terça-feira, 12 de janeiro de 2010

I MEETING INTERNACIONAL DE ARRAIOLOS: NO CAIR DO PANO

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Depois do adeus ao I Meeting Internacional de Arraiolos, ainda se fazem ouvir os ecos daquele que foi o mais completo evento do género a que o Orientovar teve o prazer de assistir. Acompanhando, na justa medida, o ‘lavar dos cestos’, fomos ao encontro de um dos elementos fundamentais da equipa organizativa e grande esteio do Clube de Orientação da Gafanhoeira – Arraiolos: Isabel Salgado.


Com os sentidos totalmente preenchidos pelas emoções de dois dias inesquecíveis, as atenções voltam-se ainda e sempre para S. Pedro da Gafanhoeira. O contraste entre a lenta marcha dum tempo feito de ansiosa espera pela chegada dos grandes dias e aquele dum fim-de-semana que se esgota num ápice, deixa no ar uma sensação de quase vazio, uma nostalgia que se adensa à medida que o tempo se afasta.

Os adereços que deram vida e brilho ao I Meeting Internacional de Arraiolos vão sendo recolhidos e guardados com o mesmo amor e carinho com que foram feitos. Uns verão os seus préstimos de novo aproveitados em organizações que se seguirão; outros, ficarão guardados para memória futura, património que marcou indelevelmente o evento e o próprio clube, testemunhos vivos dum espaço e dum tempo que importa preservar; outros ainda acabarão tragados na voragem dum tempo sem contemplações para contemplações.

“Estamos preparados para responder a estes desafios”

Foi neste ambiente de fim de festa que encontrámos Isabel Salgado, uma das muitas jovens do GafanhOri que vivem e sentem o clube como a sua segunda casa. Permitam-me começar por referir que Isabel Salgado tem um blogue chamado “Diferensabilidade” [http://belasalgado.blogspot.com/] e onde podemos ler coisas tão bonitas como: “Não existem sonhos limitados. Não existem sonhos terminados. Basta acreditar!" E foi precisamente sob as asas dum sonho muito bonito que com ela conversámos.

Orientovar - Não é novidade para o Clube Gafanhori a organização de provas de Orientação mas uma prova desta envergadura foi, seguramente, uma novidade. Como é que encararam, desde a primeira hora, a responsabilidade de organizar o I Meeting Internacional de Arraiolos?

Isabel Salgado – Começámos por encará-lo como um grande desafio e mais um obstáculo a ultrapassar. É algo que foi sendo planeado ao longo de muito, muito tempo e encarado como algo que exigiria o melhor de todos nós. Como a grande maioria dos elementos que compõem o clube e incorporam a organização são jovens, encarámos o desafio com grande determinação e não nos acanhámos de colocar a fasquia o mais alto possível.

Orientovar – A responsabilidade de organizar uma prova da Taça de Portugal e, ainda por cima, pontuável para o ‘ranking’ mundial, assustou-vos de alguma maneira?

Isabel Salgado – Pessoalmente, não. Mas devo admitir que, ao nível do próprio clube, há sempre a expectativa de qual será a nossa reacção perante as pessoas que vêm doutros países, como havemos de superar a barreira da língua, o que irão achar de nós… Temos consciência que isto acarreta uma responsabilidade maior e que as coisas têm de estar devidamente organizadas.

Orientovar – Falou nos estrangeiros e julgo que a expectativa se prendia com um número de participantes francamente superior. Como é que sentiram esta baixa adesão por parte dos estrangeiros?

Isabel Salgado – Queríamos ter cá mais estrangeiros, como é óbvio. Mas estamos satisfeitos com aqueles que cá estão.

Orientovar – Houve alguma área onde sentiram mais dificuldades no desenvolvimento das tarefas organizativas?

Isabel Salgado – Todas as áreas são difíceis de gerir mas talvez a área da cartografia, pelo que representa e envolve. É sempre a área onde é necessário um maior cuidado visto que a Orientação, no fundo, consiste nisso mesmo.

Orientovar – Como responsável pelo sector do Secretariado, quer-me falar do seu papel?

Isabel Salgado – Somos quatro pessoas na equipa, das quais apenas uma fala inglês o que, apesar de tudo, é pouco. Nem sempre estamos todos no Secretariado e, aqueles que cá estão, acabam por ter de se desenvencilhar. É uma área com uma responsabilidade muito grande mas as coisas correram sempre muito bem.

Orientovar – E quanto ao futuro?

Isabel Salgado – Estamos preparados para responder a estes desafios. Que venham mais!
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“É bastante importante ouvirmos opiniões, pois há aspectos que podem sempre ser melhorados, ou mesmo modificados.” Vou fazer minhas estas palavras de Isabel Salgado na última mensagem que publicou no seu blogue e que se intitula “O Princípio do Fim do Meeting de Arraiolos” e reforçar o pedido para que deixem o vosso Comentário sobre a prova.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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3 comentários:

ILCO disse...

Estiveram à altura mas teria resultado muito melhor se as condições climatéricas se tivessem invertido: chuva/frio no Sábado e Sol no Domingo - a n/ memória do evento teria ficado muito diferente

Nuno Rebelo disse...

Mais uma vez parabens ao Gafanhori.
Acho que o nivel de organizações de provas em Portugal está a aumentar e a exigencia é cada vez maior.
O GD4Caminhos, Ori-Estarreja, CPOC e COC já habituaram-nos a este tipo de organizações.
Quero ver qual o clube que bate esta prova.

patrícia disse...

Uma organização que não deixa pontos negativos e que mostra como se deveriam organizar todas as provas da Taça.
Parabéns Gafanhori.