quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

2009: O ANO EM REVISTA

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Neste final de ano, o Orientovar aproveita para lhe desejar um 2010 pleno de sucesso, trazendo até si uma resenha dos principais acontecimentos que marcaram a actividade nacional em 2009.
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Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

DUAS OU TRÊS COISAS QUE EU SEI DELA...

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1. Os suiços Daniel Hubmann e Simone Niggli-Luder entram em 2010 na liderança dos respectivos ‘rankings’. Disso nos dá conta a última acualização publicada pela IOF no passado dia 26 de Dezembro e que pode ser consultada em http://iof.6prog.org/wr_home.aspx. Thierry Gueorgiou (França), Andrey Khramov (Rússia), Matthias Merz (Suiça) e Peter Öberg (Suécia) secundam Daniel Hubmann por esta ordem enquanto no sector feminino, as posições imediatamente a seguir a Simone Niggli-Luder são ocupadas por Marianne Andersen (Noruega), Minna Kauppi (Finlândia), Helena Jansson (Suécia) e Anne Margrethe Hausken (Noruega). Quanto aos portugueses, Tiago Romão (COC) e Maria Sá (GD4C) são os atletas melhor classificados, ocupando respectivamente o 148º lugar e o 188º lugar nos seus ‘rankings’.

2. Uma pequenina aberta na lufa-lufa do quotidiano e vá de se agarrarem às páginas pessoais, compondo-as, remodelando-as, renovando-as. Aproveitando a quadra natalícia, Nuno Rebelo e António Marcolino decidiram pegar nos seus blogues e dar-lhes uma roupagem diferente, mais funcional e organizada, visualmente mais apelativa. O Orientovar aproveita o ensejo para saudar o trabalho e o empenho de ambos, desejando uma longa e frutuosa segunda vida para cada um dos seus “cantinhos”. Já agora, aqui ficam os novos endereços:
http://www.somapas.blogspot.com e http://antmarcolino.webnode.com.pt/.

3. Apesar de concluído há mais de um mês, o Campeonato do Mundo de Corridas de Aventura disputado no nosso País teima em afirmar-se como um manancial inesgotável de preciosos testemunhos. Continuamente vão-nos chegando vídeos das mais variadas proveniências, testemunhando a beleza e a riqueza dum evento que não se esgota em si mesmo, antes se projecta nos seus pressupostos, do espírito da competição aos atletas, não esquecendo organizadores, público, media, lugares e ambiente. Tudo para ver e rever em
http://www.arwc2009.com/pt/gallery.php?page=video. E porque estamos em maré de vídeos, não perca igualmente a proposta de Maria Sá no seu blogue em http://o-mariasa.blogspot.com/2009/12/buff-epic-runner.html. Trata-se dum resumo da Buff Epic Run, uma corrida recheada de imprevistos que teve lugar no passado dia 20 de Dezembro, na zona envolvente ao Castelo de Montjuïc (Barcelona) e na qual a orientista portuguesa alcançou um brilhante 2º lugar.

4. Saltando dos vídeos para a fotografia, uma chamada de atenção para os excelentes álbuns de Paulo Fernandes e Jorge Correia Dias, reportando as tradicionais corridas de S. Silvestre deste final de ano. Paulo Fernandes não teve mãos a medir e desdobrou-se por duas frentes, trazendo-nos testemunhos de Praias do Sado e Lisboa, com a promessa de reportar, mais logo à noite e amanhã, as edições dos Olivais e da Amadora. Quanto a Jorge Correia Dias, também não “facilitou”, mostrando-nos belas imagens de Vila Nova de Gaia e do Porto. Tudo para saborear em
http://picasaweb.google.com/paulojjf/CorridasSaoSilvestre2009X4#, http://picasaweb.google.pt/JorgeCorreiaDias/7SSilvestreGaia# e http://picasaweb.google.pt/JorgeCorreiaDias/16SSilvestreCidadePorto#.

5. Não é todos os dias que o Orientovar vem citado no World of O. Num artigo de balanço de final de ano intitulado “See the best 100 of 11.450 stories in 2009!”, publicado na passada segunda-feira, Jan Kocbach dá a saber que, ao longo do ano, foram em número superior a 11.450 as histórias publicadas nas quase três centenas de páginas pessoais ou institucionais alojadas no portal nº 1 da Orientação mundial. Com 1080 mensagens, o ‘site’ norueguês OPN.no foi o mais profícuo, logo seguido do… Portuguese Orienteering Blog, assim mesmo! O Orientovar publicou 527 mensagens, deixando muito atrás de si o ‘site’ da Federação Norueguesa (347 mensagens), Kart-Bosse (344 mensagens) e Federação Suiça (321 mensagens). Mas há diferenças de vulto: Enquanto o OPN.no foi acessado 63361 vezes a partir do Worldofo (média de 58 acessos por mensagem), o Norwegian O-Federation 24988 vezes (média de 72 acessos por mensagem) ou o Swiss Orienteering 19289 vezes (média de 60 acessos por mensagem), o Orientovar teve um total de 4245 acessos, o que dá a média de 8 acessos por mensagem. Na sequência do artigo e a este propósito, Jan Kocbach lamenta a baixa “performance” do Orientovar, mas não deixa de chamar a atenção para a “enorme quantidade de material interessante” que se pode encontrar no blogue. Tudo para acompanhar em
http://news.worldofo.com/2009/12/28/see-most-popular-of-1-000-000-outgoing-clicks-in-2009/]. Pelo enorme impulso dado à Orientação, neste derradeiro “Duas ou Três Coisas Que Eu Sei Dela” do ano, permitam-me atribuir a Jan Kocbach e ao World of O o Louvor da Semana.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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terça-feira, 29 de dezembro de 2009

OS VERDES ANOS: TERESA MANETA

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Eu desde pequenina que gostava de correr e também de andar no campo, porque adoro o campo. A minha avó morava num monte, ela tinha lá cavalos, vacas, cães e muitas pedras. Gostava de saltar de pedra em pedra e aquilo era tão bonito, não há nada como um campo coberto de pedras e verdes. Não passava lá muito tempo mas gostava de ir para lá. Eu adorava aquilo, adorava ir para o Monte.

Quando tinha 11 anos a minha mãe deixou-me ir para a Orientação. Fui fazer uma prova de Orientação em S. Pedro da Gafanhoeira e fi-la com a minha irmã, gostei muito e em Outubro entrei para o Clube de Orientação da Gafanhoeira.

A minha primeira prova em competição foi em Óbidos. Eu estava muito nervosa porque foi a primeira vez que fiz uma prova com aquela distância e também porque nunca tinha dormido fora de casa antes. Foi uma experiência única.

A partir daí comecei a gostar da modalidade. Tenho vindo a praticar Orientação e a participar em todas as provas que posso. Com 13 anos fui a Madrid pelo Desporto Escolar. Gostei muito da experiência, apesar de ter ficado com pena de não termos ganho por equipas; mas já foi bom chegarmos onde chegámos e foi uma experiência que nunca mais hei-de esquecer.

Gosto deste desporto porque conhecemos pessoas novas, porque é muito divertido e também porque vai ao encontro daquilo que eu gosto desde pequena que é correr pelo meio do mato. No princípio ainda tinha um bocado de medo mas comecei a habituar-me. Agora com 14 anos estou em competições por Escolas e também pelo GafanhOri e adoro esta modalidade.

Apesar de nem todas as provas me correrem como eu desejava não perco o ânimo. Quero praticar este desporto para sempre, porque é um desporto que me faz feliz.

Teresa Maneta

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sábado, 26 de dezembro de 2009

DESPORTO ESCOLAR: MAIS EQUIPAS... MAIS ALUNOS... MAIS E MELHOR ORIENTAÇÃO

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Que a Orientação é uma modalidade que tem crescido no panorama desportivo nacional é algo de que todos temos uma noção, ainda que essa percepção possa ser meramente empírica. Com a ajuda do Professor Ricardo Chumbinho, o que apresentamos hoje são dados concretos que permitem quantificar esse crescimento no âmbito do Desporto Escolar.

À data do encerramento do prazo para apresentação dos projectos finais referentes aos ano lectivo 2009/2010, o Gabinete Coordenador do Desporto Escolar registou a inscrição de 72 Grupos-Equipa de Orientação, mais 20 Grupos-Equipa que no ano anterior à mesma data, o que permite projectar um crescimento de 38,5%. Nesta listagem [que pode ser consultada AQUI
] estão representados 44 concelhos desde Caminha ao Alentejo, do litoral ao interior. As regiões que mais contribuem para este crescimento são o Norte, com uma passagem de 25 para 39 Grupos-Equipa, embora menos dispersos do ponto de vista geográfico, mas acima de tudo o Centro que passou de 3 para 10 (!) equipas e aumentou também bastante as zonas representadas. Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo mantém-se como estavam e o Algarve perdeu o único Grupo-Equipa que tinha (EBI Martim Longo, Alcoutim).

De acordo com o Professor Ricardo Chumbinho, estes dados “referem-se a uma data que corresponde ao fim do prazo disponível para as escolas apresentarem os seus projectos finais; sabe-se, contudo, que nem todas as escolas o terão cumprido, pelo que poderão existir mais Grupos-Equipa para além dos listados em cada um dos anos.” Por outro lado, “esta base de dados refere-se apenas aos Grupos-Equipa de Orientação, não incluindo os Grupos-Equipa de Multiactividades de Ar Livre, cujo Regulamento Específico permite a participação de pleno direito nos quadros competitivos de Orientação, como de resto é habitual verificar-se; a título de exemplo, veja-se que o ano passado estavam 10 Grupos-Equipa inscritos na Península de Setúbal e registou-se a participação de 14 Escolas.

Alguns considerandos mais

Face aos regulamentos, a existência de 72 Grupos-Equipa pressupõe um mínimo de 1080 alunos em actividade regular de treino semanal e participação em quadros competitivos (15 alunos por Grupo-Equipa).

