quarta-feira, 30 de setembro de 2009

DUAS OU TRÊS COISAS QUE EU SEI DELA...


1. Seis clubes, oito provas. É este o figurino da 4ª edição do Troféu Ori-Alentejo, conjunto de eventos que tem primado pela qualidade e se vai afirmando como uma das maiores bandeiras da nossa Orientação naquela particular região de Portugal. Para Tiago Aires, do Clube GafanhOri, “percursos e mapas de qualidade, ponto de espectadores, sistema de som, e SportIdent são aspectos que devem continuar a ser nosso apanágio, tendo em conta a qualidade que estes eventos têm demonstrado”. A página oficial do Troféu já se encontra on-line em http://orialentejo.no.sapo.pt/index.htm e nela podemos conferir o respectivo Regulamento e consultar o Calendário de Provas. Um calendário que tem o seu início já no próximo dia 17 de Outubro, em Vila Nova da Erra (Coruche), pelas mãos do COAC – Coruche Outdoor Adventure Club. Ao COAC, ADFA, Clube EDP Sines, Associação 20 Km Almeirim, COALA e Clube GafanhOri endereça o Orientovar os votos dos mais elevados sucessos no desenvolvimento deste projecto.

2. Chama-se Ricardo José Nabais, é Estudante de Engenharia Florestal e Proprietário Florestal e define-se a si próprio como “o lutador para sobreviver no Interior esquecido”. Expressão dessa amor e dedicação à floresta, Ricardo Nabais desenvolve um trabalho notável com o seu blogue “Floresta do Interior” -
http://florestadointerior.blogspot.com/ -, verdadeiro compêndio de entidades, projectos, elementos próprios, blogues e biodiversidade ligados à realidade florestal. Acontece que Ricardo Nabais acaba de “descobrir” a Orientação e, revelando desde logo um verdadeiro espírito de orientista – “o lutador para sobreviver nas modalidades esquecidas” -, vá de abrir o seu blogue ao Desporto da Floresta. Para Ricardo Nabais aqui fica uma saudação muito especial e, como amante desta coisa dos blogues e da Orientação, o desejo de que este seu (e nosso) esforço possa vir a ser mais reconhecido e compensado.

3. Antes do embarque da delegação do Rio de Janeiro para o evento que escolherá a cidade sede dos Jogos Olímpicos de 2016, o Arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta, promoveu uma celebração inter-religiosa, sob os braços do Cristo Redentor. Com a presença do Governador Sergio Cabral Filho, do Prefeito Eduardo Paes, do Ministro dos Desportos Orlando Silva Junior, dos atletas que recebem a Bolsa-Atleta e do Projecto “Suderj em Forma”, e também com a participação de artistas e atletas famosos, como Martinho da Vila e Jackie Silva, o pedido de ajuda divina é entendido como mais um passo firme dado pela candidatura brasileira que a cada dia ganha mais força nos bastidores da votação. Destaque para o facto da comunidade orientista ter marcado presença nesta celebração, por intermédio da atleta Ayla Caroliny Araújo das Neves, do Kaapora OC, naquele que constitui um dos mais elevados exemplos de promoção da Orientação, uma modalidade não olímpica aqui a integrar o movimento olímpico. Pelo exemplo dado e pelo significado de que se reveste esta participação, para a Orientação brasileira vai, com o sentido da mais elevada admiração e apreço, o Louvor da Semana. E vai também o firme desejo de que, na próxima sexta-feira, dia 2 de Outubro, em Copenhaga, na Dinamarca, a cidade do Rio de Janeiro seja a eleita.

[foto de Diogo Hersen, gentilmente cedida por Fabio Solagaiustua, Kaapora OC]

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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terça-feira, 29 de setembro de 2009

O RENASCIMENTO DA ACARF


Foi, no passado, um dos mais activos clubes da região norte do País. Depois entrou em colapso, não renovou o vínculo à Federação Portuguesa de Orientação e praticamente desapareceu. Parece querer regressar agora, com um grupo muito jovem e com uma professora que nutre verdadeira paixão pela Orientação. Falamos da ACARF - Associação Social Cultural Artística e Recreativa de Forjães e da Professora Anabela Freitas.

Fundada a 25 de Março de 1983, a ACARF - Associação Social Cultural Artística e Recreativa de Forjães é uma Instituição Particular de Solidariedade Social, reconhecida como de Utilidade Pública, sem fins lucrativos e inscrita como Associação Juvenil. Ao longo dos seus mais de 25 anos de existência, esta Associação tem vindo a promover diversas actividades, oferecendo aos habitantes de Forjães o gozo de uma vida mais saudável, alegre e preenchida.

Criada sob a bandeira teatral, sua actividade primeira, depressa a ACARF estendeu o seu raio de intervenção a outras vertentes, nomeadamente à área social e desportiva, cujos contributos para a melhoria da qualidade de vida dos seus cidadãos são hoje reconhecidos. Na vertente desportiva, a Orientação foi num passado recente uma das bandeiras da ACARF, entretanto quase extinta por vicissitudes de ordem vária. A verdade, porém, é que a situação parece querer inverter-se e a Secção de Orientação está prestes a ser reactivada, graças ao empenho e dedicação da Professora Anabela Freitas e ao apoio duma Direcção disposta a trabalhar em prol da colectividade.


"Uma florzinha que está aqui a crescer"

Orientovar – Estamos a assistir ao renascimento da ACARF e isto tem muito a ver com o seu empenho e dedicação à modalidade. Duma forma sucinta, quer fazer-nos o ponto da situação?

Professora Anabela Freitas – A minha paixão pela Orientação tem a ver com o Desporto Escolar e começou em 1997, numa escola em Castro Daire. Nessa altura apanhei um grupo de Orientação do Desporto Escolar e nunca mais larguei a Orientação até porque acabei por me tornar praticante. Como moro perto de Forjães, tomei conhecimento da existência deste clube – entretanto extinto -, começando a praticar Orientação pela ACARF. Quando fui colocada na Escola Básica Integrada de Forjães fiz força para que fosse formado um Grupo Equipa de Orientação, o que aconteceu no ano passado. Os miúdos inscreveram-se em massa, notámos logo que havia ali algum gosto por este tipo de actividades em contacto com a natureza e foi só dar-lhes um pouco as asas para eles voarem.

Orientovar – Que trabalho desenvolve actualmente com os miúdos?


Professora Anabela Freitas – Procuramos fazer um trabalho contínuo, um trabalho adaptado às idades deles, vamos trabalhando ao nível da própria motivação e nunca deixamos que eles fujam muito daqui. Para que os resultados apareçam muito tem contribuído o apoio do Ruben Quintão, que me ajuda no dia-a-dia com os treinos dos miúdos. Os treinos são ao sábado ou aproveitando as paragens lectivas do Natal e da Páscoa Tudo isto em regime de voluntariado e disponibilizando eu o meu tempo para estar com os miúdos, mas acaba por ser compensador para que estou a fazer uma coisa de que gosto.

Orientovar – Com que tipo de apoios conta?

Professora Anabela Freitas – Os apoios são-nos fornecidos pela própria escola a nível de verbas que vêm do Desporto Escolar. Em termos de transporte nunca tivemos problemas, há sempre um autocarro à porta para nos deslocarmos. Depois temos material da ACARF que não estava a ser utilizado e fazemos treino em mapa utilizando mapas antigos de provas feitas na Amorosa, Santa Luzia, Caminha e Fão.

Orientovar – O que está a faltar?

Professora Anabela Freitas – Estamos a procurar estabelecer um protocolo com a ACARF para que possamos ter mais possibilidades de apoio a nível de treinos, de competições fora do âmbito do Desporto Escolar. No ano anterior tivemos à volta de 50 alunos inscritos e, embora este ano só agora estejam a abrir as inscrições, pensamos que este número irá ser superior. A ideia será mesmo a de federar os miúdos, evitando que cheguem ao 9º ano e tudo acabe. Na ACARF vai nascer um novo grupo, com miúdos realmente muito novos, ao contrário do que aconteceu no passado. Esta é uma florzinha que está aqui a crescer e o meu sonho, sobretudo, é que eles continuem. Mesmo que mudem de escola, mesmo que encontrem pessoas diferentes, que nunca deixem de fazer desporto e, em particular, Orientação.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO


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segunda-feira, 28 de setembro de 2009

PENHAS DOURADAS: MAPA INAUGURADO



Notável! Assim se pode considerar todo o processo que conduziu à inauguração do mapa das Penhas Douradas, este fim-de-semana, no coração da Serra da Estrela. O Orientovar esteve lá e conta-lhe como foi.

Abraçar a ideia da Orientação, contactar uma entidade credenciada para dar a necessária formação, proceder à execução dum mapa, garantir as ferramentas essenciais para alcançar os objectivos traçados e implementar a ideia em moldes concretos e objectivos, é este o mérito da Associação Manteigas Solidária e da Câmara Municipal de Manteigas, grandes responsáveis pela concretização desta iniciativa pioneira no concelho.

Para isso contaram com a parceria do Grupo Desportivo 4 Caminhos, clube responsável pela vertente técnica do projecto, canalizando através do novel clube da Senhora da Hora os esforços necessários para tornar viável o projecto. Tudo isto num espaço de tempo inferior a cinco meses, um feito absolutamente notável e que vem provar uma vez mais que, quando o homem sonha e quer, a obra nasce.



Um mapa de sonho

Num fim-de-semana abençoado pelas graças de S. Pedro, vinte e cinco formandos tomaram parte numa acção de iniciação à Orientação que teve como monitores Fernando Costa, João Vítor Alves e José Mário Baptista, todos do Grupo Desportivo 4 Caminhos. A parte teórica decorreu na Junta de Freguesia de Santa Maria, em Manteigas e a parte prática levou os participantes ao espaço mágico das Penhas Douradas, ao encontro dum mapa nunca dantes navegado.

A uma altitude aproximada de 1500 metros, numa paisagem de sonho e num dos mais fantásticos mapas que temos experimentado – um misto de Pedra Bela, Lamas de Olo e Campo de Anta, no seu melhor -, faltam palavras para exprimir a enorme emoção sentida naqueles momentos. Inexcedível de empenho e interesse, o grupo demonstrou uma enorme capacidade para apreender conceitos e técnicas, colocando-as em prática com particular destreza e, sobretudo, alegria. Ali, tão próximos ao mesmo tempo do céu e da terra, ficamos com essa grande certeza de que a semente agora lançada cai em campo fértil e de que muitas e boas surpresas irão surgir. Para gozo de todos e para o crescimento e fortalecimento da modalidade.

