sábado, 31 de janeiro de 2009

(DES) ORIENTAÇÃO


À BOLEIA...

O meu maior episódio de desorientação aconteceu em Março de 2001, no primeiro dia de uma prova de Ori-BTT organizada pelo COC, em Alvados (Porto de Mós).

Quando chegámos ao local da prova, percebi logo que o que me esperava não iria ser tarefa fácil. Além do nevoeiro cerrado, ao olhar para as partidas a única coisa que conseguia ver era uma encosta “do tamanho do mundo”. Prometia…

E pronto, lá parti. Se tivesse sido uma prova normal, poderia dizer que tinha demorado mais tempo até ao triângulo do que no resto da prova inteira. Mas não, esta não era uma prova normal e nem eu imaginava, nessa altura, o que iria ser a minha primeira (e última) aventura, de bicicleta, na serra de Alvados. Se bem me lembro, tenho ideia que ainda piquei um ou dois pontos. Nesse ano, ainda era juvenil, mas não se pode dizer que não percebesse coisa alguma daquilo... Não muita, mas alguma. Já fazia orientação pedestre há cinco anos e, em BTT, há um. Mas, subitamente, fui “engolida” pelo nevoeiro.

Não sei como lá cheguei, nem sabia como iria de lá sair, só sei que não via ninguém (a não ser um BTT’ista que voava ao longe) e que tudo à minha volta me fazia lembrar um autêntico filme de terror! Daqueles em que começamos a ouvir barulhos, como a vegetação a ranger, que são simplesmente fruto da nossa imaginação, e em que o nevoeiro se desloca, como se fossem imagens de pessoas a flutuar!

Como não fazia a mínima ideia onde estava e não via um palmo à frente do nariz (literalmente), decidi desmontar da bicicleta e comecei a andar no meio das pedras e dos muros. Sim, porque para facilitar a minha tarefa, o mapa estava carregadinho de muros! Caminhos, nem vê-los e, quando existiam, não eram caminhos, eram montes de pedras. Não foi a ideia mais inteligente, mas andei, andei, andei… A certa altura, cheguei a um cruzamento de caminhos, desta vez numa clareira, mas claro que ainda não fazia a mínima ideia de onde estava. Provavelmente já estaria fora do mapa, mas em vez de parar e voltar para trás, continuei a andar. Ideia brilhante!

Estava eu na “enésima” tentativa de me relocalizar quando, vindas do nada, surgem duas raparigas que estariam a fazer o escalão de Open e que, por coincidência, estavam exactamente na mesma situação que eu, completamente perdidas! Era a primeira vez, ou uma das primeiras, que faziam orientação em BTT. E que belo dia tinham escolhido…
Claro que decidimos continuar a andar, sem rumo. Outra ideia brilhante. Lá seguimos as três, “mais vale acompanhadas do que sós!”, até que vislumbrámos a “luz ao fundo do túnel”. Dirigimo-nos ao que parecia ser uma terra habitada e, sorte a nossa, havia mesmo um café com gente lá dentro!

Ao chegarmos, perguntámos a um homem que aí se encontrava se nos podia dizer onde estávamos. Ele olhou para nós com um ar muito admirado (porque é que seria?) e disse um qualquer nome de que não me recordo. Ficámos as três a olhar também umas para as outras, com um ar desconfiado, pois claro, que aquele nome não nos dizia nada. Perguntámos então: “E sabe-nos dizer como se vai para Alvados?” E, mais uma vez, ele sabia: “Sim, é um pouco longe, mas seguem esta estrada sempre em frente, viram à esquerda na próxima, depois a seguir à direita e depois sempre em frente até chegarem a Alvados. “Ah… Pois… Obrigada…”

Depois da nossa resposta pouco convincente, e quando já nos deslocávamos para a porta, o homem, ao aperceber-se que estávamos completamente desorientadas, com um ar infeliz e preocupado, disse: “Mas, se quiserem, eu posso levá-las lá! Tenho uma carrinha de caixa aberta…”. E, numa fracção de segundo, respondemos as três, em uníssono: “Sim! Sim! Muito obrigada!” Uff, que grande alívio…

O homem lá foi buscar a carrinha e carregou as três bicicletas. Deparámo-nos, então, com outro problema. Nós éramos três e, na cabine, para além do condutor, só cabíamos duas. Diz ele: “Tem que ir uma de vocês atrás, com as bicicletas” e, amavelmente, pega numa das outras duas raparigas, como se fosse um saco de batatas, e ajuda-a a subir. Lá fomos, então, em direcção à concentração e, assim, começámos a nossa última etapa da prova de BTT, à boleia de um desconhecido que encontrámos num café algures na serra de Alvados. Não sei quanto tempo durou a viagem, mas parecia que nunca mais acabava.

Quando chegámos à concentração, já estava tudo à nossa espera, os meus pais, os acompanhantes das raparigas, a organização, e, ao longe, acabaram por nos ver, com as bicicletas em cima da carrinha e as três com um ar muito desolado. Houve alguém da organização que ficou bastante contente por nos ver: “Ainda bem que já chegaram, pois estava a preparar-me para ir à vossa procura!”

Não vale a pena referir que, no segundo dia, nem tive coragem para começar a prova…

Ana Porta Nova

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sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

THIERRY GUEORGIOU VENCE MADEIRA ORIENTEERING FESTIVAL 2009


Mais cedo do que o previsto, chegou ao fim o Madeira Orienteering Festival. A inclemência do tempo levou a Organização a anular a etapa da Bica da Cana e a reestruturar a fórmula classificativa. Sem surpresas, Thierry Gueorgiou foi o grande vencedor, enquanto no sector feminino o triunfo sorriu a Ingela Alvmyren.

A espera prolongou-se até às 13h00, mas não havia nada a fazer. Ao forte vento que se fazia sentir e ao nevoeiro que teimava em não arredar pé, juntava-se a neve (!), tornando o Paul da Serra praticamente inacessível. A situação aconselhava a máxima prudência e a Organização decidiu, por razões de segurança, anular a quarta e última etapa do Madeira Orienteering Festival. Para efeitos de classificação final, foram contabilizadas as duas melhores classificações das três etapas realizadas e, assim, Thierry Gueorgiou (Kalevan Rasti) e Angela Alvmyren (Halmstad OK) sagraram-se os grandes vencedores deste MOF 2009.

O triunfo nas três etapas rendeu a Gueorgiou uma vitória tranquila, com um total de 2000 pontos. Atrás de si classificaram-se os suecos Mattias Millinger (OK Linné), Johan Lindhal (Täby OK) e Peter Eriksson (Sodertalje Nykvarn Orie), com 1856.09, 1719.09 e 1662.65 pontos, respectivamente. Nas posições imediatas, posicionaram-se três atletas do CA Madeira, António Olival, Miguel Gonçalves e Nélson Baroca. Ausente nas duas primeiras etapas e apenas 9º classificado na prova de Sprint nocturno, o francês François Gonon, 14º do ‘ranking’ mundial, foi presença discreta neste importante evento internacional.

No sector feminino, a sueca Ingela Alvmyren (Halmstad OK) recuperou do segundo lugar na etapa inicial e, com vitórias na prova de Distância Média (Poiso) e Sprint nocturno (Funchal), arrebatou o Troféu totalizando 2000 pontos. Cornelia Eckardt (USV TU Dresden) foi a segunda classificada com 1947.93 enquanto o terceiro lugar coube à sueca Jenny Bengtsson (Langhundra IF), a distantes 275.31 pontos da vencedora. Debora Silva (CMO Funchal) foi a melhor portuguesa, no 6º lugar da Geral.

Saiba tudo em
http://mof2009.com/mof/ e leia as crónicas de Thierry Gueorgiou AQUI.

[foto retirada do excelente álbum de Vítor Sousa, em http://picasaweb.google.pt/vhsousa]

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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VENHA CONHECER... LUÍS SÉRGIO


Chamo-me… LUÍS Guilherme de Oliveira SÉRGIO
Nasci no dia… 28 de Julho de 1968, em Torres Vedras
Vivo em… Torres Vedras
A minha profissão é… Cartógrafo
O meu clube… Académico de Torres Vedras
Pratico orientação desde… 1990

Na Orientação…

A Orientação é… aventura!
Para praticá-la basta… gostar!
A dificuldade maior é… parar!
A minha estreia foi … Monsanto!
A maior alegria… já foi encontrar um ponto, agora é chegar ao fim!
A tremenda desilusão… estar perdido!
Um grande receio… magoar-me!
O meu clube é … um grupo de amigos!
Competir é… divertir!
A minha maior ambição é… continuar a praticar durante muito tempo!

… como na Vida!

Dizem que sou… campeão, mas já não sou!
O meu grande defeito é… ser desorganizado!
A minha maior virtude… persistência!
Como vejo o mundo… com optimismo!
O grande problema social… a pobreza!
Um sonho… ter um Dia Nacional da Orientação!
Um pesadelo… não ter mapa!
Um livro… “Onze Minutos”, de Paulo Coelho!
Um filme… não consigo destacar um, são muitos!
Na ilha deserta não dispensava… uma companhia!

Na próxima semana venha conhecer Albina Pires.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

EVA JUŘENÍKOVÁ: "GOSTO IMENSO DE PORTUGAL"


Actual nº 20 do “ranking” mundial, Eva Juřeníková esteve em Portugal, treinando em Castelo de Vide e competindo no NAOM, em Alter do Chão. Foi aqui, no final da sua prova de Distância Média, que falou para o Orientovar. Dessa curta conversa, de pouco mais de seis minutos, aqui damos conta.

Orientovar (O.) - Sei que não é a primeira vez que visita Portugal…

Eva Juřeníková (E. J.) - Não, de todo! Esta será a quinta ou sexta vez que estou em Portugal, mas é a primeira vez que visito o Alentejo. Nas restantes ocasiões fiquei na zona litoral. Há uma semana que estamos aqui, em Castelo de Vide, com treinos duas vezes por dia, utilizando os diferentes mapas que existem na região.

O. - Qual a primeira impressão?

E. J. - Fico com uma ideia muito positiva dos mapas e dos terrenos. São mapas bastante técnicos, na realidade muito mais técnicos do que aqueles que encontramos junto à costa, onde predominam as dunas de areia. Estes são terrenos muito diferentes, muito mais interessantes, tanto para mim como para todos os atletas do clube que estão cá. Para além disso devo realçar que o alojamento é excelente, tudo tem corrido na perfeição, não há nada a apontar, a não ser realmente o tempo. Mas quanto a isso não podemos fazer nada. Estamos em Janeiro e é natural que o tempo não ajude, apesar de hoje estar um dia muito bonito.

