado o XII Meeting de Orientação do Centro, importava ouvir as reacções dos protagonistas. São alguns desses testemunhos que o Orientovar partilha consigo, aqui e agora.


"Vim a Portugal competir pela primeira vez em 2002 e voltei agora. É um prazer competir aqui, apesar destes terrenos serem totalmente novos para mim e completamente diferentes daquilo que temos na Roménia. Tecnicamente devo dizer que faço uma avaliação muito positiva das minhas provas, apesar de ter cometido alguns erros e de ter alcançado resultados que ficaram aquém das minhas expectativas. Espero retirar daqui alguns ensinamentos para o futuro. Os mapas eram perfeitos, a Organização esteve muito bem e fiquei impressionada com o número de pessoas ligadas ao evento. É uma grande equipa, correu tudo muito bem.”
Veronica Minoiu, Roménia

“Em termos organizativos não há muito a dizer: Foi perfeito! Em termos pessoais, o título de Sprint vai de encontro ao que eu queria, depois do que fiz não estava à espera do segundo lugar na Média e na Longa perdi muito tempo, doutra forma acho que poderia chegar ao primeiro lugar. Comparando as duas provas, fico mais satisfeito com a prestação da Média que da Longa. O percalço de Vinhais custou-me seis semanas sem treinar e foi quase como se começasse agora uma época nova. Em termos futuros, tenho muitas expectativas para a próxima época e ver onde possa chegar, desde que não surjam mais percalços.”
Diogo Miguel, Portugal


“Temos de trabalhar muito as curvas de nível”

“Dum modo geral a organização esteve muito bem, com excelentes terrenos e traçados. Lamento realmente que a participação tenha sido tão escassa e espero sinceramente poder voltar a ver na próxima época a França e a Itália com a equipa de Elite. Em termos de resultados esperava um pouco mais mas é sempre bom voltar a Portugal e competir aqui. Vou continuar a treinar e logo veremos até onde conseguirei progredir.”
Ona Rafols, Espanha

“Penso que tudo correu muito bem, as corridas estiveram muito bem planificadas e traçadas e não há nada a dizer de negativo. Este tipo de experiência em terrenos tão distintos dos nossos é muito importante. Os nossos mapas são basicamente todos brancos, em terreno livre para correr, ao passo que aqui predomina o laranja e o verde. Até o mapa da prova de Sprint, em Leiria, foi distinto dos nossos, porque o traçado das ruas e praças é muito linear. Mas levo desta competição uma ideia fundamental: A de que temos de trabalhar muito as curvas de nível, porque é o aspecto técnico que menos trabalhamos no Uruguai. Relativamente às minhas prestações, ficaram aquém das expectativas iniciais. Mas quando nos deparámos com este terreno, dissemos a nós mesmos que o mais importante era fazermos um tempo aceitável e, sobretudo, não ficarmos desclassificados. Conseguimos terminar todas as provas e temos realmente esse mérito. Espero que em 2013, no meu país, possamos ter um atleta uruguaio no primeiro lugar do pódio.”
Mauro Dominguez, Uruguai


“É disto que nós necessitamos”

“Digamos que as coisas não correram lá muito bem na prova de Distância Média porque encontrei um terreno muito distinto daquele que temos em Itália. Na Longa, já mais ambientada, as coisas correram bem melhor e no Sprint também fiquei contente com a minha prova. Foi a primeira vez que competi em Portugal e estou realmente muito contente com tudo. Uma organização muito boa e terrenos muito bonitos, com uma variedade enorme de elementos, mas muito exigentes.”
Viola Zagonel, Itália

“Tendo em conta o momento actual, com poucos treinos de Orientação mas muito treino físico, a minha prestação foi boa. Finalmente estou a conseguir treinar sem limitações, agora sim, e prometo a partir de Novembro estar a treinar no duro para estar bem no Portugal O’ Meeting, em Março, que é esse o meu objectivo. Quanto à Organização, penso que foi simplesmente fantástica. Um mapa simplesmente incrível, com percursos muito bem traçados. Já tive oportunidade de, pessoalmente, dar os parabéns ao Rui Antunes mas fica aqui o reforço público desses parabéns porque, sem dúvida, é disto que nós necessitamos. Numa altura em que 80% das provas em Portugal têm mapas e percursos desadequados, temos aqui uma organização de excepção do Clube de Orientação do Centro, à qual já estamos habituados. Todos nós sabemos quais são os quatro ou cinco clubes que organizam boas provas em Portugal. Um deles é o COC, parabéns ao COC!"
Tiago Aires, Portugal


“As expectativas dos participantes não saíram defraudadas”

“Valeu a pena todo o empenho para levar por diante este evento. Mesmo na situação difícil em que vivemos, tivemos uma participação efectiva da nossa equipa e um apoio grande de várias entidades – não vou mencioná-las todas porque são muitas, felizmente – e conseguimos ter aqui uma festa bem animada e com muitos atletas. Pessoalmente, enquanto Director do Evento, o que me emociona é ver que as expectativas dos participantes não saíram defraudadas. Toda a gente terminou a sua prova com muita alegria e satisfação, extravasando isso na Arena. Agora que a época está no fim, a prioridade é descansar. Mas vamos continuar a trabalhar no dia-a-dia, em termos locais e a bem da Orientação.”
Jorge Silva, Director da Prova

Toda a informação em http://www.coc.pt/eventos/25set2010/.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO
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XII MEETING DE ORIENTAÇÃO DO CENTRO: PORTUGAL DE RAÇA!

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Sem apelo nem agravo! Portugal venceu categoricamente os duelos latino e ibérico de Orientação Pedestre, levados a cabo em Leiria este fim-de-semana. Em termos individuais, 25 títulos ibéricos e 10 títulos latinos são a expressão inequívoca duma jornada gloriosa para as nossas cores.


Seis anos depois de Vila Real, a Taça dos Países Latinos de Orientação Pedestre voltou ao nosso País. As Matas Nacionais do Pedrogão e o coração da cidade do Lis receberam o evento que reuniu, nesta sua 16ª edição, 29 atletas em representação de Espanha, Itália, Roménia, Uruguai e Portugal. Dividida em três etapas – Distância Média, Sprint e Distância Longa – a XVI Taça dos Países Latinos fez-se disputar nos escalões de Cadetes, Juniores e Seniores, masculinos e femininos, atribuindo um total de 18 títulos.

