segunda-feira, 30 de Novembro de 2009

TROFÉU COA: DIOGO MIGUEL E KRISTINA ROBERTO VENCEM NA NAZARÉ


Diogo Miguel e Kristina Roberto foram os grandes vencedores do Troféu COA que decorreu no passado fim-de-semana, na Nazaré.

Prova de Distância Média no sábado, prova de Distância Longa no domingo, 543 atletas distribuídos por 29 escalões de competição aos quais se devem acrescentar 159 participantes nos escalões OPT’s, mapas de qualidade em terrenos de sonho e a intempérie que, apesar de tudo, soube “respeitar” o normal decurso das provas. São estes, grosso modo, os aspectos relevantes desta jornada número 4 da Taça de Portugal de Orientação Pedestre 2009/2010. Um ‘solo duro’ mesmo duro, Arenas que de arenas tiveram apenas o nome e a falta de actualização da página oficial da prova – “resultados a publicar brevemente”, pode continuar a ler-se, apesar de se terem já ultrapassado as 24 horas após ter sido dado por concluído o Troféu –, são aspectos menos positivos mas que não deslustram a qualidade organizativa do Clube de Orientação e Aventura, globalmente positiva.

Na vertente competitiva, Diogo Miguel (Ori-Estarreja) alcançou uma saborosa vitória, a primeira da sua carreira no escalão de Elite num Troféu pontuável para a Taça de Portugal. Uma vitória arrancada a ferros, diga-se, perante a combatividade de Alexandre Alvarez (CPOC) e Tiago Romão (COC), respectivamente segundo e terceiro classificados. No sector feminino, Kristina Roberto (GafanhOri) – quem não se lembra da menina “azarada” dos Mundiais WOC 2004 em Västeras, Suécia? - aproveitou a curta estadia em Portugal para mostrar que não está esquecida de como se faz Orientação. Uma grande vitória, fruto da enorme consistência nos dois dias de prova, só não sendo mais expressiva graças a duas provas praticamente perfeitas da sua colega de equipa, Raquel Costa. Colectivamente, o COC – Clube de Orientação do Centro levou a melhor sobre a ADFA – Associação de Deficientes das Forças Armadas pela escassa cifra de 3,9 pontos.

Resultados completos em
http://www.joaomota.com/class/mprovas.htm?ano=2009&num=10.

[Aproveite o espaço de Comentário para partilhar connosco as suas impressões sobre esta prova]

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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sexta-feira, 27 de Novembro de 2009

VENHA CONHECER... GRAÇA CARRAPATOSO


Chamo-me… Maria da GRAÇA Paiva CARRAPATOSO Macedo
Nasci no dia… 11 de Julho de 1964, em Moçambique
Vivo em… Ovar
A minha profissão é… Médica
O meu clube… Grupo Desportivo 4 Caminhos
Pratico Orientação desde… 2008

Na Orientação…

A Orientação é… um grande desafio!
Para praticá-la basta… querer!
A dificuldade maior… as curvas de nível!
A minha estreia foi… em Alter do Chão!
A maior alegria… subir ao pódio!
A tremenda desilusão… Alijó, Distância Média!
Um grande receio… perder-me!
O meu clube é… um exemplo a seguir!
Competir é… envolvimento!
A minha maior ambição… conseguir ler um mapa do princípio ao fim!

… como na Vida!

Dizem que sou… apaixonada pela vida!
O meu grande defeito… falta de paciência, por vezes!
A minha maior virtude… perseverança!
Como vejo o mundo… com imenso para dar!
O grande problema social… a corrupção!
Um sonho… ver neste País um exemplo para o Mundo!
Um pesadelo… a inércia!
Um livro… “Os Lusíadas”!
Um filme… “O Mundo a Seus Pés”!
Na ilha deserta não dispensava… muitos livros!

Na próxima semana venha conhecer Pedro Mota.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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quinta-feira, 26 de Novembro de 2009

HOJE É DIA DE FESTA, CANTAM AS NOSSAS ALMAS...


"… Para o Menino Orientovar, uma salva de palmas." Pois é! O Orientovar completa hoje um bonito par de anos. Um “menino”, portanto.

Cumprem-se hoje dois anos sobre o nascimento deste blogue. Um espaço que continua a primar por se manter na primeira linha da informação, um espaço onde rigor e isenção seguem de mãos dadas, procurando elevar cada vez mais a nossa modalidade.

Fazendo o balanço de mais um ano que passa, a nota de maior registo vai para o facto de ter visto concretizado um grande sonho. O Dia Nacional da Orientação veio para ficar e, se no passado dia 14 de Março, tivemos a primeira edição, já nova edição se perspectiva para o dia 1 de Maio de 2010.

Com esse Dia Nacional da Orientação veio o relançamento do Trail-O em Portugal. Mais do que um sonho, o Trail-O é uma causa. Pela qual o Orientovar se vem batendo desde a primeira hora, de mãos com o OriMap e o Grupo Desportivo 4 Caminhos, agora alargando tantos interesses e tantas vontades a muitas mais pessoas e instituições.

No capítulo da Reportagem, os Mundiais de Desporto Escolar ISF Madrid vão ficar para sempre gravados a ouro como uma das mais belas páginas do Orientovar. A Inês Barroso e Ricardo Chumbinho, inestimáveis “correspondentes” em Madrid, juntam-se Tiago Aires, Raquel Costa, Hélder Ferreira, Bruno Nazário, António Aires, Tiago Romão, Patrícia Casalinho, Daniel Marques, João Ferreira, Alexandre Reis, Joaquim Sousa, António Amador, Manuel Dias e tantos, tantos outros, que através deste blogue, nos fizeram chegar relatos vividos e sentidos de Kopaonik e Santa Cruz do Sul, de Asiago e Sydney, de Võru e Hillerød, de Miskolc e Bem Shemen. E se nos virarmos para dentro das nossas próprias fronteiras, então o número de “correspondentes” multiplica-se por 20 ou 30. E contudo…

Por muito que faça ou tente, este espaço continua a pecar por falta de participação activa e espontânea. São raríssimas as vezes em que o espaço de comentário é utilizado para avaliar uma prova, um mapa, uma entrevista, uma notícia. Não é descabido afirmar que a crise já chegou ao blogue, levando-o a cair na rotina e a perder o interesse. O número de visitantes dá conta, no momento actual, duma quebra de 40% em relação a Maio e Junho passados. São indícios claros de que algo começa a faltar.

Como vê o Orientovar e como gostaria de o ver? Num dia de celebração este é também um tempo de reflexão. Por isso aqui fica o repto a que sejamos todos mais participativos. Pode não ser esta a fórmula mágica para inverter a situação, mas que corresponderia a um dos meus sonhos, lá isso…

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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PELO BURACO DA FECHADURA

Ainda que de forma sucinta, vamos ao encontro da quarta prova da Taça de Portugal de Orientação Pedestre. O Troféu COA e os belos pinhais da não menos bela Nazaré são hoje espreitados pelo buraco da fechadura.

O COA - Clube de Orientação e Aventura dá as boas vindas aos participantes no Troféu COA, prova de Orientação Pedestre aberta aos atletas filiados e à população em geral. Pontuável para a Taça FPO 2009/2010, a prova é organizada pelo Clube de Orientação e Aventura e pela Federação Portuguesa de Orientação e conta com os apoios da Câmara Municipal da Nazaré e da Confraria da Nossa Senhora da Nazaré.

O Programa distribui-se pelos dois dias do fim-de-semana, com a prova de Distância Média a ter lugar no sábado, a partir das 13h00, e a prova de Distância Longa a disputar-se no domingo, a partir das 9h00. Inscritos até ao momento 590 atletas distribuídos por 29 escalões de Competição, aos quais se devem somar cerca de uma centena de atletas participantes nos quatro escalões abertos (OPT’s).

Afonso Pimentel é o Director da Prova, enquanto Jorge Elias traçou os percursos e Nuno Rebelo é o Supervisor FPO. A prova de sábado terá lugar num Mapa Novo, à escala 1:10 000, equidistância de 5 metros, edição de Agosto 2009. Terreno de pinhal com alguns caminhos, área de dunas com relevo detalhado, boa visibilidade e fácil corrida, podendo em alguns casos ser mais difícil, devido à existência de vegetação rasteira e zonas com relevo acentuado. No domingo a prova de Distância Longa terá lugar no Mapa de Nazaré – Sítio, à escala de 1:15 000, equidistância de 5 metros, edição de Maio 2003 e revisão Junho 2008. Terreno de pinhal com alguns caminhos, área de dunas com relevo detalhado, boa visibilidade e fácil corrida.


Confira aqui as Listas de Partidas do 1º dia e do 2º dia.

Para mais informações consulte
http://www.coa.com.pt/index.php/Trofeu-Ori-Nazare-2009/.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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quarta-feira, 25 de Novembro de 2009

DUAS OU TRÊS COISAS QUE EU SEI DELA...


1. Acaba de ser lançado o “COAC Magazine”, boletim da responsabilidade do COAC – Coruche Outdoor Adventure Clube. Com um visual apelativo, profusamente ilustrado e uma composição gráfica irrepreensível, este primeiro número (Outubro/Novembro 2009) aborda as participações do COAC no VI Troféu GafanhOri, XVII Campeonato Ibérico de Orientação Pedestre (Toledo), III Ori-Coruche, I Ori-BTT de Idanha-a-Nova e Douro de Orientação (Alijó). Para Hugo Borda d’Água, responsável máximo pela popular colectividade de Coruche, “esta é mais uma aposta na nossa tentativa de dinamizar o clube e divulgar a Orientação e não só.” Podendo ser visto on-line AQUI, o "COAC Magazine" tem igualmente prevista uma tiragem em papel, uma experiência que, segundo aquele dirigente e atleta, “poderá ser muito importante para levar o clube e a modalidade perto dos que habitam por Coruche mas não andam muito atentos aos nossos métodos de divulgação”.

2. “Trocando suor por aplausos... perseguindo o melhor resultado... sonhando com o pódio... teimando sempre em bater um novo recorde. Quem são, afinal, aqueles que correm atrás da glória?” É este o lema do programa “Vidas em Prova”, na antena da TSF, com Valter Madureira a passar em revista o retrato dos atletas de alta competição em Portugal. O que isto tem de mais espantoso é a enorme atenção que o programa tem dedicado à nossa modalidade, com um conjunto de entrevistas que inclui, até ao momento, nomes tão sonantes como os de
Daniel Marques, Maria Amador, Tiago Aires, Tiago Romão, Raquel Costa e Diogo Miguel. Para ouvir os programas já emitidos em formato podcast, basta clicar sobre os nomes dos entrevistados. Para ouvir em directo o programa, sintonize a TSF às 07h40 e às 18h40, de segunda a sexta-feira.
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3. A Federação Portuguesa de Orientação promove no próximo sábado o habitual Jantar de Encerramento da Época 2008/2009. Este é um excelente pretexto para juntar a família da Orientação e homenagear todos aqueles que mais se distinguiram ao longo da temporada. A lista de homenageados é vasta, incluindo 208 (!) nomes a título individual e ainda três a título colectivo, aos quais o Orientovar envia naturais felicitações. Permitam-me, contudo, estender os votos àqueles que, à margem de listas, com a sua força, empenho e participação, contribuem para o crescimento e engrandecimento da modalidade. Também eles são merecedores da mais sincera e sentida homenagem. Para todos os orientistas portugueses vai, com profunda emoção, o Louvor da Semana.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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domingo, 22 de Novembro de 2009

IV TROFÉU ORI-ALENTEJO: CARTOGRAFIA NÓRDICA, SIM OU NÃO?


Da segunda etapa do IV Troféu OriAlentejo e das vitórias de David Sayanda e Patrícia Casalinho, já aqui falámos ontem. Hoje debruçamo-nos sobre os mapas e sobre o tipo de cartografia nórdica apresentado, auscultando a este propósito as opiniões dos principais protagonistas: Os atletas!


“Uma prova com bastante êxito, cujo principal motivo se prende com o tipo de cartografia apresentado. As típicas rochas foram substituídas por detalhes de relevo como cotas e apenas foram apresentados os detalhes rochosos que mais se destacavam, o que facilitou muito mais a navegação. Em Portugal, estamos habituados a ter todos os detalhes no mapa, o que por vezes torna algumas partes ilegíveis, e é por este motivo que esta prova se tornou um desafio à nossa capacidade de adaptação. Esta prova foi apenas uma pequena amostra do que poderemos esperar no Meeting Internacional de Arraiolos e deixo aqui o repto para virem desfrutar da Orientação em terrenos arraiolenses.”

Lena Coradinho (GafanhOri)



“Parabéns ao GafanhOri por ter proporcionado mais uma boa manhã de prova. Apesar de ser uma Local, estiveram mais pessoas que nalgumas provas do Regional, mas julgo que o tipo de mapa chamou as pessoas. Utilizado pela primeira vez em Portugal, este tipo de cartografia foi muito bom. Nestes terrenos constitui uma ajuda grande porque apenas está representado no mapa o mais importante e relevante e não todas as pedras e pedrinhas que estão no terreno. Se utilizássemos esta cartografia noutro tipo de terreno, como o Pinhal de Leiria ou a zona de Estarreja, por exemplo, acho que não ficava a mesma coisa. O único aspecto negativo da prova, para mim, foi a cor magenta impressa no mapa que assinala o percurso estar muito clara e não se ver muito bem.”

Nuno Rebelo (Ori-Estarreja)



“Pareceu-me que este mapa era menos carregado do que seria de esperar na cartografia tipicamente portuguesa, especialmente no que diz respeito a pedras e elementos rochosos. Num terreno que, em certos sítios, apresentava grande quantidade de pedras, pareceu-me ser mais fácil a navegação pelo facto de nem todas estarem representadas... apenas as ‘obrigatórias’ e as mais significativas do ponto de vista do praticante.”