O. - Porque escolheu Portugal para a preparação da sua época?


E. J. - Uma ou duas vezes no Inverno procuramos campos de treino onde as características e qualidade dos terrenos sejam adequadas e as condições climatéricas ajudem. Na verdade, nesta altura do ano, com toda a neve existente na Suécia, onde vivo actualmente, é impossível correr na floresta. É muito importante o treino técnico de Orientação ao longo de todo o ano e, tanto Portugal como a Espanha, oferecem imensas oportunidades a quem busca campos de treino no Inverno. Gosto imenso de Portugal. No ano passado estive em Mira e fiquei particularmente agradada com a Organização dos campos de treino e as diferentes sessões. Voltei a contactar o Bruno [Nazário] e este ano optei por outro tipo de terrenos. Foi uma excelente opção, sobretudo pela qualidade dos terrenos que aqui encontramos.

O. - Que conhecimento tem da Orientação em Portugal?

E. J. - A primeira vez que cá estive foi em 2000 e, quando comparo as condições daquela altura e as que existem hoje, posso dizer que não é apenas o número de participantes em provas de Orientação que cresceu. Também o nível competitivo dos atletas portugueses aumentou, até porque Portugal tem tradição no meio-fundo e fundo. Mas é sobretudo ao nível da qualidade organizativa e do enorme número de excelentes mapas que entretanto surgiram, que salta à vista o desenvolvimento muito positivo da modalidade em Portugal. Definitivamente, recomendaria este País a qualquer atleta, como um local privilegiado para campos de treino, em particular nesta altura do ano.

O. - A República Checa começa a afirmar-se como uma das grandes potências mundiais na Orientação. Onde reside, do seu ponto de vista, o segredo?

E. J. - O segredo está em muito trabalho e na qualidade dos campos de treino. Temos, ao nível da Federação Checa, uma excelente organização e o técnico nacional tem vindo a desenvolver um trabalho muito bom. Ao longo dos meses de Inverno, temos tido campos de treino todos os meses, em terrenos muito diferentes uns dos outros. E julgo que também acaba por ser importante o facto de termos na Selecção Nacional atletas que conseguem atingir o topo e alcançar grandes resultados a nível mundial, servindo de exemplo e transmitindo uma enorme motivação ao resto da equipa.

O. - O que podemos esperar da Eva Juřeníková esta época?

E. J. - O meu clube está cada vez mais forte e proporciona aos seus atletas excelentes condições. Estou muito motivada, confio numa boa época e só espero que os resultados possam aparecer. Fazer boas provas e progredir no “ranking” é o meu objectivo. Se continuar a treinar assim, espero conseguir alcançar o “top 10”.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO


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PELO BURACO DA FECHADURA...


Arrancou ontem, na Pérola do Atlântico, o Madeira Orienteering Festival 2009. Três dias de muitas e boas provas, grande convívio e animação e a presença, sempre saudada, de dois dos maiores orientistas mundiais da actualidade, os franceses Thierry Gueorgiou e François Gonon. Mas temos ainda o VI Meeting de Orientação Ilha da Madeira e as Corridas de Aventura com o Raid do Mondego. Motivos mais do que suficientes para espreitarmos pelo buraco da fechadura…

Organizada pelo Clube de Montanha do Funchal, com o apoio da Direcção Regional do Turismo, o Madeira Orienteering Festival 2009 (MOF) é uma competição de três dias, composta por três eventos de Distância Média e um de Sprint Nocturno. Uma forte aposta na promoção além fronteiras, aliada à qualidade intrínseca do evento, às excelentes condições proporcionadas aos participantes e à simpatia e bem receber dos madeirenses, fazem com que o MOF seja cada vez mais uma referência a nível mundial. O crescente interesse manifestado no evento é consubstanciado, na edição de 2009, pela presença desse verdadeiro “monstro” da Orientação que dá pelo nome de Thierry Gueorgiou, bem secundado pelo seu compatriota François Gonon e por um vasto leque de estrangeiros que constituem 52% dos 146 atletas inscritos.

O programa teve o seu início na manhã de ontem, com uma prova de Distância Média no mapa do Caniçal. Gueorgiou (Kalevan Rasti) foi o vencedor em H21, cumprindo os 3.8 km (21 pontos de controlo) no tempo de 23.55. Os cinco lugares imediatos foram ocupados por atletas suecos, com Lukas Petterson (IFK Umea) a ser o segundo classificado, com mais 1.04 que o vencedor. Miguel Gonçalves (CA Madeira), com 40.26, ocupou a sétima posição e foi o melhor português. Em D21, a vitória foi para a “veterana” alemã Cornelia Eckhardt (USV TU Dresden), Vice-Campeã do Mundo de Distância Longa (W35) na Marinha Grande, e que aqui gastou 36.34 para completar os 3.2 km (19 pontos de controlo) da sua prova. A atleta sueca Ingela Alvmyren (Halmstad OK) foi a segunda classificada, a escassos 19 segundos. Fanni Mathe, a atleta húngara que representa o CPOC, alcançou o quarto lugar, com 44.12, enquanto Ana Chulata (UnApoio), com 1.03.53, quedou-se pelo sexto lugar e foi a melhor portuguesa.


Aproveitando a embalagem, o Clube Aventura da Madeira leva a efeito, no próximo fim-de-semana, o VI Meeting de Orientação Ilha da Madeira. Prova pontuável para a Taça FPO Madeira 2008/2009, o evento irá decorrer nas serras de Santa Cruz e será distribuído por duas etapas de Distância Média. De acordo com a Organização, “o Chão das Aboboreiras e o Montado do Pereiro serão os centros da competição, dois locais de beleza impar, com áreas abertas alternadas com floresta e com uma enorme apetência para o recreio e lazer.” Tendo João Soares como Traçador de Percursos (função que reparte com Alípio Silva) e Director, a prova é aberta aos escalões de formação (D15 / H15), dezanove escalões de Competição e dois escalões OPT’s.

A Taça de Portugal de Corridas de Aventura está de regresso. Trata-se do Raid do Mondego, disputa-se no sábado, arranca com um Briefing pelas 8h30 no Parque Verde do Mondego (Coimbra) e, até às 22h30, promete emoções fortes e muita adrenalina à flor da pele. A organização é da ACM Coimbra, Luís Figueiredo é o Director da Prova e são cinco as etapas à espera das equipas, cujo número de inscritas até ao momento é de 41 (6 no escalão de Elite, 5 em Elite Mista, 25 em Aventura e 5 em Promoção). Tudo para acompanhar em
http://www.wix.com/raidmondego/info.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

DUAS OU TRÊS COISAS QUE EU SEI DELA...


1. Decidiu a Organização do NAOM homenagear-me na figura do blogue Orientovar. Por aquilo que vem aqui sendo feito pela Orientação e, no caso concreto, pela promoção e divulgação do evento em si. Fê-lo duma forma singela, colocando-me lado a lado com o “OriMap” e com “Uma Espécie de Orientista”, que o mesmo é dizer, com a Diana e o Bino e com o Luís Pereira. Foi muito bonito. Senti-me tão bem… Sermos reconhecidos pelo nosso esforço e dedicação é muito bom, mas é melhor ainda quando, na mesma nau, vemos os nossos companheiros e amigos serem igualmente distinguidos!

2. Uma verdadeira revelação. Isabel Sá foi a voz do NAOM 2009 e que bem que esteve! A contagem decrescente para a partida dos nomes mais sonantes, o acompanhamento da luta que ia sendo travada nos múltiplos escalões, as impressões recolhidas no final dos percursos, as entrevistas, um ou outro apontamento marginal que também é notícia, nada escapou à atleta de Vila do Conde, aqui a demonstrar que não é “apenas” uma excelente orientista mas uma comunicadora nata. Com ela, o NAOM ficou mais rico. Neste, como noutros casos, a aposta do Grupo Desportivo 4 Caminhos nas capacidades e potencialidades dos seus elementos mais jovens vai dando muitos e saborosos frutos. E não é preciso procurar mais nos próximos eventos. O lugar é dela, com inteiro mérito!

3. Entre as gratas recordações que sobram do NAOM 2009, uma há que me leva a um pequenino apartamento no centro da vila de Alter do Chão. Ali, num estúdio improvisado, a Rádio Álamo põe no ar aquilo que de mais importante vai ocorrendo na região. E o NAOM foi importante. Joaquim Calçadas e a restante equipa fizeram da entrega e da abnegação a sua bandeira ao longo dos três dias do evento. Foram presença constante em todos os palcos, incansáveis no apoio ao som, incomparáveis na disponibilidade e simpatia, inigualáveis no brio e profissionalismo. E interessados. Interessados em saber “que raio de coisa é esta da Orientação”. À Rádio Álamo presto a minha sincera e sentida homenagem e para eles vai, direitinho, o Louvor da Semana.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

OS VERDES ANOS: GONÇALO CRUZ


Olá!

Chamo-me Gonçalo Cruz, tenho 16 anos e vivo em Colares, ao pé da belíssima Serra de Sintra. Estou no 11ºano do Curso de Ciências, na Escola Secundaria de Santa Maria. Ainda não sei que área seguir depois do 12ºano concluído.

Comecei a praticar desporto quando entrei para o 1º ano. Primeiro foi a Natação na Escola, desporto o qual pratiquei durante cinco ou seis anos. Os últimos dois anos foram mais sérios, sendo que o ultimo foi federado (treinava uma hora e meia por dia, seis vezes por semana), mas acabei por desistir por não ter motivação suficiente. No meu clube éramos apenas dois atletas federados e não tinha ninguém que puxasse por mim, pelo que fui perdendo o interesse pela alta competição de Natação. Aliás, devo dizer que uma das maiores “secas” da minha vida foi numa prova de Natação, onde depois do aquecimento estive quatro horas sentado à espera de nadar 100 metros. Depois andei no Ténis um ano e no futebol um ano e meio (nessa altura já fazia Orientação), quando entrei para o 5º ano e descobri esta maravilha de desporto que é a Orientação!

Lembro-me perfeitamente do meu primeiro contacto com a modalidade e fiquei logo 'agarrado' a ela. Depois comecei a ir a provas de Desporto Escolar, fui-lhe ganhando o gosto até que um dia me federei (nº 3158). Para mim a Orientação é o desporto perfeito... e mais não preciso dizer porque sei que para vocês também o é!

