segunda-feira, 31 de agosto de 2009

PORTUGAL O'SUMMER 2009: DECLARAÇÕES FINAIS


Agora que se vão desvanecendo as emoções do Portugal O’Summer 2009, recuperamos a conversa mantida com as três principais figuras do evento. Oiçamos pois os testemunhos de Miguel Silva e Raquel Costa, vencedores dos escalões de Elite respectivos e ainda de Nuno Leite, o Director da Prova.


“Não costumo ter muitas expectativas relativamente à Taça de Portugal porque para mim é difícil participar anualmente em todas as provas e logo aí estou em desvantagem. Mas este é o início de época e é sobretudo motivador ver que já não estou a fazer os mesmos erros técnicos que fazia anteriormente. Mesmo que fisicamente ainda me sinta muito abaixo do que poderei vir a estar, tecnicamente sinto-me muito melhor que nos outros anos e estou particularmente feliz por isso. Ganhar mais provas? Vamos ver… com calma…”

“Vim dum estágio de oito dias na Suécia directamente para aqui e fisicamente a pré-época tem sido um bocado desgastante e acuso algum cansaço. A prova de sábado era bastante longa e estava receoso de como me comportaria. Comecei lentamente, o mapa era tecnicamente muito acessível, resguardei-me e no final senti-me bem, pude puxar mais e correu bem. Quanto ao mapa de domingo sabia que era muito mais técnico, sabia que teria que partir com calma, consegui gerir bem a prova, fazendo apenas algumas hesitações e erros pequenos sem nunca ter cometido um erro por aí além.”

“A Organização do evento foi espectacular. Projectar resultados em directo, toda a logística da prova… Adorei! Pena foi que não tivesse tido a adesão que seria de esperar, nomeadamente da parte dos estrangeiros, mas penso que estas provas são sempre boas para termos a família da Orientação reunida sem ser apenas num curto fim-de-semana.”

Miguel Reis e Silva (CPOC), vencedor Elite Masculina



“Quando passei no ponto de espectadores só ouvi muito barulho mas não percebi que estava a perder dois minutos, não pude ver como estava posicionada. Limitei-me a fazer uma parte final sem erros, tal como já tinha acontecido no Sábado. Fiz a prova a um ritmo muito lento. Talvez nunca tenha andado tão devagar nestes terrenos mas foi sobretudo porque depois do tempo imenso que perdi nos dois primeiros dias, não queria perder mais tempo assim. Desde aí optei por fazer sempre tudo com muita segurança.”

“Julgo que a organização esteve muito bem. Todos os mapas eram de qualidade, com percursos muito bem traçados. Julgo que está à altura das várias organizações onde estivemos nestes últimos dois meses. Em Itália, na Eslovénia, na Suiça e em Espanha encontrámos boas organizações, com o essencial que são bons mapas, bons percursos e a infra-estrutura da Arena e julgo que esta organização do Ori-Estarreja está ao mesmo nível, tem tudo, não falta nada.”

“A grande prova de fogo do Clube GafanhOri é agora o Meeting Internacional de Arraiolos, no início do próximo ano. Posso dizer que as tarefas organizativas da prova já estão todas distribuídas, principalmente pelos jovens, já que vão ser eles os chefes de cada uma das secções da prova. Todos eles já tiveram oportunidade de organizar cerca de dez outras provas, sobretudo de âmbito local mas também regionais, portanto estou certa que irão estar à altura. As tarefas estão em execução, mas ainda no início, e esperamos poder oferecer uma grande prova e que as pessoas gostem.”

Raquel Costa (GafanhOri), vencedora Elite Feminina



“Não foi apenas uma semana exaustiva. A anterior e as outras foram igualmente de bastante trabalho, mas sem dúvida que valeu a pena todo este trabalho e este esforço. O ‘feed-back’ que temos recebido dos atletas é fantástico. Faz-nos sentir bem vermos reconhecido esse trabalho.”

“Este fim-de-semana constituiu o ponto alto do evento. Julgo que conseguimos uma Arena bastante boa, três dias em torno deste espaço o que é muito semelhante ao que se costuma fazer lá fora, toda esta envolvência com os pontos de espectadores e a dinâmica do Bruno [Nazário] a relatar autenticamente as mais variadas incidências, leva-me a destacar os dois últimos dias do Portugal O’Summer. Quanto a aspectos negativos, pode parecer esquisito dizer que não encontro, mas essa é a verdade. Poderão haver vários, mas são insignificantes, resolvem-se na hora, não chegam a perturbar minimamente o normal decurso do evento. Pessoalmente tenho a certeza do dever cumprido. Vou dormir tranquilo hoje.”

“O próximo desafio do Ori-Estarreja, na vertente competitiva, passa por fazer um trabalho ainda mais intensivo para atacar os primeiros lugares do ‘ranking’ de clubes nesta época que agora começa. No campo organizativo, vamos ter os Nacionais de Orientação em BTT em Oliveira de Azeméis para o ano e essa é a nossa próxima aposta.”

Nuno Leite (Ori-Estarreja), Director da Prova

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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1 comentário:

Ana disse...

Está de parabéns o Ori-Estarreja, por este excelente ‘Portugal “O” Summer 2009’. Uma organização exemplar, uns mapas excelentes e uns percursos muito interessantes. Até tivemos direito a experimentar o Trail - O!
Arenas bem situadas e até piscina para quem se queria refrescar no final das provas (pois é, isto foi só para aqueles que estiveram lá no início…). Já para não falar das deliciosas sopas que se comeram no Oribar e, já agora, no bolo de nozes com citrinos que acabou depressa. Pudera, era tão bom! A juntar a isto tudo ainda pudemos desfrutar duma bela praia, com aquele mar fabuloso.
Aquela opção de começar as provas às 9 horas, foi uma grande ideia, não só devido ao calor, mas também porque nos deixou tempo livre para outras actividades.
Esperemos que seja para repetir.
Só perdeu quem não compareceu!