“É necessária alguma reserva ao usaram-se estes dados para inferir quantidade de actividade”, adverte o Coordenador Nacional de Orientação do Desporto Escolar. Para aquele responsável, “apesar de ser legitimo esperar-se que mais equipas signifiquem mais actividade, existem circunstâncias em que a actividade é pouco mais do que apenas interna e nestes casos difícil de aferir.”

Professores-orientistas e… uma surpresa

Finalmente, é curioso verificar-se a presença, na qualidade de Professor-Responsável, de alguns nomes conhecidos da modalidade: Ana Paula Campos, Bruno Nazário, Carlos Rabaça, Daniel Pó, Fernanda Moedas, Pinto André, Filipe Marques, Hélder Ferreira, João Vítor Alves, Jorge Baltazar, José Leote, Joséé Mário Batista, Maria de Belém Magalhães, Vítor Delgado e Tânia Covas Costa, entre outros.

Já no início do próximo ano, o Orientovar propõe-se iniciar uma rubrica quinzenal que possa dar a conhecer a realidade dos Grupos-Equipa de Orientação no nosso País. Este será um espaço de Entrevista junto de alguns dos professores citados ou outros, na tentativa de revelar um pouco dos contextos em que funcionam. Estamos certos de que terão muito a dizer e nós muito a aprender com eles.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

DUAS OU TRÊS COISAS QUE EU SEI DELA...


1. Imagine-se numa prova de Orientação a partir dois minutos à frente daquele que virá a ser o vencedor. A determinada altura é apanhado e, graças à sua boa condição física, limita-se a seguir na sua ‘cola’ até ao final. Sabia que nesta situação, em sete dos últimos dez Campeonatos do Mundo, teria sido medalha de prata ou de bronze? Há muito que este “trabalho de equipa” representa um imbróglio maior da nossa modalidade e a definição de estratégias para o combater tem sido uma preocupação constante. Assinado por Bernt O. Myrvold, Jan Kocbach e Henning Spjelkavik, acaba de chegar até nós o mais recente contributo no sentido de prevenir ou erradicar o problema. “Separating Runners in Orienteering – Overview and Review of Methods”, assim se chama o documento que pode ser consultado no World of O em http://news.worldofo.com/2009/12/21/extensive-report-separating-runners-in-orienteering/. Apesar da sua extensão, vale bem a pena uma atenta leitura.

2. “A harmonia entre beleza natural e qualidade para a Orientação”, “Informação Técnica colocada no site” e “As Pedras do NAOM”, são estas as mais recentes actualizações das três provas maiores do Calendário Nacional que se avizinham. O Orientovar regista com enorme satisfação o cuidado posto pelas organizações do I Meeting Internacional de Arraiolos (GafanhOri), Portugal O’ Meeting (COC / Ginásio Figueirense) e Norte Alentejano O’ Meeting (GD4C) na criação e manutenção de páginas funcionais e tão completas quanto possível, num todo visualmente apelativo e que tanto nos vem adoçando a boca. Que assim prossigam e nos brindem com eventos de grande qualidade, são os nossos votos para 2010.

3. “Algumas semanas atrás recebi uma mensagem de Portugal onde acaba de ser criada a Comissão de Trail-O, uma estrutura de acompanhamento da Federação Portuguesa de Orientação. Confiamos na sua participação em 2010 no WTOC – Campeonato do Mundo de Trail-O, na Noruega.” As palavras são da finlandesa Sari Salomaa-Niemi, responsável máxima da Comissão de Trail-O da Federação Internacional de Orientação, e podem ser lidas no O-Zine 4-2009, a mais recente newsletter daquela entidade [pode consultá-la em
http://www.orienteering.org/i3/index.php?/iof2006/content/pdf/2836]. Apesar de não estar tão optimista quanto a senhora Salomaa-Niemi no que a uma participação portuguesa no WTOC ’10 diz respeito, deve confessar que a forma como a Orientação de Precisão tem vindo a conquistar, por direito próprio, o seu espaço, é algo que me enche de satisfação e orgulho. E é precisamente para todos quantos, a título pessoal ou nas mais variadas instituições, têm contribuído para transformar este sonho em realidade que vai, com profunda emoção, o Louvor da Semana.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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terça-feira, 22 de dezembro de 2009

ONA RAFOLS: "ESPERO CHEGAR MUITO LONGE"


Coroando uma temporada de importantes conquistas, a catalã Ona Rafols acaba de vencer a Liga Espanhola de Elite Feminina. É ela a convidada de honra do Orientovar nesta penúltima terça-feira de 2009.


Orientovar - O primeiro lugar do ‘ranking’ da Liga Espanhola de Orientação Pedestre em 2009 corresponde ao acumular de vários êxitos. Queres reviver connosco aqueles que foram os momentos altos da temporada?

Ona Rafols - Creio que o mais importante foi ter conseguido chegar à Final A de Sprint do Mundial WOC 2009, na Hungria, apesar da Final não me ter corrido nada bem. No Campeonato Universitário de Espanha de Orientação ganhei as três provas (Distância Longa, Sprint e Distância Média).

Orientovar - Como geres o teu dia-a-dia e onde é que se encaixa a Orientação?

Ona Rafols – Frequento o 4º Ano do Curso de Medicina e cada vez se torna mais difícil articular tudo. Todavia, procuro sempre deixar um espaço de tempo durante a tarde para treinar. Normalmente a manhã é destinada às Aulas Práticas no Hospital e consigo sempre algum tempo para estudar antes de ir correr. O problema de quem vive no centro de Barcelona é que não há bons mapas próximo e daí todo o treino ser físico. Aos fins-de-semana, caso não haja competição, procuramos sair à procura de treinos em mapas e terrenos de boa qualidade.

Orientovar - Quais as qualidades que reconheces em ti que mais contribuem para seres a excelente orientista que és?

Ona Rafols – Não sei se as possuía antes ou se a Orientação fez com que as adquirisse, mas para sobreviver aos horários é necessária muita organização e força de vontade. Também poderia dizer que sou perseverante e sei esperar para obter aquilo que quero.

Orientovar - És muito nova e tens um futuro risonho na Orientação à tua frente. Que aspectos sentes que necessitas trabalhar mais para que isso seja uma realidade?

Ona Rafols - Creio que um dos meus pontos fracos é a concentração. Quando a prova é aborrecida tenho imensa dificuldade em manter-me concentrada no mapa. Quanto à parte física, venho-a trabalhando ano após ano.

Orientovar - No ano que agora termina, deste-nos o prazer da tua visita algumas vezes, sempre com a camisola do Grupo Desportivo 4 Caminhos. Que motivação te leva a representar um clube português e que vantagens advêm dessa tua presença regular em Portugal?

Ona Rafols – Há cerca de um ano recebi a proposta para correr pelo Grupo Desportivo 4 Caminhos. Pareceu-me que poderia ser muito interessante, visto as minhas experiências anteriores em Portugal terem sido sempre em terrenos muito bons e em mapas de qualidade. As corridas estão bem organizadas e gastamos praticamente o mesmo tempo na deslocação para uma prova da Liga Espanhola. Que mais podemos pedir?

Orientovar - Como avalias o actual momento da Orientação em Espanha?

Ona Rafols - Parece que estamos progredindo, no que à Selecção Absoluta diz respeito. Cada vez nos aproximamos mais do nível internacional. Nos anos anteriores tivemos a sorte de ter muito bons seleccionadores, fazíamos campos de treino específicos e era muito motivador. Este ano registaram-se alguns problemas internos na Federação e só esperamos que não acabem com tudo o que tínhamos conseguido alcançar. À parte esta situação, temos a Federação Catalã que nos apoia muito e preparamos campos de treino com a Selecção Francesa.

Orientovar - Até onde esperas chegar como atleta?

Ona Rafols – Se o corpo se aguentar, espero chegar muito longe!

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

GRANDE ENTREVISTA: HUGO BORDA D'ÁGUA, "ENTRE O ONTEM E O AMANHÃ"


Ao longo do ano, foi dos clubes que mais se distinguiu pela qualidade e inovação das suas organizações. Falamos do COAC – Coruche Outdoor Adventure Club que acaba de ver premiado esse esforço com a atribuição de duas provas da Taça de Portugal na próxima temporada. Sobre isto e muito mais falámos com Hugo Borda d’Água, responsável máximo da colectividade coruchense, dando conta da conversa neste espaço de Grande Entrevista.


Orientovar - Coruche inscreveu o nome no restrito grupo de localidades que, até hoje, receberam eventos de Orientação de Precisão no nosso País. Que balanço se pode fazer da experiência?

Hugo Borda d’Água - O balanço é extremamente positivo, visto que os participantes se mostraram bastante agradados com esta vertente da modalidade. A ausência da preocupação com o tempo para realização da actividade e deslocação entre pontos foi um aspecto destacado pelos que possuem mais dificuldades em deslocar-se, lembrando a importância que poderá ter por exemplo nos mais idosos.

O frio e a chuva dos últimos dias afastaram muitas pessoas com mais dificuldades e necessidades especiais, o que foi um ponto negativo e que nos limitou a menos de três dezenas de participantes. Tínhamos como principal objectivo analisar a aderência das pessoas com dificuldade de se movimentar e consideramos que foi, sem sombra de dúvidas, extremamente positiva.

Orientovar - Em termos meramente organizativos, com as implicações logísticas algo particulares neste tipo de provas, quais as dificuldades sentidas e quais os recursos que vos permitiram ultrapassá-las?

Hugo Borda d’Água - A Câmara Municipal de Coruche tem tido uma excelente receptividade perante a Orientação de Precisão e esperamos que nos continue a ajudar neste trabalho que acreditamos crescer com o decorrer do tempo. A Federação Portuguesa de Orientação e a Comissão de Acompanhamento desta vertente da modalidade têm sido outros enormes apoios na evolução dos conhecimentos que já possuíamos acerca do desenrolar das organizações de Trail-O / Orientação de Precisão.