Um dia decidi que queria experimentar Ori-BTT e então lá fui eu mais a Filipa experimentar uma ‘provita’! E, como é óbvio, fiquei 'agarrado' também... Segunda prova, Óbidos, Campeonato Ibérico. O Gonçalo a pensar que ia ser bastante difícil… mas não é que parecia que já fazia aquilo há anos!!!

Até agora tenho feito as duas vertentes de Orientação e há 2 anos consegui ir ao Campeonato Europeu de Ori-BTT. Nesse Campeonato tive algumas das experiências mais desastrosas de sempre, mas que nunca vou esquecer. A primeira prova, Sprint, o que haveria de acontecer? O menino Gonçalo resolveu perder a bússola mesmo antes de partir! Na segunda prova, Distância Média, estragam-se os sapatos e lá tem a ‘tape’ que fazer de 'atacadores'; de seguida, a caminho das partidas(que eram longe e eu já estava um pouco atrasado), o João Ferreira que ia comigo repara que eu tenho os calções rasgados e eu lá andei a pôr alfinetes e um bocado de ‘tape’ a desenrascar-me com aquilo que tinha há mão.


Já a meio da prova, numa opção, decidi cortar caminho, desci lá um trilho que havia e no fim dele meti a bicicleta às costas e atravessei o resto; porém, azar meu, o caminho estava assinalado no mapa com uma cruz em cima que eu não reparei e, a dada altura, reparo que está um senhor da Organização ao fundo a gritar, a dizer para eu esperar, e quando chega ao pé de mim vê o meu dorsal e diz que eu estou desclassificado. Depois estive ainda um bocado parado a tentar perceber o que tinha feito de errado, porque naquela altura a cruz que estava em cima do caminho pareceu-me que estava noutro ao lado, mas não. O que me pareciam dois caminhos, afinal era só um! Terceira prova, Distância Longa, foi aquela em que não aconteceu nada!! só faltou mesmo ganhar... Quarta prova, Estafetas, não é que aqui o “je” lembrou-se de fazer o “loop” ao contrário!! Depois de o ter completado é que reparei!!! Bem… Toca lá de voltar para trás e fazer isto como deve de ser. Mas acima de tudo foram dias de muita diversão, deu para fazer amigos e para evoluir na modalidade!

A época passada fui ao EYOC e, apesar de as provas não me terem corrido como eu esperava, foi das melhores experiências que já tive. Já tinha estado num Campeonato Europeu de Ori-BTT, mas o espírito na Pedestre é totalmente diferente.

Na minha vida de orientista ainda só consegui fazer três provas perfeitas, sem um único erro e sempre totalmente concentrado. Essas provas foram os Campeonatos Nacionais de Ori-BTT da época 2006/2007, onde venci as três provas. A prova que me soube melhor até agora foi o sprint nos 5 dias de França de Ori-BTT, e ficou a saber ainda melhor quando vi os resultados do Campeonato Europeu de MTBO e vi que o atleta que ficou em 2º lugar no Sprint foi o atleta francês que eu venci por dois minutos nos cinco dias.

Os meus objectivos para a próxima época são ir ao EYOC na Sérvia, Campeonato do Mundo de Ori-BTT em juniores, vencer o Campeonato Nacional de Distancia Longa (pedestre), vencer o Campeonato Nacional de Distancia Média (Ori-BTT) e conseguir o 1º lugar no “ranking” da Taça de Portugal de Orientação Pedestre.

Obrigado Margarido, desejo uma boa continuação deste grande trabalho.

Beijos e abraços,

Gonçalo Cruz

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segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

NORTE ALENTEJANO O'MEETING 2009: O QUE ELES DISSERAM...


Mentiria se dissesse que não estava à espera de vencer este NAOM. É verdade que era o favorito e, apesar de alguns problemas que senti na prova de Sprint, de ter perdido algum tempo também na prova de Distância Longa e das coisas não terem sido fáceis, consegui vencer e estou muito contente com este resultado. Gostei muito do terreno. É completamente diferente daquilo que temos na República Checa e foi uma boa experiência fazer Orientação nestes mapas.

Para além do terreno, gostaria de destacar a qualidade da organização e a simpatia das pessoas. O pior foi mesmo o tempo. Irei regressar a Portugal no próximo mês de Fevereiro para o Portugal O’Meeting e espero, depois disso, poder cá voltar muitas mais vezes. Este é um País muito bonito e que recomendaria a todos os praticantes de Orientação de qualquer parte do mundo.

Michal Smola
IFK Moras OK



Esta será a quinta ou sexta vez que estou em Portugal mas é a primeira vez que visito esta região. Fico com uma impressão muito positiva dos mapas e dos terrenos. Em particular a prova de Distância Média foi muito técnica e estou satisfeita com os meus desempenhos. Tudo correu na perfeição, não há nada a apontar, a não ser realmente o tempo.

Gosto muito de Portugal. No ano passado estive em Mira e fiquei particularmente agradada com a organização dos campos de treino. Voltei a contactar o Bruno [Nazário] e este ano optei por outro tipo de terrenos. Foi uma excelente opção e esta é uma boa maneira preparar a nova época e de rentabilizar um tempo onde, na Suécia, o país onde agora vivo, praticamente não se pode fazer Orientação.

Eva Jureniková
Domnarvets GoIF



Poder competir com um Vice-Campeão do Mundo e uma referência da Orientação a nível mundial, um dos atletas com mais margem de progressão e que mais treina, que é o Michal Smola, foi um privilégio. Poder ter ficado tão perto dele e, inclusivamente, ter-lhe ganho no Sprint, era algo que nem em sonhos estava perto de poder imaginar. A verdade é que isto só é possível porque ele está em início de época, porque nós já temos mais alguma rodagem e porque este é um terreno onde consigo fazer provas perfeitas e eles, se calhar, não o conseguem. Acho que é só por isso.

O NAOM é, cada vez mais, uma prova reconhecida a nível nacional e mesmo internacional. Sem contar para o ‘ranking’ mundial, conseguir trazer um bom número de estrangeiros é uma prova do reconhecido valor do evento. E estamos ainda a falar duma região com um potencial enorme em termos de terreno, o que faz com que saiamos daqui muito contentes. Espero não ser mal interpretado, mas quase poderíamos dizer que o mapa podia estar mal feito mas o terreno é tão fantástico que toda a gente saía daqui contente na mesma. O GD4Caminhos está de parabéns e os votos são de que continuem com este dinamismo a proporcionar-nos momentos como este, com o valor acrescido de ser no Norte Alentejano, no Alentejo, no interior, que isso é que é importante, tanto para a modalidade como para a própria região.

Tiago Aires
GafanhOri



Este NAOM’09 foi uma boa experiência e ainda bem. É perto do local onde vivo e, assim, vou ter a oportunidade de voltar cá várias vezes. Gostei muito de qualquer uma das três provas, diverti-me muito e isso é sinal de que tive imenso prazer em fazê-las.

Todos os momentos foram bons mas há dois que conservo com a mais grata recordação. O primeiro, na prova de Sprint, quando entrámos no Jardim do Álamo com tudo às escuras. Um espectaculo! Seguir palmo-a-palmo, onde é que estou (?)… Foi muito divertido. E depois o segundo, na prova de Distância Longa, quando passei mesmo ao lado de muitos cavalos, estavam todos a olhar para mim… Foi lindo!

Raquel Costa
GafanhOri



Foi uma prova que o GD4 Caminhos e o Fernando Costa, como seu principal mentor, conseguiram levar a bom termo. As excelentes qualidades do terreno, aliadas à capacidade de organização deste grupo de trabalho levaram ao apuro de todos os pormenores. Com tanta gente, com tantos meios envolvidos e com o forte apoio do município, foi possível assistirmos aqui a um bom evento.

O Supervisor vai vendo como é, vai dando um conselho ou outro… Houve algum atraso no lançamento da prova e acabei por dar não tantos conselhos como gostaria. Mas isso não irá acontecer na próxima edição do Norte Alentejano O’Meeting, onde serei novamente o Supervisor. Temos mais tempo para preparar a prova, para trabalhar com outra profundidade e deixar tudo bem clarinho para que o NAOM’10 decorra sem sobressaltos.

Joaquim Patrício
CN Alvito, Supervisor FPO



A partir deste momento, Alter do Chão fica dotado dum instrumento fundamental para o futuro, que são os quatro mapas de Orientação com que ficámos e que em boa hora o Grupo Desportivo 4 Caminhos nos facultou. Para eles vai o meu agradecimento pelo enorme trabalho que tiveram, pela forma como souberam ultrapassar as dificuldades colocadas pelas condições atmosféricas adversas. Alter do Chão fica mais rico e com uma ferramenta para o futuro. Vamos daqui para a frente divulgar e potenciar esta ferramenta que temos no nosso Concelho e procurar atrair cá mais gente. Vamos tentar que as equipas de Orientação venham aqui trabalhar, venham aqui fazer os estágios. Temos condições para isso.

Conseguimos ter aqui toda esta gente neste fim-de-semana. Penso que gostaram de cá estar, vão satisfeitos e irão concerteza voltar. É esse o repto que deixo a todos os participantes no sentido de voltarem a visitar-nos. Fico com a impressão de que nenhum deles teve tempo suficiente de desfrutar devidamente de Alter do Chão mas ficaram com curiosidade e vão regressar. Com mais calma vão voltar a fazer os mesmos percursos, com melhor tempo, com melhores condições atmosféricas. Tenho a certeza que vão voltar a Alter do Chão.

Dr. Joviano Martins Vitorino
Presidente CM Alter do Chão



Tentamos em cada evento melhorar e inovar, o que nem sempre é fácil. Com condições meteorológicas tão adversas foi possível verificar as capacidades de uma equipa organizativa e testá-las quase até ao limite. Teve de haver uma entreajuda muito maior, um espírito de sacrifício e de abnegação redobrados, mas penso que conseguimos as condições mínimas de qualidade – em termos de mapas, de percursos, de terrenos, de logística, de inovações – e transformámos este NAOM’09 num bom evento.

O apoio da Câmara Municipal de Alter do Chão constituiu para nós uma grata surpresa, pela sua entrega, o seu voluntarismo, e um empenho inexcedíveis. Estamos muito agradecidos pela colaboração prestada por este município e, com toda a certeza, iremos cá voltar. Queremos que se realizem aqui campos de treino, não apenas do nosso clube mas de outros clubes. Vamos procurar que os clubes da região possam vir aqui treinar e melhorar as suas qualidades técnicas. Não tem cabimento fazer um trabalho destes e depois ele ficar parado, sem ser aproveitado.