Sucedendo ao Brasil e inscrevendo pela primeira vez o seu nome no Quadro de Vencedores do certame, Portugal foi o grande dominador ao alcançar 10 títulos individuais e o triunfo colectivo. Joana Costa, no escalão de Cadetes Femininos, e Mariana Moreira, no escalão de Juniores Femininos merecem uma referência especial, fazendo o pleno e saindo de Leiria, cada uma delas, com três medalhas de ouro ao peito. No tocante aos Seniores, o romeno Ionut Zinca e a portuguesa Raquel Costa justificaram o seu favoritismo, alcançando dois títulos cada um. Colectivamente, Portugal levou de vencida todas as distâncias, terminando com um total de 85 pontos. Atrás de si, com 70 pontos, classificou-se a Roménia, logo seguido da Espanha e da Itália, com 57 e 53 pontos respectivamente. O Uruguai fechou a tabela classificativa com 13 pontos apenas.




Domínio português também no duelo ibérico

Com um figurino competitivo idêntico, mas alargado a 12 escalões de competição, disputou-se concomitantemente a 18ª edição do Campeonato Ibérico. Aguardado sempre com natural expectativa, o embate ibérico teve desta feita um vencedor incontestado, com Portugal a mostrar-se “intratável” e a não conceder veleidades a “nuestros hermanos”. Aos 11 títulos individuais da Espanha, respondeu Portugal com 25 medalhas de ouro, assumindo particular relevância os “plenos” nos quatro escalões de Veteranos. Colectivamente, os portugueses venceram em ambos sectores com parciais de 155 – 135 em masculinos e de 157 – 137 em femininos.

Refira-se ainda que tanto a XVI Taça dos Países Latinos como o XVIII Campeonato Ibérico de Orientação Pedestre foram disputados no âmbito do XII Meeting de Orientação do Centro, prova pontuável em simultâneo para a Taça de Portugal de Orientação Pedestre 2009/2010 e para a Liga Espanhola 2010. A organização – excelente! - esteve a cargo do Clube de Orientação do Centro e juntou um total de 787 atletas de ambos os sexos.


Consulte os resultados completos em http://www.coc.pt/eventos/25set2010/pt/index.php?page=results

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

[O Orientovar esteve presente no XII Meeting de Orientação do Centro a convite do Clube de Orientação do Centro, tendo ficado alojado no Hotel Residencial Miramar, em S. Pedro de Moel]
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ELEIÇÕES NA FPO: ALEXANDRE GUEDES DA SILVA É O NOVO PRESIDENTE

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Alexandre Guedes da Silva é o novo Presidente da Federação Portuguesa de Orientação. Liderando a única lista candidata à Eleição dos Titulares dos Órgãos Estatutários para o biénio 2011-2012, Guedes da Silva tem agora sobre si a responsabilidade de levar por diante um ambicioso programa assente numa premissa que é, em si mesma, uma bandeira da modalidade: “Nós seremos o desporto do Século XXI”.


Uma plateia atenta e interessada encheu por completo o Auditório da SIMLIS na ETAR do Coimbrão, na noite do passado sábado, para duas reuniões magnas da Federação Portuguesa de Orientação. Presidida por Augusto Almeida, a Assembleia-Geral Ordinária, trouxe seis pontos à discussão, dois dos quais – discussão e votação do Plano de Actividades e Orçamento para 2011 e discussão e aprovação do Regulamento de Competições para 2011 - acabariam por ser retirados da Ordem de Trabalhos. O facto de nos encontrarmos perante uma situação de saída duma Direcção para a entrada duma nova determinou esta tomada de posição, votada favoravelmente por maioria.

Dos restantes pontos da Ordem de Trabalhos, destaque para essa leitura de declaração do Presidente da Mesa da Assembleia-Geral para a acta, onde Augusto Almeida deu conta do seu abandono da modalidade, “após 20 anos de vivência como técnico, dirigente e praticante na Orientação”. Na leitura da declaração, Augusto Almeida manifestou-se “desiludido”, assumindo com frontalidade “o termo da ligação afectiva e física à Orientação no final desta Assembleia”. O silêncio que se fez sentir nos momentos seguintes acabaria por ser quebrado pelo futuro Presidente da Mesa da Assembleia-Geral da Federação Portuguesa de Orientação, José Carlos Pires, pedindo uma ovação, em jeito de homenagem, ao homem que presidiu aos destinos da FPO entre 2002 e 2008 e a ela se manteve ligado nos últimos dois anos, por força do cargo de Presidente da Mesa da Assembleia-Geral.


"Não me parece que deva bater nos amigos"
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Substituindo Augusto Almeida na Presidência da Mesa da Assembleia-Geral Extraordinária que teve lugar logo de seguida, António Amador manifestava o seu desapontamento face à situação: “É uma decisão que compreendo, embora me custe a aceitar. Aprendi a gostar da modalidade e a ser alguém na modalidade com o Augusto Almeida. Os princípios que tenho dentro da Orientação foram-me incutidos por ele. É uma das pessoas mais válidas que existem dentro da modalidade e é, no meu entender, uma perda muito difícil de superar. Mas como amigo dele compreendo a situação e tenho de a respeitar. É essa a função dos amigos, é a de apoiar, mesmo estando em desacordo com as decisões.”

O Orientovar procurou, naturalmente, ouvir Augusto Almeida. A resposta foi clara, simples e concisa: “Sobre o futuro não me pronunciarei porque, face à opção tomada, nada tenho a ver com ele; sobre o passado, não me parece que deva "bater" nos amigos que me proporcionaram as desilusões, porque o importante não é encontrar culpados mas sim a Orientação.”


Resultados do escrutínio

A Assembleia-Geral Extraordinária marcou um momento sempre importante na vida de qualquer colectividade ou instituição, ou seja, a eleição dos Titulares dos Órgãos Estatutários para um dado mandato, no caso concreto para o biénio 2011-2012. A solitária lista presente ao Acto Eleitoral, encabeçada por Alexandre Guedes da Silva, acabaria por ser sufragada por maioria dos 45 delegados presentes (dos 100 que têm assento na Assembleia-Geral com direito a voto), competindo-lhe a partir de agora dirigir os destinos da Federação Portuguesa de Orientação no biénio 2011-2012.