Ricardo Chumbinho (GafanhOri)



“A prova em si, com uma excelente organização, era muito rápida com os melhores atletas a baixarem todos dos 5min/km. Sobre o mapa, confesso que tenho alguma dificuldade com este tipo de cartografia. Num estágio recente na Finlândia demorei cerca de 4 dias de treino a habituar-me a estes mapas. No meu modo de navegar, uso o máximo de pormenores junto à zona do ponto e hesito muito quando tudo não bate certo a 100% (algo a melhorar). Aqui consta apenas o essencial (inúmeras rochas não representadas no mapa, sobretudo no monte a sudeste) daí que tenhamos de ter muita confiança na nossa direcção e sentido de distância percorrida. Nos nossos mapas, nós é que seleccionamos o que interessa para navegar. Neste tipo de mapas esse trabalho já está feito; apenas temos de conseguir perceber os limites entre o que está e não está representado e usar os elementos que temos no mapa. Juntamente com o Alexandre Alvarez (com quem empatei na prova) e com o Paulo Franco fizemos, após a prova, o percurso de Distância Média a um ritmo mais leve. Durante este tempo deu para entender melhor o ponto de vista do cartógrafo. Foi uma grande manhã na companhia dos Gafanhotos. Talvez em Janeiro a navegação se torne mais fácil.”

Miguel Silva (CPOC)



“Esta não foi a primeira vez que estive em contacto com este tipo de cartografia.
Pelos conhecimentos que já me foram transmitidos e pelo que já experimentei, sei que este tipo de cartografia é ‘relativo’, ou seja, é um tipo de cartografia onde apenas se representa o mais evidente, o que é muito útil em mapas com excesso de informação, mas que em terrenos como o de hoje torna a navegação muito simples, pois o mapa não contém excesso de informação, tornando a leitura muito leve e rápida. É claro que para uma introdução como esta, penso que este mapa foi adequado. A sério vai ser no Meeting de Arraiolos :).”

David Sayanda (GafanhOri)



“Mais uma vez, é com agrado que me desloco ao concelho de Arraiolos para praticar Orientação. Como já vem sendo hábito, o Gafanhori apresenta sempre uma boa organização e percursos muito interessantes. O deste fim-de-semana tinha a particularidade de o mapa ter sido feito bem ao estilo dos países nórdicos (há que lembrar que estes países são pioneiros na Orientação) o que tornava as minhas expectativas mais elevadas para o que poderia encontrar. Essas expectativas foram superadas, uma vez que os mapas, por terem apenas os elementos mais vistosos e uma maior diversidade de cor (não usar constantemente pedras e falésias, apenas quando necessário), se tornam muito mais simples e de mais fácil e rápida leitura do que os mapas feitos por cartógrafos portugueses, onde se carrega demasiado nos elementos rochosos e os atletas com tanta informação não conseguem ter uma leitura que o favoreça. Outro aspecto que observei no mapa prende-se com as áreas amarelas. Estas apenas são marcadas quando são grandes e bem visíveis, permitindo assim que o mapa não tenha muitas mudanças de cor, que muitas das vezes são desnecessárias. É importante que todos os cartógrafos portugueses observem o trabalho realizado e que tentem implementar este tipo de cartografia nos nossos mapas. Afinal a Orientação portuguesa quer evoluir e não regredir…”

João Mega Figueiredo (CN Alvito)


“A 4ª etapa do OriAlentejo desenrolou-se num terreno de relevos suaves, zonas abertas (na maioria) e algumas áreas de sobreiro. É um terreno tipicamente rápido, onde a direcção de navegação é muito importante, com excepção da zona sul, onde o relevo é mais acentuado e alguma vegetação dificulta a progressão. Por todo o terreno, os detalhes rochosos são uma constante! Os detalhes rochosos e a curiosidade em como estes estariam cartografados pelas técnicas nórdicas, como anunciado no site da prova, foram sem dúvida as razões que me levaram a Bardeiras. A cartografía é de facto mais simples do que estamos habituados em Portugal. Nesta foram desenhados apenas os elementos mais relevantes e ignorados os pormenores. O trabalho da simplificação do mapa que temos de fazer em corrida fica assim facilitado. Apesar de já ter tido algum contacto anterior com este tipo de cartografia, tive algumas dificuldades no início da prova para me adaptar. As normas da IOF falam que os mapas devem ser feitos para escala 1:15 000 e os mapas 1:10 000 deverão ser uma mera ampliação dos 1:15 000. Penso que este mapa em 1:15 000 seria legível, mesmo tendo em conta o elevado número de detalhes no terreno. Um terreno destes em 1:15 000, com cartografia ‘detalhada’, seria impensável. Penso que é importante termos contacto com outro tipo de cartografias, também em mapas nacionais. O Gafanhori está mais uma vez de parabéns pela iniciativa. Não posso dizer que prefiro este tipo de cartografia em detrimento da ‘detalhada’, mas gostei! Talvez depois de praticar mais este tipo de desenho, me torne mais adepto. Venha o Meeting de Arraiolos! Obrigado ao Gafanhori por mais uma excelente organização da prova.”

Paulo Franco (COC)


“A primeira coisa que me saltou à vista, quando o recebi, é que se tratava de um mapa limpo onde, aparentemente, se podia navegar com clareza. A economia do preto permitiu evidenciar o relevo e foi a esse aspecto que me agarrei acima de tudo. Infelizmente, a equidistância era de 2,5m, e por isso as curvas de nível viam-se melhor no mapa do que no terreno. Como, no entanto, fiz a maior parte do percurso em ritmo de treino, não tive no geral grandes dificuldades de leitura. A excepção foi na zona sul, a área mais acidentada e com maior concentração de falésias, pedras e, sobretudo, afloramentos rochosos. Outra consequência positiva da depuração dos negros é que as cotas correspondentes a rochas (cinzento circulado a castanho) se destacavam bem no mapa e, como eram facilmente identificáveis no terreno, foram um óptimo apoio à navegação. O mesmo aconteceu com as árvores isoladas, que nalguns casos representavam também referências fáceis e seguras. Num terreno tão pedregoso, imagino que uma cartografia pesada teria tornado a leitura bastante mais penosa e acabaria certamente por ‘esconder’ alguns desses elementos fundamentais. Os tempos de Sayanda, Alvarez e Miguel Silva constituem, porém, o melhor argumento a favor deste tipo de cartografia.”

Manuel Dias (Individual)


[Mapa extraído do excelente texto no blogue de Miguel Silva em
http://miguelorienteering.blogspot.com/2009/11/nordic-maps-vs-portuguese-maps.html. Mais fotos da prova, da autoria de Paulo Fernandes, em http://picasaweb.google.com/paulojjf/IVTrofeuOriAlentejo2EtapaBardeiras]

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO
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sábado, 21 de Novembro de 2009

IV TROFÉU ORIALENTEJO: DAVID SAYANDA E PATRÍCIA CASALINHO VENCEM EM BARDEIRAS


Sete da manhã, saída de São Pedro da Gafanhoeira. As carrinhas seguem carregadas com o material que irá “enfeitar” a arena das Bardeiras, junto a uma pequena represa, onde foi desenhado por Janne Weckman, Anti Harju e Mario Rodriguez um novo mapa de Orientação, há um mês atrás.

Disputou-se esta manhã a segunda etapa do IV Troféu OriAlentejo, conjunto de oito eventos iniciado no passado dia 17 de Outubro, em Vila Nova da Erra (Coruche) e que só terminará em 17 de Julho de 2010, com a prova Nocturna de Vila Nova de Santo André. Na prova de hoje, da responsabilidade do Clube GafanhOri, marcaram presença 196 atletas, entre os quais alguns dos grandes valores nacionais de Elite, fazendo com que a competição estivesse ao rubro.

No escalão Difícil Feminino, Patrícia Casalinho (COC) passou no ponto de espectadores com uma vantagem de 2.02 sobre a 2ª classificada, vantagem essa que conservou até final, vencendo assim a prova. Em 2º lugar ficou Ana Coradinho (GafanhOri) logo seguida da sua irmã, Lena Coradinho, do mesmo clube. Ainda neste escalão, mas no sector masculino com 46 atletas em prova, David Sayanda (GafanhOri) foi o grande vencedor, gastando 42.03 para um percurso de 8.8 km de extensão. Atrás de si, com mais 37 segundos, dois atletas do CPOC ex-aequo: Alexandre Alvarez e Miguel Silva. Os ritmos de prova foram muito elevados e estiveram de acordo com a previsão da organização quanto aos tempos dos vencedores.



Mais uma grande organização

No escalão Médio, Pedro Nogueira (ADFA) e Vera Alvarez (CPOC) foram os vencedores, ambos seguidos de muito perto por João Cascalho e Ana Anjos (atletas Iniciados do Clube GafanhOri) respectivamente. Já no escalão Fácil, as vitórias foram para atletas do Desporto Escolar, Oleksandr Zaikin (ES Palmela) e a “gafanhota” Rute Coradinho (EB 2,3 Cunha Rivara – Arraiolos). Finalmente, Carlos Carlota (COAC) levou de vendida o escalão de Iniciação.

Em termos organizativos esta voltou a ser uma prova sem falhas, com uma Arena agradável que pôde comportar no mesmo espaço o estacionamento, a chegada, as partidas e as diversas tendas de apoio. Desse local, os participantes que não estavam em prova puderam acompanhar a competição através do relato do ‘speaker’ ou directamente no ponto de espectadores. Outro aspecto organizativo relevante teve a ver com o mapa novo, com uma área total de 4,2 km, desenhado de acordo com os princípios da cartografia nórdica. Foi particularmente importante para o Clube Gafanhori poder apresentar antecipadamente o tipo de cartografia que será utilizado no Meeting Internacional de Arraiolos e também no Campo de Treinos de Ano Novo, a realizar de 2 a 8 de Janeiro na Gafanhoeira.


Resultados completos em
http://www.gafanhori.pt/2orialentejo/TotaisBardeiras21nov2009.html.

[Uma nota de agradecimento para Raquel Costa, pelo apontamento escrito para o Orientovar, e para David Tirapicos, autor das fotos]

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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THE ORIENTEERING ACHIEVEMENT OF 2009


Está aí “O Grande Feito da Orientação em 2009”, uma iniciativa da responsabilidade do World of O e Ultimate Orienteering, dois dos maiores portais mundiais exclusivamente dedicados ao nosso desporto. Agora que caminhamos a passos largos para o final de 2009, está na hora de votar na maior proeza do ano.

Depois do enorme sucesso alcançado no ano transacto, assistimos ao lançamento da segunda edição do "The Orienteering Achievement of the Year", uma iniciativa conjunta do World of O e Ultimate Orienteering. Em causa está a eleição do maior feito ao nível da Orientação no ano que agora está a chegar ao fim, em ambos os sectores, masculino e feminino. A votação incidirá apenas sobre candidatos a título individual e cada um dos participantes nesta escolha poderá, se assim o entender, sugerir o seu próprio candidato, justificando as razões que o levaram a apresentar aquele nome. Estão prometidos prémios para as melhores sugestões.

A partir da próxima quarta-feira e ao longo de cinco dias, os nomeados começarão a ser apresentados diariamente nos portais World of O e Ultimate Orienteering. A votação propriamente dita decorrerá entre os dias 30 de Novembro e 4 de Dezembro, estando a publicação do resultado final prevista para 8 de Dezembro.

Como não poderia deixar de ser, o Orientovar associa-se a esta grande iniciativa, lançando um forte desafio à participação de todos. Para tal, basta clicar em
http://poll.worldofo.com/poll2009.html. Vote!

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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sexta-feira, 20 de Novembro de 2009

VENHA CONHECER... ALICE SILVA


Chamo-me… Maria ALICE da SILVA Pereira
Nasci no dia… 09 de Setembro de 1965, em Aveiro
Vivo em… Sesimbra
A minha profissão é… Professora
O meu clube… Grupo Desportivo União da Azóia
Pratico Orientação desde… 1994

Na Orientação…

A Orientação é… um desporto na natureza!
Para praticá-la basta… estar bem fisicamente e ter os materiais necessários!
A dificuldade maior… terreno com bastante pedra!
A minha estreia foi… nas Gafanhas!
A maior alegria… ter ido ao Campeonato do Mundo em 1995, na Alemanha, e ter sido Campeã Ibérica em Ori-BTT há dois anos!
A tremenda desilusão… não ter podido fazer a Estafeta, também no Campeonato do Mundo!
Um grande receio… lesionar-me!
O meu clube é… prática, promoção e apoios para fazer Orientação!
Competir é… bom!
A minha maior ambição… estar bem de saúde para poder continuar a praticar!

… como na Vida!

Dizem que sou… alegre!
O meu grande defeito… teimosia!
A minha maior virtude… saber reconhecer quando erro!
Como vejo o mundo… mal!
O grande problema social… grande diferenciação de classes!
Um sonho… que os meus filhos estejam bem!
Um pesadelo… a morte!
Um livro… qualquer um de Dan Brown!
Um filme… “Poltergeist”!
Na ilha deserta não dispensava… comida e água!

Na próxima semana venha conhecer Graça Carrapatoso.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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quinta-feira, 19 de Novembro de 2009

PELO BURACO DA FECHADURA


Decorre em Bardeiras, já no próximo sábado, a 2ª Etapa do IV Troféu OriAlentejo. Mais uma organização do Clube GafanhOri, hoje espreitada pelo buraco da fechadura com a preciosa colaboração de Tiago Aires.

Aproxima-se mais um fim-de-semana com muita Orientação e num mapa novo, em Bardeiras – Vimieiro, junto à Gafanhoeira. Trata-se da 2ª etapa do IV Troféu OriAlentejo, evento da responsabilidade do Clube GafanhOri e destinado aos escalões de Iniciação, Fácil, Médio e Difícil. Os terrenos e percursos estão preparados cuidadosamente para cada escalão e desenhados num mapa novo, elaborado em Setembro deste ano e de acordo com os princípios da cartografia nórdica.

Para nos falar dum evento onde o “desafio dum tipo de cartografia diferente da nacional será certamente um dos pontos altos”, o Orientovar foi uma vez mais ao encontro de Tiago Aires. Traçador de Percursos desta prova e um dos responsáveis máximos do Clube GafanhOri, aqui ficam as suas explicações e um convite à participação. “As inscrições”, diz, “ainda estão abertas”.

Orientovar - Porquê a chamada de Janne Weckman e Antti Harju, dois cartógrafos finlandeses, e ainda do cartógrafo espanhol Mário Rodriguez, para colaborarem neste projecto?

