segunda-feira, 31 de maio de 2010

EOC PRIMORSKO 2010: QUALIFICATÓRIAS DA PROVA DE DISTÂNCIA LONGA SEM SURPRESAS

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Com as séries qualificatórias da prova de Distância Longa, prosseguiram hoje em Primorsko (Bulgária) os Campeonatos da Europa de Orientação Pedestre 2010. Sem grandes surpresas, diga-se desde logo, já que os grandes favoritos alcançaram, tranquilamente, um lugar na final A que encerrará os Campeonatos no próximo sábado.

Daniel Hubmann (Suiça),
Emil Wingstedt (Suécia), Thierry Gueorgiou (França), Andrey Krahmov (Rússia), Mikhail Mamleev (Itália), Fabian Hertner (Suiça), Olav Lundanes (Noruega), Simone Niggli (Suiça), Helena Jansson (Suécia), Dana Brozkova (República Checa), Minna Kauppi (Finlândia), Eva Jurenikova (República Checa), Maja Alm (Dinamarca) e muitos, muitos outros nomes grados da Orientação mundial, conseguiram hoje o apuramento para a final A da prova de Distância Longa que, no próximo sábado, marcará o fim dos Europeus da Bulgária.

No sector masculino, o melhor tempo das três séries qualificatórias coube ao francês Thierry Gueorgiou (C Masc), com um registo de 53.19. Os vencedores das restantes séries, o russo Valentin Novikov (A Masc) e o sueco Peter Öberg (B Masc), gastaram 56.45 e 57.01, respectivamente, para um percurso de 9.300 metros (330 metros de desnível e 20 pontos de controle). No que às senhoras diz respeito, o melhor tempo foi para a suiça Simone Niggli, com 44.03. A russa Yulia Novikova e a sueca Helena Jansso, vencedoras das restantes séries, gastaram 45.41 e 47.55, respectivamente, para 6.700 metros de percurso (210 metros de desnível, 15 pontos de controlo).

Grandes dominadores

Resumidamente, podemos avançar que a Rússia fez o pleno, conseguindo colocar os seus 13 atletas na final (a turma masculina tem a prerrogativa de poder contar com sete elementos, visto ter nas suas fileiras o Campeão Europeu de Distância Longa em título, Dmitriy Tsevtkov). A Suécia faz igualmente o pleno, colocando 6 atletas masculinos e 6 femininos na grande final. A Suiça com 11 atletas presentes na final A e a Noruega, República Checa e Finlândia, com 10 atletas cada, completam o quadro de 6 potências que dominam quase por completo a modalidade no presente momento. A França, estará representada por 5 atletas (4 dos quais no sector masculino), enquanto a Itália e a Bulgária também marcarão presença na final A com 4 atletas cada.

Juntando-se a este lote de atletas de nove selecções que, só à sua conta, perfazem quase três quartos das presenças na final A, vamos encontrar ainda o romeno Ionut Zinca, sexto classificado na sua série. Os grandes ausentes da final A são os dinamarqueses Soren Bobach, Christian Bobach, Christian Christensen e Mikkel Lund, o britânico Scott Fraser, o checo Stepan Kodeda e a suiça Angela Wild.

Os portugueses

No que à prestação portuguesa diz respeito, podemos adiantar que não diferiu muito do verificado ontem. Joana Costa voltou a ser a nossa melhor representante, quedando-se pela 20ª posição a escassos 3.07 dum lugar na final A. Isabel Sá e Catarina Ruivo fecharam a classificação nas respectivas séries. No sector masculino, Tiago Aires, no 22º lugar com 1.12.04, foi o atleta português melhor classificado. Refira-se ainda que a Espanha não teve melhor sorte, já que todos os seus atletas ficaram igualmente de fora das finais A.

Tudo para conferir em
http://eoc2010.bgorienteering.com/

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO
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CAMPEONATOS NACIONAIS DE ORIENTAÇÃO DE DESPORTO ESCOLAR 2009/2010: IMPRESSÕES FINAIS

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No final dos Campeonatos Nacionais de Orientação de Desporto Escolar 2009/2010 aqui ficam as reacções de alguns dos seus principais protagonistas.


Em termos organizativos estes Nacionais não ficaram nada atrás daqueles em Setúbal, no ano passado. Apesar de termos perdido o título colectivo de Iniciados Masculinos, renovámos nos escalões femininos e o balanço é extremamente positivo. Como noutras escolas, há miúdos que, a meio do processo, vão saindo e há outros que vão entrando. O nosso objectivo é alargar a base de participação para que essas situações não se voltem a repetir e apostar nos miúdos que são, no futuro, o garante da modalidade.

Professor José Mateus
EB 2,3 Cunha Rivara (Arraiolos)



Contava ganhar e correu tudo de acordo com as minhas expectativas, embora na prova Longa tivesse dois pontos onde as coisas não me correram lá muito bem. Fisicamente senti-me sempre muito bem. Estou igualmente contente pelo título por equipas e isto dá-me motivação para continuar a trabalhar e para conquistar mais títulos no futuro.

Ana Anjos
EB 2,3 Cunha Rivara (Arraiolos)
Campeã Nacional 2009/2010 (Iniciados Femininos)



Não estava à espera de ganhar mas até correu bem. Tecnicamente o mapa era fácil, embora fisicamente não fosse tão bem porque correr não é muito o meu forte. Este é o meu último ano de Juvenil e é com pena que deixo o Desporto Escolar. Aos meus colegas deixo uma palavra para que continuem, não deixem nunca de fazer Orientação e encontrem motivação nas provas do Desporto Escolar

Ana Salgado
EB 2,3 Cunha Rivara (Arraiolos)
Campeã Nacional 2009/2010 (Juvenis Femininos)



Há terceira foi de vez. No primeiro ano falhei a vitória por menor capacidade, o ano passado por um erro grande já na parte final do percurso mas desta vez lá consegui o título nacional. Muito sinceramente acho que este terreno não era o melhor, embora reconheça que a prova do primeiro dia, em toda aquela área aberta, até teve a sua piada e penso que a organização fez o melhor possível. Esta vitória acaba por constituir uma motivação extra e uma ajuda em termos de treino e de rodagem competitiva para aquilo que ainda falta da época, sobretudo em termos dos desafios internacionais.

Miguel Ferreira
Escola Secundária de Palmela
Campeão Nacional 2009/2010 (Iniciados Masculinos)



É sempre importante ganhar uma competição, seja no Desporto Escolar, seja no Federado. Significa que estamos a evoluir, que estamos a ser melhores que os nossos adversários. Aqui a vitória tem um sabor especial visto ter conseguido recuperar da primeira etapa para a segunda e ter superado o Luís Silva numa luta ombro-a-ombro que em muito valorizou este título. Por outro lado, também vencemos colectivamente, o que foi uma surpresa para nós, já que sabíamos do valor da ES Pinhal Novo. Este é um primeiro título alcançado no último ano em que, com muita pena minha, participo nos Nacionais de Desporto Escolar. E digo com muita pena porque esta é uma verdadeira festa e com muito mais animação do que numa prova da Taça, por exemplo. Aos meus colegas da ES Estarreja deixo uma palavra de apoio e estímulo, esperando que se esforcem e consigam o apuramento para os Mundiais de Desporto Escolar do próximo ano. Também que tenham sucesso nas suas vidas pessoais. É esse o meu maior desejo.

Rafael Miguel
Escola Secundária de Estarreja
Campeão Nacional 2009/2010 (Juvenis Masculinos)



Trabalhar num mapa não muito rico, colocar no terreno percursos desafiantes, procurar criar uma empatia atleta/terreno e não complicar em demasia foram objectivos que colocámos à partida e que foram plenamente conseguidos.

Chegamos ao fim destes Nacionais com a certeza do dever cumprido. Foram quatro vitórias, na medida em que cada prova constituiu para o Desportivo Atlético de Recardães uma autêntica competição. Todos tivemos que nos desdobrar, todos demos o nosso melhor. Pessoalmente foi muito enriquecedor e os jovens estão de parabéns porque se portaram de forma magnífica. Isto dá-nos anos de vida (embora também nos retire alguns).

Carlos Ferreira
Desportivo Atlético de Recardães



Mais do que o mapa, interessa o traçado dos percursos e Águeda foi a confirmação disto mesmo. Por aquilo que fui ouvindo daqui e dali, toda a gente ficou agradada com os percursos. Aliás, parafrasearia um atleta que me disse “que engraçado, com um mapa destes fez-se uma prova gira”.

Foram três dias de Nacionais, com uma série de outras modalidades envolvidas, acrescidas da dispersão geográfica do evento e as dificuldades logísticas acrescidas, inerentes a estes factores. As coisas poderiam ter sido feitas de outra forma? Claro que podiam. Apesar de tudo o balanço é absolutamente positivo e é isso que interessa registar. A articulação com o Desportivo Atlético de Recardães foi “cinco estrelas”. E não há outra maneira de o dizer!

Professor Ricardo Chumbinho
Coordenador Nacional de Orientação do Desporto Escolar


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO
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domingo, 30 de maio de 2010

EOC PRIMORSKO 2010: O SPRINT DO NOSSO DESCONTENTAMENTO

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Não começou da melhor forma a participação portuguesa no EOC Primorsko 2010. Os maus resultados das provas qualificatórias da prova de Sprint tiveram uma expressão pouco melhor nas finais, com a equipa das quinas, no seu conjunto, a cotar-se numa posição pouco confortável na lista de 31 países presentes na competição. Resta a certeza que, daqui para a frente, as coisas só podem melhorar.

No primeiro dia de provas dos Campeonatos da Europa de Orientação Pedestre, a sorte foi madrasta para as nossas cores. Tudo começou com as séries qualificatórias esta manhã e onde, mais uma vez, Portugal esteve uns furos abaixo das expectativas, sem garantir qualquer lugar na final A (Marco Póvoa, em 2004, continua a ser excepção a uma regra que não nos é favorável de todo). No sector feminino, 48 segundos separaram Joana Costa da tão desejada final, ela que foi a nossa melhor atleta, alcançando o 22º lugar na segunda série com um tempo de 14.49. Catarina Ruivo e Isabel Sá, com os tempos de 21.32 e 19.10, respectivamente, quedaram-se pelos últimos lugares nas suas séries.