A título de curiosidade, refira-se que os resultados do escrutínio foram os seguintes: Mesa da Assembleia-Geral – 35 votos a favor (10 votos em branco); Presidência e Direcção – 27 votos a favor (17 votos em branco e 1 voto nulo); Conselho de Arbitragem – 32 votos a favor (13 votos em branco); Conselho Disciplinar – 31 votos a favor (13 votos em branco e 1 voto nulo); Conselho Jurisdicional - 31 votos a favor (13 votos em branco e 1 voto nulo); Conselho Fiscal - 32 votos a favor (12 votos em branco e 1 voto nulo).


“A resposta foi muito política, como aliás todo o discurso”

No período que antecedeu a votação propriamente dita, Alexandre Guedes da Silva teve a oportunidade de esclarecer alguns dos presentes sobre questões relacionadas com o Programa Eleitoral desta nova Direcção. Mostrando-se bastante à vontade – “essa é fácil de responder”, seria uma frase recorrente na boca do ainda candidato – Guedes da Silva procurou tranquilizar as hostes, tarefa que não terá sido inteiramente lograda. Pelo menos a julgar pelas declarações de alguns dos participantes nesta reunião magna.

Questionada sobre o facto de ter ficado - ou não – elucidada com as palavras de Guedes da Silva, Raquel Costa, delegada em representação dos praticantes de Orientação, não podia ser mais eloquente: “De forma nenhuma. A resposta foi muito política, como aliás todo o discurso. Agora a eleição está feita e… há que esperar.”


“Não estou desconfiado, estou atento”

As declarações de Tiago Aires, representante do Clube de Orientação da Gafanhoeira – Arraiolos, foram no mesmo sentido: “É difícil ter uma noção do que irá acontecer. As propostas no Programa são apresentadas de forma a que tudo parece tão fácil que quase apetece dar um beliscão para acordarmos e percebermos se aquilo é a sério ou não. A verdade é que algumas das respostas demonstram uma falta de noção do muito que se tem feito, embora numa dimensão menor àquela que parece corresponder à ambição desta nova Direcção.” Mas vai mais longe: “Neste Programa nota-se uma ausência enorme daquilo que é mesmo a Orientação, ou seja, a Cartografia, os Traçados de Percursos, as Selecções Nacionais, as organizações de eventos… mas fundamentalmente o que é um percurso de Orientação, o mapa e o percurso. Nesse campo não temos praticamente nada. Quando vemos numa época inteira apenas duas ou três provas apresentarem a necessária qualidade, obviamente que a culpa é dos juízes controladores que continuam a ter desempenhos muito maus. Não vermos nada no Programa a este respeito faz-me muita impressão.”

Desconfiança em relação ao futuro? Tiago Aires recusa o termo, considerando-o “até ofensivo”, mas… “Tal como não gostei do tom usado por Alexandre Guedes da Silva em relação a tudo o que tem sido feito no passado – e estou à vontade para falar porque não tenho nada a ver com a anterior Direcção -, também não quero usar o mesmo tom. Julgo que é um tom que pode afastar as pessoas que mais têm trabalhado em prol da modalidade, que mais sabem da modalidade e que não são tantas assim. Não estou desconfiado, estou atento e espero que a maior parte das propostas possam seguir em frente para o bem da Orientação.” A terminar, o Campeão Nacional Absoluto e até há bem pouco tempo responsável pelas selecções nacionais dos escalões mais jovens, lança um repto: “Se estamos a pensar em termos seis técnicos a tempo inteiro, porque não apenas um que fosse um Juiz Controlador, uma pessoa conceituada que assumisse o controlo das provas, pelo menos das nacionais, garantindo uniformidade e a qualidade mínima requerida para os eventos mais importantes.”


“As expectativas são grandes”

Instado também a pronunciar-se a este propósito, António Amador, candidato eleito para o cargo de Vice-Presidente da Mesa da Assembleia-Geral, respondeu da seguinte forma: “Tenho a minha visão da modalidade e se estou nela é porque entendo que é uma modalidade importante e pela qual vale a pena lutar. Aceitei integrar esta lista precisamente por ser fiel a estes princípios. Penso que é uma lista com ideias muito válidas, foi a única que se chegou à frente para assumir a continuidade dos destinos da Federação e espero sinceramente que venha trazer algo de novo e algo de bom à modalidade e que a faça evoluir no sentido que os atletas e os Clubes pretendem.”

José Fernandes, Delegado representante dos Cartógrafos de Orientação, a “imagem” do WMOC 2008 e figura particularmente estimada no seio da modalidade, deixou-nos as suas impressões: “Perante uma Direcção eleita democraticamente, a primeira coisa que se deve fazer é dar-lhe o voto de confiança. Creio que esse voto foi dado e agora vamos esperar. Atendendo ao estudo feito pelo Alexandre Guedes da Silva e às suas declarações, as expectativas são grandes. É um homem que não está bem no meio da Orientação mas que também não está fora dela e isso talvez seja positivo. A Orientação tem cá alguns “quistos” e é bom que alguém, com uma visão exterior, possa surgir com novas directivas para dar um outro impulso à Orientação, que é disso que precisamos. Penso que a pior coisa que poderia acontecer neste momento era estarmos desconfiados.”


“Acho que merecíamos respostas mais concretas”

Delegado pelo Clube ATV – Académico de Torres Vedras, Luís Sérgio aceitou falar para o Orientovar mas fez questão de frisar que apenas a título pessoal. E começou por afirmar que as explicações de Alexandre Guedes da Silva, não o convenceram: “Não me satisfez, não foi suficientemente concreto… Logo no início, quando lhe foi pedido para apresentar o projecto, dizer que tem um problema de voz e que já escreveu aquilo que tinha para dizer parece-me pouco, atendendo à relevância e à situação actual. As respostas não foram manifestamente satisfatórias, principalmente no tocante aos meios referidos no Programa, quer materiais quer humanos. Acho que merecíamos respostas mais concretas.” Preocupação, parece ser a nota dominante: “Estou preocupado porque olho em concreto para a Direcção e não vejo lá a massa crítica necessária para conseguirmos levar as coisas a bom porto. Há ideias interessantes, há ideias que são válidas, mas há outras que são claramente megalómanos e era importante haver capacidade para distinguir umas das outras. É fundamental envolver os Clubes em todo este processo, mas aquilo que vimos não foi de inclusão, foi de sobranceria, o que me deixa um bocado preocupado.”

