sexta-feira, 30 de abril de 2010

VENHA CONHECER... MARINA LEITE

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Chamo-me… MARINA da Conceição Fernandes LEITE
Nasci no dia… 26 de Outubro de 1970, em Braga
Vivo em… Braga
A minha profissão é… Professora
O meu clube… .COM – Clube de Orientação do Minho
Pratico Orientação desde… 2008

Na Orientação…

A Orientação é… divertida!
Para praticá-la basta… correr e olhar para o mapa!
A dificuldade maior… quando não vemos os pontos e não sabemos onde estamos!
A minha estreia foi em… Caminha!
A maior alegria… chegar ao fim!
A tremenda desilusão… não encontrar o ponto e fazer “missing point”!
Um grande receio… ficar perdida lá no meio!
O meu clube é… uma família!
Competir é… divertir!
A minha maior ambição… continuar a correr!

… como na Vida!

Dizem que sou… boa pessoa!
O meu grande defeito… teimosia!
A minha maior virtude… ser compreensiva!
Como vejo o mundo… com alegria!
O grande problema social… o egoísmo!
Um sonho… contribuir para que as pessoas, na sua maioria, sejam felizes!
Um pesadelo… as crianças que andam para aí sem pai nem mãe!
Um livro… “Paula”, de Isabel Allende!
Um filme… “O Quarto do Filho”, de Nanni Moretti”!
Na ilha deserta não dispensava… uma companhia!

Na próxima semana venha conhecer Virgolino Coelho.

Saudações orientistas.
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JOAQUIM MARGARIDO
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quinta-feira, 29 de abril de 2010

À VOLTA DOS LIVROS: CRÓNICAS NORTE ALENTEJANO O' MEETING

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De quando em vez, o mundo dos “media” entreabre uma janela e dá a ver um bocadinho de Orientação. É, neste contexto, dum especial momento que falamos hoje. Para reencontrarmos os dois volumes das Crónicas Norte Alentejano O’ Meeting, “à volta dos livros”, com a jornalista Ana Aranha.


Ana Aranha
“Apuramos o sentido da responsabilidade, cultivamos o sentido estético, relevamos o sentido crítico, louvamos o sentido de Estado, transgredimos o sentido obrigatório e confiamos no sentido de orientação. Confiamos ou desconfiamos, que isto de nem sempre, nem nunca, tem muito que se lhe diga.” E tem, não tem, Joaquim Margarido?

Joaquim Margarido

Pois tem! A Orientação é aquilo que eu gosto de chamar um “sexto sentido”. É aquilo que nós, muitas vezes, na nossa vida do dia a dia, não sabemos muito bem como explicar e é em determinada direcção que fazemos seguir os nossos passos. Esse sexto sentido, eu gosto de lhe chamar Orientação.

Ana Aranha
E é de Orientação – mas não só! – que falamos hoje. Nós temos aqui dois volumes de Crónicas “Norte Alentejano O’ Meeting”. Isto é um projecto, é uma paixão de várias pessoas, duma Associação… O que é isto, exactamente?

Joaquim Margarido
O Norte Alentejano O’ Meeting, em concreto, é uma prova desportiva da modalidade Orientação. Os dois livros que temos aqui são um projecto e uma paixão ao mesmo tempo. Uma paixão de quem escreve e de quem, fazendo da escrita uma forma de divulgar a modalidade, vai desenvolvendo essa mesma paixão. E um projecto dum grupo – Grupo Desportivo dos Quatro Caminhos -, sediado na Senhora de Hora, em Matosinhos, que faz da promoção, da divulgação e da prática desta modalidade, enfim, a sua actividade do dia a dia. Foi o “juntar os trapinhos” de quem escreve e de quem divulga para nos lançarmos na aventura destas Crónicas.

Ana Aranha
Eu penso que um dos objectivos das Crónicas é também chamar a atenção para esta modalidade, que, tanto quanto me disseram (ou tanto quanto me disse o Presidente da Associação Quatro Caminhos, Fernando Costa), é uma prática muito conhecida e praticada - permita-me o pleonasmo – noutros países, mas em Portugal tem alguns grandes afcionados mas não tem grande divulgação…

Joaquim Margarido
[A Orientação] Tem de facto, sobretudo nos países nórdicos, uma implantação muito forte. Aliás foi lá que nasceu! No nosso País vai crescendo e aos pouquinhos vai-se consolidando. A ideia de andar pelo País é porque o nosso País tem virtualidades extraordinárias do ponto de vista ambiental e paisagístico que o tornam muito apetecível para a prática desta modalidade. Daí que, de alguma forma, se procure alargar o leque de formas de divulgar a modalidade e encontrámos no livro mais uma forma – uma forma pioneira, neste caso – de irmos ao encontro desta vocação.

Ana Aranha
Portanto, o Joaquim Margarido foi acompanhando equipas que fazem estas provas. É isso?

Joaquim Margarido
Não exactamente.

Ana Aranha
Não?

Joaquim Margarido
Eu apareci… eu caí de pára-quedas no seio da Orientação, convidado precisamente pelo Fernando Costa. E neste Norte Alentejano O’ Meeting, na primeira edição que se realizou em 2007, em Nisa, aí eu ia para escrever uma crónica e escrevi dez; no ano seguinte, escrevi mais oito e deste vasto espólio de muitas crónicas e de muitas fotografias nasceu a ideia de fazermos o livro.

Ana Aranha
Mas o que é preciso para se praticar esta modalidade? É procurar a Associação Quatro Caminhos?

Joaquim Margarido
Temos provas disseminadas por todo o País e ao longo de todo o ano. Temos felizmente um calendário muito vasto, nas paisagens mais fantásticas que podemos encontrar. Basta, de facto, ir ao encontro dessas propostas que se vão fazendo. Aquilo que eu, de alguma forma, procurei transmitir nestes livros foi, por um lado, divulgar a modalidade e dar a conhecer um pouco da Orientação. Por outro lado, ir ao encontro duma paisagem e dum local que é o Norte Alentejano, que é belíssimo. De alguma forma, dessa mistura de interesses em divulgar uma modalidade e em divulgar uma região geográfica, pois, nasceu o livro.

Ana Aranha
Estas crónicas, estes livros, não estão disponíveis nos circuitos comerciais normais mas podem ser adquiridos. Muito rapidamente, como?

Joaquim Margarido
Podem concerteza. Pedindo através do “site” do Grupo Desportivo dos Quatro Caminhos, em
www.gd4caminhos.com, ou para o 93 626 42 16. Tão simples quanto isto!

Para aceder à gravação em formato WAV ou MP3 consulte a página da Antena 1 em
http://mp3.rtp.pt/mp3/envia_file.php?file=wavrss//at1/803636_65088-1004282013.mp3&name=%C0%20Volta%20dos%20Livros.
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[Numa gentileza do Nuno José de Almeida, encontra AQUI a 'url' directa para o programa]

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO
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quarta-feira, 28 de abril de 2010

DUAS OU TRÊS COISAS QUE EU SEI DELA...

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1. É uma das notícias que marcam a semana orientística nacional. A Câmara Municipal do Crato, deliberou por unanimidade, na sua reunião de 21 de Abril de 2010, aprovar a realização de uma etapa do Portugal O' Meeting (POM 2011) naquele concelho. O Crato junta-se assim a Alter do Chão e Portalegre no maior evento Português de Orientação em 2011, que promete bater todos os records. Assim sendo, a organização tem pronto um programa provisório das etapas de competição: 05 de Março 2011 - Coudelaria de Alter do Chão (Prova de Distância Longa); 06 de Março 2011 - Couto da Arnela - Crato (Prova de Distância Média); 07 e 08 de Março 2011 - Entre-Ribeiras - Portalegre (Provas de Distância Longa e Distância Média). Os trabalhos de campo de realização dos mapas de Orientação terão já início em Maio e serão, uma vez mais, da responsabilidade de Armando Rodrigues.

2. O Clube Aventura da Madeira anuncia a organização do IV Grande Prémio de Orientação Porto Santo, um evento pontuável para o Ranking da Taça FPO Madeira 2009/2010, que irá decorrer na Ilha de Porto Santo nos dias 15 e 16 de Maio de 2010. “A Ilha de Porto Santo oferece muitos atractivos para além da sua magnífica praia de areia dourada e a Orientação pedestre é uma dessas possibilidades, num terreno repleto de desafios determinados pelos detalhes de relevo ou resultantes da intervenção humana em prática agrícola ou em actividades de reflorestação, onde são predominantes os muros de contenção de terras, vulgarmente conhecidos por terraços ou poios”, refere António Olival, um dos elementos responsáveis pela organização madeirense. Prometido está “um fim-de-semana de aventura da serra à zona urbana, com dois percursos de Distância Média pontuáveis para a Taça FPO Madeira e um percurso de Sprint Nocturno pontuável para o Circuito Ori-Sprint Clube Aventura da Madeira.” Para além de todos os interessados na competição, esta é uma oportunidade para os que ambicionam iniciar a aventura na modalidade ou efectuar percursos de Orientação por lazer, tendo a possibilidade de se inscrever num dos escalões abertos OPT1 e OPT2. Toda a informação adicional em:
http://ptsanto.camadeira.com/.