Quanto ao sector masculino, o panorama não foi particularmente diferente. Na segunda série, Pedro Nogueira classificou-se no 25º lugar com o tempo de 15.01, acabando por ser o nosso melhor representante, ainda que a 40 segundos dum lugar na final A. Também no 25º lugar, mas na terceira série, ficou Miguel Silva com um registo de 15.20. Os restantes portugueses alcançaram as seguintes posições: Série A – 28º Jorge Fortunato 16.17; 34º Joaquim Sousa 17.07; Série B – 33º David Sayanda 16.33; Série C – 27º Tiago Aires 15.46.

O que eles disseram

Sem grandes elementos para podermos dar conta da forma como decorreram as provas, socorremo-nos do inestimável trabalho de Joaquim Sousa na sua página pessoal [AQUI
] para adiantar que, na opinião do decano da nossa selecção, “foi uma prova, não muito complicada tecnicamente, mas muito rápida”, com “a primeira parte numa floresta muito rápida, depois um pouco de cidade e para finalizar dunas”. Joaquim Sousa adianta ainda um pormenor relativamente ao mapa: “A zona de floresta parece muito fácil, por causa dos aceiros que lá tem, só que no terreno e principalmente em corrida esses aceiros não se vêem, pois no chão não tem caminho e a copa das árvores cobrem completamente todo o terreno.” Quanto à sua prova, ficou marcada por “um erro no ponto 2, que me fez perder mais de um minuto, mas de resto não cometi mais erros”. Todavia, “mesmo sem esse erro, era impossível para mim conseguir um lugar na final”, confessa a terminar.

Ainda na mesma página pode ler-se o testemunho de David Sayanda: “As minhas expectativas para o Sprint nunca foram altas, pois o Sprint não me é favorável. Todavia, perder 50 segundos logo no segundo ponto deu cabo da minha prova toda! No resto da prova perdi mais uns 20 segundos sensivelmente, o que feitas as contas me deixava a 40/50 segundos da final…Muito bom para mim seria esse resultado, que além de ser obtido com grande mérito (fiz a prova sozinho), seria obtido por atleta ainda júnior e, como muitos sabem, a velocidade não é o meu ponto forte. Amanhã é a Longa e, azar dos azares, estou a partir mesmo no inicio. Mas ao contrário das expectativas do Sprint, as da Longa estão em alta. Vamos a ver o que sairá daqui!”

Qualificatórias: vencedores e vencidos

No sector masculino, o ucraniano Oleksandr Starov, o finlandês Vesa Taanila e o norueguês Olav Lundanes venceram as respectivas séries. O sueco Emil Wingstedt, o suíço Daniel Hubmann e o russo Andrei Khramov, os três medalhados da prova de Sprint do último europeu, alcançaram facilmente um lugar na grande final. De fora ficaram o nosso bem conhecido Ionut Zinca (Roménia) e ainda Martins Sirmais (Letónia), Simonas Krepsta (Lituânia), Mattias Millinger (Suécia), Jan Prochazka (República Checa) e Tero Föhr (Finlândia), entre outros. Igualmente arredados da final A ficaram os três atletas espanhóis em prova (Javier Ruiz de la Herrán, Biel Rafols Perramón e Daniel Martin de los Rios).

Nas senhoras, as grandes favoritas Simone Niggli (Suiça) e Helena Jansson (Suécia) quiseram vincar desde logo a sua condição, vencendo as respectivas séries. A vitória na terceira série coube à sueca Lena Eliasson. A Espanha conseguiu apurar para a final A Carla Guillén Escribá e Anna Serralonga Arques, ficando de fora apenas Ona Rafols Perramón, 18ª na sua série e a escassos 6 segundos do apuramento.

Títulos para Fabian Hertner e Helena Jansson

Depois da medalha de prata no WOC Miskolc 2009, o suíço Fabian Hertner alcançou a sua primeira medalha em Campeonatos Europeus, chegando com mérito ao ouro. Imediatamente atrás classificou-se o actual líder do ‘ranking’ mundial, o seu colega de selecção Daniel Hubmann, que alcança assim a sua quinta medalha de prata nesta competição, ele que não teve ainda o prazer de chegar ao ouro (não devemos “esperar muito mais pela demora”). O terceiro lugar coube ao anterior campeão europeu, o sueco Emil Wingstedt. Campeão mundial em título, o russo Andrey Khramov não foi além do 11º lugar, imediatamente à frente da grande esperança búlgara para um hipotético lugar no pódio, o “voador” Kiril Nikolov. Impressionante mesmo é verificar como a Suiça conseguiu meter os seus seis elementos nos oito primeiros lugares da classificação.

No sector feminino, a luta entre a sueca Helena Jansson e a suiça Simone Niggli esteve ao rubro. Campeã mundial em título, a atleta nórdica fez valer o maior poderio físico, garantindo a sua primeira medalha de ouro individual em Campeonatos da Europa, depois do título europeu de Estafeta com a selecção do seu país. Campeã europeia de Sprint em 2004 e 2006, Simone Niggli classificou-se no segundo lugar, enquanto a terceira posição coube, com alguma surpresa, à dinamarquesa Maja Alm, naquele que constitui o seu melhor resultado de sempre em grandes competições internacionais.

Resultados
Masculinos

1º Fabian Hertner (Suiça) 14.45
2º Daniel Hubmann (Suiça) 15.11
3º Emil Wingstedt (Suécia) 15.14
4º Matthias Merz (Suiça) 15.21
5º Matthias Mueller (Suiça) 15.24
6º Tue Lassen (Dinamarca) 15.29
7º Andreas Kyburz (Suiça) 15.33
8º Marc Lauenstein (Suiça) 15.35
9º Vesa Taanila (Finlândia) 15.37
10º Graham Gristwood (Grã-Bretanha) 15.41

Femininos
1º Helena Jansson (Suécia) 14.36
2º Simone Niggli (Suiça) 14.56
3º Maja Alm (Dinamarca) 15.44
4º Angela Wild (Suiça) 15.53
4º Elise Egseth (Noruega) 15.53
6º Dana Brozkova (República Checa) 16.08
6º Signe Soes (Dinamarca) 16.08
8º Céline Dodin (França) 16.10
9º Karolina A-Höjsgaard (Suécia) 16.12
10º Caroline Cejka (Suiça) 16.22
10º Sarah Rollins (Grã-Bretanha) 16.22

Portugueses nas Finais B


A presença portuguesa nas finais B reduziu-se a dois terços relativamente às qualificatórias da manhã. Com efeito, Tiago Aires, David Sayanda e Jorge Fortunato abdicaram da sua participação, decidindo resguardar-se para as qualificatórias da prova de Distância Longa de amanhã. Quanto aos restantes atletas, as prestações voltaram a ficar uns furos abaixo das expectativas, salvando-se Isabel Sá e Joana Costa, 14ª e 17ª classificadas, com os tempos de 16.40 e 17.43. Entre ambas, na 16ª posição classificou-se a espanhola Ona Rafols Perramón, o que acaba por dar alguma expressão e valor ao resultado das meninas do GD4C.

Os restantes resultados dos nossos atletas foram os seguintes: No sector masculino, Miguel Silva ocupou o 32º lugar com o tempo de 16.12, enquanto Pedro Nogueira e Joaquim Sousa foram os 36º e 37º classificados, com registos de 17.03 e 17.13, respectivamente. Finalmente, no sector feminino, Catarina Ruivo não foi além da 23ª e última posição, com o tempo de 19.17.

Mais informações e resultados completos em
http://eoc2010.bgorienteering.com/.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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CAMPEONATOS NACIONAIS DE ORIENTAÇÃO DE DESPORTO ESCOLAR 2009/2010: A FESTA CHEGOU AO FIM

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Com a consagração dos novos campeões, chegaram ao fim os Nacionais de Orientação de Desporto Escolar 2009/2010. Quatro provas em três dias, com muito convívio e animação à mistura, que tornaram a jornada Águeda num marco inesquecível em catorze anos de Campeonatos.

A 14ª edição dos Campeonatos Nacionais de Orientação de Desporto Escolar chegou ao fim. Os atletas regressaram na manhã de hoje ao mapa de Souto do Rio II para a derradeira prova, uma Distância Longa em terreno marcado pela visibilidade reduzida nalgumas zonas do mapa, por alguma sujidade e também pelo desnível, colocando grandes desafios na progressão e fazendo apelo à resistência física e à qualidade técnica dos participantes. Em prova estiveram novamente 95 participantes de 19 estabelecimentos de ensino diferentes, distribuídos por quatro escalões de competição. Em todos eles, um único e incontornável desejo: o de se superarem em busca do melhor resultado possível.

Com o desenrolar da prova, percebeu-se que esta serviria de confirmação para os vencedores da etapa inaugural, no que ao sector feminino diz respeito. Com efeito, a EB 2,3 Cunha Rivara ganhou tudo o que havia para ganhar, juntando aos títulos individuais de Ana Anjos e Ana Salgado, as vitórias por equipas, graças às excelentes prestações dos restantes elementos. O destaque vai mesmo para o colectivo Juvenil que, após a prestação extremamente penalizadora nas Estafetas, conseguiu recuperar os pontos perdidos e chegar a uma vitória com tanto de sofrida como de merecida. Individualmente, Carolina Delgado merece igualmente uma referência já que foi ela a excepção à regra de dois pódios pintados pelas “cores” da escola arraiolense (para quando umas “camisolitas”, senhores do Conselho Directivo?).

Resultados
Iniciados Femininos

1º Ana Anjos (EB 2,3 Cunha Rivara) 31.03
2º Rute Coradinho (EB 2,3 Cunha Rivara) 31.27
3º Carolina Delgado (Colégio S. Miguel) 33.30
4º Maria Firmino (EB 2,3 Sarrazola) 39.09
5º Beatriz Moreira (EB 2,3 Sarrazola) 41.20

Juvenis Femininos
1º Ana Salgado (EB 2,3 Cunha Rivara) 43.07
2º Rita Rodrigues (EB 2,3 Cunha Rivara) 48.10
3º Marta Ferreira (ES Santa Maria) 54.47
4º Mónica Cardoso (ES Palmela) 57.36
5º Cláudia Batista (ES Entroncamento) 59.46

Resultados Finais
Iniciados Femininos

1º Ana Anjos (EB 2,3 Cunha Rivara) 2000,00 pontos
2º Carolina Delgado (Colégio S. Miguel) 1772,52 pontos
3º Rute Coradinho (EB 2,3 Cunha Rivara) 1709,32 pontos
4º Joana Palhinha (EB 2,3 Cunha Rivara) 1469,48 pontos
5º Inês Alves (EB Conde de Ourém) 1341,27 pontos

Juvenis Femininos
1º Ana Salgado (EB 2,3 Cunha Rivara) 2000,00 pontos
2º Rita Rodrigues (EB 2,3 Cunha Rivara) 1787,51 pontos
3º Inês Catalão (EB 2,3 Cunha Rivara) 1558,27 pontos
4º Sofia Pinto (ES Pinhal Novo) 1461,45 pontos
5º Mónica Cardoso (ES Palmela) 1438,83 pontos
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Quanto aos rapazes...