Katia Almeida foi uma das fundadoras da Federação Portuguesa de Orientação e é um dos rostos da nova Direcção. Ao Orientovar, a responsável pela Orientação Pedestre, Internacionalização e Recursos Humanos, falou das prioridades: “Temos de reunir e tentar perceber como é que nos vamos organizar para avançarmos. Em termos pessoais e da própria lista, uma grande prioridade é ouvir o que os Clubes têm para dizer e tomar decisões com base na opinião dos Clubes e dos praticantes, porque eles é que são a modalidade.” Quanto à ambição de virmos a ser o “Desporto do Século XXI”, Katia Almeida afirmou que “tudo o que a modalidade faz está em linha com temas da actualidade, como a prática desportiva, o ambiente, o próprio conceito de família. É pois um desporto que tem muito para oferecer a toda a gente.” E a terminar: “É muito pouco tempo para pormos em prática tanta coisa. É, sem dúvida, um grande desafio e que encerra um compromisso para com todas as pessoas da modalidade.”


“Eu sou o Presidente de todos os orientistas”

Por fim, ouvimos Alexandre Guedes da Silva, o novo Presidente da Federação Portuguesa de Orientação: “A maior prioridade é arrumar a casa e criar condições para simplificar os processos. Continuo a pensar que andámos estes anos todos a desperdiçar muita energia e aquilo que urge é liderar essa energia na direcção certa. Queremos constituir um esforço coadjuvante, não nos substituindo àquilo que é a vontade e o trabalho dos Clubes, antes criando condições para que esse trabalho seja ainda mais gratificante do que é hoje em dia. E vamos sobretudo criar condições para que a modalidade possa ser extraordinariamente apelativa para quem nos visita, para quem chega pela primeira vez.”

Promover o diálogo com os agentes da modalidade é outra das preocupações da nova Direcção: “Vamos ouvir as pessoas, perceber as suas preocupações e depois fazer a nossa análise para podermos tomar decisões. É óbvio que não podemos agradar a todos; aliás, longe de nós pretendermos criar unanimismos. Vamos defender as nossas ideias, vamos falar com toda a gente mas mantendo a independência de decidirmos aquilo que entendermos possa ser o melhor para a modalidade.” A terminar, uma certeza: “Eu sou o Presidente de todos os orientistas. O desafio é muito grande, a equipa está unida, há uma forte vontade de reformar aquilo que está mal e é esse o caminho que iremos seguir.”

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO
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sábado, 25 de setembro de 2010

CLUBE DE MONTANHISMO DA GUARDA: "QUEREMOS LEVAR A ORIENTAÇÃO MAIS A SÉRIO"

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Ao longo de quase três décadas de existência, o Clube de Montanhismo da Guarda tem sabido afirmar-se como um dos grandes pólos de desenvolvimento do Montanhismo e das práticas a ele ligadas no nosso País. O Pedestrianismo, a Corrida de Montanha, a BTT, a Canoagem ou a Escalada são apenas algumas das modalidades desenvolvidas regularmente pelo Clube. Numa altura em que a colectividade se estreia nas lides da Orientação Pedestre – Troféu de Orientação de Manteigas -, o Orientovar regista com emoção o singular momento e traz a estas páginas as impressões de Paulo Coelho, um dos elementos mais dinâmicos do Clube de Montanhismo da Guarda.


Orientovar – É para mim uma novidade ver um atleta do Clube de Montanhismo da Guarda numa prova de Orientação Pedestre. O que é que o trouxe a Manteigas?

Paulo Coelho – Embora seja a disciplina da Orientação por excelência – a Pedestre é aquilo que eu gosto de designar por “Orientação pura e dura” – a verdade é que nos quatro anos que levo de atleta federado apenas tenho feito Orientação em BTT e as coisas até têm corrido bastante bem. Embora no Clube já tenhamos feito algumas acções de Iniciação à modalidade com base na disciplina Pedestre, o nosso suporte é sempre a Carta Militar, o que não tem nada a haver com estes mapas que encontramos numa prova deste género. Também a forma de nos orientarmos é bastante diferente. É um pouco por tudo isto que desta vez decidi experimentar a Pedestre.

Orientovar – O que achou da experiência?

Paulo Coelho – Tenho a noção que estamos aqui a competir com alguns dos melhores atletas do país. São atletas com muita experiência e isso notou-se muito nesta minha estreia onde as coisas correram bem e… não correram bem (risos). Correram bem pela experiência adquirida porque acho que foi muito positiva. Mas a verdade é que notei uma tremenda diferença em relação à concorrência.


“Temos de assumir a nossa experiência”

Orientovar – Talvez fruto da interioridade que ainda está bem patente, há uma clara falta de promoção e divulgação da modalidade em toda esta vasta região e que se traduz na ausência de provas. Sente isso?

Paulo Coelho – É verdade que sentimos. Não é nada que não tenha passado já pela cabeça dos responsáveis do Clube de Montanhismo da Guarda tudo fazermos para alterar esta situação. Queremos levar a Orientação mais a sério e tentar reunir uma equipa para começarmos a trabalhar no sentido de nos candidatarmos a uma prova do Regional. Mas o que tenho percebido é que isto requer, acima de tudo, muito trabalho. Não é questão da falta de apoios que nos preocupa, mas o ‘know how’ para levar por diante estas coisas com a devida seriedade. Apesar de a Orientação estar hoje demasiado concentrada no Litoral, julgo que o Clube de Montanhismo da Guarda já esteve mais longe de abraçar a modalidade de corpo e alma.

Orientovar – Pode-se concluir então que a sua vinda aqui encerrou aquilo que eu designaria por “missão de prospecção”…

Paulo Coelho – Foi um bocadinho isso, sem dúvida. Esta prova em Manteigas já foi, por assim dizer, entrar no nosso território, entre aspas, e acho que foi o empurrão que precisávamos para dizermos a nós próprios que temos de assumir a nossa experiência e pôr em prática os conhecimentos excelentes que temos de toda esta zona, muito por força das actividades que vamos desenvolvendo nas vertentes da BTT e do Pedestrianismo.