Tiago Aires - Janne Weckman, além de atleta, é um cartógrafo com muita experiência, com mais de 100 km2 feitos na Finlândia, sendo inclusive o cartógrafo e traçador de percursos do Jukola 2011. Antti Herju é uma das grandes referências mundiais da Orientação, tendo vencido com o Kalevan Rasti mais vezes o Jukola e Tiomila, mas que infelizmente há cerca de 6 meses teve um problema cardíaco e colocou um ‘pacemaker’, o que não lhe permitirá correr mais, pelo que se está a dedicar à cartografia. Mário Rodriguez trabalha há muitos anos com o Janne, já fez mapas na Finlândia e tem as características que procurávamos.

Orientovar - Quais as principais características desta cartografia dita “nórdica”?

Tiago Aires - Logo à primeira vista é a leitura do mapa mais leve e utilizando ao máximo os detalhes do relevo. Só a colocação da informação de maior dimensão e que é essencial para navegar. Não há necessidade de trabalhar os amarelos e vegetação em demasia pois apenas vai saturar o mapa com informação que ninguém consegue utilizar em prova. Esta será a cartografia utilizada nos mapas do Meeting Internacional de Arraiolos nos dias 9 e 10 Janeiro de 2010. O mapa da Distância Longa foi produzido por estes cartógrafos e o da Distância Média foi produzido por mim e pela Raquel Costa, mas mantém substancialmente a mesma forma de cartografar.

Orientovar - Uma das críticas apontadas com maior frequência aos nossos mapas é a de que pecam por excesso de detalhe. Acha que, neste particular aspecto, os orientistas portugueses estão mal habituados? Ou, posto doutra forma, qual a relevância deste contacto com outro tipo de cartografia para a própria evolução da Orientação portuguesa?

Tiago Aires - Penso que esta vinda de cartógrafos nórdicos pode ser muito importante para um reajustar dos critérios utilizados em Portugal. Nós aprendemos com os russos, que, tal como a escola checa de cartógrafos, têm a tendência em trabalhar demasiado a vegetação e marcar por exemplo ao nível rochoso tudo o que cabe no mapa, não dando a percepção ao atleta de quais os elementos que se destacam facilmente. Claro que este tipo de cartografia, na grande maioria dos terrenos portugueses, é necessário; caso contrário, os mapas não teriam detalhe e deixariam de se ler. Mas com a melhoria na escolha de terrenos, esse critério tem de ser alterado sob pena de os mapas serem todos à escala de 1:7 500 e, mesmo assim, difíceis de interpretar.

Orientovar - O mapa é um bom pretexto para convidar as pessoas a irem até às Bardeiras no próximo domingo. Mas como o interesse da prova não se resumirá, seguramente, ao mapa, pedia-lhe que nos falasse dos restantes pormenores e de como um dia com o Clube GafanhOri será sempre dado como bem empregue.

Tiago Aires - Como vem sendo hábito, temos uma Arena junto a uma barragem, num local muito bonito, onde existirá um ponto de espectadores. Julgo que os percursos estão bastante interessantes e que serão uma excelente oportunidade para preparar o “Word Ranking Event” do Meeting Internacional de Arraiolos. As inscrições ainda estão abertas. Aproveito ainda para lembrar que já está disponível em detalhe o programa do II New Year Training Camp [ver
AQUI], o qual decorrerá de 2 a 8 de Janeiro, com treinos bi-diários de Orientação variados.

[foto de Bardeiras, gentilmente cedida por Tiago Aires]


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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quarta-feira, 18 de Novembro de 2009

DUAS OU TRÊS COISAS QUE EU SEI DELA...


1. No encerramento da temporada 2009 de Orientação em BTT, a publicação oficial dos resultados na página da IOF mostra Daniel Marques no 20º lugar com 216 pontos. Uma posição prestigiante a todos os títulos e que premeia a grande época do atleta português. No top-100 é possível encontrar ainda Joel Morgado na 84ª posição, com 42 pontos, e José Marques no 99º lugar, com 36 pontos. No sector feminino, Susana Pontes é a nossa melhor representante, ocupando o 39º lugar do ‘ranking’ mundial, com 88 pontos; mas 100 primeiras posições encontramos ainda cinco outras atletas. Assim, Maria Amador está em 60º lugar (53 pontos), Rita Guterres no 61º lugar (52 pontos), Joana Frazão na 82ª posição (36 pontos), Tânia Covas Costa no 89º lugar (34 pontos) e Sandra Rodrigues na 91ª posição (32 pontos). Lideram o ‘ranking’ o dinamarquês Lasse Brun Pedersen e a austríaca Michaela Gigon.

2. Marianne Andersen acaba de ser distinguida com o prémio “Orientista do Ano”, da Federação Norueguesa de Orientação. Atribuído por unanimidade durante a Gala Anual daquela Federação, o galardão reconhece o mérito duma atleta que alcançou uma medalha de ouro e duas de prata nos Mundiais WOC Miskolc 2009, foi segunda classificada na Taça do Mundo e fez o “tri” nos Campeonatos da Noruega, nesta que foi a sua melhor época de sempre. Os restantes galardões foram distribuídos da seguinte forma: Jan Kocbach (Treinador do Ano), pelo seu trabalho inovador em Varegg Fleridrett, Bergen; Marte Renaas, do Wing OK (Ski-Orientista do Ano); Martin Jullum, do Halden SK (Trail-O Atleta do Ano); e, Betty Ann Nilsen Bjerkreim, do Lillehammer OK (Revelação do Ano). Composta por Holger Hott, Audun Weltzien e Anders Nordberg, a Estafeta Norueguesa presente no WOC foi distinguida com o “Prémio Fairplay” pela sua postura em prova, prescindindo da luta pelas medalhas para ajudar a socorrer o sueco Martin Johansson, ferido com gravidade.

3. Ao longo da passada semana, o Estoril Portugal XPD Race 2009 dominou as atenções. Foram 900 quilómetros de aventura e emoção, ao encontro do Portugal profundo, num exercício onde beleza e dureza se misturaram, confundiram e caminharam (… e pedalaram, e remaram…) sempre de mãos dadas. Agora que a adrenalina já se dissipou e assistimos ao regresso à calma, o Orientovar gostaria de saudar todas as equipas que, com maior ou menor dificuldade, lograram chegar ao Baleal, com particular destaque para as três sobreviventes portuguesas do Extreme Challenger / IGeoE, GLOBAZ.PT – BOXIT e Team Greenland / ATV. Sobretudo, deixar uma palavra de apreço pelo trabalho organizativo em torno deste grande evento, levado a bom porto por um vasto conjunto de elementos capazes e competentes, que com o seu esforço e empenho em muito contribuíram para a sua espectacularidade, prestigiando Portugal e as Corridas de Aventura. Para toda a equipa e, em especial, para o seu timoneiro, Alexandre Guedes da Silva, aqui fica o testemunho da mais viva admiração e o merecido Louvor da Semana.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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terça-feira, 17 de Novembro de 2009

OS VERDES ANOS: RAFAEL RAMOS


Olá,

Chamo-me Rafael Cirne Ramos e nasci em Aveiro, há 16 anos. Actualmente frequento o 10º Ano de Escolaridade na Secundária de Estarreja, no Curso de Metalomecânica. Quando terminar o meu Curso, quero ir lá para fora pelo menos uns cinco anos e depois voltar, para trabalhar em Portugal e poder continuar a fazer Orientação.

O meu primeiro contacto com a Orientação deu-se há uns anos, numas férias e numa prova muito simples. Lembro-me que gostei bastante, sobretudo pela forma diferente de contactar com o ambiente. No início do passado ano lectivo, numa aula de Educação Física, o Professor Paulo Pinto quis saber quem já conhecia a Orientação e gostaria de se inscrever no Grupo Escola. Dei o meu nome e, a partir daí, as coisas passaram a ser “a sério”, com a minha ligação à Escola e ao Clube Ori-Estarreja e com a minha filiação na Federação Portuguesa de Orientação.

A minha estreia aconteceu numa prova da Taça de Portugal, em Coruche, e correu pessimamente. Fui muito bem nos primeiros cinco pontos mas depois, com a pressa toda, a pensar que ia fazer uma boa prova, perdi-me e fiz mais ou menos duas horas e meia. Isso não me desmotivou, já só pensava em fazer melhor no dia seguinte e acabei por ficar nos três primeiros lugares. A partir daí nunca mais parei.

Na minha segunda prova, tive uma peripécia engraçada. Engraçada para as outras pessoas, porque para mim foi um bocadinho vergonhoso. Aconteceu que, ao saltar uma cerca, rasguei as calças e as ‘boxers’. Uma rapariga que vinha atrás ficou de boca aberta a olhar para mim e eu não percebi muito bem porquê e continuei a minha prova. Quando cheguei ao fim é que me avisaram e percebi que vinha nuns preparos muito pouco próprios.

Uma das minhas grandes tristezas é não ter ido aos Campeonatos do Desporto Escolar no ano passado. O facto de não haver vagas para o Curso que eu gostava, fez com que entrasse na minha segunda opção que era Informática e Gestão. Não gostei do Curso e fiz a burrice de sair a meio do ano e deixar a Escola. Por esse motivo não pude ir aos Campeonatos.

Para mim a Orientação é o melhor desporto do mundo. É o fazer desporto, melhorar a nossa saúde, contactar com a natureza, respeitar o ambiente e não o poluir com as nossas provas. É só pontos a favor. Quanto ao meu futuro como orientista, confesso que ainda não pensei muito bem nisso. Quando lá chegar, pensarei.

Rafael

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segunda-feira, 16 de Novembro de 2009

TRAIL-O NO DIA INTERNACIONAL DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA

É já no próximo dia 3 de Dezembro que se comemora o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência. Em Baião, Vila do Conde e Tocha a data será assinalada com a realização de actividades de Trail-O / Orientação de Precisão.

Através da sua resolução 1993/29, a Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas declarou o dia 3 de Dezembro como Dia Internacional da Pessoa com Deficiência. A data foi criada com o objectivo de sensibilizar os Estados membros a procurarem alcançar a plena e igual fruição dos Direitos Humanos e participação na sociedade das Pessoas com Deficiência. Desta forma, este dia é aproveitado para desenvolver várias acções de sensibilização para que a sociedade perceba que as pessoas com deficiência têm direitos e que não podem ser esquecidas, mas sim percebidas.

No nosso País, a data é assinalada sobretudo em Escolas, Hospitais e Instituições ligadas à Pessoa com Deficiência. Assim será uma vez mais este ano, com a particularidade da EB 2,3/S Baião, a EB 2,3 Júlio Saúl-Dias (Vila do Conde) e o Centro de Medicina e Reabilitação da Região Centro – Rovisco Pais (Tocha) terem elegido a Orientação de Precisão como ponto fulcral dos respectivos programas de actividades.

Programas aliciantes

Sob o lema “Um Mundo igual para Todos”, as comemorações na EB 2,3/S de Baião terão lugar a partir das 10h30 e juntarão alunos do Agrupamento de Escolas do Vale de Ovil, alunos com Necessidades Especiais de Agrupamentos dos concelhos vizinhos e ainda atletas ligados à actividade de Trail-O do Serviço de Medicina Física e Reabilitação do Hospital da Prelada (Porto). Entre os apoios à Organização conta-se o Grupo Desportivo 4 Caminhos, o Orientovar, o Município de Baião, a Associação de Pais do Agrupamento de Escolas do Vale de Ovil, a Obra do Bem Estar Rural de Baião e a Federação Portuguesa de Orientação. Mais informações através do 255 542 446 ou pelo e-mail
eb23sbaiao@sapo.pt.

Nesse mesmo dia, a partir das 15h00, será a vez da EB 2,3 Júlio Saúl-Dias (Vila do Conde) comemorar o Dia Internacional do Deficiente. Uma vez mais, os atletas de Trail-O do Serviço de Medicina Física e Reabilitação do Hospital da Prelada conviverão com os alunos daquele estabelecimento de ensino, numa jornada que encerrará com a realização dum colóquio sobre a problemática da deficiência. Para mais informações, contactar a Organização através do e-mail
ori.jsd@gmail.com.

No dia 4 de Dezembro, mas ainda no âmbito das comemorações do Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, o projecto “Bicas no Rovisco Pais – Desporto Adaptado” lança o convite aos membros representantes das Escolas da região de Cantanhede para participar numa acção de divulgação e sensibilização de Trail-O, sem carácter competitivo. Esta actividade tem o seu início previsto para as 14h30 e decorrerá na área do próprio Centro de Medicina e Reabilitação da Região Centro – Rovisco Pais. Para qualquer informação adicional, contactar Marília de Campos ou Joana Monteiro através do 231 440 903 ou pelo e-mail
gdarp@roviscopais.min-saude.pt.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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domingo, 15 de Novembro de 2009

À NOITE TODAS AS BALIZAS SÃO PARDAS


Culminando um dia repleto de provas de Orientação de âmbito local, o Clube Ori-Estarreja fez disputar a primeira etapa do seu Circuito de Orientação Nocturno.

Perímetro Florestal das Dunas de Ovar, 6 horas da tarde. Há muito que as tonalidades cinzentas dum sábado carrancudo cederam lugar ao mais escuro dos céus. As nuvens carregadas vão-se fazendo anunciar aqui e ali por chuviscos passageiros, mas o vento rijo que sopra de sul segreda-nos que se aproxima uma noite de vendaval. Não tarda nada, doze temerários atletas embrenhar-se-ão no coração da floresta ao encontro dos seus mistérios. E das balizas que, munidas de bandas reflectoras, se fazem anunciar à distância sob a luz dos frontais que cada um transporta consigo.