O que fica de mais importante e de significativo para nós é ter conseguido organizar este evento aqui. Era um sonho de longa data, não tinha sido conseguido numa anterior candidatura, foi possível agora. É esta a nossa maior satisfação e vamos daqui com a consciência tranquila, na certeza de que fizemos o melhor que estava ao nosso alcance para que todos levassem daqui uma recordação que nunca mais esqueçam.

Fernando Costa
GD4C, Director da Prova



Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO
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domingo, 25 de janeiro de 2009

NORTE ALENTEJANO O'MEETING 2009: A LEI DO MAIS FORTE!


A Orientação regressou ao Norte Alentejano pelas mãos do Grupo Desportivo 4 Caminhos. Dois dias intensamente vividos, três provas de altíssimo nível e um punhado de iniciativas de grande valor social e cultural, proporcionaram gratos e inesquecíveis momentos a todos quantos tiveram o privilégio de marcar presença em Alter do Chão, na terceira edição do Norte Alentejano O’Meeting.

Quase sem darmos por isso, 2009 entrou de mansinho e o Janeiro caminha já para o seu final. Sete semanas após a jornada ibérica de Idanha-a-Nova, assistimos ao retomar das provas do “ranking” da Taça de Portugal de Orientação Pedestre com o Troféu Norte Alentejano O’Meeting (NAOM). Apesar da sua curta existência, o evento tem sabido conquistar um lugar destacado nas preferências dos amantes da modalidade, quer pela sua qualidade intrínseca no plano organizativo, quer pela forma como concorre para a promoção e valorização do enorme potencial humano, natural e paisagístico de toda uma região.

Contando com o forte empenho e apoio da Câmara Municipal de Alter do Chão, o Grupo Desportivo 4 Caminhos cerrou fileiras, soube tornear as dificuldades levantadas pela inclemência do tempo nos dias que antecederam a prova e reforçou a aura de qualidade e prestígio que surgem associados ao NAOM. A prova de coragem, humildade, brio e profissionalismo dessa extraordinária equipa liderada por Fernando Costa, viu o seu esforço recompensado graças ao sentimento generalizado de enorme satisfação e reconhecimento da parte de sete centenas de participantes, 40 dos quais estrangeiros.

Michal Smola e Eva Jureniková confirmam favoritismo

Ostentando o título de Vice-Campeão do Mundo de Distância Média, o checo Michal Smola (IFK Moras OK) foi o grande vencedor do Troféu, totalizando 2922.8 pontos, mercê das vitórias na prova de Distância Média e Distância Longa e dum 4º lugar na prova de Sprint. Muito motivado e a demonstrar um enorme espírito de sacrifício, Tiago Aires (GafanhOri) foi um brilhante segundo classificado com 2881.1 pontos, alcançando mesmo o impensável: Chegar ao segundo lugar na prova de Sprint, à frente de… Smola. Darius Sadeckas, companheiro de equipa de Smola e também ele um dos bons valores mundiais da actualidade, classificou-se em terceiro lugar com 2848.6 pontos. Saúdem-se igualmente as boas prestações de Tiago Romão (COC) e Miguel Silva (CPOC), quarto e quinto classificados, respectivamente.

Na elite feminina, a checa Eva Jureniková (Domnarvets GoIF) confirmou o seu total favoritismo e triunfou com um total de 3000 pontos, correspondentes às vitórias nas três provas que compunham o Troféu. A sueca Ingela Alvmyren (Halmstad OK) secundou a vencedora em todas as provas e foi, naturalmente, a segunda classificada com 2721.1 pontos enquanto Raquel Costa (GafanhOri) esteve muito regular e, também ela, foi terceira nas três provas e no Troféu com 2515.4 pontos. Apesar do desconsolador sétimo lugar na etapa inicial, Patrícia Casalinho (COC) soube dar à volta à situação e, mercê do quarto lugar no Sprint e na Longa, acabaria por ser a quarta classificada, enquanto a sua colega de equipa, Andreia Silva, se classificou no lugar imediato.

A “praga” do Gafanhoto

A presença constante dos jovens representantes do GafanhOri no lugar mais alto dos pódios começa a ser vista como a “praga” do Gafanhoto. Bendita praga, diga-se, tanto e tão profícuo trabalho se tem revelado aquele desenvolvido por Tiago Aires e Raquel Costa ali para as bandas de Arraiolos. O mapa de vencedores dos escalões de Formação apresentou uma vez mais o GafanhOri como denominador comum. Rute Coradinho (D13), João Cascalho (H15), Inês Catalão (D15), Paulo Falcão (H17) e Rita Rodrigues (D17) elevaram bem alto o nome da turma de S. Pedro da Gafanhoeira e só Vasco Duarte (ADFA), com o seu triunfo em H13, constituiu a excepção à regra.

O duelo mais emocionante de todos quantos foram travados neste NAOM’09 verificou-se em H20, com Manuel Horta (GafanhOri) e David Sayanda (Ori-Estarreja) a alternarem no comando da classificação. Horta começou melhor, vencendo a prova de Distância Média, mas Sayanda recuperou no Sprint e tomou a dianteira. Nova vitória de Horta na Longa, conferiu-lhe em definitivo a posse do troféu, mas escassa diferença de 2.2 pontos para o seu adversário deu bem uma ideia da intensa luta travada entre ambos. Ausentes por imperativos organizativos, as jovens atletas do Grupo Desportivo 4 caminhos, Joana Costa e Isabel Sá, deixaram o caminho aberto ao triunfo de Mariana Moreira (CPOC). Que não se fez rogada e, com um pleno de vitórias nas três provas do Troféu, subiu ao lugar mais alto do pódio, deixando Lena Coradinho e Inês Pinto, ambas do GafanhOri, a considerável distância.

Pódios repartidos entre portugueses e estrangeiros

Davide Machado (.COM) voltou às vitórias em H21A, enquanto Fátima Saraiva (DA Recardães), com uma prova de Distância Média perfeita, acabou por garantir o triunfo em D21A. António Amador (Ori-Estarreja) foi o mais regular em H35 e chegou à vitória no Troféu, a despeito de não ter vencido nenhuma das etapas. Em D35, Susana Pontes (CPOC) continua com a “pedalada” toda e levou de vencida as suas adversárias, com triunfos na Meia e na Longa e um terceiro lugar no Sprint. O CPOC voltou a colocar um atleta no lugar mais alto do pódio, Rui Botão de seu nome, no escalão de H40. Em D40, Alexandra Coelho “arrasou” a concorrência e fez igualmente o pleno de vitórias nas três provas.

Nos restantes escalões, vitórias esperadas de Santos Sousa (ADFA) em H45, Luísa Mateus (COC) em D45, Albano João (COC) em H50, Manuel Dias (Individual) em H55, Maria São João (CLAC) em D55 e Francisco Coelho (Clube TAP) em H60. Kane Andersson (IFK Moras OK) triunfou em D50, à frente de Fernanda Ferreira (DA Recardães). Em D60, a vitória sorriu a Jill Gorvett (SYO) enquanto o finlandês Pekka Syväterä (Individual) triunfou em H65. Finalmente, em H70, a vitória foi para o nosso bem conhecido Bo Hallberg, lídimo representante do CIMO. Colectivamente, o COC foi desta feita o mais forte, vencendo com um total de 5179.2 pontos. O CPOC vendeu cara a derrota e concluiu no segundo lugar a escassos 52.6 pontos. Ori-Estarreja (4766.9 pontos), ADFA (4412.6 pontos) e GafanhOri (3444.8 pontos) ocuparam os lugares imediatos.

[consulte os resultados completos
AQUI]

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

VENHA CONHECER... ADRIANA LADEIRA


Chamo-me… ADRIANA Lopes Silva Canha LADEIRA
Nasci no dia… 22 de Dezembro de 1964, no Funchal
Vivo… no Funchal
A minha profissão é… Professora de Educação Física
O meu clube… Clube Aventura da Madeira
Pratico orientação desde… 1993

Na Orientação…

A Orientação é… desporto na natureza!
Para praticá-la basta… andar!
A dificuldade maior é… o frio!
A minha estreia foi … nos “Jogos Aventura”, na Madeira!
A maior alegria é… chegar ao fim!
A tremenda desilusão… estar perdida!
Um grande receio… encontrar um animal feroz no meio da floresta!
O meu clube… é apenas um clube!
Competir é… saudável!
A minha maior ambição é… superar os percursos!

… como na Vida!

Dizem que sou… simpática!
O meu grande defeito… teimosia!
A minha maior virtude… ser compreensiva!
Como vejo o mundo… muito globalizado!
O grande problema social… a destruição do ambiente!
Um sonho… ter bastante saúde!
Um pesadelo… a morte!
Um livro… “Equador”!
Um filme… é difícil, são tantos…!
Na ilha deserta não dispensava… um bom banho!

Na próxima semana venha conhecer Luís Sérgio.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

PELO BURACO DA FECHADURA...


Sete semanas após Idanha-a-Nova e o Campeonato Ibérico, assistimos ao regresso da Taça de Portugal de Orientação Pedestre. Ao longo do próximo fim-de-semana, Alter do Chão recebe a terceira edição do Norte Alentejano O’Meeting, a “jóia da coroa” da entidade organizadora, o Grupo Desportivo 4 Caminhos. Com Fernando Costa espreitamos pelo buraco da fechadura, ao encontro dum evento que promete.

Orientovar (O) - O GD4C parte para a terceira edição do NAOM com responsabilidades acrescidas. Como é que avalia todo o caminho percorrido e que nos leva até Alter do Chão, já no próximo fim-de-semana?

Fernando Costa (F.C.) - O Caminho percorrido é um caminho de conquista, prova a prova, num território que não é o nosso mas que defendemos como se fosse! É um grande esforço logístico que a associação é obrigada a realizar, mas que temos conseguido cumprir. O NAOM já começa a ser conhecido em termos internacionais como é demonstrado este ano com a vinda de quase 40 estrangeiros. O Caminho é também levar a conhecer outros caminhos, onde a natureza é a maior riqueza da região e com condições impares para praticar Orientação. Agarrando nas palavras da Presidente da Câmara Municipal de Nisa, a Orientação é partilha e nada melhor do que partilhar com todos vós estes espaços, onde a Pedra, a Terra, a Água e o Sol ditam a sua lei.
Também, temos consciência que não podemos defraudar a confiança depositada na Organização, pelo Município e pela FPO, e que todos estão à espera de novidades! Por isso tentamos sempre que os eventos não sejam só os percursos de Orientação. É com algum orgulho que realizamos uma das etapas na Coudelaria de Alter do Chão, que é a mais antiga do Mundo e onde se cria uma imagem de marca Nacional, o cavalo Lusitano. Deixamos ainda uma parte da Coutada do Arneiro para cartografar, para uma outra oportunidade em que o evento seja de maior envergadura e a Fundação Alter Real autorize a sua realização.


