segunda-feira, 4 de outubro de 2010

"ORIENTAÇÃO - DESPORTO COM PÉS E CABEÇA": FPO ACABA DE EDITAR NOVO LIVRO

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A Federação Portuguesa de Orientação acaba de editar o livro “Orientação – Desporto com Pés e Cabeça”. Com coordenação, composição e desenho gráfico da responsabilidade de António Aires, Director Técnico Nacional, a obra divide-se em doze capítulos que abordam de forma objectiva os mais diversos aspectos relacionados com a modalidade. Luís Quinta-Nova, Luís Santos, Natália Pires, Raquel Costa e Rui Ferreira assinam alguns dos capítulos que compõem a obra, a qual inclui ainda um glossário de termos de Orientação, a bibliografia e um precioso “Orientação é…” A propósito do lançamento da obra, o Orientovar falou com António Aires e reproduz aqui essa conversa.


Orientovar - Na introdução deste livro podemos ler que "resulta da intenção, já com alguns anos, de produzir um documento que abordasse, de forma transversal, todas as múltiplas áreas relacionadas com a modalidade desportiva Orientação". Considera que o produto final corresponde às expectativas?

António Aires - Parece-me que, mais importante do que as nossas expectativas, é saber se corresponde às expectativas dos leitores. Tendo o livro sido produzido para ser bastante generalista e transversal, de forma a poder ser útil a professores, técnicos, praticantes e dirigentes, é normal que não se consiga ter uma obra completa para cada um destes agentes da modalidade, nem para cada uma das disciplinas da Orientação. No entanto, penso que ao nível da transversalidade e riqueza de conteúdos, corresponderá às expectativas.

Orientovar - A quem é dirigido este livro? Ou, colocando a questão doutra forma, ao ler o livro, um "leigo" fica a saber "orientar-se"?

António Aires - Ninguém fica a saber orientar-se sem ir para a floresta com um mapa. No entanto tentei seleccionar para o livro conteúdos que preenchessem o máximo de áreas possível, mantendo em mente que um dos objectivos seria dar a um leigo toda a informação que o ajude a iniciar-se na prática da Orientação com o máximo de bagagem disponível. Tentei incluir também o máximo de informações - principalmente de ordem técnica - que um recém-chegado à Orientação possa necessitar, mas teria dificuldade em encontrar.


“Temos uma grande falta de textos produzidos em diversas áreas da Orientação”

Orientovar - Qual a metodologia utilizada na compilação do livro?

António Aires - A ideia original para um livro desta natureza foi desenvolvida pelo Augusto Almeida e o seu primeiro passo foi reunir o máximo de textos existentes para aproveitar o trabalho já produzido por diversos autores. Quando a responsabilidade da produção do livro foi passada para mim, tinha então uma grande amálgama de textos, tornando-se óbvio que a grande dificuldade seria conseguir equilibrar os conteúdos já existentes - diferentes linguagens e volumes de texto, formatos incompatíveis, conceitos divergentes, etc. Tinha os trabalhos do Rui Ferreira sobre “Aprendizagem da Orientação” e “Treino Técnico”, os “Jogos Didácticos” da Raquel Costa, o “Guia de Boas Práticas Ambientais” do Luís Quinta-Nova, o “Desenvolvimento das Competências Psicológicas” da Natália Pires e o “Manual do Traçadores de Percursos”. Só depois comecei a analisar as áreas que deveriam ser forçosamente abrangidas e para as quais não tínhamos qualquer texto. Aí tiveram de ser produzidos vários textos de raiz, surgindo assim o capítulo “Organização de um Evento” escrito pelo Luís Santos e os restantes escritos por mim de raiz ou tendo como base documentos e especificações da IOF. Depois de todos os textos produzidos, a dificuldade seguinte - que considero que não consegui ultrapassar totalmente - foi tornar tudo homogéneo ao nível estrutural, da redundância de conteúdos e da linguagem utilizada.

Orientovar – Houve outras dificuldades?

António Aires - Efectivamente o produto final demorou muito tempo a estar pronto, principalmente por falta de tempo para trabalhar nele. Em certas alturas cheguei a estar semanas sem o conseguir fazer. Daí o trabalho ter demorado mais de um ano e meio. Por outro lado percebi também que temos uma grande falta de textos produzidos em diversas áreas da Orientação, devendo, por isso, ser uma área a apostar no futuro.


Que distribuição?

Orientovar - Tem neste momento mais algum projecto para o futuro em termos de matéria bibliográfica?

António Aires - Em relação a mais matéria bibliográfica, quero começar por referir o trabalho do Rui Ferreira “Orientação - Manual de Treino” que está já finalizado e pronto a editar, e que considero de uma enorme relevância para os treinadores de Orientação, merecendo, por isso, uma edição da FPO. Outro projecto muito importante é a produção de um Manual de “Didáctica da Orientação na Escola”, em desenvolvimento pelos Professores Emanuel Rodrigues e Hélder Ferreira, mas para o qual ainda não se decidiu qual o formato que poderá vir a ter, estando neste momento a ser produzidos “Cadernos Didácticos” avulso e divulgados no site FPO, no tópico “Ori nas Escolas”. Penso também que seria importante analisar-se a possibilidade de se constituir uma Biblioteca / Centro de Documentação na FPO, disponível para consulta e requisição por atletas e técnicos.

Orientovar - A edição foi de 1.500 exemplares. Que tipo de distribuição é que o livro vai ter? Quem pretender adquiri-lo, o que deverá fazer?

António Aires - Penso que os objectivos serão, por um lado, o de distribuir gratuitamente o livro pelas escolas, e por outro permitir a sua aquisição aos restantes agentes da modalidade. No entanto, teremos de aguardar a decisão da Direcção recentemente eleita sobre este assunto.


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO
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1 comentário:

TIXA disse...

Olá todos,
Muitos parabéns pelo trabalho produzido, pois assim já existirá um livro onde se podem encontrar o básico do que é a orientação.