quinta-feira, 17 de setembro de 2009

42º CISM - CAMPEONATO MUNDIAL MILITAR DE ORIENTAÇÃO PEDESTRE: INFORTÚNIO BATE À PORTA DE LÍDIA MAGALHÃES


A competição fez uma pausa neste 42º CISM – Campeonato Mundial Militar de Orientação Pedestre, mas da Estónia continuam a chegar novos desenvolvimentos. Hoje, todavia, as notícias não são as melhores. Lídia Magalhães lesionou-se e está “fora de combate”. Mas vejamos o diário da competição, aqui trazido graças ao cuidado do sempre prestável Alexandre Reis.

Hoje o dia foi reservado ao Model Event da prova de Distância Média e de Estafetas e a uma pequena visita cultural. Mas o dia - e o campeonato! - fica marcado pelas sequelas deixadas pela prova de ontem. Um tremendo infortúnio para a Selecção, mas principalmente para a atleta, impede Lídia Magalhães de continuar a competir, coarctando qualquer possibilidade de classificação colectiva.

O dia de amanhã reserva-nos uma prova num mapa completamente diferente, bastante mais fechado e de navegação próxima. Fica agora o depoimento da ‘azarada da selecção’:

Aquilo que eu mais temia aconteceu! Ontem, na prova de Distância Longa, quando me aproximava do ponto 12 que se encontrava no meio de vegetação densa, um ramo de uma árvore tocou no meu olho esquerdo, provocando desde logo um ardor. Quando terminei a prova, o olho começou a ficar cada vez mais vermelho pelo que, quando regressei do local da competição, fui ao posto médico da unidade onde estamos alojados e posteriormente fui vista por um oftalmologista. Resultado: o ramo, ao tocar-me no olho, provocou uma erosão na córnea e tiveram que me fazer um penso ocular e ser medicada. Nem imaginam o quanto desconfortável isto é.


Neste momento não posso estar mais triste, uma vez que, no que à Orientação diz respeito, este Campeonato foi o único objectivo da última época, e o não conseguir conclui-lo é para mim uma frustração enorme. Mais ainda, porque era a primeira vez que estava a participar com mais duas atletas, permitindo desta forma pontuar como equipa e poder correr na Estafeta.

Por isso, deixo o meu testemunho como um alerta a todos os praticantes de Orientação, para terem bastante cuidado quando navegarem por zonas com floresta mais densa e a importância que o uso de óculos de competição pode ter, principalmente em regiões com floresta como a que encontramos em países como a Estónia, Finlândia, etc. Resta-me desejar ao resto da equipa a maior sorte do mundo para a prova de Distância Média e para a Estafeta.

Cap. Lídia Magalhães – GNR

À Lídia Magalhães, deseja o Orientovar um rápido restabelecimento e os votos de que não se deixe abater. Pessoas assim fazem-nos falta.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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