No sector masculino, as coisas não se passaram de forma tão linear. É verdade que no escalão de Iniciados, a vantagem alcançada na Distância Média por Miguel Ferreira permitiu-lhe gerir a prova de tal forma que o seu segundo lugar de hoje não colocou em risco o título de Campeão Nacional. João Marques esteve brilhante no dia de hoje, venceu por larga margem, ainda assim insuficiente para ultrapassar o seu mais directo adversário. Mas foi no escalão de Juvenis que se assistiu à grande reviravolta, com Rafael Miguel a vencer a prova Longa, anulando a desvantagem para Luís Silva e arrebatando o título nacional, nestes que são os seus últimos Campeonatos.

Colectivamente, a ES Palmela voltou a ser mais forte no escalão de Iniciados, enquanto nos Juvenis a ES Estarreja confirmou a boa prestação da véspera e chegou à vitória, ante uma turma pinhalnovense que tudo fez para vingar o desaire da Estafeta, conseguindo mesmo ultrapassar a turma de Maximinos e chegar ao segundo lugar.

Resultados
Iniciados Masculinos
1º João Marques (EB 2,3 Cunha Rivara) 24.10
2º Miguel Ferreira (ES Palmela) 28.12
3º Oleksandr Zaikin (ES Palmela) 31.36
4º Rui Oliveira (ES Estarreja) 32.45
5º Diogo Barradas (EB 2,3 Sarrazola) 33.15

Juvenis Masculinos
1º Rafael Miguel (ES Estarreja) 30.35
2º Fábio Silva (ES Pinhal Novo) 32.35
3º Luís Silva (ES Pinhal Novo) 33.25
4º Pedro Silva (ES Pinhal Novo) 34.47
5º Henrique Silva (EB 2,3 Sarrazola) 42.52

Resultados Finais
Iniciados Masculinos

1º Miguel Ferreira (ES Palmela) 1856,97 pontos
2º João Marques (EB 2,3 Cunha Rivara) 1772,36 pontos
3º Filipe Augusto (ES Pinhal Novo) 1552,30 pontos
4º Diogo Barradas (EB 2,3 Sarrazola) 1526,17 pontos
5º Daniel Catarino (ES Entroncamento) 1483,46 pontos

Juvenis Masculinos

1º Rafael Miguel (ES Estarreja) 1929,88 pontos
2º Luís Silva (ES Pinhal Novo) 1915,21 pontos
3º Fábio Silva (ES Pinhal Novo) 1795,36 pontos
4º Pedro Silva (ES Pinhal Novo) 1597,32 pontos
5º Rafael Ramos (ES Estarreja) 1346,21 pontos


Uma última palavra para o labor organizativo dum evento que não se esgota na vertente competitiva e que, no seu conjunto, contemplou a dinamização simultânea de quadros competitivos em 17 modalidades e contou, em dois momentos, com a participação aproximada de 2600 alunos. Gabinete Coordenador do Desporto Escolar, Direcção Regional de Educação do Centro, Equipas de Apoio às Escolas de Aveiro e Estarreja, autarquias de Águeda, Albergaria-a-Velha, Anadia, Mealhada e Oliveira do Bairro, bem como todos os parceiros envolvidos estão, pura e simplesmente, de parabéns.

Uma palavra de reconhecimento e carinho pelo trabalho do Desportivo Atlético de Recardães, o elo de ligação local neste particular capítulo da Orientação. Com efeito, a equipa capitaneada por Carlos Ferreira soube fazer jus ao lema de “poucos mas bons”. Muito bons, até! Mais do que o empenho em proporcionar as melhores condições de prova aos atletas, é justo realçar o notável trabalho de traçado de percursos, tornando um terreno desinteressante e um mapa com poucos recursos num desafio de Orientação de elevado nível. A prova provada de como é possível fazer omeletes (quase) sem ovos.

Classificação Final Colectiva
Iniciados Femininos

1º EB 2,3 Cunha Rivara 717,8 pontos
2º ES Pinhal Novo 497,1 pontos
3º EB 2,3 Sarrazola 170,0 pontos
4º EB Lustosa 347,1 pontos
5º ES Palmela 346,2 pontos
6º EB 2,3 Padre Donaciano 271,0 pontos
7º EBI Apúlia 264,8 pontos

Juvenis Femininos
1º EB 2,3 Cunha Rivara 534,5 pontos
2º ES Carlos Amarante 528,7 pontos

Iniciados Masculinos
1º ES Palmela 662,7 pontos
2º EB 2,3 Cunha Rivara 563,9 pontos
3º ES Pinhal Novo 554,2 pontos
4º ES Estarreja 482,8 pontos

Juvenis Masculinos
1º ES Estarreja 636,6 pontos
2º ES Pinhal Novo 500,7 pontos
3º ES Maximinos 449,9 pontos
4º ES Tomas Pelayo 346,9 pontos

Toda a informação em
https://sites.google.com/site/nacionais2010/home.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO
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sábado, 29 de maio de 2010

CAMPEONATO NACIONAL DE ORIENTAÇÃO DE DESPORTO ESCOLAR 2009/2010: LUTA ACESA NO PRIMEIRO DIA DE COMPETIÇÃO

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Agora já é mesmo “a doer”. Depois da Orientação de Precisão ter tomado conta das atenções no primeiro dia, os Campeonatos Nacionais de Orientação de Desporto Escolar 2009/2010 prosseguiram hoje com as provas de Distância Média e Estafetas.

Com a disputa da prova de Distância Média, Águeda assistiu esta manhã ao arranque da vertente competitiva dos Campeonatos Nacionais de Orientação de Desporto Escolar 2009/2010. No mapa de Souto do Rio II (Março de 1997, revisto por Alexandre Reis e Valdemar Sendim) evoluíram 95 atletas de 19 escolas do Continente, distribuídos por quatro escalões de competição.

Com os contrafortes da Serra do Caramulo a imporem-se na paisagem, os terrenos envolventes ao Crossódromo de Águeda foram palco duma prova que - rapidamente se percebeu -, serie uma espécie de "sprint" longo, apelando essencialmente à capacidade física dos contendores. Com efeito, sem grande percepção dos caminhos no terreno, os atletas fizeram do "micro-relevo" a sua grande fonte de referências, vencendo as sucessivas pernadas a "azimute". Para os menos hábeis a navegar com bússola, encontrar os pontos foi um autêntico quebra-cabeças, o que justifica as enormes disparidades entre os tempos dos primeiros relativamente aos menos bem colocados no quadro de resultados.

Resultados
Iniciados Femininos
1º Ana Anjos (EB 2,3 Cunha Rivara) 21.44
2º Carolina Delgado (Colégio S. Miguel) 25.42
3º Inês Alves (EB Conde Ourém) 28.42
4º Joana Palhinha (EB 2,3 Cunha Rivara) 29.48
5º Rute Coradinho (EB 2,3 Cunha Rivara) 30.06

Juvenis Femininos
1º Ana Salgado (EB 2,3 Cunha Rivara) 30.32
2º Rita Rodrigues (EB 2,3 Cunha Rivara) 34.13
3º Inês Catalão (EB 2,3 Cunha Rivara) 34.29
4º Sofia Pinto (ES Pinhal Novo) 40.01
5º Mónica Cardoso (ES Palmela) 44.14

Iniciados Masculinos
1º Miguel Ferreira (ES Palmela) 20.35
2º Filipe Augusto (ES Pinhal Novo) 24.11
3º Diogo Barradas ((EB 2,3 Sarrazola) 25.45
4º Daniel Catarino (ES Entroncamento) 26.00
5º João Marques (EB 2,3 Cunha Rivara) 26,39

Juvenis Masculinos
1º Luís Silva (ES Pinhal Novo) 20.20
2º Rafael Miguel (ES Estarreja) 21.52
3º Fábio Silva (ES Pinhal Novo) 23.44
4º Pedro Silva (ES Pinhal Novo) 28.19
5º Flávio Martins (ES Tomaz Pelayo) 28.30


A tarde foi consagrada à prova de Estafetas. Pontuando apenas para a classificação final por equipas, as Estafetas foram disputadas por 33 equipas, 16 das quais em prova aberta, ficando marcadas pelo elevado número de desqualificações devido a “mp”.
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Ruas, escadarias, jardins e pequenos recantos da cidade viram-se subitamente abalados na sua pacatez pelas correrias e pela alegria contagiante dos atletas, que das margens do Cértima ao arvoredo do Parque da Alta Vila mostraram toda a garra e empenho em busca do melhor lugar. Uma excelente oportunidade para dar a conhecer a modalidade às gentes de Águeda, trazida aqui pelos seus melhores embaixadores, os praticantes mais jovens.

Resultados
Estafetas
Iniciados Femininos

1º EB 2,3 Cunha Rivara 46.53 (Ana Anjos 15.09, Joana Palhinha 15.26, Rute Coradinho 16.18)
2º ES Pinhal Novo 1.06.07 (Patrícia Braga 19.23, Ana Ferreira 19.35, Estrela Alberto 27.09)
3º EB 2,3 Padre Donaciano 1.37.48 (Joana Marques 20.31, Bárbara Melo 41.59, Maria João Barroso 35.18)

Juvenis Femininos
1º ES Carlos Amarante 1.11.48 (Catarina Marques 26.04, Maria Bernardino 24.04, Rita Fonseca 21.40)

Iniciados Masculinos
1º ES Palmela 38.45 (Oleksandr Zaikin 13.59, Rodrigo Pedrosos 13.31, Miguel Ferreira 11.15)
2º ES Pinhal Novo 50.02 (Guilherme Jesus 17.26, João Rato 20.39, Filipe Augusto 11.57)
3º EB 2,3 Cunha Rivara 56.06 (João Marques 11.30, Luís Tomé 22.03, João Pereira 22.33)
4º ES Estarreja 57.26 (Marcelo Aguiar 14.02, Luís Barge 28.53, Rui Oliveira 14.31)

Juvenis Masculinos
1º ES Estarreja 36.01 (Rafael Ramos 10.38, Bruno Silva 14.56, Rafael Miguel 10.27)
2º ES Maximinos 43.50 (Rui Machado 14.09, Pedro Silva 16.07, Sérgio Duarte 13.34)

O dia de amanhã marca o encerramento dos Campeonatos. Os atletas voltarão ao mapa de Souto do Rio II para a disputa da prova de Distância Longa. Com os títulos individuais ainda em aberto – embora as vantagens alcançadas por Ana Anjos, Ana Salgado e Miguel Ferreira nos respectivos escalões não pareçam ser fáceis de contornar pelos seus mais directos adversários -, é no sector colectivo que residem as grandes incógnitas.

