quarta-feira, 22 de julho de 2009

DUAS OU TRÊS COISAS QUE EU SEI DELA...


1. À semelhança dos últimos anos, Jorge Baltazar regressa com a organização da 6ª edição do passeio de BTT em autonomia. Este ano será de 6 a 9 de Agosto e a proposta é voltar às Aldeias de Xisto, realizando um percurso ao longo daquelas que ficaram de fora no ano passado. Tomar, a cidade dos Templários, é o local de partida e chegada e a quilometragem diária é razoável, rondando os 75 km. Jorge Baltazar garante que “o andamento é acessível, o convívio é garantido, a gastronomia é a melhor que a região oferece e a dormida é onde calhar e com o conforto que cada um conseguir carregar :).” Mais informações sobre esta aventura em http://passeiosbttdojorge.blogspot.com/.

2. Chegou ao fim o III Troféu Ori-Alentejo e a Filipa Neves acaba de nos facultar os ‘rankings’ finais. Carlos Coelho (CPOC) foi o vencedor em Difícil Masculino, seguido do seu colega de equipa Vítor Rodrigues e de paulo Franco (COC). Em Difícil Feminino, Lena Coradinho, Ana Coradinho e Inês Pinto, todas do GafanhOri, ocuparam por esta ordem as três primeiras posições. No escalão Médio, Sérgio Mónica (CIMO) e Rita Rodrigues (GafanhOri) enquanto no escalão Fácil os vencedores foram Luís Tomé e Joana Palhinha, ambos do GafanhOri. As 24 páginas do Documento Completo podem ser consultadas AQUI.

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3. É chegado o momento do Orientovar ir de férias. Estendendo-se de 19 de Agosto de 2008 até ao dia de hoje, aqui publiquei 639 artigos que marcam a temporada orientística que agora finda. Dos momentos mais intensamente vividos ao longo deste período destaco todas as participações internacionais – e em particular essa campanha dos Mundiais ISF Madrid 2009 -, o acompanhamento directo do 10º OriJovem (Ovar), o NAOM de Alter do Chão com a publicação do livro “Crónicas Norte Alentejano O’Meeting 2007 2008” e, naturalmente, toda a dinâmica criada em torno desse fantástico Dia Nacional da Orientação. A todos quantos directa ou indirectamente colaboraram com este espaço, aqui deixo uma nota de sincero apreço e agradecimento. Termino reforçando a ideia de que o Orientovar é de todos e para todos e prometo estar de regresso no dia 7 de Agosto, mesmo a tempo de não perdermos pitada dos Mundiais de Orientação em BTT, que se iniciam em Israel dois dias depois. Boas férias!

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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terça-feira, 21 de julho de 2009

TEMPORADA 2008/2009: A ANÁLISE ESTATÍSTICA DE LUÍS SANTOS


Chegada ao fim, a época 2008-2009 volta a ser alvo da análise estatística de Luís Santos. Tratada em detalhe, a frieza dos números revela alguns dados curiosos, merecedores de reflexão e definitivamente na Ordem do Dia.


1. A nível de Taça de Portugal de Orientação Pedestre os números foram positivos, embora grandemente impulsionados pelo POM 2009 (bastava que o POM tivesse repetido os números de 2008 para ter havido descida no número médio de participantes). Há, no entanto, outros sinais positivos da época 2008/2009 como o número mínimo de participantes numa época a atingir números parecidos com os de há duas épocas atrás (498 contra os 524 de 2006/2007).

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2. No número de atletas nos ‘rankings’ é que as coisas se complicam. Apesar de termos perdido apenas uma pessoa no número total em relação a 2007/2008 esta é a terceira descida consecutiva desde os 914 de 2005/2006, passando sucessivamente a 899, 860 e 859 nesta época. E se compararmos a época actual com essa, poderemos observar que os jovens sobem significativamente (214 para 243) e as perdas estão praticamente concentradas nos seniores (332 para 269).

3. Na Orientação em BTT as coisas estão bem piores, como aliás já suspeitávamos. O número médio de participantes por prova voltou a descer significativamente (330 para 281) e pior ainda foi a drástica redução da prova mais participada da época. Foi a primeira vez desde 2004 que não conseguimos passar os 400 participantes (máximo de 336 em Ourém).

4. No número de atletas nos ‘rankings’ da Orientação em BTT as coisas estão ainda pior. A descida de 19% da época anterior fora dramática mas esta época voltámos a descer 8%. Os 320 atletas federados de 2008/2009 estão já a anos-luz dos 427 de 2006/2007 e perto dos 301 de 2004/2005.

5. Para terminar destaco os quatro totalistas de 2008/2009 em todas as provas da Taça de Portugal de Orientação em BTT e de Orientação Pedestre: Eduardo Oliveira (ATV), Tiago Fernandes (CPOC), Luís Sousa (Clube TAP) e Crispim Júnior (ADFA). A Direcção da Federação Portuguesa de Orientação tem dois desses quatro totalistas pelo que me permitem certamente endereçar os parabéns ao Tiago Fernandes e ao Eduardo Oliveira, pois na minha opinião é um feito tão importante como ganhar um escalão. E um sinal de envolvimento e atenção da actual Direcção aos fenómenos da modalidade.

[texto de Luís Santos]

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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O-RINGEN SMÅLAND 2009: ESTÁ AÍ O MAIOR EVENTO DE ORIENTAÇÃO DO MUNDO


Decorre em Eksjö, no Sul da Suécia, e prolonga-se até ao próximo dia 24 o O-Ringen Småland 2009, o maior evento de Orientação Pedestre de Mundo.

Pelo quadragésimo quinto ano consecutivo, a Suécia transforma-se nesta altura do ano na Meca da Orientação para atletas do Mundo inteiro, em busca das emoções que só um evento desta dimensão pode proporcionar. O O-Ringen Småland 2009 decorre em Eksjö e reúne um número de atletas a rondar os 13.500, de cerca de 50 países (muito longe, apesar de tudo, dos 24.375 participantes em 2008 e que constituem um ‘record’ absoluto).

Com três etapas decorridas – e o grosso das atenções reservado para a prova WRE do último dia – a sueca Helena Jansson recolhe nota máxima ao vencer as três etapas disputadas até ao momento. A diferença para a segunda classificada, contudo, é curta. Jansson tem um total de 2.20.00 contra os 2.21.33 de… Simone Niggli-Luder, a grande atleta suiça e que já por três vezes venceu a competição (2002, 2006 e 2007). No sector masculino, o sueco William Lind venceu a primeira etapa de Distância Longa, outro sueco Martin Johansson venceu a segunda etapa também de Distância Longa e já hoje o norueguês Emil Wingstedt levou de vencida a prova de Sprint. Na liderança está neste momento Martin Johansson, com um pouco mais de quatro minutos de vantagem sobre o sueco Marcus Millegård e Emil Wingstedt, respectivamente segundo e terceiro classificados.

No O-Ringen também se fala português

No que aos atletas portugueses diz respeito, são dezasseis em prova, representando sete clubes (incluímos nesta lista Norman Jones, britânico de nascimento e português ‘por adopção’). Mariana Moreira, Joana Costa e Isabel Sá competem no escalão de D18E, em representação da turma sueca do OK Löftan. No final da terceira etapa, Mariana Moreira é a melhor classificada, ocupando o 98º lugar com um tempo total de 3.30.23. Joana Costa e Isabel Sá ocupam as 102ª e 118ª posições com os tempos de, respectivamente, 3.33.58 e 3.43.32.

Quanto aos restantes atletas, começando pelas senhoras, Cristina Santos (AA Mafra) ocupa a melhor posição entre todos os portugueses em prova, sendo 35ª classificada no escalão D35. Margarida Rocha (GD4C) é a 58ª classificada em D50K e Sónia Cristina (AA Mafra) a 107ª classificada em D21. Nos escalões abertos OPEN4, Vanessa Jorge (CPOC) ocupa a 119ª posição. Quanto ao sector masculino, Manuel Dias e Norman Jones, ambos em representação do auto-proclamado Lisboa OK, são os nossos melhores atletas, respectivamente nos 75º e 99º lugares do escalão H55. Carlos Garcia e António Pina, ambos do AA Mafra, competem em H40 onde ocupam as 141ª e 144ª posições, respectivamente. Também em H40, Tiago Fernandes (CPOC) é o 154º classificado. Em H45K, Fernando Costa (GD4C) ocupa o 160º lugar, enquanto José Pires (CAOS) é o 170º classificado no escalão de H50. Finalmente, Dionísio Estróia (CP EPAL) e António Ferreira (CPOC) estão em prova, embora fora da classificação geral por terem “falhado” a segunda etapa.

Uma última chamada de atenção para os três atletas brasileiros em prova e ainda para Lorena Gisela Kleinmann, a atleta argentina que tem em anteriores ocasiões colaborado como o Orientovar. Ronaldo Almeida compete no escalão H21E, foi desqualificado na primeira etapa e nas duas etapas seguintes teve uma prestação modesta ocupando a última posição em ambos os casos. Competindo em D21L, Lislaine Link ocupa a 67ª posição enquanto António Alves de Campos Filho é o 82º classificado no escalão H55K. Quanto a Lorena Kleinmann, ocupa o 112º lugar em D40K.

Saiba tudo em
http://www.oringen.se/.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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segunda-feira, 20 de julho de 2009

I TROFÉU ARMÉNIO FELISMINO: FALA QUEM SABE!


No rescaldo do I Troféu Arménio Felismino, realizado no passado dia 18 de Julho, têm a palavra três dos seus protagonistas. Ouçamos as opiniões de Nuno Rebelo, Paulo Franco e André Eusébio acerca dum evento que colheu um forte aplauso de todos os participantes.


O mapa da nocturna foi excelente para uma prova de Sprint, estava bem traçado e deu-me muito gozo em fazer a prova. Este mapa é bom para ser utilizado em novas provas. Em relação ao “Encordado” foi uma prova bastante interessante e mostra o outro lado da Orientação, a exacta posição dos pontos.

Parabéns ao Hugo Borda d’Água e a toda a equipa do COAC que bem merecem por estarem a desenvolver a Orientação numa zona muito bonita.