O facto de realizarmos a actividade isolada de qualquer outro evento de Orientação é uma aposta a manter de modo a existir uma total atenção na dinamização da actividade, no acompanhamento dos participantes e na concentração da logística. Não é de forma alguma fácil ter muitas instituições na próxima actividade de Trail-O em Junho mas esperamos trabalhar durante estes meses em parceria com a Comissão de Acompanhamento do Trail-O / Orientação de Precisão e as instituições existentes no Ribatejo de modo a ultrapassar essas dificuldades. Esperamos aumentar a aderência, contando também com melhores condições climatéricas nessa próxima actividade.


Orientovar - O II Troféu do Sorraia é o próximo grande desafio do COAC, dentro de aproximadamente um mês. Quer adiantar já aqueles que considera serem os pontos altos do evento?

Hugo Borda d’Água - Apenas duas semanas após a realização do Meeting de Arraiolos, este concelho irá receber a primeira etapa num mapa novo em terrenos de excelente qualidade junto ao Sabugueiro. Será uma óptima possibilidade para voltar a terrenos próximos dos que irão receber o Meeting de Arraiolos. Gostaria de destacar que este mapa novo, que inicialmente não estava nos planos do Troféu, só foi possível graças à grande amabilidade e cooperação do GafanhOri em possibilitar a sua inclusão. Foi mais um claro exemplo do sentido de cooperação e ajuda do Gafanhori, a quem o COAC fica muito grato.

O segundo dia será na zona Sul do mapa da Herdade da Agolada em Coruche, utilizado na prova da Taça de Portugal organizada pelo COA em Novembro de 2008. A Arena localiza-se junto ao Açude numa zona de incontestável beleza, tal como pudemos verificar nessa altura. Além destes aspectos, teremos os vencedores a traçar opções na Arena, ponto de espectadores e speaker, numa tentativa de levar a emoção da prova a quem assiste à mesma, tal como tem sucedido nas nossas últimas organizações.


Orientovar - A FPO acaba de divulgar os Calendários da Taça de Portugal para a temporada de 2011 e pela primeira vez o COAC terá a responsabilidade de organizar dois eventos desta natureza, um na disciplina Pedestre e o outro, de parceria com o CPOC, na orientação em BTT. Como é que receberam este voto de confiança?

Hugo Borda d’Água - No que diz respeito à Orientação Pedestre, penso que foi um voto de confiança da FPO perante o esforço que temos tido em organizar eventos de qualidade e captar praticantes para a modalidade, sobretudo jovens. Sabemos que estamos longe do número de elementos dos maiores clubes nacionais mas em nada este aspecto nos desvia do objectivo de trabalhar continuamente para organizar uma prova de excelente qualidade. Já começamos a trabalhar no I Coruche Orienteering Trophy '11 e antes do final do mês de Janeiro teremos o site da prova on-line.

Fruto da aposta que temos levado a cabo em ter muitas pessoas jovens a desempenhar funções de responsabilidade nas organizações, este será também um prémio para eles e onde terão a possibilidade de superar as ideias que têm desenvolvido nas últimas organizações. Revemo-nos claramente nas palavras do Tiago Aires no Orientovar acerca da importância de desempenhar funções de responsabilidade para a evolução dos jovens como indivíduos e essa continuará a ser a nossa grande aposta tal como tem acontecido.

Na Orientação em BTT foi um desafio que nos foi colocado pelo Tiago Fernandes e no qual iremos trabalhar intensamente para entrarmos com o pé direito nas organizações desta vertente da modalidade. Seria do nosso agrado levar o evento a um mapa novo perto de Coruche, em terrenos com qualidade para a Orientação em BTT, mas é um processo que está ainda na sua fase inicial. Em todos estes desafios esperamos contar activamente com todos os parceiros que têm colaborado connosco nestes dois anos. Só assim é possível elevar a qualidade dos eventos.


Orientovar - Agora que um novo ano se abre, quais os vossos maiores desejos para 2010?

Hugo Borda d’Água - Em primeira instância, esperamos que a primeira prova da Taça de Portugal nos dias 9 e 10 de Janeiro organizado pelo Gafanhori seja um tremendo sucesso tal como a "rampa de lançamento" nos faz prever. Desejamos que em 2010 consigamos ter condições logísticas e financeiras para aumentar o número de praticantes no COAC, sobretudo jovens, e organizar eventos de qualidade antevendo a nossa estreia organizativa na Taça de Portugal em 2011. No panorama Nacional, existe mais um grande desafio organizativo de dimensão mundial do qual esperamos que o resultado seja de novo reconhecido tal como em 2008. Aproveitamos para desejar um óptimo Natal e um excelente ano de 2010 a todos os praticantes de Orientação e leitores do Orientovar.
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Acompanhe todas as novidades do COAC – Coruche Outdoor Adventure Club em
http://www.coaclub.com/.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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domingo, 20 de dezembro de 2009

GRANDE ENTREVISTA: FERNANDO COSTA, "ENTRE O POM E O NAOM"


Pela segunda vez na sua história, o Grupo Desportivo 4 Caminhos vai organizar o Portugal O’ Meeting, a maior competição regular de Orientação Pedestre que se disputa anualmente no nosso País. “Entre o POM e o NAOM”, este é o ponto de partida para uma conversa com o grande timoneiro do clube da Senhora da Hora, Fernando Costa.


Orientovar - A Federação Portuguesa de Orientação acaba de divulgar a atribuição do Portugal O’ Meeting 2011 ao Grupo Desportivo 4 Caminhos. Como é que receberam a notícia?

Fernando Costa - Recebemos a noticia com grande contentamento, mas também com muito respeito e o sentido da responsabilidade que um evento desta dimensão vai constituir para o clube.

Orientovar - Que acréscimo de responsabilidades é que esta situação acarreta para a Organização?

Fernando Costa - O POM é o maior evento de Orientação que se realiza em Portugal e com grande fama a nível Mundial. Nesse sentido temos que continuar a engrandecer este evento, face à concorrência a nível internacional que se começa a fazer sentir, nomeadamente da Espanha, Itália e até agora do Norte de Africa, cujas provas começam a fazer frente às nossas.

Orientovar - A realização deste Portugal O’ Meeting 2011 irá distribuir-se por dois palcos distintos: Portalegre e Alter do Chão. Porquê esta opção e porquê o regresso a Alter do Chão e não a Nisa ou a Castelo de Vide, por exemplo?

Fernando Costa - O Município de Alter sempre mostrou interesse em voltar a receber o evento e a Coudelaria é um espaço que merece ser visitado, ainda por cima com tantos participantes estrangeiros presentes. Como ficou de fora ainda um pouco da área para cartografar, os percursos poderão visitar zonas onde não foram no NAOM 2009. Quanto a Portalegre é também mais um Município que faz a sua estreia na Orientação. O local que elegemos aí tem boas características para este evento e penso que temos reunidas as condições para uma boa prova.

Orientovar - O Portugal O’ Meeting 2011 representará também uma fortíssima promoção de todo o Norte Alentejano. De que forma é que se poderá potenciar a presença de quase um milhar de estrangeiros na região?

Fernando Costa - Se o evento tiver qualidade, será uma boa forma de continuar a promover as provas em Portugal. Tentaremos criar as condições para que o Turismo local aproveite este mercado. Esperamos que a Região de Turismo e os Municípios percebam o que está envolvido no evento e o consigam promover, em parceria connosco, nos Órgãos de Comunicação Social locais e nacionais.

Orientovar - O NAOM, um termo com tanto significado e que vos é tão querido, vai ser abolido ou coabitará com o POM?


Fernando Costa - Penso que poderá coabitar. A filosofia é a mesma visto ser na mesma região, só que com uma dimensão maior. A ideia é dar a uma das etapas o nome de NAOM.

Orientovar - Deixando de parte 2011 e centrando as nossas atenções na quarta edição do NAOM, dentro de pouco mais de dois meses no Crato, quer fazer-nos o ponto da situação?

Fernando Costa - A situação está controlada. A cartografia ficou pronta bastante cedo, os terrenos são muito interessantes e o figurino tentará manter a tradição. A organização está apostada em fazer um bom evento e estamos mais unidos do que nunca. Continuamos com a aposta em figuras públicas para apadrinhar o evento e para o lançamento das Crónicas que começam a ser um dos pontos altos. Cada vez temos mais a noção que um evento de Orientação, pelas suas características próprias, não pode resumir-se aos percursos. Para se conseguir arrastar as pessoas, as entidades e os Órgãos de Comunicação Social, quanto mais actividades estiverem em curso simultaneamente, melhor para o evento.

Orientovar - Tem repartido a sua presença entre o Porto e o Crato, multiplicando-se em contactos de ordem vária e ultimando os preparativos deste evento. Qual a sua principal dor de cabeça neste momento?

Fernando Costa - A enorme quantidade de proprietários é sempre uma preocupação grande. A mudança do elenco à frente da Câmara Municipal do Crato, resultante das últimas eleições, já foi resolvida e estamos cientes que vamos ter o apoio do Município como aconteceu nas edições anteriores. As coisas estão a andar bem e a maior dificuldade é mesmo a distância a que nos encontramos.

Orientovar - Sei que estão já a trabalhar na sexta edição do NAOM, em 2012: Marvão é uma forte possibilidade?

Fernando Costa - A pedido do Município de Marvão fizemos os primeiros contactos, mas para já não passaram de uma reunião explicativa do evento, onde se tentou mostrar as virtudes da modalidade. Marvão é mais um excelente local para a prática da nossa modalidade e um candidato a Património Mundial que importa divulgar.

Toda a informação sobre o NAOM 2010 em
http://www.gd4caminhos.com/naom/2010/.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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sábado, 19 de dezembro de 2009

JULIÁN OLAVARRÍA ESPINOZA: "TEMOS MUITO QUE APRENDER"


Como leitura de fim-de-semana, marcamos encontro com a Orientação num País que desperta paixões. Julián Olavarría Espinoza é o nosso convidado especial e é ele quem nos abre as portas da Orientação no Chile. Um pedacinho precioso de prosa que o Orientovar tem o orgulho e a honra de poder apresentar, numa Entrevista donde se extraem palavras de amor e esperança.