O. - Preparado à distância de um ano, quais as grandes dificuldades sentidas no capítulo organizativo? Como é que avalia os apoios, nomeadamente do município de Alter do Chão e dalgumas instituições do Concelho?

F.C. - O grande problema é sempre conseguir a cartografia com a antecedência necessária para poder preparar a prova sem sobressaltos. Apesar de ser a primeira vez que se vai realizar um evento desta natureza em Alter do Chão, com algumas dificuldades de coordenação acrescidas, os apoios da Câmara tem sido muito importantes, pois sem o apoio dos Municípios era impossível realizar este tipo de eventos. Grande parte do apoio logístico é da responsabilidade da Câmara Municipal de Alter do Chão, onde se destaca a possibilidade da Organização fazer do Pólo da Universidade de Évora, em Alter, o seu “Quartel-General”, para além do Jantar-Convívio na noite de sábado e as ofertas para prémios e presenças. De realçar também o apoio dos proprietários dos terrenos, porque sem eles o evento não seria possível. Em termos de patrocinadores, mantêm-se quase os mesmos das anteriores edições, com especial carinho para a Almojanda que é o único da região. Do ponto de vista competitivo, temos um número apreciável de inscritos e a presença confirmada de Michal Smola e Eva Jureniková, atletas da republica Checa e duas referências da modalidade a nível mundial.

O. - Que expectativas estão criadas para o conjunto das três provas que compõem o Programa?

F.C. - Penso que estão reunidas as condições necessárias para que exista um evento com excelente nível competitivo, atendendo à variedade de provas e terrenos. Os vencedores terão que ser muito completos, pois as provas serão distintas e com exigências físicas e técnicas apreciáveis. As figuras mais sonantes estão cá a começar a época e por isso sem grandes interesses competitivos, mas estou certo de que não irão deixar escapar o ensejo de subir ao lugar mais alto do Pódio.


O. - Nota-se uma grande preocupação em interagir com as forças vivas da terra, em deixar vincada a passagem do evento, quer pela presença de personalidades conceituadas, quer pelo lançamento de iniciativas paralelas de âmbito social e cultural. Quer revelar-nos o que está preparado para este ano?

F.C. - Esta situação não é fácil de conseguir, pois normalmente existe uma grande dificuldade em penetrar no circuito de Comunicação Social Local. Por outro lado, os eventos começam todos os anos do zero, o que obriga a repetir sempre as mesmas tarefas. A verdade em que conseguimos em Alter, com o apoio de uma Rádio Local de grande nível, melhorar neste aspecto. Já ontem teve lugar a Conferência de Imprensa [ver apontamento de reportagem aqui] e amanhã teremos Orientação para as Escolas. Grande expectativa está a ser criada com o lançamento das “Crónicas do Norte Alentejano O’ Meeting 2007-2008”, onde pela primeira vez se dá a conhecer em livro um evento de Orientação em Portugal. Para o efeito vai ser realizada uma sessão de autógrafos no Hotel Convento D’Alter no dia 24, pelas 16h30. Quero aqui expressar a minha homenagem ao Joaquim Margarido, que foi sem dúvida a maior descoberta do Norte Alentejano O´Meeting e que, com esta obra, simboliza a “Partilha” ao mais alto nível.

O. - Neste preciso momento, há algum aspecto que o deixe ainda preocupado ou em sobressalto?

F.C. - Há situações com os proprietários dos terrenos que nem sempre são fáceis de gerir. Por vezes só entendem o que se pediu no dia da prova. Vai haver algum gado em locais do evento que não é possível retirar, mas que não oferece perigo, embora saiba que alguns praticantes têm medo! Outro aspecto são as condições meteorológicas adversas, pois com apoio logístico reduzido é sempre complicado oferecer boas condições aos participantes.

O. - Pedia-lhe que deixasse uma mensagem a todos os participantes no NAOM 2009.

F.C. - O Concelho de Alter tem história e tradição, por isso devem aproveitar o ensejo para desfrutar o melhor possível a região. O Grupo Desportivo 4 Caminhos tudo fará para proporcionar um fim–de–semana agradável, com competição e lazer de mãos dadas, com bons locais e percursos desafiantes. Participem nas actividades paralelas, visitem a Coudelaria de Alter nos tempos livres, respeitem as instalações e locais postos à disposição do evento pelas entidades locais, de forma a poder repetir a Festa noutra ocasião.

[saiba tudo sobre o NAOM em
http://www.gd4caminhos.com/naom2009/]

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

YES, WE CAN!


O Dia Nacional da Orientação 2009 será uma realidade. E já tem data e tudo: 14 de Março. Em toda a parte, por todos e para todos!

“I HAVE A DREAM!” Quando, no passado dia 26 de Novembro, citei Martin Luther King e lancei o desafio dum DIA NACIONAL DA ORIENTAÇÃO [ver
aqui], deixei-me levar nas asas do sonho e fiz um “discurso” de esperança.

A ideia vingou e O DIA NACIONAL DA ORIENTAÇÃO será uma realidade. A Federação Portuguesa de Orientação decidiu, em reunião de Direcção, promover a iniciativa e avançar com a data de 14 de Março para a levar à prática.

O espírito predominante será o da FESTA DA ORIENTAÇÃO e DESPORTO PARA TODOS e o objectivo passa por, no dia 14 de Março, existirem em tantos pontos de Portugal quantos possível e com a máxima visibilidade, actividades de Orientação.

Será pedido aos Clubes e ao Desporto Escolar que “promovam o máximo número possível de eventos de Orientação (o mesmo clube poderá desenvolver actividade em mais do que um local) que observem os seguintes princípios: Carácter simplificado (ex: apenas 3 escalões, cartão de controlo, etc.); carácter competitivo inexistente ou reduzido; Contextos com visibilidade (ex: park ou urbano); divulgação na comunicação social local; e, promoção da participação de orientistas "de ocasião".

Agora é pôr mãos à obra e levar por diante esta verdadeira FESTA. Bem hajam todos quantos, com o seu apoio e os seus comentários, contribuíram para transformar o sonho em realidade. Hoje é possível falar de certezas e permitam-me que termine citando Barack Obama: “YES, WE CAN!”

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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DUAS OU TRÊS COISAS QUE EU SEI DELA...


1. A Gala finlandesa de atribuição dos prémios “Personalidade Desportiva” referente ao ano de 2008 não trouxe grandes surpresas. A cerimónia teve lugar em Helsínquia e os laureados foram escolhidos por um colégio de jornalistas desportivos. Os protagonistas da noite dos prémios estão ligados, sobretudo, às grandes conquistas olímpicas de Pequim 2008. A vitória coube à atiradora Satu Mäkelä-Nummela, medalha de ouro na disciplina de Fosso Olímpico, com um total de 3798 votos. Nos segundo e terceiro lugares ficaram, respectivamente, o par remador Sanna Sten / Minna Nieminen, com 2551 votos, e o grande vencedor dos prémios em 2007, o atirador Tero Pitkämäki, com 2518 pontos. Entre os finalistas, a orientista Minna Kauppi [na foto] recebeu um total de 1937 votos, alcançando um meritório quinto lugar.


2. A publicação do artigo de Dan Chissick, com o título “Guerra em Gaza”, suscitou algumas opiniões bem interessantes. Instado a comentar o assunto, Eduardo Oliveira exprimiu o seu ponto de vista a título pessoal, enquanto membro da Direcção da Federação Portuguesa de Orientação. Assim, “ainda é demasiado cedo para estar a fazer grandes análises sobre o impacto da situação actual no WOC MTBO de Israel. A evolução nas próximas semanas e a forma como a situação política for sendo gerida dará mais informações para alguma decisão mais ponderada, pois hoje não temos dados suficientes para se tomar ainda alguma posição.” Mas vai adiantando que a Federação Internacional de Orientação acompanha de perto a situação e se propõe discutir o problema ainda este mês. A finalizar, Eduardo Oliveira lembra que “Portugal é o país organizador em 2010 e, em condições normais, a presença da nossa Selecção é fundamental, tanto em termos desportivos, como de promoção da nossa Organização. Deste modo a posição de Portugal deverá em princípio estar alinhada com as decisões e as directivas que a IOF emanar sobre este evento.” António Aires, o Director Técnico Nacional, partilha da mesma opinião e considera que “os organizadores nunca correriam o risco de promover uma competição onde existisse algum perigo para os atletas, mas também compreendo que os atletas sintam algum receio face a tão alarmantes notícias.” E faz questão de salientar que “por princípio, discordo do boicote desportivo como
forma de protesto político. O desporto pode e deve ser uma forma de unir os povos e não de separá-los.”


3. É mais um contributo para a blogosfera e constitui quase como que o contraponto masculino ao recém-criado “O-laranjitas”. Os ADFA Boys são o Luís Silva, o Fábio Silva e o Ricardo Reis, três jovens atletas da ADFA e alunos da Escola Secundária de Pinhal Novo. Apresentam-se como sendo “três rapazes entre os 14 e os 15 anos” e confessam “uma coisa em comum: Nós adoramos a Orientação!!” Ainda em fase de lançamento, o blogue vai rapidamente adquirir uma grande dinâmica e terá dentro em breve muito para contar. Ou não sejam os ADFA Boys três valores seguros da nossa jovem Orientação, a dar cartas semana após semana e já apurados para os Mundiais de Desporto de Escolar de Madrid, no próximo mês de Abril. Visite-os em
http://adfaboys.wordpress.com/2009/01/ e não se esqueça de os adicionar aos favoritos.