“Qualquer cidade pode adequar-se perfeitamente a um Sprint urbano”

Orientovar – Acha que a cidade da Guarda, por exemplo, reúne condições para um Sprint urbano como este aqui de Manteigas, por exemplo?

Paulo Coelho – Na Guarda o que mais há é ruas e jardins e o Centro Histórico parece-me particularmente propício para levar a cabo uma prova deste género. Penso que qualquer cidade pode adequar-se perfeitamente a um Sprint urbano. Devemos, aliás, explorar essa vertente, até pela proximidade com as populações que este tipo de provas proporciona. Nesse aspecto, o Clube de Montanhismo da Guarda pode estar até em vantagem na questão do conhecimento do terreno para levar por diante uma prova de Orientação, seja de Sprint ou outra distância, nas vertentes Pedestre ou em BTT. É fundamental, isso sim, que os responsáveis pela Cartografia e pelo Traçado dos Percursos tenham uma especial atenção para com as potencialidades do terreno e saibam tirar disso o devido proveito.

Orientovar – Veio até Manteigas e não veio sozinho…

Paulo Coelho – Tenho pena de não ter conseguido captar mais entusiastas, mas de qualquer forma trouxe dois colegas do Clube, o Henrique e o Manuel, que fizeram um percurso de OPT e gostaram muito. Na próxima semana, em Vila Nova de Poiares, vamos ter uma prova da Taça de Portugal de Orientação em BTT e o Manuel também vai experimentar pela primeira vez o OPT. Esperamos que seja também uma boa experiência.


“A Orientação está na base do Montanhismo”

Orientovar – Em traços gerais, a vossa ideia consiste em alargar a base de apoio para começar a constituir a tal equipa, certo?

Paulo Coelho – Correcto. A temporada está a chegar ao final e agora não vale a pena avançar, mas a nossa intenção é federar no próximo ano um número o mais elevado possível de sócios do Clube de Montanhismo da Guarda e esperamos ser presença assídua nas provas de Orientação Pedestre e em BTT. Vamos procurar juntar o útil ao agradável, não esquecendo as actividades que nos deram origem, casos do Alpinismo e das actividades com base no Montanhismo, mas apostar também na Orientação. Aquilo que está a despertar verdadeiramente interesse é podermos fazer algo, mas no terreno. É colocarmo-nos no papel do dinamizador e do organizador, mais até do que no de praticante.

Orientovar – Aliás, faz sentido um clube devotado ao Montanhismo ter também uma secção de Orientação…

Paulo Coelho – Com certeza que sim. A Orientação está na base do Montanhismo. Eu não concebo que um verdadeiro alpinista não tenha umas noções de Orientação para se poder desenrascar com um mapa e com uma bússola. Faz todo o sentido que o Clube de Montanhismo da Guarda tenha uma equipa mais numerosa e mais coesa a dedicar-se à modalidade e a participar em provas. Essa é a nossa aposta.


Visite o blog do Clube de Montanhismo da Guarda em http://montanhismo-guarda.blogspot.com/ e não deixe de adicioná-lo aos favoritos.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO
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ELEIÇÕES NA FPO: DECLARAÇÃO DO PRESIDENTE DA MESA DA ASSEMBLEIA-GERAL PARA A ACTA

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A pedido de Augusto Almeida, Presidente da Mesa da Assembleia-Geral da Federação Portuguesa de Orientação, e para conhecimento de todos os praticantes, o Orientovar torna público a “Declaração do Presidente da Mesa da Assembleia-Geral para a acta”, ponto 5. da Ordem de Trabalhos da Assembleia-Geral Ordinária que terá hoje lugar.

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Logo mais ao início da noite, pelas 20h30, o Auditório da SIMLIS na ETAR do Coimbrão receberá, em sessão extraordinária, a Assembleia-Geral da Federação Portuguesa de Orientação. O motivo prende-se com a Eleição dos Titulares dos Órgãos Estatutários para o biénio 2011-2012 ao qual se apresenta uma única lista a sufrágio. Uma hora antes, no mesmo local, reunirá a Assembleia-Geral Ordinária, com a seguinte Ordem de Trabalhos:

1. Discussão e votação do Plano de Actividades e Orçamento para 2011;
2. Discussão e votação da proposta de alteração do artigo 35.º do Estatuto;
3. Discussão e votação da proposta de alteração do Regulamento Geral da FPO;
4. Discussão e aprovação do Regulamento de Competições para 2011;
5. Declaração do Presidente da Mesa da Assembleia-Geral para a acta;
6. Assuntos diversos.

No tocante ao ponto 5., dado que na Assembleia-Geral marcarão presença apenas os Delegados com assento na mesma, é tornada pública a “Declaração do Presidente da Mesa da Assembleia-Geral para a acta”:

"Após 20 anos de vivência como técnico, dirigente e praticante na Orientação, chegou a hora de abandonar a modalidade. As desilusões dos tempos mais recentes, onde assume carácter de imperdoável o acontecido na Assembleia-Geral de Vinhais, determinam o termo da minha ligação afectiva e física à Orientação no final desta Assembleia-Geral."

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO
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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

ELEIÇÕES NA FPO: AS CONSIDERAÇÕES DE ALEXANDRE GUEDES DA SILVA

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Aguardada com natural expectativa, aí estão as considerações de Alexandre Guedes da Silva sobre a composição da Lista A candidata aos Corpos Sociais da Federação Portuguesa de Orientação para o Biénio 2011-2012.


As questões que surgiram prendem-se sobretudo com a origem das pessoas que compõem a Lista e com os eventuais “arranjos de poder” por detrás da sua composição.

Em primeiro lugar, e respondendo a uma questão levantada sobre a minha ligação à Orientação, devo referir que fui eu quem no longínquo ano de 1996 sugeri ao Prof. Porta Nova a filiação da aeGIST, da qual eu era Presidente à época, na Federação Portuguesa de Orientação. Foi nessa sequência que também me filiei com a minha família e amigos.