Três percursos, três distâncias diferentes (2,5 km, 4,1 km e 7,0 km) e o ‘luxo’ do sistema SI Card, num verdadeiro desafio aos sentidos e à capacidade de navegação de todos e cada um. O terreno limpo facilita a progressão e minimiza riscos de acidentes, mas ainda assim impõem-se cautelas redobradas. Uns ramos secos que estalam sob os pés, uma aranha-de-cruz inadvertidamente desalojada da sua teia, dois pássaros que se levantam estremunhados do chão num voo cego para parte incerta…

Devaneios à parte, os pontos lá vão sendo vencidos um a um e, no final, a unanimidade de opiniões dá conta dum bom par de experiências e aprendizagens novas, num todo enriquecedor a vários títulos. Uns consideram que “chega a ser mais fácil encontrar os pontos de noite que de dia graças à banda reflectora neles colocada e que os assinala a distâncias consideráveis”, enquanto outros falam do ritmo de progressão mais lento, de como pensam que já avançaram mais do que acontece na realidade, da adaptação que isso implica em termos de leitura de mapa. Para Maria Sá, do GD4C, esta foi “uma experiência fantástica” mas lamenta que haja provas que, “só por terem as três letrinhas mágicas [ranking regional norte], atraem trezentas ou mais pessoas e aqui, com um desafio tão interessante e com um percurso tão bem montado, não está cá ninguém”.



“Venham experimentar uma nocturna”

Para Diogo Miguel, um dos responsáveis pela organização do evento, “a ideia do Circuito resultou da constatação duma fraca afluência às provas locais em épocas anteriores. Daí termos chegado à conclusão que só inovando conseguiríamos atrair mais pessoas. Como este tipo de eventos é raro em Portugal e há muita gente que nunca fez provas nocturnas, pensámos em avançar com o Circuito.” A segurança dos participantes é um dos aspectos que deve merecer particular atenção por parte de quem organiza um evento deste género. É isso, pelo menos, que se infere das palavras de Diogo Miguel: “O mapa do Furadouro é mais amplo, esta é uma floresta aberta e, por isso mesmo, mais seguro. Será talvez um mapa mais fácil, mas acaba por ser perfeito para aqueles que se iniciam neste tipo de provas.”

Um dos aspectos que penalizam esta 1ª etapa do Circuito de Orientação Nocturno reside no baixo índice de participação. Mas a esse propósito, o atleta e organizador tem uma explicação: “Atrasámo-nos um bocadinho com a divulgação do evento, criámos para o efeito um blogue mas apenas o lançámos há duas semanas, mas esperamos que nas próximas venha mais gente.” A finalizar, um desafio: “Este mapa do Furadouro já não é novo, foi utilizado por variadíssimas vezes e pode pensar-se que já não tem segredos. Todavia, como diz o melhor atleta espanhol, Roger Casal, à noite todas as balizas são pardas. Uma boa maneira de reaproveitar o mapa é introduzi-lo numa prova nocturna. Aqueles que pensam que a Orientação já não tem segredos, venham experimentar uma nocturna. Vão ter uma surpresa!”

A segunda etapa do Circuito está agendada para o dia 3 de Abril de 2010. Mais informações em
http://www.orilocais.blogspot.com/.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

sábado, 14 de Novembro de 2009

ESTORIL PORTUGAL XPD RACE: SURPRESA BRITÂNICA NO SPRINT FINAL


Os nórdicos foram os primeiros a dominar, passando depois o testemunho aos norte-americanos. Mas na recta final do Estoril Portugal XPD Race, os mais fortes foram mesmo os britânicos da Helly Hansen-Prunesco que tomaram de assalto o título. Entre os portugueses a melhor formação chegou ao Baleal no 23º lugar.

Depois de 128 horas de progressão sem parar e mais de 900 quilómetros percorridos a pé, de bicicleta todo-o-terreno e de canoa, ficou entregue o título de 2009 do Campeonato do Mundo de Corridas de Aventura (ARWC), com o Estoril Portugal XPD Race a revelar-se o desafio supremo no que respeita à resistência e estratégia. Das 59 formações de 25 países que deixaram o Estoril no passado domingo, apenas 40 conseguiram terminar classificadas, uma taxa de abandono ainda assim considerada bastante baixa, dada a extensão e as dificuldades do percurso.

Exigindo uma capacidade de resistência extrema, este desafio para equipas de quatro elementos (entre as quais obrigatoriamente uma mulher) foi ao encontro de algumas das mais belas paisagens do país profundo. Arrancou na Costa do Estoril e levou depois a caravana a explorar os trilhos das serras da Lousã, Açor, Estrela, São Mamede e Serra d’Aire e Candeeiros. Pelo meio ficaram os cenários do Zêzere, do Parque Natural do Tejo Internacional e da Barragem de Castelo do Bode. Depois da travessia a nado da Lagoa de Óbidos, a meta foi colocada na praia do Baleal onde os derradeiros sobreviventes chegaram a pé e de BTT, durante a manhã.

Com uma média de idades de 37 anos, os britânicos da Helly Hansen-Prunesco surpreenderam com um enérgico sprint final e conquistaram assim o seu primeiro título mundial de Corridas de Aventura. O líder desta formação, Tom Gibbs, designer na Airbus de profissão, revelou na meta o segredo do quarteto que incluía uma médica do exército: “Na verdade viemos a Portugal sem expectativas exageradas e assim não colocámos demasiada pressão na equipa. A nossa estratégia resultou e tudo se decidiu nas últimas horas da corrida”. Os norte-americanos da Nike (2º) e os suecos da Lundhags Adventure (3º) completaram o pódio, terminado por uma escassa diferença.



Portugueses satisfeitos

Das seis equipas lusas à partida, apenas metade terminaram classificadas. Longe da luta pelos lugares cimeiros, os portugueses tinham sobretudo como objectivo chegar ao fim. José Marques, o líder da melhor equipa nacional no Estoril Portugal XPD Race (23º) mostrava-se satisfeito com esta prestação: “A equipa funcionou muito bem e no terreno evidenciamos sempre uma enorme coesão, mesmo nos momentos mais complicados. Podíamos ter ido mais além - chegámos a andar perto do Top-10 - mas o cansaço e um erro de orientação que nos deixou perdidos no terreno durante três longas horas foram fatais. Mesmo assim estamos contentes e em condições de anunciar que tudo faremos para estar presentes no próximo Mundial”.

Alexandre Guedes da Silva, da Associação Portuguesa de Corridas de Aventura, fazia no final do Estoril Portugal XPD Race o balanço desta organização: “Não podíamos estar mais satisfeitos, pois conseguimos estabelecer um marco em termos internacionais. A qualidade da organização foi reconhecida e em termos competitivos também nunca se viu nada assim!”


Texto e fotos gentilmente facultados pela organização. Toda a informação em
http://www.arwc2009.com/.
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sexta-feira, 13 de Novembro de 2009

ESTORIL PORTUGAL XPD RACE: LUTA INTENSA PELA LIDERANÇA


É a recta final do Estoril Portugal XPD Race, com a passagem pela Serra de Aire e Candeeiros e o regresso à Costa Atlântica. Com cerca de 800 quilómetros já cumpridos, há ainda 47 equipas em competição e um bom lote de candidatos ao título.

À medida que os dias e as horas vão passando, os “sobreviventes” do Mundial de Corridas de Aventura fazem uma viagem sem volta aos limites da resistência humana. Desde domingo passado, estão já cumpridos cerca de 800 quilómetros a pé, de BTT e de canoa, um enorme esforço que está próximo do fim com a chegada prevista para a manhã de amanhã (sábado, 14 Novembro), ao Baleal.


Demonstrando que, apesar da competição, os adeptos das Corridas de Aventura têm um forte espírito de entreajuda, os actuais Campeões do Mundo do Team OrionHealth (Nova Zelândia) viveram momentos de grande ansiedade durante a progressão da última noite. Wayne Oxenham esteve perdido dos seus três companheiros durante mais de uma hora, um episódio que acabou bem mas deixou algumas marcas: “Foi uma experiência um tanto traumática, pois durante 1h20 fiquei sozinho, completamente perdido e sem meios de orientação à espera dos outros elementos. Acabei depois por seguir caminho com outra equipa que entretanto apareceu e mais à frente pudemos finalmente continuar a quatro.” Deste modo, os defensores do título estão a perder terreno que poderá ser irrecuperável e inviabilizar a sua vitória.

Na dianteira continuam os norte-americanos da NIKE/Beaver Creek, apesar do seu “capitão” Mike Kloser acusar o desgaste extremo da equipa: “Estamos de rastos e sinceramente não sei como vamos ser capazes de aguentar as próximas horas. Só penso em regenerar energias!”. Os suecos da Lundhags Adventure e os britânicos Helly Hansen-Prunesco continuam a pressionar os actuais líderes, enquanto os lusos da Extreme Challenger/IGeoE mantêm alta a esperança de um bom resultado para Portugal.


Texto e fotos gentilmente cedidos pela organização. Mais informação em
http://www.arwc2009.com/.
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VENHA CONHECER... LUÍS SANTOS


Chamo-me… LUÍS Miguel Martins SANTOS
Nasci no dia… 18 de Outubro de 1971, no Estoril
Vivo em… Linda-a-Velha
A minha profissão é… Técnico de Estatística
O meu clube… CPOC – Clube Português de Orientação e Corrida
Pratico orientação desde… 1998

Na Orientação…

A Orientação é… desporto e paixão!
Para praticá-la basta… correr!
A dificuldade maior é… a concentração!
A minha estreia foi em… Estarreja, de calças de ganga...!
A maior alegria… encontrar pontos difíceis!
A tremenda desilusão… não os encontrar!
Um grande receio… magoar-me!
O meu clube… faz parte de mim!
Competir é… o que me faz correr!
A minha maior ambição… correr até aos 80!

… como na Vida!

Dizem que sou… (era) o líder!
O meu grande defeito… os amigos saberão!
A minha maior virtude… não sei dizer!
Como vejo o mundo… com optimismo!
O grande problema social… a fome!
Um sonho… que os meus filhos sejam felizes!
Um pesadelo… que não o sejam!
Um livro… “O Primeiro Homem de Roma”!
Um filme… “Braveheart”!
Na ilha deserta não dispensava… a Dulce, o Tiago e a Joana!

Na próxima semana venha conhecer Alice Silva.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO
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quinta-feira, 12 de Novembro de 2009

ESTORIL PORTUGAL XPD RACE: DECISÕES PELA CALADA DA NOITE


Com uma forte componente de estratégia, o Estoril Portugal XPD Race já cumpriu dois terços do traçado de 900 Km. O tempo das grandes decisões aproxima-se e os actuais Campeões do Mundo estão a ter dificuldade em manter-se entre os lugares cimeiros. A noite nas águas de Castelo do Bode poderá ser decisiva.

Tendo em conta que estão já percorridos cerca de 600 quilómetros do percurso, são ainda pouco significativas as baixas no Mundial de Corridas de Aventura que se disputa no Centro do país até ao próximo Sábado. Até agora estão de fora do Estoril Portugal XPD Race apenas nove das 59 formações de 25 países que se lançaram nesta aventura.

Depois da incursão pela região mais alta do país, as equipas iniciaram já a descida em direcção ao Centro Geodésico de Portugal, com a caravana a passar nas próximas horas por Vila de Rei. Antes disso, o percurso – que alternou secções a pé com longas tiradas em BTT – visitou alguns dos ex-líbris do nordeste alentejano. Castelo de Vide e Marvão foram pontos de passagem obrigatórios, acabando a competição por cumprir também um papel determinante na valorização destes destinos turísticos.

Em termos competitivos, o comando continua a pertencer aos norte-americanos da Nike/Beaver Creek. Apesar deste facto, há ainda um alargado número de formações bem posicionadas para disputar o título, podendo ser determinante a exigente secção nocturna de canoagem prevista para a barragem de Castelo do Bode. Os actuais Campeões do Mundo, os neozelandeses do Team OrionHealth, estão em quarto lugar, mostrando-se surpreendidos com o percurso deste Estoril Portugal XPD Race. Wayne Oxenham sintetiza: “Está a ser muito duro e impossível de cumprir todos os pontos e isso de certo modo baralhou a nossa estratégia”.

Entre os portugueses, e depois da desistência da equipa Aldeias do Xisto, há ainda quatro formações em prova. O destaque vai para os militares da Extreme Challenger/IGeoE, que ocupam a 12ª posição e mantém altas as esperanças num bom resultado. Ainda assim, José Marques prefere não revelar o objectivo final: “Estamos a seguir a nossa estratégia e tudo está a correr bem. Apesar de levarmos apenas duas horas e meia de sono desde domingo estamos em forma para continuar a lutar por uma boa prestação”.




Texto e fotos gentilmente cedidos pela organização. Tudo para acompanhar em www.arwc2009.com.
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PELO BURACO DA FECHADURA...


De Norte a Sul do País, o próximo sábado é feito de Orientação de proximidade. As provas locais estão de regresso e o Orientovar vai espreitá-las, uma a uma, pelo buraco da fechadura.

Com vista a proporcionar à população de Barcelos o contacto com a modalidade de Orientação, a Secção de Orientação dos Amigos da Montanha vai levar a efeito, no próximo sábado, uma actividade de iniciação aberta ao público em geral. A actividade decorrerá no Parque da Cidade de Barcelos, junto ao Pavilhão Municipal, com início marcado para as 10h00. A organização disponibiliza monitores habilitados que acompanharão pequenos grupos de atletas numa sessão de demonstração, a que se seguirá uma prova de iniciação. “Parece-nos que esta é uma boa oportunidade para miúdos e graúdos experimentarem a sensação de, apenas com um mapa, encontrarem as balizas que estarão espalhadas pelo parque”, dizem os responsáveis dos Amigos da Montanha. Mais informações em
www.amigosdamontanha.com.


Um pouco mais a Sul, no mesmo dia e à mesma hora, terá lugar em Santo Tirso, na área da Praça 25 de Abril, um Sprint de Orientação. A organização da actividade é da responsabilidade dos Trampolins de Santo Tirso e está prevista a possibilidade de se efectuarem três percursos, com diferentes graus de exigência física e técnica. Estes percursos podem ser realizados individualmente, a pares ou em grupo, podendo ser acompanhados por Monitores para formação técnica durante a realização dos mesmos. Após o final da actividade, cerca das 13h30, será lembrado S. Martinho com a realização dum Magusto a que se seguirá uma tarde de convívio entre todos os participantes com a realização de Jogos Tradicionais, Hip-Hop e outras actividades. Para mais informações e inscrições consulte
www.trampolinssantotirso.com ou contacte a organização através do 91 406 12 81 (telemóvel), 252 833 445 (fax) ou por e-mail para orientacao@trampolinssantotirso.com.


