domingo, 11 de julho de 2010

MTBO WOC & JWOC 2010: AS REACÇÕES DOS PROTAGONISTAS À PROVA DE SPRINT

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Enquanto são validados os resultados da prova de abertura do Campeonato do Mundo de Orientação em BTT WOC & JWOC 2010, o Orientovar dá-lhe a conhecer as reacções de alguns dos principais protagonistas.


“Este mapa totalmente urbano tornou as coisas muito difíceis”

Não foi fácil, tratou-se duma prova muito rápida. Estou habituada aos mapas de floresta, dos quais gosto muito e este mapa totalmente urbano tornou as coisas muito difíceis, muitas ruas, muitos muros, uma cidade muito bonita. Foi divertido mas não correu exactamente da forma que esperava. Agora vêm outras provas e os meus planos passam por uma medalha de ouro na prova de Distância Longa e, quem sabe, também na de Distância Média. Pelo menos vou tentar.

Ksenia Chernykh, Rússia (W21)


“O centro da cidade só para nós foi óptimo”

Foi uma prova mais fluida do que esperava, com as ligações entre os vários pontos a correrem muito bem e, apesar de alguns erros na zona central da cidade, penso que foi muito bom. A organização esteve excelente e o trânsito fechado com todo o centro da cidade só para nós foi óptimo (confesso que era algo que me preocupava). Foi sobretudo um excelente aquecimento para as provas de Distância Média e de Distância Longa nas quais, julgo eu, poderei fazer melhor. Numa prova de Sprint tudo é possível e nunca se sabe o que poderá acontecer. Daí que seja difícil traçar um objectivo para esta prova. Já quanto às outras distâncias e à prova de Estafeta as coisas são diferentes e aí o meu objectivo passa claramente por uma medalha.

Erik Skovgaard Knudsen, Dinamarca (M21)


“Nem sei bem como é que isto aconteceu”


Fiz a melhor prova de sempre, acho eu. Nem sei bem como é que isto aconteceu. Saía tudo bem, continuei a acelerar, só pensava que estava a ir depressa de mais, ainda abrandei, mas depois foi ir até ao fim, aproveitar todas as chances e acabou, pronto. Embora não possa estar a dizer que me enganei aqui ou ali – na Orientação nunca sai tudo bem -, mas isto é o melhor que me poderia acontecer. Apenas a três minutos do primeiro lugar, foi fantástico. O terreno é engraçado, exige uma leitura de mapa muito rápida e eu gosto disso. Até degraus subi… Pensava que ia cair, não caí e pronto! Para o resto dos Campeonatos, o mais importante é manter os pés bem assentes na terra, evitar que este resultado me suba à cabeça, mas acho que não, que a experiência também conta muito.

Susana Pontes, Portugal (W21)


“Foi pena que um pequeno erro tenha impedido a minha entrada no top-10”

Não foi perfeito. Perder no último ponto 30 segundos... Podia ter sido muito melhor mas estou satisfeito. Fiz uma prova sempre muito tranquila, fui cauteloso, geri bem a prova e foi pena que um pequeno erro tenha impedido a minha entrada no top-10, o que seria o concretizar do meu sonho. Ainda assim, alcançar o melhor resultado de sempre numa prova de Sprint em Campeonatos do Mundo deixa-me muito feliz. A prova em si foi divertida, apesar de muito técnica e com a necessidade de tomadas de opção a uma velocidade muito maior do que o habitual. Além disso, ao contrário da floresta em que podemos atalhar os obstáculos físicos, aqui esses obstáculos são fixos e passa tudo por tomar a opção correcta à saída do ponto porque senão perdem-se muitos segundos. Para o que se segue, a motivação é grande e espero pelo menos manter-me ao nível desta prova de Sprint. Espero ainda que o Davide Machado e o Paulo Alípio possam estar melhor do que estiveram hoje e estou a contar com eles para a Estafeta onde penso que poderemos voltar a fazer história.

Daniel Marques, Portugal (M21)


“Na floresta tudo será melhor, tenho a certeza”

Não sei o que dizer, falhei um ponto de controlo… O mapa e a área de prova eram excelentes, foi muito divertido, muito desafiante, gostei imenso. Vou tentar fazer melhor da próxima vez. Na floresta tudo será melhor, tenho a certeza.

Michaela Gigon, Áustria (W21)


“Não foi bom de todo”

Não foi nada bom, fiquei no 14º lugar – já nem me lembro da ultima vez em que fiquei no 14º lugar! -, não foi bom de todo. Foi uma excelente prova de Sprint, muito rápida, mas falhei completamente nos últimos pontos de controlo onde perdi cerca de dois minutos. Ainda cheguei a lutar com o Adrian Jackson, a meio da prova não estávamos assim tão longe um do outro mas acabei por falhar já na parte final e perder muito tempo. No resto dos Campeonatos espero dar a volta a este resultado e mantenho todos os meus objectivos na conquista de uma medalha de ouro numa das provas que faltam.

Lasse Brun Pedersen, Dinamarca (M21)



“Foi excelente!”

Tive alguns problemas no início do mapa mas o resto foi muito, muito bom. A corrida era muito rápida, eu sou um atleta rápido, portanto… Foi excelente! Não estava tão confiante para esta prova de Sprint como noutras ocasiões, a minha aposta recaía mais sobre outras distâncias, mas devo reconhecer que felizmente estava errado. Os objectivos para o resto dos Campeonatos passam por mais uma medalha - ou mesmo mais -, talvez na prova de Distância Longa e na Distância Média. Vamos ver.

Adrian Jackson, Austrália (M21)
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"Esquecer esta e começar a pensar na próxima"

Tivemos alguns bons resultados, dois dos nossos atletas – o Daniel Marques e a Susana Pontes – conseguiram mesmo o melhor resultado de sempre numa distância de Sprint em Campeonatos do Mundo, e penso que mesmo a nível global. Estávamos à espera dum mapa e de percursos dentro daquilo que aconteceu, os atletas estavam preparados para os desafios que se foram colocando mas o desafio acabou por ser ainda maior que o previsto e os erros cometidos foram o resultado desta novidade que é um percurso urbano de BTT. O espírito da comitiva sai reforçado com estes resultados mas, mais importante do que isso, esta prova serviu sobretudo para libertar o “stress” acumulado duma semana inteira a pensar nisto e mesmo assim os nervos acabaram por desempenhar um papel fundamental nalguns resultados menos bons. Para o que falta dos Campeonatos, os objectivos mantêm-se. Temos de avançar prova a prova e agora temos que esquecer esta e começar a pensar na próxima. Obviamente que os atletas que fizeram melhores resultados estão mais confiantes e os outros terão de voltar a concentrar-se nos objectivos traçados.

António Aires, Seleccionador Nacional


[Um sincero agradecimento a Fernando Costa pelas facilidades criadas ao nível da comunicação com os atletas]

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO
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