quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

TERO FÖHR: "É FÁCIL CORRER EM PORTUGAL"

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Fazendo jus ao 14º lugar que ocupa no ‘ranking’ mundial, Tero Föhr foi a grande figura do I Meeting Internacional de Arraiolos, o qual venceu de forma categórica. O Orientovar foi encontrá-lo na Arena de Santana do Campo, no final da prova de Distância Longa do primeiro dia. Delicadamente aceitou o convite para uma Entrevista e dessa breve conversa aqui se dá conta.


Orientovar – Como correu a sua prova de hoje?


Tero Föhr – Foi um treino duro, um treino duro…

Orientovar – Qual o segredo para se chegar ao topo da elite da Orientação mundial?

Tero Föhr – Muitos anos de treino, evidentemente. Durante a vida inteira fiz todo o tipo de desportos, mas há vinte anos que pratico Orientação e agora faço disso a minha profissão. Portanto, treino, treino, treino…

Orientovar – Quando começou a praticar Orientação?

Tero Föhr – Comecei a praticar Orientação aos sete anos, mas tenho feito também Atletismo, Esqui Cross-Country, BTT, escalada… De momento, dedico-me exclusivamente à Orientação.

Orientovar – Há uma pequena franja de países que dominam por completo a Orientação mundial. Do seu ponto de vista, qual tem sido o grande entrave à disseminação da modalidade por todo o mundo?

Tero Föhr – Embora de forma lenta, assiste-se a um crescimento interessante da modalidade, nomeadamente em Portugal e noutros países do Sul da Europa. Contudo, continua a haver um número grande de países onde a corrida de estrada e as provas de montanha são muito populares e pergunto-me porque razão a Orientação existe apenas duma forma residual ou, pura e simplesmente, não existe. Infelizmente, a IOF tem feito muito pouco pela promoção da modalidade, em particular nestes países.

Orientovar – Como avalia o estado da Orientação em Portugal?

Tero Föhr – Parece-me muito bom. As coisas estão muito bem organizadas, ao longo do País podemos encontrar todo o tipo de terrenos – eu próprio estive na semana anterior a treinar na região de Marinha Grande, em terrenos totalmente diferentes destes do Alentejo. As áreas são bonitas, os mapas são excelentes e depois os terrenos são propícios a uma boa prática da Orientação. Não há demasiadas rochas ou as florestas não são autênticas selvas… É fácil correr em Portugal e torna-se muito agradável pensar que, nesta altura, estão 20º C negativos na Finlândia (risos).

Orientovar – Quer deixar uma mensagem para os orientistas portugueses?

Tero Föhr – São muitos os atletas internacionais de topo que visitam Portugal, especialmente nesta altura do ano. Julgo que os orientistas portugueses podem aprender alguma coisa com eles e retirar experiências da sua forma de correr e competir. Procurem acompanhá-los um pouco mais de perto, apreciem a forma como lêem e interpretam os mapas, como o fazem sempre em movimento, como já sabem aquilo que os espera. Portugal tem muito bons atletas mas que devem aprender a fazer Orientação de forma mais tranquila, mais objectiva e a dar os passos certos a cada momento.

Saudações orientistas.


JOAQUIM MARGARIDO
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