Nuno Rebelo



Dado que começo agora a preparar a próxima época, a minha participação na última etapa do OriAlentejo teve um cariz completamente desprovido de competição. A ideia seria retomar o contacto com o mapa e como sempre, divertir-me um pouco. A etapa do Encordoado estava bastante interessante com vários pormenores de relevo e muito desnível (285 metros em 700metros!). Procurei fazer o percurso memorizando os pontos e só depois no final apontar... falhei um ponto! :)

O churrasco da tarde foi espectacular. Num ambiente praticamente familiar, a Organização assistiu de comer aos presentes, de forma bastante afável e bem disposta como é seu apanágio.

Na etapa nocturna, confesso que fui agradavelmente surpreendido com um percurso muito bem traçado. Bons desafios e algumas ratoeiras. Pena que esta etapa de Sprint decorra já fora da época de muitos dos apaixonados por esta disciplina. Estou certo que também estes sairiam satisfeitos de Coruche.

Em suma, seguramente que foi um meio dia muito bem conseguido, está mais uma vez de Parabéns o COAC e a autarquia de Coruche.

Paulo Franco



Em relação à prova do Encordado, desconhecia completamente este método de treino, tanto que eu pensava que não tinha nada a ver com Orientação, mas sim tratar-se duma actividade característica da região inserida na Semana da Juventude de Coruche! Mas por ser tão desconhecido é que se tornou num novo desafio e num método de treino muito útil, porque além do terreno ser exigente a nível físico, era necessário navegar com precisão num mapa com curvas de nível e áreas abertas, para poder anotar o local exacto de cada ponto de controlo. Um treino a repetir, concerteza!

Em relação à prova Urbana, posso afirmar com toda a certeza que foi a melhor prova Urbana que fiz esta época, ultrapassando Toledo e Santarém (Campeonato Nacional de Sprint)! Passo a explicar porquê: Uma distância média numa prova urbana exige uma adequada gestão do esforço físico, ainda por cima com algum desnível (30 metros) que era às vezes efectuado só numa pernada - desafio físico. O local de cada ponto e o traçado do percurso estavam muito desafiantes! Além do Traçador de Percursos usar toda a área do mapa, existiam pernadas longas e pernadas bem curtas, existiam "loops" a apelar a uma atenção redobrada, algumas opções não muito triviais que viriam a influenciar muito o tempo final de prova - desafio técnico. A cereja no topo do bolo, é que era uma prova Urbana NOCTURNA!

André Eusébio

[foto gentilmente cedida por Hugo Borda d’Água]

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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I TROFÉU ARMÉNIO FELISMINO: O REGRESSO DA ORIENTAÇÃO ÀS MARGENS DO SORRAIA


Culminando um ano de intensa actividade, o COAC pôs um ponto final no III Troféu Ori-Alentejo. Foi na tarde-noite do passado sábado, em Coruche, rendendo homenagem ao Homem e Atleta, Arménio Felismino.

Coruche, um concelho onde sobressai a vasta lezíria do Rio Sorraia e uma zona florestal constituída principalmente por montado de sobro que torna esta localidade na Capital Mundial da Cortiça. Foi aqui que teve lugar no passado sábado o I Troféu Arménio Felismino. Organizado pelo COAC, o evento contou com uma actividade de Encordado durante a tarde, na Herdade dos Concelhos, e uma etapa Urbana Nocturna na bonita vila de Coruche.
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A harmonia perfeita entre desporto, sol e floresta patentes neste fim-de-semana de Julho em Coruche são bem representadas pela citação de Almeida Garrett nas suas "Viagens na Minha Terra": "Bela e vasta planície! Desafogada dos raios de sol, como ela se desenha aí no horizonte tão suavemente! Que delicioso aroma selvagem exalam estas plantas, acres e tenazes de vida, que a cobrem e que resistem verdes e viçosas a um sol português de Julho!".

Encordado, um desafio a repetir muitas vezes

Durante a quente tarde de Sábado, o mapa da Herdade dos Concelhos recebeu uma etapa de Encordado, na qual os pontos estão colocados ao longo de um cordel e o atleta possui um mapa do local, devendo marcar no mesmo a localização exacta dos pontos. Dividida em dois escalões - Fácil e Difícil -, esta prova teve no escalão Difícil o seu foco principal, numa zona do mapa bastante técnica, com imensos detalhes de relevo e onde os 285 metros de desnível ao longo dos 700 metros de percurso revelam bem o autêntico sobre e desce verificado neste escalão. Este é de facto um tipo de actividade a repetir muitas vezes, visto exigir dos participantes uma extrema leitura do mapa e a realização do processo inverso ao que normalmente são desafiados nas provas, isto é, cabe ao atleta colocar a localização dos pontos no mapa.

No final foi efectuada uma classificação baseada no número de pontos assinalados correctamente, sendo o tempo de execução de prova usado para desampatar em caso de igualdade no número de erros. O vencedor no escalão Dificíl foi Nuno Rebelo (Ori-Estarreja) sem qualquer erro na execução da prova, seguido de Paulo Franco (COC) com um "ligeiro" erro. No entanto há a destacar a fantástica prestação de Paulo Franco que realizou a prova sem assinalar nenhum dos 13 pontos ao longo do percurso, memorizando-os e apenas assinalando no final. No escalão Fácil, onde o percurso era bastante acessível, com os 9 pontos colocados em elementos como árvores, estradas e vedações, a participação foi em número escasso, cabendo a vitória ao par Ilidio e Duarte Mendes (Caminheiros da Portela). No futuro, talvez, com uma forma de classificação em que a cada erro corresponda uma penalização de um determinado intervalo de tempo, esta será certamente uma actividade a repetir em Coruche e pelo País.
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A Nocturna, um bonito espectáculo na vila de Coruche

Na sua terceira edição, o Troféu OriAlentejo terminou desta vez na vila de Coruche. A Arena da prova localizou-se no magnifico parque do Sorraia, possuindo o rio com igual designação como pano de fundo, um ponto de espectadores, speaker e uma enorme multidão que se encontrava no parque e assistia à passagem dos atletas. O mapa da vila de Coruche que esteve na base do desafio imposto aos atletas, caracteriza-se pela existência de zonas com bastantes ruas que obrigam à máxima concentração dos atletas, algumas áreas de jardim e várias subidas que trazem ao de cima o potencial físico dos participantes. Um aspecto bastante positivo a reter, foi a adesão de um número considerável de habitantes locais à prova, mostrando que a Orientação cria cada vez mais raízes em Coruche.

No escalão Difícil, Paulo Franco (COC) foi “rei e senhor” não dando qualquer hipótese aos seus adversários, vencendo com um tempo de 31.23. Ao longo dos 5 km deste escalão, no qual se verificava a existência de loops ao contrário dos restantes, André Eusébio (CPOC) foi o 2º classificado e Virgolino Coelho (COAC) fechou o pódio.Em Difícil Feminino a vitória foi discutida ao segundo entre as duas atletas do COAC inscritas, vencendo Patricia Arromba com uns escassos 26 segundos de vantagem sobre Filipa Neves. Em Médio Masculino a luta esteve ao rubro, vencendo Nuno Rebelo (Ori-Estarreja) que relegou para a segunda posição Ruben Coutinho (COAC). No mesmo escalão mas na vertente feminina, a grande favorita à partida, Ana Salgado (Gafanhori) não deixou os seus créditos por mãos alheias, alcançando o lugar mais alto do pódio. Em Fácil Feminino venceu Anete Bauere (OK KO) e em Fácil Masculino o vencedor foi Olavo Lopes (COAC). Finalmente, no escalão de Iniciação, o jovem atleta do COAC Gabriel Brasileiro, foi o vencedor desta prova por terras Ribatejanas.

Dedicatória

De entre os participantes, salienta-se a participação de 9 atletas vindos da Letónia, do clube OK KO, que após a passagem por Portugal aquando do WMOC '08, decidiram agora voltar de férias ao nosso país, aproveitando para praticar Orientação em Coruche. Este foi sem sombra de dúvidas um evento que permitiu terminar em alta o III Troféu OriAlentejo, prestou uma excelente homenagem a um grande atleta de Coruche que foi Arménio Feslismino e contribuiu para o sucesso da Semana da Juventude de Coruche 2009, onde também se inseria o evento.

O COAC agradece a todos quantos se deslocaram a Coruche, à Câmara Municipal de Coruche pelo apoio na realização da prova mas dedica o balanço bastante positivo do evento a uma grande amigo que é, apesar de ausente, o Arménio Felismino.

Saiba tudo em
http://www.coaclub.com/trofeuarmenio09.

[Texto e fotos de Hugo Borda d’Água]

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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NO RESCALDO DO II .COM 'O' SPRINT: O BALANÇO DE ANA MARGARIDA GUIMARÃES


No rescaldo do II .COM ‘O’ Sprint, imediatamente antes da Cerimónia de Entrega de Prémios, o Orientovar conversou com Ana Margarida Guimarães, a Directora da Prova. Dessa Entrevista aqui fica o essencial.


Orientovar – Imagino que não foi fácil dar provimento a um programa tão intenso e exigente. Quer-nos dizer algo sobre isso?

Ana Margarida Guimarães – Sobretudo na última etapa foi complicado. Estávamos a contar com o apoio de algumas Associações do centro da cidade, para nos darem cobertura aos pontos e às bases por aí espalhadas, já que noutras ocasiões têm desaparecido. À falta desse apoio, tivemos que proceder a uma redistribuição do nosso pessoal e acabámos por ficar um bocado desfalcados. Mas penso que conseguimos levar devidamente as coisas até ao fim.

Orientovar – No seu todo, que aspectos destacaria como mais-valias deste II .COM ‘O’ Sprint?

Ana Margarida Guimarães – Procurámos oferecer três etapas distintas, evitando repetir anteriores situações dentro do espaço que temos para gerir. A etapa do Bom Jesus é muito bonita, um espaço verde, com água, um pedaço de floresta em meio urbano. Particularmente a etapa no ‘campus’ da Universidade do Minho agradou-me imenso pelo ambiente que se gerou. Havia atletas a fazer a prova, atletas a assistir, a aproveitar os relvados para descansar… Achei aquilo especial, dando uma imagem muito bonita. O próprio pessoal da Universidade ficou encantado com o ambiente que se conseguiu recriar ali. Quanto ao Centro da cidade, entre as ruas e os caminhos, tudo mais escondido, não tive uma noção tão adequada de como as coisas correram. Ganhamos aqui com a Cerimónia de Entrega de Prémios, com um enquadramento muito especial, neste espaço nobre e que é dos mais bonitos da cidade.