Nascido a 7 de Agosto de 1960 na cidade de Coyhaique, no extremo Sul do Chile, Julián Olavarría Espinoza é Sub-Oficial Maior da Força Aérea e vive actualmente em Santiago do Chile, a capital do País. Pratica Orientação desde 1986, ano em que se realizou o primeiro Campeonato Inter-Forças Armadas no Chile. Do seu vasto currículo destacam-se o terceiro lugar no Campeonato Sul-Americano (Santa Cruz do Sul, RS, 2007) na categoria H45B e a vitória no mesmo evento e categoria em 2008.

Em 2009, participou com excelentes resultados nos 5 dias de Orientação do Brasil na categoria H45A e foi um dos formandos do Curso IOF Adviser em Santa Cruz do Sul, ministrado pelo “nosso” Rui Antunes. Foi esse o ponto de partida para uma conversa que dá a conhecer uma pessoa apaixonada pela Orientação, num País onde está (quase) tudo por fazer. É precisamente essa Entrevista que passamos a reproduzir.


Orientovar - Falar de Orientação no Chile é algo que nos deixa cheios de curiosidade. Pedia-lhe que abordasse um pouco da realidade deste desporto no seu País e a forma como tudo começou.

Julián Olavarría Espinoza – Entre nós, a modalidade teve o seu arranque no ano de 1984, com a realização de um Curso de Orientação em Santiago do Chile, ministrado por instrutores brasileiros a um grupo de Oficiais e Professores de Educação Física das Forças Armadas Chilenas. Mais tarde, em 1985, com a criação da Escola de Educação Física do Exército, começou a sua difusão no meio militar. No ano seguinte disputou-se o primeiro Campeonato Inter-Forças Armadas do Chile, com a participação do Exército, Armada, Força Aérea, Forças Policiais e Policia de Investigação. Estes Campeonatos têm lugar anualmente e disputam-se nas categorias de Alunos das Escolas Matrizes das Forças Armadas e Quadros Militares das mesmas Forças Armadas.

Entre os anos de 1993 e 1994 a Orientação sofreu um impulso importante quando, por intermédio de Dietrich Kuhnemuth, um alemão apaixonado pelo Chile e por este desporto, nos chegaram cartógrafos suecos para a execução dos primeiros mapas a cores. Através da Confederação das Forças Armadas realizaram-se diversos Cursos de Orientação no Chile, ministrados por conceituados técnicos do Brasil, da Suécia e outros. Entre eles destacaria Sérgio Brito e Barros e mais tarde Carlos Alberto Xavier, que formaram os primeiros cartógrafos do País e que desenvolveram enormes esforços para difundir e elevar o nível deste formoso desporto.

Orientovar - A Federação de Orientação do Chile é membro associado da IOF – Federação Internacional de Orientação. Qual a implementação da modalidade no país, quantos clubes e praticantes existem no Chile e quantos eventos são realizados anualmente?

Julián Olavarría Espinoza – O Chile é, actualmente, um dos 21 membros associados da IOF. A disciplina que se pratica até ao momento é a Pedestre, embora no presente ano tenhamos começado a experimentar a Orientação em BTT com a realização de alguns eventos. O número de clubes é escasso, como escasso é o número de eventos durante o ano, o que torna muito difícil a prática da modalidade bem como a elevação do seu nível competitivo. Para o ano de 2010 apresentaremos um Calendário de Provas com um número mínimo de dez etapas.


Orientovar - Em termos pessoais, qual a sua ligação à modalidade?

Julián Olavarría Espinoza – A título pessoal, estou ligado a este formoso desporto desde 1986, aquando da realização do primeiro Campeonato Inter-Forças Armadas do Chile, competindo pela Força Aérea. Participei também em todos os Cursos ministrados no Chile por estrangeiros, entre os quais brasileiros e suecos.

Actualmente desempenho funções de Técnico de Orientação na Escola de Formação do Pessoal de Sub-Oficiais da Força Aérea, para além de possuir competência na elaboração de mapas. Nos anos de 2000 e 2001, por motivo de comissão nos Estados Unidos, participei em diversas provas de Orientação nos Estados da Virginia, Maryland e Pensilvânia. Aí tive oportunidade de experimentar diferentes tipos de provas e terrenos muito variados, com os quais adquiri muita experiência e que agora, de alguma maneira, procuro transmitir aos meus alunos.

Orientovar – O que representa para si a Orientação?


Julián Olavarría Espinoza – Representa muito, já que é um desporto fascinante. Apesar de não ter um desenvolvimento importante no meu país, tenho-me esforçado para assistir e participar nalguns eventos no Brasil, buscando a necessária experiência de modo a partilhá-la com outros e contribuir para o desenvolvimento deste desporto no Chile.

Orientovar - Esteve recentemente no Brasil, num Curso ministrado pelo IOF Adviser português Rui Antunes, e depois em Santana do Livramento, onde participou nos 5 Dias de Orientação. Quer relatar-nos um pouco dessa experiência e de que forma este tipo de contactos é importante para o desenvolvimento da Orientação no Chile?

Julián Olavarría Espinoza – Foi uma experiência muito enriquecedora, uma vez que nos confronta com a nossa realidade face ao desenvolvimento do desporto a nível mundial. Creio que toda a experiência que se possa recolher neste tipo de eventos, aprender com pessoas que têm muito mais experiência como técnicos e cartógrafos, é enriquecedora. Espero poder transmiti-la aos meus alunos e a todos os demais que praticam Orientação no Chile. Temos muito que aprender, necessitamos de formar muita gente para alcançar importantes avanços.

Orientovar - O que é que faz mais falta à Orientação no Chile para se afirmar como uma modalidade de todos e para todos?

Julián Olavarría Espinoza – No Chile, em geral, faltam políticas desportivas fortes que fomentem a prática desportiva, a tornem atractiva. Por outro lado, tal como acontece no Brasil, é necessário incluir a Orientação no currículo escolar para criar a necessidade de formar os técnicos e cartógrafos com responsabilidades ao nível do ensino e do fomento da disciplina desportiva.

Orientovar - Quais os seus grande objectivos no curto e médio prazo?


Julián Olavarría Espinoza – Objectivos a curto prazo, já em 2010 ter um calendário de eventos durante todo o ano com um aumento progressivo do número de participantes. A médio prazo, formar cartógrafos e técnicos, sendo esta a única forma de difundir a modalidade e retirá-la da esfera das Forças Armadas, onde o seu desenvolvimento se processa de forma demasiado lenta. Capacitar professores de Educação Física para o ensino e a prática da Orientação nas Escolas e Universidades. Motivar aqueles que já praicam Orientação para a participação em provas internacionais, tais como o Campeonato Brasileiro e o Campeonato Sul-Americano.
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Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

VENHA CONHECER... NUNO REBELO


Chamo-me… NUNO Miguel Alves REBELO
Nasci no dia… 05 de Abril de 1979, em Setúbal
Vivo em… Queluz
A minha profissão é… Administrativo
O meu clube… Ori-Estarreja – Clube de Orientação de Estarreja
Pratico Orientação desde… 1993

Na Orientação…

A Orientação é… divertida!
Para praticá-la basta… gostar!
A dificuldade maior… o terreno!
A minha estreia foi… no Fogueteiro!
A maior alegria… ter sido Campeão Nacional!
A tremenda desilusão… perder-me!
Um grande receio… uma lesão!
O meu clube é… uma grande família!
Competir é… divertir!
A minha maior ambição… chegar ao fim de todas as provas!

… como na Vida!

Dizem que sou… teimoso!
O meu grande defeito… teimosia!
A minha maior virtude… não sei!
Como vejo o mundo… com tristeza!
O grande problema social… a crise!
Um sonho… viver a vida!
Um pesadelo… morrer!
Um livro… “As Palavras Que Nunca Te Direi”!
Um filme… “A Guerra das Estrelas”!
Na ilha deserta não dispensava… a esposa!

Na próxima semana venha conhecer LR Gouveia.

Saudações orientistas.


JOAQUIM MARGARIDO
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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

PELO BURACO DA FECHADURA...


À entrada do novo ano, a Orientação estará de regresso com um importante evento. Falamos do 1.º Meeting Internacional de Arraiolos, pontuável para a Taça de Portugal de Orientação Pedestre 2009 / 2010 e para o ‘ranking’ mundial (WRE) da modalidade. A responsabilidade da prova cabe ao Clube GafanhOri, naquela que representa a grande estreia nas lides organizativas ao mais alto nível. São muitos e bons, pois, os motivos que nos levam ao encontro do timoneiro desta grande nau. Tiago Aires ajuda-nos a espreitá-la pelo buraco da fechadura.


Orientovar - O Meeting Internacional de Arraiolos constitui o maior desafio organizativo colocado até hoje ao GafanhOri. Como encara esta prova de confiança por parte da tutela da modalidade ao atribuir a um clube tão jovem a responsabilidade da organização duma prova da Taça de Portugal?

Tiago Aires - Sentimo-nos orgulhosos e é o reconhecimento do trabalho que temos vindo a realizar. Somos sem duvida um dos clubes que mais eventos têm organizado nos últimos dois anos e mais mapas novos tem produzido. Confesso que as provas que temos organizado têm-se sucedido umas a seguir às outras, sempre com um enorme entusiasmo dos atletas e das gentes locais, e que têm sido um sucesso. Mas neste momento é que seremos verdadeiramente colocados à prova.

Orientovar - Com que expectativas aguarda o dia 9 de Janeiro?

Tiago Aires - Esperamos ter cerca de 800 atletas no evento, pois infelizmente o número de estrangeiros inscritos é muito reduzido. Divulgámos a prova durante todo o Verão um pouco por todos os grandes palcos internacionais da Orientação, mas nunca como World Ranking Event (WRE), pois só em Setembro é que nos foi atribuído como tal. Acabou por ser demasiado tarde para captar atletas estrangeiro que planeiam os seus calendários com muita antecedência. De qualquer forma temos grande satisfação em ter o atleta Tero Fohr, da selecção da Finlândia, inscrito na Elite Masculina.