Em Iniciados Femininos, a EB 2,3 Cunha Rivara possui uma margem de 128,9 pontos de vantagem sobre a ES Pinhal Novo, o que lhe garante alguma tranquilidade quanto à revalidação do título. Neste escalão, o grande interesse incide na luta pelo acesso ao último lugar do pódio, com as restantes cinco equipas (EB 2,3 Padre Donaciano, EB 2,3 Sarrazola, EB Lustosa, ES Palmela, EBI Apúlia) a lutar pelo mesmo objectivo praticamente em pé de igualdade. No escalão de Juvenis Femininos, a ES Carlos Amarante beneficiou do “mp” da EB 2,3 Cunha Rivara para se colocar na liderança, colocando a pressão sobre as arraiolenses e obrigando-as a estar ao seu melhor nível se quiserem levar o título de novo para o Alentejo.

No sector masculino, o escalão de Iniciados mostra uma ES Palmela com alguma vantagem sobre os mais directos adversários, mas sem margem para grandes erros. ES Pinhal Novo e EB 2,3 Cunha Rivara estão taco-a-taco na luta pelos dois restantes lugares no pódio, parecendo esacssas as possibilidades de revalidação do título por parte da turma de Arraiolos. Mais para trás, já um pouco afastada mas ainda assim à espera duma qualquer “escorregadela”, encontramos a ES Estarreja. Finalmente, em Juvenis Masculinos, a ES Estarreja beneficiou do deslize da ES Pinhal Novo na prova de Estafeta, tem 118,3 pontos de vantagem sobre os seus mais directos adversários e prepara-se para quebrar um longo reinado da turma pinhalnovense. Também a ES Maximinos não quererá perder o segundo lugar, pelo que a vida não está fácil para os pupilos do Professor Daniel Pó.

Mais informações em https://sites.google.com/site/nacionais2010/orientacao.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

EOC PRIMORSKO 2010: A FESTA VISTA POR BRUNO NAZÁRIO

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Arranca amanhã, na Bulgária, o EOC Primorsko 2010. Ao longo de uma semana de competição ao mais alto nível, 244 atletas de 31 países lutarão pelos títulos europeus de Sprint, Distância Média, Distância Longa e Estafetas.

Situada numa pequena península na costa do Mar Negro, Primorsko concentra, a partir de amanhã e ao longo da próxima semana, o interesse e as atenções de orientistas do mundo inteiro. Está em marcha o 8º Campeonato da Europa de Orientação Pedestre, competição que envolve 244 atletas de 31 países e que, para além dos títulos em disputa, marca o início da Taça do Mundo 2010.

Já este domingo terão lugar as séries qualificatórias e a final da prova de Sprint, em três zonas urbanas, zonas de parque e dunas, dentro e à volta de Primorsko. Nos dois dias seguintes assistiremos às séries qualificatórias das provas de Distância Média e de Distância Longa. A quarta-feira está reservada para a prova de Estafetas. O EOC 2010 encerra com as finais de Distância Média (sexta-feira, 4 de Junho) e de Distância Longa (sábado, 5 de Junho).

Presenças e ausências

Os actuais líderes do ‘ranking’ mundial, os suíços Daniel Hubmann e Simone Niggli, têm presença confirmada na prova. Ao seu lado estarão nomes bem conhecidos como os de Thierry Gueorgiou (França), Andrey Khramov (Rússia) ou Minna Kauppi (Finlândia). Os grandes ausentes do Europeu são o sueco Martin Johansson, as norueguesas Marianne Andersen e Anne Margrethe Hausken e a sueca Linnea Gustafsson, todos por motivo de lesão.

Portugal marca presença no certame com Tiago Aires, Jorge Fortunato, Joaquim Sousa, Miguel Reis e Silva, David Sayanda e Pedro Nogueira, no sector masculino, e ainda Joana Costa, Isabel Sá e Catarina Ruivo, no feminino. Bruno Nazário, seleccionador nacional e grande timoneiro desta equipa, aceitou falar para o Orientovar e faz-nos um ponto da situação a poucas horas do início dos Campeonatos.

“Sinto que os atletas estão perfeitamente adaptados”

Orientovar - Agora que chega ao fim o Campo de Treino e a Competição está prestes a começar, que balanço faz da estadia na Bulgária até ao momento?

Bruno Nazário - Um balanço extremamente positivo. Estes dias serviram para que os atletas ganhassem um conhecimento do terreno e do tipo de cartografia, o que lhes permite ter uma segurança muito maior na navegação. Sem esta adaptação é impossível conseguir navegar a 100%, pois os atletas nunca terão a confiança necessária para ir sempre “a fundo”. Além disso, o simples facto de termos chegado mais cedo do que o habitual parece ter um efeito apaziguador da normal ansiedade competitiva. Tudo parece mais normal… o local de alojamento é conhecido, estamos habituados à alimentação e, mais importante do que isso, estamos adaptados ao clima, actualmente muito quente e húmido.

Neste momento sinto que os atletas estão perfeitamente adaptados e que já perceberam a forma de navegar neste fantásticos bosques da Bulgária. Para finalizar a nossa preparação, ontem realizámos uma prova de treino que nos permitiu pôr à prova essa adaptação. Uma prova efctuada em ritmo reduzido, que teve como objectivo a realização dum percurso sem erros.

“O pior até ao momento foi a organização dos treinos”
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Orientovar - As condições oferecidas pela Organização estão a ir de encontro às expectativas?

Bruno Nazário - Por restrições orçamentais, normalmente não optamos por ficar no Event Centre, pois é sempre o alojamento mais dispendioso. Apesar disso, as condições que nos são oferecidas são ideais. Estamos num local tipo parque de bungalows, em plena zona embargada para a prova de Sprint, em plena comunhão com o meio ambiente, sendo as refeições num edifício central a 300 metros do nosso alojamento. O pior até ao momento foi a organização dos treinos. A deslocação foi programada para pudermos cumprir o último Campo de Treino oferecido pela organização. Sendo um Campo de Treino oficial, era de esperar que tivéssemos treinos preparados, com percursos traçados e pontos na floresta, e estivessem ao nosso dispor mapas actualizados e com uma cartografia semelhante à da competição. Tal não aconteceu, tendo sido necessário, em algumas ocasiões, traçar percursos e/ou colocar os pontos na floresta. No entanto, tudo correu sem sobressaltos e os atletas puderam cumprir uns bons treinos de adaptação.
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Orientovar - Qual o ambiente no seio da nossa Selecção?

Bruno Nazário - Temos uma selecção com idades muito díspares, o que à partida conduz a que existam formas de estar diferentes. No entanto, essa diferença não está a afectar o ambiente dentro da selecção, muito pelo contrário. Contribui até para uma troca de experiências muito benéfica para os atletas mais jovens.

“Tenho a certeza que todos estão na melhor forma”
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Orientovar - Há algum problema físico que afecte os nossos atletas ou está tudo na forma ideal quando amanhã começar a competição?

Bruno Nazário - Do ponto de vista dos atletas seniores, tenho a certeza que todos estão na melhor forma de toda a sua época. Aliás, algo de que nos devemos orgulhar é a evolução observada em termos de treino, quer ao nível do planeamento, quer da qualidade e volume do mesmo. Temos neste momento um conjunto de atletas que evoluíram muito, fisicamente, não só os presentes mas também alguns que não conseguiram ser apurados. Para esses fica uma palavra de alento, pois só com um grande grupo de atletas a evoluir é que conseguimos melhorar no global a Orientação em Portugal.

Quanto aos mais jovens, o principal objectivo da sua época passa pelo EYOC, nos casos da Joana Costa e da Isabel Sá, ou do JWOC, no caso do David Sayanda. Portanto, apesar de estarem em boas condições físicas, não estão em pico de forma.

Oreientovar - O que é que os nossos atletas vão encontrar?

Bruno Nazário - Vão encontrar um terreno tipicamente continental. Nas qualificatórias da Longa e da Média e na Estafeta, esperamos uma floresta com boa/média visibilidade, caracterizado por um relevo linear, interrompido por vários vales e fossos com algum micro-relevo nas suas imediações. Já para as finais de Longa e Média o terreno terá, previsivelmente, mais desnível e a floresta terá menos visibilidade.

“Tenho algumas expectativas para a prova de Sprint e também para a Longa”
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Orientovar - Pessoalmente, quais as provas onde deposita maiores esperanças num bom resultado?

Bruno Nazário - Antes de responder a essa pergunta convêm esclarecer a forma de funcionamento do Campeonato da Europa (EOC). Ao contrário do que acontece no WOC (Campeonato do Mundo), onde apenas podem participar 3 atletas de cada país mais o Campeão do Mundo, no EOC participam 6 atletas mais o Campeão da Europa. Isso faz com que os países que dominam a modalidade possam ter mais atletas a participar em cada qualificatória. Uma vez que apenas se qualificam para a final 17 atletas de cada qualificatória (apenas mais 2 por qualificatória quando comparamos com o WOC), a tarefa de obter um lugar na final é muito mais difícil. Mesmo assim tenho algumas expectativas para a prova de Sprint (pois esperamos que mais de 50% seja em terreno de dunas, que nos é muito familiar) e também para a Longa. Mas quero mesmo é que esta participação continue o ciclo de evolução que temos tido nos últimos anos, e que os resultados em crescendo nos escalões jovens se estendam aos Seniores. Tenho quase a certeza que isso acontecerá a curto/médio prazo.

Orientovar - Neste momento, qual é a sua maior certeza?

Bruno Nazário - Que os atletas sairão da Bulgária com mais experiência e que esse ganho se vai reflectir em resultados futuros.

