sexta-feira, 9 de julho de 2010

JWOC AALBORG 2010: O DIA DA SUÉCIA!

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Ao vencerem as respectivas provas, o norueguês Gaute Hallan Steiwer e a sueca Tove Alexandersson foram os grandes protagonistas da terceira final do Campeonato do Mundo de Juniores de Orientação Pedestre JWOC 2010. Tudo isto num dia em que Ida Bobach não correu e a Dinamarca ficou de fora das medalhas!


Depois da surpresa chamada Pavel Kubat, eis que uma nova estrela se afirma no universo da Orientação mundial. É norueguês, dá pelo nome de Gaute Hallan Steiwer e foi o grande vencedor da Final A da prova de Distância Média disputada hoje em Kollerup, nos arredores da cidade de Aalborg (Dinamarca). Registos anteriores do norueguês, apenas os do EYOC 2008, em Solothurn (Suiça), onde alcançou o 8º lugar na prova de Distância Longa, foi o 11º classificado na prova de Sprint e depois fez um percurso para esquecer, atirando a estafeta norueguesa para um 10º lugar muito pouco consentâneo com o seus pergaminhos, tudo isto no escalão M18. Eis que surge agora, dois anos volvidos, passando discretamente pelas provas de Sprint (23º lugar) e de Distância Longa (desqualificado) mas garantindo o apuramento para esta Final A ao vencer ontem a primeira série qualificatória de Distância Média e hoje, confirmando o bom momento, a alcançar aquele que é, indubitavelmente, o grande feito da sua ainda curta carreira, ao ser mais rápido do que qualquer um dos seus 59 adversários.

Gaute Hallan Steiwer cumpriu os 4,7 km do seu percurso (22 pontos de controlo) em 23.44, deixando atrás de si uma verdadeira “armada” sueca, com Jonas Leandersson, Olle Böstrom, Gustav Bergman e Albin Riedfelt a concluírem a prova por esta ordem. A sexta posição coube ao dinamarquês Rasmus Thrane Hansen, medalha de ouro na prova de Sprint que abriu os Campeonatos e vencedor duma das três séries qualificatórias de ontem. A Suiça continua a desiludir, com o seu melhor atleta, Florian Howald, a concluir no 10º lugar. Matthias Kyburz, outro helvético de quem muito se esperaria, sobretudo depois de vencer uma das séries qualificatórias de ontem, não foi além do 17º lugar. Bem melhor esteve o espanhol Andreu Blanes Reig, concluindo a prova no 12º lugar (e se pensarmos que entre o espanhol e o terceiro classificado distaram apenas 45 segundos, já se percebe o quão emocionante foi esta final). Uma referência final para o checo Pavel Kubat que hoje não foi além do 32º lugar, a 5.34 do vencedor. Alinhando nas Finais B, os portugueses Manuel Horta, David Sayanda e Tiago Leal concluíram nos 23º, 42º e 50º lugares, respectivamente, entre os 51 atletas que lograram terminar o seu percurso.

O “bis” de Tove Alexandersson

Depois de tanto ameaçar, a Suécia chegou finalmente à medalha de ouro nestes Mundiais. Fê-lo da melhor forma, no sector feminino, e através duma das suas atletas mais promissoras. Com efeito, no seu segundo ano nesta competição, Tove Alexandersson surgia aqui com a responsabilidade de defender o título mundial de Distância Média conquistado em Trentino no ano anterior e não poderia ter sido mais eficaz na sua tarefa. Garantindo uma presença na Final A com o sexto melhor tempo na sua série, a atleta sueca não concedeu veleidades às suas adversárias, completando os 3,9 km do seu percurso (20 pontos de controlo) no tempo de 25.35. Atrás de si, com mais 35 segundos, classificou-se Lilian Forsgren, outra atleta sueca, enquanto a terceira posição coube à suiça Sarina Jenzer, uma das vencedoras das séries qualificatórias de ontem.
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Signe Klinting (Dinamarca) repetiu o quarto lugar da final de Distância Longa, enquanto Emma Klingenberg conseguiu finalmente um lugar de honra ao concluir na quinta posição, ela que ontem tinha vencido a sua série qualificatória. O sexto lugar coube à russa Natalia Vinogradova, naquela que é a primeira presença dum representante do gigante de Leste nos pódios dos Campeonatos. Quanto a Anastasia Trubkina, outra russa de quem tanto havia a esperar - sobretudo após a sua vitória categórica na primeira série qualificatória de ontem -, não foi hoje além do 14º lugar. Hanna Wisniewska e Monika Gajda, as atletas polacas que têm dado nas vistas nestes Mundiais, passaram completamente à margem desta final, terminando nos 23º e 35º lugares, respectivamente. Quem passou literalmente por fora da final foi Ida Bobach, a dinamarquesa bi-medalhada de ouro nestes Mundiais que nem sequer alinhou à partida, perdendo assim a hipótese de conferir a devida expressão ao ditado de que “não há duas sem três”. Lena Coradinho, a nossa representante no sector feminino, foi 23ª classificada na Final B, entre 55 atletas que completaram a prova.

Contas e mais contas


Com os títulos atribuídos hoje, o medalheiro dos Campeonatos sofreu algumas alterações, embora a Dinamarca continue a comandar com três medalhas de ouro. A Suécia ocupa agora a segunda posição, com uma medalha de ouro, quatro de prata e duas de bronze. Na terceira posição, ex-aequo, estão Noruega e República Checa com uma medalha de ouro cada. Polónia (uma medalha de prata e uma de bronze), Grã-Bretanha (uma medalha de prata), Suiça (duas medalhas de bronze) e Finlândia (uma medalha de bronze) fecham o restrito leque de oito países que viram as suas bandeiras serem hasteadas nos mastros deste JWOC. Alargando um pouco mais este lote de participações no pódio (implicando os seis primeiros classificados), o grande destaque vai para a Suécia com um total de treze presenças em trinta e seis possíveis. Não muito longe surge o país anfitrião, a Dinamarca, com nove presenças, enquanto Suiça, Polónia e Noruega, com três presenças cada, ocupam os lugares seguintes.

A grande festa da Estafeta encerra amanhã os Campeonatos. Tudo para acompanhar em
http://www.jwoc2010.dk/ ou aqui, no seu Orientovar.

[foto extraída da página oficial do evento]

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO
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