Orientovar – Que apoios destacaria?

Ana Margarida Guimarães – A autarquia de Braga e a Universidade do Minho foram dois apoios fundamentais. Conseguimos também o apoio da Junta de Freguesia de Lamaçães que está sempre connosco. Tivemos ainda a colaboração da Junta de Freguesia de S. José de S. Lázaro, que apanha uma ponta deste mapa de cidade. Não nos conheciam – “vocês não são de cá…” – mas apoiaram-nos na mesma. E sobretudo o Inatel foi fantástico. Ofereceram-nos os espaços, instalações, balneários, os troféus para as classificações colectivas. E depois o IDP, as Águas do Fastio, a FPO, enfim, aqueles apoios mais comuns.

Orientovar – No final de tudo, que balanço?

Ana Margarida Guimarães – Ainda não consegui parar para pensar, ainda estou aqui a duzentos à hora, à espera dos últimos resultados para arrancarmos com a Cerimónia de Entrega de Prémios. Devo confessar que, apesar do baixo número de participantes, estava a contar em ter menos ainda. Penso que é um resultado positivo. Houve algumas falhas que me deixaram um bocado chateada, mas pronto… As coisas nem sempre correm como nós queremos. Houve um investimento muito forte para que tudo corresse bem e depois qualquer falha, por pequena que seja, transforma-se numa coisa enorme. Mas apesar disso tudo o balanço é mais positivo que negativo.

Orientovar- Investida pela primeira vez no cargo de Directora da Prova, o que achou da experiência?

Ana Margarida Guimarães – Foi um processo relativamente conturbado, já que o evento esteve inicialmente marcado para a cidade de Guimarães e à última da hora ficámos desapoiados e tivemos que vir para aqui… A experiência acaba por ser enriquecedora, apesar dos “ses” que se levantaram, nomeadamente hoje no decorrer das provas. Às tantas era toda a gente a fazer perguntas ao mesmo tempo que eu já só pensava que iria correr tudo mal. Afinal as coisas foram-se resolvendo e acabou por correr tudo bem. Pelo menos é essa a noção que tenho, agora que chegou ao fim. Devo um agradecimento muito especial ao Supervisor da Prova, Jacinto Costa, que esteve sempre comigo ao longo destes meses todos de preparação da prova, e ainda a todo o pessoal do Clube. Foram impecáveis. Há aqui uma dinâmica de entreajuda que parece que já sabem isto tudo e ainda bem porque eu não sabia nada. Facilitou muito o meu trabalho!

Orientovar – Vai daqui com a consciência tranquila (?!)…

Ana Margarida Guimarães – Penso que sim. Espero é poder dormir esta noite porque isto foi muito “stress”, muito trabalho, tudo muito complicado.


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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domingo, 19 de julho de 2009

II .COM 'O' SPRINT: CELSO MOITEIRO E ANDREIA SILVA VENCEM NO FECHO DA TAÇA FPO NORTE


Três mapas, três sprints, o prazer da Orientação multiplicado por três! Foi assim em Braga, ao longo do dia de ontem, com o II .COM ‘O’ Sprint.

A cidade de Braga abriu alguns dos seus mais nobres espaços à Orientação. Bom Jesus, 'Campus' da Universidade do Minho e Centro Histórico de Braga foram os três palcos elegidos pelo Clube de Orientação do Minho para a realização da segunda edição do .COM ‘O’ Sprint. Com cartografia de José Carlos Pires e José Fernandes, percursos de Emanuel Gomes e José Fernandes e supervisão de Jacinto Costa, o II .COM ‘O’ Sprint encerrou a Taça FPO Norte e o II Torneio .COM Mapa, chamando à cidade dos Arcebispos a escassa cifra de 116 participantes, distribuídos por 14 escalões de competição e 4 escalões abertos.

A Organização teve o cuidado de conjugar as potencialidades notáveis que a cidade possui para a prática da Orientação, começando por oferecer um mapa de elevada exigência técnica, com um recorte valorizando um espaço natural de raro encanto e frescura como é o do Santuário do Bom Jesus do Monte. A etapa intermédia disputou-se no ‘campus’ da Universidade do Minho, explorando um conjunto arquitectónico de grande interesse e que revelou extraordinárias potencialidades para este tipo de actividade. Finalmente, com o cair da tarde, a pacatez do Centro Histórico da cidade viu-se quebrada pelas animadas correrias no seio de ruas, praças e jardins harmoniosamente cuidados.

Celso Moiteiro e Andreia Silva triunfam no principal escalão

No escalão Seniores A, o COC vincou a sua enorme superioridade, com Paula Nóbrega (OriMarão) a ser a única atleta a intrometer-se num pódio pintado de verde, azul e vermelho. Celso Moiteiro venceu com um total de 2930,88 pontos e essa particularidade de ter ficado em segundo nas três etapas. O segundo lugar de Ricardo Oliveira, a 98,36 pontos do vencedor, permitiu-lhe garantir em definitivo a vitória no ‘ranking’ regional, depois duma temporada de enorme regularidade pontuada pela vitória no 5º Troféu de Orientação do Porto e na 1ª Etapa deste .COM ‘O’ Sprint. A terceira posição coube ao jovem André Cardeira, depois de Gildo Silva (COC) e Albino Magalhães (GD4C), vencedores respectivamente das segunda e terceira etapas, terem hipotecado as possibilidades num resultado final com outra expressão, graças aos “mp” registados na etapa inaugural.

No sector feminino, Andreia Silva levou de vencida as três etapas e o Troféu. E mais: Com os trezentos pontos amealhados, a atleta do COC terá conseguido anular a diferença que a separava de Paula Nóbrega, levando de vencida o ‘ranking’ da Taça FPO Norte no respectivo sector (aguardemos pela publicação dos ‘rankings’ no Oásis para podermos confirmar o que atrás fica dito). Patrícia Casalinho, com 2926,70 pontos, secundou a sua colega de equipa e Paula Nóbrega fechou o pódio com 2807,95 pontos.



COC triunfa colectivamente

Nos restantes escalões, Joana Fernandes (.COM) foi a vencedora em Infantis Femininos, Marcelo Aguiar (Ori-Estarreja) triunfou em Iniciados Masculinos e Flávio Martins (TST) e Laurinda Alves (OriMarão) venceram em Juvenis. Em Seniores B, as vitórias sorriram a Joel Pinto (AD Cabroelo) e Ana Margarida Vaz (CP Telecom), enquanto Joaquim Sousa (COC) e Manuela Nogueira (Ori-Estarreja) venceram em Veteranos I. Em Veteranos II, Albano João (COC) e Hermínia Tavares (Ori-Estarreja) levaram de vencida a concorrência, enquanto em Veteranos III Masculinos o grande vencedor foi Acácio Porta Nova (Individual) e em Veteranos Masculinos B o triunfo coube a Luís Quinta-Nova (ADFA).

Como seria de esperar, a vitória colectiva sorriu ao COC com um total de 2267,6 pontos. Nas posições imediatas classificaram-se a AD Cabroelo (2201,9 pontos), OriMarão (1657,2 pontos), Ori-Estarreja (1527,6 pontos) e Amigos da Montanha (1396,1 pontos).

Organização com nota positiva

No que toca à qualidade organizativa pouco há a apontar. Uma equipa coesa e perfeitamente articulada soube estar à altura dos acontecimentos, desdobrando-se de forma adequada e garantindo em tempo útil o cumprimento dum exigente programa. Etapas criteriosamente seleccionadas, disponibilidade e simpatia no acolhimento, mil encantos de recantos mil e uma cerimónia de entrega de prémios digna, bem no coração da cidade, irmanando atletas e transeuntes, são méritos que se devem reconhecer à equipa dirigida superiormente por Ana Margarida Guimarães.

A troca duma base na última etapa é nódoa que sempre escolhe o melhor pano, mas também aqui a Organização soube estar à altura dos acontecimentos, torneando o problema da melhor forma, sem prejuízo para quem quer que fosse. Talvez esta última etapa pudesse ter sido programada para mais cedo, minimizando um compasso de espera desgastante ao mesmo tempo que promoveria a Orientação junto duma assistência seguramente mais numerosa. E quanto a aspectos negativos, há ainda essa lástima de sermos obrigados a conviver, no belo e verde coração do Bom Jesus, com papel higiénico, fraldas descartáveis, pensos higiénicos, preservativos e muita imundície, acumulados em tudo quanto é recanto. Fazer daquele espaço uma gigantesca retrete pública parece ser prática corrente e recorrente, a qual deve ser firmemente combatida. Apesar de a isso o .COM ser alheio, fica aqui a nota de indignação perante tamanha falta de civismo e a censura a um poder público que não sabe – ou não quer! – actuar adequadamente neste e noutros contextos.

Consulte os resultados completos em
http://www.pontocom.pt/actividades/2009IIOSPRINT/resultados.php.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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JOGOS MUNDIAIS TWG KAOHSIUNG 2009: ESTAFETA RUSSA FECHA COM CHAVE DE OURO A PRESENÇA DA ORIENTAÇÃO NOS JOGOS


Os Jogos Mundiais TWG Kaohsiung 2009 prosseguem até dia 25, mas o Programa de Orientação terminou há instantes, com essa vitória da Rússia na Estafeta Mista.

A Rússia fechou com chave de ouro a presença da Orientação nos Jogos Mundiais que, até ao próximo dia 25, decorrem na segunda cidade da Formosa, Kaohsiung. A sua Estafeta Mista, composta por Dmitriy Tsvetkov, Yulia Novikova, Andrey Khramov e Galina Vinogradova impôs-se às demais selecções, vencendo com o tempo de 1.55.07,7.

