quarta-feira, 26 de maio de 2010

DUAS OU TRÊS COISAS QUE EU SEI DELA...

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1. “Orientação: um desporto para estudantes”. Esta é uma grande aposta da Confederação Brasileira de Orientação no presente momento, procurando cativar os alunos das escolas do Brasil inteiro para a prática da modalidade. Fazendo eco desta verdadeira cruzada, o Boletim nº 46 do Conselho Federal de Educação Física apresenta a Orientação aos seus profissionais através dum artigo recolhido da revista “Nova Escola”, assinado por Luis Souza e intitulado “Como explorar a corrida de orientação e o trekking”. Nele se pode ler, nomeadamente, que “quanto mais desafiante o percurso (ao envolver ambientes diferentes), melhor, porque as crianças precisam pensar em estratégias para determinar o que têm de fazer para vencer determinado obstáculo, o que estimula o desenvolvimento do raciocínio lógico delas e faz com que pensem como usar o corpo da forma mais eficiente.” O artigo pode ser lido na íntegra AQUI.

2. O Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão recebe, no próximo dia 8 de Junho, um Seminário Internacional subordinado ao tema “Movimento Paralímpico no Mundo – Presente e Futuro”. O encontro contará com a presença de Sir Philip Craven, Presidente do Comité Paralímpico Internacional, e divide-se em dois grandes blocos. A manhã será destinada ao “Movimento Paralímpico no Mundo”, enquanto da parte da tarde abordar-se-á a “Igualdade, Inclusão e Excelência Desportiva”. Remo Adaptado, Vela Adaptada e Andebol em Cadeira de Rodas serão temas a abordar em profundidade pelos presidentes das Federações respectivas. Informações e inscrições através do endereço
marketingcomunicacao@comiteparalimpicoportugal.pt. Um encontro a não perder!

3. Terá sido uma primeira experiência algo dolorosa. Paulo Fernandes, um atleta bem querido destas lides da Orientação, aventurou-se nos caminhos do Atletismo e fez a sua estreia nas corridas de fundo no passado domingo. Os 21.197,5 m entre a Barragem de Bagaúste e a cidade do Peso da Régua constituíram o desafio que o Paulo se preparou para enfrentar, naquela que foi a 5ª edição da Meia-Maratona do Douro Vinhateiro. O que ele não esperava é que as graças do tempo proporcionassem, a ele e a mais de mil e trezentos atletas como ele, uma corrida sob um ar irrespirável e temperaturas acima dos 30º C. Para agravar a situação, a organização não providenciou os necessários e suficientes abastecimentos líquidos, o que “atirou” seis atletas para o Hospital. Felizmente não foi o caso do nosso Paulo que, apesar de não ter visto uma gota de água do início ao fim do percurso, lá se aguentou no balanço, concluindo no 325º lugar do escalão Sénior Masculinos, com o tempo de 2.26.24. São dele as seguintes palavras: “Não poderia esperar que a minha primeira Meia-Maratona em estrada resultasse num "inferno", dadas as boas expectativas existentes. Em toda a prova, não vi uma gota de água da organização (só após a chegada)!!! Uma verdadeira decepção de prova, que contrariou a ilusão inicial que possuía desta primeira Meia, onde esperava fazer cerca de 2.10.00. O desporto, a região, os atletas e o país, deram um passo atrás...” E conclui com uma interrogação “É a Crise (a chegar às organizações)?”.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO
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