quinta-feira, 15 de outubro de 2009

PELO BURACO DA FECHADURA...


Símbolo maior de capacidade e qualidade organizativa, o Troféu Ori-Alentejo conhece este sábado a primeira etapa da sua quarta edição. Vila Nova da Erra reincide como palco dum evento que, com a ajuda de Hugo Borda d’Água, aqui espreitamos pelo buraco da fechadura.


Orientovar - O COAC teve a responsabilidade de organizar a última etapa do III Troféu Ori-Alentejo e é agora o clube organizador da prova de abertura da edição 2009/2010 deste mesmo certame. Como encaram mais este desafio?

Hugo Borda d’Água - Todas as provas que constituem o Troféu Ori-Alentejo têm um objectivo comum: A qualidade. Desta forma, encaramos este desafio com esse objectivo, comum a todas as organizações que têm a responsabilidade de organizar as etapas deste Troféu. No entanto, a tentativa de oferecer provas de qualidade deve ser pensada de modo a permitir um excelente treino a um atleta de topo a nível nacional e, simultaneamente, condições para quem experimenta a modalidade pela primeira vez, que possa conhecê-la e desfrutar da mesma. Obviamente que trabalhar no sentido de oferecer qualidade e proporcionar essa mesma qualidade no dia do evento são duas realidades diferentes, mas é desta forma que encaramos este evento.

Orientovar - No seu entender, que valor acrescentado tem o Troféu Ori-Alentejo para a Orientação local e, dum modo geral, para a Orientação no nosso país?

Hugo Borda d’Água - Ao analisarmos os ‘rankings’ no final da 3ª edição, reparamos em vários aspectos que revelam em parte o impacto do Troféu nas regiões Centro e Sul. Por exemplo, verifica-se existência de pessoas que em determinada prova participam sozinhas, noutra inseridas num grupo e mais interessante ainda é a mudança da constituição do grupo onde se inserem entre as provas. Além disso, outro aspecto que se depreende a partir dos ‘rankings’ é o facto de, em todas as etapas, estarem presentes alguns dos melhores atletas nacionais, o que revela a enorme utilidade destas provas para competir. Foi certamente um conjunto de factores onde se salienta uma curta distância de casa, preços reduzidos, mapas com qualidade e percursos adequados que permitiu este impacto de levar a alegria da Orientação a todos, desde os que já conheciam aos que nunca a tinham experimentado. Assim, a nível local, regional e nacional. o troféu Ori-Alentejo criou o seu espaço, com eventos de qualidade, repletos de emoção e revelando-se altamente escalável. Escalabilidade que este ano fica demonstrada com provas de Almeirim a Sines, representando o crescimento que o Troféu tem tido também ao nível dos clubes organizadores. No entanto, o Troféu ainda tem muito para evoluir nos mais variados aspectos e todos nós (clubes organizadores) continuaremos a trabalhar para que as próximas edições sejam melhores que as anteriores.

Orientovar - Resultante desta dinâmica, quais os resultados práticos sentidos pelo COAC em termos de captação de novos praticantes?

Hugo Borda d’Água - Não é de forma alguma exagerado referir que, apenas na época passada, conseguimos no COAC passar de 4 ou 5 inscritos por prova (quando o clube começou) para um total de 43 distintos ao longo da época devido ao OriAlentejo e às provas da Taça de Portugal em Mora e Almeirim. Por outro lado, sentimos que as pessoas, sobretudo jovens, experimentavam a Orientação pela primeira vez numa prova do Troféu em Coruche, querendo repetir de seguida mas de novo perto de casa. Esta era uma possibilidade que apenas era permitida pelas provas seguintes do Troféu. Estes novos praticantes foram na sua grande maioria jovens, aos quais o Troféu tem permitido também uma evolução a nível organizativo, visto serem eles a desempenhar grande parte das tarefas nas organizações do COAC.

Orientovar - O mapa da Herdade dos Concelhos é de novo o palco duma prova do COAC, a terceira no curto espaço de quatro meses. Não é de temer a saturação dum mapa de inegável valor e interesse?

Hugo Borda d’Água - Não consideramos a actividade de Encordado em Julho uma prova na verdadeira essência da palavra, visto ter decorrido em apenas 15% do mapa e ter contornos bastante diferentes de uma prova, por exemplo, como a do dia 17. No entanto, apesar de pensarmos que nesta prova essa saturação não ocorrerá, esse é um aspecto que equacionamos há algum tempo. Acima de tudo acreditamos na continuação do apoio da Câmara Municipal de Coruche, Junta de Freguesia da Erra e outras entidades públicas para a realização de mais mapas indispensáveis para podermos ambicionar "subir alguns degraus" a nível organizativo e continuarmos a expansão da Orientação em Coruche.

Orientovar - O que podem prometer a quem vier a Coruche no próximo sábado?

Hugo Borda d’Água - Tal como em todas as nossas organizações, fizemos um esforço no sentido de ter percursos adequados para todos, de modo a que, independentemente da experiência, todos possam sair satisfeitos. Esperamos também que a arena com ponto de espectadores, ‘speaker’, bar e num local bastante agradável seja do agrado de todos os que se desloquem a Coruche.

Orientovar - Quer deixar uma última mensagem a todos os participantes?

Hugo Borda d’Água - Pensamos que esta será uma excelente forma de passar a tarde e o início de noite de Sábado, não só com Orientação mas também aproveitando para passear por Coruche e pela Erra. Este será o quarto evento que o COAC realiza este ano e o terceiro em cerca de quatro meses, o que apenas é possível devido a várias entidades trabalharem em sintonia connosco. Estas sinergias vão desde o GafanhOri, que tem sido sempre incansável no apoio ao COAC, passando pela Câmara Municipal de Coruche e a Junta de Freguesia da Erra onde o apoio em todas as organizações tem sido tremendo, terminando em todos os outros privados que nos emprestam material. Este evento será também o último onde colaboramos com o actual Vereador do Desporto da Câmara Municipal de Coruche, Nelson Galvão, que sempre acreditou neste projecto desde a sua criação e ao qual ficamos bastante gratos pelo apoio.

Toda a informação na página oficial da prova, em
http://coaclub.com/3oricoruche/.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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