O nosso clube continua muito entusiasmado para organizar um evento de qualidade e que deixe uma boa imagem do concelho de Arraiolos. Não estamos particularmente preocupados por ter poucos atletas estrangeiros inscritos, pois temos de dar um passo de cada vez e esta prova é, acima de tudo, o nosso primeiro evento de nível nacional. Em 2011 já nos foi atribuída outra prova do WRE, com o 2º Meeting Internacional de Arraiolos, nos dias 12 e 13 Março, no fim-de-semana imediatamente a seguir ao Portugal O Meeting de Portalegre e Alter do Chão. Aí sim, pensamos obviamente em receber os principais atletas do Mundo na nossa prova.

Orientovar - Seria possível, em traços muito gerais, enumerar os principais momentos da caminhada organizativa deste Meeting?

Tiago Aires - Desde o primeiro momento em que começámos a organizar eventos locais no concelho de Arraiolos que era nosso objectivo (inicialmente Sociedade S. Pedro da Gafanhoeira, depois clube Gafanhori) conseguir organizar eventos nacionais de qualidade. Desde que estou a viver em S. Pedro da Gafanhoeira que tenho procurado terrenos interessantes para a Orientação e nos quais temos vindo a organizar eventos. O local onde será a prova de Distância Média (WRE) foi-me mostrado assim que vim trabalhar para Arraiolos e elegi-o, desde logo, como um bom sítio para uma prova nacional. Os proprietários dos terrenos têm sido acessíveis às nossas iniciativas e isso não foi excepção neste Meeting. As tarefas da prova estão distribuídas desde Agosto e as equipas estão a trabalhar nas suas áreas. Foi tarefa de todos os elementos divulgarem a prova junto de diversas entidades da região e angariar apoios. Algumas empresas já se juntaram a este Meeting, mas esperamos que possam aparecer mais.

Orientovar - Tem sido uma imagem de marca do Clube GafanhOri a implicação de todos os seus elementos – dos mais novos aos mais veteranos – no processo organizativo. Quer falar-nos um pouco dessa distribuição de tarefas?

Tiago Aires - Lembro-me bem da primeira prova que organizámos em mapa de floresta, no Monte da Pastaneira, acerca da qual recebemos muitos e-mails e comentários dos participantes do evento, demonstrando a sua admiração pelo facto de só se verem praticamente crianças e jovens na Organização. Este sempre foi um ponto ao qual que dei e dou muita importância. Se são os jovens que fundamentalmente se dedicam à modalidade, pensam na modalidade e vivem a modalidade, então porque é que não haverão de ser eles a ter a responsabilidade de organizar, de liderar, de pensar e decidir. Penso ser muito importante para o seu futuro como indivíduos e até como atletas.

Mas as nossas organizações não têm só jovens, muito longe disso. No total estão 102 pessoas na Organização ligadas ao clube, às quais se devem acrescentar os técnicos da Câmara Municipal de Arraiolos . Não participará na prova nenhum atleta do Gafanhori, mas estão muito empenhados em dar o seu contributo para que tudo corra pelo melhor. Cada equipa é autónoma e deve inovar e ter criatividade na sua área. A partir daqui temos reuniões regulares da Organização, para ir “limando arestas”.

Orientovar - Depois do ensaio da prova de Bardeiras, a cartografia nórdica terá aqui a sua verdadeira prova de fogo. Que avaliação faz deste vital aspecto e que resultados esperam colher da experiência? Não teme a “resistência à mudança” e uma rejeição em bloco deste tipo de cartografia?

Tiago Aires - Não estou demasiado preocupado com isso. Esta cartografia não tem nada a provar, pois é já implementada há muitas dezenas de anos em quase todos os países. O que esperamos com esta cartografia é mostrar que, com a melhoria generalizada na escolha de terrenos em Portugal, não podemos querer continuar a desenhar mapas que se tornam elegíveis e que não respeitam minimamente o ISOM, nas dimensões dos próprios símbolos no mapa e nas dimensões mínimas reais no terreno, para serem marcados no mapa. Compreendo que em muitos locais, se não se marcar com muito detalhe a vegetação ou pedras de 30 cm, pode não aparecer nada num mapa. E estou à vontade para falar disto pois desde que tive a oportunidade de cartografar com os finlandeses, tenho sido bastante crítico dos mapas que eu próprio já produzi na região antes deste contacto.

Quanto à resistência à mudança, não me parece que possa ser em bloco, pois a Orientação portuguesa está numa fase de grande evolução em todos os seus quadros técnicos e este poderá ser um pequeno contributo para mais uma reflexão. Exemplo da boa adaptação foi sem dúvida a prova nas Bardeiras, na qual 95% das pessoas se demonstraram bastante agradadas com a cartografia e em particular os Veteranos que têm dificuldade em interpretar os mapas de muito detalhe.

Orientovar - Que outros atractivos estão previstos para o Meeting Internacional de Arraiolos?


Tiago Aires - Esperamos, sem dúvida, que os mapas, arenas e percursos dos dois dias de evento possam constituir as grandes atracções. Foram cartografados 15 km2 de mapas novos para este evento. Para conseguir potenciar ao máximo estes três aspectos, as arenas são longe do estacionamento (1,5km sábado e 1,0km no domingo). No entanto os mapas de aquecimento são uma boa oportunidade de realizar esses trajectos, contactando com o tipo de terreno e visualizando os locais onde se situam a arena e a partida. Nas arenas estarão cerca de 200 cadeiras e 40 mesas junto ao ponto de espectadores, casa de banho, sistema de som, bar, secretariado, informática, ‘baby-sitting’, tenda dos resultados, o jogo do presunto e claro,
o funil de chegadas.

Decorrerá ainda na noite de sábado, às 18h00, um sprint na bela vila de Arraiolos, com passagem pelo castelo. Será oferecido a todos os participantes o Jantar Tradicional no sábado com programa cultural associado e o almoço no Domingo, antes da entrega de prémios, ambos numa gentileza da Câmara Municipal de Arraiolos e a decorrer no Multiusos de Arraiolos. O campo de treinos “New Year” de 2 a 7 de Janeiro será certamente uma boa oportunidade para treinar Orientação, duas vezes por dia (uma das quais com SportIdent) com técnicas específicas.


Orientovar - Até ao dia 9 de Janeiro vai poder dormir descansado ou ainda há uma série de requisitos para conferir no “check list” organizativo do Meeting Internacional de Arraiolos?

Tiago Aires - Quanto aos mapas e percursos, já estão marcados no terreno todos os pontos da prova com estacas de madeira. O Juiz controlador já visitou os 156 pontos. No mapa da Distância Longa foram feitos oito treinos de Orientação desde Setembro e seis no mapa da Distância Média. As equipas estão todas a trabalhar muito bem, reunindo materiais e construindo outros. Nesta fase, espera-se pelas inscrições, pelo Natal, Ano Novo e claro, que possamos ter dois dias sem chuva, a 9 e 10 de Janeiro de 2010, embora tenhamos tudo igualmente planeado no caso de mau tempo.

Orientovar - Bom gosto, simpatia no acolhimento, bem comer e melhor beber são algumas das imagens de marca da “vila branca de tapetes colorida”. À margem da competição quer deixar alguma sugestão de carácter social, cultural ou turístico?

Tiago Aires - Para quem vem só durante o fim-de-semana, não será fácil estar presente em mais eventos, com o programa do Meeting tão preenchido. O Multiusos de Arraiolos será um palco de demonstração cultural com diversos stands, onde estarão representadas algumas entidades locais.

Orientovar - Se é que ainda existem, deixaria alguma mensagem aos indecisos?

Tiago Aires - Venham participar! Atletas de Elite, competidores, caminheiros e quem nunca ouviu falar de Orientação. Há percursos para todos.

Acompanhe toda a informação na página oficial do evento em
http://www.gafanhori.pt/meeting10/.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

DUAS OU TRÊS COISAS QUE EU SEI DELA...


1. A Escola Secundária D. Dinis recebeu na passada 5ª feira a sexta edição da Gala do Desporto Escolar. A iniciativa, da responsabilidade do Gabinete Coordenador do Desporto Escolar, contou com a presença da Ministra da Educação e de outras entidades convidadas e teve como finalidade a atribuição anual de Prémios a entidades que se distinguiram no âmbito do Desporto Escolar. Em causa estiveram as categorias “Aluno”, “Professor”, “Escola”, “Internacional” e “Autarquia”, a serem atribuídas ao nível de cada uma das cinco Direcções Regionais de Educação (Norte, Centro, Lisboa, Alentejo, Algarve e Região Autónoma dos Açores) e ainda uma categorial “Especial”, atribuída a nível nacional. Entre os galardoados, destaque para as nossas Vice-Campeãs a título individual nos Mundiais ISF Madrid 2009, Vera Alvarez (EB 2,3 Sarrazola) e Inês Catalão (EB 2,3 Cunha Rivara), para a equipa Juvenil Feminina da EB 2,3 Cunha Rivara, Vice-Campeã do Mundo no mesmo evento (Rita Rodrigues, Ana Salgado, Inês Pinto, Ana Coradinho e Ana Tomás) e para os respectivos professores, Avelina Alvarez e José Mateus. A todos eles, uma vez mais os sinceros parabéns.

2. A abrir o apetite para a quadra festiva que se aproxima, o Clube de Aventura e Orientação de Sintra vai organizar no próximo Sábado, dia 19 de Dezembro, mais um evento local de Orientação. Repetindo uma fórmula testada na Páscoa com resultados satisfatórios, aos habituais percursos pedestres com 3 níveis de dificuldade (Fácil, Médio e Difícil), junta-se um percurso de Orientação em BTT, com uma distância acessível a qualquer participante, mas com algumas opções de maior dificuldade técnica. A janela de tempo desta Jornada dupla de Orientação permite a participação em ambas as vertentes e abre espaço para mais um churrasco convívio do clube. Tratando-se de um evento informal, constitui uma boa oportunidade para quem esteja interessado em perceber o que é a Orientação, fazer um treino, iniciar amigos ou, simplesmente, participar num convívio… O evento está aberto à participação de pessoas de todas as idades e pode ser precedido por uma breve formação. O CAOS fica à espera da sua participação no último evento de 2009. Para mais informações, consulte o site do clube em
www.107caos.com.