Na altura e desde sempre participei sem grandes objectivos de competição na Orientação Pedestre e nas Corridas de Aventura. Quando a aeGIST se entusiasmou pela Orientação em BTT também lá estive ao lado dos meus companheiros de clube a organizar e disputar as primeiras provas da Taça de Portugal de Ori-BTT. No entanto, e como não será surpresa para ninguém, fundei e tenho dirigido desde sempre a APCA – Associação Portuguesa de Corridas de Aventura, que com a Federação Portuguesa de Orientação, foi a responsável pela integração das Corridas de Aventura como disciplina de pleno direito da Orientação. Pelo meio de mais de cinco dezenas de actividades que organizei ou nas quais colaborei ainda tive tempo para ser o Produtor do O’TV, o Director do VII Campeonato do Mundo de Corridas de Aventura e o Secretário Executivo do Centro de Actividade Física e Recreação da Universidade Técnica de Lisboa.

Em relação à elaboração da lista, a metodologia foi simples: Convidei os candidatos a Presidente dos vários órgãos e construí com eles uma composição que se entendeu equilibrada e que desse garantias de desempenho efectivo para o órgão (as excepções foram o CD e o CJ em que infelizmente não houve essa oportunidade).

Houve, nos órgãos mais críticos para o funcionamento da Federação Portuguesa de Orientação, Direcção e Conselho de Arbitragem o cuidado de escolher pessoas que tivessem alguma experiência de trabalho em conjunto ou de desempenho no órgão (caso do Conselho de Arbitragem que mantém a maioria dos seus membros efectivos). Houve ainda o cuidado de não discriminar por género nem por região, tentando equilibrar os eixos Norte-Sul e Interior-Litoral e escolher sempre que possível indivíduos com experiência em mais de uma disciplina da Orientação.

Quanto à origem clubista das pessoas, devo confessar que não foi factor tido como relevante, nem para os convites e nem para as escolhas, pois isso mesmo decorre naturalmente de uma lei que foi feita no sentido de evitar que os membros dos órgãos fossem meros delegados dos clubes ou associações. No entanto, e porque a curiosidade é grande, devo referir que a lista é composta por dois atletas individuais e elementos de 17 clubes que por ordem alfabética são:

ADA Desnivel, ADFA, APCA, Às 11 no Farol, ATV, CAOS, CIMO, Clube Atlético de Recardães, Clube Millenium BCP, Clube Natureza do Alvito, COC, .COM, Ginásio Figueirense, Grupo Desportivo da Azoia, OriMarão, Clube EDP Sines e Ori-Estarreja.

O clube que mais gente forneceu à lista foi o Grupo Desportivo da Azóia e os que menos gente forneceram foram a EDP Sines, o .COM, o COC e o OriMarão, com um elemento cada. Como curiosidade há dois sócios do CIMO candidatos à Direcção embora filiados por outros clubes e um sócio de um dos clubes pequenos mais carismáticos “Ás 11 no Farol” que embora filiado por outro clube é candidato a ser o Director Financeiro da FPO.

Quanto ao “delicado” equilíbrio Norte-Sul propomos um Presidente e Secretário do Sul e um Director Executivo e um Director Financeiro do Norte. Quanto ao equilíbrio de género ele é total com 3 mulheres e 3 homens na proposta de composição da Direcção. Ou seja, se por mais fosse, esta é uma lista diferente e que pretende dar um exemplo ao movimento associativo nacional e já agora marcar para o futuro uma salutar tradição no seio da Orientação!!!!

Para os mais curiosos seguem então as filiações clubistas dos membros das listas:

Grupo Desportivo União da Azoia (Litoral Sul) - JOAQUIM JORGE BATISTA BALTAZAR, RUI MANUEL GONÇALVES BELL MARQUES, JOSÉ ALBERTO MOURINHO MANTA, JORGE ARTUR DOMINGUES PINTO, EUNICE DA CONCEIÇÃO QUINTA GUERREIRO.
Associação dos Deficientes das Forças Armadas (Interior Sul) – ALEXANDRE SOARES DOS REIS, CRISPIM MENDES DE FREITAS JÚNIOR, JOSÉ GALVÃO MARQUES, PATRÍCIA ISABEL VIEGAS SERAFIM.
Associação Portuguesa de Corridas de Aventura (Grande Lisboa) - ALEXANDRE JOSÉ LOPES GUEDES DA SILVA, ANA FILIPA PRUDÊNCIO DE CARVALHO VILAR, LUÍS FILIPE DA SILVA DOS SANTOS, LEONOR GABRIEL GUEDES DA SILVA.
Académico de Torres Vedras (Litoral Centro) - KÁTIA MARGARETH TEIXEIRA DE ALMEIDA, CARLOS ANTÓNIO ANTUNES LOURENÇO, JOÃO CARLOS MARTINS TOMÉ MONTEIRO, JOSÉ MANUEL PEREIRA DA SILVA.
Clube Millenium BCP (todo o país) - CARLOS MANUEL ROCHA RODRIGUES, PEDRO ALEXANDRE PAIS DA CUNHA MARTINHO, FERNANDO HENRIQUES FEIJÃO, FRANCISCO ANTÓNIO RENTE DOS REIS.
Clube de Orientação de Estarreja (Litoral Norte) - ANA ALEXANDRA SOARES DE OLIVEIRA, ANTÓNIO MANUEL ALVES AMADOR, NUNO RAFAEL ALMEIDA LEITE, RUI JORGE PINHEIRO MORAIS.
Clube da Natureza de Alvito (Interior Sul) – LEANDRO RODRIGUES DA GRAÇA SILVA, ANTÓNIO JOSÉ MOREIRA PEREIRA DA ROSA, MARIA MARGARIDA BEJA GONÇALVES NOVO.
Associação de Desportos de Aventura Desnível (Grande Lisboa) – MIGUEL VASCO QUINTAS FERNANDES, LUÍS MANUEL ESTEVES DOS SANTOS.
Clube de Aventura e Orientação de Sintra (Grande Lisboa) – NUNO SALVADOR VICENTE PEDRO, LUÍS MANUEL PINTO DE NORONHA.
Desportivo Atlético de Recardães (Litoral Norte) - VALDEMAR ANTÓNIO BATISTA DE OLIVEIRA, MÁRIO JOSÉ PIMENTEL FERNANDES.
Ginásio Clube Figueirense (Litoral Centro) – RUI MIGUEL PEREIRA MORA, SUSANA MARGARIDA MARTINS DOS REIS IGREJA.
Clube de Orientação do Centro (Litoral Centro) - ANTÓNIO JOSÉ MARQUES DA SILVA
Clube de Orientação do Minho (Interior Norte) - JOSÉ CARLOS RODRIGUES PIRES.
Clube EDP Sines (Litoral Sul)- CARLOS MANUEL BATISTA LOBO.
Clube OriMarão (Interior Norte)– JACINTO MANUEL LARANJEIRA DA COSTA.
Individuais (Litoral Centro) – CLÁUDIO FILIPE DA SILVA TERESO, MARIA JOÃO DA SILVA BORGES.

