sábado, 10 de julho de 2010

MTBO WOC & JWOC 2010: EVENT CENTRE DE PORTAS ABERTAS

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O Centro de Exposições de Montalegre abriu as suas portas para receber as 26 comitivas presentes nos Campeonatos do Mundo de Seniores e de Juniores de Orientação em BTT WOC & JWOC 2010. Enquanto se procede à acreditação dos cerca de 300 atletas presentes e se ultimam preparativos, o Orientovar falou com o principal responsável por esta gigantesca estrutura organizativa. A menos de vinte e quatro horas do início da competição, Eduardo Oliveira é a voz do muito - e bom! - que está para acontecer.


Orientovar – O Campeonato do Mundo já está em marcha e percebe-se que a animação é grande no Centro de Exposições de Montalegre. Pode descrever-nos o ambiente que se vive aí neste momento?


Eduardo Oliveira – É um ambiente universal e multicultural. Estão aqui atletas de várias nacionalidades a levantar o material para participarem no Mundial que vai começar amanhã. A animação é de facto grande, prepara-se já o Model Event que tem lugar hoje à tarde e o ambiente é fantástico. Em termos de acreditações, já praticamente todas as selecções se apresentaram, faltando chegar apenas o Japão, a Grã-Bretanha e a Alemanha.

Orientovar – O Dr. Fernando Rodrigues, Presidente da Câmara Municipal de Montalegre, assumiu em nome do Município a responsabilidade de contribuir para o sucesso do evento. De que forma é que esta mensagem está a passar para a população?

Eduardo Oliveira – É ainda um bocadinho cedo para tirarmos ilações nesse sentido. Estamos a apostar ao máximo na divulgação a nível local e regional e será amanhã, com um momento mais formal que decorrerá da Cerimónia de Abertura, com um desfile pelas ruas de Montalegre, que esperamos ver a população toda na rua a acompanhar um momento que se espera muito especial. Em termos de provas, só na terça-feira é que teremos os atletas aqui em Montalegre, com partida e chegada no centro da vila, e esperamos uma vez mais que a população nos venha acompanhar.


Orientovar – Como é que avalia o esforço e empenho colocados na divulgação do evento e seu reflexo a nível dos Órgãos de Comunicação Social?


Eduardo Oliveira – Como todos sabemos, esta é uma modalidade que não é fácil passar em termos mediáticos, mas não nos temos poupado a esforços no sentido de tornar visível o evento. Para além da Conferência de Imprensa e dum “spot” publicitário a passar na televisão, temos apostado na divulgação na net e temos alguns jornalistas de órgãos de comunicação social com expressão a nível nacional que esperamos receber durante o evento. Esperamos divulgar a prova junto do maior número possível de pessoas. Uma análise mais concreta só a poderemos fazer daqui a uns dias, quando este esforço começar a dar os seus frutos.


Orientovar – O centro histórico da cidade de Chaves recebe amanhã a primeira prova do Mundial, naquele que é o primeiro percurso de Sprint exclusivamente urbano da história da competição. O que é que os atletas vão poder esperar deste mapa e destes percursos?

Eduardo Oliveira – É uma zona muito interessante em termos de percurso. A prova é disputada numa cidade histórica e vai passar por zonas muito diferentes, havendo uma clara intenção de associar, nestes percursos, uma componente histórica com uma componente mais de lazer. Visita alguns locais muito interessantes, passa por ruas e ruelas muito apertadas e bastante interessantes em termos de orientação, passa também por zonas de parque e de jardim, particularmente bonitas, junto ao Rio Tâmega e as partidas e chegadas decorrerão no Estádio Municipal de Chaves, o que certamente proporcionará uma envolvência muito especial e as melhores condições a todos quantos possam estar a assistir.

Orientovar – E quem vai ganhar?


Eduardo Oliveira – Não faço ideia. O campeão em título é o australiano Adrian Jackson, ele está cá e é um potencial candidato à vitória. Mas há atletas de países como a Dinamarca, a Finlândia, a República Checa e outros com enormes potencialidades, o que torna esta questão do vencedor numa grande incógnita.

Orientovar – Quanto aos portugueses, o que poderemos esperar?

Eduardo Oliveira – Penso que podemos esperar da parte de todos eles o máximo esforço no sentido de alcançarem o melhor resultado possível. Estão a jogar em casa e vão dar o tudo por tudo para honrar a camisola que envergam. A prova de Sprint é aquela onde, eventualmente, nos poderemos sentir mais à vontade e não é de excluir um lugar no top-10, algo que seria muito importante para nós. Não é uma questão obrigatória, os condicionalismos numa prova desta são sempre enormes, mas estamos esperançados num bom lugar.

Orientovar – A menos de 24 horas de irem para a estrada os Campeonatos, que particular emoção sente neste momento em termos meramente pessoais?

Eduardo Oliveira – Sinto uma grande ansiedade, apesar de ter a noção de que estão reunidas as condições para que tudo corra bem. As tarefas estão distribuídas por vários sectores e todas as peças da máquina organizativa estão a funcionar da melhor forma. Quer a nível logístico quer a nível competitivo temos tido o maior apoio das entidades locais e estamos confiantes de que as coisas assim continuarão a correr. Mas só no final poderemos respirar de alívio na certeza de termos feito um bom trabalho.

[foto retirada do álbum do evento em
http://picasaweb.google.pt/107072310920480480597/Accreditation#]

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO
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