sábado, 5 de junho de 2010

ORIENTAÇÃO DE PRECISÃO NO COLÉGIO DE CALVÃO

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Sensibilizar a comunidade educativa para as grandes diferenças entre uma vida normal e uma vida repleta de obstáculos, tal foi o objectivo de um grupo de quatro alunos do 12º ano do Colégio Diocesano Nossa Senhora da Apresentação – Calvão (Vagos). Ao longo de todo um ano lectivo, desenvolveram um projecto de " Deficiências Motoras - Desporto Adaptado "e, quando decidiram passar das ideias à prática, encontraram na Orientação de Precisão um excelente recurso para fazer passar a mensagem.

Fortemente apoiado pela Professora Cláudia Cunha, coordenadora da Disciplina de Área de Projecto, o Grupo de Área de Projecto do 12º ano do Colégio Diocesano Nossa Senhora da Apresentação – Calvão lançou mãos à obra e, na sequência da sua participação numa primeira actividade de Orientação de Precisão no Centro de Medicina de Reabilitação da Região Centro - Rovisco Pais, no dia 4 de Dezembro de 2009, a assinalar o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, desenvolveu todos os contactos no sentido de levar a cabo uma actividade semelhante no seu próprio Colégio.

Realizada na tarde de ontem, a actividade dividiu-se numa primeira parte teórica, seguida dum percurso formal com oito pontos de decisão. Divididos por grupos de cinco elementos, a prova contou com 91 participantes, três dos quais pertencentes ao Núcleo de Desporto Adaptado do Serviço de Medicina Física e de Reabilitação do Hospital da Prelada e outros quatro do Núcleo de Desporto Adaptado do Hospital Rovisco Pais (Tocha), neste caso uma primeira presença extra-muros que muito se saúda.

Um grande envolvimento

Para além do apoio técnico e logístico dados pelos dois núcleos de Desporto Adaptado referidos (o Hospital Rovisco Pais forneceu 12 cadeiras de rodas para que os alunos do Colégio pudessem “sentir” o que representa deslocarem-se naquele meio), realce para o empenho da Federação Portuguesa de Orientação, na pessoa do seu Director Técnico Nacional, Professor António Aires, responsável pela cartografia e pelo traçado do percurso. Uma palavra ainda para o apoio logístico do Clube Ori-Estarreja, através do fornecimento de balizas.

Para além da participação em si, o envolvimento da própria comunidade escolar a outros níveis serviu para valorizar extraordinariamente a iniciativa. O Grupo de Biologia deslocou para esta data o “Dia sem Carros”, proporcionando uma mais fácil e segura circulação de todos os participantes no espaço do Colégio. Também um outro Grupo de Área de Projecto esteve envolvido na iniciativa através da pintura de faixas e cartazes alusivos ao evento e ao “Dia sem Carros”. Finalmente, os alunos do Curso de Cozinha e Pastelaria prepararam um lauto lanche que, servido no final da prova, fez as delícias de todos.


“Pessoas boas”

No final da actividade, a Catarina Rosete, a Stephanie Ramos, o João Louro e o Rui Jorge mostravam-se particularmente satisfeitos e falaram para o Orientovar: “Desde o início, o objectivo do nosso projecto teve a ver com o sensibilizar todos os alunos da escola para os problemas de uma vida com dificuldades motoras. Procurámos fortalecer a relação de colaboração entre o Hospital Rovisco Pais e o Colégio e quisemos proporcionar uma tarde diferente aos alunos do Colégio, mostrando-lhes neste caso o que é praticar desporto numa cadeira de rodas.” Para os quatro, o balanço é francamente positivo: “A actividade correspondeu às nossas expectativas e pudemos sensibilizar a nossa comunidade educativa para os problemas relacionados com a deficiência motora.” As últimas palavras são de agradecimento “ao Enfermeiro Joaquim Margarido, à Doutora Liliana Rocha, aos utentes do Hospital da Prelada e do Hospital Rovisco Pais, ao Professor António Aires, à nossa comunidade educativa e a todos os que nos apoiaram nesta iniciativa. Bem hajam.”


Para a Professora Cláudia Cunha, “há neste grupo de alunos um enorme mérito, devido à sua capacidade de mobilização e de iniciativa e pela forma como abraçaram este projecto, de alma e coração. Trabalharam imenso, ultrapassaram sempre todos os problemas que foram sendo levantados e souberam cativar o apoio da Direcção do Colégio, na pessoa do Padre Querubim Silva, fundamental para o sucesso da iniciativa.” Uma boa nota no final do ano parece estar garantida: “É um orgulho e uma sorte ter juntado numa turma alunos tão bons. Não digo ‘bons’ por serem alunos de 20 valores. Digo ‘bons’ porque são pessoas boas. São alunos extraordinários, que trabalharam de forma que é praticamente impossível apontar-lhes um defeito.”

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO
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