Tsvetkov fez um primeiro percurso sem falhas, passando o testemunho na primeira posição praticamente a par da Suécia. Noruegueses e suíços estavam igualmente próximos da liderança, ao passo que a Finlândia constituía a grande desilusão, com Pasi Ikonen a fazer uma prova muito abaixo das suas capacidades e a entregar o testemunho na 12ª posição. No segundo percurso, Novikova não teve argumentos para a sueca Kajsa Nilsson e, com metade da prova cumprida, a Suécia tomava a liderança com uma vantagem considerável de 1.30 sobre a Rússia e 1.50 sobre a Suiça, terceira classificada. A Austrália dava a nota de sensação, com Kathryn Ewels a chegar na 4ª posição enquanto Bodil Holmstroem “içava” a Finlândia à 5ª posição.

Khramov ao seu melhor nível

No terceiro percurso, os melhores valores masculinos das dezasseis selecções em prova terçaram armas, com particular destaque para o russo Andrey Khramov e para o suíço Daniel Hubmann. Na realidade, a eles pertenceram os dois melhores percursos, apenas com a diferença de Khramov ter confirmado o excelente título de Sprint do primeiro dia destes Jogos Mundiais, superiorizando-se ao seu adversário em 1.01 (!) e lançando definitivamente a Rússia para a vitória. Apesar de não se ter mostrado tão bem como seria de esperar, Peter Öberg ainda mantinha a Suécia na segunda posição, enquanto a Suiça permanecia na terceira posição e a Finlândia era agora a quarta classificada. No último percurso Galina Vinogradova não comprometeu, fez o quarto melhor parcial e deu o triunfo à Rússia. Minna Kauppi esteve (quase) ao seu melhor nível e colocou em definitivo a Finlândia na segunda posição. O melhor parcial pertenceu a Elise Egseth e a Noruega galgou três posições fixando-se no terceiro lugar final. A suiça Angela Wild e a sueca Linnea Gustafsson tiveram um dia para esquecer e “afundaram” as suas equipas. Pior ainda esteve Sarah Rollins, desqualificando a Grã-Bretanha quando esta seguia na sétima posição à entrada para o derradeiro percurso.

Resultados Estafetas Mistas

1º Rússia 1.55.07,7
Dmitriy Tsvetkov, Yulia Novikova, Andrey Khramov, Galina Vinogradova

2º Finlândia 1.56.38,0
Pasi Ikonen, Bodil Holmstroem, Tero Foehr, Minna Kauppi
3º Noruega 1.56.48,9
Lars Skjeset, Mari Fasting, Oystein Kvaal Osterbo, Elise Egseth
4º Austrália 1.57.11,3
Simon Uppill, Kathryn Ewels, Julian Dent, Johanna Allston
5º Dinamarca 1.59.15,8
Mikkel Lund, Maja Moeller, Alm, Rasmus R. Soes, Signe R. Soes
6º Letónia 1.59.19,1
Edgars Bertuks, Inga Dambé, Martins Sirmais, Aija Skrastina
7º Suiça 1.59.49,7
Matthias Mueller, Rahel Friedrich, Daniel Hubmann, Ângela Wild
8º Suécia 2.00.08,5
Mattias Millinger, Kajsa Nilsson, Peter Öberg, Linnea Gustafsson
9º República Checa 2.02.31,4
Tomas Dlabaja, Iveta Duchova, Jan Sedivy, Dana Brozková
10º Lituânia 2.05.17,4
Simonas Krepsta, Sandra Pauzaite, Jonas Vytautas Gvildys, Inga Kazlauskaite

A vingança de Hubbman e Allston

Ontem correu-se a prova de Distância Média, com Daniel Hubmann (Suiça) e Johanna Allston (Austrália) a serem os grandes protagonistas da jornada. Na prova masculina, o suíço Matthias Mueller foi o grande animador da primeira metade da prova, mas quando o seu colega de equipa Daniel Hubmann pegou no comando da corrida, ao 14º ponto (dos 25 que compunham o percurso) não mais o largou. No final, o cronómetro assinalava 27.43,4 contra os 28.16,6 e 28.51,8 dos seus adversários mais directos, os russos Dmitriy Tsvetkov e Andrey Khramov, respectivamente. No sector feminino, Johanna Allston bateu a concorrência no “supersónico” tempo de 27.01,0, deixando a finlandesa Minna Kauppi a distantes 1.16,4 e a sueca Linnea Gustafsson, terceira classificada, a 1.43,4. Johanna Allston quebrou assim um domínio avassalador dos orientistas europeus nestes Jogos Mundiais, dando à Austrália a sua única medalha de ouro, depois de na véspera ter alcançado a medalha de prata na prova de Sprint.

Resultados Prova Distância Média

Masculinos

1º Daniel Hubmann (Suiça) 27.43,4

2º Dmitriy Tsvertkov (Rússia) 28.16,6
3º Andrey Khramov (Rússia) 28.51,8
4º Tero Fohr (Finlândia) 29.00,3
5º Mattias Millinger (Suécia) 29.01,2
6º Oystein Kvaal Osterbo (Noruega) 29.32,1
7º Simonas Krepsta (Lituânia) 29.38,4
8º Jonas Vytautas Gvildys (Lituânia) 29.52,2
9º Matthias Mueller (Suiça) 30.15,9
10º Peter Öberg (Suécia) 30.49,2

Femininos

1º Johanna Allston (Austráia) 27.01,0

2º Minna Kauppi (Finlândia) 28.17,4
3º Linnea Gustafsson (Suécia) 28.44,4
4º Signe Soes (Dinamarca) 28.49,2
5º Aija Skrastina (Letónia) 29.16,5
6º Dana Brozková (Rep. Checa) 29.18,0
7º Elise Egseth (Noruega) 29.18,4
8º Galina Vinogradova (Rússia) 29.31,2
9º Sarah Rollins (Grã-Bretanha) 30.00,9
10º Maja Moller Alm (Dinamarca) 30.06,6

O medalheiro destes Jogos Mundiais, no que à Orientação diz respeito, viu a Rússia arrecadar quatro medalhas (2 de ouro, 1 de prata e 1 de bronze). Igual número de medalhas alcançou a Finlândia (1 de ouro, 2 de prata e 1 de bronze). Suíça e Austrália, com 1 medalha de ouro e 1 de prata, ocuparam ex-aequo o terceiro lugar nesta particular classificação. Noruega com 2 medalhas de bronze e Suécia com uma fecham o Quadro de Honra. Individualmente, Andrey Khramov (Rússia) com 2 medalhas de ouro e 1 de bronze, Minna Kauppi (Finlândia) com 1 medalha de ouro e 2 de prata, Daniel Hubmann (Suiça) e Johanna Allston (Austrália), com 1 medalha de ouro e 1 de prata cada, foram as grandes figuras dos Campeonatos.

Saiba tudo em
http://wg2009.orienteering.org/.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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ORIJOVEM: 12ª EDIÇÃO CHEGA AO FIM


Quando se está perdido… Relocalizar!

Pouco passava das 7h30 e já a algazarra estava de volta. Era o último dia do 12º OriJovem. Logo a seguir ao leite com cereais e às sandes do pequeno-almoço regressámos ao Pinhal do Rei, mais concretamente ao mapa da Vieira.

Esta última actividade do estágio consistiu num treino de relocalização, ou seja ensinar aos jovens os procedimentos mais correctos para quando se está perdido. Aos pares ou em grupos maiores, com ou sem monitor, lá se foi percorrendo a floresta pela última vez neste OriJovem. Mas o grande momento do dia, a actividade que tradicionalmente encerra o OriJovem começava a aproximar-se, e não iria decorrer em nenhuma floresta…

Estafetas: A Festa da Orientação

Embora este OriJovem tenha tido uma Estafeta extra (a nocturna no primeiro dia), a Estafeta que encerra o estágio tem sempre um significado especial, porque tem um sabor a despedida com todas as emoções que isso encerra para cada jovem presente.

Por volta das 15h00 o relvado verde do Parque da Cerca, na Marinha Grande, começou a ficar mais azul com a chegada dos jovens já com a t-shirt do estágio envergada. Como se de uma única equipa se tratasse. Como se fossem todos do mesmo clube.

E foi debaixo de uma grande ventania que 23 equipas de Laranjinhas, Verdes, Azulados e Técnicos, todos misturados, deram início à Estafeta de Encerramento do 12º OriJovem. Com cada equipa constituída por três elementos, sendo o primeiro um jovem com alguma experiência, que depois passou o testemunho ao segundo elemento da equipa que era o mais experiente (um Técnico, um Azulado ou um Verde mais velho), e que depois deixou a responsabilidade das classificações finais para os jovens Laranjinhas que fizeram o percurso final em grande festa e muitos gritos dos colegas de equipa a incentivarem. E a festa durou até à chegada da última equipa, com todos a saírem vencedores de mais esta Festa da Orientação.

A despedida

De regresso à Escola que foi a sua casa durante estes três dias, um bom banho preparou a despedida feita de muitas formas diferentes, uns com muita emoção, outros desprendidos, muitos risos, algumas lágrimas e sempre, sempre muita algazarra…

E agora é olhar para a frente e começar a pensar já no 13º OriJovem na Páscoa de 2010!

[texto e foto de António Aires]

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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sexta-feira, 17 de julho de 2009

SEMPRE QUE UMA FLORESTA ARDE, A ORIENTAÇÃO FICA MAIS POBRE!


Com a chegada do Verão chegam os incontornáveis incêndios. Sempre que a floresta sofre, todos aqueles que a amam e sentem intimamente a sua beleza e o seu fascínio sofrem também. Sempre que uma floresta arde, é um pedaço do coração que nos arrancam, a nós, amantes do Desporto da Floresta.

Com o flagelo dos incêndios, a floresta é a principal vítima mas todos somos vítimas duma situação que nos empobrece e, as mais das vezes, nos envergonha também. Hoje, em Ovar, ardeu um pedaço da nossa bela floresta. Foi com o coração despedaçado que assisti, impotente, à força com que as chamas devoraram, em menos de um credo, um bem tão precioso, um bem que me era tão querido.