3. José Luís Oliveira colocou no Forum FPO, no passado dia 11, um pedido para que se comentassem “o mapa e os percursos utilizados no IV Troféu Ori-20Km Almeirim”. Na qualidade de Director da Prova, baseou o apelo na aprendizagem e no contributo para a modalidade que a participação de todos acarretaria. Recebeu uma resposta! Esta é uma situação recorrente que o Orientovar experimenta todos os dias e em relação à qual as “campanhas de sensibilização” se têm revelado inúteis. A título de exemplo, as treze mensagens publicadas na primeira metade de Dezembro mereceram dois (!) singelos comentários. Conclusão: Concorde-se ou não com o que aqui vai sendo dito e escrito, o pessoal não tem “pachorra” para escrever. O Orientovar quis saber se o problema era exclusivamente seu e descobriu que, afinal, o mal é geral. Pior ainda, percebeu que sem “feed-back” desaparecem os estímulos e, daí à desmobilização, vai um pequenino passo. Sem grande estupefacção, constata-se que os autores dos 22 blogues “recenseados” no Oásis, eles próprios, descuram as suas páginas. A taxa de actualização é de uma mensagem em cada quatro meses e meio ou, para ser mais preciso, 136 dias (!). Isto a contar do dia 7 de Setembro de 2007, a última vez que Norberto (?) colocou um “post” no seu blogue. A título de exemplo, Nélson César não actualiza a sua página desde 20 de Maio de 2008 e Miguel Ferreira não o faz desde 15 de Julho de 2008. O excelente “Mapeando” de Alexandre Alvarez está parado desde 18 de Fevereiro de 2009 e 29 de Janeiro de 2009 foi o dia em que Patrícia Casalinho escreveu no seu blogue pela última vez … Vou quedar-me por aqui. Este cenário entristece-me. Os louvores ficarão para a próxima semana!

[foto gentilmente cedida por Tiago Aires]

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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terça-feira, 15 de dezembro de 2009

OS VERDES ANOS: JOÃO PAULO


Olá!

Sou o João Paulo, tenho 14 anos, sou natural de Vila do Conde e neste momento frequento o 9º ano de Escolaridade na escola EB 2/3 Júlio-Saul Dias.

A minha história com a Orientação começou quando entrei para o 5º ano de Escolaridade, tendo sido incentivado pelos meus pais a praticar desporto, porque tinha deixado de andar na Natação. Como também gostava de praticar desporto, decidi experimentar um desporto diferente; daí foi-me sugerido o Desporto Escolar e, entre outras actividades, acabei por escolher a Orientação.

A minha primeira prova foi no mapa de Árvore – Mindelo (Vila do Conde), tendo nessa prova feito o percurso Fácil Curto (neste momento correspondente ao OPT1), acompanhado pelo meu pai e ficámos os dois em terceiro lugar. No pódio quem nos entregou a medalha foi a famosa atleta Aurora Cunha. Só mais tarde, quando estava a frequentar o 8º Ano de Escolaridade, atingi o “pico” da minha curta carreira, tendo-me federado no Grupo Desportivo 4 Caminhos.

Em Maio de 2009 participei no Campeonato Nacional de Desporto Escolar, em Setúbal, ficando em quarto lugar na classificação por equipas. Desde que entrei para o GD4C, já o representei em várias provas e também participei num estágio realizado nas Penhas Douradas (Serra da Estrela), onde foram feitos exercícios de Estafetas em pares e também para melhorar a interpretação da sinalética.

Resumindo, tenho a dizer que acho a Orientação um desporto espectacular, onde temos que raciocinar várias vezes para fazer as melhores escolhas e perder o menos tempo possível, tendo assim mais hipóteses de alcançar a vitória e subir ao pódio.

Agradeço o convite que me foi feito pelo Joaquim Margarido para colaborar nesta rubrica quinzenal.

João Paulo

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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

VI TROFÉU DE ORI-BTT DO CPOC: DANIEL MARQUES E RITA GUTERRES VENCEM NA OTA


Com a realização do VI Troféu Ori-BTT do CPOC, chega ao fim o ano civil de 2009 no que à Taça de Portugal de Orientação em BTT diz respeito. Viveram-se na Ota dois dias de intensa actividade e que deixaram em todos as melhores recordações. Que o digam Daniel Marques e Rita Guterres, os grandes vencedores do escalão de Elite.

Decorreu no passado fim-de-semana, o VI Troféu de Ori-BTT do CPOC, este ano de volta ao concelho de Alenquer. Um regresso a locais de boa memória, já que foi aqui que, nos idos de 2007, teve lugar a estreia do clube oeirense nas lides internacionais e logo com uma prova pontuável para o Ranking Mundial.

A primeira etapa deste VI Troféu Ori-BTT do CPOC realizou-se no mapa novo da Serra da Ota. Apesar de não possuir uma muito grande rede de caminhos, as suas características técnicas e de desnível faziam com que, numa má opção, se pudessem decidir vencedores e vencidos. Entre os primeiros classificados da Elite Feminina e Masculina, as diferenças de tempos nos lugares da frente foram diminutas, deixando tudo em aberto para a última e decisiva prova. Em femininos venceu Maria Amador (ATV), com a espanhola Susana Arroyo (Sotobosque) a quedar-se a escassos 26 segundos e em Masculinos levou a melhor Paulo Alípio (COC) apenas 24 segundos à frente do seu companheiro de equipa, Daniel Marques. Ambos os vencedores consideraram muito positivas as suas prestações, elogiando tanto o terreno como os percursos e considerando que foi nos pequenos erros que os dois melhores tempos foram decididos.

Quem ri no fim, ri melhor!

A segunda etapa, realizada no mapa antigo da Ota (actualizado para esta prova), apresentou-se com características mais “rolantes”, apesar de algum desnível na Zona norte do mapa e pequenas zonas com bastante lama por motivo das chuvas intensas das últimas semanas. A grande rede de caminhos, aliada ao facto de se tratar duma etapa longa, confrontou os atletas com um elevado número de opções e quem fez as melhores… venceu! Os vencedores foram, desta feita, Rita Guterres (ADFA) e Daniel Marques, com margens significativas para os seus mais directos adversários que lhes permitiram anular assim a desvantagem trazida da véspera e levar de vencida o Troféu.

Em termos de clubes, no que respeita aos resultados acumulados dos atletas concorrendo nos vários escalões, o COC – Clube de Orientação do Centro continua imparável e voltou a subir ao lugar mais alto do pódio. Ainda na linha do que vem sendo habitual, o Clube de BTT de Loulé secundou a turma leiriense cabendo o terceiro lugar ao ATV – Académico de Torres Vedras, aqui praticamente a jogar em casa.

“Esta prova veio encerrar um ano em cheio”

Para Tiago Fernandes, o Director da Prova, “como antevisto, se as condições meteorológicas o permitissem, o terreno e o mapa proporcionariam duas etapas que poderiam figurar nas boas memórias de todos os participantes, como veio a acontecer. Para o CPOC, esta prova veio encerrar um ano em cheio. Depois de organizarmos em Fevereiro o POM, não queríamos baixar os nossos créditos junto dos participantes de Orientação e fizemos os possíveis por incrementá-los junto daqueles que só Ori-BTT fazem.”

As palavras seguintes serão de agradecimento: “A organização gostaria de agradecer os apoios recebidos da Câmara Municipal de Alenquer, da Junta de Freguesia da Ota, do Centro Social e Recreativo da Ota, da Federação Portuguesa de Orientação e do seu principal patrocinador da equipa de Ori-BTT a Loja da Bicicletas.” E a concluir: “Até breve e votos de Festas Felizes."

Resultados completos em
http://www.cpoc.pt/eventos.php?ev=6OriBTT&op=resultados ou no site da Federação Portuguesa de Orientação, em www.fpo.pt.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO
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sábado, 12 de dezembro de 2009

NAOM - A OUTRA FACE (I)


Desde sempre afirmei que nutria uma certa admiração por quem se disponibilizava e conseguia, com muita carolice e sacrifício, colocar de pé os eventos de Orientação, independentemente do resultado final poder ser considerado de maior ou menor qualidade (a tal avaliação baseada em parâmetros insensíveis).

Imaginava eu, que o trabalho necessário para atingir os objectivos delineados seria árduo e extremamente complicado, pois os obstáculos que porventura iriam surgindo ao longo de todo o processo organizativo, a que eu apelidei de “trabalhos de Hércules”, não seriam de fácil transposição.

Fiquem cientes duma coisa – a imaginação é fertil mas peca por defeito –, o sentir na pele as dificuldades inerentes à realização duma prova, isso sim, é a mais pura e dura das realidades. Participar como atleta é apenas uma das facetas da Orientação e, pelos vistos a mais cómoda. Situarmo-nos no outro lado da barricada é uma conversa completamente diferente.

Para subir mais um degrau na evolução do “berdadeiro” orientista, apareceu a oportunidade única de poder envolver-me numa organização de monta, como é o caso do Norte Alentejano O’ Meeting 2010, evento já na sua quarta edição e que por capricho do destino, é da responsabilidade do clube a que eu recentemente aderi, o Grupo Desportivo dos Quatro Caminhos.

Após as bens sucedidas passagens por Nisa, Castelo de Vide e Alter do Chão, a próxima prova volta a ser realizada na região, mais concretamente no concelho do Crato. E aqui começam os meus trabalhos – resido a mais de trezentos quilómetros!

Já que tinha mostrado vontade em colaborar, nada mais apropriado do que acompanhar o grande timoneiro desta empreitada, Fernando Costa, numa deslocação ainda em Dezembro, a fim de procedermos a alguns contactos imprescindíveis à efectivação do evento. Simultaneamente havia a necessidade de realizarmos trabalho de campo, na modificação, confirmação e marcação de pontos, bem como uma ou outra correcção ao mapa, fruto de ligeiras alterações na vegetação (mato desbastado, raízes levantadas, árvores abatidas ou silvados surpresa…só as “pedrolas” não mexem).