4. O Portugal O’Meeting aproxima-se a passos largos e a Câmara Municipal de Mora, onde decorrerá o evento, não perde pitada dos preparativos. Ao longo desta última semana, o “site” da autarquia tem dado particular relevo ao POM’09, trazendo-o ao conhecimento de todos. Um excelente artigo intitulado “História Recente da Orientação Portuguesa em Mora”, a apresentação do programa, os participantes já inscritos e uma entrevista com Manuel Horta, “o jovem paviense que em Dezembro se sagrou Campeão Ibérico em Distância Longa”, são apenas alguns exemplos dum trabalho feito com rigor e qualidade. Daqui saudamos a Câmara Municipal de Mora e o seu notável esforço e empenho na divulgação do evento, da modalidade e da região. Para ela vai, na certeza da compreensão e apoio de todos, o Louvor da Semana.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO
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terça-feira, 20 de janeiro de 2009

ENTREVISTA: ANTÓNIO RODRIGUES


“ESTOU PREPARADO PARA DAR UM MURRO NA MESA”

JOAQUIM MARGARIDO (J.M.) - Apesar de curta, a sua experiência da vida federativa está marcada por um lugar de destaque. Neste último mandato foi um dos “homens do Presidente”. O que é que aprendeu ao longo deste tempo?

ANTÓNIO RODRIGUES (A.R.) - Aprendi bastante. De facto, a minha experiência é curta. Pratico Orientação apenas há cinco anos e entrei nas lides federativas há três. Não conhecia Augusto Almeida [o anterior Presidente] e foi apenas quando me convidou para Director Financeiro da lista dele que começámos a privar um pouco mais de perto. De facto, a sua capacidade de trabalho e o discernimento para dirigir a Federação foram qualquer coisa de extraordinário e ensinaram-me muito. Somos pessoas diferentes, temos estilos diferentes… Espero que os problemas que surgirem sejam resolvidos de forma consensual. Mas, se alguma vez tiver que o fazer, estou preparado para dar um murro na mesa.

J.M. - Qual é a saúde financeira da actual Federação?

A.R. - Temos, felizmente, alguma saúde financeira, mas que vai ter de durar o maior número de anos possível, não podendo ser desperdiçada brevemente. Por vezes é mais fácil gerir o dinheiro quando ele é pouco do que quando existe em maior quantidade. Felizmente, após o Campeonato do Mundo de Veteranos, dispomos de alguns meios que tornam bastante confortável a nossa gestão, mas é sobretudo na questão dos materiais que estamos bem servidos.

J.M. - As verbas que a Federação recebe provêm, fundamentalmente, de dinheiros públicos. Não se equaciona a possibilidade de encontrar, no sector privado, um “sponsor” que possa patrocinar as nossas Selecções, por exemplo?

A.R. - Claro que sim. As verbas são, em grande parte, aquelas atribuídas pelo IDP e estamos naturalmente abertos a esse tipo de parcerias. A Orientação não tem ainda a necessária projecção que a torne apetecível, digamos assim, por marcas ou produtos. Temos em marcha algumas iniciativas do género, mas mais na Ori-BTT. É uma disciplina onde se afigura mais fácil conseguir esses patrocínios. A mediatização é um dos eixos do nosso plano de acção e a tão necessária visibilidade que almejamos poderá, também, servir para atrair eventuais patrocinadores.

J.M. - Num programa que se adivinha “de continuidade”, há algum “dossier” que marque o arranque desta nova Direcção?

A.R. - Há dois, fundamentalmente. O primeiro é a realização do Campeonato do Mundo de Ori-BTT em 2010. Começámos já a preparar todo o programa de acção e a estruturar as equipas de trabalho. Pretendemos arrancar com a cartografia no início da primavera do próximo ano, numa altura em que receberemos a primeira visita do Supervisor Internacional e queremos, à semelhança do que aconteceu com o WMOC, uma organização de excelência. O segundo “dossier” tem a ver com a aposta num Director Técnico Nacional, alguém que veja a Orientação como um todo, que esteja no terreno a contactar mais de perto as Escolas e os Clubes, que tenha uma visão global da situação e que nos dê perspectivas futuras de evolução da modalidade.

J.M.- Há alguma possibilidade desse cargo poder vir a ser ocupado por um técnico estrangeiro?


A.R. - Não. Temos cá bons técnicos, perfeitamente identificados com as nossas realidades e vamos lançar mão da prata da casa. Por estranho que pareça, ao contrário de muitas outras estruturas federativas, a nossa Federação não possui nenhum técnico requisitado ao Ministério da Educação. Nesse sentido, vamos procurar o destacamento dum técnico que assuma o cargo.

J.M.- Qual é, no seu ponto de vista, o actual estado da Orientação em Portugal?

A.R. - Não tanto como gostaríamos, mas a Orientação está em expansão, tem aumentado o número de atletas federados e também se nota um aumento do conhecimento da modalidade no seio dos seus praticantes. Os Clubes estão bem organizados e há muitos jovens a despontar, para os quais temos traçado um plano de desenvolvimento que permita melhorar a sua formação e acarretar uma maior motivação. Assistimos a um ligeiro decréscimo na afluência às provas, mas julgo que a situação tem sobretudo a ver com a crise económica e financeira que o País atravessa. Acredito que, ultrapassada esta situação, o tão esperado “boom” possa aparecer. Cada vez há mais pessoas despertas para a Orientação e esta é uma modalidade apetecível para pessoas dos 7 aos 77 anos.

J.M. - O que é que podemos esperar deste novo elenco directivo?

A.R. - Espero que, comigo, possamos constituir uma equipa coesa, capaz de responder aos desafios que temos pela frente. Conheço muito bem as pessoas que compõem a actual Direcção e que, na sua grande maioria, transitaram da anterior. Todas elas deram já provas de trabalho e de conhecimento da Orientação. Basicamente espero que consigamos prosseguir com o bom trabalho feito pela anterior Direcção e seguir nesse caminho que vem sendo traçado. Procuraremos corrigir este ou aquele aspecto que, por condicionantes diversas, possa não ter sido tão desenvolvido mas, fundamentalmente, espero poder chegar ao fim destes quatro anos, olhar para trás e ver que a missão foi cumprida.

JOAQUIM MARGARIDO

[Depoimentos recolhidos em 8 de Novembro de 2008, dia da tomada de posse da nova Direcção da FPO; entrevista publicada na edição de Dezembro da Revista de Atletismo]

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segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

UNIVERSIDADE DA BEIRA INTERIOR: INQUÉRITO AO CALÇADO DE ORIENTAÇÃO


Na sequência do estudo sobre Calçado de Orientação, levado a cabo por um grupo de alunos do curso de Ciências do Desporto e Design Industrial da Universidade da Beira Interior [consultar artigo completo aqui], surge uma nova questão com o consequente pedido de colaboração.

Observe os quatro modelos que aqui são apresentados. Sem ver as características dos mesmos, apenas pelo aspecto, se fosse a uma loja qual é que escolheria? O modelo mais votado irá ser trabalhado e melhorado de acordo com os problemas entretanto identificados no questionário inicial.

CONCEPT 1


CONCEPT 2


CONCEPT 5


CONCEPT 10


As respostas devem ser enviadas para Ângela Saraiva, com o endereço
sport_girl_03@hotmail.com .

Colabore. Os alunos e a Orientação agradecem!

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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domingo, 18 de janeiro de 2009

5º TROFÉU ORI-BTT DE GRÂNDOLA: O "BIS" DOS RUSSOS


Victor Korchagin e Ksenia Chernykh, ambos da Rússia, foram os brilhantes vencedores do 5º Troféu Ori-BTT de Grândola. Susana Pontes mostrou-se ao seu melhor nível e alcançou um excelente terceiro lugar enquanto Daniel Marques constituiu a grande decepção, depois dum “mp” na etapa de sábado.

O concelho alentejano de Grândola foi palco, ao longo de dois dias, duma grande jornada de Orientação em BTT. Organizado pelo Clube da Natureza de Alvito, Federação Portuguesa de Orientação e Câmara Municipal de Grândola, o 5º Troféu Ori-BTT de Grândola atraiu 332 participantes, distribuídos por escalões de Formação, Competição e Abertos.

Pontuando para os “rankings” mundial e da Taça de Portugal, o evento contou com a presença dos nossos melhores especialistas a par de alguns estrangeiros de reconhecido valor. Grandes favoritos à partida, o russo Victor Korchagin, o austríaco Andreas Rief e o suíço Simon Seger impuseram a sua mais-valia e partiram para um despique a três que terminaria com a vitória do primeiro, depois do domínio na etapa de sábado e dum segundo lugar na etapa derradeira. Simon Seger terminou na segunda posição e Andreas Rief foi o terceiro classificado.

O “mais” de Susana e o “menos” de Daniel

Juan José Vasquez, atleta espanhol aqui a correr pelo DA Recardães, esteve muito bem em ambas as etapas e terminou na 4ª posição. As esperanças numa boa prestação de Daniel Marques (COC), o nosso melhor especialista, caíram por terra na etapa de ontem, graças a um desconcertante “mp”. O atleta não se deixou abater e, já hoje, arrancou um brilhante 4º lugar, deixando bem vincadas as suas reais capacidades. Joel Morgado (COC), na 7ª posição, acabou por ser o melhor atleta português no escalonamento final do Troféu.

No sector feminino, Ksenia Chernikh passeou toda a sua classe, vencendo com enorme à-vontade ambas as etapas. Outra russa, Nadiya Mikryukova, alcançou a segunda posição enquanto o terceiro lugar coube a Susana Pontes (CPOC / Loja das Bicicletas). A atleta portuguesa esteve muito bem nos dois dias, defendendo muito bem a sua posição e acabando por se impor à lituana Karolina Mickeviciuté, 8ª classificada do “ranking” mundial e uma das grandes favoritas à vitória final.

Sem (grandes) surpresas

Pedro Neves (COC) e Inês Costa (GDU Azóia) exerceram domínio total nos escalões de Formação, o mesmo sucedendo com Gonçalo Cruz (CPOC / Loja das Bicicletas) em H17, Ana Filipa Silva (CPOC / Loja das Bicicletas) em D20 e João Ferreira (DA Recardães) em H20.

49 atletas fizeram do H21A o escalão mais participado, assistindo-se a uma luta titânica pelo triunfo e que se traduziu em escassos 38,5 pontos a separar o vencedor do quinto classificado. Jorge Fernandes (.COM) venceu no sábado e Sérgio Semedo (CPOC / Loja das Bicicletas) foi segundo, ao passo que hoje a vitória coube a Pedro Rodrigo (GCF), secundado por Davide Machado (.COM). Porém, "quem riu no fim riu melhor", e esse foi Carlos Antunes (COC), 3º e 4º classificado nas etapas de sábado e domingo, respectivamente. Joana Moutela (Ori-Estarreja) venceu facilmente em D21A enquanto em H21B ovencedor foi Pedro Cruz (COC).

