segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

HUGO BORDA D'ÁGUA E O II TROFÉU DO SORRAIA: "HÁ AQUI UMA DINÂMICA MUITO GRANDE



Após o I Troféu do Sorraia em 2009, Arraiolos e Coruche recebem já no próximo fim-de-semana a segunda edição deste evento, pontuável para a Taça FPO Continente. Este é o ponto de partida para uma conversa com Hugo Borda d’Água, o grande timoneiro da colectividade coruchense.


Orientovar – Entramos no novo ano com mais uma organização do COAC. Que reflexos tem toda esta dinâmica num grupo relativamente reduzido?

Hugo Borda d’Água – Em seis meses, aproximadamente, esta é a segunda prova de dois dias que organizamos. Se a isto acrescentarmos as provas do Troféu OriAlentejo, chega-se facilmente à conclusão de que há aqui uma dinâmica muito grande. Sempre em parceria com o Clube GafanhOri, que nos tem ajudado em tudo, esta é uma dinâmica que promovemos no COAC, que nos tem permitido crescer como grupo e ficarmos mais coesos. Em Março de 2008 não sabíamos nada de Orientação e hoje, graças a esta atitude, os jovens começam a criar módulos independentes dentro das organizações e conseguimos vê-los a funcionar de forma autónoma. Uma grande organização só pode funcionar se cada módulo, por si só, funcionar também.

Orientovar – Este modelo de trabalho foi adoptado à imagem do que sucede no GafanhOri…

Hugo Borda d’Água – Não, não!... Pessoalmente – e penso que na generalidade das organizações – acho que é o mais correcto. Partilho da opinião do Tiago Aires quando diz que são os jovens que percebem de Orientação, são eles que vivem da modalidade e também devem ser eles a intervir nas tarefas organizativas. Embora numa escala diferente, já que somos em menor número, também nós fazemos uma aposta parecida e que passa muito pelos jovens e pela energia que colocam nas organizações.

Orientovar – Numa altura em que se questionam as vantagens e desvantagens de dois dias para as provas da Taça FPO Continente, o II Troféu do Sorraia insiste no modelo. Porquê?

Hugo Borda d’Água – Sou dos primeiros que acham que o problema das escassez de participantes nas provas regionais deve ser contrariado reduzindo precisamente para um dia a sua duração. Claro que a solução não passa exclusivamente por aqui, reduzimos tudo a um dia e já está… Há muitas outras questões que merecem ser devidamente ponderadas. Mas a questão no caso concreto do II Troféu do Sorraia prende-se com o facto de que, aquando da apresentação da candidatura à organização do evento, não conhecermos outro modelo que não o de dois dias. Este modelo está definido assim, a prova estava pensada assim, temos entretanto o enorme apoio do Clube GafanhOri e da Câmara Municipal de Coruche e não sentimos a necessidade de alterar as coisas. Mas se fosse hoje, a aposta seria claramente para um dia. Aliás, a candidatura que fizemos para a organização duma prova regional em 2011 é de um dia apenas.

Orientovar – Pela primeira vez na sua história, o COAC abandona o espaço físico natural e vai até Arraiolos, numa curta mas significativa deslocação. Que significado tem para o Clube esta experiência?

Hugo Borda d’Água – É natural que assim seja. Num momento em que temos ainda bem presentes os momentos que nos foram proporcionados por uma organização de extrema qualidade como aquela do GafanhOri no I Meeting Internacional de Arraiolos, esta é mais uma grande mostra do sentido de cooperação entre os dois clubes em prol da evolução da modalidade. Em função do número de organizações que temos levado a cabo, o GafanhOri sabe da nossa dificuldade em termos mais mapas e facilmente nos cederam um mapa, nos recebem, nos ajudam e fazem uma grande parte do trabalho num local que é seu.

Orientovar – O que poderemos esperar do evento ao longo destes dois dias?

Hugo Borda d’Água – Em termos de mapas serão dois dias obviamente distintos. O mapa da Herdade de Santarém, no primeiro dia, é um mapa novo, com algum detalhe rochoso e de relevo e com a qualidade a que estamos habituados em Arraiolos. O mapa do segundo dia, da Herdade da Agolada Sul (Coruche) não é novo e é um mapa por cuja posse nos debatíamos há longo tempo. Trata-se dum mapa que estava feito, onde temos a nossa sede e, portanto, estamos certos que o mapa na nossa posse representa mais um contributo para o crescimento da modalidade. O processo não foi fácil mas, sobretudo graças à abertura para o diálogo manifestada agora pelo Afonso Pimentel, conseguimos finalmente um entendimento com o COA. É um acordo bom para ambas as partes mas, sobretudo, quem sai a ganhar com isto é a modalidade.

Orientovar – Vamos igualmente ver o Grupo de Selecção a treinar em Coruche ao longo do fim-de-semana…


Hugo Borda d’Água – Não há bela sem senão. Neste caso, para termos o prazer de receber em Coruche os melhores atletas nacionais com o Grupo de Selecção, isso fará com que não participem na prova. O que acontece é que, em termos competitivos, a prova perde muito com isso. Os principais escalões não irão poder contar com as principais figuras da Orientação nacional. Apesar de tudo, é um grande enriquecimento para o II Troféu do Sorraia ter cá o Grupo de Selecção. Só temos a ganhar com isso e faço, desde já, um balanço muito positivo da sua presença entre nós.

Orientovar – Que convite formularia para atrair mais participantes a Coruche nos próximos dias 23 e 24 de Janeiro?

Hugo Borda d’Água – Tanto aqueles que gostam de praticar Orientação como aqueles que pretendem experimentar a modalidade pela primeira vez têm aqui uma excelente oportunidade para o fazer. Os mapas são de qualidade e bastante interessantes, há percursos adequados a todos, as Arenas de ambos os dias são em zonas muito bonitas, junto a açudes fantásticos. Resta-nos esperar que o tempo, um factor muito importante nesta altura do ano, nos ajude.

Toda a informação para conferir em
http://coaclub.com/trofeusorraia_10/index.php

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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