terça-feira, 8 de setembro de 2009

OS VERDES ANOS: TIAGO BRITO


Olá,

Chamo-me Tiago Miguel Brito Domingues, moro em Monte Real (Leiria) e nasci a 11 de Janeiro de 1990. Frequento um Curso de Maquinação e Programação da Indústria Metalomecânica, com três anos de duração, equivalência ao 12º ano de Escolaridade e a possibilidade de seguir os estudos na Universidade. Actualmente estou no 3º Ano. Depois gostaria de seguir a vida militar.

Desde sempre gostei de fazer desporto e geralmente todos os anos participava no Desporto Escolar. Pratiquei Basquetebol, Ténis de Mesa, Futsal, até que vi um cartaz a falar do ‘Desporto da Floresta’ que chamou a minha atenção. Até essa altura nunca tinha ouvido falar de Orientação. Isso despertou a minha curiosidade e inscrevi-me. A professora responsável pela modalidade era a Anabela Vieito. Antes de entrar na floresta tínhamos de aprender os conceitos básicos da Orientação, desde a forma de pegar num mapa até à maneira correcta de o orientar. Passado pouco tempo pensei em desistir da modalidade ao ver tantos símbolos que tinha de decorar e o quão a modalidade era aborrecida.

Até chegar o dia em que fui para a floresta participar numa prova nacional. Aí a minha ideia mudou completamente. Ao ver as paisagens naturais tão agradáveis, um desporto livre onde todos podem participar ao seu ritmo, um desporto familiar, um desporto com o maior ‘fair-play’ e menor rivalidade alguma vez visto noutro desporto, disse para mim mesmo que é este o melhor desporto do mundo. A partir daí nunca mais deixei de fazer Orientação. Mesmo quando estou desorientado no meio da prova e penso que nunca mais faço Orientação, chego ao fim e concluo que se não me perdesse não tinha piada. A Orientação é isso mesmo, perdermo-nos e voltarmos a reencontrar-nos.

Já fiz muitas provas, nem sei ao certo quantas. Também já fiz quatro estágios. O meu primeiro estágio foi logo no início da minha actividade desportiva na Orientação e também foi nesse estágio que surgiu a ideia de fases do OriJovem, devido às diversas exigências para os jovens que iniciavam a modalidade. Esse estágio decorreu na zona de Leiria. Depois fui ao 1º Orijovem no Barreiro, ao 2º Orijovem em Évora e entretanto tive uma paragem nos estágios por falta de oportunidade. Só agora tive a oportunidade de regressar, e fui ao 10º Orijovem em Ovar. Devo dizer que adorei todos eles. Estes estágios têm vindo a aperfeiçoar-se cada vez mais. E ensinaram-me muitas técnicas de Orientação e também técnicas que poderemos usar nos nossos treinos diários. Pode parecer que é só mais um de muitos jogos, mas na realidade cada jogo ou actividade que é realizada no Orijovem tem um objectivo no aperfeiçoamento dos jovens atletas. E como não poderia deixar de ser, o divertimento, o convívio e a integração de novos jovens que vão surgindo nos estágios para se iniciarem na modalidade é excelente, o que torna a modalidade ainda mais interessante. Queria aproveitar para elogiar o trabalho do Tiago Aires, da Raquel Costa, e de todos os outros monitores, pela dedicação e esforço que têm tido e tornam possível a evolução dos jovens na modalidade.

De futuro espero manter a minha presença nas provas, mas não tenho grandes objectivos. Prefiro acima de tudo divertir-me. Não quer dizer que não tente fazer o meu melhor. Mas principalmente participar, chegar ao fim e dizer que me diverti, isso é o essencial. Não tenho muito jeito para falar propriamente sobre mim, mas não podia recusar um pedido do Joaquim Margarido. Espero que tenha expressado bem a minha ideia sobre a Orientação.

Tiago Brito

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