segunda-feira, 21 de setembro de 2009

III OPEN DE ORIENTAÇÃO DOS AMIGOS DA MONTANHA: O BALANÇO DO DIRECTOR DA PROVA


Aos poucos o recinto da Capela de S. Mamede vai-se esvaziando. O sol cai no horizonte e, enquanto se levanta a tenda e se põe um decisivo ponto final neste III Open de Orientação dos Amigos da Montanha, trocamos algumas palavras com Jorge Silva, o Director da Prova. Aqui ficam as suas impressões, em jeito de balanço.


Orientovar - No ‘lavar dos cestos’, que balanço faz deste III Open de Orientação dos Amigos da Montanha?

Jorge Silva – Em termos de apanhado global, o balanço é positivo. É um lugar comum dizer isto mas de facto sentimos alguma satisfação pela forma como a prova decorreu. Sabemos que há algumas dificuldades ao nível da qualidade do mapa. Procurámos ultrapassar essa situação com percursos mais ou menos bem desenhados mas sentimos que realmente este não é o melhor terreno para praticar Orientação. Acabámos, isso sim, por tornear esta dificuldade com outras situações como sejam uma boa Arena, num bom local e com um serviço de bar razoável. Foi notório as pessoas aproveitarem estas condições para conversarem, em vez de se irem embora no final da prova. Ficaram mesmo até ao final e tivemos uma Cerimónia de Entrega de Prémios com uma excelente moldura. Por tudo isto acho que foi muito positivo, muito agradável e as pessoas ficaram satisfeitas.

Orientovar – Como avalia esta oferta de duas etapas no mesmo dia?

Jorge Silva – Embora esteja ainda por confirmar, a primeira vantagem poderá ser o facto deste modelo concorrer para trazer mais gente à Orientação. Devo confessar que falo com muitas pessoas que me dizem não fazer Orientação porque ocupa em demasia os fins-de-semana e não têm todo esse tempo. Acho que o facto de se poder fazer Orientação e ainda ficar com metade do fim-de-semana livre poderá ser muito bom. Poderemos ter de abdicar um bocadinho da parte competitiva mas estão todos nas mesmas circunstâncias, ou seja, todos estão cansados para a segunda etapa e a gestão que cada atleta faz do esforço acaba também por ser importante. Já o Clube de Orientação do Minho tinha ensaiado este modelo em Julho e com bons resultados.

Orientovar – Em termos de adesão, este número de 161 participantes deixou-o satisfeito?

Jorge Silva – Face ao panorama geral, diria que sim. O II Open Amigos da Montanha, em Fevereiro, tinha registado uma participação a rondar os 180 atletas pelo que este é um número razoável, para o bom. Mais ainda se atendermos a que tivemos na época passada provas com apenas 80 atletas.

Orientovar – Quais os próximos desafios organizativos que a Secção de Orientação da Associação Amigos da Montanha enfrenta?

Jorge Silva – O nosso interesse está em ter mapas e terrenos próximos da cidade de Barcelos no sentido de mais facilmente captarmos pessoas para a prática da Orientação. Neste momento só há Palme e a própria cidade, o que é muito pouco. Nem que sejam pequenos mapas em zonas de Parques de Merendas e seus arredores, mas o nosso grande objectivo é mesmo a criação dessa interface para chegar junto das pessoas.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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