E ainda os que são sócios de mais de um clube e que fazem parte da direcção:
(CIMO) (Grande Lisboa) – KÁTIA MARGARETH TEIXEIRA DE ALMEIDA, LUÍS FILIPE DA SILVA DOS SANTOS.
(Às 11 no Farol) (Litoral Norte) - CARLOS MANUEL ROCHA RODRIGUES.

Por fim importa realçar que esta é uma proposta para assumir os destinos da Federação Portuguesa de Orientação completamente independente e que responderá sempre pelo programa que apresenta.

Alexandre Guedes da Silva
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ELEIÇÕES NA FPO: PROGRAMA ELEITORAL DA LISTA A

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LISTA A
2010- 2012

PROGRAMA ELEITORAL

MOTIVAÇÃO

Vamos transformar a Orientação no nosso pais no Desporto o Século XXI !!! Vamos utilizar toda a nossa inteligência, força, persistência e espírito de “conquista” para que a Orientação ganhe:
Dimensão
Atitude
Ambição

A equipa concorrente aos órgãos da FPO entende a Orientação como um desporto sustentável, como o desporto da família, como o desporto da inclusão, como o desporto da natureza…. como a nossa paixão!!!
Seremos humildes, seremos tenazes, seremos persistentes e acima de tudo seremos leais com agrande família Orientista.


OBJECTIVOS

A curto prazo (3 meses-6 meses) propomo-nos reatar o diálogo construtivo com todos os agentes da modalidade, levantar o ânimo aos nossos agentes desportivos (clubes, atletas, técnicos, funcionários, voluntários, ...), investir na constituição de uma equipa multidisciplinar profissional leve e ágil de suporte à modalidade (eventos, formação, administração,...), normalizar o registo de todos os praticantes da modalidade. Propomo-nos também normalizar a vertente competitiva através da aprovação dum Regulamento de Competições que dê resposta aos problemas mais prementes.

A médio prazo (6 meses-12 meses) propomo-nos reformar toda a regulamentação da modalidade no sentido de a tornar leve e inquestionável, propomo-nos construir, apresentar e negociar as propostas de financiamento dos nossos projectos de desenvolvimento desportivo e de eventos internacionais, propomo-nos desenvolver uma imagem agradável que comunique a Orientação com qualidade e relevo, normalizar e/ou reforçar as relações com os Organismos Públicos que são nossos parceiros.

A longo prazo (12 meses-24 meses) propomo-nos normalizar a alta competição e as selecções nacionais, propomo-nos desenvolver a vertente da economia da Orientação com parceiros credíveis e experientes, propomo-nos afirmar internacionalmente a Orientação, propomo-nos desenvolver novas candidaturas a grandes eventos internacionais.


MEDIDAS

Nos meios financeiros e materiais
- Criar proveitos financeiros decorrentes dos fluxos de capitais negociando boas taxas junto dos bancos.
- Aceder a capitais de investimento com taxas favoráveis.
- Exigir da tutela as contrapartidas financeiras normais que são concedidas às outras federações (normalmente acima de 10% do fluxo financeiro).
- Utilizar com normalidade e inteligência as ferramentas fiscais: do mecenato (extraordinariamente importante) e do donativo de imposto em sede de IRS.
- E procurar no sponsoring tornar-se atractiva para os parceiros comerciais - pequenos ou grandes, todos são de extrema importância para o desenvolvimento da modalidade.

Com vista a:
• receber condignamente os novos praticantes;
• dar o apoio necessários aos praticantes regulares,
• criar oportunidade de dar retorno efectivo aos patrocinadores e apoiantes do evento,
• criar condições para interagir com as populações locais estabelecendo laços e visibilidade para a modalidade.

Os meios mínimos que preconizamos são:
• 1 veículo (tipo autocaravana) para secretariado móvel da FPO (destinado sobretudo aos novos praticantes mas não só);
• 1 veículo (tipo autocaravana) para apoio social (destinado a babysitting e recepção a portadores de deficiência);
• 1 veículo (tipo autocaravana) para Apoio Sanitário (destinado a servir de Posto Médico - exames médicos. e resposta secundária a acidentes);
• 1 veículo de transporte de apoio logístico - produção de energia e transporte de estruturas metálicas e toldos;
• 1 grande tenda para o centro de recepção com infra-estrutura para suportar o secretariado da prova e espectadores sentados;
• 1 ecrã adequado à dimensão da tenda para apresentação de resultados, vídeos e simuladores de prova (tipo Follow My Team, Ori-Live, MultiSport Live,…)

Nos meios humanos
• Secretário Executivo - 1 colaborador a tempo inteiro (CTI);
• Secretário da Direcção - 1 colaborador a tempo inteiro (CTI);
• Responsável Técnico Arenas - 1 colaborador a tempo inteiro (CTI);
• Responsável Técnico de Formação - 1 colaborador a tempo inteiro (CTI);
• Responsável Técnico de Marketing e Comunicação - 1 colaborador a tempo inteiro (CTI);
• Responsável Técnico de Alta Competição - 1 colaborador a tempo inteiro (CTI);
• Responsável Médico - 2 colaboradores a tempo parcial (CTP);
• Técnicos de Arenas e Marketing - 2 colaboradores a tempo parcial (CTP).

Na sua notoriedade e relevância económica
- Apresentação obrigatória de candidaturas das provas internacionais da FPO à obtenção de financiamentos junto das seguintes entidades: - IDP, ITP (Turismo de Portugal), agências de desenvolvimento regional e local, Governos Civis e naturalmente às autoridades locais (Câmaras e Juntas de Freguesia).
- Construção e oferta de pacotes turísticos (em parceria com os operadores locais) para os estrangeiros com a criação de mais valias financeiras para a modalidade.
- Criação e distribuição de media kits e respectivos press releases, obrigatórios para todos os eventos internacionais e das Taças de Portugal (de tipo standard a definir pela FPO) pela imprensa nacional, especializada, regional e local (só para os meios das zonas de interesse).
- Estabelecimento de parcerias com empresas e marcas desportivas nacionais para o desenvolvimento de produtos adequados para a Orientação. Esta parceria deverá ser estabelecida no âmbito das selecções nacionais que serviram de laboratório de ensaio e desenvolvimento dos produtos, com óbvias vantagens para as selecções e para a modalidade.

