sábado, 10 de julho de 2010

JWOC AALBORG 2010: NORUEGA E DINAMARCA FECHAM COM CHAVE DE OURO

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Ao vencerem a prova de Estafetas, Noruega e Dinamarca fecharam com chave de ouro as suas participações na 20ª edição dos Campeonatos do Mundo de Juniores de Orientação Pedestre JWOC 2010. É o ponto no final num rico e variado programa que se estendeu ao longo duma semana e que deu a conhecer os dois novos campeões do mundo nesta espectacular disciplina.


Contrariando o natural favoritismo da Suécia, bi-campeã em título, a selecção norueguesa foi uma justa vencedora da estafeta masculina, sabendo sustentar a pressão imposta pelos seus principais adversários e valendo-se dum percurso final absolutamente fabuloso de Vegard Danielsen, medalha de bronze na prova de Sprint que abriu os Campeonatos. Suécia e Noruega tiveram um começo alucinante, marcando desde logo uma posição de força e deixando em todos a sensação de que o vencedor sairia deste restrito lote. Com efeito, Olle Böstrom (Suécia) e Gaute Hallan Steiwer (Noruega), o brilhante vencedor da prova de Distância Média de ontem, fizeram uma corrida à parte, passando o testemunho com os tempos de 52.29 e 52.37, respectivamente, com cerca de dois minutos de vantagem sobre britânicos e russos e já com quatro minutos à melhor sobre um leque de cinco equipas, entre as quais se contava uma das grandes favoritas à vitória final, a Dinamarca.

No segundo percurso, Gustav Bergman parecia querer acentuar a tendência de liderança da Suécia, mas Eskil Kinneberg deixava a Noruega apenas a 9 segundos do primeiro lugar e com tudo em aberto para o definitivo percurso. As restantes selecções atrasavam-se irremediavelmente, embora o melhor tempo neste segundo percurso tenha pertencido a Matthias Kyburz que, assim, colocava a Suiça a 2.21 da selecção sueca e ainda na luta pelo primeiro lugar. Quanto à Dinamarca, castigada por um percurso menos conseguido de Marius Thrane Odum, ocupava agora o oitavo lugar. No derradeiro percurso assistiu-se a uma luta titânica entre Vegard Danielsen e o sueco Johan Runesson, com a vantagem a pertencer ao norueguês que, desta feita, alcançou um fabuloso triunfo no tempo de 2.20.44 e recuperou um título que fugia à Noruega desde 2005 (Ticino, Suiça). A Suécia terminou na segunda posição com o tempo de 2.21.48. Medalha de ouro na prova de Sprint e uma das grandes figuras destes Campeonatos, Rasmus Thrane Hansen fez um percurso absolutamente notável, conseguiu o melhor parcial, recuperou cinco lugares e ofereceu à Dinamarca a medalha de bronze a 5.29 dos vencedores. Suiça, Polónia e República Checa terminaram por esta ordem nos lugares imediatos. Portugal concluiu no 18º lugar.

Quatro galos para dois poleiros

Mesmo sem Ida Bobach nos seus melhores dias, a Dinamarca levou de vencida a Estafeta feminina. Emma Klingenberg deu o mote, fazendo o melhor primeiro parcial e dando uma vantagem à sua selecção de 24 segundos sobre a Rússia, segunda classificada e de largos 3.52 sobre a Finlândia, terceira classificada. No segundo percurso Ida Bobach, embora longe daquilo a que nos vinha habituando, acabou por não comprometer. Isto porque Emma Klingenberg tinha garantido margens confortáveis para a generalidade das selecções adversárias e a única que poderia incomodar, precisamente a Rússia, viu uma Anastasia Tikhonova em manhã particularmente infeliz, perdendo minutos preciosos para todas as outras candidatas aos lugares do pódio. Contas feitas, à entrada para o derradeiro percurso dominava a Dinamarca com cinco minutos de vantagem sobre um grupo perseguidor de quatro unidades onde se encontravam a Rússia, Suécia, República Checa e Polónia.

Signe Klinting acabou por saber gerir bem a vantagem e, apesar dum percurso igualmente menos conseguido, lograria a medalha de ouro para a Dinamarca. Cá atrás, travou-se uma luta terrível entre “quatro galos para dois poleiros”, pertencendo a Tereza Novotna o melhor parcial e o consequente segundo lugar para a República Checa. Anastasia Trubkina não pode fazer melhor do que dar o terceiro lugar à Rússia, enquanto Polónia e Suécia concluíram nas quarta e quinta posições, respectivamente. Depois da medalha de ouro na prova de Distância Média, a sueca Tove Alexandersson foi mesmo a grande decepção desta Estafeta, ao fazer pior tempo do que dez (!) das suas adversárias mais ou menos directas no último percurso. A Finlândia quedou-se pelo sexto lugar.

Dinamarca, a grande vencedora

O medalheiro final destes Campeonatos confirmou a Dinamarca como a grande vencedora, alcançando quatro medalhas de ouro e uma de bronze. A Noruega, com duas medalhas de ouro, alcançou a segunda posição, enquanto a Suécia, com uma medalha de ouro, cinco de prata e duas de bronze se quedou pelo terceiro lugar. Com uma medalha de ouro e uma de prata, a República Checa ocupou o quarto lugar, seguida da Polónia (uma de prata e uma de bronze), Grã-Bretanha (uma de prata), Suiça (duas de bronze), Rússia e Finlândia (uma de bronze cada).

Quanto aos lugares do pódio, em termos absolutos e entre as 37 selecções presentes, apenas 9 lograram alcançar tão importante desiderato. A Suécia conquistou hoje mais dois pódios e chegou aos 15, enquanto a Dinamarca se ficou pelos 11. Seguiram-se, por esta ordem, a Polónia (5), Suiça (4), Noruega (4), República Checa (4), Rússia (2), Finlândia (2) e Grã-Bretanha (1).

Tudo para conferir em
http://www.jwoc2010.dk/.

[Foto extraída da página oficial do evento em
http://www.jwoc2010.dk/]

Saudações orientistas.
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JOAQUIM MARGARIDO
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