sexta-feira, 17 de julho de 2009

ORIJOVEM: LANÇANDO A SEMENTE NO PINHAL DO REI


A Noite da Amizade

O primeiro dia terminou com uma animada e renhida Estafeta da Amizade, onde equipas de três elementos disputaram entre si o título de Campeões da Noite. Já o Sol se tinha recolhido há algum tempo quando vinte e duas equipas iniciaram o seu percurso no Parque dos Mártires do Colonialismo, na Marinha Grande, iluminando o já silencioso jardim com a luz das suas lanternas. Equipas que juntavam os mais velhos com os mais novos, rapazes com raparigas, jovens com técnicos, de forma a personificar a união e amizade entre todos os presentes neste OriJovem.

Pouco passava das 22h00 quando a primeira equipa terminou, com sucesso, o seu percurso, tendo decorrido mais 15 minutos até todas as equipas terem terminado as suas provas. No fim, a grande algazarra de muitas histórias para contar continuou a animar o local, até chegar a hora do banho e uma noite de sono bem merecida.

A Manhã dos Ladrões

O dia 2 deste 12º OriJovem começou com aquela que é, normalmente, a prova mais esperada pelos jovens: o Polícia e Ladrão. Nesta actividade, os jovens dividiram-se em equipas de “ladrões”, tendo como objectivo roubar peças de puzzle que, em conjunto, compunham a mascote do OriJovem. A grande magia deste jogo é a excitação de ter de fugir permanentemente aos “polícias”, que são os monitores. Para o sucesso da fuga é essencial saberem sempre a sua localização no mapa, aí residindo a chave para conseguirem ser libertados em caso de “captura” por parte dos rápidos “ori-polícias”.
É também o momento mais intenso e barulhento de todo o estágio, onde a capacidade de improvisação dos jovens “ladrões” é essencial para ludibriar os seus perseguidores mais velhos!

No fim, apenas três equipas das vinte em prova conseguiram, com as peças do puzzle roubadas, construir na integra a tartaruga do OriJovem. Foram estas as vencedoras desta louca manhã passada nas florestas junto à Vieira de Leiria.



Aprender os segredos do Pinhal do Rei

A tarde começou com uma fascinante visita guiada aos segredos da floresta. Desde o porquê do incansável ‘toc-toc-toc’ do pica-pau, passando pelo interminável voo de três anos ininterruptos do andorinhão, ao stress da acácia que produz caules com aspecto de folhas para se proteger, às borbulhas dos carvalhos que encerram a magia da vida de um insecto, à armadilha mortífera preparada numa pequena depressão pelas formigas-leão, um mundo fascinante foi-nos revelado nas palavras do Prof. José Artur Pinto. E tudo ali no reino dos Orientistas: a floresta.

Depois a tarde terminou com um Downhill-O, ou seja, Orientação feita a descer “sempre a abrir”. Conseguir que o cérebro acompanhe as pernas nas encostas de um desnivelado pinhal não é para todos e os jovens orientistas tiveram aqui um cansativo desafio. O dia chegou ao fim com as habituais reuniões por grupos onde os atletas analisaram, em conjunto com o seu monitor, todas as actividades realizadas ao longo do dia. Finalmente, com a lua já bem alta, pela primeira vez nas últimas 16 horas o silêncio reinou na Escola Guilherme Stephens. Embora permanecendo a sensação de que, a qualquer momento, a saudável algazarra poderá recomeçar…

[texto de António Aires e fotos de José Mário Batista]


Saiba mais em http://orijovem12.webnode.com//.

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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1 comentário:

pedro disse...

Os policias eram maus
e os ladrões eram roubados