sexta-feira, 12 de março de 2010

ORI-6 RELAY: UMA ESTREIA DE SUCESSO

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Assinalando a passagem do seu 18º aniversário, o Clube Ori-Estarreja levou a cabo uma iniciativa que, pelo seu ineditismo, se inscreve directamente nos anais da história da Orientação no nosso País. Tratou-se do “Ori-6 Relay”, uma estafeta de seis elementos que atirou para o coração da floresta, noite cerrada ainda, umas largas dezenas de atletas.

Para os mais familiarizados com o desporto da floresta, Jukola ou Tiomila são nomes de duas provas incontornáveis do calendário internacional. Disputadas, respectivamente, na Finlândia e na Suécia, no seu conjunto atraem muitos milhares de atletas de todas as proveniências, entre os quais a nata da Orientação mundial. Pela sua importância, vencer a Jukola ou a Tiomila tem um valor e um significado enorme, como se dum Campeonato do Mundo ou duma Taça do Mundo se tratasse.

Mas afinal o que torna estes eventos tão especiais? Desde logo, o facto de serem estafetas com um número variável mas sempre elevado de elementos, que no caso da Tiomila é de 10 nas equipas masculinas e de 5 nas femininas e na Jukola de 7 elementos no sector masculino e quatro no feminino. Mas também por encerrar em si esse factor adicional de desafio de que se reveste uma prova que, em grande medida, é nocturna. Um “dois em um” feito de aventura e emoção, nas florestas do norte da Europa, muitas vezes ainda a acordar dum longo e rigoroso Inverno.


O desenrolar da prova

Foi baseado em certa medida neste princípio que o Clube Ori-Estarreja lançou o desafio de avançar com este “Ori-6 Relay”. Entendida pelo seu Director de Prova, Diogo Miguel, como “importante para o desenvolvimento técnico dos nossos melhores atletas”, a prova desenrolou-se na madrugada do passado sábado para domingo e teve por palco o mapa de Rovisco Pais (Tocha), com Bruno Nazário a assinar a autoria do traçado dos percursos.

Quanto ao desenvolvimento da prova, socorremo-nos das impressões transmitidas por António Amador, um dos esteios do Clube Ori-Estarreja e elemento igualmente preponderante nesta máquina organizativa. Com a zona de partidas e passagem de testemunho situada em pleno Complexo Desportivo da Tocha, “grande parte, penso que a maioria dos atletas, esteve presente para a partida às 5h00, após a qual alguns ficaram a assistir enquanto outros foram descansar mais algum tempo”, começou por referir António Amador. Explicando que os atletas “ao partir, faziam meia pista e saiam numa porta oposta às bancadas por onde voltavam a entrar para fazer o ponto 200, já no interior, e a passagem de testemunho novamente em frente à bancada”, aquele responsável adiantou que “apesar da chuva que de vez em quando aparecia, as infra-estruturas com a iluminação de todo o complexo, o som existente no próprio complexo perfeitamente audível, as bancadas mesmo em frente à passagem de testemunho e de onde era visível (quando o dia abriu) um ponto de espectadores do lado de fora do complexo e as informações que fomos dando do ponto de rádio, permitiram ir fazendo um acompanhamento do desenrolar da prova”.

Vencedores

Em termos da própria competição, “houve alguma emotividade, com alternâncias constantes na liderança até ao 4º percurso, altura em que o Marcelo Aguiar, da equipa vencedora, tendo partido na 3ª posição, entregou em primeiro e até ao final a liderança manteve-se na posse da turma vencedora”, afirmou António Amador. Agora é tempo de balanço: “Houveram várias sugestões no final sobre o continuar deste evento, desde opiniões que deveria ser apenas de noite, que devia começar ao final da tarde para terminar de noite ou ser realizado mais para Maio/Junho, aproveitando as melhores condições climatéricas. Pela nossa parte iremos fazer o balanço e definir a estrutura para o próximo ano. Apesar da boa presença de equipas - partiram 21 equipas das 24 inicialmente inscritas -, este é um tipo de evento que em termos organizativos dá muito trabalho e o retorno é apenas desportivo por todo o envolvimento e tipo de evento do agrado dos atletas. Financeiramente, não paga minimamente o trabalho que temos.”

Para a história, aqui deixamos os primeiros cinco classificados desta edição inaugural.

1º COC WINE OT (Amélie Chataing, André Ramos, Luís Tenreiro, Marcelo Aguiar, Albano João, Joaquim Sousa) 4.52.39
2º FPO GSELEC 6 (Bruno Nazário, Paulo Franco, João Mega Figueiredo, Teresa maneta, Inês Pinto, Manuel Horta) 5.09.00
3º FPO GSELEC 5 (Fábio Silva, Jorge Fortunato, Joana Costa, Carolina Delgado, Pedro Silva, David Sayanda) 5.13.30
4º FPO GSELC 1 (Hélder Marcolino, Diogo Miguel, Andreia Silva, Catarina Dias, João Cascalho, Tiago Leal) 5.25.11
5º FPO GSELEC 3 (Rafael Miguel, Thierry Gueorgiou, Lena Coradinho, Rute Coradinho, Ana Salgado, Alexandre Alvarez) 5.35.46.

[foto extraída do excelente álbum de Gildo Silva em
http://picasaweb.google.com/gildosilva2668/EstagioDaSeleccaoEstafetasOriEstarreja#]

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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