3. A Orientação brasileira fez disputar, no passado fim-de-semana, a I etapa do CamBOr 2010, XII Campeonato Brasileiro de Orientação. O evento teve lugar na cidade de Formosa, no Estado de Goiás, e foi organizado pela Confederação Brasileira de Orientação (CBO), a Federação de Orientação do Distrito Federal (FODF) e o Astros Clube de Orientação (ASTROS – CO). Numa prova que contou com a participação de mais de 600 atletas Juliane Valéria DE CARVALHO MENDONÇA (COSM) levou a melhor no escalão de Elite feminina ao vencer as duas etapas (Distância Média, no primeiro dia e Distância Longa a encerrar o programa), enquanto Vanderlei José BORTOLI (COS), vencedor na primeira etapa e terceiro classificado na Longa, impôs-se na Elite masculina. A II etapa do CamBOr disputa-se na Floresta Estadual de Assis (Horto de Assis, Estado de S. Paulo), de 1 a 4 de Julho próximo [veja o Cartaz AQUI
].

4. De segunda a quinta-feira, os livros estão na Antena 1 com a jornalista Ana Aranha. Hoje, quarta-feira, a Orientação é a convidada de honra do programa “À Volta dos Livros”, com a conversa a girar em torno dos dois volumes das “Crónicas Norte Alentejano O’ Meeting”, da minha autoria e com edição do Grupo Desportivo dos Quatro Caminhos. Mais uma janela da Orientação que se abre de par em par para o Mundo, numa conversa que pode ser escutada às 17h20, com repetição às 21h20 e às 04h20 da madrugada de quarta para quinta-feira.

Saudações orientistas.
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JOAQUIM MARGARIDO
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EUROPEAN ORIENTEERING CHAMPIONSHIPS BULGARIA 2010: PORTUGAL DIZ NÃO AOS EUROPEUS

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Em Ofício datado de ontem e enviado aos Clubes e Associações, Filiados Individuais e Membros dos Corpos Sociais, a Direcção da Federação Portuguesa de Orientação acaba de dizer não a Primorsko e aos Campeonatos Europeus de Orientação 2010 que se realizam naquela cidade búlgara de 28 de Maio a 06 de Junho próximos.


A pouco mais de uma semana da realização das provas de selecção para os Europeus da modalidade, a Direcção da Federação Portuguesa de Orientação faz saber que, afinal, já não há Europeus! Uma decisão que surge na sequência da tomada de posição de “alguns clubes da maioria dos atletas seleccionáveis e do clube organizador dos Campeonatos Nacionais de Distância Longa e de Estafetas, manifestando conflito de interesses e enorme preocupação pelos grandes prejuízos que as possíveis faltas dos seus atletas aos Campeonatos Nacionais, poderiam causar aos seus clubes”.

É nestes termos que a Direcção da Federação Portuguesa de Orientação justifica o cancelamento da participação portuguesa nos Campeonatos da Europa de Orientação Pedestre EOC 2010, “devidamente agendada e divulgada desde Janeiro de 2010, uma vez que fazia parte do plano de desenvolvimento das selecções proposto pela Direcção Técnica Nacional e aprovada pela Direcção.”

Apesar de se perceber a posição dos clubes em todo este processo e as motivações da sua contestação naquilo a que o Ofício designa por “conflito de interesses”, não se percebem os “timings” em que esta decisão é tomada, a um mês do evento e muito depois da participação portuguesa ter sido planeada e aprovada com o conhecimento de todos. É sobretudo a incapacidade demonstrada em encontrar, a tão longo prazo, uma data alternativa para a realização dos Campeonatos Nacionais de Distância Longa e de Estafetas, que merece um sério reparo.

Que consequências para a Orientação portuguesa?

O Ofício não explica que formas alternativas serão dadas à Direcção Técnica Nacional e aos atletas no sentido de “compensar” esta ausência dos Europeus. Todavia, face à conjuntura económica generalizadamente pouco favorável, não nos parece crível que possamos rumar com os mesmos (ou outros) doze atletas a Trondheim (Noruega), para uma presença nos Mundiais WOC 2010. O Ofício também não esclarece qual a posição dos atletas do Grupo de Selecção, partindo do princípio que, como peças fundamentais em todo este processo, o seu afastamento dum dos objectivos principais da presente temporada não deverá ser visto com bons olhos.

Em suma, uma posição que parece estar longe de gerar consensos e que constitui, seguramente, um passo atrás na caminhada daqueles que carregam sobre os ombros a responsabilidade de gerir os destinos da nossa modalidade.

O Ofício pode ser lido na íntegra
AQUI.
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NOTA: Administrada por Mariana Moreira e Vera Alvarez, acaba de ser tornada pública no Facebook uma página designada "Queremos os Portugueses no EOC 2010!" e cuja descrição reza assim: "Se estás indignado com a decisao da fpo, junta-te a este grupo! Tanto esforço e agora não vamos!? Bora lá pessoal!"

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO
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terça-feira, 27 de abril de 2010

JUSTLOG PARK RACE E 6º TROFÉU DE ORIENTAÇÃO DO PORTO: ORIENTAÇÃO NO PARQUE

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Com a entrada da Primavera chegam as primeiras andorinhas. Após um Inverno bem chuvoso e ventoso, a observação destes infatigáveis migradores transaarianos indicia-nos o reinício de um novo ciclo de vida. Os campos enchem-se do canto das aves, os ralos e os sapos-parteiros já se ouvem à noite e as rãs alegram os lameiros e as presas. É o grande festival anual da natureza que começa. Bem-vindas, andorinhas!


Sabia que visitar espaços verdes pode reduzir a incidência de doenças mentais na população? E sabia que as doenças mais comuns surgem menos nas pessoas que vivem perto destes espaços? É pelo menos essa a conclusão a que chegaram especialistas duma Universidade holandesa, concluindo que os espaços verdes desempenham funções necessárias à qualidade de vida das populações. Quando bem cuidados, os espaços verdes contribuem para diminuir a ansiedade e outros problemas, até pelo exercício físico que proporcionam. Mas há mais: As árvores retiram poluentes atmosféricos e esses benefícios são medidos pelo menos no raio de um quilómetro à volta da zona habitacional da proximidade.

Pois bem. Se hoje me apetece falar disto é porque este fim-de-semana a Orientação desceu à cidade e instalou-se com as suas estacas e balizas, o seu “start” e o seu “finish”, em dois magníficos espaços verdes do Grande Porto: O Parque da Lavandeira, em Vila Nova de Gaia e o Parque do Covêlo, na freguesia de Paranhos, em plena cidade Invicta. Uma vez mais tivemos o privilégio de nos envolvermos com aquilo a que gosto de chamar “Orientação de proximidade”, ao encontro das pessoas que habitualmente frequentam estes espaços e cuja motivação para experimentar o “desporto da floresta” é, seguramente, elevada.


No Ano Internacional da Biodiversidade

Foi verdadeiramente fantástico perceber o empenho das autarquias do Porto e de Vila Nova de Gaia em preservar e melhorar estes verdadeiros oásis, dotando-os de atractivos extra que os tornam apetecíveis a miúdos e graúdos. Neste ambiente mágico, partilhámos as correrias e gritos de centenas de crianças de muitas escolas do Norte, a progressão concentrada daqueles que levam as coisas “mais a sério” ou a felicidade estampada no rosto dos utentes do Serviço de Medicina Física e Reabilitação do Hospital da Prelada que, em cadeira de rodas, fizeram as provas de Orientação de Precisão especialmente preparadas para eles. Tudo isto envolto no suave aroma da lavanda, sob o lento deslizar do cisne ou escutando, a espaços, o rápido e cadenciado toc-toc-toc do pica-pau. Absolutamente delicioso!

Já me ia esquecendo. No sábado disputou-se a segunda edição do Justlog Park Race, ao passo que no domingo foi a vez do 6º Troféu de Orientação do Porto. Ambas as provas pontuaram para a Taça FPO Continente, foram organizadas pelo GD4 Caminhos e tiveram vencedores diferentes nos principais escalões (seniores masculinos e femininos). Rafael Miguel (Ori-Estarreja) e Paula Nóbrega (OriMarão) levaram a melhor no sábado, enquanto no domingo os vencedores foram Joaquim Sousa (COC) e Tânia Covas Costa (.COM). Quanto ao número de participantes, foi de 597 no Parque da Lavandeira e de 309 no Parque do Covêlo. Com a particularidade de, nesta última prova, mais de metade das participações terem sido registadas nos escalões abertos.

Saiba tudo em
http://www.gd4caminhos.com/eventos/justlogparkrace/2010/ e em http://www.gd4caminhos.com/eventos/top2010/.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO
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segunda-feira, 26 de abril de 2010

HUNGARIAN MTBO CUP: A STAR IS BORN

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No seio duma verdadeira constelação de estrelas da Orientação em BTT mundial, surge uma fulgurante luz que faz atrair sobre si as atenções. O seu nome: Davide Machado. O seu País: Portugal!


Com a prova de Distância Longa, terminou em Balatonfüred a etapa inaugural da Taça do Mundo de Orientação em BTT. Davide Machado foi a grande figura da nossa selecção, ao concluir o duríssimo percurso de 45 km para um desnível acumulado superior a 1000 metros, no 16º lugar, à frente de grandes nomes da modalidade, casos dos russos Maxim Zhurkin e Victor Korchagin, dos austríaco Kevin Haselsberger e Tobias Breitschädel ou do suíço Simon Seger.

Este resultado surge na sequência dos excelentes 27º lugar da prova de Sprint e 28º lugar da prova de Distância Média, permite ao atleta do .COM arrecadar um total de 37 pontos na contabilidade pessoal da Taça do Mundo 2010 e fá-lo dar um pulo monumental no ‘ranking’ mundial que o coloca na 68ª posição.

Os restantes portugueses

Daniel Marques pagou bem cara a factura do esforço de há uma semana atrás na Caranguejeira, após a longa paragem forçada de seis semanas. Dois “mp” – no Sprint e na Distância Longa – e uma prova de Distância Média igualmente aquém do esperado (16º lugar) acabam por dar uma pálida imagem do que pode e vale o maior orientista em BTT português de sempre. Paulo Alípio esteve igualmente abaixo do esperado quer no Sprint (45º), quer na Distância Longa (“mp”), salvando-se a boa prestação na Distância Média, onde foi o 17º classificado, imediatamente atrás de Daniel Marques.