Naqueles momentos de angústia e de dor, pensei nas múltiplas formas como nós, orientistas, poderemos contribuir para preservar e defender um bem que, sendo de todos, é nosso por definição. Não deveriam os nossos governantes, os nossos autarcas, terem a noção da importância de se criarem mecanismos que levem as pessoas para a floresta, usufruindo em segurança do tanto que ela tem para nos dar. Não teremos nós uma palavra a dizer no âmbito desta problemática, mostrando-lhes que a floresta, mais do que um problema, pode ser a solução de tantos problemas.

Aí lembrei-me dos percursos permanentes. Se cada floresta tivesse um percurso permanente, se houvesse sempre, de forma inopinada, alguém a percorrer aqueles espaços, será que isto não consistiria uma forma de dissuasão de eventuais actos criminosos? Esta ferramenta, muito para além de constituir um verdadeiro privilégio para aqueles que gostam de se aventurar floresta adentro de mapa e bússola na mão, é uma forma de nos atrair para a floresta, fazendo de nós ‘guardiões’ deste verdadeiro templo, do nosso templo.

É fundamental que todos pensemos nisto. Que vejamos neste tipo de atitudes tão simples – ou noutras! - uma forma de minimizarmos um problema que, decisivamente, nos dilacera. Pela floresta, pela Orientação, por cada um de nós!



Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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JOGOS MUNDIAIS TWG KAOHSIUNG 2009: KHRAMOV E KAUPPI 'SPRINTARAM' PARA A VITÓRIA


Confirmaram-se as melhores expectativas. Na abertura dos Jogos Mundiais TWG Kaohsiung 2009, Andrey Khramov e Minna Kauppi “sprintaram” para a vitória.

Primeira prova do programa de Orientação dos Jogos Mundiais TWG Kaohsiung 2009, o Sprint teve lugar no espaço envolvente do Museum of Fine Arts e colocou em prova 72 atletas, 36 no sector masculino e outros tantos no sector feminino. Os dois principais candidatos à vitória, Andrey Khramov (Rússia) e Daniel Hubmann (Suiça), travaram renhido duelo, decidido praticamente ao milésimo de segundo.

O britânico David Brickill-Jones até começou melhor, o australiano Julian Dent, o norueguês Oystein Kvaal Osterbo e o suíço Matthias Mueller ainda deram um ar da sua graça nos primeiros quatro ou cinco pontos mas, a partir daí, Daniel Hubmann assumiu a liderança, alcançando a diferença máxima ao décimo ponto, com 11 segundos de vantagem sobre Khramov. A análise dos ‘splits’ permite verificar como o russo foi recuperando segundo após segundo e, com 18 pontos controlados – a sete do final (!) – os dois contendores encontravam-se igualados com o tempo de 10.48. Daqui até ao final, assistiu-se a um verdadeiro espectáculo, com Khramov e Hubmann a demonstrarem o porquê de serem duas das referências maiores da Orientação mundial. No ‘finish’, aos 13.12,8 do suiço respondeu Khramov com 13.11,2, dando à Rússia uma das quatro medalhas de ouro do dia e ajudando a colocá-la na liderança do medalheiro dos Jogos.

No sector feminino, o primeiro terço da prova teve na finlandesa Minna Kauppi e nas suecas Linnea Gustafsson e Kjasa Nilsson as animadoras de serviço. Todavia, a partir do ponto 10, a finlandesa líder do ‘ranking’ mundial tomou conta da prova e demonstrou toda a sua superioridade ante uma concorrência que acabou por ter na australiana Johanna Allston a face mais visível. Os 14.17,7 de Minna Kauppi contra os 14.40,0 de Allston dão bem a ideia duma superioridade que não sofre contestação.

Resultados

Masculinos

1º Andrey Khramov (Rússia) 13.11,2

2º Daniel Hubmann (Suiça) 13.12,8
3º Tero Fohr (Finlândia) 13.46,5
4º Oystein Kvaal Osterbo (Noruega) 13.49,1
5º Matthias Mueller (Suiça) 14.00,7
6º Lars Skjeset (Noruega) 14.07,2
7º Peter Öberg (Suécia) 14.10,4
8º Mattias Millinger (Suécia) 14.11,7
9º Thomas Dlabaja (Rep. Checa) 14.12,6
10º Ross Morrison (Nova Zelândia) 14.29,8

Femininos

1º Minna Kauppi (Finlândia) 14.17,7

2º Johanna Allston (Austrália) 14.40,0
3º Elise Egseth (Noruega) 14.53,8
4º Rahel Friederich (Suiça) 15.05,1
5º Linnea Gustafsson (Suécia) 15.06,8
6º Sarah Rollins (Grã-Bretanha) 15.25,4
7º Bodil Christina Holmstrom (Finlândia) 15.33,0
8º Maja Moller Alm (Dinamarca) 15.45,8
9º Helen Bridle (Grã-Bretanha) 15.47,9
10º Galina Vinogradova (Rússia) 15.49,9

Consulte toda a informação em
http://wg2009.orienteering.org/.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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VENHA CONHECER... ASSUNÇÃO ALMEIDA


Chamo-me… Maria da ASSUNÇÃO Barreto Mexia de ALMEIDA Horta
Nasci no dia…
17 de Agosto de 1959, no Monte Estoril
Vivo… em Pavia
A minha profissão é… Engenheira Zootécnica
O meu clube… GafanhOri
Pratico Orientação desde… 2008

Na Orientação…

A Orientação é… uma aventura!
Para praticá-la basta… um mapa, uma bússola e disposição!
A dificuldade maior… a grande altitude!
A minha estreia foi… em Mora!
A maior alegria… fazer uma série de pontos seguidos com o mínimo de erros possível!
A tremenda desilusão… ter-me perdido completamente numa prova nocturna!
Um grande receio… uma lesão!
O meu clube é… uma grande família!
Competir é… correr um bocadinho mais do que as outras!
A minha maior ambição… chegar aos 80 e continuar aqui!

… como na Vida!

Dizem que sou… teimosa!
O meu grande defeito é… procurar fazer tudo na perfeição!
A minha maior virtude… ser amiga, ter prazer em ajudar os outros!
Como vejo o mundo… com tristeza, sobretudo pela grande falta de respeito para com o próximo!
O grande problema social… o egoísmo!
Um sonho… continuar na Orientação!
Um pesadelo… que algo de mal aconteça aos meus filhos!
Um livro… “Equador”!
Um filme… “África Minha”!
Na ilha deserta não dispensava… uma companhia!

Na próxima semana venha conhecer Bruno Silva.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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ORIJOVEM: LANÇANDO A SEMENTE NO PINHAL DO REI


A Noite da Amizade

O primeiro dia terminou com uma animada e renhida Estafeta da Amizade, onde equipas de três elementos disputaram entre si o título de Campeões da Noite. Já o Sol se tinha recolhido há algum tempo quando vinte e duas equipas iniciaram o seu percurso no Parque dos Mártires do Colonialismo, na Marinha Grande, iluminando o já silencioso jardim com a luz das suas lanternas. Equipas que juntavam os mais velhos com os mais novos, rapazes com raparigas, jovens com técnicos, de forma a personificar a união e amizade entre todos os presentes neste OriJovem.

Pouco passava das 22h00 quando a primeira equipa terminou, com sucesso, o seu percurso, tendo decorrido mais 15 minutos até todas as equipas terem terminado as suas provas. No fim, a grande algazarra de muitas histórias para contar continuou a animar o local, até chegar a hora do banho e uma noite de sono bem merecida.

A Manhã dos Ladrões

O dia 2 deste 12º OriJovem começou com aquela que é, normalmente, a prova mais esperada pelos jovens: o Polícia e Ladrão. Nesta actividade, os jovens dividiram-se em equipas de “ladrões”, tendo como objectivo roubar peças de puzzle que, em conjunto, compunham a mascote do OriJovem. A grande magia deste jogo é a excitação de ter de fugir permanentemente aos “polícias”, que são os monitores. Para o sucesso da fuga é essencial saberem sempre a sua localização no mapa, aí residindo a chave para conseguirem ser libertados em caso de “captura” por parte dos rápidos “ori-polícias”.
É também o momento mais intenso e barulhento de todo o estágio, onde a capacidade de improvisação dos jovens “ladrões” é essencial para ludibriar os seus perseguidores mais velhos!

No fim, apenas três equipas das vinte em prova conseguiram, com as peças do puzzle roubadas, construir na integra a tartaruga do OriJovem. Foram estas as vencedoras desta louca manhã passada nas florestas junto à Vieira de Leiria.



Aprender os segredos do Pinhal do Rei

A tarde começou com uma fascinante visita guiada aos segredos da floresta. Desde o porquê do incansável ‘toc-toc-toc’ do pica-pau, passando pelo interminável voo de três anos ininterruptos do andorinhão, ao stress da acácia que produz caules com aspecto de folhas para se proteger, às borbulhas dos carvalhos que encerram a magia da vida de um insecto, à armadilha mortífera preparada numa pequena depressão pelas formigas-leão, um mundo fascinante foi-nos revelado nas palavras do Prof. José Artur Pinto. E tudo ali no reino dos Orientistas: a floresta.

Depois a tarde terminou com um Downhill-O, ou seja, Orientação feita a descer “sempre a abrir”. Conseguir que o cérebro acompanhe as pernas nas encostas de um desnivelado pinhal não é para todos e os jovens orientistas tiveram aqui um cansativo desafio. O dia chegou ao fim com as habituais reuniões por grupos onde os atletas analisaram, em conjunto com o seu monitor, todas as actividades realizadas ao longo do dia. Finalmente, com a lua já bem alta, pela primeira vez nas últimas 16 horas o silêncio reinou na Escola Guilherme Stephens. Embora permanecendo a sensação de que, a qualquer momento, a saudável algazarra poderá recomeçar…

[texto de António Aires e fotos de José Mário Batista]


Saiba mais em http://orijovem12.webnode.com//.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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quinta-feira, 16 de julho de 2009

PELO BURACO DA FECHADURA...


Taiwan recebe, a partir de hoje e até ao próximo dia 25, a oitava edição dos Jogos Mundiais. A cidade de Kaohsiung, no Sul do país, foi escolhida para abrigar a competição que engloba trinta e uma modalidades, entre as quais a Orientação. Uma excelente oportunidade para deitarmos um olhar atento sobre este grande evento, espreitando-o pelo buraco da fechadura.