Toda a informação na página oficial do evento, em
http://eoc2010.bgorienteering.com/. Pode ainda acompanhar o dia-a-dia da nossa selecção na página pessoal de Joaquim Sousa AQUI, com as últimas actualizações, fotos e ainda duas breves impressões de Catarina Ruivo e Jorge Fortunato.
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[Fotos gentilmente cedidas por Bruno Nazário]

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO
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sexta-feira, 28 de maio de 2010

TRAIL-ORIENTEERING IN THE BEGINING OF 2009|2010 NATIONAL SCHOOL'S CHAMPIONSHIPS

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The Orienteering 2009/2010 National School’s Championship gave the kick-off this afternoon in the city of Águeda. An "entry" luxury, served in the pleasant and well maintained Park of Alta Vila and that consisted in a Trail-Orienteering race.
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Included for the first time ever in fourteen editions of the event, Trail-Orienteering is an Orienteering discipline centered around map reading in natural terrain. The discipline has been developed to offer everyone, including people with limited mobility, a chance to participate in a meaningful Orienteering competition.

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The race today was made up of 14 control points, of which the last two timed controls, on a map drawn by Carlos Ferreira (2010 April). Among the 55 sets that accepted the challenge, a special mention for the athletes who will participate, tomorrow and Sunday, in the competition that clears the 2009/2010 National Champions, joined by six athletes from Physical Medicine and Rehabilitation Service from Prelada Hospital (Oporto).

Results
1st Fernando Leão (ES Tomaz Pelayo) / Daniel Catarino (ES Entroncamento) – 13 pontos (1.10,59)
2nd Prof. André Soares (Colégio de Campos) / Prof. Paula Serra Campos (ES Carlos Amarante) / Prof. Leonor Luz (ES Entroncamento) – 13 pontos (2.10,16)
3rd Rita Rodrigues (EB 2,3 Cunha Rivara) / João Sousa (ES Tomaz Pelayo) – 12 pontos (55,57)
4th João Marques (ES Pinhal Novo) / Bruno Silva (ES Estarreja) – 12 pontos (1.11,22)
5th Rodrigo Pedroso (ES Palmela) / Carolina Cardoso (ES Maximinos) – 12 pontos (1.17,66)
6th Henrique Silva (EB Sarrazola) / Catarina Marques (ES Carlos Amarante) – 12 pontos (1.24,41)
7th Rita Fonseca (ES Carlos Amarante) / Daniel Cruz (ES Estarreja) – 11 pontos (23,22)
8th Miguel Ferreira (ES Palmela) / João Ramos (EB 2,3 Cunha Rivara) – 11 pontos (31,75)
9th Sofia Anjos (EB 2,3 Cunha Rivara) / Ana Filipa Pinto (EB Lustosa) – 11 pontos (1.01,03)
10th Maria Firmino (EB 2,3 Sarrazola) / Helena Miranda (EBI Apúlia) – 11 pontos (1.34,28)
11th Liliana Rocha (NDA MFR Hospital Prelada) – 11 pontos (2.00,38)
12th Fernando Rodrigues (NDA MFR Hospital Prelada) – 11 pontos (2.18,44)
13th Inês Alves (ES Entroncamento) / Inês Catalão (EB 2,3 Cunha Rivara) – 10 pontos (18,36)
14th Ricardo Martins (ES Estarreja) / Rute Coradinho (EB 2,3 Cunha Rivara) – 10 pontos (33,09)
15th Luís Barge (ES Estarreja) / Filipe Augusto (ES Pinhal Novo) – 10 pontos (41,19)

See
https://sites.google.com/site/nacionais2010/orientacao for further information.

JOAQUIM MARGARIDO




Os Campeonatos Nacionais de Orientação de Desporto Escolar deram o pontapé de saída, esta tarde, na cidade de Águeda. Uma “entrada” de luxo, servida no aprazível e bem cuidado Parque da Alta Vila e que residiu numa prova de Orientação de Precisão / Trail-O.

Modalidade incluída pela primeira vez no certame, a Orientação de Precisão é uma disciplina da Orientação baseada na leitura e interpretação do mapa e sua correlação com o ambiente natural envolvente. A Orientação de Precisão foi desenvolvida de forma a oferecer a todos, inclusive às pessoas com mobilidade reduzida, a possibilidade de participarem numa competição significativa de Orientação.

A prova de hoje foi constituída por 14 pontos de decisão, dos quais os dois últimos cronometrados, em mapa desenhado por Carlos Ferreira (Abril de 2010). Entre os 55 conjuntos que, individualmente ou a pares, aceitaram o desafio proposto, destaque para os atletas que participarão, amanhã e no domingo, na competição que apurará os Campeões Nacionais 2009/2010, aos quais se juntaram 6 atletas do Núcleo de Desporto Adaptado do Serviço de Medicina Física e de Reabilitação do Hospital da Prelada (Porto) num total de 104 participantes.

Resultados
1º Fernando Leão (ES Tomaz Pelayo) / Daniel Catarino (ES Entroncamento) – 13 pontos (1.10,59)
2º Prof. André Soares (Colégio de Campos) / Prof. Paula Serra Campos (ES Carlos Amarante) / Prof. Leonor Luz (ES Entroncamento) – 13 pontos (2.10,16)
3º Rita Rodrigues (EB 2,3 Cunha Rivara) / João Sousa (ES Tomaz Pelayo) – 12 pontos (55,57)
4º João Marques (ES Pinhal Novo) / Bruno Silva (ES Estarreja) – 12 pontos (1.11,22)
5º Rodrigo Pedroso (ES Palmela) / Carolina Cardoso (ES Maximinos) – 12 pontos (1.17,66)
6º Henrique Silva (EB Sarrazola) / Catarina Marques (ES Carlos Amarante) – 12 pontos (1.24,41)
7º Rita Fonseca (ES Carlos Amarante) / Daniel Cruz (ES Estarreja) – 11 pontos (23,22)
8º Miguel Ferreira (ES Palmela) / João Ramos (EB 2,3 Cunha Rivara) – 11 pontos (31,75)
9º Sofia Anjos (EB 2,3 Cunha Rivara) / Ana Filipa Pinto (EB Lustosa) – 11 pontos (1.01,03)
10º Maria Firmino (EB 2,3 Sarrazola) / Helena Miranda (EBI Apúlia) – 11 pontos (1.34,28)
11º Liliana Rocha (NDA MFR Hospital Prelada) – 11 pontos (2.00,38)
12º Fernando Rodrigues (NDA MFR Hospital Prelada) – 11 pontos (2.18,44)
13º Inês Alves (ES Entroncamento) / Inês Catalão (EB 2,3 Cunha Rivara) – 10 pontos (18,36)
14º Ricardo Martins (ES Estarreja) / Rute Coradinho (EB 2,3 Cunha Rivara) – 10 pontos (33,09)
15º Luís Barge (ES Estarreja) / Filipe Augusto (ES Pinhal Novo) – 10 pontos (41,19)

Toda a informação em https://sites.google.com/site/nacionais2010/orientacao.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

VENHA CONHECER... JERÓNIMA ROCHA

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Chamo-me… JERÓNIMA Maria de Sousa ROCHA
Nasci no dia… 05 de Novembro de 1960, em Melres (Gondomar)
Vivo em… Vila Nova de Gaia
A minha profissão é… Solicitadora
O meu clube… GD4C – Grupo Desportivo dos Quatro Caminhos
Pratico orientação desde… 2001

Na Orientação…

A Orientação é… um desporto para todos, até para mim que nunca pratiquei outro!
Para praticá-la basta… gostar de andar na Natureza!
A dificuldade maior… é a condição física!
A minha estreia foi… em Porto de Mós!
A maior alegria… participar!
A tremenda desilusão… fazer ‘mp’!
Um grande receio… lesionar-me!
O meu clube… é uma família!
Competir é… dar o meu melhor!
A minha maior ambição… continuar por muitos anos!

… como na Vida!

Dizem que sou… não me dizem…!
O meu grande defeito… ser pouco persistente!
A minha maior virtude… ajudar os outros!
Como vejo o mundo… com preocupação!
O grande problema social… a injustiça!
Um sonho… o fim das desigualdades sociais!
Um pesadelo… o desemprego nos jovens!
Um livro… “Equador”, de Miguel Sousa Tavares!
Um filme… não aprecio cinema!
Na ilha deserta não dispensava… o meu marido e os meus filhos!

Na próxima semana venha conhecer João Amorim.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO
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quinta-feira, 27 de maio de 2010

CAMPEONATOS NACIONAIS DE DESPORTO ESCOLAR 2009/2010: A ANTEVISÃO DO PROFESSOR RICARDO CHUMBINHO

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Disputados ininterruptamente desde 1997, os Campeonatos Nacionais de Orientação de Desporto Escolar conhecem, já a partir de amanhã e até domingo, a sua 14ª edição. Pretexto mais do que suficiente para uma conversa com a pessoa que “congrega e coordena vontades e empenhamentos” para que o evento possa ser um sucesso. É com o Professor Ricardo Chumbinho, Coordenador Nacional de Orientação do Desporto Escolar, que trocamos uma vez mais impressões.


Orientovar - Enquanto Coordenador Nacional de Orientação do Desporto Escolar, os Campeonatos Nacionais já não são novidade para si. Alguma emoção e expectativa especial relativamente à presente edição ou mera rotina?

Professor Ricardo Chumbinho - Na função específica de Coordenador Nacional da Modalidade... nem sei ao certo em quantos Campeonatos Nacionais terei estado envolvido, mas já são de facto alguns. Não há, nunca, lugar a qualquer sentimento ou acomodação a uma rotina uma vez que, se outros motivos não existissem, a própria natureza da modalidade, cujas competições se disputam sempre em condições diferentes, assim o imporia. Por outro lado, a circunstância de os Nacionais se disputarem todos os anos numa cidade diferente, com enquadramentos e parceiros institucionais diferentes, com colaboradores locais diferentes, por vezes com programas diferentes, etc., também não permitiriam nunca que se instalasse qualquer rotina. Contudo, e muito para além dos aspectos referidos, o dia em que sinta que se está a instalar qualquer tique de rotina, será então o dia em que deixarei de ter condições para desempenhar as minhas funções com total entrega e dedicação, pelo que será também o dia em que terei que procurar outros desafios. Daqui ainda não consigo vislumbrar esse dia, pelo menos pelos motivos apontados.

