sexta-feira, 17 de julho de 2009

SEMPRE QUE UMA FLORESTA ARDE, A ORIENTAÇÃO FICA MAIS POBRE!


Com a chegada do Verão chegam os incontornáveis incêndios. Sempre que a floresta sofre, todos aqueles que a amam e sentem intimamente a sua beleza e o seu fascínio sofrem também. Sempre que uma floresta arde, é um pedaço do coração que nos arrancam, a nós, amantes do Desporto da Floresta.

Com o flagelo dos incêndios, a floresta é a principal vítima mas todos somos vítimas duma situação que nos empobrece e, as mais das vezes, nos envergonha também. Hoje, em Ovar, ardeu um pedaço da nossa bela floresta. Foi com o coração despedaçado que assisti, impotente, à força com que as chamas devoraram, em menos de um credo, um bem tão precioso, um bem que me era tão querido.

Naqueles momentos de angústia e de dor, pensei nas múltiplas formas como nós, orientistas, poderemos contribuir para preservar e defender um bem que, sendo de todos, é nosso por definição. Não deveriam os nossos governantes, os nossos autarcas, terem a noção da importância de se criarem mecanismos que levem as pessoas para a floresta, usufruindo em segurança do tanto que ela tem para nos dar. Não teremos nós uma palavra a dizer no âmbito desta problemática, mostrando-lhes que a floresta, mais do que um problema, pode ser a solução de tantos problemas.

Aí lembrei-me dos percursos permanentes. Se cada floresta tivesse um percurso permanente, se houvesse sempre, de forma inopinada, alguém a percorrer aqueles espaços, será que isto não consistiria uma forma de dissuasão de eventuais actos criminosos? Esta ferramenta, muito para além de constituir um verdadeiro privilégio para aqueles que gostam de se aventurar floresta adentro de mapa e bússola na mão, é uma forma de nos atrair para a floresta, fazendo de nós ‘guardiões’ deste verdadeiro templo, do nosso templo.

É fundamental que todos pensemos nisto. Que vejamos neste tipo de atitudes tão simples – ou noutras! - uma forma de minimizarmos um problema que, decisivamente, nos dilacera. Pela floresta, pela Orientação, por cada um de nós!



Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

.

Sem comentários: