terça-feira, 15 de junho de 2010

OS VERDES ANOS: DANIEL CATARINO

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Olá.

Sou o Daniel Catarino, tenho 14 anos e frequento o 8º ano na Escola Secundária do Entroncamento.

Comecei a praticar Orientação na escola quando tinha 12 anos. Nessa altura tinha treinos de Atletismo na escola, só a título de passatempo, e ao mesmo tempo via os meus colegas treinar Orientação.

Um dia, depois do treino de Atletismo. Pensei: “Eu gosto de correr e também gosto de mapas. Porque não experimentar um dia a Orientação, só lá na Escola?” E assim foi. Fui experimentar e gostei. Continuei a treinar e comecei a criar a expectativa de ir com os meus amigos a uma prova.

Um dia a minha professora (Leonor Luz) veio falar comigo e perguntou-me se eu queria ir à próxima prova. Nem pensei duas vezes, “claro que quero ir!”. Mas o mais difícil foi convencer os meus pais a darem-me permissão para ir, embora tudo acabasse por ser resolvido.

Para a minha primeira prova - “Troféu COA”, em Coruche – as coisas até me correram bem, tendo conseguido o 2º lugar em H13. Porém, no dia a seguir, desci para o 4º lugar e na Geral fiquei em 4º lugar. Na viagem para casa vinha triste por ter sido 2º num dia e acabar no 4º lugar…

Depois dessa prova vieram outras e outras. Algumas corriam-me bem e outras menos bem, mas nunca desisti! Já me aconteceram algumas peripécias enquanto orientista, por exemplo no POM’10, no terceiro dia, em Quiaios, foi uma prova que não me correu muito bem. Tinha posto que na minha cabeça o Norte era para um lado (esse lado era Sul) e até ao primeiro ponto, tudo bem. No segundo ponto comecei a pensar com o Norte da cabeça, bem, aquilo começou a dar um bocado mal, perguntei a toda a gente e toda a gente dizia que o Norte era para o outro lado mas eu nem olhava para a bússola porque as clareiras, os montes e a vegetação estava tudo a bater certo! Cheguei á estrada (se passasse a estrada ficava fora do mapa), aí percebi que eu estava mal e que a bússola serve para alguma coisa. Depois fiz o resto da prova a andar devagarinho para não me perder!

Nos meus tempos livres pego no meu “dossier dos mapas” onde tenho todos os meus mapas e começo a vê-los, a “estudar” os mapas, vejo as melhores opções para os pontos e estudo a sinalética. Acho que isso me ajuda bastante durante as provas.
Quando for “grande”, a nível de atleta de Orientação, gostava de vir a ser campeão nacional e entrar na selecção Nacional.

Penso muitas vezes que a Orientação deveria ser mais divulgada às pessoas. É um desporto ainda desconhecido de muitos. E é pena porque é um bom desporto, onde estamos em contacto com a natureza e conhecemos pessoas, sítios e paisagens de todo o país.

Por fim gostava de deixar um agradecimento aos meus professores Leonor Luz e Carlos Rabaça, aos meus colegas da escola e do Clube (CLAC), aos meus pais e a todas as pessoas que me têm apoiado.

Daniel Catarino
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