No que aos Veteranos diz respeito, Inácio Serralheiro (CN Alvito) fez subir o emblema do clube organizador ao lugar mais alto do pódio em H35. Rui Botão (CPOC / Loja das Bicicletas) venceu confortavelmente o escalão de H40, beneficiando dum “mp” de Pedro Serralheiro (COC) na etapa de domingo. José João Moura (Clube EDP) e Luís Sousa (Clube TAP) foram os vencedores dos escalões H45 e H50, respectivamente. Nas senhoras, Alice Silva (GDU Azóia) em D35 e Luísa Mateus (COC) em D45 confirmaram o seu favoritismo e venceram facilmente os respectivos escalões.

[consulte os resultados completos aqui e veja a excelente reportagem fotográfica de Gonçalo Cruz em http://picasaweb.google.pt/goncalo.cruz92]

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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GUERRA EM GAZA


A ofensiva lançada por Israel na Faixa de Gaza e que já se arrasta há três semanas, vem suscitando as mais variadas reacções em todo o Mundo. O conflito continua sem fim à vista, o mal-estar aumenta e as soluções vão sendo adiadas. Perante o sentimento geral de apreensão e de grande preocupação, o Orientovar publica hoje um artigo intitulado "War", da autoria do israelita Dan Chissick.

Não tinha qualquer intenção de escrever no meu blogue sobre a Guerra na Faixa de Gaza. Contudo, comecei a perceber que a maioria (mais de uma centena) dos orientistas estrangeiros que se registaram nos Campeonatos Abertos de Israel, que terão lugar nos dias 20 e 21 de Fevereiro, próximo da cidade de Zefat (Norte de Israel), cancelaram a sua visita por causa da Guerra. Assim, decidi dar a nossa versão da situação, principalmente do ponto de vista da Orientação.

Desde 1948 que Israel tem estado constantemente em guerra. No entanto, a maior parte do país está em paz durante quase todo o tempo, apesar de sujeito a eventuais ataques terroristas (à semelhança do que acontece também na Europa).

Desde o ano 2000, as cidades israelitas mais próximas de Gaza têm vindo a ser alvo de ataques com “rockets”, sobretudo desde que Israel se retirou da Faixa de Gaza em 2005. Isto não produziu qualquer efeito negativo sobre a Orientação, principalmente porque o número de mapas ou eventos nessa área é insignificante. No passado dia 27 de Dezembro, após uma nova carga de “rockets” sobre as nossas cidades e apesar das repetidas advertências, Israel decidiu retaliar com uma força avassaladora - como qualquer outro país soberano provavelmente faria em situação semelhante -, com o objectivo de dissuadir os palestinianos de prosseguirem com os ataques.

Actualmente ainda se verificam combates em Gaza, porque os “rockets” continuam a cair sobre Israel (embora em menor quantidade do que antes). Porém, repito, esta situação não teve absolutamente nenhum efeito sobre o resto do país, ou sobre a Orientação. A vida prossegue normalmente para lá dum perímetro circundante a Gaza e posso afirmar que há mesmo mais segurança do que o habitual, devido ao facto de a polícia estar em alerta elevado.

Compreendo que alguns atletas temam pela sua segurança, mas esse receio é infundado. Podemos garantir-vos que estarão tão seguros aqui como noutro lado qualquer. Admito que alguns possam ter cancelado a sua participação como forma de protesto pela situação, embora não esteja disposto a iniciar um debate político e serão eles que ficarão a perder.

Os israelitas e os Campeonatos do Mundo de Ori-BTT (MTBO WOC 2009) em Agosto, não serão afectadas pela actual situação e os trabalhos estão a avançar de acordo com o previsto, tal como os demais eventos de Orientação. Em qualquer caso, esperamos que esta guerra termine rapidamente e que o Sul de Israel se torne num lugar mais seguro.

Dan Chissick

[O artigo original pode ser lido em http://my.opera.com/chissick/blog/2009/01/13/war]

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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sábado, 17 de janeiro de 2009

(DES) ORIENTAÇÃO


Quando, em Agosto de 1998, foi criado o COC, os cerca de 14 atletas que constituíam a sua equipa corriam o Pais de norte a sul, não falhando a nenhuma prova, fosse ela Nacional ou Regional (não me lembro se naquela época havia Locais).

O vício era grande e a participação era “obrigatória”. Estávamos então em Junho de 1999, na última prova da época e o Ori-Estarreja oferecia-nos um evento de 4 dias, o último dos quais no mapa novo do Torrão do Lameiro, onde se iria disputar o Campeonato Nacional de Estafetas, variante das mais entusiasmantes da nossa modalidade.

Nessa altura, corria pelo Ori Estarreja uma sénior feminina que, salvo erro era militar - e bem militar! -, tal o seu aspecto e postura firme e decidida. Aparecia nas provas com uma “rouloute/bar” a vender uns “comes e bebes” que o pessoal ia consumindo. Na hora da sua prova, fechava o negócio e ia participar, vestindo um equipamento grená já muito desbotado, que nada tinha a ver com o equipamento do Estarreja.

Como os nossos atletas não eram muitos, para constituir equipas para as estafetas havia que fazer descer os menos jovens e subir os mais jovens, para um escalão acessível a todos, nomeadamente Seniores. Particular expectativa para a nossa equipa de Juvenis constituída por José Jordão, Ricardo Ferreira e Ricardo Rodrigues, que acabou por conquistar o primeiro titulo colectivo do COC.

Mas voltemos aos seniores onde se formou uma “super-equipa”, constituída por Tozé Silva, Carlos Monteiro e Luis Tenreiro. Qual de nós o mais inexperiente, onde o azimute e a contagem dos passos até á zona do ponto era táctica usada, pois mesmo que quiséssemos ler relevo, este estaria escrito numa linguagem que nós ainda não conseguíamos decifrar (bem, ainda hoje nos acontece, mas naquela altura, então…). Ora ai estávamos nós, lançados na prova, preparando os mais pequenos detalhes, enquanto o Tozé Silva, primeiro homem da nossa equipa, desapareceu na floresta quando foi dada a partida.

O mapa era agradável e os primeiros dois ou três pontos, muito perto da zona de transmissão do testemunho, eram em colinas ou reentrâncias, perfeitamente identificáveis, desde que com os olhos abertos e a cabeça a pensar com clarividência. Depois entrávamos numa zona mais plana, com muito pouca visibilidade devido a uma grande mancha de acácias, com algumas clareiras pelo meio, onde tínhamos outros dois ou três pontos, até voltarmos a entrar no típico pinhal característico da nossa costa.

Eis que, surpreendentemente, o Tozé passa muito bem colocado no ponto de espectadores e me entrega o testemunho com cerca de 60 minutos decorridos, o que me pôs ainda mais nervoso, com a responsabilidade de fazer a minha prova o mais rápido possível de modo a entregar ao Luis Tenreiro a tempo de ele passear a sua classe.

Nada tínhamos a ganhar nem a perder, apenas o prazer de, pela primeira vez, participarmos num Campeonato Nacional de Estafetas. Mas os primeiros 45 minutos do meu percurso foi das piores experiências que tive na modalidade. Os erros foram imensos, a insegurança total e, por mais que me esforçasse, nada batia certo.
Eis-me então numa zona onde nem caminhos, nem colinas, nada de nada para me referenciar, a não ser amarelos no meio de verdes no mapa e, à minha frente na floresta, apenas acácias e mais acácias. O relógio acusava já os 50 minutos e ainda havia mais de 2/3 do percurso por fazer. No meio deste suplício eis que passa por mim a dita militar atleta do Estarreja, a quem pedi ajuda. Ela respondeu-me favoravelmente e disse que me levaria ao ponto que eu procurava, pois era também o ponto para onde ia.

Naquela fase a minha insegurança era tão grande que mesmo dela eu duvidava. Para tentar acalmar-me e ter a certeza que saia dali o mais breve possível, perguntei-lhe duas ou três vezes se tinha a certeza de onde estava e se íamos bem para o ponto. Como todos bem sabemos, pior que levar alguém na nossa “cola”, só mesmo um “cola” que não se cale e venha sempre a falar, a duvidar das nossas opções e a desconcentrar-nos.

Subitamente ela pára, vira-se para trás, olha-me de cima a baixo e, numa voz firme e autoritária, diz-me:

“ - Cala-te imediatamente, se queres que eu te leve ao ponto. Se não te calas deixo-te aqui sozinho e desapareço já sem me veres mais.”

Escusado será dizer que me calei e ela lá me levou ao ponto, sem falhas, tal como tinha prometido.

Quando cheguei ao final, o Luis Tenreiro já tinha partido na "molhada".

Carlos Monteiro
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sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

VENHA CONHECER... JOSÉ RAPOSO


Chamo-me… JOSÉ da Palma RAPOSO
Nasci no dia… 18 de Novembro de 1951, em Mértola
Vivo em… Santo André
A minha profissão é… Operador de Segurança
O meu clube… COALA – Clube de Orientação e Aventura do Litoral Alentejano
Pratico orientação desde… 1998

Na Orientação…

A Orientação é… um desporto saudável!
Para praticá-la basta… ter um mapa, uma bússola e boa preparação física!
A dificuldade maior é… orientar-se!
A minha estreia foi … em Sines!
A maior alegria é… chegar ao fim!
A tremenda desilusão… fazer “mp”!
Um grande receio… cair!
O meu clube… é tudo!
Competir é… amizade, camaradagem!
A minha maior ambição é… ir ao WMOC 2010, na Suiça!

… como na Vida!

Dizem que sou… um bocado rigoroso!
O meu grande defeito… os outros é que o podem dizer!
A minha maior virtude… ser amigo!
Como vejo o mundo… muito mal!
O grande problema social… o desemprego!
Um sonho… chegar aos 90 anos a praticar Orientação!
Um pesadelo… morrer!
Um livro… não leio!
Um filme… não vejo filmes!
Na ilha deserta não dispensava… a mulher!

Na próxima semana venha conhecer Adriana Ladeira.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

RANKINGS DE ORIENTAÇÃO PEDESTRE


Com as competições suspensas um pouco por todo o Velho Continente, Portugal é praticamente a excepção à regra. Esta é uma altura privilegiada para atentarmos na forma como estão ordenados os “rankings” mundiais e nacionais de Orientação Pedestre, tanto no sector masculino como no feminino.