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No uso da palavra

“Fantástico. Já conhecia o local e acho óptimo que se valorize toda esta zona que estava um bocadinho abandonada.”
Margarida Taborda, Professora (Santarém)

“É o céu na terra.”
Constança Casquilho, Economista (Lisboa)

“Gosto da montanha, gosto dos cheiros, gosto das pessoas. Gostei!”
Paula Rosário, Astróloga (Porto)

“Achei espectacular. Estou motivada para continuar e espero que formem um grupo aqui na zona.”
Joana Martins, Estudante (Manteigas)

“Foi maravilhoso. Vamos ver se conseguimos cá em Manteigas rentabilizar ao máximo todo este trabalho que foi feito. Vontade temos, os parceiros ideais também, vamos lá trabalhar nisso.”
Bernardo Santos, Professor (Manteigas)



“É possível sonhar”


“A Associação Manteigas Solidária achou interessante desenvolver esta modalidade em Manteigas, já que se trata duma modalidade que valoriza o belíssimo património natural que possuímos e que nos ajuda a promover uma prática desportiva saudável junto da população. O número de participantes superou as nossas expectativas e se houver pessoas que gostem da modalidade e comecem a praticá-la já é um bom começo. Se o bichinho cá fica nas pessoas, as coisas nunca morrem.”
Veronica Gonzalez, Associação Manteigas Solidária

“A principal actividade da Sabores Altaneiros está centrada no aproveitamento de todas as potencialidades da Serra da Estrela. Nas áreas de turismo de natureza, encontramos na Serra da Estrela aquilo que de melhor há em Portugal. Portanto, sendo a Orientação uma modalidade ligada à natureza, daí esta iniciativa e daí este envolvimento na promoção da Orientação no concelho de Manteigas. Estamos a dar os primeiros passos e, daqui para a frente, tudo pode acontecer. As condições são excelentes e tenho uma esperança muito forte de que a Sabores Altaneiros possa ser um parceiro que ajude a dinamizar, a desenvolver e a potenciar a Orientação nesta região. É possível sonhar e fazer aqui coisas muito bonitas.”
Luís Marques, Sabores Altaneiros


“Ao nível dos melhores”

“É um mapa com muitos verdes, muitas pedras, mas muito interessante e que obriga a uma leitura muito precisa, muito atenta. Penso que é um mapa um bocadinho diferente dos outros mapas com pedras que temos em Portugal por causa da vegetação. Apesar de ser um verde que ao longe nos parece intransponível, é transponível e, noutras alturas, passa-se exactamente o contrário. É um mapa que está ao nível dos melhores mapas que temos em Portugal, visto que possui condições excelentes a começar pelo facto de termos o alojamento no centro do mapa. Mesmo de Inverno, nem que seja só para treinar corrida, este é um sítio óptimo.”
Maria Sá, Grupo Desportivo 4 Caminhos

“Correu muito bem, a adesão foi enorme e o grupo mostrou-se particularmente atento e interessado. Penso que conseguimos atingir um bom nível em termos da transmissão de conhecimentos e de informação teórica. Quanto a este mapa, tem muita qualidade em termos técnicos. Não há terreno como este em Portugal o que, só por si, é interessante para os atletas poderem variar. E depois não está nada planeado, temos aqui uma mais-valia em ‘stand-by’ que nos permite fazer muita coisa bonita. Está tudo em aberto.”
Fernando Costa, Grupo Desportivo 4 Caminhos

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO


sábado, 26 de setembro de 2009

NA ORDEM DO DIA: O RELANÇAMENTO DO TRAIL-O EM PORTUGAL


A Direcção Técnica Nacional da Federação Portuguesa de Orientaçãotem vindo a manifestar o desejo de relançar o Trail-O no nossos País, assumindo-o como um dos vectores de actuação para a presente temporada. Agora, António Aires parece apostado em trazer definitivamente o tema para a Ordem do Dia.

Procurando pôr em prática aquele que é um dos objectivos da Direcção Técnica Nacional para a época 2009/2010, António Aires acaba de concretizar o interesse da Federação Portuguesa de Orientação em traçar objectivos de forma a aproveitar todo o actual trabalho que se está a realizar em redor do Trail-O. Nesse sentido, o DTN enviou mensagem a “todos os agentes que já estiveram envolvidos na organização de actividades de Trail-O, assim como para os responsáveis de clubes que já organizaram ou manifestaram interesse em organizar actividades de Trail-O”. A aposta é clara e cifra-se na criação da dinâmica necessária para lançar a modalidade definitivamente em Portugal

Dividida em cinco pontos fulcrais, a intenção do DTN define como objectivos prioritários os seguintes: (1) A criação duma Comissão de Trail-O; (2) a formação de técnicos dos clubes através da organização de um curso de “Organização de Actividades de Trail-O”; (3) criar um formato de prova estável durante 2009-2010, que leve à criação de um Calendário de Provas para a época 2011 e um respectivo Regulamento de Competições; (4) envolver neste processo as instituições de saúde que já mostraram interesse em participar no Trail-O; (5) lançar a semente da modalidade em instituições que potencialmente possam trazer praticantes.

Porque na referida missiva me é endereçado um pedido para que “faça o resumo do estado actual da ligação FPO / Instituições como resultado das diversas sinergias criadas”, irei aproveitar este espaço para fazer então o ponto da situação e reflectir sobre o momento do Trail-O em Portugal.

Um pouco de história

Como é sabido, tudo começou no Dia Nacional da Orientação, no Complexo Desportivo do Monte Aventino, aquando da realização do Troféu de Orientação do Porto. Organizada pelo Grupo Desportivo 4 Caminhos, esta foi uma prova que contou com apenas três participantes, todos eles do Serviço de Medicina Física e Reabilitação do Hospital da Prelada, mas que se revelou extraordinariamente profícua. Mérito naturalmente do clube organizador, mérito ainda do Albino Magalhães e da Diana Marli, monitores inexcedíveis de atenção e disponibilidade, mérito sobretudo dos três doentes, que fizeram questão de manifestar, junto das mais altas instâncias do Hospital da Prelada, a sua satisfação e reconhecimento pela autorização em participarem na iniciativa.

A dinâmica estava criada e o número de participantes na actividade seguinte, duplicou. Foi no Parque do Carriçal, na segunda etapa do Park Matosinhos Tour, ainda e sempre pela mão do Grupo Desportivo 4 Caminhos. As duas iniciativas que se seguiram – Almeirim e Santo Tirso - acabaram por não ser bem sucedidas, face às condições atmosféricas particularmente adversas. Finalmente, no segundo dia do Portugal O’Summer, o Centro de Medicina de Reabilitação da Região Centro abriu as suas portas ao Trail-O, para uma actividade organizada pelo Clube Ori-Estarreja. Dividida em parte teórica e em parte prática, a actividade teve em Bruno Nazário o seu principal responsável e contou com a participação de 35 atletas (28 dos quais do Serviço de Medicina Física e Reabilitação do Hospital da Prelada).

Está feito, resumidamente, o ponto da situação. Poderá acrescentar-se a calendarização duma actividade de Trail-O já no próximo dia 4 de Outubro, em Alijó (“Douro de Orientação”, 2ª prova da Taça de Portugal, da responsabilidade do Clube OriMarão) e em 15 de Fevereiro, na Figueira da Foz (“Portugal O’Meeting 2010, da responsabilidade conjunta do COC e Ginásio Figueirense).

Sem atletas não há provas, sem provas não há atletas

O estado actual do Trail-O vive duma dinâmica estruturada em moldes precários. Sem atletas não há provas, sem provas não há atletas. Fruto do esforço e da boa vontade de alguns clubes que começam a demonstrar sensibilidade para esta problemática, tem-se avançado com algumas iniciativas. Mas se não é fácil pedir aos clubes que disponibilizem recursos para este tipo de actividades, não é menos fácil encontrar atletas.

O projecto “Bicas no Rovisco Pais – Desporto Adaptado”, recentemente inaugurado no Centro de Medicina de Reabilitação da Região Centro – Rovisco Pais, parece ser um caminho possível para a captação de atletas para o Trail-O. Tal como as escolas são o viveiro onde deve incidir todo o trabalho de captação de jovens talentos, parece-me que as instituições de saúde deverão estar na primeira linha de actuação quando de Trail-O se trata. Particularmente se já houver um trabalho minimamente estruturado, casos do referido Hospital Rovisco Pais e do Centro de Medicina de Reabilitação do Alcoitão. Mas também do Hospital da Prelada, onde se encontra em fase de preparação um projecto que visa a criação dum Grupo de Desporto Adaptado, ou ainda de Hospitais e demais instituições que tenham no seu âmbito de acção a pessoa com deficiência motora.

“É importante que se criem condições dentro dos Hospitais”

Aquando da Sessão de Inauguração do Projecto “Bicas no Rovisco Pais – Desporto Adaptado”, tive oportunidade de conversar com a Dra. Leila Marques, Presidente da Federação Portuguesa de Desporto para Deficientes. Porque julgo serem realmente importantes, das suas impressões extraio o seguinte: “O desenvolvimento dum projecto desta natureza dentro dum Hospital é realmente uma fonte de excelência, dado que estamos a trabalhar com atletas com especificidades muito particulares. É importante que se criem condições dentro dos Hospitais, se motive, se dê a conhecer; mas depois é fundamental, logo de imediato, articular com Clubes e Associações para que os atletas passem a ser rapidamente integrados nos circuitos ditos normais do Desporto Para Todos.”

São ainda de Leila Marques as seguintes palavras: “Devemos investir na captação de atletas, na formação de técnicos, na formação de classificadores médico-desportivos, para que realmente possamos criar uma base bastante alargada da pirâmide para depois chegarmos lá acima.” E a concluir: “É desejável que este tipo de iniciativas seja alargado a mais instituições de saúde.”

O que é realmente importante

Regressando a António Aires, qualquer um dos cinco objectivos elencados por si é importante. Todavia, o mais importante é aquele que visa o envolvimento por parte das instituições no processo. Sem isso, tudo será muito mais difícil! Criar uma Comissão de Trail-O é realmente importante, cursos e calendários de provas merecerão certamente toda a atenção a seu tempo, mas é realmente naquilo que é definido como “lançar a semente da modalidade em instituições que potencialmente possam trazer praticantes” que reside o busílis da questão. E para isso a Federação Portuguesa de Orientação vai ter de encontrar os parceiros certos para, em conjunto, protocolar com as entidades competentes as intervenções julgadas necessárias e convenientes.

