segunda-feira, 21 de setembro de 2009

III OPEN DE ORIENTAÇÃO DOS AMIGOS DA MONTANHA: PROTAGONISTAS


Terminado o III Open de Orientação Amigos da Montanha, importava ouvir alguns dos protagonistas e auscultar a sua opinião acerca do evento. Isto e algo mais aqui fica, nas declarações de Joaquim Sousa, Albino Magalhães, Andreia Silva, Paula Nóbrega e Leandro Lima.

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Este é um mapa técnico, complicado na zona dos pontos e não é assim lá muito agradável. Acaba por não ser aquele mapa que nos deixa satisfeitos. Uma organização está sempre de parabéns por organizar um evento e isso sim, deixa-nos satisfeitos. Quanto aos mapas, enfim, não são do meu agrado, mas pronto… são os mapas desta zona, são os mapas que eles têm.

Uma lesão na planta do pé tem-me mantido condicionado nas duas épocas anteriores. Nos últimos dois meses, porém, tenho treinado sem limitações e, caso assim continue, estou aqui para me bater com todos os bons atletas nacionais do momento.

Os Mundiais de Veteranos na Austrália são uma grande incógnita. Consultando a Lista de Partidas, vemos que temos apenas 28 atletas no meu escalão. Ou seja, 28 atletas até a mim me deixam um bocado desiludido. Não se conhecendo os adversários nunca se sabe muito bem o que esperar. Claro que gostava de ficar nos 5 primeiros, até gostava de ganhar… Mas vou lá para participar e procurar dar o meu máximo, a ver se pelo menos na prova de Sprint temos possibilidades de fazer alguma coisa em condições.

Joaquim Sousa
Clube de Orientação do Centro



Acho que foi um bom duelo com o Joaquim Sousa. De manhã fiz alguns erros técnicos, embora sem comprometer. Da parte da tarde deitei tudo a perder num ponto onde fiz mais quatro minutos em relação a ele e que ditou a diferença final na prova. Este é um aspecto onde tenho de trabalhar muito e procurar melhorar esta época.

O mapa condiciona o traçador de percursos e impossibilita-o de tirar o máximo partido da zona. É uma boa zona em termos de alguns elementos característicos mas onde a vegetação cresce duma forma abundante, torna-se muito densa, leva a que nos magoemos e tira um bocado a piada à prova.

Tive no início da época essa grande notícia de fazer parte do Grupo de Selecção, o que para mim é uma honra. Em relação aos meus colegas estou há muito pouco tempo na Orientação, em três anos subi três escalões, tive uma boa adaptação ao escalão de Elite na época passada e este ano o objectivo passa por conseguir manter-me dentro desse grupo, fazer uma Taça de Portugal mais regular e manter ou melhorar os resultados nos Nacionais de Sprint e Distância Média e Longa. A camisola das quinas? Isso é mesmo um sonho. Para qualquer atleta, em qualquer modalidade, sentir o peso duma Nação às costas é um orgulho muito grande. Resta esperar que o sonho se concretize. Mas para isso tenho de trabalhar muito os aspectos físicos, mas sobretudo os técnicos, que é onde tenho mais debilidades.

Albino Magalhães
Grupo Desportivo 4 Caminhos



Correr aqui no Norte é um bocado ‘agreste’. Foi uma prova que gostei, particularmente porque dava para tirar algumas opções. Cometi alguns erros mas, no geral, as provas correram-me bem. É sempre bom para treinar.

Esta temporada a minha ambição passa por ocupar um dos três primeiros lugares da Taça de Portugal e ganhar o Campeonato Nacional de Estafetas.

Andreia Silva
Clube de Orientação do Centro


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Foi uma prova bastante dura mas interessante e que me correu bem. O mapa tem zonas de progressão muito difíceis devido à vegetação. Torna-se um bocadinho doloroso mas por outro lado obriga-nos a planear as pernadas tendo em conta esses aspectos. O que poderia ser um factor negativo acaba por não o ser e torna-se interessante.

Os meus objectivos para a presente temporada são definidos por etapas. Para já, será até ao final do ano e depois logo se vê. Também tenho algumas ambições em termos profissionais e este ano será mesmo por pequeninas, pequeninas etapas. Um passo de cada vez.

Paula Nóbrega
Clube OriMarão



A opinião geral dos atletas é de que o terreno é um bocado complicado, sobretudo por causa da vegetação, mas penso que globalmente a prova mereceu a pena para quem cá esteve. Isto pelo facto de serem duas etapas, pela sua calendarização entre duas provas da Taça de Portugal e por este excelente espaço envolvente. Penso que quem cá esteve desfrutou disto e ainda dum mapa que acaba por dar algum prazer fazer.

Para quem organiza, é gratificante vermos uma prova do Regional finalmente com mais de cem atletas, mais concretamente cerca de cento e sessenta. Obviamente que gostávamos que fossem mais, mas este número já nos dá uma satisfação enorme.

Devido aos estudos vou ter muita dificuldade em fazer todas as provas da Taça de Portugal e daí a modéstia dos meus objectivos que passam sobretudo pela manutenção no escalão de Elite. Para a próxima época, aí sim, espero poder ser mais ambicioso e traçar objectivos mais concretos.

Leandro Lima
Associação Amigos da Montanha


Saudações orientistas.
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JOAQUIM MARGARIDO
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