segunda-feira, 19 de outubro de 2009

III ORI-CORUCHE: O BALANÇO DE HUGO BORDA D'ÁGUA


Peça maior duma estrutura organizativa abnegada e de qualidade, Hugo Borda d’Água coloca um ponto final no III Ori-Coruche, deixando-nos aqui as suas impressões em jeito de balanço.


Após o término da 3ª edição do Troféu OriAlentejo, em Coruche, no passado mês de Julho, ter também a responsabilidade de organizar a primeira etapa do IV Troféu OriAlentejo foi para o COAC algo bastante importante para a continuação da evolução do clube a nível organizativo.

Como consideramos que a Arena é um factor extremamente importante numa prova de Orientação, fizemos um esforço no sentido de aproveitar as excelentes condições das estruturas já existentes na Herdade dos Concelhos e adicionar outras externas, de modo a criar uma arena que permitisse aos presentes "sentir o calor da Orientação". Conseguimos ter nesta Arena um Bar a funcionar a 100% como ainda nunca tinha existido nas nossas organizações, os dois primeiros classificados dos pontos dos escalão Difícil (Masculino e Feminino) a traçar e explicar as suas opções, e ainda antecipar a chegada dos atletas ao ponto de espectadores com um ponto de rádio. Estes foram aspectos novos nas organizações em Coruche e que pensamos terem sido apostas ganhas.

Por outro lado, se consideramos que a Arena é muito importante e deve haver sempre uma preocupação em permitir a todos assistir à emoção do desenrolar da prova, não é menos verdade que uma prova sem mapa e percursos de qualidade é um desastre. Neste aspecto, pensamos que o mapa da Herdade dos Concelhos e os percursos, tanto a nível técnico como físico, foram um verdadeiro desafio e que a grande maioria dos participantes gostou. Não sendo novo, este é um mapa que continua a ser extremamente desafiante para todos, tal como pensamos ter ficado demonstrado nesta prova.

De entre estes participantes, a presença, apenas e só, da grande maioria dos atletas que disputam os primeiros lugares dos Escalões de Elite (Masculino e Feminino) da Taça de Portugal, foi algo que contribuiu imenso para o aumento da emoção no desenrolar da prova e nos deu imenso prazer como organizadores de uma prova do Troféu OriAlentejo. Este aspecto só foi possível, pela integração da prova no estágio que decorreu este fim-de-semana em Arraiolos, restando-nos agradecer a todos os que permitiram esta integração, sobretudo ao Tiago Aires. Assumiu também destaque o elevado número de inscritos da Faculdade de Motricidade Humana (FMH).

De um modo geral, pensamos que o balanço é positivo mas há sempre aspectos a melhorar e, acima de tudo, o nosso pensamento passa já em trabalhar para tentar elevar a fasquia na próxima organização. Sem apoios e sem a existência de um conjunto de sinergias que funcionem de uma forma extremamente sincronizada, não é possível organizar eventos como este. Esta organização só foi realidade devido ao intenso apoio da Câmara Municipal de Coruche e Junta de Freguesia da Erra, assim como o incansável trabalho do Gafanhori, mais concretamente do Tiago Aires, da Raquel Costa e da Isabel Salgado. A todos, apoios que foram também parte integrante da organização e participantes, o nosso muito obrigado.

Esperamos que esta tenha sido uma primeira prova de um Troféu OriAlentejo sempre em crescendo, desde a qualidade das provas ao número de participantes.

Hugo Borda d’Água

[mapa do escalão Difícil extraído da página oficial da prova em
http://coaclub.com/3oricoruche/]

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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1 comentário:

Margarida Novo disse...

Sem por isso querer pôr em causa o trabalho da organização, não posso deixar de realçar um aspecto que me parece importante: o percurso dito "fácil" era de elevada dificuldade física e técnica, o que não deveria acontecer num percurso supostamente acessível a todos. Compreendo a necessidade de promover a competição, mas essa não pode ser o único vector a ter em conta. Com este tipo de percursos (fizeram-me exactamente as mesmas observações a respeito do percurso de iniciação), as pessoas que se estão a iniciar na modalidade desmotivam e não têm vontade nenhuma de repetir, como aconteceu com as 5 pessoas que eu levei e não conseguiram passar do ponto 2. Para mais, não é a primeira vez que isto me acontece...
Compreendo também que possa ser complicado pôr pontos especificamente para estes escalões,mas eles deviam ser acarinhados porque é por aí que a maioria das pessoas começa. Se não houver mais gente a começar (e nem toda a gente entra por um clube), cada vez haverá menos praticantes. Vamos ter mais atenção aos escalões mais fáceis? Obrigada!