Dotar as instituições de saúde de cartografia específica para o Trail-O, apostar na formação de pessoal de Saúde – enfermeiros e fisioterapeutas -, conferir-lhes a possibilidade de se organizarem em Grupos de Orientação de Desporto Adaptado inscritos na Federação Portuguesa de Orientação, apoiar tecnicamente esses grupos no sentido de organizarem as suas próprias provas e estender ao mesmo tempo esta dinâmica à Federação e aos Clubes, parece-me um caminho adequado. As implicações logísticas ao nível das necessidades especiais neste tipo de atletas são enormes e, numa instituição de saúde, são mais facilmente torneadas. E depois o número de participantes será sempre substancialmente superior, como se percebeu no Hospital Rovisco Pais, em contraposição com as demais provas, onde esse número só não é desanimador porque as pessoas não se deixam desanimar com duas letras.

Deixe o seu comentário

Está na altura de todos nos fazermos ouvir. Pegando nos pedidos do Director Técnico Nacional, façam chegar nomes de voluntários para a Comissão de Trail-O, informem de outros orientistas que tenham experiência / interesse no Trail-O e enviem sugestões relativamente a este processo inicial. Podem fazê-lo por e-mail para
dtn@fpo.pt ou contactar directamente António Aires através do telemóvel 96 023 60 11. E não se esqueça ainda de deixar aqui o seu comentário. A sua opinião conta!

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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sexta-feira, 25 de setembro de 2009

VENHA CONHECER... LEONILDE DOMINGOS


Chamo-me… LEONILDE Maria Dias DOMINGOS
Nasci no dia… 09 de Março de 1969, em Coruche
Vivo em… Coruche
A minha profissão é… Desempregada
O meu clube… COAC – Coruche Outdoor Adventure Club
Pratico Orientação desde… 2008

Na Orientação…

A Orientação é… um desporto que eu gosto!
Para praticá-la basta… saber orientar-se!
A dificuldade maior… o terreno!
A minha estreia foi em… Arraiolos!
A maior alegria… chegar ao fim!
A tremenda desilusão… fazer ‘mp’!
Um grande receio… ficar no caminho e não saber para onde ir!
O meu clube… é tudo!
Competir é… não me diz nada!
A minha maior ambição… chegar ao fim!

… como na Vida!

Dizem que sou… tem de perguntar a outro!
O meu grande defeito é… teimosia!
A minha maior virtude… não sei dizer!
Como vejo o mundo… um bocado escuro!
O grande problema social… a crise!
Um sonho… viajar!
Um pesadelo… perder-me!
Um livro… não tenho hábito de ler!
Um filme… qualquer um, desde que seja romance!
Na ilha deserta não dispensava… o meu marido!

Na próxima semana venha conhecer José Mário Baptista.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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quinta-feira, 24 de setembro de 2009

PELO BURACO DA FECHADURA...


Com as atenções centradas este fim-de-semana nas Eleições para a Assembleia da República, o Orientovar debruça-se sobre o único evento calendarizado. Assim, espreitamos pelo buraco da fechadura o IV Raid de Orientação em BTT de Santiago do Cacém.

No próximo dia 26 de Setembro de 2009, pelas 10h00, realiza-se na bela aldeia de S. Domingos mais uma actividade enquadrada no programa 11 ª Festa do Desporto da Câmara Municipal de Santiago do Cacém. Trata-se do IV Raid de Orientação em BTT de Santiago do Cacém, numa iniciativa do COALA - Clube de Orientação e Aventura do Litoral Alentejano.

À disposição dos participantes haverão dois percursos em linha, um Longo (35 km, 12 pontos de controlo) e um Médio (20 km, 10 pontos de controlo). Os percursos decorrem em terreno variado, de baixo relevo e com razoável rede de caminhos de boa transitabilidade. Existirá uma zoa de abastecimento nos percursos. Os participantes no percurso Longo serão distribuídos pelos escalões Masculino (homens até 40 anos), feminino (Damas de qualquer idade) e Veteranos (homens com mais de 40 anos de idade); no percurso Curto, os escalões são Equipa BTT (grupos de 2 ou mais participantes de qualquer idade ou sexo) e Open. Haverá prémios para os três primeiros classificados de cada escalão.

As inscrições deverão ser feitas, preferencialmente, através do sistema Oásis, em
www.fpo.pt/oasis, por e-mail para raidecoala@orienta-te.com ou através do contacto telefónico 93 181 96 39. O custo é de € 5,00 por participante, pagamento no secretariado no próprio dia da prova.

Saiba mais em
http://coala.com.sapo.pt/provas/2009/ivraide/.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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quarta-feira, 23 de setembro de 2009

DUAS OU TRÊS COISAS QUE EU SEI DELA...


1. Sete! É este, uma vez mais, o número de páginas que a Revista de Atletismo dedica à modalidade de todos nós. No seu número duplo 334/335 de Setembro e Outubro de 2009, aquela publicação faz uma abordagem ao 26º Campeonato do Mundo de Orientação Pedestre, ao Campeonato do Mundo de Orientação em BTT e ao recente Portugal O’Summer 2009, concluindo com uma entrevista a João Ferreira, grande esperança da nossa Orientação em BTT. Tudo com o rigor e a qualidade habituais!

2. Para aqueles que têm interesse em iniciarem-se na modalidade, o Grupo Desportivo 4 Caminhos leva a efeito, já no próximo fim-de-semana, uma Acção de Formação homologada pela Federação Portuguesa de Orientação. Esta é uma iniciativa que conta com o apoio da Associação Manteigas Solidária e da Câmara Municipal de Manteigas, decorrendo na Junta de Freguesia de Manteigas (parte teórica) e nas Penhas Douradas (parte prática). Dirigida prioritariamente a professores licenciados em Educação Física, agentes desportivos que organizam actividades de ar livre, novos praticantes da modalidade e amantes do contacto com a Natureza, a Acção de Formação inclui acompanhamento por monitores, bibliografia de apoio e mapas. Mais informações em
http://www.gd4caminhos.com/content/view/607/1/ ou pelo telemóvel 936 264 216.

3. Võru, no Sul da Estónia, foi palco do 42º CISM – Campeonato Mundial Militar de Orientação Pedestre 2009. Entre a elite mundial, Tiago Lourenço Lopes, Lídia Magalhães, Alexandre Reis, Armando Santos Sousa, Ana Magina, Jorge Correia, Alberto Branco e Suati Almeida bateram-se galhardamente, honraram a camisola e, uma vez mais, elevaram bem alto o nome de Portugal. Para eles vai, com enorme admiração e profundo reconhecimento, o Louvor da Semana!

[foto gentilmente cedida por Lídia Magalhães]

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO
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terça-feira, 22 de setembro de 2009

OS VERDES ANOS: SOFIA PINTO


Olá,

Chamo-me Sofia Pinto, tenho 15 anos e sou do Montijo. Passei para o 10.º ano, e vou para a área de Ciências e Tecnologias.

Antes de praticar Orientação fui federada num clube de Natação aqui no Montijo, o Clube Atlético do Montijo. Já fazia Natação desde pequena até que surgiu a oportunidade de me federadar e assim o fiz, estive federada durante dois anos.

Enquanto federada de Natação fazia Orientação naqueles fins-de-semana que não tinha treinos nem provas. Nesta altura fazia Orientação por gosto, até que apanhei o “vicio”, se o posso referir assim. Em 2008 desisti da Natação e vim para a Orientação.

A Orientação para mim é um bem-estar, é liberdade, é concentração para realizar uma prova, porque se não temos concentração perdemo-nos e, como costumam dizer as pessoas da minha idade, “pastamos”, perdemos tempo e lugares na classificação.

Este foi o meu primeiro ano como federada na modalidade, correu bem dentro de todas as perspectivas. No inicio a minha maior dificuldade era orientar o mapa, porque quando dava por mim já tinha o mapa ao contrário e às vezes nem sabia onde estava. A minha primeira prova sozinha e no meu escalão foi em Mora, que contava para a taça Sul.

Adoro fazer Orientação é algo que me diverte, ajuda-me a concentrar, a estar bem com nós mesmos e fazer amizades por vários sítios do país. No futuro, ainda não sei bem, o que quero ser, mas uma das minhas hipóteses é Desporto. Quero continuar a praticar este desporto por muitos e muitos anos.

Tenho que agradecer ao meu pai, Custódio Pinto (CIMO), porque foi ele que me pôs na Orientação, ao professor Daniel Pó, à Inês Catalão (GafanhOri) e à Mariana Saraiva (CPOC), porque foram as minha primeiras amigas dentro da Orientação, e também me ajudaram imenso e ao primo Nuno Pedro (PT Telecom) que me ajudou em situações no mapa que não entendia ou então explicava que por aquele caminho era melhor que por este, coisas simples mas que me ajudaram imenso. Obrigada pela paciência e pela ajuda que todos os meus amigos, professores e familiares tiveram comigo.

Na minha opinião, acho que a Orientação é pouco divulgada e se fosse um pouco mais divulgada haveria mais praticantes. Quem pratica Orientação ganha um “vício” e nunca deixará de a praticar.

Sofia Pinto

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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

VI TROFÉU GAFANHORI:O VEREDICTO DE MANUEL DIAS


“Tiago Romão tem de aparecer dentro de 40 segundos se quiser bater o tempo de Alvarez no ponto de espectadores”. Sábado, na Longa, o Alexandre tinha passado nesse controlo com um crono incrivelmente baixo e Tiago Aires, antecipando informação ao microfone, fez-nos sofrer pela espera de cada um dos outros concorrentes. Mas o atleta do CPOC foi menos feliz na 2ª parte e terminou com 59.37, um segundo atrás de Celso Moiteiro. Mega fez melhor (58.13), apesar do tempo perdido no ponto antes do de espectadores – e o ‘speaker’ tinha-nos dado conta desse percalço (ainda estou para saber como tinha ele informação sobre o que se passava nas redondezas aparentemente fora do seu alcance visual). Romão, com uma segunda parte muito equilibrada, averbou um tempo que só podia ser de vitória: 57.37. A vantagem dos quatro primeiros distribuía-se por dois minutos. Só faltava Miguel Silva, que fora dos últimos a partir e passara no ponto de espectadores a perder 2 minutos para Alvarez. Agora imaginem como é que o Tiago Aires relatou a chegada do Miguel à meta com 51.51, ou seja, quase 6 minutos de vantagem sobre o tempo de Romão.