Sei o que devem estar a pensar, mas podem dormir sossegados, não tive qualquer responsabilidade nessa tarefa técnica, apenas participei como “amarrador de fitas” – onde já se viu um “berdadeiro” orientista a escolher o local dos pontos? O resultado seria caótico e um total descrédito para o NAOM, logo num ano que pontua para o WRE, hehe, haja bom senso meus senhores.

Eu nem devia contar isto, que até me fica mal, mas a minha real função foi a de guarda-costas do Fernando, de modo a defendê-lo dos ataques de javalis mal dispostos, do assédio das vacas loucas, da impetuosidade das cabras ou do instinto maternal de alguma porca preta. No fundo, limitei-me a cumprir o clausulado do meu contrato com o clube, na parte das letras pequenas que me passou despercebida (julgo que fui enganado).

Mas também é verdade que estive lá, como se participasse numa acção de formação, no sentido de aprender mais qualquer coisa que me pudesse ser útil em futuras competições. E nessa área não falhei, assimilei um autêntico manancial de informação, agora só falta processá-la convenientemente (de preferência sem “bugs”).

Foram cinco dias intensos, numa corrida contra o tempo, de forma a podermos levar a cabo tudo aquilo a que nos tínhamos proposto. Conciliar reuniões com autarcas, auscultar os proprietários de terrenos, contactos com diversos organismos, prospecção de novas áreas para futuras provas (Marvão revelou-se surpreendente) e dar continuidade à elaboração dos percursos, resultou numa actividade variada, cansativa, ‘stressante’ mas altamente proveitosa e enriquecedora.

O “berdadeiro” viu-se envolvido numa teia de problemas com que não estava familiarizado, mas francamente não foi nada que não estivesse à espera, pois só veio confirmar as minhas suspeições quanto à pesada carga logística destas iniciativas. Qualquer prova com esta dimensão deve ser esboçada com dois anos de antecedência, se realmente pretendermos apresentá-la com o mínimo de requisitos.

Não desgostei do aspecto burocrático, diplomático e promocional da viagem, mas foi a vertente técnica que me encheu as medidas. Confirmar cerca de duas centenas de pontos distribuídos pelos três mapas da competição, deixou-me literalmente em êxtase e funcionou como compensação do desgosto que me assolava, por não me ser permitido participar nas provas.

Quem nunca passou pela experiência, jamais se poderá considerar um verdadeiro orientista. Calcorrear os mapas a perseguir curvas de nível, contar pedrolas e reentrâncias, descortinar correctamente os verdes, brancos e amarelos, é uma tarefa exigente mas gratificante, e sobretudo uma mais-valia para aqueles que ainda pretendem adquirir novos conhecimentos sobre a modalidade.

Acrescem ainda situações peculiares, que espelham bem as vicissitudes destas tarefas, como a fuga precipitada ao boi “Charneco” (600 quilos bem abonados), em plena Herdade de Entre Ribeiras (potencial cenário da prova de 2011), que depois de vacinado ficou irascível, marrando a torto e a direito, ou as fintas que fomos obrigados a fazer a caçadores incautos que disparavam sobre tudo o que se mexia (“por acaso tenho cara de tordo, seu ceguinho”?).

Acreditem no que vos digo. Sem uma sessão alargada de bastidores, numa prova com esta envergadura, nenhum atleta será mais que um “espécie” ou quando muito um “berdadeiro”.

Eu vou aparecendo.

LUIS PEREIRA


[foto gentilmente cedida por Fernando Costa]


NOTA: Menos de 24 horas após ter sido tornado publica a atribuição do Portugal O’Meeting 2011 ao Grupo Desportivo 4 Caminhos e ao Norte Alentejano O'Meeting, é com profunda emoção que agradeço ao Luís Pereira a sua atenção em conceder ao Orientovar esta possibilidade de publicar em primeira mão mais um belo pedaço de prosa, intensamente vivida e sentida. Aos visitantes deste espaço deixo a sugestão de continuarem a acompanhar a saga do “NAOM – A Outra Face” no Fórum d’O Mundo da Corrida - http://www.omundodacorrida.com/ -, em Forum > Atletismo > Orientação > O “berdadeiro” orientista.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO
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sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE ORIENTAÇÃO DIVULGA CALENDÁRIOS REFERENTES À ÉPOCA DESPORTIVA DE 2011


A Federação Portuguesa de Orientação acaba de divulgar os Calendários das Taças de Portugal de Orientação Pedestre e de Orientação em BTT relativos à época desportiva de 2011.

Taça de Portugal de Orientação Pedestre 2011


08/09 Jan - I Coruche Orienteering Trophy (COAC, Coruche)
05/06 Fev - XIX Troféu do CPOC (CPOC, Mora)
05/08 Mar - POM 2011 (GD4C, Alter do Chão e Portalegre)
12/13 Mar - 2º Meeting Internacional de Arraiolos (GafanhOri, Arraiolos)
09/10 Abr - Troféu de Orientação Cabreira-Barroso (.COM, Moscoso/Salto)
28/29 Mai – Campeonato Nacional Distância Longa + Campeonato Nacional Estafetas (GCF, Figueira da Foz)
18/19 Jun - Campeonato Nacional Distância Média + Campeonato Nacional Sprint (ATV, Peniche)
27/28 Ago – Portugal O’Summer (Orimarão, Parque do Alvão)
17/18 Set - Campeonato Ibérico (Espanha, Espanha)
29/30 Out - Campeonato Nacional Absoluto (Ori-Estarreja, S. Pedro do Sul)

Taça de Portugal de Orientação em BTT 2011

22/23 Jan - IV Ori-BTT Rota da Bairrada (DAR, Cordinhã)
19/20 Fev - III Open Ori-BTT de Sesimbra (GDU Azóia, Zambujal)
26/27 Mar - VII Troféu Ori-BTT de Grândola (CN Alvito, Serra de Grândola)
22-25 Abr - Campeonatos Nacionais (ATV, Lourinhã / Torres Vedras)
21/22 Mai - Campeonato Ibérico (Ori-Estarreja, Oliveira de Azeméis)
02/03 Jul - .COM BTT (.COM, Salto / Cabeceiras de Basto)
03/04 Set - II Ori-BTT CPOC (CPOC/COAC, Sintra)
01/02 Out - II Ori-BTT Idanha-a-Nova (ADFA, Idanha-a-Nova)

A Federação Portuguesa de Orientação relembra ainda que o prazo de apresentação de candidaturas para as provas da Taça FPO 2011 termina no próximo dia 31.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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VENHA CONHECER... LUÍSA MATEUS


Chamo-me… Maria LUISA Ferreira MATEUS
Nasci no dia… 12 de Dezembro de 1958, em Turquel
Vivo em… Turquel
A minha profissão é… Administrativa
O meu clube… COC – Clube de Orientação do Centro
Pratico Orientação desde… 1999

Na Orientação…

A Orientação é… uma coisa divertida!
Para praticá-la basta… ter vontade!
A dificuldade maior… perder-me!
A minha estreia foi… em Alguber, a pares, com o meu filho Daniel!
A maior alegria… ver a minha família, enquanto tal, a praticar Orientação!
A tremenda desilusão… um “missing point” num Campeonato Ibérico!
Um grande receio… não ter saúde para a praticar!
O meu clube é… uma família!
Competir é… saudável!
A minha maior ambição… continuar a poder praticar Orientação!

… como na Vida!

Dizem que sou… não faço ideia!
O meu grande defeito… ser despistada!
A minha maior virtude… viver a vida com alegria!
Como vejo o mundo… com optimismo, apesar de tudo!
O grande problema social… as disparidades!
Um sonho… fazer Orientação com o meu neto (que vem aí)!
Um pesadelo… não o poder fazer!
Um livro… “Siddharta”!
Um filme… “O Rei Leão”!
Na ilha deserta não dispensava… um barco!

Na próxima semana venha conhecer Nuno Rebelo.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

PELO BURACO DA FECHADURA...


O CPOC – Clube Português de Orientação e Corrida vai organizar nos próximos dia 12 e 13 mais uma prova de Orientação em BTT pontuável para a Taça de Portugal 2009/2010. Com o auxílio de Tiago Fernandes, espreitamos pelo buraco da fechadura o VI Troféu Ori-BTT do CPOC.

Dois anos e meio após o seu primeiro evento internacional de Orientação em BTT, o CPOC regressa à Ota, com o apoio da Câmara Municipal de Alenquer, para a 6ª edição do seu Troféu. Inscritos 208 atletas distribuídos por 18 escalões de Competição e 4 escalões Abertos (Formação e OPT’s), para duas provas, uma de Distância Média no sábado e outra de Distância Longa no domingo.

Os percursos, da autoria de Rui Botão e Tiago Fernandes, estão traçados sobre um mapa existente de 2007, cartografado então por António Aires e revisto em Setembro de 2009 por Alexandre Reis e Valdemar Sendim; e ainda sobre um mapa novinho em folha da Serra da Ota, produzido em Setembro de 2009 pelos mesmos cartógrafos. De acordo com a Informação Técnica disponível na página oficial do evento -
http://www.cpoc.pt/eventos.php?ev=6OriBTT – trata-se dum mapa onde “o terreno é um misto de floresta, áreas abertas e zonas de cultivo. A zona sul do mapa é maioritariamente plana, mas a norte existe mais declive com subidas mais duras e descidas mais técnicas. O mapa novo é mais técnico, com algum desnível e zonas de transição simples. A rede de caminhos é rica e é composta principalmente por caminhos de média transitabilidade."