Também não foi famosa a prestação de João Ferreira que começou por fazer “mp” na prova de Sprint, para depois não se conseguir recompor suficientemente, acabando por alcançar dois resultados muito idênticos (49º na prova de Distância Média e 50º na prova de Distância Longa). Finalmente, Susana Pontes, a única atleta portuguesa em terras magiares, esteve regular, como o atestam o 33º lugar na prova de Sprint, o 35º na prova de Distância Média e o 38º lugar na prova de Distância Longa. Em termos de 'ranking' mundial, Daniel Marques caiu dois lugares e é agora o 21º, Susana Pontes também desceu sete posições no 'ranking' e é agora a 48ª classificada, enquanto João Ferreira ocupa a 60ª posição. À semelhança de Davide Machado, Paulo Alípio subiu no 'ranking', embora apenas três furos, e é agora o 42º melhor do mundo.

Os vencedores

Saindo vencedores da prova de Distância Longa, Samuli Saarela (Finlândia) e Christine Schaffner (Suiça) foram as grandes figuras desta Hungarian MTBO Cup 2010. Saarela já tinha vencido a prova de Sprint, enquanto Schaffner vencera a prova de Distância Média, ambos bisando, desta forma, a subida ao lugar mais alto do pódio. Refira-se ainda que estas são as duas primeiras vitórias de Samuli Saarela em provas da Taça do Mundo, o que o catapulta para um lugar no top-10 mundial. Quanto a Christine Schaffner, tem um currículo bem mais invejável, alcançou agora as 15ª e 16ª vitórias em provas da Taça do Mundo e lança um ataque cerrado com vista à recuperação da liderança do ‘ranking’ mundial.

Michaela Gigon (Áustria), a nº 1 do mundo, venceu a prova de Sprint, quedando-se pelo 7º lugar na prova de Distância Média e pelo 4º lugar na prova de Distância Longa. Quanto ao vencedor masculino da prova de Distância Média, foi o checo Jiri Hradil, vice-campeão mundial de Distância Média em título (Israel, 2009). A “jogar em casa”, Veronika Cseh conseguiu um lugar no pódio na prova de Distância Média, onde foi 3ª classificada, alcançando assim um resutado histórico para a Hungria numa competição desta natureza. Refira-se ainda que esta prova inaugural da Taça do Mundo de Orientação em BTT 2010 contou com a participação de 77 atletas no sector masculino e 47 no sector feminino.

Dois reparos

A terminar, dois reparos. O primeiro, por perceber a frustração dos ‘nossos’ Daniel Marques e João Ferreira, face à forma absolutamente incrível como foram afastados dum bom resultado e fizeram ‘mp’ na prova inaugural deste périplo de três dias. Uma ‘armadilha’ que apanhou na rede outros catorze atletas (entre os quais o já referido Jiri Hradil) e que não se percebe. Que vantagens ou virtudes terá encontrado a Organização húngara em colocar dois pontos tão próximos um do outro e levar tanta gente a entrar com o pé esquerdo? Só por mau gosto, digo eu. A outra questão prende-se com a velocidade a que foram colocados os resultados on-line. Para quem se empenha em informar e pretende fazê-lo com a devida oportunidade, ficar à espera quase 24 horas pelos resultados é, no mínimo, desconsolador.

Tudo para conferir em
http://www.mtbo.hu/ ou aqui, no seu Orientovar. Não deixe igualmente de saber as novidades na primeira pessoa, acompanhando os blogues de Daniel Marques [http://dani-oribtt.blogspot.com/] e de João Ferreira [http://www.joaoferreira.net/].

[Foto de Dani Marosffy. Veja a reportagem fotográfica completa AQUI
]

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO
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domingo, 25 de abril de 2010

GRÂNDOLA, VILA MORENA

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Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade

Tantas vezes te cantei, Grândola. Desde que te ouvi pela vez primeira - Abril menino ainda -, até hoje, não sei quantas centenas, quantos milhares de vezes te entoei. Sempre me puxaste para ti, me embalaste na tua toada visceral, me emocionaste com a força das tuas palavras e me levaste a bater os pés com força e a levantar a poeira do chão, num clamor de liberdade. Cantei-te sozinho e cantei-te em grupo. Na primeira e na segunda voz. Em escalas mais altas ou mais baixas. A sós, em casa. Em grupo, nas ruas e nas praças. E sempre me arrepiaste quando fizeste das palavras, certezas. Porque “o povo é quem mais ordena”, Grândola. Mas estava para vir o dia em que te não cantava e esse dia chegou. Hoje mesmo, Grândola, 36 anos depois de tanto “Cantar Abril”.

O espectáculo começou quase à hora marcada. O Centro de Artes de Ovar abriu-se para Abril para se fechar sobre ti. Ao meu lado, mão na mão, empunhámos um cravo. E cantámos. E emocionámo-nos. “Um e dois e três, era uma vez um soldadinho…”, “senhora dos olhos cansados, porque a fatiga o tear…”, “tinha uma viola numa mão, um cravo vermelho noutra mão…”, “torres cinzentas que dão para o vento, dentro do meu pensamento”, “… vozes ao alto, unidos como os dedos da mão”… E depois dos muitos aplausos, duma plateia rendida a Abril, chegou a vez de te cantar!

Tu sabes, Grândola. Estou fraco, estou velho, mas não esqueço. Não te esqueço, Grândola. E mal tentei juntar a minha às outras vozes para te cantar, Grândola, não consegui. Amarraste-me a garganta com tal nó, Grândola, que não consegui. Não consegui… E só consigo agora dizer-te isto, Grândola, porque as minhas mãos e os meus dedos ainda são parte de mim. E esses são livres de dizer aquilo que te quero dizer.

Voltarei a cantar-te Grândola. Em Abril e sempre. Fica a promessa!

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO
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sexta-feira, 23 de abril de 2010

HUNGARIAN MTBO CUP: ESTREIAS DE SINAL CONTRÁRIO

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Teve hoje início em Balatonfüred, na Hungria, a prova de abertura da Taça do Mundo de Orientação em BTT 2010. Se por um lado Davide Machado (na imagem) teve uma estreia auspiciosa no seio da Elite mundial, Daniel Marques e João Ferreira não foram particularmente felizes.


Enquanto aguardamos a publicação dos resultados oficiais da prova de Sprint que abriu a Hungarian MTBO Cup, podemos desde já adiantar que a comitiva portuguesa teve uma estreia de sinais contrários. Daniel Marques e João Ferreira viram-se confrontados no final da prova com um frustrante “missing punch”, enquanto Davide Machado mostrou todo o seu valor e bateu-se de igual para igual com os melhores do mundo. Paulo Alípio também não esteve feliz num ponto em particular, perdeu bastante tempo e acabou numa posição abaixo das suas expectativas. Finalmente, Susana Pontes esteve ao seu nível, terminando sensivelmente a meio da tabela.

As regras do jogo

Numa avaliação sumária da sua prova, Daniel Marques assume ter começado da pior forma a sua participação no World Cup da Hungria. O grande atleta português especifica: “Entrei bem no mapa e os primeiros pontos foram perfeitos, no entanto faço uma muito má opção para o CP4 e (…) a partir daí comecei a cometer erros de orientação, simplesmente não consegui manter os níveis de concentração. O pior ainda estava para vir, pois no CP12 (após o ponto de espectadores) controlei a baliza ao lado que estava a 10 metros, uma falha inaceitável visto que não confirmei o código! Enfim, são as regras do jogo!”

Mas a hora é de olhar em frente e pensar que ainda há duas provas para rectificar e conseguir um grande resultado. É pelo menos isso que se infere das palavras de Daniel Marques: “De qualquer forma continuo motivado e sinto que estou a atravessar um bom momento de forma. Depois deste começo desastroso vou procurar acabar bem. Amanhã vou sair determinado a redimir-me dos erros de hoje, a Distância Média é a minha favorita, não vou desanimar.”

Desilusão

Também João Ferreira, o primeiro atleta a partir na prova de hoje, faz uma avaliação da sua prestação: “Não parti muito bem, perdi cerca de dois minutos para o primeiro ponto mas depois lá entrei no mapa fazendo uma boa prova, pensava eu. Perdi algum tempo para o ponto 4 numa opção. Quando cheguei não quis acreditar no que via. MP, missing point. O erro só podia ser da organização, na minha cabeça tinha picado todos os pontos correctamente. Foi então que um elemento da Organização me mostrou o mapa com todos os pontos e aí percebi. O ponto 12, antepenúltimo ponto, piquei o ponto errado. Depois de ter virado na rua avistei o ponto e piquei sem hesitar. Não era o meu, o meu estava 10 ou 15 metros ao lado, um pouco mais à frente. O único ponto que não confirmei pois naquela zona urbana, só podia ser aquele (pensei eu). A cabeça já só pensava no ‘finish’ que estava muito perto.”

Em resumo, para o atleta bairradino “o que seria um bom resultado acabou por ser um fracasso e uma desilusão. Não me lembro de ter feito em 11 anos de orientação um “mp” assim. Não me lembro mesmo de ter feito um “mp” (sem contar com as desistências devido a problemas)! Sabor amargo, muito mesmo. Resta só dizer que, nos regulamentos da IOF de Orientação Pedestre esta situação está regulamentada e não é permitido ter dois pontos tão juntos no terreno (os círculos dos dois pontos, no mapa geral de todos os pontos, sobrepunham-se); já no regulamento de Ori-BTT nada está estipulado e estas situações são permitidas. Vale a lição para aprender e tentar não voltar a fazer o mesmo.”