A vivacidade da locução, o completo domínio das rivalidades específicas em todos os escalões e o caprichoso evoluir da competição fizeram da arena de Almargem um palco de emoções só possível num evento de alto nível. Apesar das duas meias horas que andei no mato, tive a sorte de viver, minuto a minuto, os momentos mais empolgantes desta jornada alentejana.

No domingo de manhã (Média) cheguei à arena uma boa meia hora antes do início das partidas e cruzei-me com um grupo de elite que conversava à volta do pódio. Creio que eram o Paulo Franco e o Miguel Silva a falar com o Jorge Fortunato, sentado este na posição mais alta do estrado. Não resisti: “Menino, vê se saltas daí, que esse lugar não é teu.” Rimo-nos todos, está claro. E não é que o Fortunato, após um modesto 11º lugar no sábado, venceu mesmo a prova de domingo? Foi outra sequência de impressionantes ‘flashes’ sonoros, com Tiago Aires a envolver a audiência nos meandros do cálculo mental para antever as hipóteses de cada atleta à passagem no ponto de espectadores. Houve até casos de projecção do tempo final com base nessa primeira parte do percurso e comparando com as prestações do dia anterior. E tudo isto sem descurar a atenção à meta, onde o júnior Luís Silva vingava a vitória de Pedro Silva na véspera, mas sem o brilho de Rita Rodrigues que, no mesmo percurso, retirou mais de 3 minutos ao vencedor masculino.

Assinalada foi também a vitória de Patrícia Casalinho, que teve direito, pelo segundo dia consecutivo, a traçar e comentar o seu percurso para a assistência – um luxo à altura dos grandes eventos.

O Sprint de sábado à tarde no Vimieiro foi outro festival, com a parte final da prova a mudar a escala de 1:4 000 para 1:2 000. Desenrolava-se quase tudo à nossa frente, num parque bem aberto, e a luta foi renhida: Miguel Silva bateu Moiteiro por 9 segundos e houve mais sete atletas separados do vencedor por menos de um minuto. O último deles foi Paulo Franco que, tendo sido um dos últimos a partir e tendo assistido à evolução dos concorrentes anteriores, fez de memória os 16 pontos desse quase OriShow final. Parece mentira, mas foi o que me contaram e ele não mo desmentiu. Nesse lote estiveram também Tiago Leal (atenção à velocidade deste rapaz!) e Pedro Nogueira, que viria a lesionar-se no domingo (já não bastava o azar de Lídia Magalhães no CISM).

Mais apertada ainda foi a luta para o primeiro lugar feminino, com Patrícia Casalinho a impor-se a Ana Coradinho por apenas 5 segundos. E nós a assistirmos a tudo isto em directo, com a informação sonora a antecipar os acontecimentos. Foi mesmo emoção ao rubro, como o Tiago gosta de dizer e conseguiu proporcionar.

Manuel Dias
Individual



[foto gentilmente cedida por Armando Santos]

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO
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VI TROFÉU GAFANHORI: A OPINIÃO DE LUÍS SANTOS


Que bem sabe fazer Orientação num mapa destes e com percursos destes. Sábado, numa zona inicial acessível, o mapa era ainda um objecto demasiado estranho na minha cabeça e ao 2º ponto fiz logo asneira que me fez perder 5 minutos. Os pontos seguintes foram bons desafios técnicos e surpreendentemente também físicos pois era preciso subir muito mais do que é normal nesta zona do Alentejo. Fui indo, fui controlando, contente por fisicamente não me estar a custar muito, mas sem conseguir fazer bons azimutes e falhando por vezes entre pontos de referência muito próximos.

No domingo tudo foi diferente. Apesar de ser no mesmo mapa, parece que descobri um mapa diferente durante a minha prova. Os primeiros 8 pontos feitos numa zona que era um autêntico emaranhado de vegetação e pedras (no sábado nem me apercebi que fosse uma zona rochosa, mas no domingo fartei-me de escalar, contornar e saltar de pedra em pedra) correram-me razoavelmente bem. Depois, uma ligação longa e a aproximação à zona da Arena. É sempre uma sensação diferente estarmos a fazer a nossa prova e ouvir o som do ‘speaker’ ao longe, mesmo quando ainda não percebemos o que ele diz. E é fantástico as coisas que sentimos só por ir a um ponto de espectadores.

Lembro-me de estar a chegar ao ponto junto com um atleta do CP Armada (José Amândio, percebi eu depois ao ver os resultados) e de entrar na clareira meio perdido em relação ao ponto que queria, ouvir o Tiago a comentar que o Miguel Silva já não ia bater o tempo do Jorge Fortunato e pensar que ninguém viu a minha "figura triste" a aproximar-me do ponto de espectadores... Depois de picar, tínhamos uma subida a pique (uns 70/80metros?) e descolei do atleta do CP Armada naquela subida. Sentia-me bem mas ele tinha mais força. Ainda ouvi o ‘speaker’ a dizer que o Jorge Baltazar acabara a sua prova com 42 minutos. Olhei para o relógio e pensei... ‘Levo 41 e ainda me falta o loop...’ Isto tecnicamente está a correr-me bem, mas devo estar a correr demasiado descontraído... O Jorge não é assim tão melhor que eu... :-)

E lá fui na parte final ao despique com o atleta do CP Armada, conseguindo uma pequena vitória por chegar à frente dele. Claro que o despique provavelmente só estava na minha cabeça, pois ele nem me deve ter ligado nenhuma e eu nem fazia a mais pequena ideia se ele partira antes ou depois de mim, mas numa prova de Orientação são tantos os factores motivacionais, os maus momentos, as pequenas vitórias, que é impossível tentar explicar a alguém como é rico em emoções um pequeno percurso (4,2kms) numa prova regional como esta.

Mas mesmo numa prova regional tem que haver qualidade técnica. Qualidade nos percursos e no mapa. Se isso faltar, as emoções alteram-se e passamos a parecer um adepto de futebol fanático a barafustar com um árbitro daqueles que rouba mesmo. No domingo até ouvi alguém queixar-se ao meu lado durante a prova que "tinha estado ao lado de uma pedra enorme que não estava no mapa". Sorri interiormente porque num terreno daqueles, com um mapa daqueles, tudo me bateu certo e tudo teve que ser rigorosamente seleccionado para não me perder no meio de tantos pormenores que o terreno tinha. E se algo falha num sítio daqueles, não é por o piso estar torto. É de certeza por não saber dançar...

Luís Santos
Clube Português de Orientação e Corrida



[foto gentilmente cedida por Armando Santos]

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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VI TROFÉU GAFANHORI: O PONTO DE VISTA DE HUGO BORDA D'ÁGUA


Passaram cerca de 6 meses após uma etapa do Troféu OriAlentejo organizada pelo Gafanhori na zona da Estrelada, onde a exigência causada pela visibilidade reduzida e os pormenores rochosos causou imensa estranheza em todos. O mapa utilizado no VI Troféu Gafanhori, sobretudo a zona utilizada para a Distância Média, fazia em certa medida lembrar esse outro mapa, devido a muitas áreas de visibilidade reduzida que causaram algumas surpresas e mudanças na classificação no segundo dia. Analisando os resultados e constatando por exemplo o 2º lugar final de Jorge Fortunado, após um 11º lugar no primeiro dia e a vitória no segundo, percebe-se bem o que acabei de referir .

A prova de Sprint que teve lugar no Vimieiro durante a tarde de Sábado constituiu o que se chama um verdadeiro espectáculo. Após a parte inicial do percurso realizada nas ruas da vila, a mudança de escala efectuada na entrada do Parque Urbano que levava os atletas a realizar na 2ª parte de prova um OriShow com a pressão adicional da audiência foi “a cereja no topo do bolo”. Um aspecto a salientar nesta etapa de Sprint consistiu também no considerável número de pessoas que estavam nas ruas da vila junto às suas casas a assistir à passagem dos atletas, assim como a forma bastante interessada como o faziam.

Sendo um comunicador nato, conhecendo os atletas como poucos, vivendo a modalidade com um entusiasmo ímpar, nestas 3 etapas mostrou-se novamente a importância e o entusiasmo que um 'speaker' com o nome de Tiago Aires traz a uma prova. Em forma de brincadeira, penso que uma emissão em directo de uma rádio com as palavras do Tiago, por exemplo na prova de Sprint (como nas outras), levava muitos dos ouvintes a deslocarem-se ao local, fruto do entusiasmo, sabedoria e vivacidade dos comentários.


A Arena teve, além de uma extrema qualidade, uma preocupação com todo e qualquer pormenor, como se podia constatar aquando da entrada no estacionamento. Os vencedores a traçarem e explicarem as suas opções na Arena da prova, a preocupação com a beleza do local (junto a um pequeno açude), o bar... Enfim, quem se pretende superar evento a evento em todos os aspectos obtém estas arenas fantásticas.
Por outro lado, dada a questão de análise recorrente relativa à fraca participação nas provas Regionais, os cerca de 240 participantes constituíram um número agradável, permitindo também neste aspecto uma entrada “com o pé direito” na Taça FPO.

Foi sem dúvida um evento de excelente qualidade, onde a organização esteve a 99,9%, estando claramente de parabéns.

Hugo Borda d'Água
Coruche Outdoor Adventure Club


[foto gentilmente cedida por Armando Santos]

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO
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VI TROFÉU GAFANHORI: PROTAGONISTAS


Voltando à carga com o VI Troféu GafanhOri, passamos agora às declarações de alguns dos grandes protagonistas. No uso da palavra, senhoras e senhores, Tiago Aires, Patrícia Casalinho e Miguel Reis Silva.


Correu tudo a 99%! Neste tipo de coisas não gosto muito de falar sobre os próprios eventos, mas foi um belo teste para o nosso Meeting Internacional de Arraiolos de 09 e 10 Janeiro de 2010, pontuável para WRE. Espero que as pessoas tenham gostado do evento tanto como nós tivemos ao prepará-lo e organizá-lo. Mais um mapa para os atletas do GafanhOri treinarem durante a semana e todos os interessados orientistas de Portugal e não só. Ainda teremos outro teste organizativo antes do Meeting Internacional de Arraiolos que será a 2ª etapa do OriAlentejo, no dia 14 Novembro, em mais um mapa novo.