Embora sem o mediatismo dum Campeonato do Mundo de Futebol ou duns Jogos Olímpicos, os Jogos Mundiais viram a sua primeira edição ter lugar em Santa Clara (Califórnia, Estados Unidos), nos idos de 1981. Disputados a cada quatro anos, os Jogos Mundiais trazem para o primeiro plano da competição um elevado número de modalidades não olímpicas ou menos mediáticas, casos do Sumo, do Squash, do Corfebol ou, naturalmente, da Orientação.

Em Kaohsiung estarão presentes mais de cinco mil atletas de 90 diferentes países e o mínimo que se pode dizer é que tudo parece estar a postos para receber o evento, encarado pelas autoridades locais como uma oportunidade única de “promover internacionalmente a imagem da cidade, tornando-a mais diversificada”.

Khramov, Hubmann e Öberg

Na perspectiva da grande visibilidade que se espera o evento venha a ter (os dados oficiais dos Jogos apontam audiências superiores a 150 milhões de espectadores, em 150 países), a Orientação prepara uma apresentação ao mais alto nível. Nesta modalidade, em Kaohsiung estão qualificados e confirmados 72 atletas (36 masculinos e 36 femininos) em representação de 19 países.

Andrey Khramov, Campeão Mundial de Sprint em título, é um dos nomes que reúne maior dose de favoritismo; com um excelente começo de temporada, o russo venceu as provas de Sprint da finlandesa Huippuliiga e da sueca Elitserien e surge em Taiwan altamente motivado. Contudo, a vitória não se afigura nada fácil, já que Khramov terá pela frente um leque de contendores da mais elevada craveira, com particular destaque para o suiço Daniel Hubmann, líder do ‘ranking’ mundial e Campeão Mundial de Distância Longa em título. Ou talvez o vencedor venha de paragens mais a norte: Peter Öberg (Suécia), o fortíssimo corredor de Sprint e Distância Média, já refeito das lesões que o incomodaram no início desta temporada; ou ainda os finlandeses Tero Föhr e Pasi Ikonen, com dois títulos mundiais de Sprint cada um desde 2001.

Kauppi, Brozková e Søes

No sector feminino, a finlandesa Minna Kauppi é a grande favorita à vitória, tanto na prova de Distância Média como no Sprint. Mas para isso terá de se impor à dinamarquesa Signe Søes, vencedora da Spring Cup, ou às checas Dana e Radka Brozková. Quem também terá uma palavra a dizer é a australiana Hanny Allston, Campeã do Mundo de Sprint em 2006.

Mas estes Jogos Mundiais irão permitir ver em acção nomes menos mediáticos mas igualmente importantes, casos do canadiano Mike Smith, Campeão Norte-Americano de Distância Média, do russo Dmitriy Tsvetkov, Campeão Europeu de Distância Longa ou do australiano Simon Uppill, Campeão da Oceânia. As chinesas Li Ji e Hao Shuangyan desafiarão a japonesa Yoko Bamba e a neo-zelandesa Lizzie Ingham terá pela frente, além de Hanny Allston, a também australiana Kathryn Ewels.

Amanhã é dia de Sprint

Amanhã, o espaço envolvente do Museum of Fine Arts de Kaohsiung recebe a prova de Sprint, enquanto no sábado e no domingo, em Chengcing Lake, serão disputadas as provas de Distância Média e de Estafetas. Os três eventos poderão ser acompanhados ao vivo em
http://wg2009.orienteering.org/.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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quarta-feira, 15 de julho de 2009

ORIJOVEM: 12ª EDIÇÃO ARRANCOU NA MARINHA GRANDE


Começou hoje, na Marinha Grande, mais um OriJovem, Estágio de Orientação Pedestre destinado a jovens dos 8 aos 16 anos.

Com esta 12ª edição, que decorrerá até à próxima 6ª feira, o OriJovem regressa ao seu espírito original, tendo sido planeado essencialmente para as classes de Iniciação, agora que os nossos jovens tecnicamente mais evoluídos passam a ter o OriJunior, cuja primeira edição está agendada de 30 Agosto a 4 de Setembro, na zona de Montalegre.

De manhã, ainda na Escola Guilherme Stephens onde pernoitaram, tiveram lugar as primeiras actividades, com os 65 jovens orientistas a realizar percursos com diversos objectivos. Os “laranjinhas”, menos experientes, começaram por fazer um percurso guiado com os seus monitores onde foram ensinadas algumas técnicas básicas enquanto os “verdes” construíram em barro um terreno, à base de relevo. desenhado num mapa.
Depois a comitiva mudou-se para o Parque Mártires do Colonialismo, um espaço verde por excelência do centro da Capital do Vidro, onde todos realizaram vários percursos formais adaptados ao seu nível.


Um dia de sol e uma temperatura amena estão a dar um excelente enquadramento ao início deste OriJovem, que, após uns filetes de pescada com arroz de tomate e sopa de hortaliça para o almoço, viaja até Pedreanes para realizar Percursos em Linha e em Borboleta, onde serão ensinadas mais algumas técnicas básicas de Orientação.

A noite reserva uma Estafeta da Amizade com o objectivo de fortalecer o espírito de grupo e ganhar forças para uma retemperadora noite de sono.
Saiba tudo em http://orijovem12.webnode.com//.

[texto de António Aires e fotos de José Mário Batista]


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO
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DUAS OU TRÊS COISAS QUE EU SEI DELA...


1. A menos de quatro meses do Campeonato do Mundo de Corridas de Aventura, surge um convite muito especial. É formulado por Alexandre Guedes da Silva, em nome da organização do Portugal XPD Race 2009, e vai no sentido de se registarem na página do voluntariado da prova, engrossando a lista de 16 voluntários de oito países já inscritos. “Além de ser uma oportunidade única, esta será também a derradeira oportunidade da actual equipa técnica liderada por mim poder passar-vos alguma da experiência acumulada nestes já longos doze anos de organizações de Corridas de Aventura”, refere Alexandre Guedes da Silva. Se de alguma forma viver ao vivo e de muito perto a prova com as melhores 60 equipas do Mundo vindas de 28 países diferentes o seduz, não perca tempo, vá já a http://www.arwc2009.com/pt/volunteers.php e faça a sua inscrição.

2. A IOF – Federação Internacional de Orientação acaba de publicar o segundo número da sua ‘newsletter’ referente ao corrente ano. No O-Zine 2/2009 poderá antecipar aquilo que irão ser os Jogos Mundiais 2009 de Kaohsiung e ler três interessantes entrevistas com Daniel Hubmann, Hanny Alston e Peter Öberg. O O-Zine está disponível em
http://www.orienteering.org/i3/index.php?/iof2006/content/download/2554/11688/file/O-zine 2-2009.pdf.

3. Nesta altura do ano, são muito aqueles que aproveitam as férias para conhecer outras paragens e… fazer Orientação. França, Eslovénia, Suiça e Suécia, entre outros, são países que irão contar com muitos visitantes a falar português enquanto procuram balizas por montes e vales. Pois bem, a Ultimate Orienteering acaba de lançar um concurso fotográfico para aqueles que gostam de registar em imagens essa combinação perfeita entre férias e Orientação. Podem participar no concurso todos os maiores de 16 anos, as imagens devem ter sido tiradas após o dia 1 de Julho e apenas são permitidas três fotografias por cada concorrente. A data limite para o envio das fotos é 31 de Agosto e os vencedores serão conhecidos no dia 12 de Setembro. Saiba tudo em
http://www.ultimate-orienteering.com/photocontest/ e… participe!

4.Vamos limpar a floresta portuguesa num só dia”. Aí está uma bela iniciativa que acaba de ser lançada e começa a recolher um especial carinho e apoio de múltiplos quadrantes. Sendo a Orientação o “desporto da floresta”, faz todo o sentido que cada um de nós se debruce sobre a ideia, faça apelo ao dever de cidadania e adira ao movimento. Ainda que provisoriamente, o dia 31 de Outubro para ser o eleito para uma grande campanha apostada em limpar Portugal. Tudo para saber em
http://limparportugal.ning.com/ e ainda um vídeo “de borla” do belo exemplo da campanha “Vamos Fazer” levada a cabo na Estónia e que pode ser visto em http://www.youtube.com/watch?v=T7GzfMD6LHs.

5. A Federação Portuguesa de Orientação acaba de divulgar a proposta do novo Regulamento de Competições para a época 2009/2010. Apesar de escassas, as alterações de fundo merecem importante reflexão, a começar pela alteração do calendário competitivo que esta temporada se estende de 1 de Agosto de 2009 a 31 de Dezembro de 2010 para, em 2011, passar a coincidir com o ano civil. E há ainda essa fusão das Taças FPO Norte e Sul num único ‘ranking’. Pode encontrar o documento em
http://www.fpo.pt/www/images/fpo/comunicados/gerais/2009_2010/prop%20regcompetfpo09_10.pdf e os eventuais comentários devem ser remetidos para a FPO até à próxima sexta-feira, 17 de Julho.

6. Está aí mais um espaço a falar de Orientação na língua de Camões. Lançado para a blogosfera no rescaldo do WMOC’08, só em Março deste ano é que começou a “dar que falar”. Administrado por Filipe Dias, este não é um blogue qualquer. Ali, o jovem atleta do CPOC partilha connosco as suas alegrias e desventuras no mundo da Orientação e do Atletismo, ao mesmo tempo que manifesta a sua preocupação em áreas tão sensíveis como a família e os amigos, o ambiente, a tecnologia, as aulas ou a saúde, por exemplo. Tudo para conferir em http://filipedias.wordpress.com/ com esse convite a que passem por lá e deixem o vosso comentário.

7. Foram bravos, foram os maiores. Alcançaram os melhores resultados de sempre num Campeonato do Mundo de Juniores de Orientação Pedestre, souberam honrar e dignificar a camisola e enquadraram de forma muito especial o nome de Portugal no mapa do Mundo da Orientação. Tiago Romão, Diogo Miguel, Jorge Fortunato, Manuel Horta, João Mega Figueiredo, Ana Coradinho, Joana Costa e Isabel Sá, assim se chamam os oito bravos da campanha JWOC 2009. Para eles, com a mais viva emoção e admiração, vai o Louvor da Semana!