Vencedores

Podemos finalmente adiantar que o finlandês Samuli Saarela (curiosamente o 2º classificado no fim-de-semana passado no IV Ori-BTT do Centro, evento no qual Daniel Marques foi o mais forte) e a austríaca Michaela Gigon foram os grandes triunfadores deste primeiro “round”.

Tudo para conferir em http://www.mtbo.hu/ ou aqui, no seu Orientovar. Não deixe igualmente de saber as novidades na primeira pessoa, acompanhando os blogues de Daniel Marques [http://dani-oribtt.blogspot.com/] e de João Ferreira [http://www.joaoferreira.net/].

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO
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HUNGARIAN MTBO CUP: PROVA DE SPRINT É JÁ A SEGUIR

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A poucos instantes do início da Hungarian MTBO Cup, evento que se realiza em Balatonfüred (Hungria), o Orientovar dá conta do estado da nossa comitiva.


Daniel Marques, Susana Pontes, João Ferreira, Paulo Alípio e Davide Machado enfrentam, de hoje e até ao próximo domingo, um importante desafio internacional. Trata-se da Hungarian MTBO Cup que marca o arranque da Taça do Mundo de Orientação em BTT 2010.

A comitiva portuguesa fez uma excelente viagem e chegou a Balatonfüred, pacata cidade húngara nas margens do Lago Balaton, ao início da tarde de ontem. As primeiras impressões dão conta das condições ideias para a prática de Ori-BTT, pelo menos aparentemente, as quais se aliam ao bom tempo que se faz sentir.

Notas de desconforto

Todavia, como em muitas outras situações, “não há bela sem senão” e, de acordo com Daniel Marques, o grande timoneiro desta equipa, o quinteto português está a sofrer “alguns entraves burocráticos, visto que houve um equívoco na secretaria da FPO e não temos o pagamento da prova / alojamento / transporte / alimentação pagos.” Outro aspecto que está igualmente a colocar uma nota de desconsolo no seio da nossa comitiva é a falta de equipamentos nacionais oficiais, pois, ainda de acordo com Daniel Marques “não nos foram facultados!”

“Um autêntico Campeonato do Mundo”

Mas esta é uma equipa ganhadora e está com a moral em alta: “Em relação ao ambiente desta comitiva portuguesa, é do melhor! Somos um grupo bastante amigo e vamos todos dar o máximo para representar o nosso pais com o máximo de dignidade e dedicação”, é ainda Daniel Marques quem o afirma. E a concluir: “Estamos conscientes da competitividade desta primeira prova Taça do Mundo, é um autêntico Campeonato do Mundo!”

A prova de Sprint tem início às 13h01 (12h01) em Portugal, com João Ferreira a ser o primeiro atleta a pedalar nesta competição. Recordamos a hora de partida dos restantes atletas portugueses: Paulo Alípio (12h49), Davide Machado (12h59), Susana Pontes (13h14) e Daniel Marques (14h01).

Tudo para acompanhar em http://www.mtbo.hu/ ou aqui, no seu Orientovar.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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VENHA CONHECER... ÁLVARO COELHO

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Chamo-me… ÁLVARO Manuel dos Santos COELHO
Nasci no dia… 31 de Outubro de 1953, em Coimbra
Vivo em… Coimbra
A minha profissão é… Militar da Guarda Nacional Republicana, na Reforma
O meu clube… Ginásio Clube Figueirense
Pratico Orientação desde… 1990

Na Orientação…

A Orientação é… uma modalidade extraordinária!
Para praticá-la basta… ter vontade e gostar da natureza!
A dificuldade maior… não é nenhuma!
A minha estreia foi em… não me recordo, já foi há uns anitos…!
A maior alegria… estar no meio da natureza!
A tremenda desilusão… ter de desistir numa prova!
Um grande receio… uma lesão!
O meu clube é… um grande clube!
Competir é… saudável!
A minha maior ambição… correr até aos 90 anos!

… como na Vida!

Dizem que sou… um bom colega!
O meu grande defeito… competitividade!
A minha maior virtude… os outros é que podem dizer!
Como vejo o mundo… devia ser só natureza!
O grande problema social… a guerra!
Um sonho… correr até aos 90 anos!
Um pesadelo… deixar a Orientação!
Um livro… diria antes um autor, Eça de Queirós!
Um filme… um bom ‘western’ com o John Wayne”!
Na ilha deserta não dispensava… Orientação!

Na próxima semana venha conhecer Marina Leite.

Saudações orientistas.
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JOAQUIM MARGARIDO
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quinta-feira, 22 de abril de 2010

CAMPEONATOS NACIONAIS DE SPRINT E DE DISTÂNCIA MÉDIA 2009/2010: CLASSIFICAÇÕES RECTIFICADAS

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Porque de extrema importância - pelas implicações que envolve e pelas reacções que, seguramente, não se farão esperar -, o Orientovar publica na íntegra a decisão da Direcção da Federação Portuguesa de Orientação de rectificar os resultados dos recentes Campeonatos Nacionais de Sprint e de Distância Média. A questão dos estrangeiros tinha sido já levantada neste espaço e resulta, como é admitido no texto, duma consulta indevida a uma versão desactualizada do Regulamento de Competições. A segunda questão é mais subtil, tem a ver com as inscrições dentro e fora de prazo e altera "na Secretaria" um prémio ganho "no Estádio". Polémico? Sim, mas... Não existirão os Regulamentos para serem cumpridos?
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Ex.mo(s) Senhor(es):
Clubes e Associações, Filiados Individuais e
Membros dos Corpos Sociais

N/Refª: 057-JS/2010
Data: 2010-04-22
Assunto: Campeonatos Nacionais de Sprint e de Distância Média 2009/2010

Ex.mos Senhores,

O regulamento de competições para a época 2009/2010, referindo filiações, diz no seu preâmbulo: “Para que um atleta seja considerado com a sua inscrição em dia em determinada prova, o seu processo de filiação/renovação tem OBRIGATORIAMENTE de dar entrada nos serviços da FPO, e estar completo com o exame médico em dia, até ao fecho do 1º prazo de inscrições (normalmente 23H59 da segunda-feira antes da data da prova).”

Diz mais no seu artigo 27º, ponto 7: “Atletas estrangeiros mesmo que filiados na FPO não são classificados em nenhum dos Campeonatos Nacionais (incluindo o Absoluto), podendo participar extra-competição. Não participarão também na classificação de clubes para apurar o clube campeão em cada categoria. (…)”

Nos campeonatos nacionais de Sprint e Média que recentemente decorreram em Vinhais, houve dois casos de atletas medalhados que não cumpriram os prazos estipulados no Preâmbulo do RC (para estas competições os exames médicos deveriam ser entregues até dia 29 de Março).
Filiado nº FPO 3299 JOÃO MEGA FIGUEIREDO - H20 - CN Alvito - entregou o exame no dia 9 de Abril.
Filiado nº FPO 1101 RUI FERREIRA - H40 - OriMarão - entregou o exame no dia 31 de Março.

Dado que esta situação tem implicação na atribuição de títulos nacionais e nos atletas medalhados, a classificação destes escalões foi rectificada passando a ser a seguinte:

Campeonato Nacional de Sprint - H20
1º - Tiago Gingão Leal - Gafanhori
2º - Rafael Miguel - Ori-Estarreja
3º - Hélder Marcolino - GD4C

Campeonato Nacional de Distância Média - H20
1º - Rafael Miguel - Ori-Estarreja
2º - Tiago Gingão Leal - Gafanhori
3º - Pedro Silva – Gafanhori

Campeonato Nacional de Sprint - H40
1º - Francisco Cordeiro - ADFA
2º - Jorge Oliveira - COC
3º - António Aires – Individual

Campeonato Nacional de Distância Média - H40
1º - Armando Sousa - ADFA
2º - Fernando Soares - .COM
3º - Rui Botão – CPOC

Os atletas visados perdem administrativamente as medalhas conseguidas no terreno, mantendo no entanto os pontos conseguidos para o respectivo Ranking.

Relativamente ao artigo 27º no seu ponto 7, foi lapso na interpretação do RC. Foi consultada uma versão antiga do regulamento que ainda contemplava a inclusão de estrangeiro na classificação colectiva. Esta situação afectou a classificação colectiva da categoria de VET MASC III no Campeonato de Média e por via disso passa a ter a seguinte classificação:
1º Clube TAP (Luís Sousa / Francisco Coelho / Coelho dos Santos)
2º Ori-Estarreja (Gil Rua / José Salgado / João Rodrigues)

A Direcção da FPO apresenta um pedido de desculpas a todos os envolvidos nesta situação.

Com os melhores cumprimentos,

O Presidente
António Manuel da Cruz Rodrigues
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HUNGARIAN MTBO CUP: COMITIVA PORTUGUESA LEVA ESPERANÇA NA BAGAGEM

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Daniel Marques, Susana Pontes, João Ferreira, Paulo Alípio e Davide Machado. Numa altura em que os “cinco magníficos” deixam a Portela rumo a Budapeste, o Orientovar abre assim mais um grande espaço informativo, acompanhando aqueles que, com a camisola das quinas e a bandeira da Orientação, elevam bem alto o nome de Portugal.


À semelhança do que acontece na Orientação Pedestre e na Orientação em Esqui, a Federação Internacional de Orientação acaba de lançar a Taça do Mundo de Orientação em BTT, definindo quatro grandes provas internacionais no seu conjunto para o ano de 2010. Cabe à Hungarian MTBO Cup a honra de inaugurar o certame, com a cidade de Balatonfüred e as suas imediações a servirem de palco ao evento.