Tiago Aires
Traçador de Percursos



Na minha opinião foi uma prova de nível nacional, em todos os aspectos. Mapas muito bons mesmo e um pouco diferentes do que estamos acostumados . De certo uma mais valia para os treinos do GafanhOri. Tivemos um óptimo ‘speaker’, como há poucos em Portugal que conseguem levar a competição ao rubro. Mais uma prova que fiz organizada pelo GafanhOri e que me deixa uma enorme vontade de voltar o mais rapidamente possível!

Patrícia Casalinho
Clube de Orientação do Centro



O Tiago e a Raquel têm-nos habituado a grandes dia de Orientação na companhia dos "Gafanhoris". Este fim-de-semana não foi excepção. Uma prova de Distância Longa em que as opções contavam, um sprint/OriShow organizado de forma a levar a emoção ao rubro e uma prova de Distância Média que não esperávamos num labirinto de verdes. A isto juntou-se o acompanhamento ao minuto do ‘speaker’, uns deliciosos Super McMenus Gafanhoris e o bom ambiente do costume. Para terminar da melhor forma, ainda aproveitámos a tarde de domingo para treinar num dos vários mapas dos "Gafanhotos". Voltei para casa de "barriga cheia". Foi o fim-de-semana ideal para uma pré-época.

Miguel Reis e Silva
Clube Português de Orientação e Corrida


Toda a informação sobre o evento em
http://www.gafanhori.pt/6trofeugafa/.

[foto gentilmente cedida por Armando Santos]

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO
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VI TROFÉU GAFANHORI: DOMÍNIO A SUL DE MIGUEL SILVA E PATRÍCIA CASALINHO


Sensivelmente à mesma hora em que, a Norte, a Taça FPO de Orientação Pedestre 2009/2010 tinha o seu início, S. Pedro da Gafanhoeira recebia a 1ª prova do Regional Sul. Foi no VI Troféu GafanhOri, com vitórias de Miguel Silva e Patrícia Casalinho.

Prometido estava “um início de época inesquecível” e assim foi. Junto à Herdade do Almargem, em São Pedro da Gafanhoeira, fez o clube GafanhOri disputar a 6ª edição do seu Troféu, pontuável para o ‘ranking’ regional Sul de Orientação Pedestre. Entre as mais de duas centenas e meia de participantes, marcaram presença alguns dos melhores valores da Orientação nacional. Distribuídos por 19 escalões de competição e 4 escalões abertos, os atletas cumpriram duas etapas, uma de Distância Longa (sábado) e uma de Distância Média (domingo), com o vencedor a ser encontrado pelo somatório de pontos obtidos em ambas as etapas.

Mapa desafiante q.b., percursos de qualidade, o bónus dum sempre apetecido Sprint Urbano, na tarde de sábado, na simpática aldeia de Vimieiro e um notável trabalho de “speaker”, aliados a uma Arena simpática e a um serviço de Bar cada vez mais apurado, conferem ao Clube GafanhOri nota elevada no capítulo organizativo.

Miguel Silva e Patrícia Casalinho, os vencedores

Concitando as atenções gerais, o escalão de Seniores Masculinos A teve em Miguel Silva (CPOC) o grande dominador da primeira etapa. Vencedor há três semanas na Tocha, aquando do Portugal O’Summer, o promissor atleta não concedeu quaisquer veleidades, concluindo a prova em 51.51 e com margens confortáveis para os seus mais directos adversários (o Campeão Nacional Absoluto, Tiago Romão, quedou-se na segunda posição a distantes 5.46 do vencedor). Na etapa de domingo, Miguel Silva fez uma prova mais controlada e, apesar de alguns erros cometidos, não comprometeu o resultado final, garantindo uma saborosa vitória. Jorge Fortunato (Ori-Estarreja) levou de vencida a derradeira etapa, concluindo no 2º lugar da Geral, depois de ter sido apenas 11º (!) no primeiro dia. Uma curiosidade deste VI Troféu GafanhOri tem a ver com a estreia de David Sayanda a correr com a camisola do Gafanhori, agora que tanto o David como a sua irmã Vanessa foram viver para São Pedro da Gafanhoeira. Vai ser curioso ver, no confronto com Manuel Horta, até que ponto esta rivalidade constitui estímulo para ambos. Neste primeiro teste, Manuel Horta ganhou no sábado e David Sayanda no domingo, sendo o cômputo geral favorável ao ex-estarrejense. De lamentar a lesão de Pedro Nogueira (ADFA) no segundo dia de provas.

No escalão de Seniores Femininos A, Patrícia Casalinho (COC) foi a grande vencedora mercê dum domínio absoluto na prova de Distância Longa onde trinfou com uma vantagem superior a 20 minutos sobre a segunda classificada, Ana Coradinho (GafanhOri). Só um descalabro poderia roubar o Troféu à leiriense que, no domingo, se limitou a gerir a sua prova, repetindo o triunfo embora desta feita por margem bem inferior sobre a mesma Ana Coradinho. Uma Patrícia Casalinho que afirmou ter-se sentido, numa dada parte do mapa "como em França, no terreno de Aveyron", durante os "6 Dias" do ano passado e onde teve oportunidade de treinar.
A última referência vai para o facto das vitórias individuais terem ficado equilibradamente distribuídas, com o CPOC a ver por quatro vezes os seus atletas subirem ao lugar mais alto do pódio, contra três vitórias de ADFA, COC e GafanhOri. Colectivamente o triunfo coube ao clube da casa, com um total de 1919,1 pontos, ficando CPOC, COC e ADFA nas posições imediatas, com 1841,1 pontos, 1377,6 pontos e 1334,7 pontos, respectivamente.





Resultados

Seniores Masculinos A
1º Miguel Silva (CPOC) 1863.82 pontos

2º Jorge Fortunato (Ori-Estarreja) 1811.85 pontos
3º Paulo Franco (COC) 1770.09 pontos
4º Alexandre Alvarez (CPOC) 1757.20 pontos
5º Tiago Romão (COC) 1695.53 pontos

Seniores Femininos A
1º Patrícia Casalinho (COC) 2000.00 pontos

2º Ana Coradinho (GafanhOri) 1704.84 pontos
3º Sandra Rodrigues (ADFA) 1475.97 pontos
4º Vera Dias (COA) 1363.66 pontos
5º Filipa Martins (COA) 1160.40 pontos

Vencedores outros escalões:
Infantis
– António Ferreira (COC) e Catarina Reis (ADFA)
Iniciados – João Rato (ADFA) e Teresa Maneta (GafanhOri)
Juvenis – João Cascalho (GafanhOri) e Inês Domingues (COC)
Juniores – Luís Silva (ADFA) e Vera Alvarez (CPOC)
Seniores B – Hugo Borda d’Água (COAC) e Ângela Simões (CPOC)
Veteranos I – Martin Farenfield (CAOS) e Erminia Farenfield (CAOS)
Veteranos II – Carlos Coelho (CPOC) e Alice Silva (GDU Azóia)
Veteranos Masculinos III – Manuel Dias (Individual)
Veteranos B – Sérgio Mónica (CIMO) e Fátima Pereira (GafanhOri)

Tarde animada no Vimieiro

Na tarde de sábado teve lugar o Sprint Urbano que juntou, na aldeia de Vimieiro, um total de 156 atletas distribuídos por seis escalões (Fácil, Médio e Difícil, quer no sector Masculino como no Feminino). Também aqui, Miguel Silva e Patrícia Casalinho foram os grandes vencedores, apesar da cerrada luta movida pelos demais contendores. Se dissermos que, no sector masculino, os primeiros nove classificados ficaram separados por menos de um minuto e que, em Femininos, a diferença entre Patrícia Casalinho e Ana Coradinho foi de apenas cinco segundos, percebe-se facilmente a emoção que rodeou ambas as provas. Emoção igualmente presente nos restantes escalões, onde os vencedores foram Mário Duarte (ADFA) em Médio Masculino, Alice Silva (GDU Azóia) em Médio Feminino, António Ferreira (CPOC) em Fácil Masculino e Ana Anjos (GafanhOri) em Fácil Feminino.

Resultados completos em
http://www.gafanhori.pt/6trofeugafa/resultados.html.

[fotos de Armando Santos, extraídas do seu álbum em
http://picasaweb.google.pt/armandilha7/090919OPedGafanhoeira?feat=directlink#]

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO


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III OPEN DE ORIENTAÇÃO DOS AMIGOS DA MONTANHA: O BALANÇO DO DIRECTOR DA PROVA


Aos poucos o recinto da Capela de S. Mamede vai-se esvaziando. O sol cai no horizonte e, enquanto se levanta a tenda e se põe um decisivo ponto final neste III Open de Orientação dos Amigos da Montanha, trocamos algumas palavras com Jorge Silva, o Director da Prova. Aqui ficam as suas impressões, em jeito de balanço.


Orientovar - No ‘lavar dos cestos’, que balanço faz deste III Open de Orientação dos Amigos da Montanha?

Jorge Silva – Em termos de apanhado global, o balanço é positivo. É um lugar comum dizer isto mas de facto sentimos alguma satisfação pela forma como a prova decorreu. Sabemos que há algumas dificuldades ao nível da qualidade do mapa. Procurámos ultrapassar essa situação com percursos mais ou menos bem desenhados mas sentimos que realmente este não é o melhor terreno para praticar Orientação. Acabámos, isso sim, por tornear esta dificuldade com outras situações como sejam uma boa Arena, num bom local e com um serviço de bar razoável. Foi notório as pessoas aproveitarem estas condições para conversarem, em vez de se irem embora no final da prova. Ficaram mesmo até ao final e tivemos uma Cerimónia de Entrega de Prémios com uma excelente moldura. Por tudo isto acho que foi muito positivo, muito agradável e as pessoas ficaram satisfeitas.

Orientovar – Como avalia esta oferta de duas etapas no mesmo dia?

Jorge Silva – Embora esteja ainda por confirmar, a primeira vantagem poderá ser o facto deste modelo concorrer para trazer mais gente à Orientação. Devo confessar que falo com muitas pessoas que me dizem não fazer Orientação porque ocupa em demasia os fins-de-semana e não têm todo esse tempo. Acho que o facto de se poder fazer Orientação e ainda ficar com metade do fim-de-semana livre poderá ser muito bom. Poderemos ter de abdicar um bocadinho da parte competitiva mas estão todos nas mesmas circunstâncias, ou seja, todos estão cansados para a segunda etapa e a gestão que cada atleta faz do esforço acaba também por ser importante. Já o Clube de Orientação do Minho tinha ensaiado este modelo em Julho e com bons resultados.