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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terça-feira, 14 de julho de 2009

OS VERDES ANOS: LUÍS TOMÉ


Chamo-me Luís Tomé, tenho 12 anos, sou H13 e já faço Orientação há cerca de 2 anos. O meu interesse pela modalidade surgiu graças às Escolinhas de Desporto de S. Pedro da Gafanhoeira, quando fiz a minha primeira prova em Mora. Experimentei algo ao qual não estava habituado e logo ai já estava a ganhar (era bom que nessa altura pensasse assim) mas não me interessei muito pela modalidade; era muito mais novo, tinha sido uma prova que me tinha corrido mal e mesmo estando no inicio pensei que não valia a pena.

Mais tarde o Tiago e a Raquel apareceram em S. Pedro da Gafanhoeira, fiz o meu primeiro treino e gostei muito mais. Decidi seguir pela Orientação com outro interesse e continuei a ser treinado pelo Tiago e pela Raquel. Treinam-me a mim e a um grupo em que a animação e a brincadeira estão sempre presentes. Ao inicio o SRSP Gafanhoeira - mais conhecido apenas por Gafanhoeira - era um pequeno grupo no qual eu era o mais novo; entretanto começou a aumentar e hoje já leva um numero mais que razoável, representando a sociedade da região durante algum tempo até que o nome foi mudado. Agora o GafanhOri (novo nome) é autónomo e tem conseguido muitos objectivos. Eu espero continuar por cá até poder.

Não tenho muitos objectivos porque não gosto de sonhar muito alto e se algum dia conseguir ir ao EYOC ou algo assim seria óptimo mas agora não é tempo para pensar nisso. À sua altura tudo se saberá!

Este ano não tive muitos resultados positivos. Apenas no escalão de H15, nas Estafetas em que fiz equipa com o João Pedro e com o João Cascalho, conseguimos ser os vencedores do primeiro Campeonato Nacional de Estafetas neste escalão. Já não era a primeira vez que vencíamos os três mas desta vez teve muito mais importância. Eu sabia que era possível que viéssemos a ganhar mas durante a prova fiz alguns erros e pensei que vínhamos muito atrás mas por fim cheguei, passei o testemunho em segundo lugar e depois o João Cascalho conseguiu recuperar e acabamos por ser campeões.

Agora vou esperar pela próxima época. Vai ser o meu primeiro ano no escalão de Iniciados ou H15 e espero até lá para ver como corre.

Luís Tomé

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segunda-feira, 13 de julho de 2009

EYOC & JWOC 2009 EM BALANÇO: FILIPE SALGADO


Estas foram, sem dúvida, duas semanas ao mais alto nível. Primeiro no EYOC e depois no JWOC, a apoiar os nossos colegas e a fazer as provas abertas em mapas absolutamente extraordinários.

Apesar do EYOC e do “Dolomites 5 Days” não me terem corrido como gostava (pois as minhas prestações ficaram um pouco aquém daquilo que eu desejava), ainda assim aprendi bastante e adquiri alguma experiência que poderá ser fundamental no futuro, pois para além dos bons momentos também os maus momentos fazem parte do nosso processo de evolução e são responsáveis pelo nosso crescimento enquanto atletas. Competimos em terrenos de montanha, um pouco diferentes daquilo que existe em Portugal, que nos obrigou a correr sempre a meia encosta e a enfrentar grandes desníveis.

Face ao JWOC e ao apoio aos nossos colegas, julgo que melhor seria impossível. Fomos apoiantes incondicionais, quer chovesse, quer trovejasse, quer estivesse frio, lá estávamos nós a gritar por eles de bandeira na mão e com as camisolas da selecção, o nosso apoio foi absolutamente incansável. Apoio como o nosso, só mesmo o das comitivas dos países nórdicos, italiana e suíça.

Gostei bastante do EYOC, não só pela competição do nosso escalão, mas principalmente pela união entre todos. Todos nós fortificámos as nossas relações e todos entrámos no espírito de amizade, tanto os atletas como os “team leaders”.

Repetir era agradável, mas para isso sei que ainda tenho que evoluir muito fisicamente para o conseguir, e como tal é preciso trabalho, empenho e dedicação, pois como dizia Einstein “o sucesso só vem antes do trabalho no dicionário”.

Apesar da união do grupo, das amizades estabelecidas e de tudo o resto, há sempre pormenores que têm de ser acertados e atitudes melhoradas, mas ainda assim “crescer como grupo” será com toda a certeza atingido pois temos um grupo em que a maior parte dos atletas são extrovertidos e com uma noção de união igual àquela que se pretende.

Filipe Salgado

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EYOC & JWOC 2009 EM BALANÇO: MARIANA MOREIRA


Estas duas semanas, principalmente a última, foram muito boas. Após o EYOC, as provas em Itália foram realizadas sobretudo para ganhar experiência e o único stress e ansiedade que sentíamos devia-se aos momentos em que esperávamos pela passagem no ponto de espectadores ou no final dos nossos amigos que estavam a correr o JWOC. Penso que nesses momentos, tal como já disseram, conseguimos apoiá-los e fazer com que eles se motivassem para continuarem a fazer as suas provas e assim, obter os bons resultados que todos pudemos observar.

Destas duas semanas, há experiências que marcam de uma forma especial toda a viagem, muitas destas já foram aqui descritas e serão para sempre recordadas, sendo que tudo isto é para repetir.

O grupo, tal como o lema sugere, está cada vez mais unido e cada vez mais todos nós nos conhecemos melhor.

Mariana Moreira

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EYOC & JWOC 2009 EM BALANÇO: PAULO PEREIRA


Bom, primeiro de tudo queria agradecer a todos os responsáveis por estas duas semanas impecáveis com um pouco de tudo o que é importante.

Em relação à experiência queria reforçar aquilo que os meus colegas têm dito. Foi impressionante participar numa competição como os “Dolomites 5 Days” e assistir passo a passo ao JWOC. Já que as minhas expectativas para o EYOC não foram cumpridas, os 5 dias de Itália e o JWOC vieram mesmo a calhar para levantar a minha auto-estima.

O momento mais marcante para mim foi assistir aos grandes resultados dos atletas portugueses no JWOC.

Com certeza que é uma experiência a repetir num futuro breve, visto que voltamos todos com uma história para contar aos nossos netos, e com muita mais experiência.
Finalmente, quanto ao crescer em grupo para ser cumprido é necessário que haja a colaboração de todos (grupo) e que o grupo amadureça um pouco mais.

Paulo Pereira

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EYOC & JWOC 2009 EM BALANÇO: INÊS CATALÃO


Gostei muito destas duas semanas! Adorei navegar naqueles mapas completamente diferentes do que estou habituada, correr naquelas florestas com todo aquele desnível. É claro que na Servia era tudo levado muito mais a sério, para mim as provas em Itália serviram sobretudo para ganhar experiência.

Achei espectacular seguir as provas do JWOC, foi fantástico o apoio que todos nós demos aos nossos atletas. E percebi que afinal não é complicado termos atletas portugueses bem classificados.

Para mim tudo nestas duas semanas foi marcante mas gostei especialmente de assistir à prova de Estafetas, toda aquela garra dos nossos atletas… achei espectacular!

E claro que gostei imenso desta experiência e é para repetir,! O crescer em grupo foi atingido na perfeição! Logo na viagem para a Sérvia procuramos ir trocando de lugares para nos irmos conhecendo melhor, depois em Itália foram criados grupos em que tínhamos de fazer algumas coisas em conjunto como lavar a loiça, fazer comida…e na minha opinião resultou tudo na perfeição!


Inês Catalão
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EYOC & JWOC 2009 EM BALANÇO: LUÍS SILVA


Achei excelente esta oportunidade de competir em zonas diferentes do que estou habituado a encontrar no nosso país. Este tipos de terrenos algo técnicos e com desnível ajudam na nossa formação como atletas, dão-nos algumas bases necessárias para o futuro. Conviver em grupo e privar-me de coisas que estou tão habituado a obter facilmente em casa ajudam-me a aprender algumas lições importantes.

Pela primeira vez tive a oportunidade de participar numa grande competição como o Campeonato do Mundo de Juniores, não como atleta como seria habitual, mas como espectador. Apoiar os meus amigos num momento tão importante da vida deles foi a melhor coisa. No Sprint lembro-me de viver aquele momento com tanta força como a daqueles que estavam a competir e gritar para os incentivar a correr mais e fazer melhor tempo, porque acho que um dia quando for a minha vez e a dos meus companheiros, gostaremos de ser apoiados naquele momento único e tão importante.

Considero toda a viagem um momento marcante e uma oportunidade única. É sem dúvida para repetir, porque apesar de não ter sido perfeita e ter havido alguns momentos menos bons para mim, aprendi muito com os treinadores que umas vezes a brincar, outras mais seriamente, me ensinaram muitas coisas.

Sim crescemos como grupo, mas ainda há muitos aspectos a melhorar, que com o tempo serão atingidos sem dúvida.

Luís Silva

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EYOC & JWOC 2009 EM BALANÇO: JOÃO CASCALHO


As experiências nestas duas semanas foram muito boas mas não tem nada a ver com o EYOC, pois no EYOC havia muita competição e nestas duas semanas havia mais convívio do que competição mas eu até acho que isso foi bom.

Acho que apoiámos da melhor forma os nossos colegas e acho que eles se sentiram apoiados. Um momento marcante foi as Estafetas do JWOC pois eu acho que isso cria um espírito e uma ansiedade dos atletas chegarem de “outro mundo” principalmente no grupo da frente.

Claro que a experiência é para repetir pois foi extraordinário conviver com o pessoal todo. O crescer como grupo acho que foi atingido pois dividíamos as tarefas entre todos e partilhávamos tudo juntos.


João Cascalho
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EYOC & JWOC 2009 EM BALANÇO: PEDRO SILVA


Sem dúvida que estas experiências vividas tanto no EYOC como nos “Dolomites 5 Days” foram espectaculares porque em ambos os sítios os mapas eram magníficos e o terreno era muito fechado o que nos obrigava a ler o mapa com mais frequência devido à pouca visibilidade ao contrário do que costumamos ter nos nossos terrenos portugueses.