Pontuável para as ligas nacionais da Croácia, República Checa, Eslováquia e Eslovénia – para além do país anfitrião, naturalmente - a prova reúne um leque impressionante de especialistas nesta desafiante e atractiva modalidade. Afigura-se, pois, um verdadeiro “choque de titãs” entre os 86 atletas na Elite masculina e os 53 na Elite feminina (e aqui a curiosidade de estarem inscritas as dez primeiras classificadas do ‘ranking’ mundial), na luta pelos lugares cimeiros.

A nossa equipa

É neste contexto que Daniel Marques, Susana Pontes, João Ferreira, Paulo Alípio e Davide Machado irão mostrar aquilo que valem. Para os três primeiros, a participação nesta prova em terras magiares não é novidade. No ano passado, foi precisamente aqui que se assinalou a estreia na Elite mundial do nosso jovem e promissor João Ferreira e foi também aqui que Daniel Marques alcançou um extraordinário 5º lugar na prova de Distância Longa, atirando-o em definitivo para um lugar cimeiro no ‘ranking’ mundial e que se cifra hoje na 19ª posição.

Se a Hungarian MTBO Cup 2009 assistiu à estreia de João Ferreira na Elite mundial, a edição de 2010 vê lançar-se na alta roda da Orientação em BTT o igualmente jovem Davide Machado, um atleta que tem conhecido uma ascensão meteórica nesta disciplina e que, entre outros desempenhos de indesmentível qualidade, ostenta o título de vice-campeão nacional de Distância Longa. Quanto a Paulo Alípio e Susana Pontes, dispensam apresentações. O primeiro arrecadou tudo o que havia para arrecadar no que toca aos títulos nacionais de Orientação em BTT 2009/2010 e continua a subir no ‘ranking’ mundial, sendo já o 45º classificado. Susana Pontes é a atleta portuguesa que mais títulos nacionais ostenta, é a campeã nacional de Distância Média em título e ocupa a 41ª posição do ‘ranking’ mundial.

Primeiras impressões

Cerca das 8h00, já às portas de Lisboa, o Orientovar escutou Daniel Marques e pode perceber que o estado de espírito é o melhor possível. Dissipada a ameaça de ficar em terra devido à nuvem de cinzas vulcânicas do Eyjafjallajokull, que obrigou à interdição de grande parte do espaço aéreo europeu nos últimos dias, o maior ícone da Orientação portuguesa revelou-se satisfeito por poder marcar nova presença na Hungria e nada preocupado com a viagem. Motivação e muita ambição são o garante duma excelente participação.

Com ele seguiam Davide Machado e Paulo Alípio (numa “boleia” de Guilherme Marques), cuja motivação era igualmente excelente. Interrogado sobre a “recepção ao caloiro”, Daniel Marques não quis “abrir o jogo”, adiantando apenas que “o Davide está aqui cheio de vontade e vai dar o melhor”, promessa aliás extensível a todos os elementos da comitiva. O voo tem hora de saída prevista para as 10h00 e chegada a Budapeste às 13h20. A organização disponibiliza transporte em autocarro até às margens do Lago Balaton, numa viagem que tem uma duração prevista de duas horas para os 133 quilómetros que separam as duas cidades.

Programa

Já hoje, da parte da tarde, o Model Event permitirá às comitivas ambientarem-se com o tipo de mapas e terrenos, mas será com a prova de Sprint, ao início da tarde de amanhã, que estarão abertas as hostilidades. Quando forem 13h01 (12h01 em Portugal), João Ferreira tem a honra de ser o primeiro a pedalar na grande competição internacional, dando o mote aos seus colegas que sairão pela seguinte ordem: Paulo Alípio (12h49), Davide Machado (12h59), Susana Pontes (13h14) e Daniel Marques (14h01).

No sábado terá lugar a prova de Distância Média e a Hungarian MTBO Cup encerrará no domingo com a prova de Distância Longa e com essa sempre espectacular “mass start”, na esperança de vermos com emoção os nossos atletas entre os primeiros a chegar. Acompanhe o evento em
http://www.mtbo.hu/ ou aqui, no seu Orientovar.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO
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quarta-feira, 21 de abril de 2010

DUAS OU TRÊS COISAS QUE EU SEI DELA...

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1. O domingo arrasta-se num angustiado correr. Tarde na noite, volto a abrir o Orientovar. De soslaio percebo que há um grande número de reacções à intenção de suspender o blogue mas resisto a abrir o espaço de Comentário. Sigo directamente para a página do IV Ori-BTT do Centro e tomo conhecimento da vitória do Daniel Marques à frente da “armada” finlandesa. Apetece-me saltar para o teclado e dar largas à minha alegria ao ver os seus braços erguidos em sinal de triunfo. E foi ali, a sós comigo, que percebi que já não passo sem isto. Retomar a actividade do blogue deixava de ser questão. Era inevitável!

2. A quantas mordaças, a quantas ameaças resiste a força dum homem? E mordaças porquê? E ameaças para quê? Não é a escrita um exercício de liberdade?

3. “Se os jornais deixassem de ser publicados sempre que alguém se queixa deles, já não havia jornais em circulação”. Em que medida serei eu “A Bola” (ou “O Record”, ou “O Jogo”, ou os três juntos) da Orientação?

4. Caiu-se na rotina de pensar que tenho o dever de ir às provas e escrever sobre elas. Não tenho!

5. Vou escrever mais para mim. Gosto de escrever e quero escrever sobre aquilo que gosto. Da forma que gosto!

6. “Com mãos se faz a paz se faz a guerra. Com mãos tudo se faz e se desfaz”. Os tempos não são fáceis, menos fáceis são os tempos que se adivinham. Devo resguardar-me dos tempos dos homens. Em nome da paz. Da minha paz!

[foto gentilmente cedida por Nuno Neves]

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO
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domingo, 18 de abril de 2010

ORIENTOVAR, QUE FUTURO?

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Por vezes precisamos de dar uns passos atrás para termos uma visão completa do quadro. A vez do Orientovar chegou. Reequacionar, redefinir e partir para um novo Orientovar, eis a questão.

Aquilo que começou por ser um devaneio, transformou-se numa paixão. Escrever de e para a Orientação tem ocupado os meus interesses e absorvido toda a minha atenção nos últimos dois anos. O resultado está aí à vista de todos, assim o saibam julgar.

Todavia, algumas questões se colocam. Tem a linha informativa e formativa do Blogue sabido acompanhar o desenvolvimento natural da nossa Orientação? A liberdade de expressão aqui valorizada e incentivada tem sido devidamente compreendida? As opiniões produzidas e partilhadas representarão, de facto, uma mais-valia para a evolução da modalidade?

Pelos vistos há uma grande controvérsia na resposta a estas e outras questões. Sobretudo quando se percebe que a linha editorial do Orientovar começa a ser posta em causa por destacados agentes da modalidade e que vêem naquilo que aqui livremente se diz uma ameaça às suas linhas doutrinárias.

As graves acusações dirigidas à minha pessoa no rescaldo da jornada de Vinhais constituem motivo demasiado sério para me questionar sobre a validade do meu trabalho e a seriedade com que procuro desenvolvê-lo. Sobretudo, colocam-me de sobreaviso para o estado de “paz podre” que se vive no seio da modalidade e do qual me devo afastar. Por uma questão de moralidade e de princípios.

O Orientovar nasceu, cresceu e afirmou-se no pressuposto de se constituir numa ampla base de convergência e nunca o contrário. No actual estado das coisas, ao óbvio prejuízo do dispêndio de tempo e de energia, passa a juntar-se o desgaste emocional de me sentir assim como uma espécie de bode expiatório dum vasto rol de frustrações pessoais nessa insana e mesquinha luta pelos pequenos poderes.

Tal como o conhecemos o Orientovar acabou. Pesando a sua importância, compete-me perceber em que medida poderá o blogue voltar a ser útil para a modalidade no seu todo. Redefinir a linha editorial é tarefa para a qual conto com a sua ajuda. Retomar a actividade regular, na actual conjuntura, está fora de questão. É, pois, tempo de parar para pensar.
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Saudações orientistas.
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JOAQUIM MARGARIDO
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sexta-feira, 16 de abril de 2010

VENHA CONHECER... ÂNGELA PEDRO

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Chamo-me… ÂNGELA Sofia Gairifo Manuel Dias PEDRO
Nasci no dia… 24 de Fevereiro de 1979, em Lisboa
Vivo em… Mafra
A minha profissão é… Médica Militar
O meu clube… CAOS – Clube de Aventura e Orientação de Sintra
Pratico Orientação desde… 2002

Na Orientação…

A Orientação é… um desporto!
Para praticá-la basta… boa disposição e tempo livre!
A dificuldade maior… a forma física!
A minha estreia foi em… Mira!
A maior alegria… o ‘finish’!
A tremenda desilusão… fazer um ‘mp’!
Um grande receio… uma lesão!
O meu clube é… um grupo de amigos e um projecto de vida em comum!
Competir é… não é!
A minha maior ambição… divertir-me!

… como na Vida!

Dizem que sou… a mãe do João!
O meu grande defeito… o mau feitio!
A minha maior virtude… honestidade!
Como vejo o mundo… uma roleta russa!
O grande problema social… a falta de valores!
Um sonho… que deixasse de haver corrupção!
Um pesadelo… o mundo para onde caminhamos!
Um livro… “Amor e Dedinhos de Pé”!
Um filme… “E Tudo o Vento Levou”!
Na ilha deserta não dispensava… o meu marido e o meu filho!

Na próxima semana venha conhecer Álvaro Coelho.

