quarta-feira, 1 de setembro de 2010

DUAS OU TRÊS COISAS QUE EU SEI DELA...

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1. Após a breve pausa dumas retemperadoras férias, o Orientovar está de regresso e deseja a toda a família orientista o melhor dos recomeços. Não vale a pena disfarçar! Ao longo destas cinco semanas, procurei manter-me a par dos mais importantes desenvolvimentos no que à Orientação diz respeito e reservei para esta primeira mensagem da “rentrée” precisamente os dois grandes temas que alimentaram o Fórum FPO ao longo de praticamente todo o mês de Agosto.

2. Tudo começa com uma questão muito simples, lançada por Alexandre Guedes da Silva: “Onde queremos que a Orientação esteja em 2020 ?!?” [ver tópico AQUI]. A resposta vai surgindo aos poucos, colocando a nu uma realidade que nos é apresentada de forma cruamente penalizadora para a nossa modalidade.

Começando por caracterizar o universo português no que à prática desportiva diz respeito – dados do EuroBarómetro em 2009 dão-nos como os “recordistas europeus da inactividade” – surge então a primeira conclusão: “Continuaremos a ser insignificantes em 2020 !?” Isto porque “o nosso modelo de financiamento está a falhar” e, para cúmulo, “a Orientação, infelizmente, não sabe bem a que portas bater nem como o fazer bem” e ainda “tratamos mal quem nos quer ajudar…” Mas a “saga” está para continuar e merece bem o tempo que com ela se despende.

Interrogo-me sobre a oportunidade de algumas questões levantadas. Em vésperas de eleições dos Corpos Sociais da FPO para o que falta do Quadriénio 2008-2012, a abertura do tópico será tudo menos inocente. Mas será este motivo suficiente para tamanha indiferença face às matérias em causa, em grande medida cruciais para o futuro da modalidade?

Juízos de valor e questões de “estilo” à parte, Alexandre Guedes da Silva brinda-nos com um conjunto notável de análises e, sobretudo, formula um punhado de ideias que merecem ser, no mínimo, testadas. É que, de agora em diante, já ninguém poderá escudar-se no “desconhecimento” da “causa das coisas”!

3. O segundo grande tema dá pelo nome de Ori-Live [http://www.ori-live.com/] e esteve em foco não pelo melhor dos motivos, o que naturalmente se lamenta. Não estando aqui para “desenterrar” casos – parece-me claro que, de parte a parte, houve a coragem e a frontalidade necessárias para encerrar o assunto de forma digna – penso que vale a pena falar um bocadinho deste Ori-Live e do seu mentor.

Tomei contacto com o “produto” no penúltimo dia do Portugal O’Summer 2009 e não pude deixar de partilhar, então, com o António Amador, o meu entusiasmo e admiração face às suas enormes potencialidades. Mais recentemente, foi possível vê-lo de novo em acção no EYOC 2010, naquela fatídica manhã em que nada funcionava… só mesmo o Ori-Live. A minha admiração redobrou.

O Ori-Live é fruto dum trabalho aturado de longos anos de preparação com a assinatura de Franclim de Sá. Um trabalho de e para a Orientação, um trabalho que revela uma enorme paixão pela modalidade e que, além do mais, nos deve encher de orgulho por ter a chancela de alguém que apresenta no passaporte a nacionalidade portuguesa.

Franclim de Sá? Quantos dos agentes da modalidade conhecem [conheciam] este jovem?” Para o Ori-Live os votos duma carreira longa e plena de sucessos. Para Franclim de Sá, pela sua entrega e dedicação à modalidade, o Louvor da Semana!

Saudações orientistas.


JOAQUIM MARGARIDO
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3 comentários:

ALIX disse...

Deixo o meu agradecimento público às palavras simpáticas do Margarido. Tal como já referi aos "visados" o exercício de reflexão que tenho conduzido não é, nem pode ser, "indolor".
Os problemas e as suas causas (ou os seus causadores) devem ser correctamente identificados e diagnosticados para que o "remedio" seja devidamente prescrito !!!!

Um abraço de amizade,
Alexandre

Fabio Silva disse...

Um regresso em grande por parte do orientovar neste excelente artigo.

Espero que com esta divulgação se consiga que os nossos praticantes comentem e discutam o que lá vai e o que estará para vir na orientação e que cheguem às conclusões necessárias utilizando esta oportunidade que nos está a ser dada pela intervenção do Alexandre.

A este um bem haja e ao orientovar votos de um regresso em grande como o Sr. Margarido sabe fazer.

Rafael da Silva Miguel disse...

Seja bem vindo de novo!

Obrigado pelas suas reportagens.

RM