Orientovar - A realização dos Nacionais em Águeda prende-se com razões conjunturais, até porque há mais modalidades envolvidas e que se distribuem por toda esta região Sul do Distrito de Aveiro. Pessoalmente, se dependesse de si, elegeria Águeda para sede dos Nacionais de Orientação?

Professor Ricardo Chumbinho - Todos os anos o Gabinete Coordenador do Desporto Escolar [GCDE] recebe uma ou mais candidaturas de Direcções Regionais de Educação [DRE], habitualmente em parceria com Autarquias, apontando uma cidade ou região como palco para os Campeonatos Nacionais. Estes englobam todos os anos um conjunto de modalidades cujo número rondará as quinze, sendo que cada candidatura prevê, desde logo, um determinado local para a disputa de cada modalidade em função de diversos critérios. O GCDE analisa as candidaturas e atribui a uma DRE os Nacionais, definindo indirectamente desta forma o local de realização de cada modalidade.

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Este ano, e no que à Orientação diz respeito, rumaremos a Águeda. Não aceitarei o desafio subtilmente colocado de me pronunciar sobre as condições deste local para a prática da nossa modalidade. Prefiro dar antes testemunho de todo o empenho e dedicação que o Carlos Ferreira, do Desportivo Atlético de Recardães, professor numa escola de Águeda e membro da Organização local com a responsabilidade de colaborar com o Coordenador Nacional da Modalidade na operacionalização do evento de Orientação, tem colocado nesta organização, sendo certo que a mesma será um sucesso e em muito ao Carlos Ferreira se deve. De resto, parafraseando um sueco que desconheço mas que já ouvi ser citado sobre esta temática, não há bons nem maus terrenos para a Orientação, mas sim bons ou maus mapas e percursos, em terrenos que podem ser mais ou menos interessantes.


Orientovar - Que desafios coloca uma Organização destas ao Coordenador Nacional?

Professor Ricardo Chumbinho - Ao Coordenador Nacional compete trabalhar em articulação com a equipa local - que é quem verdadeiramente operacionaliza o evento no terreno -, avançando com sugestões e propostas em função da sua experiência de anteriores Nacionais e daquele que é o espírito inerente ao Desporto Escolar, fazendo a ponte entre a “sua” modalidade e a organização global do evento, procurando garantir as melhores condições para a disputa da competição e intervindo junto da Federação Portuguesa de Orientação, enquanto parceira do evento, no sentido de garantir os apoios técnicos e materiais necessários para a prova. O Coordenador Nacional da Modalidade representa pois um ponto de convergência de um conjunto de vontades e empenhamentos, sendo essencial que consiga congregar e coordenar tais vontades e empenhamentos a bem do evento.

Paralelamente há que organizar, em articulação com o GCDE, toda a informação a fazer sair para as Direcções Regionais, que se concretiza no Programa Específico e Fichas de Inscrição. Antes de tudo isto, compete igualmente ao Coordenador Nacional de Modalidade acompanhar e estar disponível para colaborar com as DRE na Organização dos seus Quadros Competitivos Regionais, dos quais sairão os alunos e equipas apuradas para o Nacional. Apesar de as diferentes DRE optarem por figurinos competitivos diferenciados em função da sua realidade própria, este processo de apuramento terá início normalmente nas competições locais, que se destinam aos escalões de Infantil a Júnior; segue-se uma competição regional para Iniciados e Juvenis e daqui segue-se para o Nacional. No caso da Orientação, os Nacionais destinam-se aos escalões de Iniciados e Juvenis.


Orientovar - O facto de 2010 não ser ano de Campeonato do Mundo faz com que se possa pensar numa menor competitividade?

Professor Ricardo Chumbinho - Não creio que esse facto seja sinónimo de diminuição da competitividade. Pelo facto de o Mundial, quando há, ter lugar no mês de Abril, esta é uma competição que decorre em paralelo com o Quadro Competitivo Nacional, já que há que fazer um apuramento específico até final de Janeiro para as equipas de escola. De resto, seja no Desporto Escolar ou em qualquer outro contexto, o título de Campeão Nacional será sempre algo de muito apetecível especialmente para um jovem. Uma última nota sobre a questão do Mundial vs Nacional, que muitos desconhecem, para dizer que o processo de escolha dos elementos que integraram as selecções no Mundial de Madrid em 2009, começou precisamente... com os resultados obtidos no Nacional de 2008 em Évora. E para o ano há novamente Mundial!

Orientovar - Entre todos os presentes em Águeda, muitos há para quem estes serão os últimos Nacionais, enquanto outros virão pela primeira vez, naturalmente. Consegue estabelecer uma comparação entre estas duas “fornadas”?

Professor Ricardo Chumbinho – Devido a ter pouco contacto com os atletas de regiões diferentes da minha, circunstância agravada pelo facto de este ano ter tido uma participação quase nula em provas de Orientação enquanto praticante, é-me difícil estabelecer com alguma dose de fiabilidade tal comparação a nível nacional. Se nos cingirmos à região da Direcção Regional de Educação de Lisboa e Vale do Tejo [DRELVT], ao olhar para os atletas mais jovens que estarão no Nacional e tentar compará-los com o que eram os actuais “veteranos” há dois ou três anos atrás, penso que há motivos para confiar no futuro, assim os mais jovens venham a ter as mesmas oportunidades que os mais velhos também tiveram. Acredito que esta constatação encontre paralelo nas outras regiões do país.

Orientovar - Estes Nacionais encerram uma grande novidade chamada Orientação de Precisão. Qual a razão de ser desta iniciativa e, concretamente, o que está previsto?

Professor Ricardo Chumbinho - É verdade. Acompanhando a tendência que se verifica na modalidade no nosso país, também o Desporto Escolar começa a dar alguma atenção à Orientação de Precisão não só pelo facto de ser uma disciplina da Orientação, mas também pelo enorme potencial que tem na formação e desenvolvimento de algumas competências importantes para os praticantes da Orientação Pedestre. Para além de iniciativas em que algumas escolas já estiveram envolvidas, mesmo fora do Desporto Escolar, o Campeonato Regional da DRELVT já integrou um evento de Orientação de Precisão. No Nacional iremos assistir novamente a um evento desta natureza integrado no programa.

Será uma prova essencialmente de promoção e convívio a que não se deverá chamar “Campeonato Nacional”, e que vai abrir o programa logo na sexta-feira. Será disputada por pares, com estes a serem formados de maneira a integrarem jovens de diferentes proveniências. Uma vez que a constituição dos pares apenas será conhecida pouco tempo antes do início da prova, assistiremos provavelmente a um interessante frenesim de jovens a procurarem identificar o seu par. Os participantes serão essencialmente aqueles que vão participar no Campeonato Nacional, embora tenham também sido dirigidos convites a Escolas com projectos de Desporto Adaptado da Zona Centro. No futuro próximo gostaria que as Escolas que já desenvolvem actividade de Desporto Adaptado no âmbito do Desporto Escolar – e há algumas! -, pudessem também começar a dedicar-se de alguma forma à modalidade. Procuraremos criar condições para que tal comece a verificar-se.

Orientovar - Os Nacionais não se esgotam na vertente competitiva. Do ponto de vista social, que programa está preparado para os participantes?

Professor Ricardo Chumbinho - A vertente social, numa competição entre jovens que decorre no seio do Sistema Educativo, é tão ou mais importante do que a competitiva. Poderemos considerar dois momentos formais de carácter social: A Cerimónia de Abertura a ter lugar na sexta-feira e a Noite de Convívio que tem lugar no sábado. A primeira tem um carácter mais formal mas dado o facto de ser a primeira vez que todos os participantes estarão juntos num mesmo local, e do respectivo alinhamento constarem habitualmente momentos de música, dança e animação, o ambiente de alegria tornar-se-á contagiante; a Noite de Convívio é totalmente dedicada à sociabilização dos jovens e tem normalmente lugar num espaço preparado com música e outras atracções, sendo que, pelo facto de na manhã seguinte ainda haver competição, terá que terminar necessariamente mais cedo do que todos gostariam. Entretanto haverá todos os momentos informais de convívio dos quais os jovens sabem tão bem tirar partido, sendo que no nosso caso específico também o evento de Orientação de Precisão terá esse cunho.

Orientovar - Quer deixar uma mensagem a todos quantos marcarão presença nestes Nacionais 2009/2010?

Professor Ricardo Chumbinho - A mensagem só pode ser uma: Acima de tudo que tirem o maior partido da sua presença nesta festa conseguindo conciliar da melhor forma possível as vertentes desportiva e social, não perdendo de vista que para aqui chegarem muitos outros tiveram que ficar pelo caminho. Espero, pois, uma postura séria, honesta e muito digna dos que cá estão também em sua representação. Que estes Nacionais possam ficar na memória de todos pelos melhores motivos!

[Saiba tudo sobre os Campeonatos Nacionais de Orientação de Desporto Escolar consultando a página oficial do evento em
https://sites.google.com/site/nacionais2010/orientacao]

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO


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quarta-feira, 26 de maio de 2010

DUAS OU TRÊS COISAS QUE EU SEI DELA...

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1. “Orientação: um desporto para estudantes”. Esta é uma grande aposta da Confederação Brasileira de Orientação no presente momento, procurando cativar os alunos das escolas do Brasil inteiro para a prática da modalidade. Fazendo eco desta verdadeira cruzada, o Boletim nº 46 do Conselho Federal de Educação Física apresenta a Orientação aos seus profissionais através dum artigo recolhido da revista “Nova Escola”, assinado por Luis Souza e intitulado “Como explorar a corrida de orientação e o trekking”. Nele se pode ler, nomeadamente, que “quanto mais desafiante o percurso (ao envolver ambientes diferentes), melhor, porque as crianças precisam pensar em estratégias para determinar o que têm de fazer para vencer determinado obstáculo, o que estimula o desenvolvimento do raciocínio lógico delas e faz com que pensem como usar o corpo da forma mais eficiente.” O artigo pode ser lido na íntegra AQUI.

2. O Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão recebe, no próximo dia 8 de Junho, um Seminário Internacional subordinado ao tema “Movimento Paralímpico no Mundo – Presente e Futuro”. O encontro contará com a presença de Sir Philip Craven, Presidente do Comité Paralímpico Internacional, e divide-se em dois grandes blocos. A manhã será destinada ao “Movimento Paralímpico no Mundo”, enquanto da parte da tarde abordar-se-á a “Igualdade, Inclusão e Excelência Desportiva”. Remo Adaptado, Vela Adaptada e Andebol em Cadeira de Rodas serão temas a abordar em profundidade pelos presidentes das Federações respectivas. Informações e inscrições através do endereço
marketingcomunicacao@comiteparalimpicoportugal.pt. Um encontro a não perder!