O Clube Ori-Estarreja vai implementar este ano, nas suas provas locais, um Circuito Nocturno. Os responsáveis pela iniciativa consideram que se organizam poucos eventos nocturnos em Portugal e, “sendo este tipo de provas excelentes para o aperfeiçoamento técnico”, decidiram levar por diante este circuito, constituído por três etapas. O desafio é dirigido “a qualquer praticante, de elite ou principiante”, para que participem e desenvolvam as suas técnicas “numa situação onde a visibilidade é reduzida e a concentração é essencial”. O primeiro dos três eventos que compõem o Circuito terá lugar no mapa do Furadouro (Ovar), pelas 18h00, contando com três percursos de diferente grau de exigência (Fácil - 2,5 Km, Médio - 4,1 Km e Difícil - 7 km). Para tornar o dia mais útil para todos, será também realizada uma prova de Distância Média durante a tarde, a partir das 15h00. Tanto na prova da tarde como na prova da noite será utilizado o sistema SI. Todas as informações em
http://www.orilocais.blogspot.com.


Ainda no sábado, pelas 9h30m, realiza-se no revisto e actualizado mapa do Jamor mais uma actividade enquadrada no programa «Mexa-se Mais» da Câmara Municipal de Oeiras. Organizada pelo CPOC - Clube Português de Orientação e Corrida, a actividade distribui-se pelas vertentes de passeio, formação e treino e prevê ‘briefings’ de introdução à Orientação para quem solicitar. Será dada uma explicação inicial sobre o tipo de evento que vão encontrar. O local de concentração será na Praça da Maratona (Complexo Desportivo do Jamor) e serão três os escalões de participação: OPT3 - Treino/Longo ~6 Km, OPT2 - Passeio/Médio ~4 Km e OPT1 Iniciação/Fácil ~2 Km. Serão utilizados cartões de controlo e não haverá prémios nem afixação de resultados. A organização informa que a participação na actividade é gratuita, mas a inscrição é necessária para garantir que não faltam mapas.Poderão inscrever-se ou tirar dúvidas através do e-mail
mexasemais@cpoc.pt.


Ponto final nesta mão cheia de provas com a 3ª etapa do Troféu Sintra, Orientação Para Todos 2009 / 2010. Da responsabilidade do CAOS - Clube de Aventura e Orientação de Sintra, a prova decorrerá no Magoito entre as 11h00 e as 12h30. Em inicio de época, e com a possibilidade (ainda não confirmada) da participação oficial do Desporto Escolar, a organização optou por uma mapa de parque de forma a permitir a iniciação de novos atletas. Como habitualmente, do programa constam três percursos de dificuldade técnica e física adequada a cada praticante. As inscrições podem ser efectuadas on-line em
http://www.fpo.pt/oasis ou para o e-mail clube@107caos.com.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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quarta-feira, 11 de Novembro de 2009

ESTORIL PORTUGAL XPD RACE: PRIMEIRAS BAIXAS NA CARAVANA


Ao terceiro dia de competição, a dureza da montanha causou as primeiras baixas no Estoril Portugal XPD Race, com sete formações – em 59 à partida – a abandonarem precocemente. Os neozelandeses defensores do título continuam bem posicionados na frente, seguidos de perto pelos norte-americanos da Nike/Beaver Creek.

Mergulhando fundo na região mais alta do continente português, o terceiro dia de competição do Mundial de Corridas de Aventura - Estoril Portugal XPD Race – encarregou-se de iniciar um processo de selecção natural entre as 59 equipas que participam em representação de 25 nações.

Um contínuo sobe e desce por montes e vales ligou as serras da Lousã, Açor e Estrela, numa etapa feita sobretudo a pé e de BTT. Às primeiras horas do dia de ontem surgia a confirmação das primeiras baixas na caravana, com especial destaque para o abandono precoce dos candidatos à vitória do Team Finland (na sequência de uma lesão grave no pé de um dos elementos deste quarteto). O líder desta formação nórdica, Tommi Putkuri, era o espelho da desilusão: “Ainda não acredito que passámos de candidatos ao título a espectadores!” Entre os sete abandonos oficializados até ao momento encontram-se também os portugueses do Team Ippon, mantendo-se ainda no terreno as restantes cinco equipas lusas.



Visivelmente agradados pela extrema beleza das paisagens e pela simpatia dos populares (ontem em Fajão havia até um lanche surpresa à espera das equipas), os norte-americanos da Nike/Beaver Creek estão a posicionar-se na dianteira da corrida. Mike Kloser, fazia assim o balanço destes três primeiros dias: “Estamos impressionados com a dureza do percurso e sinceramente esperávamos estar a progredir mais rápido. Para já a nossa estratégia para lutar pelo título passa por fazer a maior parte dos pontos, o que não tem sido fácil”. Os actuais Campeões do Mundo (Team Orion Health, Nova Zelândia) estão também bem posicionados no terreno e têm ainda todas as hipóteses de revalidar o título.

Texto e fotos extraídos da página oficial do evento em
www.arwc2009.com.
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DUAS OU TRÊS COISAS QUE EU SEI DELA...


1. É o regresso ao Campeonato do Mundo de Orientação de Desporto Escolar ISF Madrid 2009, disputado en Alcalá de Henares no passado mês de Abril. Karl Keuppens, Presidente do Comité Técnico do evento, acaba de enviar à Federação Espanhola de Orientação (FEDO) um resumo do questionário apresentado às diferentes selecções participantes na competição e a sua opinião particular. Da análise do documento – que pode ser visto AQUI – retira-se que o Alojamento e a Festa da Amizade foram os itens mais valorizados, ao passo que as maiores críticas se dirigiram à Alimentação e à Visita Cultural. Chamado a pronunciar-se, Portugal atribuiu nota máxima (numa escala de 0 a 5) ao Alojamento, Partidas, Festa da Amizade e Cerimónia de Abertura, enquanto a Visita Cultural foi, do ponto de vista dos responsáveis pela nossa comitiva, o aspecto menos conseguido (nota 3). Globalmente, contudo, ressalta a elevada qualidade do evento, estando de parabéns tanto a FEDO como o ACOM – Agrupamento de Clubes de Orientação de Madrid que colaboraram na organização do evento.
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2. Acaba de sair o 3º Volume - Outubro 2009 da Revista FORJ, a publicação on-line da Federação de Orientação do Rio de Janeiro. Lislaine Link e Ana Rachel Lemes são as figuras de capa deste conjunto de 26 páginas profusamente ilustradas que dão conta do que de melhor se vai fazendo no país irmão. Notícias, reportagens, artigos técnicos, muitas fotos e alguns mapas dão nota do enorme cuidado e empenho por parte da FORJ na promoção e divulgação do desporto da floresta. Num número onde não foram esquecidos a Taça dos Países Latinos e o Curso IOF de Formação de Supervisores ministrado por Rui Antunes, o Orientovar permite-se chamar a atenção para o belíssimo editorial de Ronaldo A. Castelo, Director Técnico da FORJ, e para a “pequena homenagem em forma de agradecimento a todo o serviço prestado e as horas de dedicação à Orientação” feita à pessoa de José Luís Pinheiro Gomes, atleta do Clube de Orientação Caça Prisma e Presidente da Federação de Orientação do Rio de Janeiro. Tudo para ler em
http://www.forj.com.br/documentos/revista/Revista_FORJ_03_2009.pdf.

3. Transformar momentos, tornando mais terna e feliz a experiência das crianças no Hospital, tal é a missão da Operação Nariz Vermelho [
www.narizvermelho.pt]. Vem isto a propósito da participação do Team GreenLand/ATV no Campeonato do Mundo de Corridas de Aventura, Estoril Portugal XPD Race 2009. Representando a Operação Nariz Vermelho, a equipa de Pedro Roque, Filomena Silva Gomes, Artur Baptista e Hugo Velez faz questão de enfrentar os 900 quilómetros da corrida mais louca do mundo de nariz vermelho bem no centro dos respectivos rostos. Não é novidade para ninguém que o Orientovar tem um “fraquinho” por boas causas. E esta é-o, sem dúvida! Daí que o Louvor da Semana vá direitinho para estes quatro bravos, para a sua iniciativa e empenho, para a sua bela atitude, voluntária e solidária. Porque quando uma criança encontra um palhaço, nasce um mundo mágico que transforma tudo à sua volta!

[foto gentilmente cedida pela organização do Estoril Portugal XPD Race 2009]

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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terça-feira, 10 de Novembro de 2009

RUI ANTUNES MINISTRA CURSO IOF DE FORMAÇÃO DE SUPERVISORES NO BRASIL


Nem só de competição vive a Orientação. Vem isto a propósito do recente Curso de Formação de Supervisores, ministrado no passado mês de Outubro em Santa Cruz do Sul (Brasil) pelo instrutor IOF – Foot Adviser Rui Antunes.

Mais um significativo marco na carreira de Rui Antunes e um momento que, acima de tudo, prestigia a Orientação nacional. É este, resumidamente, o balanço do IOF Foot-O Event Advisers Course - Curso de Formação de Supervisores levado a cabo em Santa Cruz do Sul (Brasil) entre os dias 7 e 11 do passado mês de Outubro.

A iniciativa, da responsabilidade da IOF Rules Comission e do seu Presidente, David Rosen, partiu dum convite formulado ao Supervisor, Cartógrafo e Atleta português Rui Antunes. Como o próprio explica “fui convidado em Abril de 2009 pela IOF através do Sr. David Rosen 'Chair da IOF Rules Comission' para ministrar um IOF Clinic Advisers para os países da América do Sul por ocasião da realização da Taça dos Países Latinos, o qual muito me honrou.” O Curso contou com a participação massiva e interessada de 47 alunos da Argentina, Brasil, Chile, Colômbia e Uruguai que, de acordo com Rui Antunes “durante o desenrolar do mesmo, demonstraram um interesse enorme na aprendizagem técnica e na vontade de dinamizarem ainda mais a Orientação naquela parte do globo.”

Temas & Debates

Dividido em várias Secções, o Curso teve uma duração de 40 horas e versou os seguintes temas: “Estrutura da IOF”, “Eventos IOF, tipos de corridas e seus critérios”, Convenção de Leibnitz e Orientação como um deporto público”, “Sistema de conselheiros de eventos da IOF”, “Discussão sobre a organização específica (WMOC2008 – Portugal)”, “Esquema do Ranking Mundial da IOF”, “O trabalho de um conselheiro de Evento (IOF Adviser)”, “Regras de competição, gerais e específicas WRE”, “Esquema de Arena para um Evento IOF”, “Cultura de Orientação internacional versus nacional” e “Sistema de Júri IOF”.

Uma abordagem à “Estrutura e legislação desportiva brasileira”, da autoria de José Otavio Franco Dornelles (Presidente da CBO), o tema “Requisitos para ser árbitro e indicação para IOF Adviser”, ministrado por Djair Barreto Silva (Vice-Presidente da CBO), exercícios, documentos úteis, “feed-back” dos participantes e ainda o acompanhamento e visita ao evento Internacional Copa dos Países Latinos e WRE, completaram o Curso.



“Uma parte importante desse desenvolvimento”

Do Relatório Final enviado por Rui Antunes à IOF Rules Comission, destaque para o reconhecimento do “enorme interesse e envolvimento dos participantes no desenvolvimento e promoção da Orientação nesta particular região do globo.” Para Rui Antunes, “independentemente das limitações reais e da implementação ainda bastante recente da Orientação nos países latino-americanos - e, por esse motivo, ainda pouco divulgada -, é minha convicção que, num futuro próximo, uma muito forte contribuição pode ser dada por estes Países para que a Orientação possa atingir metas ainda mais amplas”. As últimas palavras são de agradecimento: “À IOF, pela confiança depositada no meu trabalho e também à CBO, na pessoa do seu Presidente, Sr. José Otávio Franco Dornelles, por todo o apoio e colaboração prestados no decorrer do Curso”.

A resposta não se fez esperar, na pessoa do próprio David Rosen: “Obrigado por este Relatório Global sobre o IOF Foot-O Event Advisers Course, no Brasil. Quero dar-lhe os parabéns pela forma bem sucedida como decorreu o Curso. Eu próprio prepararei em Julho um Curso idêntico para cerca de 20 pessoas na Suécia e sei o duro trabalho que tive, pelo que posso bem imaginar o tremendo desafio que deve ter constituido para si gerir mais de duas vezes esse número. Dá para perceber que estiveram cinco nações representadas entre os participantes e é deveras encorajador saber que a Orientação se está desenvolvendo tão fortemente na América do Sul. Este seu Curso constitui uma parte importante desse desenvolvimento. Agradeço sinceramente todo este trabalho tremendo.”

[Material de apoio gentilmente cedido por Rui Antunes]

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO
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segunda-feira, 9 de Novembro de 2009

ESTORIL PORTUGAL XPD RACE: PERDIDOS NAS ALDEIAS DO XISTO


Deixando para trás a costa, as equipas que disputam o Mundial de Corridas de Aventura regressaram hoje à acção, mergulhando nas profundezas das serras da Região Centro. O Estoril Portugal XPD Race invadiu assim as Aldeias do Xisto, tendo como próximo objectivo a Serra da Estrela. Para já as formações nórdicas dão cartas.

Depois da Costa do Estoril, de Sintra e Cascais, as 59 equipas de 25 países que disputam o Mundial de Corridas de Aventura foram reagrupadas na vila da Lousã para voltar à acção. A partir de agora não haverá mais paragens nesta invulgar competição, com cerca de 900 quilómetros para cumprir em 120 horas. A gestão do esforço, o tempo de descanso (ou a ausência dele) e sobretudo a melhor estratégia - além naturalmente da melhor performance física - são aspectos chave para a eleição dos novos Campeões do Mundo.

À partida do Castelo da Lousã, todas as atenções estavam postas nos suecos da Lundhags Adventure - os vencedores da primeira etapa do Estoril Portugal XPD Race. Mesmo assim, o capitão de equipa Mattias Nystrom parecia imune à pressão: “Penso que conseguimos esta vantagem pela nossa grande experiência em provas curtas, mas sabemos que pouco significa. A partir daqui vamos ter muita calma e gerir bem o nosso descanso para não comprometer o objectivo final, o Top-5”.