Orientovar – Em termos de adesão, este número de 161 participantes deixou-o satisfeito?

Jorge Silva – Face ao panorama geral, diria que sim. O II Open Amigos da Montanha, em Fevereiro, tinha registado uma participação a rondar os 180 atletas pelo que este é um número razoável, para o bom. Mais ainda se atendermos a que tivemos na época passada provas com apenas 80 atletas.

Orientovar – Quais os próximos desafios organizativos que a Secção de Orientação da Associação Amigos da Montanha enfrenta?

Jorge Silva – O nosso interesse está em ter mapas e terrenos próximos da cidade de Barcelos no sentido de mais facilmente captarmos pessoas para a prática da Orientação. Neste momento só há Palme e a própria cidade, o que é muito pouco. Nem que sejam pequenos mapas em zonas de Parques de Merendas e seus arredores, mas o nosso grande objectivo é mesmo a criação dessa interface para chegar junto das pessoas.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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III OPEN DE ORIENTAÇÃO DOS AMIGOS DA MONTANHA: PROTAGONISTAS


Terminado o III Open de Orientação Amigos da Montanha, importava ouvir alguns dos protagonistas e auscultar a sua opinião acerca do evento. Isto e algo mais aqui fica, nas declarações de Joaquim Sousa, Albino Magalhães, Andreia Silva, Paula Nóbrega e Leandro Lima.

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Este é um mapa técnico, complicado na zona dos pontos e não é assim lá muito agradável. Acaba por não ser aquele mapa que nos deixa satisfeitos. Uma organização está sempre de parabéns por organizar um evento e isso sim, deixa-nos satisfeitos. Quanto aos mapas, enfim, não são do meu agrado, mas pronto… são os mapas desta zona, são os mapas que eles têm.

Uma lesão na planta do pé tem-me mantido condicionado nas duas épocas anteriores. Nos últimos dois meses, porém, tenho treinado sem limitações e, caso assim continue, estou aqui para me bater com todos os bons atletas nacionais do momento.

Os Mundiais de Veteranos na Austrália são uma grande incógnita. Consultando a Lista de Partidas, vemos que temos apenas 28 atletas no meu escalão. Ou seja, 28 atletas até a mim me deixam um bocado desiludido. Não se conhecendo os adversários nunca se sabe muito bem o que esperar. Claro que gostava de ficar nos 5 primeiros, até gostava de ganhar… Mas vou lá para participar e procurar dar o meu máximo, a ver se pelo menos na prova de Sprint temos possibilidades de fazer alguma coisa em condições.

Joaquim Sousa
Clube de Orientação do Centro



Acho que foi um bom duelo com o Joaquim Sousa. De manhã fiz alguns erros técnicos, embora sem comprometer. Da parte da tarde deitei tudo a perder num ponto onde fiz mais quatro minutos em relação a ele e que ditou a diferença final na prova. Este é um aspecto onde tenho de trabalhar muito e procurar melhorar esta época.

O mapa condiciona o traçador de percursos e impossibilita-o de tirar o máximo partido da zona. É uma boa zona em termos de alguns elementos característicos mas onde a vegetação cresce duma forma abundante, torna-se muito densa, leva a que nos magoemos e tira um bocado a piada à prova.

Tive no início da época essa grande notícia de fazer parte do Grupo de Selecção, o que para mim é uma honra. Em relação aos meus colegas estou há muito pouco tempo na Orientação, em três anos subi três escalões, tive uma boa adaptação ao escalão de Elite na época passada e este ano o objectivo passa por conseguir manter-me dentro desse grupo, fazer uma Taça de Portugal mais regular e manter ou melhorar os resultados nos Nacionais de Sprint e Distância Média e Longa. A camisola das quinas? Isso é mesmo um sonho. Para qualquer atleta, em qualquer modalidade, sentir o peso duma Nação às costas é um orgulho muito grande. Resta esperar que o sonho se concretize. Mas para isso tenho de trabalhar muito os aspectos físicos, mas sobretudo os técnicos, que é onde tenho mais debilidades.

Albino Magalhães
Grupo Desportivo 4 Caminhos



Correr aqui no Norte é um bocado ‘agreste’. Foi uma prova que gostei, particularmente porque dava para tirar algumas opções. Cometi alguns erros mas, no geral, as provas correram-me bem. É sempre bom para treinar.

Esta temporada a minha ambição passa por ocupar um dos três primeiros lugares da Taça de Portugal e ganhar o Campeonato Nacional de Estafetas.

Andreia Silva
Clube de Orientação do Centro


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Foi uma prova bastante dura mas interessante e que me correu bem. O mapa tem zonas de progressão muito difíceis devido à vegetação. Torna-se um bocadinho doloroso mas por outro lado obriga-nos a planear as pernadas tendo em conta esses aspectos. O que poderia ser um factor negativo acaba por não o ser e torna-se interessante.

Os meus objectivos para a presente temporada são definidos por etapas. Para já, será até ao final do ano e depois logo se vê. Também tenho algumas ambições em termos profissionais e este ano será mesmo por pequeninas, pequeninas etapas. Um passo de cada vez.

Paula Nóbrega
Clube OriMarão



A opinião geral dos atletas é de que o terreno é um bocado complicado, sobretudo por causa da vegetação, mas penso que globalmente a prova mereceu a pena para quem cá esteve. Isto pelo facto de serem duas etapas, pela sua calendarização entre duas provas da Taça de Portugal e por este excelente espaço envolvente. Penso que quem cá esteve desfrutou disto e ainda dum mapa que acaba por dar algum prazer fazer.

Para quem organiza, é gratificante vermos uma prova do Regional finalmente com mais de cem atletas, mais concretamente cerca de cento e sessenta. Obviamente que gostávamos que fossem mais, mas este número já nos dá uma satisfação enorme.

Devido aos estudos vou ter muita dificuldade em fazer todas as provas da Taça de Portugal e daí a modéstia dos meus objectivos que passam sobretudo pela manutenção no escalão de Elite. Para a próxima época, aí sim, espero poder ser mais ambicioso e traçar objectivos mais concretos.

Leandro Lima
Associação Amigos da Montanha


Saudações orientistas.
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JOAQUIM MARGARIDO
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III OPEN DE ORIENTAÇÃO DOS AMIGOS DA MONTANHA: INÍCIO DO REGIONAL NORTE 'A ARRANHAR'


Com o III Open de Orientação Amigos da Montanha deu-se o pontapé de saída da Taça FPO Norte de Orientação Pedestre 2009/2010. Foi em S. Mamede, Viana do Castelo, com vitórias Joaquim Sousa e Andreia Silva, a dupla do Clube de Orientação do Centro.

'Minho' e 'verde' são palavras que se misturam e confundem, imagem de marca duma região rica e privilegiada do ponto de vista natural e paisagístico. Todavia, num mapa de Orientação, 'verde' é igualmente sinónimo de vegetação, tanto mais verde quanto mais cerrada. Foi assim no mapa de S. Mamede, sobranceiro ao vasto Atlântico, paredes-meias com o Monte de Santa Luzia e Viana do castelo, cidade saudável. Um mapa “rústico”, pouco versátil e que colocou certamente um monte de dores de cabeça ao Traçador de Percursos, condicionado nas suas opções pelo rápido crescimento dos verdes, precisamente. Um mapa onde foram traçadas as duas etapas de Distância Média, cujos percursos se revelaram desajustados para os escalões de Formação e para a captação de novos praticantes mas que, apesar de tudo, viriam a proporcionar um bom treino técnico para uma boa parte dos 161 atletas presentes.

Infere-se, pois, que nem tudo foi mau neste “reino do tojo”. A organização, a cargo da Associação Amigos da Montanha, fez jus à fama de bem receber, instalando a Arena no recinto envolvente da Capela de S. Mamede. Aproveitando as excelentes condições naturais do local e as estruturas de apoio já existentes, aí foram montados o Secretariado e o “Bar dos Amigos”, proporcionando um local de convívio extraordinariamente aprazível onde soube bem permanecer, conversar, rir, brincar, saciar estômagos e recuperar das canseiras da dupla jornada.

Vitórias de Joaquim Sousa e Andreia Silva

A etapa da manhã começou com um tempo a “fazer caretas”, mas excelente temperatura e boas condições para a prática da modalidade. Desde cedo se percebeu que a única coisa que não era realmente agradável era a vegetação, com muito mato rasteiro, tojo e silvas a dificultarem a progressão e a deixarem as pernas e braços dos menos prevenidos sulcadas de arranhões. Na prova principal, Albino Magalhães (GD4C) foi o mais rápido, gastando 57.05 para 4,9 km de prova. Atrás de si, a escassos 37 segundos, Joaquim Sousa (COC) mantinha intactas as suas aspirações numa vitória que se haveria de decidir à tarde. Aí, um deslize na progressão para o ponto 11, acabaria por se revelar fatal para as aspirações de Albino Magalhães, acabando por falar mais alto a experiência de Joaquim Sousa para uma vitória sempre motivadora.

Na prova de Seniores Femininos tudo foi diferente e Andreia Silva dominou a seu bel-prazer ambas as etapas. Paula Nóbrega (OriMarão) moveu uma interessante luta à jovem do COC, apesar de tudo insuficiente para lhe granjear melhor do que a segunda posição. No terceiro lugar, destaque para a promissora Isabel Meneses, agora com a camisola do GD4C. Individualmente, merecem ainda referência as sete vitórias do Grupo Desportivo 4 Caminhos em 22 escalões de competição, o equilíbrio verificado nos escalões de Veteranos I Masculinos e Seniores Femininos B - com vitórias de Rui Mora (GC Figueirense) e Ana Margarida Vaz (Portugal Telecom), respectivamente -, a diferença abismal de tempos entre vencedor e segundo classificado na grande maioria dos escalões e ainda o reaparecimento da ACARF - Associação Social Cultural Artística e Recreativa de Forjães, apresentando um aguerrido grupo de 12 jovens atletas, o que naturalmente se saúda com entusiasmo. Colectivamente a vitória coube ao Grupo Desportivo 4 Caminhos, com 1942,0 pontos, imediatamente seguido de AD Cabroelo e Ori-Estarreja, com 1530,1 pontos e 1319,4 pontos, respectivamente.