Saudações orientistas.
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JOAQUIM MARGARIDO
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quinta-feira, 15 de abril de 2010

PELO BURACO DA FECHADURA: IV ORI-BTT DO CENTRO

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Em ano de Campeonato do Mundo em Portugal, a Orientação em BTT ao mais alto nível está de regresso a este cantinho à beira-mar plantado. Pontuável para o ‘ranking’ mundial da modalidade, o IV Ori-BTT do Centro traz novamente ao nosso país alguns dos melhores valores da modalidade e promete emoção e muita e boa Orientação. É isso que conferimos hoje com Ricardo Serra, o Director da Prova, espreitando o evento pelo buraco da fechadura.

Está aí o IV Ori-BTT do Centro, prova de Orientação em BTT a contar para o ‘ranking’ mundial da modalidade e cuja organização é da responsabilidade do COC - Clube de Orientação do Centro. Para os amantes da modalidade, as imediações da Caranguejeira (Leiria) oferecem um “dois em um” absolutamente desafiante: Uma prova de Distância Longa e outra de Distância Média, num terreno rápido, com algum desnível, onde a destreza física associada à técnica apurada permitirá distinguir o melhor atleta para ultrapassar a rede de caminhos apresentada.

O número de atletas inscritos ultrapassa as três centenas, 52 dos quais inscritos no escalão de Elite masculina e 28 no escalão de Elite feminina. Nomes como os do russo Viktor Korchagin (10º classificado do ‘ranking’ mundial), dos finlandeses Samuli Saarela (11º) e Jussi Laurila (15º), dos franceses Matthieu Barthélémy (16º) e Stéfane Toussaint (17º) e do português Daniel Marques (19º), a par das finlandesas Ingrid Stengard (5ª) e Marika Hara (6ª) e das russas Nadiya Mikryukova (7ª) e Ksenia Chernyck (8ª), concorrem para elevar exponencialmente o nível qualitativo do evento. Para nos falar disto e muito mais, convidámos Ricardo Serra, o Director da Prova, a abrir-nos as portas deste “seu” evento.


“Começo a sentir de forma mais premente o peso da responsabilidade”

Orientovar - Dois meses volvidos sobre o Portugal O’ Meeting, o COC volta a enfrentar um grande desafio internacional, desta feita na variante da Orientação em BTT. Como encara mais uma enorme responsabilidade?

Ricardo Serra - Como a segunda duma maratona de quatro organizações que o COC conquistou para esta época. Ainda nos falta o XII Grande Prémio RA4, já em Junho, e a Taça dos Países Latinos / XVIII Campeonato Ibérico / XII Meeting do Centro, em Setembro. Claro que na presente prova tenho algumas responsabilidades acrescidas.

Orientovar - É sobre os seus ombros que pesa a tarefa de Director de Prova. Como é entendido este “injectar de sangue novo” nas tarefas organizativas ao mais alto nível e de que forma está a viver a experiência?

Ricardo Serra - A injecção foi necessária para distribuir as responsabilidades das várias provas, de modo a cumprir o plano a que o COC se propôs para esta época. Foi também uma vontade de angariar novas ideias e visões. Mas não tenho ilusões, a experiência e conhecimento dos elementos do clube têm sido fundamentais para o evento. Neste momento começo a sentir de forma mais premente o peso da responsabilidade, mas agora já só falta a concretização da prova e esperar que tudo corra bem.


“A ajuda dos sócios foi também muito importante”

Orientovar - A quarenta e oito horas do grande momento e olhando um bocadinho para trás, quais os grandes passos dados para a concretização deste IV Ori-BTT COC e as maiores dificuldades que foi necessário ultrapassar?

Ricardo Serra - O primeiro passo consistiu em aceitar o desafio, ainda em 2007, e proceder à respectiva candidatura. Na altura mostrei interesse no WRE mas a proximidade de datas em relação ao POM suscitou duvidas quanto à exiguidade da prova. No entanto, acabámos mesmo por aceitar o desafio. Assim, a maior dificuldade talvez tenha consistido em gerir e distribuir as forças entre POM e este evento, sem esquecer os eventos seguintes. Isto a nível de contactos com autarquias, patrocinadores e outras entidades, tal como o tratamento da burocracia necessária e ligações com parceiros para o evento, o que levou a um desdobramento interessante. A ajuda dos sócios foi também muito importante para conseguirmos realizar o evento.

Orientovar - Numa apreciação sucinta às Informações Técnicas e aos percursos, ressaltam valores de desnível acumulado muito grandes. Que mapas e terrenos vão os atletas encontrar na região da Caranguejeira?

Ricardo Serra - Realmente a prova tem uma componente física importante, no entanto, o vencedor terá também de conjugar a capacidade de leitura de mapa e respectiva decisão acertada. A rede de caminhos completamente assimétrica trará grandes dificuldades na escolha da melhor opção, que nem a escala escolhida (1:15.000) facilitará. O desnível da área onde decorre a prova nem é dos mais elevados comparativamente com outras provas. Obviamente que o desnível acumulado irá fazer-se sentir, o que também faz parte do interesse, obrigando os atletas a manterem-se concentrados e confiantes nas suas decisões.


“É sempre bom recordar as Normas para que tudo corra pelo melhor”

Orientovar - No quadro de inscritos, pode ver-se um leque de atletas internacionais muito forte. Como é que avalia a qualidade competitiva que se configura para este evento?

Ricardo Serra - Olhando para os inscritos, parece estar reunidas todas as condições para uma boa luta. É mesmo isso que pretendemos, ter uma disputa de posições até ao final.
Nas inscrições femininas aparecem várias nomes do top 10 mundial. Esperamos uma grande luta onde as nossas atletas nacionais terão de dar o seu melhor para garantir uma boa prestação. Já nos masculinos o pelotão internacional apresenta também grandes valores. A luta espera-se portanto muito acesa. Nestes “melhores” está incluído o nosso Daniel Marques, 19º classificado do ranking mundial, o qual contamos que participe embora ainda em recuperação, logo sem pressões. Dos restantes atletas nacionais, sei que todos irão dar o seu melhor, já que um bom resultado em casa tem um sabor especial. A proximidade da data dos Campeonatos do Mundo de Orientação em BTT, em Montalegre, constituirá seguramente um incentivo extra para lutar por um resultado que - quem sabe? - poderá representar um lugar na respectiva Selecção Nacional.


Orientovar - Um dos aspectos mais marcantes nos últimos dias e que foi alvo de reflexão por parte de diversos agentes ligados à modalidade tem a ver com o respeito pelas Regras e Normas de Conduta. Percebe-se da parte da Organização deste IV Ori-BTT do centro essa particular preocupação, nomeadamente ao inserir excertos dos Regulamentos na página oficial da prova. Que opinião tem acerca do assunto e de que forma pretendem fazer respeitar os valores que concorrem para que a verdade desportiva não seja falseada?

Ricardo Serra - Esses foram colocados como alerta. É sempre bom recordar as Normas para que tudo corra pelo melhor. Também sou atleta de Ori-BTT e realmente, durante o calor da prova, por vezes somos invadidos por uma competitividade tal que leva a alguns exageros. Neste fim-de-semana iremos, por isso, ter algum cuidado com o fazer cumprir essas regras. Na nossa prova, existe uma estrada interdita (à volta do limite do mapa). Esta tem algum trânsito rápido que pode criar perigo para os atletas. Aqui será exigido (e controlado) o respeito pela interdição. Já nas opções referentes ao mapa haverá também controlo, mas essencialmente teremos de confiar em cada atleta, já que será impossível estar em todo o lado. Neste caso, temos a vantagem do terreno nem sempre permitir tais aventuras, pelo menos de maneira vantajosa.


“Que tudo corra bem e que a competição seja do agrado de todos”


Orientovar - Extra-competição, há seguramente um bom leque de motivos que concorrem para tornar este IV Ori-BTT do Centro um evento bem apelativo. Quer-me falar nisso?

Ricardo Serra - Para aumentar a festa iremos ter em directo os resultados de pontos-rádio intermédios para os escalões de Elite. Deste modo, contamos aumentar a emoção e o interesse no decorrer da prova. Estes resultados serão transmitidos para um ecrã presente na arena para consulta dos atletas. Os resultados finais dos vários escalões irão também sendo actualizados. A nível de apoios é importante referir a Escola EB 2/3 Dr. Correia Alexandre e a respectiva Associação de Pais. Estes disponibilizaram imediatamente toda a ajuda, o que permitiu ter uma Arena com todas as infra-estruturas num raio de 100 metros. Ou seja, os atletas depois de chegarem apenas têm de se preocupar com a sua prova, podendo até usar apenas a bicicleta durante todo o fim-de-semana. Esta parceria permite também ter refeições caseiras nos dois dias do evento. Claro que para descomprimir após a prova, pode e deve ser aproveitado o tempo para dar um passeio pela região, que oferece vários locais de visita e variados monumentos.

Orientovar - À beirinha do evento, quer formular um desejo?

Ricardo Serra - O desejo é mesmo que tudo corra bem e que a competição seja do agrado de todos.

Toda a informação em
http://www.coc.pt/eventos/17abr2010/pt/.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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quarta-feira, 14 de abril de 2010

DUAS OU TRÊS COISAS QUE EU SEI DELA...