3. Terá sido uma primeira experiência algo dolorosa. Paulo Fernandes, um atleta bem querido destas lides da Orientação, aventurou-se nos caminhos do Atletismo e fez a sua estreia nas corridas de fundo no passado domingo. Os 21.197,5 m entre a Barragem de Bagaúste e a cidade do Peso da Régua constituíram o desafio que o Paulo se preparou para enfrentar, naquela que foi a 5ª edição da Meia-Maratona do Douro Vinhateiro. O que ele não esperava é que as graças do tempo proporcionassem, a ele e a mais de mil e trezentos atletas como ele, uma corrida sob um ar irrespirável e temperaturas acima dos 30º C. Para agravar a situação, a organização não providenciou os necessários e suficientes abastecimentos líquidos, o que “atirou” seis atletas para o Hospital. Felizmente não foi o caso do nosso Paulo que, apesar de não ter visto uma gota de água do início ao fim do percurso, lá se aguentou no balanço, concluindo no 325º lugar do escalão Sénior Masculinos, com o tempo de 2.26.24. São dele as seguintes palavras: “Não poderia esperar que a minha primeira Meia-Maratona em estrada resultasse num "inferno", dadas as boas expectativas existentes. Em toda a prova, não vi uma gota de água da organização (só após a chegada)!!! Uma verdadeira decepção de prova, que contrariou a ilusão inicial que possuía desta primeira Meia, onde esperava fazer cerca de 2.10.00. O desporto, a região, os atletas e o país, deram um passo atrás...” E conclui com uma interrogação “É a Crise (a chegar às organizações)?”.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO
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terça-feira, 25 de maio de 2010

EOC PRIMORSKO 2010: ANTÓNIO AIRES E A ANTEVISÃO DOS CAMPEONATOS

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A Selecção Nacional de Orientação Pedestre já se encontra na Bulgária onde, a partir da próxima sexta-feira, tomará parte na 8ª edição dos Campeonatos da Europa 2010. Pretexto para uma conversa de fundo com António Aires, o Director Técnico Nacional, onde se aborda esta participação portuguesa como mais uma etapa nesse ideal de “Crescer como Grupo”.


Orientovar – Este processo que levou a Selecção até à Bulgária foi anormalmente conturbado. De que forma é que a Direcção Técnica Nacional e os próprios atletas sentiram que esteve em risco a sua participação nos Europeus?

António Aires – Durante todo o momento de impasse, sempre olhámos para a situação com olhos de ver e de encontrarmos uma solução para a ultrapassar. Da parte dos atletas foi muito bom porque, pela primeira vez, se uniram o que, mesmo em termos de futuro, é sempre positivo. Como resultado dessa união, pela primeira vez deram a sua visão, as suas ideias, os seus sonhos e transmitiram em grupo, efectivamente, algo que apenas vinham transmitindo de forma desgarrada. Dessa forma, fizeram jus ao seu lema que é “Crescer como Grupo”.

Orientovar – A vontade dos atletas era mesmo a de ir à Bulgária…

António Aires – Claramente. Os atletas, mais do que ninguém, durante todo o ano treinaram, durante todo o ano fizeram sacrifícios. Sendo o Campeonato da Europa uma competição onde poderiam ir mais atletas do que ao Campeonato do Mundo, houve mais atletas a sonharem com essa possibilidade e a sacrificarem-se para alcançar esse objectivo.

Orientovar – Apostou-se na Bulgária e não na Noruega, ou seja, apostou-se num Campeonato da Europa em detrimento dum Campeonato do Mundo. Porquê?

António Aires – Naturalmente, por uma questão financeira. Pelo mesmo valor, conseguimos levar mais do dobro dos atletas a uma grande competição internacional, num momento tão importante do crescimento qualitativo dos nossos atletas, tanto masculinos como femininos. Por outro lado, a Bulgária garante aos nossos atletas a possibilidade de participarem numa final, uma vez que tem finais A e finais B, aumentando praticamente para o dobro o número de provas onde poderão participar. Finalmente, os terrenos da Bulgária vêm muito mais ao encontro dos hábitos, das capacidades e da experiência de competição dos nossos atletas.

Orientovar – Estamos na Bulgária com que expectativas?

António Aires – Principalmente em relação aos mais jovens, esta participação tem a ver com o ganhar experiência. Faz parte dum processo de evolução e é esse o nosso interesse. Mas para os mais velhos temos sempre a expectativa duma ida à Final A. São vários os atletas que estão na Bulgária com esse grande objectivo e aí reside, neste momento, o nosso patamar.

Orientovar – Há todo um processo de selecção que teve em Quiaios, há pouco mais de quinze dias, o seu ponto culminante. Quais as fases decisivas que permitiram escolher entre os melhores estes nove elementos que nos irão representar na Bulgária?

António Aires – Na prática, ainda olho para este processo como tendo começado no início de 2009. Aí ensaiamos os passos que acabamos por aplicar, duma forma muito mais competente e funcional, este ano. Já esta época, tudo começou com a realização dos estágios de fim-de-semana, visando criar uma outra abordagem ao grupo e um acompanhamento mais atento dos atletas. Todavia, o processo de selecção em si não dependeu de absolutamente mais nada que não dos dias das provas de selecção. Excepto num caso tivemos de nos socorrer duma situação de repescagem, decidindo chamar a Raquel Costa ao grupo, mas que, por razões pessoais, acabou por declinar a sua ida à Bulgária.

Orientovar – Recuando um bocadinho até ao Estágio de Páscoa, parece haver uma aposta na diminuição de elementos do Grupo de Selecção. Qual o critério para terem estado em Alter do Chão apenas dez atletas?

António Aires - Embora à primeira vista possa parecer estranho estar a limitar a participação num Estágio mediante testes de corrida em pista, esta decisão fez parte de uma estratégia para transmitir aos atletas uma mensagem relativamente à importância da capacidade física num atleta de Orientação de elevado nível. Nesse sentido, uma das acções foi a criação de um objectivo baseado na velocidade pura em pista, planeando um estágio para o qual foi anunciado no início da época que apenas poderiam participar os atletas que cumprissem determinados mínimos, propositadamente difíceis de alcançar.

Orientovar – Em que se baseia esta tomada de consciência que, aparentemente, coloca o aspecto físico acima do técnico?

António Aires - Esta decisão teve origem numa análise feita pela Comissão Técnica para as Selecções, em Outubro passado, da condição física geral dos atletas do Grupo de Selecção que incluiu comparação de resultados em competições internacionais com atletas estrangeiros e concluiu que, ao nível técnico, existe já uma qualidade relativamente elevada, mas ao nível físico estamos num patamar muito baixo. Discordo que, de alguma forma, esta estratégia coloque o aspecto físico acima do técnico. No entanto, não podemos pensar que o aspecto técnico deve ser colocado acima do físico. Um atleta de Orientação que não consiga resultados de relevo na corrida, nunca poderá ser um atleta de topo na Orientação. Ou seja, devemos procurar um elevado nível técnico, através de treinos específicos, estágios, muito trabalho de casa, etc., e um elevado nível físico, mediante o acompanhamento de um treinador, um plano de treinos correcto, e treinar no duro dia após dia.

Orientovar - Ao dirigir o estágio a um grupo tão restrito, não se desperdiçou uma real possibilidade - talvez a única - de juntar todos os atletas que estão agora no EOC?

António Aires - Não temos recursos disponíveis para preparar estágios específicos para todas as competições. Este estágio teve os objectivos específicos que expliquei acima e não de preparação para nenhuma competição específica. Aliás, o número reduzido de atletas permitiu que se tivessem melhores condições ao nível logístico. A preparação específica para o EOC começou a ser feita precisamente hoje, já na Bulgária, visto que os atletas partiram para os Campeonatos vários dias antes do início da competição, participando num campo de treinos. Uma questão verdadeiramente importante numa competição internacional tem a ver com a boa ambientação que os atletas fazem a tudo, tanto aos mapas e aos terrenos, como a coisas aparentemente mais simples, como a estadia, a alimentação ou o próprio clima. Conseguirmos que os atletas lá estejam com o máximo de antecedência possível tem a ver sobretudo com a preparação mas tem a ver, igualmente, com a ambientação.

Orientovar – Falando ainda de Alter do Chão, como é que decorreu esse estágio e que conclusões permitiu retirar?

António Aires – Um dos grandes objectivos traçados para esse estágio consistia em analisar até que ponto a existência de um Grupo de Selecção tão alargado não estaria a prejudicar o sucesso dos estágios. E a prova de que essa análise estava correcta veio com a realização do Estágio que foi um sucesso a todos os níveis. É unânime, junto dos atletas e técnicos presentes, que nunca tínhamos conseguido organizar um estágio com uma intensidade, qualidade, acompanhamento e espírito de grupo tão elevado. Isto leva-nos a concluir o que já pensávamos há algum tempo: Se queremos trabalhar realmente os nossos melhores atletas, isso não pode ser feito com um Grupo de Selecção de 50 atletas, onde o acompanhamento individual não é o devido, as dificuldades logísticas aumentam enormemente e o grupo é extremamente heterogéneo. Depois existem também as limitações financeiras. A maioria das despesas que a FPO tem com a organização dos estágios é proporcional ao número de atletas. Por isso, com muitos atletas, ou se tem custos muito elevados, ou se tem uma menor qualidade. E embora os nossos atletas actualmente estejam habituados a, por exemplo, dormir em solos duros, existem algumas questões, como por exemplo a alimentação, onde não podemos poupar...

Orientovar – Podemos assumir, então, que nos encontramos num ponto de viragem?

António Aires - Sem dúvida. É neste momento quase certo - vamos discutir isto apenas após a participação nas competições internacionais 2010 - que passemos a ter um Grupo de Selecção não apenas com os critérios de potencial divulgados actualmente, mas também mediante mínimos físicos e apenas para atletas a partir de um escalão mais elevado que o actual. Os mínimos a utilizar é que deverão ser um pouco mais acessíveis para não limitar tanto o acesso como nesta experiência que fizemos. A limitação da idade tem a ver, por um lado, com as questões de heterogeneidade e, por outro, porque cerca de dois terços (os mais jovens) do actual Grupo de Selecção têm ao seu dispor, quer um estágio anual para o EYOC/JWOC, quer os OriJuniores, agora claramente direccionados para o treino técnico de alto nível, após a sua separação dos OriJovens.

