domingo, 3 de outubro de 2010

MARC E ANNA SERRALONGA ARQUÉS: A ORIENTAÇÃO COMO DESPORTO DA FAMÍLIA

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Conhecido como “o desporto da floresta”, a Orientação é igualmente entendida por muitos como “o desporto da família”. Como que confirmando esta ideia, o Orientovar foi ao encontro de dois irmãos que praticam a Orientação desde sempre e são referências incontornáveis da modalidade no país vizinho. Ao Orientovar, Marc e Anna Serralonga Arqués falaram das suas experiências, interesses e objectivos de futuro.


Orientovar – O Marc é que arrastou a Anna para a Orientação ou foi ao contrário?

Anna Serralonga Arqués – Nem uma coisa nem outra. Tudo isto aconteceu por “culpa” do nosso pai, que fazia Orientação e nos trazia às provas quando ainda éramos pequenos.

Orientovar – E, dos dois, quem era nesse tempo o melhor?

Marc Serralonga Arqués – Não faço ideia. Não íamos propriamente para competir, a ideia era passarmos um belo tempo juntos e desfrutar o que de melhor tem a Orientação.

Orientovar – Quando hoje olham para trás, o que é que sentem?

Anna Serralonga Arqués – Penso que gostava de ter começado mais cedo. Comecei a fazer Orientação há oito anos atrás, com treze anos de idade, e penso que é um bocadinho tarde para começar.

Marc Serralonga Arqués – Eu sinto que, em relação a esses tempos primeiros, evoluí bastante e agora estou a representar a Selecção de Espanha com o objectivo de continuar a crescer e a alcançar bons resultados.

Orientovar – Os treinos e as provas são em conjunto?

Anna Serralonga Arqués – A ida às provas é feita quase sempre em conjunto, uma vez que pertencemos ao mesmo clube. Quanto aos treinos, aí as coisas são diferentes. O Marc faz Atletismo e tem um esquema de treinos bastante diferente dos meus. Pessoalmente, não gosto de fazer Atletismo.

Orientovar – Vivem e treinam em Barcelona. É aí que a Orientação se encontra mais desenvolvida?

Marc Serralonga Arqués – Relativamente ao resto da Espanha, sim. Há mais praticantes mas, em termos globais, ainda nos falta muito para sermos um país com um número aceitável de corredores.

Orientovar – Quais as características que mais valoriza em si, enquanto atleta?

Marc Serralonga Arqués – Creio que tenho a parte física mais desenvolvida. Ainda tenho muito para evoluir em termos de leitura e interpretação do mapa.

Anna Serralonga Arqués – Penso que a minha parte técnica é melhor que a parte física. Mas agora que tenho competido no escalão de Elite e as corridas são tecnicamente mais difíceis, acabo por ter algumas dúvidas. Não sei… Acho que tenho muito para evoluir em ambas as vertentes.

Orientovar – Qual o grande momento na carreira até ao presente?

Anna Serralonga Arqués – Sem dúvida os Campeonatos do Mundo e também os Europeus deste ano, onde consegui o acesso à final A da prova de Sprint. Não estava realmente à espera e foi uma alegria enorme, na minha estreia com a camisola da selecção espanhola no escalão de Elite.

Marc Serralonga Arqués – Foi o terceiro lugar na Estafeta do Europeu de Jovens EYOC 2007 [em Eger, Hungria, fazendo equipa com Pol Rafols Perrámon e António Martinez Peréz]. Não estavamos à espera, partimos sem grandes expectativas e, no final, nem queríamos acreditar.

Orientovar – E quanto ao futuro?

Marc Serralonga Arqués – Espero poder continuar a representar a Selecção e a dar o meu melhor, apesar de ter iniciado agora os meus estudos na Universidade e isso condicionar um pouco a minha actividade no que respeita à Orientação. Mas penso que vou conseguir compatibilizar os estudos com a prática da Orientação e continuar a evoluir.

Anna Serralonga Arqués – Continuar sempre a trabalhar e a melhorar, tentando conseguir chegar novamente a uma final A duma grande competição.

Orientovar – A terminar, um desejo para a Espanha e para a Orientação em geral?

Anna Serralonga Arqués – Que possamos ver cada vez mais jovens a praticar Orientação no meu país, que apreciem tudo o que a Orientação tem para dar e que ajudem ao crescimento da modalidade. Dum modo geral, penso que a Orientação está no bom caminho, com muita gente a conhecê-la e a praticá-la noutros países.

Marc Serralonga Arqués – Tenho basicamente a mesma opinião e o meu desejo é que haja cada vez mais gente a praticar Orientação.


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO
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