Resultados

Seniores Masculinos A
1º Joaquim Sousa (COC) 1.39.27

2º Albino Magalhães (GD4C) 1.42.15
3º Rui Ferreira (AD Cabroelo) 2.00.19
4º José Pereira (CP Armada) 2.00.23
5º Arnaldo Mendes (GC Figueirense) 2.03.54

Seniores Femininos A
1º Andreia Silva (COC) 1.52.34

2º Paula Nóbrega (OriMarão) 1.59.38
3º Isabel Meneses (GD4C) 2.19.46
4º Tânia Covas Costa (.COM) 2.28.26
5º Carla Saraiva (Ori-Estarreja) 3.10.11

Vencedores nos restantes escalões


Infantis – Daniel Viana (ACARF) e Ana Macedo (GD4C);
Iniciados – Tiago Costa (AD Cabroelo) e Joana Fernandes (.COM);
Juvenis – Marcelo Aguiar (Ori-Estarreja) e Catarina Dias (GD4C);
Juniores – Hélder Marcolino (GD4C) e Joana Costa (GD4C);
Jovens M B – Fábio Silva (GD4C);
Seniores B – Marcelo Moreira (AD Cabroelo) e Ana Margarida Vaz (Portugal Telecom);
Veteranos I – Rui Mora (GC Figueirense) e Helena Sousa (Ori-Marão);
Veteranos II – Albano João (COC) e Margarida Rocha (GD4C);
Veteranos III – Fernando André (TST) e Beatriz Leite (GD4C);
Veteranos M B – José Miguel Sá (Montepio Geral).
OPT 1 – Ismael Rodrigues (TST);
OPT 2 – Hélder + Liliana Rocha (Individual);
OPT 3 – Ruben + Inês + Rita (ACARF);
OPT 4 – Rafael Lima (OriMarão).

Resultados completos em
http://oriamigosdamontanha.no.sapo.pt/resultados.html.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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domingo, 20 de setembro de 2009

42º CISM - CAMPEONATO MUNDIAL MILITAR DE ORIENTAÇÃO PEDESTRE: ESTAFETAS ENCERRAM COMPETIÇÃO


Com vitórias da Suiça e da Letónia, chegou ao fim em Võru (Estónia) o 42º CISM – Campeonato Mundial Militar de Orientação Pedestre. Os portugueses tiveram desempenho meritório numa jornada histórica que fica assinalada pela nossa primeira participação na Estafeta feminina no certame.

A prova de Estafeta colocou um ponto final no 42º CISM – Campeonato Mundial Militar de Orientação Pedestre que, ao longo de toda a semana, se disputou em Võru, no Sul da Estónia. Portugal terminou a prova masculina no 30º lugar entre 46 participantes, fazendo um tempo de 3.03.34. Foi uma prova feita de trás para a frente, numa lograda recuperação da enorme desvantagem inicial graças ao desempenho menos conseguido de Jorge Correia. Alexandre Reis e Armando Sousa Santos superaram-se, recuperando largos minutos para os adversários directos, subindo sete lugares na classificação e acabando mesmo por ultrapassar a equipa espanhola praticamente sobre a meta. O Brasil confirmou a excelente prestação nestes Campeonatos, colocando as suas duas equipas à frente de portugueses e espanhóis, nos 23º e 29º lugares.

A Suiça e Daniel Hubmann voltaram a fazer história, confirmando uma enorme supremacia nestes Campeonatos. Numa prova onde, curiosamente, até foi a Lituânia a começar melhor – pertenceu a Vilius Aleliunas o melhor tempo do primeiro percurso -, a Suiça pareceu ter sempre a corrida controlada, com Fabian Hertner, Matthias Merz e Daniel Hubmann a registarem no final o tempo de 1.55.53 e a levarem o ouro para casa. Anteriores Campeões do Mundo, os russos venderam cara a derrota. Leonid Novikov teve um mau começo, atirando a Rússia para a 7ª posição, apesar de não muito distante da Suiça. A Valentin Novikov e Dmitry Tsvetkov colocava-se agora a ingrata tarefa de recuperar a desvantagem de 2.11 e o certo é que quase o iam conseguindo. Valentin Novikov esteve melhor que Matthias Merz e Dmitry Tsvetkov também se superiorizou a Daniel Hubmann, mas o tempo recuperado acabou por ser insuficiente, concluindo os russos a escassos 9 segundos dos suíços. Bem mais distante, com o tempo de 1.59.21, a Finlândia concluiu no terceiro lugar.

Estafeta portuguesa faz história

Grande volte-face na Estafeta feminina portuguesa. Mercê duma rápida melhoria, associada a uma vontade inabalável de participar na competição, Lídia Magalhães fez-se apresentar à partida para a última manga da prova. Apesar de as nossas atletas terem acusado a pressão de uma participação deste género, com um nível competitivo elevado e nunca antes experimentado, concluíram num excelente 12º lugar entre 15 países. Ana Magina esteve menos bem no primeiro percurso, o qual concluiu com o tempo de 1.20.16 (pior só mesmo a Turquia, a Irlanda e a Holanda). Com 1.16.04, Suati Almeida entregou o testemunho a Lídia Magalhães para um último percurso feito de orgulho e amor próprio, naquela que acabou por ser uma estreia portuguesa nesta prova em Mundiais Militares de Orientação Pedestre. Naturalmente debilitada, a grande atleta portuguesa fez a sua prova em 1.30.04, assegurando o 12º lugar final para as nossas cores com um tempo de 4.07.02.

A vitória coube à Letónia com 1.56.49, após apertado duelo com as vizinhas bálticas sa Lituânia e da Estónia. Começou melhor a Lituânia, com Ieva Sargautyte a ser a mais rápida no primeiro percurso, logo seguida de Kristine Kokina da Letónia e de Natalia Kuntsevich da Bielorússia. O segundo percurso teve em Merike Vanjuk a atleta mais rápida, fazendo ascender a Estónia à terceira posição, enquanto Una Arama lançava a Letónia para o primeiro lugar, escassos 8 segundos à frente da vizinha Lituânia. Com tudo em aberto para o decisivo percurso, foi a vez de Aija Skrastina mostrar uma vez mais todo o seu valor, dando à Letónia um grande triunfo em 1.56.49 e alcançando a sua segunda medalha de ouro na competição. A Lituânia ocupou a posição imediata, a escassos 46 segundos da vencedora e a equipa da casa acabou na terceira posição, com mais 9 minutos exactos que a Letónia. A Rússia, anterior Campeã do Mundo, constituiu a grande decepção ao não ir além do 4º lugar com o tempo de 2.07.35. Quanto ao Brasil, alinhando com Mirian Ferraz Pasturiza, Ana Rachel Malerba Lemes e Juliane Mendonça concluiu na 9ª posição, ao passo que a Espanha (Mari Y Marin Maria Angeles, Marinas Roja Monserrat e Magdalena Blanco Cantero) se quedou um lugar atrás.



Resultados

Masculinos
1º Suiça-1 (Fabian Hertner, Matthias Merz, Daniel Hubmann) 1.55.53

2º Rússia-1 (Leonid Novikov, Valentin Novikov, Dmitry Tsvetkov) 1.56.02
3º Finlândia-1 (Olli-Markus Taivanen, Jarkko Huovila, Tero Föhr) 1.59.21
4º Suiça-2 (Matthias Mueller, Marc Lauenstein, Baptiste Rollier) 2.00.01
5º Lituânia-1 (Vilius Aleliunas, Darius Sadeckas, Simonas Krepsta) 2.01.36
6º Letónia-1 (Janis Krumins, Martins Sirmais, Edgars Bertuks) 2.02.00
7º Polónia-1 (Wojciech Dwojak, Robert Banach, Wojciech Kowalski) 2.04.14
8º Rússia-2 (Maksim Davidov, Roman Efimov, Andrey Hkramov) 2.04.19
9º Noruega-1 (Jon Pedersen, Anders Arnesen Tiltnes, Lars Skjeset) 2.05.18
10º Bielorússia-1 (Dmitry Mironov, Siarhei Rizhkov, Dmitry Mihalkin) 2.05.22
(…)
23º Brasil-2 (Juscelino Alencar Karnikowski, Vanderlei Bortoli, Leandro Pasturiza) 2.34.11
29º Brasil-1 (Cleber Baratto Vidal, Odacir Fernandes, Ironir Alberto Ev) 3.01.23
30º Portugal-1 (Jorge Correia, Alexandre Reis, Armando Sousa Santos) 3.03.34
31º Espanha-1 (Santiago Jimenez Molina, Miguel Rodriguez Macias, Angel Rojas Aviles) 3.03.47
36º Espanha-2 (Israel Garrido de la Torre, Angel Alvarez Serto, Alfredo Micol Gallego) 3.40.29

Femininos
1º Letónia (Kristina Kokina, Uma Arama, Aija Skrastina) 1.56.49

2º Lituânia (Ieva Sargautyte, Indre Valaite, Sandra Pauzaite) 1.57.35
3º Estónia (Kirti Rebane, Merike Vanjuk, Annika Rihma) 2.05.49
4º Rússia (Galina Vinogradova, Evgenia Riapalova, Julia Novikova) 2.07.35
5º Finlândia (Riikka Timperi, Sari Suomalainen, Marika Teini) 2.07.51
6º Bielorússia (Natalia Kuntsevich, Aleksandra Kandratjeva, Tatsiana Poljakova) 2.14.47
7º França (Fátima Attalah, Nadine Prevost-Pereira, Sophie Temporelli) 2.52.20
8º Suécia (Stina Granefelt, Helena Westling, Sofie Karlsson) 3.00.19
9º Brasil (Mirian Ferraz Pasturiza, Ana Rachel Malerba Lemes, Juliane Mendonça) 3.11.04
10º Espanha (Mari Y Marin Maria Angeles, Marinas Roja Monserrat, Magdalena Blanco Cantero) 3.26.22
(…)
12º Portugal (Ana Magina, Suati Almeida, Lídia Magalhães) 4.07.02

Renovando os agradecimentos a Alexandre Reis pela sua disponibilidade na recolha e envio de informação e depoimentos, o Orientovar estima um excelente regresso da comitiva portuguesa ao nosso país. Saiba mais em
http://www.mil.ee/orienteering/.

