domingo, 25 de outubro de 2009

I ORI-BTT DE IDANHA-A-NOVA: DANIEL MARQUES E SUSANA PONTES, POIS CLARO!


Confirmando todo o favoritismo que lhes era atribuído à partida, Daniel Marques e Susana Pontes foram os grandes vencedores do I Ori-BTT de Idanha-a-Nova, disputado ao longo do fim-de-semana.

A Taça de Portugal de Orientação em BTT 2009/2010 rumou este fim-de-semana a terras raianas. Vale das Eiras, no extremo nordeste do concelho de Idanha-a-Nova, paredes-meias com a vizinha Espanha, foi palco duma prova de Distância Longa (sábado) e duma prova de Distância Média (domingo) que permitiram, no seu conjunto, apurar os vencedores.

A longa distância que separa Idanha-a-Nova dos grandes centros terá sido a principal responsável pelo número relativamente baixo de participantes, com apenas 201 atletas distribuídos por dezasseis escalões de competição a marcarem presença, aos quais se devem acrescentar oito participantes nos escalões de formação e ainda onze nos escalões abertos (OPT’s). E foi uma pena que esta moldura humana não tivesse uma mais significativa expressão, já que este I Ori-BTT de Idanha-a-Nova constituiu um enorme sucesso organizativo. As condições atmosféricas ajudaram, a organização – a cargo da ADFA, Município de Idanha-a-Nova e Federação Portuguesa de Orientação - proporcionou aos presentes uma inesquecível jornada de Orientação em BTT e os mapas e terrenos onde se desenrolou a competição não defraudaram as expectativas, cotando-se como a grande mais-valia do evento.

Daniel Marques a bisar

Não dando hipóteses à concorrência, Daniel Marques (COC) arrebatou com inteiro mérito o Troféu, repetindo a vitória da jornada inaugural em Carvela (Chaves), no início de Setembro. No sábado, o leiriense foi o mais rápido, cumprindo os 30,9 km de prova (15 pontos de controlo, 725 metros de desnível) em 1.26.38. Destaque para a excelente réplica de Davide Machado (.COM), que em época de estreia na Elite se afirma a cada prova como uma das maiores certezas da nossa Orientação em BTT, terminando a escassos 47 segundos do vencedor. Paulo Alípio (COC) fez igualmente uma excelente prova, terminando na terceira posição com o tempo de 1.28.15. A surpresa pela negativa vai para o 31º lugar (em 34 competidores) de Guilherme Marques (COC) e para o ‘mp’ de João Ferreira (DA Recardães), os nossos dois melhores atletas juniores da actualidade.

Na decisiva prova de hoje Daniel Marques voltou a ser o mais forte, vencendo com enorme clareza ante os seus competidores directos, Paulo Alípio e Davide Machado. Daniel Marques cumpriu os 19,1 km de prova (15 pontos de controlo, 385 metros de desnível) em 52.50, contra 55.05 de Alípio (que assim ultrapassou Davide Machado na classificação geral) e 58.04 do minhoto. Guilherme Marques rectificou e foi 6º classificado, ficando a nota negativa de novo para João Ferreira, 31º classificado com praticamente o dobro do tempo do vencedor e ainda para os mp’s de Mário Guterres (ADFA), J.J. Sancosmed (DA Recardães) e Inácio Serralheiro (CN Alvito), naturais candidatos a um lugar no top-10 e que acabaram deitando tudo a perder.

Na Elite feminina a luta pelos lugares do pódio resumiu-se a quatro das oito participantes, com natural destaque para a empolgante luta travada entre Susana Pontes (CPOC – Loja das Bicicletas) e Maria Amador (ATV). Amador começaria melhor, vencendo no sábado; Pontes rectificaria na prova de hoje, garantindo uma vantagem suficiente que lhe permitiu levar de vencida o Troféu, vingando em certa medida o segundo lugar de Carvela, ante a espanhola Susana Arroyo. Susana Arroyo (Sotobosque) que alternou resultados com Rita Guterres (ADFA) na classificação dos dois dias de prova, acabando por garantir o terceiro lugar final face à vantagem trazida da prova de Distância Longa.

“Boas decisões e uma boa orientação”

Deixando o seu testemunho ao Orientovar, Daniel Marques comenta assim a prova: “Do meu ponto de vista a navegação não foi um problema. Apesar de haver uma grande rede de caminhos, estes eram de fácil transitabilidade e bem definidos, ou seja, facilmente detectáveis o que favorecia em muito o posicionamento do mapa. Também o tipo de vegetação e o relevo eram pontos de referência chave, e também eram facilmente identificáveis. A maior dificuldade era pois a escolha de opção, equacionar a distância em função do desnível. Uma má opção era sinónimo não só de tempo perdido, mas também de esforço físico desnecessário que vai fazendo moça, subindo aos montes e descendo aos vales.”

Quanto ao seu desempenho, o melhor orientista em BTT português de sempre manifestou-se satisfeito com a sua prestação: “Fisicamente não estou no meu melhor, mas de alguma forma compensei com boas decisões e uma boa orientação. Houve uma boa competitividade com o Paulo Alípio e o David Machado, o que animou bastante o escalão de Homens Elite.”


Fim-de-semana para esquecer

João Ferreira teve mesmo um fim-de-semana para esquecer. Os problemas começaram no sábado e complicaram-se mais ainda hoje, como o próprio faz questão de explicar: "Depois de um furo no ponto 5 na prova de sábado e de ter feito mais de 6 km com a bicicleta à mão, queria redimir-me na prova de domingo mas tudo estava errado. Logo para o primeiro ponto parti o extensor e perco tempo mas o pior ainda estava para vir. Estava a fazer boas opções e sentia-me bem fisicamente. No ponto 4 reparo que estou a perder ar na roda da frente e páro para encher, perdendo algum tempo. Continuo mas o ponto 6 e 7 já faço quase só com o aro pois o pneu estava completamente em baixo. Decido parar e tentar arranjar, um senhor emprestou-me desmontas, outro uma bomba, outro uma camara d'ar pois a que eu tinha já não dava. Agradeço às pessoas que me ajudaram. Bem nisto tudo já tinham passado bem mais de 30 minutos a arranjar a roda."

Com a 'bike' pronta de novo, o jovem atleta prossegue "como se nada se tivesse passado" disposto a dar tudo até ao fim. Eis senão quando, "uma queda para o ponto 12 ainda fez pior. Conclusão, um furo, uma roda com raios partidos, uma queda e um extensor partido. Um fim-de-semana completamente para esquecer. Fico realmente triste quando vejo que a nível físico até estava bastante bem, mas isso não se traduziu em resultados. Tirando isto, gostei bastante dos mapas e dos terrenos. Boa rede caminhos com opções técnicas derivado da altimetria."

Resultados

H Elite
1º Daniel Marques (COC) 200,00

2º Paulo Alípio (COC) 194,01
3º Davide Machado (.COM) 190,08
4º Javier Garcia Aris (Aventur) 170,63
5º Luís Pires (COC) 169,91
6º Joel Morgado (COC) 169,18
7º Samuel de Jesus (CLAC) 163,60
8º Eduardo Sebastião (Clube TAP) 162,48
9º Miguel Fernandes (ADA Desnível) 162,34
10º José Marques (ADFA) 162,11

D Elite
1º Susana pontes (CPOC – Loja das Bicicletas) 196,21

2º Maria Amador (ATV) 194,86
3º Susana Arroyo (Sotobosque) 185,28
4º Rita Guterres (ADFA) 179,18
5º Joana Frazão (CIMO) 156,29
6º Alice Silva (GDU Azóia) 154,46
7º Sónia Rodrigues (COA) 144,42
8º Margarida Colares (CAOS) 135,01

Outros Escalões:

Formação H - João Santos (CN Alvito)
Formação D – Ana Margarida Rocha (CIMO)
H17 – Miguel Pires (.COM)
H20 – Rui Silva (.COM)
H21A – Ricardo Jerónimo (BTT Loulé)
D21A - Catarina Ruivo (COC)
H21B – Hugo Borda d’Água (COAC)
H35 – Paulo Pedro (Clube EDP)
D35 – Ana Gomes (BTT Loulé)
H40 – Leandro Silva (CN Alvito)
H45 – Mário Marques (COA)
D45 – Luísa Mateus (COC)
H50 – Albano João (COC)
H55 – Armando Santos (Clube EDP)
Veteranos M B – Luís Nunes (GCF)
Veteranos F B – Magdalena Morcillo Lais (Sotobosque)
OPT1 Curto – Sara Tomás (GDU Azóia)
OPT2 Longo – Gonçalo Portelinha (ADA Desnível)

Informação completa em
http://oriadfa.no.sapo.pt/.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO


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