terça-feira, 17 de novembro de 2009

OS VERDES ANOS: RAFAEL RAMOS


Olá,

Chamo-me Rafael Cirne Ramos e nasci em Aveiro, há 16 anos. Actualmente frequento o 10º Ano de Escolaridade na Secundária de Estarreja, no Curso de Metalomecânica. Quando terminar o meu Curso, quero ir lá para fora pelo menos uns cinco anos e depois voltar, para trabalhar em Portugal e poder continuar a fazer Orientação.

O meu primeiro contacto com a Orientação deu-se há uns anos, numas férias e numa prova muito simples. Lembro-me que gostei bastante, sobretudo pela forma diferente de contactar com o ambiente. No início do passado ano lectivo, numa aula de Educação Física, o Professor Paulo Pinto quis saber quem já conhecia a Orientação e gostaria de se inscrever no Grupo Escola. Dei o meu nome e, a partir daí, as coisas passaram a ser “a sério”, com a minha ligação à Escola e ao Clube Ori-Estarreja e com a minha filiação na Federação Portuguesa de Orientação.

A minha estreia aconteceu numa prova da Taça de Portugal, em Coruche, e correu pessimamente. Fui muito bem nos primeiros cinco pontos mas depois, com a pressa toda, a pensar que ia fazer uma boa prova, perdi-me e fiz mais ou menos duas horas e meia. Isso não me desmotivou, já só pensava em fazer melhor no dia seguinte e acabei por ficar nos três primeiros lugares. A partir daí nunca mais parei.

Na minha segunda prova, tive uma peripécia engraçada. Engraçada para as outras pessoas, porque para mim foi um bocadinho vergonhoso. Aconteceu que, ao saltar uma cerca, rasguei as calças e as ‘boxers’. Uma rapariga que vinha atrás ficou de boca aberta a olhar para mim e eu não percebi muito bem porquê e continuei a minha prova. Quando cheguei ao fim é que me avisaram e percebi que vinha nuns preparos muito pouco próprios.

Uma das minhas grandes tristezas é não ter ido aos Campeonatos do Desporto Escolar no ano passado. O facto de não haver vagas para o Curso que eu gostava, fez com que entrasse na minha segunda opção que era Informática e Gestão. Não gostei do Curso e fiz a burrice de sair a meio do ano e deixar a Escola. Por esse motivo não pude ir aos Campeonatos.

Para mim a Orientação é o melhor desporto do mundo. É o fazer desporto, melhorar a nossa saúde, contactar com a natureza, respeitar o ambiente e não o poluir com as nossas provas. É só pontos a favor. Quanto ao meu futuro como orientista, confesso que ainda não pensei muito bem nisso. Quando lá chegar, pensarei.

Rafael

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