quarta-feira, 19 de agosto de 2009

WOC MISKOLC 2009: ÚLTIMAS DOS MUNDIAIS


No dia em que se disputa a primeira grande final do 26º Campeonato do Mundo de Orientação Pedestre WOC Miskolc 2009, recuperamos três momentos importantes da competição, nas palavras de Maria Sá e Diogo Miguel e nas imagens de António Aires.

Entrei mal na prova de Distância Média, perdendo tempo nos dois primeiros pontos. Depois consegui entrar no mapa e fazer uma prova regular até ter perdido cerca de três minutos só num ponto. Já na Longa, fiz uma prova sem erros técnicos de realce, perdendo apenas cerca de 1.45 num ponto e mais alguns pequenos erros nas zonas dos pontos. Contudo, fisicamente não me senti como desejava pelo que tive algumas dificuldades num percurso muito exigente.
Diogo Miguel

Parti para a Distância Longa com os pés na final. Durante o aquecimento senti uma paz imensa e capaz de subir e descer montanhas com uma força inabalável. A minha concentração era máxima e estava determinada a fazer uma prova excelente. 3,2,1- partida! Ao pegar no mapa vi que a opção para o primeiro ponto era praticamente idêntica a uma das quais tinha estudado no dia anterior. Não restavam dúvidas – seguir o caminho à esquerda, seguir a mesma curva de nível e depois de duas reentrâncias profundas começar a subir e atacar o ponto. No momento em que passava uma das reentrâncias, bati com o joelho esquerdo numa pedra, desequilibrei-me no terreno rochoso e caí desamparada com a cabeça no chão, deslizando pelo terreno pedregoso até à base da reentrância que tinha acabado de subir. Depois de uma queda destas, fiquei sem reacção. No primeiro momento fiquei assustadíssima, pois a probabilidade de lesões era enorme. Pouco a pouco levantei-me e rapidamente as dores de cabeça que eram fortíssimas apareceram e dobrar a perna era missão quase impossível. Por outro lado, a minha determinação dizia que caminhar era possível e, pensei eu, correr aos poucos também o será. Nunca me passou a ideia de voltar para a partida. Bem, caminhei para o primeiro ponto, ao segundo já consegui correr, embora muito limitada. Psicologicamente foi dificílimo lidar com esta situação. A prova para a qual estava melhor preparada, aquela em que apostei a época inteira, era impossível algo deste género estar a acontecer. Não desisti e terminei a prova, lutando sempre ao máximo. No final da prova, fui imediatamente para o hospital, acompanhada pelo Pedro. Devo aqui referir que foi um momento em que percebi que estamos realmente em equipa, há amizade, para os bons e maus momentos, pois o Pedro foi, sem dúvida alguma, um grande amigo! Depois de Rx, TAC e exame neurológico, tive alta do hospital, com recomendação de repouso máximo. Felizmente sem lesões graves. Apenas ficaram as dores de cabeça constantes, o joelho e as costas negras, a frustração, mas acreditem, que fica ainda a vontade de entrar na final do Sprint!
Maria Sá



Hoje é dia de final de Distância Média

Já se corre neste momento a final da prova de Distância Média. No sector masculino, os 45 atletas distribuem-se por 22 países, pertencendo a maior representação à França (4 atletas), logo seguida da Ucrânia, Suécia, República Checa, Finlândia, Noruega, Rússia e Suiça, todos com três atletas cada. As atenções estão centradas no particular duelo entre o Campeão do Mundo de Distância Media em título, o francês Thierry Gueorgiou e o líder do ‘ranking’ mundial, o suíço Daniel Hubmann. Matthias Merz (Suiça), Peter Öberg (Suécia) e Valentin Novikov (Rússia) não desperdiçarão por certo um qualquer deslize dos adversários e têm igualmente uma palavra a dizer. Curiosidade acrescida, o facto de haver um bom leque de ‘outsiders’ também na corrida, casos dos ucranianos Pavlo Ushkvarok e Oleksandr Kratov, do bielorusso Dmitry Mihalkin, dos húngaros Ádám Kovács e Gábor Domonyik e do romeno Ionut Zinca. Veremos até onde chegarão.

No sector feminino, são 21 os países representados, cabendo à Finlândia o maior número de atletas (4). Com três representantes encontra-se a Letónia, Noruega, Suécia, República Checa, Rússia e Suiça. Também aqui será interessante ver a forma como a finlandesa Minna Käuppi está preparada para defender o seu título mundial, ante a oposição da campeoníssima Simone Niggli (Suiça). Muita atenção também para as checas Dana e Radka Brozková, a sueca Helena Jansson, as suíças Lea Muller e Vroni Koenig-Salmi e sobretudo para a norueguesa Marianne Andersen, número 4 do ‘ranking’ mundial e que surge aqui com uma força inabalável.

Tudo para acompanhar em
http://tajfutovb2009.hu/.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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