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1. UMA SEMENTE QUE FICOU POR LANÇAR
Na tarde quente da vila, o anfiteatro verdejante do Jardim Municipal de Vinhais foi um verdadeiro oásis para todos quantos participaram no Campeonato Nacional de Sprint do passado sábado. Ali estavam, numa animação festiva, cerca de meio milhar de pessoas vindas de todo o País. Todavia, em boa verdade, a população de Vinhais esteve ausente do evento e professores e alunos das escolas de Vinhais e dos concelhos limítrofes perderam uma excelente oportunidade de contactar com a modalidade. Ora, do meu modesto ponto de vista, este particular aspecto marca sempre pela negativa toda e qualquer prova de Orientação. A verdade é que as entidades organizadoras, salvo raras e honrosas excepções, continuam a não incluir no seu “caderno de encargos” aquilo que constituiria um verdadeiro “lançar da semente”, desperdiçando oportunidades únicas de promover e divulgar a modalidade. Fica, como diria Américo Pereira, Presidente da Câmara Municipal de Vinhais, a “breve estadia na nossa terra”. E, naquilo que me toca, o desejo de voltar para melhor conhecer uma região que vale a pena!

2. DANIEL PIRES, O GRANDE OBREIRO
Daniel Pires anda na Orientação há cerca de vinte anos, já assistiu a grandes organizações, mas também já viu algumas menos conseguidas, seguramente. Na qualidade de Director da Prova, considera o balanço destes Nacionais “bastante positivo”, embora com a noção “de que houve pequenas falhas, como as haverá, sempre!” Em termos pessoais, “é claro que estou muito feliz! Depois de tantos dias a preparar tudo, parece-me que a ADFA e todas as pessoas que a representam, estão de parabéns.” A terminar, lacónico: “Quanto ao facto de ser Director, prefiro muito mais o papel de atleta...” O Orientovar gostaria de cumprimentar publicamente Daniel Pires, transmitindo-lhe uma palavra de admiração e apreço pelo hercúleo trabalho que desenvolveu. Na verdade, percebeu-se o seu “dedo” em todo a máquina organizativa e foi possível vê-lo, ao longo do fim-de-semana, desdobrando-se em múltiplas tarefas para levar a bom porto uma prova que assumidamente, foi sua. Registe-se ainda a emoção e o carinho com que as gentes da terra falaram dele, numa demonstração de gratidão verdadeiramente tocante. Para o Daniel Pires vai um forte abraço de parabéns pelo seu esforço e pela demonstração de amor a uma terra que é a sua, Vinhais!

3. DÚVIDAS
Que falhas houve nestes Nacionais, disso ninguém duvida. Os dedos acusadores à Cartografia e ao Traçado de Percursos, sobretudo na prova de Distância Média, são muitos e partem logo dos próprios Campeões Nacionais. A verdade desportiva foi colocada em causa? A justiça dos resultados merece contestação? Estas e outras questões estão aí à consideração de todos. Uma coisa é certa e, sobre essa, gostaria de me pronunciar publicamente. Nos patamares competitivos mais elevados, a nossa modalidade está a evoluir duma forma surpreendente. O trabalho desenvolvido ao nível dos Grupos de Selecção é o grande responsável pelo acréscimo no grau de exigência dos nossos melhores atletas, o que se saúda e deve reconhecer como altamente meritório. Daí os reparos - construtivos, diga-se! - que se vão multiplicando, visando melhorar aspectos que, efectivamente, devem ser melhorados. E aqui as perguntas impõem-se: Estarão as organizações de provas, na sua generalidade, a acompanhar este crescimento? Cartógrafos, Traçadores de Percursos e Supervisores das Provas, começarão a estar ultrapassados pelo desenrolar dos acontecimentos? Um certo conservadorismo, garante para alguns dos princípios da modalidade, estará a constituir entrave a todo este processo evolutivo? Eis um belo tema de reflexão!

4. MAIS UM ATROPELO AOS REGULAMENTOS (?)
Ao tomar conhecimento do título nacional colectivo de Distância Média, no escalão de Veteranos III, assalta-me uma dualidade de sentimentos. Por um lado, é com natural satisfação que vejo o clube GafanhOri- Clube de Orientação da Gafanhoeira – Arraiolos, ser premiado, sobretudo tendo em conta a beleza de ver três “jovens” como o Ronald, o Norman e o Reyes unidos pelo espírito da Orientação no lugar mais alto do pódio. Todavia, há aqui um aspecto que me parece importante esclarecer e que tem a ver com aquilo que diz o Regulamento de Competições da Federação Portuguesa de Orientação relativo à época de 2009/2010 (versão 2 – corrigidos pequenos erros em 22 Out 2009). No seu Capítulo III – Campeonatos Nacionais, Secção I – Campeonatos Nacionais de Distância Longa, de Distância Média e de Sprint, Artigo 27º - Campeonatos Nacionais, o ponto 7 parece-me suficientemente explícito e reza assim: “Atletas estrangeiros mesmo que filiados na FPO não são classificados em nenhum dos Campeonatos Nacionais individuais (incluindo o Absoluto), podendo participar extra-competição. Não participarão também na classificação de clubes para apurar o clube campeão em cada categoria. A sua pontuação será incluída nos rankings individuais e colectivos, desde que sejam filiados na FPO.” A palavra aos senhores Presidente da Federação Portuguesa de Orientação e ao senhor Supervisor da Prova, a fim de esclarecerem o porquê de terem permitido a atribuição do prémio. E se é para cumprir o que dizem os Regulamentos e retirar o título ao GafanhOri, não posso deixar de manifestar desde já o meu lamento. O Ronald, o Norman e o Reyes não mereciam tamanha “gaffe”!

5. LOUVOR DA SEMANA
Foram momentos de particular emoção, aqueles vividos aquando das prolongadas ovações a Joaquim da Costa, o “veteraníssimo” Campeão Nacional de Sprint e de Distância Média 2009/2010. A sua força, coragem e determinação são uma autêntica lição de vida e constituem insuperável exemplo para todos. A 48 horas de ser submetido a uma delicada intervenção cirúrgica , o Orientovar envia-lhe uma palavra de alento em mais uma grande prova, na certeza de que saberá superá-la com a mesma força, determinação e coragem com que tem enfrentado toda e qualquer prova no seu dia-a-dia. É para este notável campeão que vai, muito justamente, o Louvor da Semana!

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO
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terça-feira, 13 de abril de 2010

OS VERDES ANOS: ANA ALVES

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Olá,

Chamo-me Ana Alves, tenho 17 anos e sou de Aveiro, mais precisamente de Estarreja. Frequento o 11º ano de Ciências e Tecnologias da Escola Secundária de Estarreja e o meu grande sonho é seguir Medicina.

No que diz respeito à Orientação, pratico este desporto há pouco mais de um ano e a minha primeira impressão e experiência deu-se através do Desporto Escolar com o Professor Paulo Pinto. Ele fez a proposta e como a temática do desporto me agradou, decidi experimentar. Fiz o meu primeiro treino com o Ori-Estarreja - que mais tarde se viria a tornar o meu clube - nos mapas do Torrão do Lameiro. Gostei bastante, pois achei estimulante o facto de ter de correr e encontrar os pontos e ao mesmo tempo estar em contacto com a natureza.

Tal aconteceu talvez devido ao estímulo e apoio recebido por parte do Clube Ori-Estarreja, que em conjunto com o Professor Paulo Pinto e a Escola Secundária de Estarreja, têm vindo a organizar diversos treinos para formação de jovens, os quais despertam a curiosidade para a modalidade e oferecem um maior conhecimento e experiência para aqueles que já a conhecem e praticam. Na minha opinião são acções importantes pois conseguem chamar a atenção de muitos jovens para praticarem Orientação, tal como ocorreu comigo.

A minha estreia foi no Campeonato Ibérico de 2008 em Idanha-a-Nova. A prova de sábado tinha-me corrido bem, fiz um bom tempo para uma principiante e senti-me bastante bem a fazê-la. No entanto, no domingo, o tempo e a falta de experiência não ajudaram nada e a prova correu-me mesmo mal. Mas decidi continuar a investir na modalidade e um mês depois federei-me na Federação Portuguesa de Orientação com o peitoral 4772.

Desde aí, a paixão por esta modalidade aumentou, tal como o prazer de ter o mapa e a bússola na mão, de correr pela floresta e o desafio que cada ponto me impõe. A desvantagem, além da pouca experiência que ainda tenho, é o facto de não ter o tempo que queria para dedicar a este desporto, que para mim é mais do que isso: É uma paixão, é uma forma de viver, é algo que me faz sentir bem e motivada, não quando estou “cá fora”, mas sim quando o relógio chega ao zero e a minha prova começa. Daí, que todos devessem experimentar praticá-lo, pois além do convívio que vos irá oferecer, quando fizerem parte de um clube, ele vai ser a vossa segunda família e um tempo depois vão ver que arranjam não um, mas vários motivos para continuarem a prática deste desporto tão belo e saudável que é a Orientação.

Ana Alves
Ori-Estarreja – Clube de Orientação de Estarreja



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Saudações orientistas.
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JOAQUIM MARGARIDO
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segunda-feira, 12 de abril de 2010

CAMPEONATO NACIONAL DE DISTÂNCIA MÉDIA 2009/2010: TRIUNFOS DE TIAGO ROMÃO E RAQUEL COSTA

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Tiago Romão é o novo Campeão Nacional de Distância Média, juntando-se no lugar mais alto do pódio a Raquel Costa, uma “reincidente” nestas andanças. As vitórias de ambos foram alcançadas em Ousilhão, numa prova que ficou ainda marcada pelo acidente que vitimou Diogo Miguel.
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Ousilhão, pequena freguesia do concelho de Vinhais, foi palco na manhã de ontem do Campeonato Nacional de Distância Média 2009/2010. Uma prova que, à semelhança da véspera, contou com a participação de quase meio milhar de participantes e teve organização da ADFA – Associação de Deficientes das Forças Armadas, Câmara Municipal de Vinhais e Federação Portuguesa de Orientação.