Presentes (quase) todos os grande nomes da Ori-BTT nacional

Esperada a presença de todos os grandes nomes da Orientação em BTT nacional, à excepção da grande dominadora do escalão de Elite Feminina até ao momento, a multi-campeã nacional Susana Pontes (CPOC / Loja das Bicicletas), por razões que se prendem com as tarefas organizativas do evento. Susana Arroyo (Sotobosque) e Javier Garcia Aris (Aventur), dois dos melhores valores da vizinha Espanha nesta espectacular disciplina, voltam a honrar-nos com a sua presença. Mas para nos falar disto e muito mais, vamos ao encontro de Tiago Fernandes, o “homem-forte” do popular clube oeirense e Director da Prova.

Começando por abordar o regresso das provas do Clube aos terrenos da Ota, Tiago Fernandes adiantou: “Resolvemos voltar à Ota e aos terrenos utilizados no ano de 2007 na prova que aí organizámos, que contou nessa época também para o World Ranking e teve a participação de vários atletas estrangeiros, sendo alguns deles Campeões do Mundo. Isso não acontecerá este ano, mas contaremos com os melhores atletas nacionais que continuam a sua preparação para o Campeonato do Mundo que se desenrolará em 2010 no nosso País.”


"Numa opção pode-se ganhar ou perder uma prova"

Num mapa novo, novos são também os desafios. Tiago Fernandes traça um pouco daquele que tem sido o percurso organizativo deste VI Troféu de Orientação em BTT do CPOC: “Há cerca de um ano que preparamos esta prova. Procurámos novas áreas para alargar o mapa existente, fizemos várias visitas que resultaram na escolha efectuada e, logo que os mapas estiveram prontos, começámos o reconhecimento de toda a área. Efectuámos pequenas correcções - que nesta zona podem ocorrer até ao próprio dia da prova como será o caso se houver uma chuva muito intensa nas vésperas da mesma -, e começámos a escolha dos locais em que colocaríamos os pontos, por forma a criarmos bons percursos para todos os participantes. Tentámos sempre que houvessem várias opções e nos testes efectuados aos percursos constatámos que muito diferentes podem ser essas opções. Esse é o desafio da Orientação e poder proporcioná-lo a todos os participantes, o nosso próprio objectivo. Numa opção pode-se ganhar ou perder uma prova e quem melhor o fizer poderá ser o vencedor. Foram investidas muitas horas neste trabalho, envolvendo muitas pessoas, e só no final podemos dizer, se os atletas ficarem satisfeitos, que todo o esforço foi recompensado.”

Falando ainda destes mapas e terrenos, aquele responsável explica: “Este ano alargámos o mapa à zona conhecida localmente como Serra da Ota. Esta extensão do mapa, como o nome indica, irá trazer novas exigências aos atletas. Preparámos um percurso médio para esses novos terrenos, que no caso de chuva e em alguns escalões, poderá vir a considerar-se antes como intermédio; no segundo dia teremos um percurso longo, manter-se-á alguma exigência física, mas teremos caminhos mais rolantes, o que permitirá algum descanso em termos técnicos.”

"Venham experimentar"

Quanto ao índice de participações, nota-se algum desconsolo nas palavras do Director da Prova: “Esperávamos contar com bastantes participantes, dada a proximidade de Lisboa e de esta ser uma zona com bastante tradição no BTT e no Ciclismo; no entanto, dado o número de inscrições até agora recebido, pensamos que se manterá a média de participações deste ano. A crise que se faz sentir e a própria altura do ano não irão permitir obter uma participação ao nível da de 2007, o que não fará com que o nosso nível de empenho em proporcionar uma excelente prova, se altere.”

É tempo de deixar algumas notas especiais, desde logo “para os apoios já recebidos para esta Organização.” Especificando: “Para além de contarmos com o necessário apoio da Federação Portuguesa de Orientação, através da cedência de muito material essencial ao desenvolvimento da prova, podemos contar também com o apoio da Câmara Municipal de Alenquer e do seu Presidente, antigo vereador do Desporto e que já nos tinha apoiado em 2007; do CSRD (Centro Social Recreativo e Desportivo) da Ota, que voltará a disponibilizar este ano as suas instalações para os banhos, lavagem e guarda de bicicletas, solo duro e colocará à disposição de todos os atletas um bar com vários tipos de ofertas que não deixarão de agradar e confortar os estômagos; da Associação dos Compartes dos Baldios da Ota, que para além da utilização dos mesmos, facultará o acesso às suas instalações onde faremos o Secretariado, pequeno bar (explorado pelo CSRD) e casa de banho, na zona da arena do primeiro dia de prova; do patrocinador da nossa equipa, a Loja das Bicicletas, que terá a seu cargo a oficina para quem necessitar; e, o que para muitos ficará na memória, o apoio da Junta de Freguesia da Ota, que está a preparar uma surpresa para todos os participantes. Estamos ainda a tentar mais apoios, que a seu tempo serão anunciados no nosso site.”

Como nota final, um convite irrecusável: “Esta prova encerra o ano de 2009 no que diz respeito à vertente de BTT e a Organização tudo fará para vos proporcionar uma boa prova e satisfazer as vossas expectativas e até superá-las. Convido-vos a virem participar, mesmo que não pratiquem esta variante; mas andem de BTT, venham experimentar, existirão pessoas que vos poderão ajudar, através de briefings na zona das partidas.”

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO


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quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

DUAS OU TRÊS COISAS QUE EU SEI DELA...


1. Culminando uma época notável a todos os títulos, os suíços Daniel Hubmann e Simone Niggli acabam de vencer o Prémio “The Orienteering Achievement of 2009”, promovido pelos conceituados “sites” Worldofo e Ultimate Orienteering. Os dois atletas foram eleitos num painel constituído por cerca de 3200 votantes de 58 países, recolhendo um enorme consenso quanto aos seus méritos. Prova disso mesmo são os claros 48% de votos alcançados por Hubmann, contra os 18% do francês Thierry Gueorgiou, segundo classificado. Também no sector feminino Simone Niggli alcançou uma expressiva vitória, com 43% dos votos contra os 20% da dinamarquesa Ida Bobach. No contexto da iniciativa, houve igualmente lugar à atribuição de prémios aos votantes, com o "nosso" Daniel Marques a ser um dos “sortudos vencedores”. Tudo para conferir em http://news.worldofo.com/2009/12/08/niggli-and-hubmann-orienteering-achievement-of-2009/ ou em http://www.ultimate-orienteering.com/?p=2314.

2. Teve lugar no passado sábado, no Parque da Paz (Almada), a primeira das cinco etapas que compõem o Quadro Competitivo ADE ‘O’ 2009 / 2010 do Desporto Escolar (DRELVT). Participaram 121 atletas de 11 Escolas, distribuídos por 8 escalões (Infantis, Iniciados, Juvenis e Juniores, Masculinos e Femininos). Destaque para o início forte em Iniciados Masculinos, já com 4 equipas constituídas logo na primeira prova e ainda para o facto de haver diversas escolas muito próximo de constituir novas equipas. Para Ricardo Chumbinho, o Coordenador Nacional de Orientação do Desporto Escolar e Director da Prova de Almada, estes aspectos são sobretudo importantes devido “ao facto de ser uma forma de mesmo os alunos menos aptos sentirem que estão a pontuar de forma significativa para algo”. Mas também porque “a nossa quota de participação nos Regionais de Iniciados e Juvenis é em função do número de equipas. Isto significa que quanto mais equipas tivermos, mais equipas levamos... e quanto mais equipas levarmos, mais possibilidades têm alguns alunos, eventualmente mais fracos, de também irem”, conclui. Mais informações em
http://moodle.espalmela.net/.

3. Decorreu na manhã de ontem o II Troféu Orientação Funchal 09, evento de Orientação Pedestre da responsabilidade do Clube Aventura da Madeira. A prova contou com a participação de 161 atletas, distribuídos por 14 escalões de competição e 3 escalões abertos (muito interessante a criação dum escalão OPT +50). Destaque para as vitórias de Débora Silva e Sidónio Freitas, ambos do CMO Funchal, nos dois principais escalões. Consulte os resultados completos em
http://ori.camadeira.com/wp-content/uploads/2009/12/RESULT-Finais-ORI-8-dez-2009.html.

4. Tem lugar já no próximo sábado, dia 12 de Dezembro, a 2ª Prova Local organizada pelo Clube Ori-Estarreja. Trata-se duma prova de Distância Longa com início marcado para as 14h30, a ter lugar no mapa das Gafanhas, perto de Aveiro, e que se desenrolará ao longo de três percursos: Fácil, Médio e Difícil. Para mais informações consulte a página do Clube em
http://orilocais.blogspot.com/.

5. O Clube de Orientação do Centro acaba de assinar um Protocolo de Cooperação com o Centro de Investigação em Motricidade Humana da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais – Instituto Politécnico de Leiria. O acordo surge na sequência de contactos iniciados por Marisa Barroso, docente daquele estabelecimento de ensino e atleta do COC, e proporcionará ao clube, aos seus atletas do Grupo de Alto Rendimento e aos principais atletas de Ori – BTT, a obtenção de dados técnicos e científicos para uma optimização das capacidades físicas e cognitivas de cada atleta e aperfeiçoamento do plano de treinos. A notícia completa pode ser lida no “site” do COC em
http://www.coc.pt/2009/11/22/protocolo-coc-e-cimh-esecs-ipl-na-floresta/#more-2101.

6. No rescaldo do ARWC Estoril Portugal XPD Race 2009, são 411 espectaculares fotos aquelas que agora saem a público. Distribuídas por seis magníficos quadros – “Desafio da Costa do Estoril”, “Aventuras na Aldeia do Xisto”, “Roteiro das Aldeias do Xisto”, “Corrida nas Terras do Ouro”, “A Demanda Templária” e “Baleal Rock Challenge” – as imagens podem ser apreciadas no Facebook [em
http://www.arwc2009.com/pt/media.php?page=news&id=102] e retratam momentos únicos que colocam em lugar de destaque a beleza e a espectacularidade das Corridas de Aventura e a enorme sensibilidade e qualidade técnica e artística do seu autor. É de Paulo Calisto que falamos e para ele vai, com o sentido da mais viva admiração, o Louvor da Semana.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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