Entre os portugueses, destaque para o quarteto do Team GreenLand ATV, que dedica esta participação a uma causa. Pedro Roque esclarece: “Queremos dedicar a nossa corrida à Operação Nariz Vermelho que desenvolve um trabalho exemplar e por isso merece toda a nossa dedicação”. Como não podia deixar de ser, o arranque da etapa foi feito de nariz de palhaço!

Num dia feito sobretudo a pé e de BTT, mas com algumas pausas intensas graças a um ‘rappel’ e uma surpreendente secção de ‘cannyoning’, a caravana começa a separar-se por entre montes e vales na aproximação à montanha mais alta do Continente. Pela noite dentro, além da orientação mais complicada, também o frio se deverá revelar um inimigo a combater.
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Texto e fotos gentilmente cedidos pela organização. Tudo para acompanhar em www.arwc2009.com
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ESTORIL PORTUGAL XPD RACE: UMA AMOSTRA DA DUREZA QUE ESTÁ PARA VIR


O cronómetro do Campeonato do Mundo de Corridas de Aventura – Estoril Portugal XPD Race arrancou na manhã de hoje [ontem] e só vai cessar depois de cumpridas precisamente 127 horas. A primeira etapa, que envolveu 13 meios de progressão e visitou alguns dos pontos mais emblemáticos do Parque Natural de Sintra-Cascais, foi apenas uma amostra da dureza que aí vem!

Ao todo, 59 formações de 25 países e um total de 236 atletas lançaram-se esta manhã à conquista do Campeonato do Mundo de Corridas de Aventura – com o Estoril Portugal XPD Race. No arranque desta competição 100% ecológica - os meios de progressão são exclusivamente não-motorizados – o nosso país passa a estar no centro das atenções de uma vasta comunidade global amante dos desportos de natureza. O desafio é avassalador, com mais de 900 quilómetros para cumprir num máximo de 127 horas!

Com a chuva e o mau tempo a receberem às primeiras horas da manhã a caravana, que deu um colorido especial aos jardins do Casino Estoril, surgiam no horizonte as primeira dificuldades. Orientação, kayak surf, natação, snorkelling, surf, bike dirt jumping, tiro com arco, rappel, patins em linha e escalada foram algumas das actividades praticadas ao longo da jornada – que terminou em frente à baía de Cascais depois de visitar algumas das mais belas paisagens do Parque Natural de Sintra-Cascais. Daqui, as equipas foram transportadas directamente para a Serra da Lousã – onde a competição será reactivada amanhã [hoje] cedo. A partir deste ponto a progressão será sem parar até ao próximo Sábado.




No arranque, os portugueses – estão a participar seis equipas – optaram pela cautela. José Marques, o líder da Extreme Challenger/IGeoE (equipa com elementos de várias forças militarizadas) dá o mote; “Para já o objectivo é chegar ao fim. Temos consciência de que estamos a competir com os melhores do Mundo e preferimos não viver de expectativas e apenas fazer o nosso melhor etapa a etapa”. Já o neozelandês Wayne Oxenham, que juntamente com os seus três compatriotas veio ao nosso país defender o título mundial, é mais incisivo; “Estamos cá para vencer, mas sabemos que vai ser uma luta longa e difícil!”

Texto e fotos extraídos da página oficial do evento em www.arwc2009.com.
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TRAIL-O: PRIMEIRA REUNIÃO DA COMISSÃO DE ACOMPANHAMENTO DA FPO


Decorreu no passado sábado, em Ovar, a primeira reunião da Comissão de Acompanhamento de Trail-O da Federação Portuguesa de Orientação. Com muito entusiasmo, muita determinação e uma enorme certeza: Sensibilizar é preciso!

Promovida pela Federação Portuguesa de Orientação, teve lugar a primeira reunião da Comissão de Acompanhamento de Trail-O – Orientação de Precisão. Aferir o actual momento da disciplina e estabelecer linhas mestras conducentes à sua implementação plena nos quadros competitivos regulares da Federação Portuguesa de Orientação, tais foram os dois objectivos maiores colocados sobre a mesa de trabalho. Uma mesa presidida e secretariada por António Aires, Director Técnico Nacional, da qual fizeram ainda parte Ângela Pedro, Diana Magalhães, Albino Magalhães, Paula Nóbrega e Joaquim Margarido.

Criar um quadro competitivo nacional já para a época de 2011 é desde logo a grande aposta. O interesse demonstrado nos últimos meses por algumas organizações em incluírem a Orientação de Precisão nos seus eventos e a forma como algumas instituições que trabalham com a deficiência têm respondido positivamente, constituem factores que permitem objectivar a implementação da disciplina com a solidez e estabilidade necessárias, num espaço de tempo considerado não demasiado ambicioso.

Sensibilizar constitui a tónica dominante

Aproveitar as sinergias criadas em torno da disciplina, consolidá-las e reforçá-las para que o movimento agora gerado possa vir a dar os seus frutos, constitui o maior desafio que surge no imediato. Sensibilizar é a tónica dominante, num esforço de promoção e divulgação da disciplina junto de atletas, dirigentes, técnicos, Federações, Associações de Deficientes, Instituições de Saúde e demais agentes desportivos e sociais, directa ou indirectamente ligados ao fenómeno.

Pensado para o início do próximo ano está o lançamento dum Guia, ferramenta de trabalho destinada a todos quantos se mostrem disponíveis para dar o seu contributo ao movimento através da organização de provas. Isso e a promoção de Acções de Formação que possam, nos seus vários blocos, abordar temas tão interessantes como a “Cartografia”, “Definição de Percursos”, “Acessibilidades” ou “Necessidades Especiais de Atletas Portadores de Deficiência”.

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Ao lado das organizações

Para já – e sempre que a oportunidade surgir – a Comissão de Acompanhamento de Trail-O – Orientação de Precisão vai estar ao lado das organizações que promovam eventos desta natureza. A atitude passará por auxiliar na divulgação das actividades junto de potenciais interessados – que afinal devemos ser todos nós! –, na montagem de pontos, na supervisão de percursos e no acompanhamento dos participantes. Será fundamental que um grande número de pessoas possa experimentar a Orientação de Precisão e, descobrindo-lhe a essência e o desafio, na medida das suas capacidades e competência dêem um contributo pró-activo para a implementação da disciplina.

E há ainda uma última situação sobre a qual, muito brevemente, todos iremos ter a hipótese de opinar. Esta Comissão de Acompanhamento pretende encontrar uma expressão bem portuguesa que constitua alternativa à palavra “Trail-O”, algo que identifique a disciplina a partir de 2011 e a liberte do embaraço dum qualquer acordo ortográfico vir a transformar rapidamente a palavra em “Trailó”. Vamos todos pensando nisso!

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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domingo, 8 de Novembro de 2009

GRANDE ENTREVISTA: ANTÓNIO RODRIGUES E O PRIMEIRO ANO DE MANDATO


Foi precisamente há um ano que assistimos à eleição dos Corpos Sociais da Federação Portuguesa de Orientação para o Quadriénio 2008-2012. Volvido todo este tempo, trazemos hoje ao Orientovar o seu Presidente da Direcção, António Rodrigues. É dele o balanço de 365 dias de mandato.


Orientovar - Um ano na vida duma pessoa é muito tempo. Em termos pessoais, neste ano o que é que mudou?

António Rodrigues - Quando se chega a uma idade respeitável as mudanças quer pessoais, quer profissionais, são mais raras mas neste último ano o casamento do meu filho foi de facto uma mudança acentuada. Somos menos lá em casa.

Orientovar - Diariamente, que tempo dedica em média à actividade federativa? Estava preparado para que fosse assim? Ainda consegue tempo para jogar xadrez?

António Rodrigues - Não se pode dizer exactamente quanto tempo dedicamos a uma actividade como esta, porque não é como um trabalho em que entramos a uma hora e saímos a outra. Mas posso dizer que tenho uma ocupação intermitente ao longo do dia pois, para além das reuniões normais de Direcção e o despacho regular com os serviços da FPO, discuto e resolvo muitos assuntos por e-mail que durante uma dia normal podem chegar em média às três dezenas. Se juntarmos a isso a minha vida profissional, a colaboração no CPOC e na Cooperativa para a Educação e Reabilitação de Cidadãos Inadaptados do qual sou tesoureiro, podemos concluir que o tempo para o xadrez é curto embora não nulo.

Orientovar - Em Dezembro do ano passado, dizia em Entrevista à Revista de Atletismo que “se alguma vez tiver que o fazer, estou preparado para dar um murro na mesa.” Ao cabo dum ano de mandato, deu muitos murros na mesa?

António Rodrigues - Quem me conhece sabe que não é o meu caminho preferido para a resolução de problemas. Essa frase foi colocada como título da entrevista embora não se adapte ao meu estilo de liderança. Por curiosidade e para responder à pergunta digamos que por duas ou três vezes tive de falar mais grosso.

Orientovar - Neste ano que passou, que aspectos elegeria como os mais marcantes do seu mandato até ao momento?

António Rodrigues - Elegeria dois aspectos, um negativo e outro positivo. O negativo tem a ver com o não desenvolvimento da Comunicação no seio da Federação como eu a tinha pensado, é um aspecto em que temos ainda muito que trabalhar. O positivo foi sem dúvida a contratação do Director Técnico Nacional que veio revolucionar o desenvolvimento da Orientação em muitos aspectos.

Orientação - Com apoios escassos e sem encontrar um patrocinador forte, percebe-se um esforço tremendo por parte da Direcção da FPO na gestão de recursos e contenção de despesas. Qual o actual estado de saúde financeira da Federação? Estamos melhor do que estávamos há um ano atrás?

António Rodrigues - Realmente os apoios são escassos para tudo aquilo que gostaríamos de fazer e de apoiar. Mas se estamos como estávamos há um ano, estamos melhor do que há dois anos, porque a realização do Campeonato do Mundo de Veteranos em 2008, com o trabalho esforçado de três centenas de voluntários, dotou a FPO de meios materiais e financeiros que nos permitiram neste último ano apoiar alguns projectos de Escolas de Orientação e apoio a atletas de Alta Competição.

Orientovar - No início do seu mandato, referia como prioritários os dossiers “Campeonato Mundial de Orientação em BTT Montalegre 2010” e “Director Técnico Nacional”. Que avaliação faz da intervenção da FPO nestes dois particulares aspectos?

António Rodrigues - Em relação ao Campeonato do Mundo de Orientação em BTT está definida uma grande equipa para continuar a trabalhar nestes nove meses que faltam para a sua realização, e estou certo que com a Coordenação do Eduardo Oliveira iremos ter outra vez a organização duma grande Prova Internacional. Em relação ao Director Técnico Nacional - e como já mencionei - foi uma excelente contratação, não só pelo lugar que por razões financeiras estava há algum tempo desocupado, como pela pessoa em si. O António Aires vive a Orientação no dia a dia e já assumiu diversas pastas que deram à Orientação uma nova organização.

Orientovar - Os níveis de participação na Orientação Pedestre continuam a descer ligeiramente, a perda de participantes na Ori-BTT e nas Corridas de Aventura é drástica. O que é que se está a passar? Como é que se inverte este estado de coisas?

António Rodrigues - Como facilmente se entende, as razões destas quebras são conjunturais dada a situação de crise que se vive em Portugal e no Mundo. Especificamente em relação à Orientação, não vejo motivos para essas quebras. Continuamos com um nível de provas com qualidade semelhante ao últimos anos e os quadros competitivos não se alteraram mas, em tempo de opções, também os praticantes têm de escolher as provas em que participam e quanto maior a logística necessária maior é a quebra de participantes.

Orientovar - Ultimamente, tem-se falado com alguma insistência em Trail-O. Vê nisto uma espécie de capricho da parte de alguns ou sente que o movimento tem “pernas para andar”?

António Rodrigues - O Trail-O é uma variante da Orientação que tem todas as condições para se implementar em Portugal. No início, como em quase tudo, é necessário algumas vontades individuais, que depois são enquadradas e desenvolvidas, e nesse sentido estamos a desenvolver o projecto com a intervenção do Director Técnico Nacional. Esperamos, a médio prazo, que o Trail-O seja uma realidade mais constante nas nossas provas, com intervenção das entidades ligadas à deficiência e o apoio duma comissão específica para organizar os futuros quadros competitivos nas suas duas vertentes, Paralímpica e Aberto.

Orientovar - Apontada no início como uma das grandes apostas da Direcção à qual preside, a Comunicação e Imagem revelou-se um “ilustre ausente”neste ano que leva de mandato. Parece, todavia, que há uma grande novidade a curto prazo e que se prende com a reactivação da “Orientação em Revista”. Quer levantar-nos um pouco da “pontinha do véu”?
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António Rodrigues - Como já referi a Comunicação e Imagem foi até agora o pilar que menos se desenvolveu no último ano e disso se ressentiu a Revista que necessitava duma reformulação que não houve oportunidade de fazer. Num futuro próximo, com uma pessoa dedicada a este assunto, espero inverter a situação. Em relação à Revista existe um projecto de relançamento que está em análise financeira e que quando for implementado terá a colaboração inestimável do amigo Margarido.

Orientovar - Citando ainda as suas palavras na Entrevista à Revista de Atletismo: “Espero poder chegar ao fim destes quatro anos, olhar para trás e ver que a missão foi cumprida.” Ansioso que estes quatro anos de mandato cheguem rapidamente ao fim?

António Rodrigues - Os anos passam ao seu ritmo e não é por desejar que eles passem depressa ou devagar que isso acontece. Calma e serenamente vamos trabalhando no dia a dia para merecer a confiança que em nós foi depositada e no fim do mandato teremos a certeza que tudo fizemos para levar esta missão a bom porto.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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sábado, 7 de Novembro de 2009

LISLAINE LINK: "MEU SONHO NÃO É NADA MODESTO"


Foi no passado mês de Agosto, em Miskolc (Hungria), que assistimos à estreia do Brasil nas andanças da alta-roda da Orientação Mundial. Essa responsabilidade recaiu sobre Lislaine Link, a primeira atleta brasileira a participar num Campeonato do Mundo de Elite de Orientação Pedestre. Com 30 anos de idade acabadinhos de fazer, a atleta que vive no Rio de Janeiro e representa o Kaapora OC é hoje a ilustre convidada do Orientovar em mais uma Grande Entrevista.