[Fotos extraídas da página oficial da prova em
http://www.mil.ee/orienteering/?q=node/84]

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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sexta-feira, 18 de setembro de 2009

42º CISM - CAMPEONATO MUNDIAL MILITAR DE ORIENTAÇÃO PEDESTRE: DANIEL HUBMANN, O HERÓI DESTA 'GUERRA'


O suiço Daniel Hubmann arrebatou a segunda medalha de ouro neste 42º CISM – Campeonato Mundial Militar de Orientação Pedestre, ao vencer a prova de Distância Média na manhã de hoje. No sector feminino, a vencedora foi a letã Aija Skrastina.

Daniel Hubmann repetiu um triunfo no 42º Campeonato Mundial Militar de Orientação Pedestre que decorre em Võru, no sul da Estónia. O número 1 do ‘ranking’ mundial foi o mais rápido entre os 162 atletas em prova, gastando 27.30 para 5,4 km de prova. Hubmann destronou o russo Valentin Novikov, vencedor em Alytus (Lituânia), batendo-o pela escassa margem de 5 segundos. Nas terceira e quarta posições classificaram-se Fabian Hertner e Matthias Merz, confirmando o domínio suíço no sector masculino. Irá a Suiça manter a supremacia e, vencendo a Estafeta que amanhã encerra os Campeonatos, confirmar o resultado do WOC Miskolc 2009, arrebatar o ceptro à Rússia e possibilitar o “tri” dourado de Daniel Hubmann? Muito coisa está em jogo, como se percebe, e a luta vai ser seguramente renhida.

No sector feminino, a russa Julia Novikova não seguiu as pisadas de Hubmann e quedou-se pela segunda posição com o tempo de 31.28. Aija Skrastina foi a grande vencedora, gastando menos 34 segundos do que a russa para um percursos de 4,4 km. Skrastina, que na prova de Distância Longa tinha feito ‘mp’, sucede à multi-campeã russa, Tatiana Ryabkina. Na terceira posição classificou-se ainda outra russa, Galina Vinogradova, com mais
1.04 que a vencedora. À semelhança do que acontecera na prova de Distância Longa, a equipa da casa ficou à margem do pódio, com Annika Rihma a ocupar a 5ª posição.
Participaram nesta prova 55 atletas.

Contas da casa

Quanto aos nossos atletas, a sua prestação foi de uma maneira geral melhor do que anteontem, apesar do maior grau de dificuldade do percurso. Alexandre Reis, a abrir a segunda metade da tabela, foi o nosso atleta melhor posicionado (82º lugar). No que às senhoras diz respeito, Ana Magina foi de novo a melhor atleta portuguesa, concluindo na 36ª posição. Portugal fechou as duas provas individuais (Distância Longa e Distância Média) no 18º lugar colectivo entre 25 selecções, no que ao sector masculino diz respeito. No mesmo sector, imediatamente atrás de nós classificou-se a Espanha. Bem melhor esteve o Brasil, concluindo na 14ª posição e hoje a colocar três atletas na primeira metade da tabela, com Leandro Pereira Pasturiza a alcançar um brilhante 48º lugar. No sector feminino, a Rússia levou a melhor sobre a Lituânia por escassos 17 segundos, enquanto o Brasil alcançou o 8º lugar entre 11 países classificados.


Amanhã disputa-se a prova de Estafetas e Portugal competirá apenas com uma equipa masculina e fará alinhar, na equipa feminina, as duas primeiras atletas, ficando para a ultima manga Lídia Magalhães que devido a lesão, não partirá.



No uso da palavra

O ponto positivo é que me sinto muito feliz, primeiro por participar de um Campeonato onde estão os melhores do mundo, e segundo porque já consigo navegar num ritmo muito bom em um terreno totalmente diferente do que estou acostumado no Brasil. O ponto negativo é que cometi erros nos dois percursos, na Distância Média pela pressão psicológica inicial que me levou a errar o ponto 1, após isso consegui me concentrar e realizei um bom percurso; na Longa, por conta do cansaço, cometi erros graves. No geral estou contente com meu resultado e ciente de que preciso de mais treino em terrenos europeus para melhor adaptação. Neste Campeonato os terrenos e os mapas são excelentes, com um grau de dificuldade considerável, principalmente a prova de Distância Média. A organização do evento óptima, parabéns aos organizadores.
Sarg. Leandro Pasturiza - Brasil


Para um primeiro Mundial, até não correu mal ! A prova de Distância Longa foi uma desilusão para mim porque ao cometer um erro do ponto 2 para o 3, precisamente na pernada longa, hipotequei a possibilidade de entrar na primeira metade da tabela (objectivo que coloquei a mim próprio). No dia de hoje, a prova de Distância Média já correu dentro do que eu acho serem as minhas reais capacidades. Navegar sempre dentro de floresta muito densa, pouco relevo, terreno muito sujo que dificulta em muito a progressão e andar em 90% do percurso sem ver um único atleta, deu para ganhar confiança e fazer um percurso com poucos e pequenos erros, que em pouco dilatou o meu tempo final. Em resumo, as minhas grandes dificuldades foram a falta de adaptação ao tipo de terreno, aos critérios do cartografo e ao ritmo de competição que é muito superior ao praticado em Portugal e no qual inconscientemente entramos, levando-nos a cometer mais erros. Também deu para comprovar a minha teoria de que a Orientação e o percurso se faz entre pontos e não em encontrar balizas! Por ultimo, em relação às famosas colas (!), se os melhores do Mundo convivem com elas constantemente e não se pronunciam, não percebo porque se fala tanto nisso em Portugal. Ou seja, faz parte da Orientação!!!
1º Sarg. Alberto Branco - Marinha

A bússola tremeu, não da velocidade mas dos poucos e significativos desvios da linha púrpura. A cabeça não bateu em nenhum pinheiro mas deu algumas cabeçadas em alguns dos pontos de controlo do papel plastificado e colorido. Os códigos não foram todos confirmados, mas o fantasma da desclassificação ficou a léguas da navegação segura e (quase) sempre presente. Na Longa, a distância do percurso extravasou o esforço láctico dos membros inferiores e na Média, quiçá para não bater com a cabeça num pinheiro, fiz um percurso maior para o sétimo ponto, mas não o suficiente para pagar os cafés à noite :). A missão está a ser cumprida dentro do lema dos jogos do campeonato.
Cap. Tiago Lourenço Lopes - GNR


Resultados

Masculinos
1º Daniel Hubmann (Suíça) 27.30

2º Valentin Novikov (Rússia) 27.35
3º Fabian Hertner (Suiça) 27.56
4º Matthias Merz (Suíça) 28.18
5º Edgars Bertuks (Letónia) 28.23
6º Leonid Novikov (Rússia) 28.38
7º Janis Krumins (Letónia) 28.55
8º Dmitry Tsvetkov (Rússia) 29.02
9º Tero Föhr (Finlândia) 29.10
10º Baptiste Rollier (Suiça) 29.23
(…)
48º Leandro Pasturiza (Brasil) 34.23
78º Cleber Baratto Vidal (Brasil) 41.23
79º Miguel Rodriguez Macias (Espanha) 41.37
80º Juscelino Alencar Karnikowski (Brasil) 41.59
82º Alexandre Reis (Portugal) 42.31
90º Angel Rojas Aviles (Espanha) 44.16
98º Odacir Fernandes (Brasil) 46.33
100º Ironir Alberto Ev (Brasil) 47.08
101º Alberto Branco (Portugal) 47.17
105º Jorge Correia (Portugal) 48.09

109º Santiago Jimenez Molina (Espanha) 49.55
114º Tiago Lourenço Lopes (Portugal) 53.09
115º Armando Santos Sousa (Portugal) 53.39
121º Vanderlei Bortoli (Brasil) 56.29
129º Cezar Augusto Fioravanti dos Santos (Brasil) 59.20
130º Remigio Rodriguez Enrique (Espanha) 1.00.02
131º Angel Alvarez Serto (Espanha) 1.00.24
141º Alfredo Micol Gallego (Espanha) 1.09.17
146º Israel Garrido de la Torre (Espanha) 1.15.16

Femininos
1º Aija Skrastina (Letónia) 30.54

2º Julia Novikova (Rússia) 31.28
3º Galina Vinogradova (Rússia) 31.58
4º Ieva Sargautyte (Lituânia) 32.19
5º Annika Rihma (Estónia) 32.49
6º Una Arama (Letónia) 33.12
7º Marika Teini (Finlândia) 33.37
8º Kirti Rebane (Estónia) 34.29
9º Sari Suomalainen (Finlândia) 35.03
9º Indre Valaite (Lituânia) 35.03
(…)
29º Ana Rachel Lemes (Brasil) 46.32
36º Ana Magina (Portugal) 53.10
38º Mirian Ferraz Pasturiza (Brasil) 59.51
40º Marinas Roja Monserrat (Espanha) 1.04.46
48º Suati Almeida (Portugal) 1.18.02
49º Magdalena Blanco Cantero (Espanha) 1.19.38
50º Juliane Mendonça (Brasil) 1.22.08

Renovamos os agradecimentos a Alexandre Reis pela sua disponibilidade na recolha e envio de informação e depoimentos. Saiba mais em
http://www.mil.ee/orienteering/.

[Fotos extraídas da página oficial da prova em
http://www.mil.ee/orienteering/?q=node/81]

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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VENHA CONHECER... MÁRIO DUARTE


Chamo-me… MÁRIO Manuel Paulo DUARTE
Nasci no dia… 22 de Dezembro de 1962, em Lisboa
Vivo em… Lisboa
A minha profissão é… Militar da GNR
O meu clube… ADFA – Associação dos Deficientes das Forças Armadas
Pratico Orientação desde… 1988

Na Orientação…

A Orientação é… um desafio!
Para praticá-la basta… ter vontade!
A dificuldade maior… reencontrar-me quando estou perdido!
A minha estreia foi em… Monsanto!
A maior alegria… o primeiro título Ibérico que conquistei!
A tremenda desilusão… uma desclassificação num Nacional de Sprint, há uns anos atrás!
Um grande receio… as lesões!
O meu clube… é a família!
Competir é… um desafio!
A minha maior ambição… continuar a ter saúde!

… como na Vida!

Dizem que sou… muito teimoso!
O meu grande defeito é… teimosia!
A minha maior virtude… amigo do amigo!
Como vejo o mundo… está mal!
O grande problema social… a fome!
Um sonho… acabar com a fome!
Um pesadelo… adoecer!
Um livro… “Papillon”!
Um filme… “A Cor Púrpura”!
Na ilha deserta não dispensava… a família!

Na próxima semana venha conhecer Leonilde Domingos.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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