RANKING MUNDIAL MASCULINO

1º Daniel Hubmann (SUI) 5788
2º Thierry Gueorgiou (FRA) 5682
3º Andrey Khramov (RUS) 5651
4º Emil Wingstedt (SWE) 5629
5º Matthias Merz (SUI) 5623
6º Anders Nordberg (NOR) 5605
7º Peter Öberg (SWE) 5545
8º Valentin Novikov (RUS) 5533
9º Martin Johansson (SWE) 5520
10º Dmitriy Tsvetkov (RUS) 5519

RANKING MUNDIAL FEMININO

1º Heli Jukkola (FIN) 5949

2º Minna Kauppi (FIN) 5913
3º Anne Margrethe Hausken (NOR) 5908
4º Helena Jansson (SWE) 5758
5º Merja Rantanen (FIN) 5630
6º Annika Billstam (SWE) 5628
7º Emma Engstrand (SWE) 5622
8º Tatyana Riabkina (RUS) 5616
9º Signe Søes (DEN) 5613
10º Marianne Andersen (NOR) 5611

RANKING TAÇA PORTUGAL ELITE MASCULINO

1º Tiago Aires (GafanhOri) 775.0

2º Tiago Romão (COC) 745.8
3º Joaquim Sousa (COC) 728.2
4º Diogo Miguel (Ori-Estarreja) 726.6
5º Miguel Silva (CPOC) 699.8
6º Celso Moiteiro (COC) 696.7
7º Gildo Silva (COC) 659.1
8º Albino Magalhães (GD4C) 616.9
9º Alexandre Alvarez (CPOC) 599.1
10º Luís Leite (GD4C) 591.5

RANKING TAÇA PORTUGAL ELITE FEMININO

1º Patrícia Casalinho (COC) 698.5

2º Catarina Ruivo (COC) 693.6
3º Andreia Silva (COC) 687.1
4º Raquel Costa (GafanhOri) 681.9
5º Paula Nóbrega (OriMarão) 608.3
6º Sónia Cristina (AA Mafra) 521.4
7º Maria Pereira (ADFA) 513.7
8º Céu Costa (GD4C) 496.6
9º Lídia Magalhães (ADFA) 453.0
10º Adelindina Lopes (COA) 391.2

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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RANKINGS DE ORIENTAÇÃO EM BTT


O arranque das provas WRE e o regresso da Taça de Portugal à Ori-BTT neste novo ano, justificam que nos detenhamos um pouco na forma como os respectivos “rankings” se encontram ordenados.

RANKING MUNDIAL MASCULINO

1º Adrian Jackson (AUS) 380
2º Ruslan Gritsan (RUS) 347
3º Beat Schaffner (SUI) 344
4º Anton Foliforov (RUS) 343
5º Lasse Brun Pedersen (DEN) 340
6º Beat Oklé (SUI) 336
7º Tonis Erm (EST) 329
8º Tobias Breitschädel (AUT) 305
9º Lubomir Tomecek (CZE) 276
10º Simon Seger (SUI) 265

RANKING MUNDIAL FEMININO

1º Michaela Gigon (AUT) 401
2º Christine Schaffner (SUI) 381
3º Ingrid Stengard (FIN) 361
4º Anna Füzy (HUN) 340
5º Marquita Gelderman (NZL) 331
6º Hana Bajtosová (SVK) 323
7º Ramune Arlauskiene (LTU) 319
8º Karolina Mickeviciuté (LTU) 281
9º Ksenia Chernykh (RUS) 277
9º Anna Kaminska (POL) 277

RANKING TAÇA PORTUGAL ELITE MASCULINO

1º Daniel Marques (COC) 398.5

2º Paulo Alípio (COC) 393.9
3º Joel Morgado (COC) 351.8
4º Luís Pires (COC) 341.4
5º Fernando Silva (Ori-Estarreja) 340.6
6º Mário Guterres (CP Telecom) 339.6
7º José Marques (CP Armada) 339.5
8º Eduardo Sebastião (Clube TAP) 331.4
9º Francisco Moura (Montes e Vales) 321.7
10º António Valentim (ADFA) 320.0

RANKING TAÇA PORTUGAL ELITE FEMININO


1º Susana pontes (CPOC) 400.0

2º Rita Guterres (CP Telecom) 376.1
3º Joana Frazão (CIMO) 316.1
4º Ângela Silvério (CN Alvito) 278.0
5º Sandra Rodrigues (ADFA) 227.6
6º Maria Amador (ATV) 97.1
7º Elisabete Dinis (GCF) 51.5
8º Tânia Covas Costa (.COM) 0.0
8º Ana Margarida Guimarães (.COM) 0.0
8º Fátima Saraiva (DA Recardães) 0.0

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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PELO BURACO DA FECHADURA...


Às portas de mais um fim-de-semana, espreitamos pelo buraco da fechadura e o panorama não pode ser mais aliciante. Há provas para todos os gostos, das locais às internacionais (!), da Pedestre à BTT, sem esquecer o Desporto Escolar. Difícil é mesmo escolher.

Grândola e o 5º Troféu de Ori-BTT concitam a maior fatia das atenções. Terceira prova do “ranking” da Taça de Portugal e com duas etapas de Distância Longa WRE, o Troféu é organizado pelo Clube da Natureza de Alvito e traz a Portugal alguns nomes sonantes desta tão exigente quanto espectacular disciplina. São os casos do suíço Simon Seger, do austríaco Andreas Rief ou do russo Viktor Korchagin, respectivamente 10º, 12º e 15º classificados do “ranking” mundial masculino, e da lituana Karolina Mickeviciuté e da russa Ksenia Chernykh, 8ª e 9ª do “ranking” mundial feminino. Uma oportunidade soberana para os nossos melhores especialistas mostrarem todo o seu enorme valor e potencial. Estas e outras informações em
http://oriprovas3.no.sapo.pt/20090117CNA/Boletim_NET.htm.

A palavra do Supervisor Nacional

As tentativas efectuadas junto da entidade organizadora no sentido de obtermos uma antevisão do Troféu revelaram-se infrutíferas e o Orientovar “socorreu-se” do Supervisor Nacional, Jorge Ramos, que amavelmente nos expôs alguns dos seus pontos de vista. Assim, “o atraso na produção do mapa de Melides condicionou bastante o início dos trabalhos. E só depois deste mapa preparado, e ao esboçar os percursos e percorrê-los no terreno, se notou que existiam demasiados caminhos a terminarem em cercados ou linhas de água. Daí resultaram alguns problemas à Organização, implicando muito mais trabalho, acabando por se voltar a recorrer novamente à zona da serra de Grândola para uma das etapas.” Contudo, parece haver males que vêm por bem, já que Ramos apressa-se a acrescentar que “efectuar uma etapa em Grândola, que possui um terreno excelente, irá contribuir para um acréscimo de qualidade ao evento.”

Quanto àquilo que os atletas vão poder esperar, Jorge Ramos fala com enorme entusiasmo do “traçado exigente das etapas, o terreno que é óptimo e só espero que S. Pedro colabore nos dias de provas sem chuva.” Já quanto ao reduzido número de participantes, sobretudo no que aos estrangeiros diz respeito, lamenta que “a divulgação internacional da prova foi bastante tardia”. E a terminar, um voto: “Que todos os participantes fiquem satisfeitos com o terreno, com a sua prova e prestações e que no domingo, mesmo com todo o cansaço acumulado, possam dizer que foi uma prova que lhes deu bastante satisfação.”

Provas locais para todos os gostos

Alcanena, Vila Real e o Funchal são as próximas paragens. Três provas locais a atrair, também elas, as atenções gerais. Começando pelo Ribatejo, já no sábado, o CLAC Entroncamento faz arrancar em Alcanena a sua Taça, propondo três percursos para todos os gostos. Entre os cerca de cem inscritos, é possível perceber que muitos deles pertencem a equipas-escola da região (Pontével, Freixianda, Ourém, Entroncamento), o que se saúda com particular emoção. A página do evento pode ser visitada em
http://www.clac.pt/.

Bem mais a Norte, no domingo, retoma-se o Troféu “Marcos de Orientação 2008 / 2009”. Trata-se da 4ª etapa, a qual esteve agendada para o passado dia 11 mas que acabou por ser cancelada devido à neve e ao gelo. A organização é da responsabilidade do Clube OriMarão e, em jornada dupla, à espera dos participantes irão estar provas de Sprint nos mapas do Parque do Corgo (10h00) e da Fraga da Almotolia (14h30). Para mais informações consulte
http://www.orimarao.pt/2008/index.php?option=com_content&view=article&id=104:vila-real-orientacao&catid=101:marcos-de-orientacao-2008-2009&Itemid=66.

Finalmente damos um salto à “pérola do Atlântico” onde, na cidade do Funchal, o Clube Aventura da Madeira, com o apoio da Fundação INATEL, leva a efeito, a partir das 10h30, o “Orientação Sprint Funchal 2009”. Pontuável para o “Troféu de Orientação Sprint Clube Aventura da Madeira 2008/2009 - Desporto Para Todos”, a prova decorre em área urbana da cidade do Funchal e é destinada a escalões abertos, de formação e de competição. Tudo para conferir em
http://www.camadeira.com/orientacao/ep09/ori_park18jan09_info.htm.

Desporto Escolar em grande actividade

O Desporto Escolar estará igualmente em grande actividade no próximo sábado. O Parque da Paz, em Almada, recebe a partir das 10h00 a 2ª etapa Associação Desportiva Escolar (ADE) de Orientação de Palmela / Escola Secundária de Palmela. Espera-se a presença de centena e meia de atletas distribuídos por escalões Abertos (OPT 1 e 2) e Formação / Competição (Infantis, Iniciados, Juvenis e Juniores). Saiba mais em
http://moodle.espalmela.net/course/view.php?id=214.

No mesmo dia e meia hora mais tarde é a vez da Coordenação Local do Desporto Escolar (CLDE) Braga levar a cabo a primeira prova do “ranking” regional Norte de Orientação. Terceira etapa do II Torneio .COM MAPA, a actividade decorre em Rebordões (Ponte de Lima), conta com a coordenação técnica do .COM – Clube de Orientação do Minho e destina-se igualmente a escalões abertos (OPT 1, 2 e 3) e Formação / Competição (Infantis, Iniciados, Juvenis e Juniores). Todas as informações em http://www.pontocom.pt/actividades/IITorneioCOMmapa/ e em
http://alfarrabio.di.uminho.pt/de-braga/mod/ori/2008_09/1_Prova_Orientacao_17_jan.pdf.

Bom fim-de-semana e boas provas.


JOAQUIM MARGARIDO
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