Orientovar - Como é que tomou contacto com o desporto Orientação e que recordações guarda desse período inicial?

Lislaine Link - Meu primeiro contacto com uma bússola foi no Grupo Escoteiro Pindorama. Lá aprendi a ler a bússola. No entanto, somente tive contacto com um mapa de Orientação na Academia da Força Aérea, no ano de 1998. Considero este o primeiro contacto com o desporto Orientação, pois somente naquele ano tive que aliar a leitura do mapa e da bússola com a corrida.

Orientovar - Qual a sua primeira grande alegria na Orientação? E a maior decepção?

Lislaine Link - Minha primeira grande alegria veio junto com a minha primeira grande decepção. Participei numa prova de selecção na cidade de Brasília, em 1999, para compor a delegação que representaria o Brasil numa competição em Portugal. Consegui a vaga, porém não fui liberada. Por sorte, o Brasil se fez representar por outra orientista: Marion Costa.

Orientovar - Como é que compatibiliza a Orientação com toda a restante actividade?

Lislaine Link - No Brasil a maioria das competições de Orientação é realizada nos finais de semana, o que facilita a participação. Durante a semana, procuro treinar antes do trabalho.

Orientovar - Normalmente, como é que gere os seus treinos e com que frequência participa em provas de Orientação?

Lislaine Link - Meus treinos são realizados de acordo com o tempo livre que tenho. Normalmente treino sozinha e sem acompanhamento de um profissional habilitado. Meu corpo é quem determina a intensidade e a duração do esforço. Planeio minhas competições de acordo com o calendário da Confederação Brasileira de Orientação e da Federação de Orientação do Rio de Janeiro. Participo nas etapas do Campeonato Brasileiro, do Campeonato do Estado do Rio de Janeiro, do Campeonato Sul-Americano e dos 5 Dias de Orientação. Quando não há competição no mês, procuro participar de algum treino do Clube ao qual pertenço – Kaapora Orientação Clube.

Orientovar - Os seus interesses na Orientação resumem-se à prática competitiva ou vão mais além, para os campos da organização, cartografia, ensino ou outros?


Lislaine Link - Sempre tive interesse em aprofundar os meus conhecimentos para além do campo competitivo, porém somente por curiosidade, pelo menos por enquanto. Já realizei os cursos de Cartógrafo – Nível 1, de Juiz de Orientação e de Traçador de Percursos.

Orientovar - Já conseguiu arrastar muitas pessoas da sua roda de amigos para praticar Orientação?

Lislaine Link - Minhas maiores amizades são de orientistas. As que não são orientistas já foram, em algum momento, apresentadas a esse desporto. No entanto, consciencializar as pessoas para praticarem desporto e melhorar a qualidade de vida não é uma tarefa fácil. A Orientação tem a vantagem de ser um desporto para todos, pois considera não só a idade e o sexo, mas também o nível de dificuldade. É um desporto que une a família e cria grandes desafios pessoais, além de nos manter em contacto com a natureza.

Orientovar - Ser a primeira atleta brasileira a marcar presença num Campeonato do Mundo de Orientação Pedestre causa em si que tipo de emoção?


Lislaine Link - Senti-me honrada com a oportunidade de representar o Brasil numa competição de tão alto nível. A felicidade e o orgulho que senti ao carregar a bandeira do Brasil na Cerimónia de Abertura e vê-la tremular nas arenas de competição são inenarráveis.

Orientovar - Como é que sentiu o WOC Miskolc 2009 e que aprendizagens resultaram dessa experiência?

Lislaine Link - Fiquei muito emocionada em participar do WOC Miskolc 2009. Foi uma experiência incrível, na qual vivenciei a rotina de um atleta de ponta, somada às responsabilidades da Comissão Técnica, uma vez que a delegação do Brasil se resumia a uma única pessoa: eu. Aprendi muito sobre determinação, confiança, apoio, etc. Aprendi também que não basta treinar, tem que se treinar muito, muito mesmo. Aprendi a valorizar cada esforço da Comissão Técnica. Aprendi sobre amizade através do desporto.


Orientovar - Num país - e num Continente - onde a Orientação ainda é uma criança, que ponto da situação faz e quais os grandes obstáculos que se colocam à evolução da modalidade?

Lislaine Link - Para a Orientação se desenvolver no Brasil é necessário investimento na cartografia de áreas novas com qualidade. Esse é o primeiro passo de muitos. A Confederação Brasileira de Orientação contribui em muito para isso, promovendo cursos de Cartografia. Em seguida, há que se divulgar mais o desporto, aqui tipicamente militar. Com mapas novos, divulgação e boa organização, a Orientação vai crescer de modo consolidado. Nesses dez anos de Confederação, o Brasil filiou mais de 9 mil atletas. É um começo modesto, para um futuro promissor.

Orientovar - O que conhece da Orientação em Portugal?

Lislaine Link - Conheço os brilhantes atletas militares de Orientação. Sei também que enfrentam dificuldades para treino e na própria viagem ao Campeonato Mundial Militar de Orientação. Este ano pude observar de perto o desempenho no Mundial civil e constatei a garra e o esforço da equipe durante a competição. Já tive oportunidade de ver alguns mapas de Portugal e achei-os excelentes. Quando tiver a oportunidade, gostaria muito de participar de um evento em Portugal. Quem sabe nas próximas férias!

Orientovar - Quer partilhar connosco o seu maior sonho?


Lislaine Link - Meu sonho não é nada modesto. Primeiramente, quero ver a equipe do Brasil participar regularmente dos Campeonatos Mundiais, de modo a adquirir experiência. Depois, quero escutar o Hino brasileiro ecoando no final desses mesmos Campeonatos.




Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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sexta-feira, 6 de Novembro de 2009

VENHA CONHECER... GABRIELA COELHO


Chamo-me… GABRIELA Mónica Aguiar COELHO
Nasci no dia… 20 de Maio de 1962, em Angola
Vivo na… Maia
A minha profissão é… Técnica de Publicações
O meu clube… Ori-Estarreja – Clube de Orientação de Estarreja
Pratico Orientação desde… 2007

Na Orientação…

A Orientação é… um desafio!
Para praticá-la basta… querer!
A dificuldade maior… correr!
A minha estreia foi em… Trás-os-Montes!
A maior alegria… sempre que chego ao fim!
A tremenda desilusão… perder-me e não conseguir fazer as provas!
Um grande receio… magoar-me!
O meu clube é… convívio e amizade!
Competir é… não me diz muito!
A minha maior ambição… chegar sempre ao fim!

… como na Vida!

Dizem que sou… teimosa!
O meu grande defeito… sou um bocadinho pessimista!
A minha maior virtude… ser amiga!
Como vejo o mundo… em mudança!
O grande problema social… a pobreza e as crianças!
Um sonho… que os meus filhos sejam felizes!
Um pesadelo… as doenças!
Um livro… “O Último Beijo”!
Um filme… “Mentes Brilhantes”!
Na ilha deserta não dispensava… a minha família!

Na próxima semana venha conhecer Luís Santos.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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quinta-feira, 5 de Novembro de 2009

PELO BURACO DA FECHADURA...


Uma semana recheada de emoções e da mais pura adrenalina, é isso que espera os amantes das Corridas de Aventura ao longo da próxima semana. O Estoril Portugal XPD Race 2009 está aí à porta e o nosso convidado de hoje, Alexandre Guedes da Silva, ajuda-nos a espreitá-lo pelo buraco da fechadura.

O Estoril Portugal XPD Race está de regresso. Com mais força, mais emoção, mais e maiores desafios e igualmente com mais responsabilidade e outro peso, visto estar em causa o apuramento do Campeão Mundial de Corridas de Aventura 2009. Com partida e chegada ao Estoril, o evento decorre já a partir do próximo domingo e tem o seu término previsto para a manhã do sábado seguinte, dia 14. Serão 5 etapas e 21 secções para aproximadamente 900 km e 120 horas de prova em regime “non-stop” e em completa autonomia, o que faz deste Estoril Portugal XPD Race 2009, indiscutivelmente, a prova mais “extreme” alguma vez realizada no nosso país.

Alexandre Guedes da Silva é o grande mentor do projecto, liderando uma vasta e voluntariosa equipa que o coadjuva em funções tão importantes como o controlo de pontos de passagem, a logística, a assistência às equipas, a segurança e muitas outras tarefas essenciais à boa condução da prova. E foi precisamente com ele que o Orientovar falou e cuja conversa aqui se procura reproduzir, tão fielmente quanto possível.


Orientovar – Consegue precisar no tempo o início desta verdadeira aventura que é o Estoril Portugal XPD Race 2009?

Alexandre Guedes da Silva - Se quisermos, este é o culminar dum projecto que começou em 1998, quando decidimos avançar com as Corridas de Aventura em Portugal. Alguns companheiros desse tempo entretanto desligaram-se, muitos outros permanecem com outros projectos e este Estoril Portugal XPD Race surge na sequência desse movimento. Para sermos mais precisos, há quatro anos a Junta de Turismo da Costa do Estoril lançou-nos o desafio que aceitámos e na edição deste ano atingimos ‘la crème de la crème’, o topo dos topos.”

Orientovar – O modelo de prova esteve sempre pensado na sua cabeça para ser assim ou, posto doutra forma, quantas vezes teve de reformular o projecto inicial e qual a última vez em que o fez?


Alexandre Guedes da Silva – A primeira coisa a reter é que este é um trabalho de equipa. E ainda bem que assim é porque, se fosse apenas meu, o mais certo é o resultado ser um ‘aborto’ completo (risos). O pessoal discute muito, ‘zanga-se’ mas acaba por conseguir desafios inesquecíveis. Relativamente à edição deste ano do Estoril Portugal XPD Race, tivemos sempre presente uma enorme condicionante que é a crise. Tudo foi feito com muito carinho mas também com muitas dificuldades. A falta dum “major sponsor” leva-nos a ir buscar ao mais fundo de nós a necessária força anímica para admitirmos que “sem caroço… não há palhaços”. Quanto a reformulações, foram algumas e, sobretudo, de última hora. Sermos obrigados, por questões meramente burocráticas, a alterar 30 kms de percurso a três dias do evento foi a última ‘peripécia’…

Orientovar - “A mais longa e exigente prova de Aventura da Península Ibérica”. Este é um ‘slogan’ para vender a prova ou, de facto, é mesmo assim?

Alexandre Guedes da Silva – Quanto a isso não tenha dúvidas, mas o melhor é fazer essa mesma pergunta, na chegada, a todos quantos vivenciaram a experiência. Posso afirmar que este é um desafio que tem a particularidade das características físicas e psicológicas se interceptarem sensivelmente a meio da prova. O grau de exigência física vai decrescendo com o passar do tempo mas aí começa a vir ao de cima a exigência psicológica. E com 4, 5, 6 dias de prova, este será mesmo um enorme exercício de resistência psicológica. E um exercício fabuloso de Orientação.


Orientovar – Cinco etapas, vinte e uma secções, novecentos quilómetros de prova. Mas por onde?

Alexandre Guedes da Silva – É um enorme ponto de interrogação, literalmente. Mas vai começar e acabar no Estoril, isso posso adiantar desde já.

Orientovar – Serão 59 equipas participantes de 30 países diferentes. Chamaria a atenção para alguma em especial? Entre as equipas portugueses, é expectável um lugar nos 20 primeiros?

Alexandre Guedes da Silva – São todas equipas fortíssimas. Só as melhores estão cá e estas são mesmo as melhores do Mundo. Contudo, eu chamaria a atenção para a equipa russa Arena-Tahko / Pampilhosa da Serra. É a única equipa constituída apenas por mulheres e, dadas as características da prova, é uma equipa que nos vai surpreender. Afinal, é conhecida a maior resistência psíquica das mulheres face aos homens. Quanto à segunda parte da questão, não tenho dúvidas nenhumas. O Clube de Praças da Armada fez um 2º lugar há dois anos e, na minha opinião, a equipa está este ano mais forte ainda.

Orientovar – Sem um patrocinador principal, considera que os apoios são os necessários e suficientes?

Alexandre Guedes da Silva – Houve muito cuidado para não gastar mais do que aquilo que temos. Sabemos com o que contamos e, se não podemos ir mais além… não vamos. No meio disto tudo, a Federação Portuguesa de Orientação portou-se mal. Um Campeonato do Mundo é organizado pela Federação. Ponto! Ora a Federação não quis e alguém deve essa explicação. Na altura chamei a atenção, fiquei muito magoado mas não vou fazer guerras.

Orientovar – Nesta altura, qual a sua maior preocupação?

Alexandre Guedes da Silva – O tempo e… o tempo. O tempo que começa a escoar-se e está curto para aquilo que ainda está por fazer. E esta instabilidade atmosférica… Com o avançar dos anos estou a tornar-me muito místico e vejo esta coisa do “Verão de S. Martinho” como um acto de fé. Vamos esperar que o Santo se lembre de nós.

Orientovar - Para quem tenha oportunidade de assistir à prova, que troços recomendaria?


Alexandre Guedes da Silva – Ao longo da prova iremos ter vários pontos de espectadores que valem pela sua beleza e espectacularidade. Esses pontos irão estar bem identificados já a partir de sábado e é só consultar o ‘site’ da prova para ficar a saber. Agora aquilo que eu recomendaria mesmo é que se fizesse o exercício de ir acompanhando a prova através da Internet. Fizemos um esforço enorme nesse sentido e vai ser fabuloso acompanhar os movimentos das várias equipas no terreno. Vai surpreender toda a gente. Parece que estamos a sobrevoar a prova.

Orientovar – Algum conselho em especial aos participantes?

Alexandre Guedes da Silva – Ninguém dá conselhos a estes ‘gajos’. Todos são os melhores dos seus países, todos têm enorme experiência, quem sou eu para lhes dar conselhos. Que se divirtam, que lutem pela vitória e, se me é permitido, um conselho apenas: Durmam, se fazem favor!

Orientovar – Por fim, qual o seu maior desejo?

Alexandre Guedes da Silva – O meu maior desejo são… dois. Que tudo corra bem! Que ninguém se magoe!

Saiba mais em
http://www.arwc2009.com/pt/.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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quarta-feira, 4 de Novembro de 2009

DUAS OU TRÊS COISAS QUE EU SEI DELA...


