sábado, 14 de novembro de 2009

ESTORIL PORTUGAL XPD RACE: SURPRESA BRITÂNICA NO SPRINT FINAL


Os nórdicos foram os primeiros a dominar, passando depois o testemunho aos norte-americanos. Mas na recta final do Estoril Portugal XPD Race, os mais fortes foram mesmo os britânicos da Helly Hansen-Prunesco que tomaram de assalto o título. Entre os portugueses a melhor formação chegou ao Baleal no 23º lugar.

Depois de 128 horas de progressão sem parar e mais de 900 quilómetros percorridos a pé, de bicicleta todo-o-terreno e de canoa, ficou entregue o título de 2009 do Campeonato do Mundo de Corridas de Aventura (ARWC), com o Estoril Portugal XPD Race a revelar-se o desafio supremo no que respeita à resistência e estratégia. Das 59 formações de 25 países que deixaram o Estoril no passado domingo, apenas 40 conseguiram terminar classificadas, uma taxa de abandono ainda assim considerada bastante baixa, dada a extensão e as dificuldades do percurso.

Exigindo uma capacidade de resistência extrema, este desafio para equipas de quatro elementos (entre as quais obrigatoriamente uma mulher) foi ao encontro de algumas das mais belas paisagens do país profundo. Arrancou na Costa do Estoril e levou depois a caravana a explorar os trilhos das serras da Lousã, Açor, Estrela, São Mamede e Serra d’Aire e Candeeiros. Pelo meio ficaram os cenários do Zêzere, do Parque Natural do Tejo Internacional e da Barragem de Castelo do Bode. Depois da travessia a nado da Lagoa de Óbidos, a meta foi colocada na praia do Baleal onde os derradeiros sobreviventes chegaram a pé e de BTT, durante a manhã.

Com uma média de idades de 37 anos, os britânicos da Helly Hansen-Prunesco surpreenderam com um enérgico sprint final e conquistaram assim o seu primeiro título mundial de Corridas de Aventura. O líder desta formação, Tom Gibbs, designer na Airbus de profissão, revelou na meta o segredo do quarteto que incluía uma médica do exército: “Na verdade viemos a Portugal sem expectativas exageradas e assim não colocámos demasiada pressão na equipa. A nossa estratégia resultou e tudo se decidiu nas últimas horas da corrida”. Os norte-americanos da Nike (2º) e os suecos da Lundhags Adventure (3º) completaram o pódio, terminado por uma escassa diferença.



Portugueses satisfeitos

Das seis equipas lusas à partida, apenas metade terminaram classificadas. Longe da luta pelos lugares cimeiros, os portugueses tinham sobretudo como objectivo chegar ao fim. José Marques, o líder da melhor equipa nacional no Estoril Portugal XPD Race (23º) mostrava-se satisfeito com esta prestação: “A equipa funcionou muito bem e no terreno evidenciamos sempre uma enorme coesão, mesmo nos momentos mais complicados. Podíamos ter ido mais além - chegámos a andar perto do Top-10 - mas o cansaço e um erro de orientação que nos deixou perdidos no terreno durante três longas horas foram fatais. Mesmo assim estamos contentes e em condições de anunciar que tudo faremos para estar presentes no próximo Mundial”.

Alexandre Guedes da Silva, da Associação Portuguesa de Corridas de Aventura, fazia no final do Estoril Portugal XPD Race o balanço desta organização: “Não podíamos estar mais satisfeitos, pois conseguimos estabelecer um marco em termos internacionais. A qualidade da organização foi reconhecida e em termos competitivos também nunca se viu nada assim!”


Texto e fotos gentilmente facultados pela organização. Toda a informação em
http://www.arwc2009.com/.
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