terça-feira, 21 de dezembro de 2010

OS VERDES ANOS: MARTA FERREIRA





Olá,

Chamo-me Marta Ferreira, tenho 17 anos e nasci em Lisboa, no dia 23 de Setembro de 1993. Durante estes anos tenho vivido em Colares, Sintra, e actualmente estudo na Escola Secundária de Santa Maria onde estou matriculada no curso de Ciências e Tecnologias, do qual gosto muito.

A minha carreira enquanto atleta começou aos 7 anos na Natação de competição e durou até aos 13 anos. Hoje em dia penso que se não tivesse abandonado a competição, poderia ter um bom futuro nesta modalidade. Mas depois descobri a Orientação que tudo mudou…

Lembro-me que uma vez, no 7º Ano, estava a ter uma aula de Educação Física na Escola da Sarrazola e dirigi-me à minha professora, Avelina Alvarez, visando dizer-lhe que tencionava entrar para o Grupo de Orientação. Devo referir que, na altura, não sabia o que estava a fazer, pois só tinha participado com o meu pai numa prova organizada pelo CAOS quando era muito pequenina. Mas a partir daí comecei a participar em algumas provas do Desporto Escolar e em OriJovens, a gostar cada vez mais de Orientação. Foi então que me federei pelo CPOC, tendo obtido excelentes resultados em Infantis e Iniciadas.

Uma experiência que eu nunca irei esquecer foi a minha participação no Mundial de Desporto Escolar ISF de Orientação em 2008, na Escócia, onde alcançámos um incrível 3º lugar por equipas, em Iniciadas. Este acontecimento deixou-me bastante orgulhosa de mim mesma, visto ter sido a segunda a contar para a nossa classificação final (a primeira foi a minha grande amiga Vera Alvarez)! É claro que devo todo o meu sucesso à professora Avelina Alvarez que me motivou e incentivou a treinar arduamente durante as horas de almoço com a Vera.

Em 2009 participei também nos mesmos Mundiais, em Madrid, mas desta vez pela Selecção, em Juvenis, pois tinha mudado para a outra Escola e não conseguimos o apuramento por Equipas. Na verdade, esta experiência não foi tão inesquecível quanto a outra, mas também já estava um pouco desmotivada nesta altura.

Decidi então fazer uma pausa na Orientação durante o ano passado devido às más classificações em Juvenis e com o objectivo de melhorar as minhas notas no 11º ano. Hoje apercebo-me que foi um erro terrível que cometi, pois a Orientação é algo que gosto de fazer, independentemente dos resultados que obtenho. Além disso, os fins-de-semana na prática deste desporto permitem-nos conviver com os amigos, contactar com o ar puro da floresta e até descontrair do stress da Escola.

Por isso, irei regressar de cabeça erguida, não para tentar chegar aos lugares de pódio (se conseguir, ainda melhor!), mas sim para fazer o que eu realmente gosto, pois é isso que interessa. Mas quem sabe… poderei voltar a ver a Orientação de uma forma mais competitiva, mas antes disso há ainda muito para aprender, pois há sempre algo que desconhecemos, quer tecnicamente quer experimentalmente.

Eu aprendi que a Orientação é um desporto espectacular e que não é digno de ser dispensável na minha vida! E na vossa?

Marta Ferreira
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2 comentários:

Ana disse...

Gostei muito do teu testemunho. De facto, penso que quem sai da Orientação, mais tarde ou mais cedo, acaba por voltar. É muito gratificante praticar desporto no meio da natureza, ao ritmo que nós queremos, sem estarmos preocupados com as classificações. Claro que se tivermos bons resultados, melhor! Pela parte que me cabe, a Orientação é o único desporto de que eu gosto, e espero continuar a praticá-lo por muitos mais anos.

Ana Carreira

João Mega disse...

Maria De Lurdes Rezende cantou: "Quem passa por Alcobaça/Não passa sem lá voltar/Por mais que tente e faça/É lembrança que não passa/Porque não pode passar". Neste caso, querida Marta, esta musica também se adequa a ti! A orientação é um desporto unico e o que a torna tão especial é mesmo o facto de muitos dos orientistas gostarem da modalidade por lazer. Espero que comeces a ser presença na provas porque a orientação necessita de pessoas que gostem da modalidade...

Mega