1. O Clube Ori-Estarreja vai implementar este ano, nas suas provas locais, um Circuito Nocturno. Os responsáveis pela iniciativa consideram que se organizam poucos eventos nocturnos em Portugal e, “sendo este tipo de provas excelentes para o aperfeiçoamento técnico”, decidiram levar por diante este circuito, constituído por três etapas. O desafio é dirigido “a qualquer praticante, de elite ou principiante”, para que participem e desenvolvam as suas técnicas “numa situação onde a visibilidade é reduzida e a concentração é essencial”. O próximo evento será já no dia 14 de Novembro no Furadouro. Para tornar o dia mais útil para todos, será também realizada uma prova de Distância Média durante a tarde. Tanto na prova da tarde como na prova da noite será utilizado o sistema SI. Todas as informações em http://www.orilocais.blogspot.com.

2. A cidade de Ovar recebe já no próximo fim-de-semana o seu I Grande Prémio de Orientação. Aproveitando a iniciativa e as facilidades logísticas implícitas, o Grupo de Selecção cumprirá mais um Estágio. De acordo com o Coordenador dos atletas mais jovens, Tiago Aires, “estamos a trabalhar focados já no próximo EYOC e JWOC mas, como é óbvio, o projecto é a muito mais longo prazo”. A avaliação é, até ao momento, muito positiva: “Estes jovens estão no bom caminho, só não se podem esquecer é que têm ao longo desta época muitos estágios, mas o trabalho de base físico tem de ser feito por eles, no dia a dia, perto de casa”, afirma Tiago Aires. Tudo sobre os estágios do Grupo de Selecção para conferir em
http://www.fpo.pt/www/images/fpo/comunicados/gerais/2009_2010/gruposeleccao2009-2010%20est%E1gios.pdf.

3. São cinco alunas do 12ºD da Escola Secundária de Bocage, em Setúbal. Aceitando uma sugestão da professora de Área de Projecto, decidiram criar um blogue ao qual deram o nome de “Desporto Adaptado”. “Construir a Igualdade, Respeitando a Diferença!” é o lema desta tão interessante quanto útil ferramenta, a qual tem como grande objectivo, de acordo com as suas dinamizadoras, “conseguir demonstrar que qualquer pessoa pode praticar desporto, seja qual for a sua deficiência e inclusivamente participar em competições.” E vão mais longe: “Queremos também dar a conhecer os benefícios - fisiológicos, psicológicos, sociais, terapêuticos e recreativos - da prática regular de desporto e sensibilizar em especial os alunos da nossa escola para a importância do desporto adaptado.” Está tudo em
www.aceitar-a-diferenca.blogspot.com, com a promessa de, “ao longo de todo o ano lectivo, divulgar o desporto adaptado bem como as actividades que pretendemos realizar ao longo do ano e deste modo tentar cativar o interesse das pessoas para este tema que achamos muito importante e que ainda é bastante desvalorizado.” Ora assim é que é falar. Para a Daniela Lopes, Diana Santos, Ana Beatriz Marafuga, Cátia Mendes e Inês Reis, com o maior apreço e carinho, vai o Louvor da Semana!

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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terça-feira, 3 de Novembro de 2009

OS VERDES ANOS: DIANA SILVA


Olá!

Chamo-me Diana Silva, tenho 13 anos, sou natural da Marinha Grande (Leiria) e frequento o 8º ano na Escola Professor Alberto Nery Capucho.

Desde sempre adorei fazer desporto e já fazia Atletismo há algum tempo, até conhecer a Orientação. A partir daí nunca mais pude viver sem esta magnifica modalidade. Pratico Atletismo há três anos e Orientação há 2 anos no COC (Clube de Orientação do Centro).

A primeira vez que fiz Orientação foi numa actividade escolar organizada pelos professores quando frequentava o meu 5º ano. Nessa altura achei aborrecido andar sozinha à procura dos pontos e arriscar a perder-me na floresta. Ao chegar a casa, comentei com a minha mãe sobre a modalidade que eu tinha acabado de conhecer chamada Orientação. Por curiosidade a minha mãe tinha um colega que fazia Orientação, pediu-lhe informações e acabou por me inscrever num estágio organizado pelo COC. Foi aí que a minha ideia sobre a Orientação mudou completamente. Um desporto livre onde todos podem participar ao seu ritmo, não há rivalidades, um desporto familiar e principalmente um desporto onde fazemos muitas amizades.

Desde então nunca mais deixei de fazer Orientação, fui a mais treinos e estágios do COC e fui-lhe tomando o gosto até que participei na minha primeira prova, em Mora. E fiquei sem palavras para descrever o que eu senti. Gostei do mapa, da natureza, da liberdade que temos para escolher o trajecto que queremos, e acima de tudo da grande amizade que existe na Orientação e da grande família que é o COC que me acolheu e me ajudou a integrar no grupo. De momento já fui a três estágios. Fui ao 10º Orijovem em Ovar, 11º em Pataias e o ultimo que foi o 12º Orijovem na Marinha Grande. Devo dizer que adorei todos os estágios. Acho que os estágios são bons para aprender novas técnicas, para conseguir interpretar melhor os mapas e para tirar ideias com outros atletas. Tudo isto é feito à base de jogos o que torna as actividades ainda mais divertidas e acima de tudo o convívio que permite a integração de novos jovens na modalidade.

Agora faço Orientação no Desporto Escolar e não consigo deixar de treinar com a ajuda do meu treinador, Hélder Ferreira, do COC, a quem agradeço imenso pelo seu esforço em me treinar para poder melhorar a minha técnica e ser cada vez melhor.

Para mim Orientação é poder divertir-me e ter liberdade para fazer o que gosto e o que me sinto bem a fazer. Gosto de praticar este desporto porque é uma forma de me divertir e de estar em contacto com a natureza, também conhecemos novas pessoas e sítios novos.

De futuro quero continuar a praticar e evoluir a minha técnica para poder continuar a ir ao pódio, e mais tarde também gostaria de poder representar a Selecção Nacional nas provas internacionais. Espero que me tenha expressado bem e quero agradecer o convite do Joaquim Margarido.

Diana Silva

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domingo, 1 de Novembro de 2009

XVII CAMPEONATO IBÉRICO DE ORIENTAÇÃO PEDESTRE: QUE LÁSTIMA!


No melhor pano cai a nódoa. A expressão não poderia adquirir maior propriedade face ao sucedido esta manhã, na prova de Distância Longa que encerrou o XVII Campeonato Ibérico de Orientação Pedestre – Toledo 2009. A troca de dois pontos levou à anulação dum bom número de percursos, manchando irremediavelmente uma festa que até estava a ser bem bonita.

No encerramento do XVII Campeonato Ibérico de Orientação Pedestre, as novidades vindas de Toledo não são, de facto, as melhores. Uma troca de pontos comuns a alguns percursos (entre eles o de Elite Masculino) fez com que a Direcção e Supervisão da prova se decidisse pela anulação dos mesmos. Como consequência directa dessa tomada de posição, assistiu-se à supressão dos resultados desta terceira etapa no apuramento dos vencedores dos respectivos escalões enquanto, colectivamente, não se sabe muito bem como será decidida a atribuição do próprio título ibérico de 2009. E falta saber ainda que contas irá fazer a Federação Portuguesa de Orientação no que concerne a esta etapa da Taça de Portugal, afinal cumprida por todos mas validada apenas para alguns.

Ainda assim, individualmente, tivemos campeões ibéricos de Distância Longa em oito dos doze escalões envolvidos, com seis títulos a sorrirem aos espanhóis contra apenas dois do lado português. Ona Rafols Perramón levou à risca o dito que “não há duas sem três” e foi de novo a grande vencedora no escalão Sénior Feminino. A atleta gastou 1.03.06 a completar o seu percurso, batendo a portuguesa Maria Sá por 2.39. A espanhola Alicia Gil Sanchéz, com um registo de 1.11.01, fechou o pódio. Eduardo Gil Marcos (Cadetes Masculinos), Anna Amigó Beltran (Veteranos I Femininos) e Antónia Sanchéz Martínez (Veteranos II Femininos) imitaram Ona Rafols Perramón e chamaram a si, duma assentada, os três títulos em disputa ao longo destes dois dias..

Em Cadetes Femininos, a espanhola Marina Garcia Castro impôs-se às portuguesas Vera Alvarez e Rita Rodrigues, respectivamente segunda e terceira classificadas. Isabel Sá (Juvenis Femininos) e Jorge Correia (Veteranos I Masculinos) alcançaram merecidas vitórias ante Ana Coradinho e Joaquim Sousa, respectivamente. Última nota para o escalão de Juniores Masculinos e para mais um empolgante duelo entre António Martínez Pérez e Tiago Romão. Venceu o espanhol por escassos 19 segundos, vingando a derrota da véspera nessa emocionante prova de Sprint.

Enquanto aguardamos as reacções deVicente Tordera, o Director da Prova, e de António Aires, Director Técnico Nacional, aproveite e deixe-nos também a sua opinião acerca do sucedido.

Os resultados podem ser consultados em
http://www.orientoledo.com/resultados_larga.htm.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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XVII CAMPEONATO IBÉRICO DE ORIENTAÇÃO PEDESTRE: 'SPRINTERS' PORTUGUESES IMPARÁVEIS!


A tarde de Toledo fez-se verde-rubra. Portugal revelou uma enorme supremacia na prova de Sprint, conquistando oito dos doze títulos em disputa e virando a seu favor o resultado global deste XVII Campeonato Ibérico de Orientação Pedestre.

Prosseguiu na tarde de ontem o XVII Campeonato Ibérico de Orientação Pedestre. O casco histórico de Toledo – Cidade Imperial recebeu a prova de Sprint para mais uma bela e emocionante jornada de Orientação. Ultrapassada a etapa inicial e a prestação menos conseguida do seleccionado luso, esta segunda prova acabaria por se revelar altamente favorável para as nossas cores, com oito vitórias contra quatro dos espanhóis.

O somatório de pontos foi-nos igualmente favorável, permitindo recuperar a desvantagem de dez pontos trazida da prova de Distância Média e passando para a frente do marcador por um escasso pontinho (198 pontos para Portugal contra os 197 da Espanha). Tudo em aberto, pois, para a prova de Distância Longa que encerra a 17ª edição destes Campeonatos.

Título para Miguel Silva

Em Seniores Masculinos, Miguel Silva pareceu totalmente recuperado da amigdalite que o afectou no início da semana e fez jus ao seu título de Campeão Nacional de Sprint, vencendo com o excelente tempo de 19.41. A maior oposição fez-se sentir da parte de Jorge Fortunato, segundo classificado com mais 17 segundos, enquanto Daniel Portal Gordillo, com o tempo de 20.25, fechava o pódio.

No sector feminino, Ona Rafols Perramón repetiu a proeza da manhã, gastando 18.08 para completar a sua prova e juntando ao titulo ibérico de Distância Média também o título de Sprint. Mas teve, para tal, que muito suar as estopinhas, face a uma grande prova da portuguesa Maria Sá, segunda classificada a um segundo apenas da vencedora. Com um registo de 19.32, Raquel Costa repetiu o terceiro lugar da etapa matinal.

O “bis” de Mariana Moreira e Santos Sousa


Individualmente, Mariana Moreira (Juniores Femininos) e Armando Santos Sousa (Veteranos II Masculinos) repetiram os triunfos da manhã e vão-se cotando, até ao momento, como as grandes figuras da nossa selecção. Mas registaram-se ainda outras cinco presenças portuguesas no lugar mais alto do pódio. Em Cadetes Femininos e em Veteranos I Masculinos, Rita Rodrigues e Joaquim Sousa estiveram imparáveis, impondo-se à concorrência por margem confortável. Em Juniores Masculinos, Tiago Romão e António Martínez Pérez reeditaram o confronto da final A de Sprint dos Mundiais WOC Miskolc 2009, de novo favorável ao atleta português. Uma extraordinária e particularmente moralizadora vitória de Tiago Romão ante o Campeão Europeu de Jovens 2009 e seguramente uma das maiores certezas da Orientação espanhola.

As duas restantes vitórias registaram-se no escalão Juvenil, foram particularmente suadas e resultaram de duelos entre atletas portugueses: No sector feminino, Ana Coradinho impôs-se por 11 segundos a Isabel Sá enquanto no sector masculino a vitória coube a João Mega Figueiredo, levando a melhor sobre David Sayanda por um escasso segundo. Quanto aos espanhóis, para além do já referido título de Ona Rafols Perramón (Seniores Femininos), também Eduardo Gil Marcos (Cadetes Masculinos), Anna Amigó Beltran (Veteranos I Femininos) e Antónia Sánchez Martínez (Veteranos II Femininos) se sagraram Campeões Ibéricos de Sprint nos respectivos escalões, com essa particularidade de todos eles terem feito o “bis”, após terem vencido a prova de Distância Média que marcou o arranque dos Campeonatos.

Prova aberta sem triunfos portugueses

Quis a organização deste XVII Campeonato Ibérico de Orientação Pedestre – Toledo 2009, abrir a prova de Sprint à participação de todos. Distribuídos pelos escalões de Infantis, Juniores, Elite e Veteranos, em ambos os sectores, 254 atletas lograram percorrer a bela cidade de Toledo duma forma diferente, competindo.

Na lista de vencedores não se vislumbram atletas portugueses. Stepan Kodeda (Farra-O Barcelona) foi o vencedor da Elite Masculina, com Alexandre Alvarez (CPOC) e Albino Magalhães (GD4C), respectivamente 6º e 9º classificados, a cotarem-se como os melhores portugueses. Na Elite Feminina, a vitória sorriu a Romana Mrazkova (Farra-O Barcelona), com Ângela Silvério (CN Alvito) a ser a melhor portuguesa no 9º lugar. Uma última referência para o 2º lugar de Alice Silva (GDU Azóia) no escalão de Veteranos Femininos e para o bom conjunto de resultados no escalão de Veteranos Masculinos, com cinco atletas portugueses nos 7 primeiros lugares e o destaque para a 2ª posição de Xavier Vieira (CA Madeira).

Consulte os resultados completos em
http://www.orientoledo.com/resultados_sprint.htm.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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