Orientovar – Regressando à Bulgária, como é que se rentabiliza esta participação e que valor acrescido ela poderá trazer para os atletas e, naturalmente, para a Orientação portuguesa?

António Aires – Claramente, não conseguiremos nunca formar atletas de alto nível se não lhes proporcionamos condições para terem experiência internacional. Por isso, é importante darmos ao maior número de atletas o máximo de experiências. E a experiência não se adquire num percurso de treino ou num estágio de Selecção. A experiência numa situação de stress e todo o conjunto de condições criadas sob este clima nasce da competição realmente pura com os melhores do mundo. Essa é a grande mais-valia. A grande vantagem de não sermos um país de topo é que estamos sempre a evoluir e a nossa margem de progressão é ainda muito grande. Aliás, se fossemos um país de topo, não teríamos neste momento recursos económicos para nos mantermos ao mais alto nível. Seria inviável darmos a um conjunto de atletas condições permanentes para treinar no estrangeiro e terem um estatuto praticamente profissional.

Orientovar – Mas sendo o número de contactos internacionais tão reduzido, estas experiências não acabam por se diluir?


António Aires – Penso que há sempre um ganho. A maior parte dos nossos melhores atletas compreendem muito bem a importância que tem uma competição destas e retiram dela tudo quanto pode representar em termos de experiência. Todos estes atletas andam, há um ano, a preparar a competição em si, precisamente para poderem rentabilizar ao máximo a sua participação. Mas já há um grupo de atletas importante que, por conta própria e com o apoio dos seus clubes, vão a outras competições no estrangeiro, provas WRE, provas da Taça do Mundo, grandes competições internacionais como o O-Ringen, e onde conseguem também retirar essa experiência de competir em diferentes terrenos e com os melhores atletas do mundo. Também a estratégia de trazer a Portugal os melhores atletas do mundo tem sido importantíssimo nessa dinâmica.


Orientovar – E a partilha de experiências faz parte da cultura do grupo…

António Aires – Claramente. Uma coisa que se foi observando foi o desaparecimento dos “grupinhos” para dar lugar ao Grupo. Presentemente, os atletas – e é interessantíssimo ver isto com os ‘messenger” e com os “facebook” – estão todos entre si, analisando treinos e provas dia após dia. Naturalmente, todos eles percebem que só têm a ganhar partilhando as experiências uns com os outros, treinando uns com os outros e vivendo este sonho uns com os outros. Daí, então, o “Crescer como Grupo”, um lema que queremos manter pelo menos durante mais algum tempo.

Orientovar – A 4.000 quilómetros de distância, quer enviar uma mensagem para Primorsko e para a Bulgária, agora que se vai dar início aos Campeonatos?

António Aires – Mesmo longe, continuem a crescer como Grupo!


[Relatos circunstanciados do dia 0 e dia 1, com algumas peripécias à mistura e uma confissão no mínimo curiosa, pode ser encontrada na página pessoal de Joaquim Sousa, AQUI]

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO
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OS VERDES ANOS: INÊS PINTO

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Olá

Sou a Inês Pinto, tenho 18 anos e frequento o 12.º ano em Ciências e Tecnologias na EB 2,3/ S Cunha Rivara.

Quando tinha 9 anos decidi começar a praticar desporto. Foi isso que levou a inscrever-me na Escolinha de Desporto de S. Pedro da Gafanhoeira, onde fazia de tudo um pouco e onde me divertia com os meus amigos. Tínhamos competições no Concelho e em todo o Alentejo e, por incrível que pareça, a coisa que eu mais odiava fazer era…correr.

Simplesmente odiava ter de correr para nada, acabar completamente de rastos e ainda por cima com as minhas amigas bem posicionadas e eu a ficar para trás!

Um dia, a minha treinadora inscreveu-nos num estágio de “Orientação” que se iria realizar em Évora. Digo “Orientação”, porque nesta altura não tinha a mínima noção do que era realmente Orientação. Nem imaginava sequer que se tratava de um desporto. Eu e os meus amigos partimos à aventura para este 2º OriJovem e trouxemos para casa uma enorme vontade de nos “orientarmos”. Este foi o meu primeiro contacto com a Orientação e foi fantástico. O entusiasmo de todos foi notado pela treinadora que acabou por contactar com o Tiago Aires e a Raquel Costa, afim de eles nos darem “umas luzes” de Orientação. E é isso que tem acontecido até aos dias de hoje.

A primeira prova que fiz foi uma regional em Óbidos. Fui com a Rita Rodrigues e acabámos por desistir no ponto 6 porque já havia 45 minutos que não fazíamos a mínima ideia de onde estávamos até que, por acaso, avistámos a partida… Mas a experiência não foi nada má, antes pelo contrário, como ia acompanhada diverti-me muito “a pastar”.

Desde essa altura, comecei a treinar duas ou três vezes por dia. Nos primeiros treinos lembro-me de fazer 5 minutos de corrida contínua à volta do Campo de Futebol! Para mim, treinar nunca foi um sacrifício porque gosto de correr e poder escolher por onde vou, ao ritmo que me apetece.

No Verão costumo sair do País para treinar com o meu clube. São oportunidades únicas de conhecer terrenos e de crescer enquanto orientista e pessoa. Tenho muito boas recordações e aprendi muito nestas viagens, mas a melhor experiência que já vivi na Orientação foi sem dúvida a participação no Campeonato do Mundo de Desporto Escolar ISF Madrid 2009. Foi muito bom poder correr e competir com as melhores atletas da minha idade a nível de Escolas, ainda para mais porque se tratava de um terreno que eu gosto bastante. Um 2.º lugar por equipas significou muito mais para mim do que a subida ao pódio. Foi um resultado conseguido por mim, pelas minhas colegas de Escola e de Clube e pelo Tiago e Raquel. Significa todo o trabalho que desenvolvemos no dia-a-dia, todos os dias. E toda a união e força que transmitimos uns aos outros para fazer cada vez melhor.

Para mim, Orientação, para além de ser o desporto mais completo que existe, é ainda uma forma de vida, de estar com os outros e de conhecer os meus próprios limites.

Orientação é desfrutar de mim mesma e da floresta :)

Inês Pinto
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segunda-feira, 24 de maio de 2010

TIAGO AIRES AND MARIA SÁ WIN THE ABSOLUT TITLE 2009/2010

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Two terrific races! Tiago Aires (GafanhOri) and Maria Sá (GD4C) are the Absolut National Champions of Foot Orienteering 2009/2010. The event took place at Sesimbra, this weekend, and the organization was provided by GDU Azóia. Tiago Aires wrote his name for the first time ever in the Table of Honour of the competition. For Maria Sá, this was her fourth absolute title.

Absolut National Championship
Table of Honour
2003 – Marco Póvoa e Raquel Costa
2004 – Marco Póvoa e Maria Sá
2005 – Marco Póvoa e Lídia Magalhães
2006 – Santos Sousa e Maria Sá
2007 – Marco Póvoa e Raquel Costa
2008 – Tiago Romão e Raquel Costa
2009 – Tiago Romão e Maria Sá

2010 - Tiago Aires e Maria Sá

You can find here the results
, some nice photos from Gildo Silva and also something about this beautiful region of Sesimbra and Arrábida Natural Park, 40 kilometres south from Lisbon.

JOAQUIM MARGARIDO





Duas provas fantásticas! Tiago Aires e Maria Sá são os Campeões Nacionais Absolutos de Orientação Pedestre 2009/2010. O evento decorreu em Sesimbra este fim-de-semana, numa Organização do GDU Azóia. Tiago Aires escreveu pela primeira vez o seu nome no Quadro de Honra da prova. Para Maria Sá, este foi o seu quarto título absoluto.

Campeonato Nacional Absoluto
Quadro de Honra
2003 – Marco Póvoa e Raquel Costa
2004 – Marco Póvoa e Maria Sá
2005 – Marco Póvoa e Lídia Magalhães
2006 – Santos Sousa e Maria Sá
2007 – Marco Póvoa e Raquel Costa
2008 – Tiago Romão e Raquel Costa
2009 – Tiago Romão e Maria Sá
2010 - Tiago Aires e Maria Sá

Poderá encontrar aqui os resultados, algumas fotos da autoria de Gildo Silva e ainda algo sobre esta bela região de Sesimbra e do Parque Natural da Arrábida, 40 quilómetros a sul de Lisboa.

JOAQUIM MARGARIDO

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sexta-feira, 21 de maio de 2010

ORIENTAÇÃO NA PÉROLA DO ATLÂNTICO

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O Comando Regional da Policia de Segurança Pública dos Açores vai organizar, no âmbito das comemorações do Dia do Comando Regional dos Açores, a 1ª Prova de Corrida e Orientação Urbana. A prova terá lugar em Ponta Delgada no próximo Domingo, dia 23 de Maio de 2010, pelas 10h00 e destina-se aos escalões de Femininos (todas as idades), Juvenis (até aos 18 anos) e Masculinos (mais de 18 anos). As partidas serão no Campo de São Francisco e as inscrições podem ser feitas por e-mail para rpub.cra@psp.pt ou no local da prova, uma hora antes do seu início.

O COSM – Clube de Orientação de São Miguel associa-se a este evento colaborando com o Comando Regional dos Açores da PSP na sua organização e divulgação.

Também a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) vai assinalar o Dia Internacional da Biodiversidade através do Centro Ambiental do Priolo (Pedreira, Nordeste) que está a comemorar o seu segundo aniversário, promovendo várias actividades em parceria com diversas entidades que promovem desportos de natureza e ar livre.

Do programa do evento consta uma actividade de Introdução à Orientação cuja organização foi atribuída ao COSM. A actividade em questão terá lugar no próximo Domingo, dia 23 de Maio de 2010, no Parque Florestal da Cancela do Cinzeiro, sito na freguesia da Pedreira, concelho de Nordeste. A concentração está prevista para as 15 horas na sede do Centro Ambiental do Priolo. Após uma breve apresentação da modalidade seguir-se-á a realização de uma prova de Orientação Pedestre, dentro do Parque, para que os interessados possam pôr à prova os conhecimentos adquiridos.

Mais informações em
http://cosm-acores.org/

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO
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