No relacionamento institucional
-Normalização do relacionamento com o IDP, corrigindo as incorrecções referidas no estudo prospectivo e renegociando os planos de financiamento face a esta nova realidade.
- Desenvolvimento de um estudo aprofundado dos últimos 5 anos da modalidade (2005-2010) (o estudo prospectivo será um bom ponto de partida).
- Realização de uma cerimónia formal de tomada de posse dos novos órgãos da FPO com o endereço de convites a todas as instituições do desporto, as federações desportivas e as restantes partes interessadas da Orientação.
- Nomeação de representantes oficiais da FPO em todos os órgãos nacionais e Internacionais em que tem direito a assento.
- Candidatura a fundos especiais para a representação internacional das federações desportivas.
- Estabelecimento imediato de contactos com a CPLP, com a Federação de Orientação de Moçambique e com a Confederação Brasileira de Orientação para a realização de uma cimeira de fundação de uma Associação Lusófona (ou Lusíada) de Orientação.

No relacionamento com o nosso público
- Criar uma classe de filiação de Formação/ Aperfeiçoamento onde se integrarão todos os actuais não filiados e os futuros praticantes.
- Reformular os actuais OPTs de forma a cumprir os objectivos de formação e aperfeiçoamento que se estabelecerem para esta nova classe.
- Criar uma nova classe de filiação de Iniciação para jovens do 1º e 2º ciclos, que se irão captar sobretudo junto do Desporto Escolar.
- Criar um Projecto Especial no âmbito do Desporto Escolar, denominado O-AVENTURA, em que a Orientação e as Multi-actividades (Corridas de Aventura) se apresentem aos jovens de um modo muito simplificado e divertido.
- Implementar na Orientação um programa de voluntariado, enquadrado pelo Secretariado
Nacional para o Voluntariado.
- Implementar na Orientação um Regulamento de Mecenato atractivo para pessoas singulares e colectivas.
- Implementar na Orientação um programa de Novos Talentos que potencie a utilização plena e correcta dos apoios ao desporto juvenil.
- Criar um cartão de descontos de Participante/Família Frequente que permita o usufruto de benefícios vários (por ex: wireless Gratuita na Arena, babysitting, descontos nas inscrições, descontos no catering, ...).

No relacionamento com as entidades que nos apoiam
- Estabelecer acções de sensibilização e formação que permitam criar interesse e vocações em líderes e técnicos locais de modo a criar um efeito multiplicador na população.
- Estabelecer com as IPSS do local parcerias para levar os deficientes e os idosos a experimentar a Orientação em percursos adequados à sua mobilidade (Trail-O e Marchas de Orientação).
- Explorar sempre que possível a hipótese de lançamento de protocolos de colaboração ou contratos-programa com os municípios que envolvam o desenvolvimento de infra- estruturas (mapas) e de actividades (provas, acções de sensibilização, cursos de formação e iniciativas turísticas).
Para que estes objectivos sejam devidamente alcançados devem-se desenvolver:
• criação de um caderno de encargos tipo para todas as tipologias de actividade, de forma a que os vários negociadores da Orientação (FPO e Clubes) falem uma mesma linguagem quando se apresentam às entidade locais ou regionais;
• criação de um mecanismo automático de coordenação permanente de esforços entre negociadores para evitar sobreposições e conflitos de interesses;
• criação dum Caderno de Procedimentos para a Realização e Manutenção de “Infraestruturas Desportivas” da Orientação (Mapas);
• criação de um manual de Realização de Acções de Sensibilização e de Formação Inicial que homogeneíze a forma como a Orientação é apresentada a nível nacional.

No relacionamento com os media
- Privilegiar o impacto mediático local e regional em detrimento do impacto nacional.
- Incentivar a visita dos jornalistas aos locais de prova e proporcionar-lhes as melhores condições de trabalho, envolvendo nisso as entidades locais.
- Estabelecer um plano de comunicação coerente e viável.
- Identificação clara das marcas a divulgar, por ex: "Orientação" e "Aventura".
- Criação dos grande "chavões" da modalidade, por ex: "Orientação é Saúde", "Aventure-se Naturalmente", "Sustentabilidade Orientada pela Aventura", “Sinta a Aventura”, “Pratique Orientação”, ...
- Criação de modelos de comunicação ("templates") a ser utilizados por todos os agentes da modalidade para simplificar a vida aos meios e aos colaboradores.
- Disponibilização on-line de texto, foto e vídeo com qualidade para ser utilizada directa e autonomamente pelos meios.
- Criação de oportunidades de formação dos jornalistas e chefias na prática de Orientação: por exemplo: promovendo uma actividade anual para a Imprensa em conjunto com a Associação de Imprensa e Sindicato dos Jornalistas.
- Formação dos agentes da modalidade em comunicação e relações públicas.
- Criação de um protocolo de comunicação de crises/acidentes à imprensa.

Como investimento no futuro devemos
- Colar a imagem da Orientação a pessoas felizes e saudáveis de todas as idades.
- Acolher idosos e deficientes no seio da Orientação com dignidade e respeito, fazendo disso imagem de marca.
- Equilibrar a participação em termos de género (masculino/feminino) na prática da Orientação.
- Destacar o ambiente de prática desportiva em família utilizando os excepcionais exemplos que temos para apresentar.
- Apostar fortemente no planeamento: FPO, Clubes e atletas de alta competição devem ter objectivos e planos de acção bem determinados.
- Apostar na diversificação da oferta, segmentando as acções para públicos diferentes e com objectivos diferentes.
- Apostar na maximização da oferta de actividades simples que gerem impactos positivos nos utilizadores e vontade de aprender a resolver problemas (provas) mais difíceis.
- Apostar na maximização da exposição da nossa prática desportiva, incentivando os nossos “apaixonados" a partilharem nas redes sociais as suas experiências pessoais e criando interesse e curiosidade nas suas comunidades virtuais (hoje o poder do "boca a boca" é global).


VAMOS SER O DESPORTO DO SÉCULO XXI
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