quarta-feira, 21 de abril de 2010

DUAS OU TRÊS COISAS QUE EU SEI DELA...

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1. O domingo arrasta-se num angustiado correr. Tarde na noite, volto a abrir o Orientovar. De soslaio percebo que há um grande número de reacções à intenção de suspender o blogue mas resisto a abrir o espaço de Comentário. Sigo directamente para a página do IV Ori-BTT do Centro e tomo conhecimento da vitória do Daniel Marques à frente da “armada” finlandesa. Apetece-me saltar para o teclado e dar largas à minha alegria ao ver os seus braços erguidos em sinal de triunfo. E foi ali, a sós comigo, que percebi que já não passo sem isto. Retomar a actividade do blogue deixava de ser questão. Era inevitável!

2. A quantas mordaças, a quantas ameaças resiste a força dum homem? E mordaças porquê? E ameaças para quê? Não é a escrita um exercício de liberdade?

3. “Se os jornais deixassem de ser publicados sempre que alguém se queixa deles, já não havia jornais em circulação”. Em que medida serei eu “A Bola” (ou “O Record”, ou “O Jogo”, ou os três juntos) da Orientação?

4. Caiu-se na rotina de pensar que tenho o dever de ir às provas e escrever sobre elas. Não tenho!

5. Vou escrever mais para mim. Gosto de escrever e quero escrever sobre aquilo que gosto. Da forma que gosto!

6. “Com mãos se faz a paz se faz a guerra. Com mãos tudo se faz e se desfaz”. Os tempos não são fáceis, menos fáceis são os tempos que se adivinham. Devo resguardar-me dos tempos dos homens. Em nome da paz. Da minha paz!

[foto gentilmente cedida por Nuno Neves]

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO
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4 comentários:

Cláudio Tereso disse...

Olá Margarido,

"Caiu-se na rotina de pensar que tenho o dever de ir às provas e escrever sobre elas.Não tenho!"

Também não acho que tenhas, mas acho que deixares de escrever porque alguém não concorda com a tua opinião não é uma opção. Quando deixares de escrever que seja porque TU o queres.


um abraço,
Cláudio

José disse...

O que mais me custa, no meio disto tudo, é que os tais «senhores» que se julgam intocáveis, lá vão levando a água ao seu moinho...
Vão afastando as vozes que os incomodam e continuam a fazer...
Bem, é uma maneira de estar na orientação, como na vida.

Maria Sem Frio Nem Casa disse...

Boa Margarido! Assim é que é falar!

E escrever! Escrever!Escrever sempre!Sem perder a paixão. A nossa!

Um beijinho e força!

Ana Pereira

Asociación Uruguaya disse...

Hallándome sobre la cresta que domina este hermoso y, hasta hace momentos, silencioso valle, me he tendido sobre la verde gramilla a contemplar vuestro conflicto como un lontano observador. Sin atreverme siquiera a mover el follaje que rodea mi postura, por temor a aquellos gigantes que agitan el aire, cruza por mi pensamiento la idea de que ese ejercicio de la voluntad y de las libertades sólo habrá de fortalecerles, y que, al fin, habrán de volver majestuosos, y hasta sonrientes, a saciar la sed en aquél río, cuya cristalinidad reflejará la imagen de vuestras figuras, mientras, sin detenerse, se desliza sinuoso. Sus frescas aguas, como el tiempo, corren hacia el mar, corren, y se van para siempre, se van... (comentario personal de Winston Robilotta, Uruguay. Saludos a todos los Orientistas portugueses).