Estar presente no JWOC foi emocionante, não só por apoiar os nossos colegas de Selecção e dar-lhes motivação, mas também para observar alguns dos atletas que estarão no «top» mundial. Foi importante também para reflectir que é possível estarmos lá nos melhores se tivermos muita dedicação e esforço.

O momento mais marcante nestas duas semanas foi quando fomos apoiar os nossos colegas nas Estafetas do JWOC, porque todos sabíamos que eles iam fazer uma grande estafeta e realmente foi muito emocionante ver a nossa selecção a chegar em 12º lugar, que foi o melhor resultado obtido numa estafeta pela nossa Selecção.

É obvio que esta experiência é para voltar a ser repetida se for possível, pois criou-se um ambiente de convivência entre todos nós e, pessoalmente, gostava de voltar a representar a Selecção, quer seja no EYOC ou talvez no JWOC.

Na minha opinião acho que nesta viagem todos crescemos como grupo como o devido, pois todos nos entreajudámos de maneira a tornar as tarefas mais fáceis.

Pedro Silva

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EYOC & JWOC 2009 EM BALANÇO: RAFAEL MIGUEL


Estas duas semanas de competição, treino e viagens foram magníficas. Treinámos muito, adquirimos experiência e carimbos no passaporte, passámos por sítios magníficos, vivemos um JWOC intensamente, enfim, foi tudo espectacular…

Estar no JWOC foi espectacular pois pudemos assistir a um espectáculo magnífico e podemos ver o que daqui a uns anos (se tudo correr bem) nos espera… Estar no ponto de espectadores à espera dos “Tugas” e fazer barulho ao máximo quando aparecem é sem dúvida uma experiência que todas as pessoas gostariam de assistir.

Para mim os momentos altos desta viagem foram assistir à Estafeta à prova de Sprint do JWOC. Existiram muitos mais momentos espectaculares nesta viagem, mas estar no JWOC foi de facto espectacular.

Como é óbvio adorei esta experiência e adorava ir a muitas provas internacionais. Adorava para o ano poder ir ao EYOC e depois ir para o JWOC mas desta vez gostava de correr também no JWOC. Devia ser magnífico.

A ligação entre as pessoas foi sempre agradável e aumentou com o tempo. Somos um grupo muito unido e assim espero que continuemos…

Rafael Miguel

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EYOC & JWOC 2009 EM BALANÇO: RITA RODRIGUES


Adorei estas duas semanas de competição, embora na Sérvia tenha sido um pouco mais a sério do que em Itália. Encontrámos vários tipos de terrenos, em grande altitude, o que por vezes era um bocado difícil para correr, muitos mapas tanto para treinar como para competir, bem tanta experiência que fui alcançando, como por exemplo correr melhor a «meia-encosta».

Gostei de estar a apoiar os atletas que estavam no JWOC, pois acho que eles se sentiram também bastante apoiados, tal como eu quando estive no EYOC, principalmente pelos orientistas portugueses! O grupo esteve sempre muito unido em todas as ocasiões, sentimos todos o nervosismo de estar a participar no JWOC.

O momento mais marcante foi certamente estar presente no EYOC e estar a assistir ao JWOC, pois com tão pouca experiência conseguir ir ao EYOC é mesmo muito bom. Outro momento marcante foi estar a acampar com grandes tempestades e como montámos as tendas numa zona baixa poderiam inundar, algo muito mau…

Voltar a repetir? Claro! Não existem motivos para dizer que não, pois esteve tudo óptimo. Crescer como grupo, o nosso lema que dificilmente será esquecido, acho que está prestes a ser atingido, pois alguns elementos do grupo terão de mudar alguma postura… Espero que este objectivo seja atingido!

Rita Rodrigues

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EYOC & JWOC 2009 EM BALANÇO: ANA SALGADO


Adorei estas duas semanas de provas no estrangeiro porque são mapas espectaculares. Gostei principalmente da primeira semana que foi a do EYOC, porque foi a minha estreia.

A minha opinião quanto a apoiar a selecção portuguesa de Orientação no JWOC é bastante positiva e sei que eles sentiram mais confiança connosco lá a apoiá-los.

Gostava de repetir esta experiência. Crescer como grupo acho que foi atingido, trabalhamos todos juntos e crescemos mais a apoiar a Selecção.

Ana Salgado

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EYOC & JWOC 2009 EM BALANÇO: VERA ALVAREZ


Gostei muito destas duas semanas de competição, foram uma excelente forma de acabar a época! Tal como no Mundial de Desporto Escolar, acho que nenhum atleta consegue ficar indiferente a um grande apoio do público. Nós demos o nosso melhor, dividíamo-nos de forma a apoiar os nossos companheiros nas diferentes fases da prova por mais chuvas ou trovoadas que existissem. Por isso, acho que eles se sentiram muito apoiados.

Nestas duas semanas muitas foram as experiências novas e marcantes. Uma delas foi a forma como o Sprint do JWOC decorreu, estávamos todos nervosíssimos. Da bancada conseguíamos ver algumas partes da prova, bem como os quatro últimos pontos. Estávamos a controlar os tempos todos ao segundo, sendo sempre uma grande alegria quando os portugueses apareciam. Fazíamos uma grande festa nessas alturas o que penso que levou a que toda a gente notasse a nossa presença.

Apesar de já conhecer bem quase todos os meus colegas e treinadores, foi também, sem dúvida, uma grande oportunidade para reforçar relações. Na minha opinião tudo correu bem: Os nossos sistemas de alimentação, as viagens, as estadias, as provas… É, sem dúvida, uma experiência a repetirem!

Quanto ao nosso lema “Crescer como grupo” penso que, com o tempo, está a realizar-se.

Vera Alvarez

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domingo, 12 de julho de 2009

DOLOMITES 5 DAYS: A COMPETIÇÃO CHEGOU AO FIM


Chegou ao fim o “Dolomites 5 Days”, evento de Orientação Pedestre que, ao longo de toda a semana, perfumou de orientação toda a região montanhosa do Trentino, no extremo nordeste de Itália.

Cerca de 3200 atletas de quarenta nacionalidades diferentes marcaram presença em Primiero (Itália), no “Dolomites 5 Days”. Entre eles, 13 portugueses, os 11 jovens que transitaram do EYOC e ainda Manuel Dias e Hélder Ferreira. Aqui deixamos os resultados da competição, nos escalões onde participaram os nossos atletas.

M16 (152 atletas)
1º Dag Lofthus (Lillehammer OK / NOR) 2.19.23
38.31 (1º), 25.01 (8º), 23.14 (10º), 25.40 (1º), 26.57 (5º)
36º Rafael Miguel (Portugal Young Team) 2.55.16
50.18 (42º), 30.29 (41º), 32.48 (92º). 30.03 (23º), 31.38 (30º)
44º Luís Silva (Portugal Young Team) 3.04.08
1.01.50 (85º), 29.45 (35º), 24.42 (27º), 34.23 (52º), 33.28 (39º)
45º Pedro Silva (Portugal Young Team) 3.07.02
55.17 (65º), 36.10 (74º), 27.09 (49º), 36.23 (69º), 32.03 (33º)
87º João Cascalho (Portugal Young Team) 3.50.33
1.08.47 (107º), 47.12 (118º), 36.12 (115º), 35.28 (62º), 42.54 (94º)

M18 (125 atletas)
1º Joakim Svensk (Stora Tuna OK SWE) 2.55.43

45.49 (10º), 34.07 (2º), 24.23 (1º), 28.52 (7º), 42.32 (3º)
28º Paulo Pereira (Portugal Young Team) 3.33.57
53.37 (46º), 44.48 (56º), 30.19 (23º), 36.02 (42º), 49.11 (28º)
58º Filipe Salgado (Portugal Young Team) 4.47.08
1.18.20 (97º), 58.51 (85º), 44.15 (97º), 44.53 (78º), 1.00.49 (66º)

M55 (115 atletas)
1º Harald Thon (Sturla IF / NOR) 2.47.23

39.31 (1º), 34.34 (1º), 27.46 (2º), 27.47 (2º), 37.45 (3º)
24º Manuel Dias (Lisboa OK) 3.49.00
1.04.14 (57º), 53.03 (51º), 38.34 (38º), 35.11 (17º), 37.58 (5º)

MB (50 atletas)
1º Elvis Forabosco (Orienteering Swallows Noale AS / ITA) 3.15.37

55.05 (1º), 41.44 (4º), 28.16 (3º), 33.07 (8º), 37.25 (2º)
nc Hélder Ferreira (Portugal Young Team)
1.09.32 (12º), --np--, 49.08 (27º), 51.35 (22º), 52.02 (18º)

W16 (100 atletas)
1º Gunvor Hov Høydal (Fossum IF / NOR) 2.39.36

49.34 (1º), 28.58 (1º), 22.55 (1º), 24.55 (3º), 33.14 (11º)
17º Vera Alvarez (Portugal Young Team)
54.38 (8º), 34.33 (10º), 36.16 (49º), 35.22 (31º), 36.44 (25º)
32º Rita Rodrigues (Portugal Young Team) 3.37.25
1.03.04 (31º), 50.16 (59º), 29.18 (15º), 35.24 (33º), 39.23 (39º)
45º Ana Salgado (Portugal Young Team) 4.06.33
1.17.29 (58º), 48.18 (56º), 33.54 (41º), 50.01 (63º), 36.51 (27º)
54º Inês Catalão (Portugal Young Team) 4.43.23
1.19.36 (61º), 52.53 (63º), 42.05 (64º), 54.38 (71º), 54.11 (69º)

W18 (80 atletas)
1º Oda Wennemo (Raumar NOR) 2.48.06

51.27 (2º), 34.50 (2º), 22.35 (1º), 23.46 (2º), 35.28 (2º)
16º Mariana Moreira (Portugal Young Team) 3.33.05
1.00.57 (17º), 51.01 (40º), 29.39 (27º), 25.53 (12º), 46.35 (25º)

[foto gentilmente cedida por Hélder Ferreira]


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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