quarta-feira, 7 de outubro de 2009

TAÇA DOS PAÍSES LATINOS: PORTUGUESES NO BRASIL


Patrícia Casalinho e Tiago Romão voam neste momento para o Brasil onde, na cidade de Santa Cruz do Sul, disputarão a partir da próxima sexta-feira a Taça dos Países Latinos. Antes da partida falaram para o Orientovar e deixaram-nos as suas impressões.


Orientovar - Como viram a nomeação para representar Portugal na XV Taça dos Países Latinos e como encaram esta vossa participação?

Patrícia Casalinho - Esta nomeação foi completamente inesperada, até porque já tinha saído há muito a convocatória com a designação da Raquel Costa. Quando o António Aires me ligou no início do mês de Setembro foi uma surpresa total.

Tiago Romão – A nomeação vem na lógica de ter sido o vencedor do ‘ranking’ da Taça de Portugal. Quanto à minha participação, a época passada foi bastante longa e estou agora a recomeçar. Não estou na melhor forma mas vou lá e tentar fazer o meu melhor. Nesta fase não posso prometer nada.

Orientovar - É a primeira vez que competem no Brasil? Isto encerra algum significado especial?

Patrícia Casalinho – Sim, é a primeira vez que irei competir no Brasil, até será a primeira vez que irei pisar solo brasileiro. Assim poderei conhecer novos tipos de mapas, pois não tenho qualquer ideia de como será lá o terreno.

Tiago Romão
– Estive já no Brasil, mas só de férias. O Brasil é um país muito grande e aquilo que eu conheço é do Norte. Acho que o clima vai ser um obstáculo e um bocadinho difícil habituarmo-nos. Quando lá estive, lembro-me bem daquela humidade, de não conseguir correr. Vamos a ver.


Orientovar - O que esperam encontrar em termos de terrenos, mapas e organização?

Patrícia Casalinho - Em termos de terreno não temos ainda grandes informações, nem excertos de mapas nem qualquer outra informação técnica. Sabemos unicamente que a etapa da Média e da Longa será numa fazenda onde iremos encontrar uma floresta constituída predominantemente por eucalipto.

Tiago Romão – Vai ser uma surpresa. É uma zona completamente diferente do resto do país… não sei. No meu íntimo acho que vamos encontrar mapas muito simples, vai ser basicamente correr. Não estou à espera de encontrar algo de muito detalhado mas é uma incógnita, completamente.

Orientovar - Quais as hipóteses de chegarem a um título latino?

Patrícia Casalinho - Desde a Taça dos Países Latinos do ano passado que se falava que muitos dos países já tinham afirmado que não iriam estar presentes este ano. Estando a competição tão desfalcada em termos de selecções, poderei ter as portas aberta para um título, mas que desde já não se sabe ao certo quem serão os meus adversários. A única coisa que sei é que irei dar o meu melhor, e se vier um título latino melhor ainda.

Tiago Romão – Como a competição parece que vai ser apenas entre Portugal e o Brasil, se não for título é vice-título (risos). Não faço a mínima ideia de quem serão os adversários, qual a sua forma física. Sei aquilo que valho em termos de Orientação, não sei aquilo que valho em comparação com os brasileiros. Mas é preciso ver que eles também são atletas e basta ver os resultados que fizeram agora no Mundial Militar.

Orientovar - Que valor acrescentado um evento desta natureza pode trazer à Orientação no Brasil?

Patrícia Casalinho - Sendo a Taça dos Países Latinos uma prova internacional, esta é uma excelente oportunidade de divulgar mais a modalidade, em especial na cidade de Santa Cruz. Se a organização for boa, onde a qualidade dos mapas é sempre um factor chave, poderão ter as portas abertas a participação de mais atletas internacionais em outros eventos futuros.

Tiago Romão – Sem dúvida. É realmente pena tão pouca adesão por parte dos restantes países. Um bom leque de atletas espanhóis, romenos, italianos, franceses ou suíços aqui, poderiam dar um incremento forte à modalidade, sobretudo agora que o Rio de Janeiro garantiu a organização dos Jogos Olímpicos de 2016. Está na altura de começar a trabalhar para que a Orientação possa vir a ser modalidade experimental nessa altura. Seria muito bom e está nas mãos da Confederação Brasileira de Orientação e do Comité Olímpico Brasileiro trabalharem para que tal aconteça. Mas também nas mãos de todos nós. É um voto que fica, na certeza de que Portugal e a Orientação portuguesa estarão de mãos dadas com os nossos irmãos brasileiros nesta cruzada.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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