No sector masculino, Tiago Romão (COC) foi o mais forte, alcançando o seu primeiro título nacional de Distância Média no escalão de Elite. Atrás dele, algo inesperadamente, classificaram-se Albino Magalhães (GD 4 Caminhos) e Pedro Duarte (ADFA). No que às senhoras diz respeito, Raquel Costa (GafanhOri) repetiu a vitória de 2008/2009 em Almeirim, impondo-se a Andreia Silva (COC) e Lena Coradinho (GafanhOri), respectivamente segunda e terceira classificadas. Uma nota ainda para a queda sofrida por Diogo Miguel (Ori-Estarreja) e da qual resultou fractura da clavícula, “roubando-lhe” um título mais que provável e obrigando-o a uma paragem forçada na ordem das três a quatro semanas.

O que eles disseram

No rescaldo dos Campeonatos, Tiago Romão abordava a prova de forma eminentemente crítica: “O Campeonato decorreu num lugar que apesar de algumas condicionantes do terreno tinha quase tudo para correr bem. Contudo, os inúmeros erros de cartografia e um planeamento de percurso nada feliz, especialmente na pernada longa, vieram marcar estes Campeonatos.” Quanto ao título nacional, o primeiro da sua carreira nesta distância, não terá sido alcançado da forma como Tiago Romão gostaria: “Este título de campeão nacional na verdade não o sinto como sendo meu, mas sim do Diogo Miguel. Se não fosse essa queda mesmo à minha frente, junto ao ponto de espectadores, ele seria o grande vencedor. Assim, desejo-lhe as mais sinceras melhoras e esta vitória é dele.”

Quanto à vencedora feminina, Raquel Costa, o sentimento era de natural satisfação: “Desde 2001 só tinha ganho o Campeonato Nacional de Distância Média uma vez e foi no ano passado. Por isso o significado de alcançar novamente este título foi importante.” No entanto as condições em que se disputou este Campeonato Nacional de Distância Média parecem não ter sido as melhores, apontando o dedo aos “erros de cartografia presentes no mapa e que levaram muitos atletas a falhar alguns pontos, pelo que no final ganhou quem perdeu menos tempo.” Concretizando: “Apesar de ter ganho, perdi dois minutos no ponto 13 e mais dois minutos no ponto 21; com quase três minutos de vantagem sobre a 2ª classificada, pode ver-se a quantidade de tempo perdida pelas principais atletas candidatas à vitória.” Mas vai mais longe: “Além disso, esta prova não obedeceu às regras da Distância Média no que respeita à relação distância/tempo do vencedor. A Distância Média é uma prova para executar em 30 a 35 minutos. Ora os tempos dos escalões de Elite foram de 46.32 e 45.18. Por isso, aliado a uma cartografia duvidosa do mapa e a percursos traçados sem ter em conta as regras internacionais da distância em causa, fico com a sensação que poderia ter sido melhor organizado nestes aspectos técnicos e que são os fundamentais.” A terminar, e no que toca à restante organização, a atleta agradece e dá os parabéns à ADFA “por terem organizado a prova em Vinhais, pela possibilidade dada aos participantes de conhecerem locais e paisagens tão belas como estas do Nordeste de Portugal e pela contributo para a organização de iniciativas no interior do país.”



Resultados
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Campeões Nacionais
H/D 17 – Luís Silva (ADFA) e Vera Alvarez (CPOC)
H/D 20 – Rafael Miguel (Ori-Estarreja) e Joana Costa (GD 4 Caminhos)
H/D Elite – Tiago Romão (COC) e Raquel Costa (GafanhOri)
H/D 35 – Jorge Correia (ADFA) e Isabel Bonifácio (GD 4 Caminhos)
H/D 40 – Armando Santos Sousa (ADFA) e Aida Correia (GD 4 Caminhos)
H/D 45 – Manuel Luís (CP Armada) e Luísa Mateus (COC)
H/D 50 – José Fernandes (.COM) e Margarida Rocha (GD 4 Caminhos)
H/D 55 – Manuel Dias (Individual) e Hermínia Tavares (Ori-Estarreja)
H/D 60 – Joaquim Patrício (CN Alvito) e Beatriz Leite (GD 4 Caminhos)
H 65 – Armandino Cramez (Ori-Estarreja)
H 70 – Joaquim Costa (GD 4 Caminhos)
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Vencedores Extra-Campeonato Nacional
H/D 13 – João Pedro Casal (Ori-Estarreja) e Daniela Pires (ADFA)
H/D 15 – Diogo Barradas (CPOC) e Teresa Maneta (GafanhOri)
H/D 21 A – Nélson Santos (OriMarão) e Fátima Saraiva (DA Recardães)
H/D 21 B – Nélson Barroca (CA Madeira) e Carla Amorim (Ginásio CF)
Vet M/F B – Carlos Lobo (Clube EDP) e Susana Igreja (Ginásio CF)
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Vencedores escalões Abertos
OPT 1 – Cátia Marques (COC)
OPT 2 – Mariana Ferreira (GD 4 Caminhos)
OPT 3 – Fábio Resende (Ori-Estarreja)
OPT 4 – Marcelo Pinto (GNR)
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Consulte os resultados completos em http://orievora.com.sapo.pt/resultados.htm
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Saudações orientistas.
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JOAQUIM MARGARIDO
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domingo, 11 de abril de 2010

CAMPEONATO NACIONAL DE SPRINT 2009/2010: TÍTULOS PARA MIGUEL SILVA E ANDREIA SILVA

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Estão atribuídos os primeiros títulos nacionais de Orientação Pedestre da presente temporada. Foi em Vinhais, na solarenga tarde de ontem, com a disputa dos Campeonatos Nacionais de Sprint 2009/2010.

Vinhais, no coração do Nordeste Transmontano, recebeu o Campeonato Nacional de Sprint 2009/2010. De mapa na mão, cerca de meio milhar de participantes transfiguraram a pacata vila com o seu turbilhão de correrias em todas as direcções, colocando um olhar de espanto e admiração em todos quantos tiveram oportunidade de presenciar o magnífico espectáculo. A prova, organizada pela ADFA – Associação de Deficientes das Forças Armadas, Câmara Municipal de Vinhais e Federação Portuguesa de Orientação, desenrolou-se no coração da desnivelada localidade, entre o labiríntico emaranhado de ruas e ruinhas da sua zona velha, e as escadas e escadinhas da sua parte mais central.

Repetindo o feito da temporada passada, Miguel Silva (CPOC) sagrou-se Campeão Nacional no escalão de Elite, impondo-se a Pedro Nogueira (ADFA) e Tiago Aires (GafanhOri), respectivamente segundo e terceiro classificados. No sector feminino, Andreia Silva (COC) foi a mais forte, sucedendo a Raquel Costa (GafanhOri) que foi ontem a segunda classificada, Maria Sá (GD 4 Caminhos) fechou o pódio.

O que eles disseram

No final da prova, Miguel Silva confessaria que “ganhar um Campeonato Nacional é sempre uma honra e corresponde a um dos objectivos da época”. Partindo para a prova com alguns condicionalismos de ordem física, o bi-Campeão Nacional de Sprint revelava a sua satisfação por mais um título enquanto adiantava que o segredo esteve na “muita concentração e tentar evitar erros, já que cada erro poderia ser fatal face a uma concorrência muito forte.” As últimas palavras vão para os adversários, que em muito valorizaram a vitória: “Somos um grupo muito homogéneo, a competição é muito renhida e qualquer um pode ganhar. Ganhei eu, estou feliz por isso.”

Também Andreia Silva era uma atleta feliz: “É sempre uma emoção muito grande um primeiro título nacional no escalão de Elite, ainda por cima por não estar nada à espera de vencer. O Sprint não é a minha distância de eleição, este terreno muito desnivelado também não está muito de acordo com as minhas características, eu sou péssima a descer, por isso…” A vitória parece ter tido um segredo: “No início foi correr, correr, correr, não se podia parar. No final foi manter a concentração.”
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Resultados

Campeões Nacionais

H/D 17 – Fábio Silva (ADFA) e Vera Alvarez (CPOC)
H/D 20 – Tiago Gingão Leal (GafanhOri) e Joana Costa (GD 4 Caminhos)
H/D Elite – Miguel Reis e Silva (CPOC) e Andreia Silva (COC)
H/D 35 – Jorge Correia (ADFA) e Maria Amador (ATV)
H/D 40 – Francisco Cordeiro (ADFA) e Anabela Vieito (COC)
H/D 45 – Mário Duarte (ADFA) e Palmira João (COC)
H/D 50 – Jorge Gonçalves (DA Recardães) e Fernanda Ferreira (DA Recardães)
H/D 55 – Manuel Dias (Individual) e Ana Carreira (Individual)
H/D 60 – Francisco Coelho (Clube TAP) e Beatriz Leite (GD 4 Caminhos)
H 65 – Armandino Cramez (Ori-Estarreja)
H 70 – Joaquim Costa (GD 4 Caminhos)

Vencedores Extra-Campeonato Nacional

H/D 13 – António Ferreira (COC) e Daniela Pires (ADFA)
H/D 15 – Diogo Barradas (CPOC) e Rute Coradinho (GafanhOri)
H/D 21 A – Nélson Santos (OriMarão) e Rita Madaleno (ADFA)
H/D 21 B – Nélson Barroca (CA Madeira) e Alda Marcelo (Ginásio CF)
Vet M/F B – Paulo Fernandes (Lebres do Sado) e Susana Igreja (Ginásio CF)

Vencedores escalões Abertos
OPT 1 – Manuel Lopes (GafanhOri)
OPT 2 – Paula Nóbrega (OriMarão)
OPT 3 – Fábio Resende (Ori-Estarreja)
OPT 4 – Marcelo Pinto (GNR)

Consulte os resultados completos em
http://orievora.com.sapo.pt/resultados.htm

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO
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